Descobri a diferença entre esquerda e direita! A partir de agora acabam-se as dúvidas. Não mais temos de ficar à nora quando alguém acusa alguém de atitudes de esquerda ou de direita e evitamos dizer barbaridades como "atão, mas aquele gajo era de esquerda? eu pensava que ele era de direita!". Isto dito assim num grupo de gente culta é suicídio social.
Querem saber qual é a diferença entre uma pessoa de esquerda e uma pessoa de direita? Querem mesmo? A sério? Vejam lá, se calhar o mundo perde metade da piada depois...
Então, cá vai: as pessoas de esquerda noticiam "morreu Pinochet" ou "morreu Augusto Pinochet", as pessoas de direita noticiam "morreu o General Pinochet" ou "morreu o General Augusto Pinochet". A diferença é o "General". E pronto, mais um mistério da humanidade que foi resolvido. A partir de agora, se tiverem dúvidas sobre o alinhamento político de alguém, tentem puxar o assunto Pinochet e vejam como a pessoa se refere a ele.
Quanto a mim, general ou não, dou aqui a notícia: o gajo morreu. Para os defensores de Pinochet: o gajo ganhou uma fortuna à custa do Chile viveu à grande e à francesa e tinha 91 anos. E choram pela morte dele? Já iam sendo horas, não? Vão chorar a ver novelas! Para os opositores de Pinochet: riam-se à vontade, mas a verdade é que ele nunca foi julgado. Nem no Chile nem em lado nenhum. Riam-se da morte dele que outros se rirão de vocês.
Disclaimer: Estudo efectuado lendo blogs portugueses de orientação política conhecida. A amostra é de 2 blogs (um de cada).
11 dezembro 2006
Indemnização compensatória?
Índios e Cowboys. A história é velha, começou assim que os europeus chegaram à América do Norte (e vamos evitar discussões do tipo "quem colonizou primeiro a América do Norte" ou "de onde vieram os Índios, não terão vindo da Europa?" ou ainda "os primeiros a descobrir o Novo Mundo foram os vikings". Tou-me a borrifar. Refiro-me à descoberta por Cristóvão Colombo e à colonização posterior por espanhois, ingleses e franceses; mas isso é irrelevante, eu quero é falar do tempo dos cowboys, na altura em que ainda não eram maricas!) e prolongou-se por uns anitos.
Basicamente a colonização da América do Norte foi feita a ferro e fogo, matando (a um tal nível que até o Pinochet teria inveja!) tribos inteiras de índios apenas porque sim.
E pronto, lá se fez o país actualmente conhecido como Estados Unidos da América e tal.
Mas, vai daí, vieram os direitos civis e começa a malta a reclamar que isto tá mal, que os índios têm direitos ancestrais sobre a terra e mais não sei o quê e num país em que o primeiro a dizer "isto é meu" é o proprietário de um bem (uma nota no chão, um terreno, uma mina de ouro, uma gaja com grandes mamas) isto levantou uma série de problemas. É que os índios têm de ser compensados! Têm o direito a viver de acordo com a sua cultura (parece que todas as minorias têm este direito pelas Américas, tirando os pretos, chineses, mexicanos e maricas; que juntos são capazes de constituir 60 ou 70 por cento da população do país, mesmo excluindo a contagem em duplicado das pessoas que pertencem a mais de um destes grupos). E além de terem o direito de viver de acordo com a sua cultura e tradições (isto da tradição para eles também é importante, nem percebo como é que proibiram a tradição de queimar bruxas; se calhar limitaram-se a alterar os parâmetros para classificar uma mulher como bruxa, sei lá...), têm direito a compensações pelos danos sofridos pelos papás dos papás dos papás dos papás dos seus papás.
E criaram-se as reservas! Agora os índios vivem em reservas (apenas quando querem; as reservas são como o corredor BUS para os taxistas: se está trânsito usam o BUS, mas se não está podem andar por todo o lado) e têm direitos especiais. Por exemplo, têm o direito de não pagar impostos sobre o álcool, têm o direito de jogar livremente (porque é tradição e mais não sei o quê) e como têm o direito de, mais coisa, menos coisa, legislar o que é tradição ou não, têm o direito de fazer casinos.
Vai daí, fizeram quilos de casinos, um pouco por todo o lado, nas suas reservas. E toda a gente pode ir lá gastar os seus dólares em dinheiro que reverte para a reserva. E que não é tributado. Depois venham-me falar no paraíso fiscal da Madeira, venham.
Ora bem... a tribo dos Seminole (que também tem uma reserva, pois claro), acabou de comprar o Hard Rock Café. E não, não compraram o Hard Rock lá do sítio, compraram os Hard Rock Café TODOS. 124 ao todo. Mais 4 hoteis. E 2 casinos. E uma sala de espectáculos. Tudo pela módica quantida de 700 milhões de euros, mais ou menos. E tudo isto, imagino, como indemnização compensatória pelo genocídio e a perseguição e mais não sei o quê.
Basicamente a colonização da América do Norte foi feita a ferro e fogo, matando (a um tal nível que até o Pinochet teria inveja!) tribos inteiras de índios apenas porque sim.
E pronto, lá se fez o país actualmente conhecido como Estados Unidos da América e tal.
Mas, vai daí, vieram os direitos civis e começa a malta a reclamar que isto tá mal, que os índios têm direitos ancestrais sobre a terra e mais não sei o quê e num país em que o primeiro a dizer "isto é meu" é o proprietário de um bem (uma nota no chão, um terreno, uma mina de ouro, uma gaja com grandes mamas) isto levantou uma série de problemas. É que os índios têm de ser compensados! Têm o direito a viver de acordo com a sua cultura (parece que todas as minorias têm este direito pelas Américas, tirando os pretos, chineses, mexicanos e maricas; que juntos são capazes de constituir 60 ou 70 por cento da população do país, mesmo excluindo a contagem em duplicado das pessoas que pertencem a mais de um destes grupos). E além de terem o direito de viver de acordo com a sua cultura e tradições (isto da tradição para eles também é importante, nem percebo como é que proibiram a tradição de queimar bruxas; se calhar limitaram-se a alterar os parâmetros para classificar uma mulher como bruxa, sei lá...), têm direito a compensações pelos danos sofridos pelos papás dos papás dos papás dos papás dos seus papás.
E criaram-se as reservas! Agora os índios vivem em reservas (apenas quando querem; as reservas são como o corredor BUS para os taxistas: se está trânsito usam o BUS, mas se não está podem andar por todo o lado) e têm direitos especiais. Por exemplo, têm o direito de não pagar impostos sobre o álcool, têm o direito de jogar livremente (porque é tradição e mais não sei o quê) e como têm o direito de, mais coisa, menos coisa, legislar o que é tradição ou não, têm o direito de fazer casinos.
Vai daí, fizeram quilos de casinos, um pouco por todo o lado, nas suas reservas. E toda a gente pode ir lá gastar os seus dólares em dinheiro que reverte para a reserva. E que não é tributado. Depois venham-me falar no paraíso fiscal da Madeira, venham.
Ora bem... a tribo dos Seminole (que também tem uma reserva, pois claro), acabou de comprar o Hard Rock Café. E não, não compraram o Hard Rock lá do sítio, compraram os Hard Rock Café TODOS. 124 ao todo. Mais 4 hoteis. E 2 casinos. E uma sala de espectáculos. Tudo pela módica quantida de 700 milhões de euros, mais ou menos. E tudo isto, imagino, como indemnização compensatória pelo genocídio e a perseguição e mais não sei o quê.
Ah ah ah ah ah ah ah ah!
É mais ou menos este o objectivo da SIC Comédia: fazer a malta rir.
Mas como os tempos são duros e a OPA tá aí, os senhores do grupo PT acham que não há grandes razões para rir. E vai daí, a SIC Comédia vai sair da rede TV Cabo.
Já anda por aí a circular (em via electrónica, pois claro) uma petição para a não remoção do canal da grelha da TV Cabo.
Oh! Se ao menos tivéssemos alternativa à TV Cabo...
(para quem não percebeu a piada: há ali 7 links de operadores de TV por cabo; e alguns também fornecem serviços de telefone e internet; e só um é que o do operador da PT Multimédia)
E por falar nisso, lá vou eu mudar de operador. Outra vez. Já se acabou o meu período de fidelização de 12 meses à Oni, por isso vou mudar para a AR Telecom. Vai ser o meu 4º operador de telecomunicações fixas no espaço de 8 anos (quando morei em Estrasburgo consegui a proeza de só lá ter estado 6 meses e mesmo assim ter mudado de operador a meio!)
Mas como os tempos são duros e a OPA tá aí, os senhores do grupo PT acham que não há grandes razões para rir. E vai daí, a SIC Comédia vai sair da rede TV Cabo.
Já anda por aí a circular (em via electrónica, pois claro) uma petição para a não remoção do canal da grelha da TV Cabo.
Oh! Se ao menos tivéssemos alternativa à TV Cabo...
(para quem não percebeu a piada: há ali 7 links de operadores de TV por cabo; e alguns também fornecem serviços de telefone e internet; e só um é que o do operador da PT Multimédia)
E por falar nisso, lá vou eu mudar de operador. Outra vez. Já se acabou o meu período de fidelização de 12 meses à Oni, por isso vou mudar para a AR Telecom. Vai ser o meu 4º operador de telecomunicações fixas no espaço de 8 anos (quando morei em Estrasburgo consegui a proeza de só lá ter estado 6 meses e mesmo assim ter mudado de operador a meio!)
Blogger beta
Aos poucos a malta vai passando para o Blogger Beta. Parece que o Blogger vai melhorar e mais não sei o quê. Só que isto de mudar para a nova versão não é para quem quer, é para quem pode. É só quando o blogger diz que podemos mudar. E eu a vê-los a mudar para o Blogger Beta e cheio de inveja e não me aparecia a mensagenzita a convidar-me a experimentar a nova versão. Até que, ontem, recebi o tão desejado convite! Ó alegria! clico lá no coiso e preparo-me para um momento solene. Boto a password e recebo a mensagem "Cannot switch do Blogger Beta right now!". Nãaaaaaaaaaaaaoooooooo! Para isto preferia que não me tivessem dito nada. Raios partam o blogger, pá!
Cães
Ao fazer uma viagem de carro com cães (como aconteceu este fim de semana) lembro-me sempre do Artur Albarran. De vez em quando é preciso abrir as janelas todas e só me vem à cabeça: "O drama... o odor...". Credo, que pivete! Outra frase de que me lembrei com frequência é do "O Império Contra-ataca", o episódio V da Guerra das Estrelas: "I thought they smelled bad on the outside!" (quando o Han Solo se vê na contingência de cortar a meio um bicharoco que acabou de morrer para aquecer com as suas entranhas o Luke Skywalker que estava enregelado).
07 dezembro 2006
O que vale é que é fim de semana prolongado
Acordei já passava das 10 e porque me telefonaram. Cheguei ao escritório com quase duas horas de atraso. O servidor de mail não funciona. Chove. Apareceram-me 2 ou 3 casos bicudos para resolver que me sorvem as energias. Fui falar com o meu orientador e cheguei com meia hora de atraso porque quando estava a sair tocou o telefone. Ele há dias em que mais vale não sair de casa. O que vale é que vem aí um belo fim de semana, prolongado e tudo, e eu vou passear!
06 dezembro 2006
Queridos lagartos:
Perder 3-1 custa um bocado a engolir. Sobretudo depois de ter passado o dia a gozar com os lagartos por terem ontem perdido pelo mesmo resultado. O que vale é que as situações são ligeiramente diferentes:
- o Manchester United é ligeiramente mais forte que o Spartak de Moscovo;
- jogar fora é ligeiramente mais difícil que jogar em casa;
- ter de ganhar é ligeiramente mais complicado que bastar um empate;
- ir à Taça Uefa é ligeiramente melhor que ser eliminado das competições europeias;
- não jogámos mal o que é ligeiramente melhor que não ter dado uma para a caixa.
De igual mesmo só o resultado e a cor do equipamento dos adversários. Por isso, acho que continuo a poder gozar com os lagartos ;) (apesar de ter pena de eles terem perdido, claro.)
- o Manchester United é ligeiramente mais forte que o Spartak de Moscovo;
- jogar fora é ligeiramente mais difícil que jogar em casa;
- ter de ganhar é ligeiramente mais complicado que bastar um empate;
- ir à Taça Uefa é ligeiramente melhor que ser eliminado das competições europeias;
- não jogámos mal o que é ligeiramente melhor que não ter dado uma para a caixa.
De igual mesmo só o resultado e a cor do equipamento dos adversários. Por isso, acho que continuo a poder gozar com os lagartos ;) (apesar de ter pena de eles terem perdido, claro.)
O gémeo malvado
Antes de começar, uma menção a este blog que partilha o nome com este post.
E agora, passo a palavra ao nosso patrocinador.
Se gostaram do primeiro vão adorar o segundo!
Retomamos a programação normal dentro de momentos! Miau.
E agora, passo a palavra ao nosso patrocinador.
Se gostaram do primeiro vão adorar o segundo!
Retomamos a programação normal dentro de momentos! Miau.
Afinal, sou rico
Pelo menos globalmente.
Números de um estudo da Univ. das Nações Unidas (notícia no Público) basta ter 1650 euros para estar na metade mais rica do planeta!
Os números: Os 2% mais ricos do planeta dividem 50% da riqueza; Os 50% mais pobres têm 1% da riqueza mundial.
Números de um estudo da Univ. das Nações Unidas (notícia no Público) basta ter 1650 euros para estar na metade mais rica do planeta!
Os números: Os 2% mais ricos do planeta dividem 50% da riqueza; Os 50% mais pobres têm 1% da riqueza mundial.
Grande salganhada
Como é o ditado mesmo? Pau que nasce torto tarde ou nunca se endireita, não é?
Pois bem, o Tribunal Administrativo manda e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior obedece: Vai ser criada uma vaga adicional no curso de Medicina da Univ. de Coimbra.
E tudo isto porque de cada vez que se mexe nas regras de acesso ao ensino superior faz-se asneira.
Idiotice número 1: no tempo em que a segunda data era só para casos de força maior havia alunos que inventavam atestados médicos para adiar o exame. É uma idiotice porque quem faz exames de segunda data só pode concorrer em segunda fase onde só estão a concurso as vagas que sobraram (e em Medicina não sobra nada, ficam-se pela meia dúzia de vagas específicas para a segunda fase).
Idiotice número 2: como havia quem fizesse exames na segunda data e não devia, toca de democratizar o acesso à segunda data de exames. É uma idiotice porque com dois exames para a mesma disciplina é uma questão de tempo até os níveis de dificuldade começarem a ser diferentes.
Idiotice número 3: como as notas de química do ano passado foram más o Secretário de Estado (tavas tão bem a ver os jogos do Mundial em vez de assinar despachos!) resolveu permitir aos alunos repetir o exame. É uma idiotice porque se as notas são más, são más para todos! De que interessa a alguém que quer entrar em Medicina, suponhamos com 100 vagas, ter 19,5 no exame de Química se toda a gente tem 20 ou 19,9 e ele acaba por ficar em 101º lugar entre os candidatos? E porque é que ter 14 é mau se o panorama geral foi ter alunos de 19 e 20 a ter 10 e o aluno que conseguiu o 14 acaba por ficar nos primeiros lugares e entra no curso?
Idiotice número 4: além de permitir a repetição do exame, o Secretário de Estado resolveu que estes alunos podiam inclusivé candidatar-se à primeira fase dos exames. Isto é uma imbecilidade de todo o tamanho: ou tem toda a gente uma segunda oportunidade ou não tem ninguém. E o Tribunal Administrativo concorda comigo.
Claro que em cursos como medicina em que são 7 cães a 1 osso (literalmente! O número de candidatos deve ser da ordem de 7x o número de vagas), o que não falta é gente que quer entrar a todo o custo (até porque se calhar anda a tentar desde o século passado).
Como se resolve a questão? Simples, há uma data ÚNICA para cada exame. E pronto. Continuamos a ter duas fases de concurso, mas um único exame. Garantidamente o nível de dificuldade é homogéneo e toda a gente joga com as mesmas regras. Depois de se saber as notas, os alunos candidatam-se. Quem não entrar vai à segunda fase de concurso lutar pelas vagas que sobraram (se tiver sobrado alguma).
O único problema aqui são as notas mínimas a determinados exames. Por exemplo, o IST exige 12 nas específicas (o curso de Matemática exige 14 no exame de Matemática), e o curso de Medicina de Coimbra exige 14 a Química. Ora como a entrada na universidade é feita por seriação, não interessando a nota do candidato mas sim o lugar que ocupa na classificação, o que deve ser alterado é a forma de exigir determinadas notas em exames. Em vez de exigir 14 exige-se, por exemplo nota no exame nos melhores 20% ou 25% ou 50%. E ponto final. Acabam-se as merdas de uma vez.
Já na Universidade é a mesma coisa, há duas datas de exame. Por causa disso já vi dezenas de exames em que toda a gente passou na 1ª data e toda a gente chumbou na 2ª. Se houver apenas uma data tá o caso resolvido. (não conheço nenhum outro país que tenha duas datas de exame como regra).
Nota: não haver data de recurso é chato para pessoas que não puderam fazer um exame por terem estado doentes; mas mais chato é terem de fazer exame na segunda data e terem de concorrer com pessoas que foram à segunda data porque optaram; e como este país já mostrou que não pode haver épocas de recurso apenas para "casos de força maior" porque os atestados médicos fraudulentos atingem números escandalosos, pagam todos por tabela e acabam-se as tosses.
Pois bem, o Tribunal Administrativo manda e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior obedece: Vai ser criada uma vaga adicional no curso de Medicina da Univ. de Coimbra.
E tudo isto porque de cada vez que se mexe nas regras de acesso ao ensino superior faz-se asneira.
Idiotice número 1: no tempo em que a segunda data era só para casos de força maior havia alunos que inventavam atestados médicos para adiar o exame. É uma idiotice porque quem faz exames de segunda data só pode concorrer em segunda fase onde só estão a concurso as vagas que sobraram (e em Medicina não sobra nada, ficam-se pela meia dúzia de vagas específicas para a segunda fase).
Idiotice número 2: como havia quem fizesse exames na segunda data e não devia, toca de democratizar o acesso à segunda data de exames. É uma idiotice porque com dois exames para a mesma disciplina é uma questão de tempo até os níveis de dificuldade começarem a ser diferentes.
Idiotice número 3: como as notas de química do ano passado foram más o Secretário de Estado (tavas tão bem a ver os jogos do Mundial em vez de assinar despachos!) resolveu permitir aos alunos repetir o exame. É uma idiotice porque se as notas são más, são más para todos! De que interessa a alguém que quer entrar em Medicina, suponhamos com 100 vagas, ter 19,5 no exame de Química se toda a gente tem 20 ou 19,9 e ele acaba por ficar em 101º lugar entre os candidatos? E porque é que ter 14 é mau se o panorama geral foi ter alunos de 19 e 20 a ter 10 e o aluno que conseguiu o 14 acaba por ficar nos primeiros lugares e entra no curso?
Idiotice número 4: além de permitir a repetição do exame, o Secretário de Estado resolveu que estes alunos podiam inclusivé candidatar-se à primeira fase dos exames. Isto é uma imbecilidade de todo o tamanho: ou tem toda a gente uma segunda oportunidade ou não tem ninguém. E o Tribunal Administrativo concorda comigo.
Claro que em cursos como medicina em que são 7 cães a 1 osso (literalmente! O número de candidatos deve ser da ordem de 7x o número de vagas), o que não falta é gente que quer entrar a todo o custo (até porque se calhar anda a tentar desde o século passado).
Como se resolve a questão? Simples, há uma data ÚNICA para cada exame. E pronto. Continuamos a ter duas fases de concurso, mas um único exame. Garantidamente o nível de dificuldade é homogéneo e toda a gente joga com as mesmas regras. Depois de se saber as notas, os alunos candidatam-se. Quem não entrar vai à segunda fase de concurso lutar pelas vagas que sobraram (se tiver sobrado alguma).
O único problema aqui são as notas mínimas a determinados exames. Por exemplo, o IST exige 12 nas específicas (o curso de Matemática exige 14 no exame de Matemática), e o curso de Medicina de Coimbra exige 14 a Química. Ora como a entrada na universidade é feita por seriação, não interessando a nota do candidato mas sim o lugar que ocupa na classificação, o que deve ser alterado é a forma de exigir determinadas notas em exames. Em vez de exigir 14 exige-se, por exemplo nota no exame nos melhores 20% ou 25% ou 50%. E ponto final. Acabam-se as merdas de uma vez.
Já na Universidade é a mesma coisa, há duas datas de exame. Por causa disso já vi dezenas de exames em que toda a gente passou na 1ª data e toda a gente chumbou na 2ª. Se houver apenas uma data tá o caso resolvido. (não conheço nenhum outro país que tenha duas datas de exame como regra).
Nota: não haver data de recurso é chato para pessoas que não puderam fazer um exame por terem estado doentes; mas mais chato é terem de fazer exame na segunda data e terem de concorrer com pessoas que foram à segunda data porque optaram; e como este país já mostrou que não pode haver épocas de recurso apenas para "casos de força maior" porque os atestados médicos fraudulentos atingem números escandalosos, pagam todos por tabela e acabam-se as tosses.
Problema resolvido
Pronto, a lagartagem perdeu o jogo e está fora das competições europeias. Devo dizer que não estava nada à espera deste resultado. A jogar em casa bastava ao sporting (hoje não merecem maiúscula) um empate e depois de terem mostrado total incapacidade quer a atacar quer a defender contra o Benfica, esperava-se uma equipa com vontade de mostrar que o jogo da semana passada foi um acidente de percurso e que a equipa é capaz de melhor futebol. Contra o Benfica começaram a perder logo aos 3'. Notou-se a melhoria de rendimento no jogo de ontem contra o Spartak: só começaram a perder aos 7'. Pode ser que na próxima jornada consigam aguentar um quarto de hora inteiro sem sofrer golos.
Ainda conseguiram reduzir para 2-1, ficando a apenas 1 golo do apuramento. E o golo lá surgiu, a 1 minuto do fim, mas para o Spartak.
O sporting que até começou bem na Champions com a excelente vitória em casa frente ao Inter de Milão não conseguiu mostrar que tem andamento para este tipo de jogos. Em vez disso limitaram-se a mostrar que o jogo de abertura foi uma excepção.
O ataque não funcionou, o meio-campo também não, a defesa ainda foi pior. Paulo Bento não conseguiu fazer nada de jeito com os jogadores que tinha disponíveis. Foi tudo mau. Foi péssimo. Fez lembrar a final da UEFA de há 3 anos.
Vem aí o Natal e já começou a crise do sporting (há já uns anos que não se fazia sentir). E pronto, já chega de bater em mortos. O Benfica e o Porto jogam hoje, já com o apuramento para a UEFA garantido e com possibilidade de passar à segunda fase da Liga dos Campeões.
(tive de aproveitar hoje para destilar o veneno anti-sportinguista todo; a lagartada hoje é incapaz de resposta, e é dar-lhes quando ainda estão no chão!)
Hoje de manhã, no escritório:
Eu: Bom dia!
Um colega meu que é sportinguista: Pronto, já vem gozar com a gente.
Já não se pode dizer nada...
Ainda conseguiram reduzir para 2-1, ficando a apenas 1 golo do apuramento. E o golo lá surgiu, a 1 minuto do fim, mas para o Spartak.
O sporting que até começou bem na Champions com a excelente vitória em casa frente ao Inter de Milão não conseguiu mostrar que tem andamento para este tipo de jogos. Em vez disso limitaram-se a mostrar que o jogo de abertura foi uma excepção.
O ataque não funcionou, o meio-campo também não, a defesa ainda foi pior. Paulo Bento não conseguiu fazer nada de jeito com os jogadores que tinha disponíveis. Foi tudo mau. Foi péssimo. Fez lembrar a final da UEFA de há 3 anos.
Vem aí o Natal e já começou a crise do sporting (há já uns anos que não se fazia sentir). E pronto, já chega de bater em mortos. O Benfica e o Porto jogam hoje, já com o apuramento para a UEFA garantido e com possibilidade de passar à segunda fase da Liga dos Campeões.
(tive de aproveitar hoje para destilar o veneno anti-sportinguista todo; a lagartada hoje é incapaz de resposta, e é dar-lhes quando ainda estão no chão!)
Hoje de manhã, no escritório:
Eu: Bom dia!
Um colega meu que é sportinguista: Pronto, já vem gozar com a gente.
Já não se pode dizer nada...
05 dezembro 2006
Ai que susto!!!
Eu subscrevo algumas newsletters por mail (que é a melhor forma de me manter actualizado, já que sou forreta e não compro jornais, e como tenho a mania que sou intelectual não vejo televisão).
Acabei de ler uma notícia que me deu calafrios. O título diz Drogas leves e tabaco podem levar à amputação de membros. E eu pensei que isso fosse assim tipo uma alteração à lei! Até saltei da cadeira. Porque tanto quanto me lembro fumar ainda é permitido e quanto às drogas leves a pena máxima é um tau-tau e um ralhetezito do género "ai, ai, malandro! isso não se faz". Se começassem a amputar membros eu tinha de repensar seriamente o meu estilo de vida. É que um gajo sem braços vê-se à rasca para acender um cigarro ou um charro.
Acabei de ler uma notícia que me deu calafrios. O título diz Drogas leves e tabaco podem levar à amputação de membros. E eu pensei que isso fosse assim tipo uma alteração à lei! Até saltei da cadeira. Porque tanto quanto me lembro fumar ainda é permitido e quanto às drogas leves a pena máxima é um tau-tau e um ralhetezito do género "ai, ai, malandro! isso não se faz". Se começassem a amputar membros eu tinha de repensar seriamente o meu estilo de vida. É que um gajo sem braços vê-se à rasca para acender um cigarro ou um charro.
Champions League
Vem aí mais uma jornada da Liga dos Campeões (a última da fase de grupos) e começa com o Sporting a receber o Spartak de Moscovo (ou é o CSKA, eu confundo sempre os clubes de moscovo, para mim são todos iguais).
E por muito que me custe dizer isto, eu até gostava que o Sporting ganhasse o jogo. Assim por meio a zero, vá lá. Mais também não. Custa-me desejar que o Sporting ganhe porque não estou habituado. Em geral torço para que o Sporting perca. Só nas competições internacionais é que torço pelo Sporting e como eles raramente passam da primeira eliminatória o meu problema resolve-se logo em Agosto ou Setembro. Só que desta vez tenho de gramar com eles até Dezembro e, se não perderem, durante mais algum tempo na Taça UEFA.
E o pior de tudo é que o jogo dá na RTP. Ou seja, sou bem capaz de ver um bocado do jogo e tar a ver futebol a torcer pelos gajos de verde faz-me imensa impressão. Foi o mesmo problema no Belenenses-Porto de há 1 semana. Fui ver o jogo ao Estádio do Restelo e o Belenenses estava de azul (claro!) e o Porto usava o equipamento alternativo que é assim... quase vermelho. É um cor-de-laranja que na verdade é um vermelho mal disfarçado. Ora como eu sou míope e não consigo distinguir as caras dos jogadores ao longe dei por mim a apoiar a equipa errada. Felizmente uns senhores muito simpáticos que estavam ao meu lado explicaram-me o meu erro com dois ou três murros bem assentes.
Pode ser que hoje também haja alguém voluntarioso se eu me distrair e começar a torcer pelos outros gajos (que vai-se a ver e ainda equipam de vermelho, para ajudar à festa!).
E por muito que me custe dizer isto, eu até gostava que o Sporting ganhasse o jogo. Assim por meio a zero, vá lá. Mais também não. Custa-me desejar que o Sporting ganhe porque não estou habituado. Em geral torço para que o Sporting perca. Só nas competições internacionais é que torço pelo Sporting e como eles raramente passam da primeira eliminatória o meu problema resolve-se logo em Agosto ou Setembro. Só que desta vez tenho de gramar com eles até Dezembro e, se não perderem, durante mais algum tempo na Taça UEFA.
E o pior de tudo é que o jogo dá na RTP. Ou seja, sou bem capaz de ver um bocado do jogo e tar a ver futebol a torcer pelos gajos de verde faz-me imensa impressão. Foi o mesmo problema no Belenenses-Porto de há 1 semana. Fui ver o jogo ao Estádio do Restelo e o Belenenses estava de azul (claro!) e o Porto usava o equipamento alternativo que é assim... quase vermelho. É um cor-de-laranja que na verdade é um vermelho mal disfarçado. Ora como eu sou míope e não consigo distinguir as caras dos jogadores ao longe dei por mim a apoiar a equipa errada. Felizmente uns senhores muito simpáticos que estavam ao meu lado explicaram-me o meu erro com dois ou três murros bem assentes.
Pode ser que hoje também haja alguém voluntarioso se eu me distrair e começar a torcer pelos outros gajos (que vai-se a ver e ainda equipam de vermelho, para ajudar à festa!).
04 dezembro 2006
Vem aí o aborto
Ouvi dizer que o aborto tá a chegar. Devo dizer que fiquei preocupado. Mas depois disseram-me que é só em Fevereiro, e por isso achei que podia esperar uns tempos até emitir opinião sobre o assunto. Que tenho. Obviamente. Como em todos os outros assuntos.
Em primeiro lugar, o aborto é mau. E quem achar o contrário que pense como reagiria se alguém lhe chamasse "aborto". Assim, no género "sai da frente ó aborto!" no meio do cinema. Aposto que não gostavam. O aborto é mau, sim senhor.
Em segundo lugar, o aborto é feio. Ou pelo menos para descrever uma pessoa particularmente feia costuma-se usar a expressão "é um aborto". E quanto mais vierem com ecografias a mostrar o que é um aborto mais razão me dão. Um aborto é feio que dói.
Em terceiro lugar, anda p'raí gente que devia ter sido abortada e não foi. Eu conheço uns quantos que não foram abortados e é pena. Se o "Sim" ganhar no referendo vou logo a seguir propor uma alteração à lei à AR a sugerir que o aborto seja permitido também com efeitos retroactivos. Mas não preciso que seja nos hospitais públicos, esses abortos atrasados podem bem ser feitos em vãos de escada. Até porque não há grande perigo para a mãe nestes casos. Até podem estar a ver a telenovela enquanto eu aborto os filhos.
Em quarto lugar, e mais relevante para o referendo que se aproxima, vai começar (aliás, já começou, mas o Ó faxavor! prima por dar as notícias fora de tempo) o debate sobre as virtudes e defeitos da alteração proposta à lei. Oba, oba! Vem aí aquele tempo em que vamos ter senhores priores a dizer que quem vota "Sim" vai parar ao Inferno e líderes parlamentares a dizer que quem nunca gerou uma vida não tem direito a opinião. O debate sobre um aborto é uma espécie de época alta para os blogs que não têm mais que fazer. Nos meses que antecedem o referendo a imbecilidade latente em cada um é mais ou menos como as iluminações de Natal: é impossível não as ver, têm pormenores de extremo mau gosto que tão bem ajudam a aliviar as tensões do dia-a-dia e por mais que já tenhamos visto coisas no género surpreendem-nos sempre.
Com isto tudo eu só espero que a dose de imbecilidade do debate seja tal que por uma razão ou por outra toda a gente vá votar. Por várias razões:
1) o direito ao voto tem muito mais piada quando não se consegue estacionar o carro à porta da assembleia de voto e temos de andar 500m a pé; é giro ver gente a praguejar que mais valia ter deixado o carro em casa;
2) ter 60% de abstinentes é mau para a imagem do País lá fora;
3) se tivermos muita gente a votar demora mais tempo a contar os votos e ajuda ao suspense na noite eleitoral. Nas autárquicas há tanto resultado a aparecer ao mesmo tempo que há sempre algo para ver, mas aqui, numa mera resposta de "Sim" ou "Não" ao fim de 15 minutos já está tudo visto, a menos que haja aquela dose de incerteza que nos faça não mudar de canal para vera Floribela na SIC o José Hermano Saraiva na 2:;
4) se houver muita gente a votar mandam-se menos votos para o lixo; já que temos de dar cabo de árvores para perguntar coisas à malta, ao menos que o papel tenha alguma utilidade.
Finalmente (sim, este post está quase a acabar, VIVA!), acho que há uma questão muito importante e que está a ser ignorada: já que o problema do aborto é uma questão que diz tanto respeito a jovens adolescentes que engravidaram por engano, ingenuidade, excesso de confiança, ignorância ou pura estupidez, não devia neste caso concreto ser perguntada também a opinião aos mais novos? Hmmmm.... (olha, querem ver que eu levantei uma questão relevante?)
Contra a abstinência, vota no referendo do aborto!
Em primeiro lugar, o aborto é mau. E quem achar o contrário que pense como reagiria se alguém lhe chamasse "aborto". Assim, no género "sai da frente ó aborto!" no meio do cinema. Aposto que não gostavam. O aborto é mau, sim senhor.
Em segundo lugar, o aborto é feio. Ou pelo menos para descrever uma pessoa particularmente feia costuma-se usar a expressão "é um aborto". E quanto mais vierem com ecografias a mostrar o que é um aborto mais razão me dão. Um aborto é feio que dói.
Em terceiro lugar, anda p'raí gente que devia ter sido abortada e não foi. Eu conheço uns quantos que não foram abortados e é pena. Se o "Sim" ganhar no referendo vou logo a seguir propor uma alteração à lei à AR a sugerir que o aborto seja permitido também com efeitos retroactivos. Mas não preciso que seja nos hospitais públicos, esses abortos atrasados podem bem ser feitos em vãos de escada. Até porque não há grande perigo para a mãe nestes casos. Até podem estar a ver a telenovela enquanto eu aborto os filhos.
Em quarto lugar, e mais relevante para o referendo que se aproxima, vai começar (aliás, já começou, mas o Ó faxavor! prima por dar as notícias fora de tempo) o debate sobre as virtudes e defeitos da alteração proposta à lei. Oba, oba! Vem aí aquele tempo em que vamos ter senhores priores a dizer que quem vota "Sim" vai parar ao Inferno e líderes parlamentares a dizer que quem nunca gerou uma vida não tem direito a opinião. O debate sobre um aborto é uma espécie de época alta para os blogs que não têm mais que fazer. Nos meses que antecedem o referendo a imbecilidade latente em cada um é mais ou menos como as iluminações de Natal: é impossível não as ver, têm pormenores de extremo mau gosto que tão bem ajudam a aliviar as tensões do dia-a-dia e por mais que já tenhamos visto coisas no género surpreendem-nos sempre.
Com isto tudo eu só espero que a dose de imbecilidade do debate seja tal que por uma razão ou por outra toda a gente vá votar. Por várias razões:
1) o direito ao voto tem muito mais piada quando não se consegue estacionar o carro à porta da assembleia de voto e temos de andar 500m a pé; é giro ver gente a praguejar que mais valia ter deixado o carro em casa;
2) ter 60% de abstinentes é mau para a imagem do País lá fora;
3) se tivermos muita gente a votar demora mais tempo a contar os votos e ajuda ao suspense na noite eleitoral. Nas autárquicas há tanto resultado a aparecer ao mesmo tempo que há sempre algo para ver, mas aqui, numa mera resposta de "Sim" ou "Não" ao fim de 15 minutos já está tudo visto, a menos que haja aquela dose de incerteza que nos faça não mudar de canal para ver
4) se houver muita gente a votar mandam-se menos votos para o lixo; já que temos de dar cabo de árvores para perguntar coisas à malta, ao menos que o papel tenha alguma utilidade.
Finalmente (sim, este post está quase a acabar, VIVA!), acho que há uma questão muito importante e que está a ser ignorada: já que o problema do aborto é uma questão que diz tanto respeito a jovens adolescentes que engravidaram por engano, ingenuidade, excesso de confiança, ignorância ou pura estupidez, não devia neste caso concreto ser perguntada também a opinião aos mais novos? Hmmmm.... (olha, querem ver que eu levantei uma questão relevante?)
Contra a abstinência, vota no referendo do aborto!
Ah, tadito!
O Pinochet teve um enfarte. Penso que esta primeira frase é suficiente para despertar no coração mais empedernido sentimentos de compaixão por esse grande ser humano (já viram bem o tamanho do homem? tá gooooooooooordo!).
Ao que parece ele está em estado grave mas estável. Os médicos chilenos conseguiram salvar-lhe a vida (bem, aquela gente anda cheia de amor ao próximo, han?) e até lhe foi ministrada a extrema unção (portanto, imagino que quando o senhor bater a bota vá parar ao céu e tudo!).
Quer dizer: depois de deposto continuou a gozar a sua vida até que foi preso na Inglaterra e julgado na Espanha. De volta ao Chile retiraram-lhe o cargo de ditador vitalício, após uns quantos recursos. Teve um enfarte e anda meio Chile a tentar salvar-lhe a vida. Há manifestações a apoiá-lo e a desejar-lhe as melhoras. Como está muito doente e é quase tão velho quando o Manoel de Oliveira, pobre do homem, os tribunais estão a arquivar os processos contra ele, por "violações sistemáticas dos direitos humanos durante o seu regime de terror entre 1973 e 1990". Há ainda processos a decorrer, por violações dos direitos humanos e evasão fiscal (penso que ninguém tem dúvidas sobre a justiça de ambas as acusações). Estima-se que durante o seu Governo "3197 pessoas foram mortas, por razões políticas, e mais de mil 'desapareceram' nos 17 anos que durou a ditadura militar chilena".
E os chilenos lá andam, a dar o exemplo de bons cristãos. Aposto que quando morrer até vai ter honras de estado e tudo (com tanta boa vontade não tarda nada o Chile voluntaria-se para servir de palco aos testes nucleares norte-coreanos).
Por cá, fica-se chateado porque nomearam o Salazar para a lista dos "Grandes Portugueses". Diferenças culturais...
Sugestão literária do dia: "O Quarto Reich", de Palomo (Colecção "Humor com Humor se Paga", Publicações Dom Quixote, 1982). Aviso já que é quase impossível de encontrar. É pena porque a colecção é fabulosa. E como provavelmente não vão encontrar o livro, fica a dica: Palomo é chileno. O livro retrata a "vida" no Chile durante o regime militar. O nome assenta que nem uma luva. O humor é fabuloso. Podem ver uma tira aqui
Ao que parece ele está em estado grave mas estável. Os médicos chilenos conseguiram salvar-lhe a vida (bem, aquela gente anda cheia de amor ao próximo, han?) e até lhe foi ministrada a extrema unção (portanto, imagino que quando o senhor bater a bota vá parar ao céu e tudo!).
Quer dizer: depois de deposto continuou a gozar a sua vida até que foi preso na Inglaterra e julgado na Espanha. De volta ao Chile retiraram-lhe o cargo de ditador vitalício, após uns quantos recursos. Teve um enfarte e anda meio Chile a tentar salvar-lhe a vida. Há manifestações a apoiá-lo e a desejar-lhe as melhoras. Como está muito doente e é quase tão velho quando o Manoel de Oliveira, pobre do homem, os tribunais estão a arquivar os processos contra ele, por "violações sistemáticas dos direitos humanos durante o seu regime de terror entre 1973 e 1990". Há ainda processos a decorrer, por violações dos direitos humanos e evasão fiscal (penso que ninguém tem dúvidas sobre a justiça de ambas as acusações). Estima-se que durante o seu Governo "3197 pessoas foram mortas, por razões políticas, e mais de mil 'desapareceram' nos 17 anos que durou a ditadura militar chilena".
E os chilenos lá andam, a dar o exemplo de bons cristãos. Aposto que quando morrer até vai ter honras de estado e tudo (com tanta boa vontade não tarda nada o Chile voluntaria-se para servir de palco aos testes nucleares norte-coreanos).
Por cá, fica-se chateado porque nomearam o Salazar para a lista dos "Grandes Portugueses". Diferenças culturais...
Sugestão literária do dia: "O Quarto Reich", de Palomo (Colecção "Humor com Humor se Paga", Publicações Dom Quixote, 1982). Aviso já que é quase impossível de encontrar. É pena porque a colecção é fabulosa. E como provavelmente não vão encontrar o livro, fica a dica: Palomo é chileno. O livro retrata a "vida" no Chile durante o regime militar. O nome assenta que nem uma luva. O humor é fabuloso. Podem ver uma tira aqui
02 dezembro 2006
Matrícula personalizada?
Ontem vi um carro com uma matrícula algo invulgar... tinha 2 letras, 2 números 3 letras. Não faço ideia de que país será.
Mas a parte invulgar não é o facto de ser uma matrícula estrangeira, isso há aos pontapés a circular por aí. A parque que me chamou a atenção é que a matrícula era IF-69-FUK. Será uma matrícula personalizada? Ou foi mesmo por acaso?
Mas a parte invulgar não é o facto de ser uma matrícula estrangeira, isso há aos pontapés a circular por aí. A parque que me chamou a atenção é que a matrícula era IF-69-FUK. Será uma matrícula personalizada? Ou foi mesmo por acaso?
01 dezembro 2006
25 anos
Parabéns a você
Nesta data querida
Muitas felicidades
25 anos de sida.
Comemora-se hoje o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, por ocasião do 25º aniversário da sua descoberta.
E lembrem-se: pecado é não usar.
Nesta data querida
Muitas felicidades
25 anos de sida.
Comemora-se hoje o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, por ocasião do 25º aniversário da sua descoberta.
E lembrem-se: pecado é não usar.
Olha o passarinho!
Lembram-se da história que saiu já não sei em que revistas a falar dos 20 e tal radares que vão instalar em Lisboa? (vejam o mapa)
Pois bem, aquilo não foi só para fazer número. Eles já estão montados (pelo menos uma parte deles), os sinais a dizer "Velocidade controlada por radar" (obrigatórios por lei antes de qualquer radar fixo) já estão no sítio e falta só o sistema ser "inaugurado". Vai ser lindo! Onde eu sei que estão? À entrada do túnel do Campo Grande (pelo menos no sentido Campo Grande-Saldanha) e na Av. Berna há umas caixinhas cinzentas por cima da estrada. Ou fixas na parede do túnel ou nos semáforos. Uma por cada faixa. Adivinhem o que está lá dentro! E no túnel da Av. João XXI no sentido Campo Pequeno-Olaias vi 3 câmaras montadinhas no tecto. Eles andem aí!
Por isso, se prezam a vossa carta de condução e acham que o subsídio de Natal vos dá jeito para comprar prendas e não para entregar por inteiro ao Ministério da Administração Interna ou ao Ministério Público, a minha sugestão para este Natal é a leitura cuidada deste documento, em especial o artigo 27, números 1 e 2. Muito útil. E se acham que "dinheiro não é problema", pensem duas vezes. É só um conselho... e ignorar a inibição de conduzir é "apenas" crime de desobediência qualificada (hmmmm... qual será a pena para isto? advogados, pronunciem-se).
Ah, e aproveitem para actualizar a morada no BI e na carta de condução. Se precisarem de uma motivação extra para pagar os 20 e tal euros para nova emissão da carta, leiam o artigo 122, nº 11.
Eu diria que os radares vão disparar acima de 70, mas como o sistema é todo automático, não me admirava nada que fosse logo a partir dos 51 km/h. Pelo sim, pelo não vou cumprir escrupulosamente os limites. E quando alguém me buzinar por achar que ando muito devagar, vou sorrir, apontar para cima e dizer "olha o passarinho". Feliz Natal!
Pois bem, aquilo não foi só para fazer número. Eles já estão montados (pelo menos uma parte deles), os sinais a dizer "Velocidade controlada por radar" (obrigatórios por lei antes de qualquer radar fixo) já estão no sítio e falta só o sistema ser "inaugurado". Vai ser lindo! Onde eu sei que estão? À entrada do túnel do Campo Grande (pelo menos no sentido Campo Grande-Saldanha) e na Av. Berna há umas caixinhas cinzentas por cima da estrada. Ou fixas na parede do túnel ou nos semáforos. Uma por cada faixa. Adivinhem o que está lá dentro! E no túnel da Av. João XXI no sentido Campo Pequeno-Olaias vi 3 câmaras montadinhas no tecto. Eles andem aí!
Por isso, se prezam a vossa carta de condução e acham que o subsídio de Natal vos dá jeito para comprar prendas e não para entregar por inteiro ao Ministério da Administração Interna ou ao Ministério Público, a minha sugestão para este Natal é a leitura cuidada deste documento, em especial o artigo 27, números 1 e 2. Muito útil. E se acham que "dinheiro não é problema", pensem duas vezes. É só um conselho... e ignorar a inibição de conduzir é "apenas" crime de desobediência qualificada (hmmmm... qual será a pena para isto? advogados, pronunciem-se).
Ah, e aproveitem para actualizar a morada no BI e na carta de condução. Se precisarem de uma motivação extra para pagar os 20 e tal euros para nova emissão da carta, leiam o artigo 122, nº 11.
Eu diria que os radares vão disparar acima de 70, mas como o sistema é todo automático, não me admirava nada que fosse logo a partir dos 51 km/h. Pelo sim, pelo não vou cumprir escrupulosamente os limites. E quando alguém me buzinar por achar que ando muito devagar, vou sorrir, apontar para cima e dizer "olha o passarinho". Feliz Natal!
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