16 Julho 2009
10 Julho 2009
As coisas que um gajo descobre...
Recebi hoje um mail a informar-me, na qualidade de utilizador do Geocities, que o serviço vai fechar. Eu não fazia ideia que era utilizador do geocities, sou capaz de ter aberto uma conta há uns 10 anos e nunca mais lhe mexi.
06 Julho 2009
Madrid
Uma multidão aguardava impacientemente que as portas do estádio Santiago Bernabéu se abrissem. Esperavam impacientes por um qualquer evento que estaria programado para hoje ao fim da tarde e por lá ficaram, várias horas antes da abertura das portas, sem arredar pé.
As televisões responderam à solicitação da notícia e Sic Notícias, RTPn e TVI24 transmitiam em directo imagens do exterior do estádio e iam falando com os adeptos.
Ora como o Real Madrid perdeu a Taça do Rei (eliminado nos oitavos de final), ficou em segundo no campeonato a 9 pontos do Barcelona e não foi além de uma presença nos quartos de final da Champions deste ano, o que poderá atrair tanta gente ao estádio?
Um jogo? A entrega de um qualquer troféu inventado à pressão para que o Real pudesse ganhar qualquer coisa? Eleições para os órgãos sociais? Estariam a dar dinheiro aos adeptos?
Não, nada disso. A razão pela qual dezenas de milhar de adeptos se deslocaram ao estádio aguardando várias horas pela abertura das portas é somente a... apresentação de Cristiano Ronaldo. Evento que conta com uma cobertura mediática inacreditável (a sério, inacreditável - eu vi e mesmo assim tenho dificuldades em acreditar), contando com reportagens da partida de Cristiano Ronaldo de Tires em jacto privado, da chegada ao hotel em Madrid, do almoço de Cristiano Ronaldo, etc.
A pergunta que surge naturalmente é: han? Pois, infelizmente não tenho a resposta a essa pergunta, mas desconfio que seja "duh!"
As televisões responderam à solicitação da notícia e Sic Notícias, RTPn e TVI24 transmitiam em directo imagens do exterior do estádio e iam falando com os adeptos.
Ora como o Real Madrid perdeu a Taça do Rei (eliminado nos oitavos de final), ficou em segundo no campeonato a 9 pontos do Barcelona e não foi além de uma presença nos quartos de final da Champions deste ano, o que poderá atrair tanta gente ao estádio?
Um jogo? A entrega de um qualquer troféu inventado à pressão para que o Real pudesse ganhar qualquer coisa? Eleições para os órgãos sociais? Estariam a dar dinheiro aos adeptos?
Não, nada disso. A razão pela qual dezenas de milhar de adeptos se deslocaram ao estádio aguardando várias horas pela abertura das portas é somente a... apresentação de Cristiano Ronaldo. Evento que conta com uma cobertura mediática inacreditável (a sério, inacreditável - eu vi e mesmo assim tenho dificuldades em acreditar), contando com reportagens da partida de Cristiano Ronaldo de Tires em jacto privado, da chegada ao hotel em Madrid, do almoço de Cristiano Ronaldo, etc.
A pergunta que surge naturalmente é: han? Pois, infelizmente não tenho a resposta a essa pergunta, mas desconfio que seja "duh!"
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bola
02 Julho 2009
Michael Jackson morreu
É verdade, já foi há uma semana. Mas achei por bem esperar antes de dar a notícia, porque com ele nunca se sabe... não fosse aparecer um qualquer procedimento cirúrgico experimental que lhe permitisse voltar à vida, como o Frankenstein, ou que se transformasse num zombie, coisa da qual eu suspeitei durante uns anos mas que a sua morte veio desmentir (um zombie só morre se for desmembrado e, à parte o facto de ter sido autopsiado, não me parece que o tenham cortado às postas).
Mas não, até ver já se passou uma semana* e ele continua falecido. Por isso posso dizer com alguma certeza (claro que quando o sujeito é quem é nunca se pode ter 100% de certezas) que Michael Jackson morreu.`
*uma semana é o prazo máximo em que uma pessoa se pode tornar um zombie. Por várias razões, que agora não me apetece explicar...
Mas não, até ver já se passou uma semana* e ele continua falecido. Por isso posso dizer com alguma certeza (claro que quando o sujeito é quem é nunca se pode ter 100% de certezas) que Michael Jackson morreu.`
*uma semana é o prazo máximo em que uma pessoa se pode tornar um zombie. Por várias razões, que agora não me apetece explicar...
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han?
30 Junho 2009
Anda tudo louco?
No outro dia fui jantar com um amigo ao pé do Campo Pequeno. O jantar correu sem qualquer tipo de incidentes, não é por causa da forma como decorreu a refeição que escrevo este post. Comi grelhada mista e estava muito boa. Bebi Nestea. De limão.
A coisa esquisita, esquisita mesmo, que me faz duvidar da sanidade mental dos meus concidadãos é o que aconteceu depois do jantar. Bom, não foi logo depois, depois do jantar fomos beber café a outro sítio e aí também nada de estranho se passou. Duas bicas, 1,70 euros, 10 minutos de conversa, tudo normal.
É que a seguir fiz companhia ao tal meu amigo até ao carro dele e ele depois deixou-me ao pé do meu. Também não houve nada de extraordinário aqui. O carro dele estava no sítio, não havia riscos de assinalar, tudo perfeitamente normal.
O que aconteceu de estranho mesmo foi quando cheguei ao meu carro. Não que tivesse acontecido alguma coisa ao carro, nada disso. Estava no sítio, sem riscos nem vidros partidos.
Mas à medida que me aproximava comecei a ouvir um barulho ensurdecedor. Parecia que um milhão de andaimes das obras tinham sido largados no cimo da rua e eu olhava para todos os lados à espera de ver uma torrente de peças de andaimes na minha direcção, assim meio à filme (só que nos filmes costumam ser torrentes de água, neste caso seria uma torrente de metal, o que ainda seria mais esquisito - e que por si só justificava um post dedicado ao tema, uma enxorrada de varas de metal a rebolarem rua abaixo). Mas não, nada disso aconteceu. O barulho é que continuava, cada vez mais alto. E eu quase a chegar ao meu carro e o barulho era insuportável e comecei a temer pela minha vida. Medo infundado, está-se mesmo a ver, porque ainda cá estou, a escrever este post. O que eu vi foi...
(Acho que está na hora de fazer um parêntesis congratulatório - palavra linda que não sei se existe, mas se não existe devia existir - a todos quantos continuam a ler neste momento. Têm a minha admiração, senão mesmo inveja, por conseguirem ler um tal chorrilho de nadas sem desanimar, sem perder a fé que algo de único se seguirá, que o tempo perdido, aliás, investido na leitura deste post será recompensado com o relato de um qualquer acontecimento rocambolesco - outra palavra linda, mas esta eu sei que existe - que vos fará pensar "raios, pá, este gajo é um espectáculo; só a mim não acontecem coisas destas que se eu tivesse uma história destas para contar até era capaz de conseguir engatar gajas"; feita a devida vénia aos resistentes, prossigamos - vêm como eu até consigo conjugar verbos esquisitos? sou o máximo, não sou? - para o relato do resto da história que, salvo erro, ia numas reticências)
O que eu vi foi... tão (note-se como após conjugar correctamente o verbo prosseguir me mostro incapaz de conjugar o verbo estar - são os pequenos paradoxos que dão graça à vida) a ver aquelas trotinetes, triciclos, com 50 cm3 de cilindrada que, por regra, andam à nossa frente a 20 km/h quando estamos cheios de pressa e porque ocupam mais de meia faixa não nos dão hipótese de ultrapassar? Coisas como esta? Pois bem, a que vi não era azul, era vermelha (pormenor importantíssimo na história, como verão já a seguir). E estava a ser... rebocada por um automóvel.
Pronto, admito, o último parágrafo foi um bocado anti-climático. Tanta coisa, tanto suspense com o barulho ensurdecedor do metal e no fim de contas era um triciclo a ser rebocado? Talvez seja melhor adiantar um outro pormenor: talvez rebocado não seja o termo certo, o termo mais apropriado será arrastado. É que o tal triciclo tombou e o seu rebocador continuou, impávido e sereno (e a uns bons 40 km/h numa estrada com faixas estreitas e carros estacionados de um lado e do outro) a arrastar aquele peso morto, tombado sobre o asfalto (Ah! daí a barulheira!), mais ou menos a direito. Até que...
Até que as pequenas oscilações do veículo rebocado começaram a aumentar, a aumentar e pouco depois de passar pelo sítio onde eu tinha o meu carro estacionado (e é tão lindo o meu carro, quase sem riscos), o triciclo começou a comportar-se como uma bola de pinball, ressaltando em tudo o que era carro estacionado e fazendo ziguezaguear o seu industrioso rebocador. Que veio depois a perder o controlo da viatura e bateu numa das muitas árvores do separador central.
Por isso eu pergunto: anda tudo louco ou quê? Quem é a besta que se lembra de rebocar um tricilo a abrir e mesmo depois de o fazer tombar não pára? ainda para mais estamos a falar de um a coisa com três rodas relativamente próximas e uma altura considerável, não prima pela estabilidade.
Só sei que havia imensos vidros estilhaçados na rua, um homem em tronco nú (talvez o legítimo dono do triciclo?) corria rua abaixo e o rebocador (um fiat uno com mais de 20 anos ou coisa parecida) lá estava, encostado à árvore. Pelo caminho, carros estacionados com riscos nas portas e nos pára-choques.
A coisa esquisita, esquisita mesmo, que me faz duvidar da sanidade mental dos meus concidadãos é o que aconteceu depois do jantar. Bom, não foi logo depois, depois do jantar fomos beber café a outro sítio e aí também nada de estranho se passou. Duas bicas, 1,70 euros, 10 minutos de conversa, tudo normal.
É que a seguir fiz companhia ao tal meu amigo até ao carro dele e ele depois deixou-me ao pé do meu. Também não houve nada de extraordinário aqui. O carro dele estava no sítio, não havia riscos de assinalar, tudo perfeitamente normal.
O que aconteceu de estranho mesmo foi quando cheguei ao meu carro. Não que tivesse acontecido alguma coisa ao carro, nada disso. Estava no sítio, sem riscos nem vidros partidos.
Mas à medida que me aproximava comecei a ouvir um barulho ensurdecedor. Parecia que um milhão de andaimes das obras tinham sido largados no cimo da rua e eu olhava para todos os lados à espera de ver uma torrente de peças de andaimes na minha direcção, assim meio à filme (só que nos filmes costumam ser torrentes de água, neste caso seria uma torrente de metal, o que ainda seria mais esquisito - e que por si só justificava um post dedicado ao tema, uma enxorrada de varas de metal a rebolarem rua abaixo). Mas não, nada disso aconteceu. O barulho é que continuava, cada vez mais alto. E eu quase a chegar ao meu carro e o barulho era insuportável e comecei a temer pela minha vida. Medo infundado, está-se mesmo a ver, porque ainda cá estou, a escrever este post. O que eu vi foi...
(Acho que está na hora de fazer um parêntesis congratulatório - palavra linda que não sei se existe, mas se não existe devia existir - a todos quantos continuam a ler neste momento. Têm a minha admiração, senão mesmo inveja, por conseguirem ler um tal chorrilho de nadas sem desanimar, sem perder a fé que algo de único se seguirá, que o tempo perdido, aliás, investido na leitura deste post será recompensado com o relato de um qualquer acontecimento rocambolesco - outra palavra linda, mas esta eu sei que existe - que vos fará pensar "raios, pá, este gajo é um espectáculo; só a mim não acontecem coisas destas que se eu tivesse uma história destas para contar até era capaz de conseguir engatar gajas"; feita a devida vénia aos resistentes, prossigamos - vêm como eu até consigo conjugar verbos esquisitos? sou o máximo, não sou? - para o relato do resto da história que, salvo erro, ia numas reticências)
O que eu vi foi... tão (note-se como após conjugar correctamente o verbo prosseguir me mostro incapaz de conjugar o verbo estar - são os pequenos paradoxos que dão graça à vida) a ver aquelas trotinetes, triciclos, com 50 cm3 de cilindrada que, por regra, andam à nossa frente a 20 km/h quando estamos cheios de pressa e porque ocupam mais de meia faixa não nos dão hipótese de ultrapassar? Coisas como esta? Pois bem, a que vi não era azul, era vermelha (pormenor importantíssimo na história, como verão já a seguir). E estava a ser... rebocada por um automóvel.
Pronto, admito, o último parágrafo foi um bocado anti-climático. Tanta coisa, tanto suspense com o barulho ensurdecedor do metal e no fim de contas era um triciclo a ser rebocado? Talvez seja melhor adiantar um outro pormenor: talvez rebocado não seja o termo certo, o termo mais apropriado será arrastado. É que o tal triciclo tombou e o seu rebocador continuou, impávido e sereno (e a uns bons 40 km/h numa estrada com faixas estreitas e carros estacionados de um lado e do outro) a arrastar aquele peso morto, tombado sobre o asfalto (Ah! daí a barulheira!), mais ou menos a direito. Até que...
Até que as pequenas oscilações do veículo rebocado começaram a aumentar, a aumentar e pouco depois de passar pelo sítio onde eu tinha o meu carro estacionado (e é tão lindo o meu carro, quase sem riscos), o triciclo começou a comportar-se como uma bola de pinball, ressaltando em tudo o que era carro estacionado e fazendo ziguezaguear o seu industrioso rebocador. Que veio depois a perder o controlo da viatura e bateu numa das muitas árvores do separador central.
Por isso eu pergunto: anda tudo louco ou quê? Quem é a besta que se lembra de rebocar um tricilo a abrir e mesmo depois de o fazer tombar não pára? ainda para mais estamos a falar de um a coisa com três rodas relativamente próximas e uma altura considerável, não prima pela estabilidade.
Só sei que havia imensos vidros estilhaçados na rua, um homem em tronco nú (talvez o legítimo dono do triciclo?) corria rua abaixo e o rebocador (um fiat uno com mais de 20 anos ou coisa parecida) lá estava, encostado à árvore. Pelo caminho, carros estacionados com riscos nas portas e nos pára-choques.
25 Junho 2009
Limpezas da primavera
Há uma boa razão para que as limpezas a fundo sejam feitas na primavera. A minha casa vai para obras e tive de arrumar tudo na sala (e cabeu*), pôr plástico em cima de tudo para evitar que apanhasse pó, etc.
De caminho mandei uma carrada de coisas fora, umas para o lixo, outras para reciclar, outras ainda para dar, etc.
Com o calor que esteve esta semana devo dizer-vos que não é uma tarefa agradável. Da próxima vez tenho de fazer isto em Março ou coisa assim, quando a temperatura ainda é suportável.
*cabeu, e não coube, porque me apetece. E como o blog é meu, eu escrevo como me apetece.
De caminho mandei uma carrada de coisas fora, umas para o lixo, outras para reciclar, outras ainda para dar, etc.
Com o calor que esteve esta semana devo dizer-vos que não é uma tarefa agradável. Da próxima vez tenho de fazer isto em Março ou coisa assim, quando a temperatura ainda é suportável.
*cabeu, e não coube, porque me apetece. E como o blog é meu, eu escrevo como me apetece.
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posts sobre não sei o quê
15 Junho 2009
Wolfram Alpha
A Wolfram, conhecida por editar o software Mathematica, criou agora uma espécie de holy graal dos curiosos: fazem uma pergunta e, desde que a resposta seja factual e objectiva, o Wolfram Alpha consegue responder.
Vai daí, resolvi ir ao Wolfram Alpha procurar Deus. Perguntei-lhe "Where is God?", e ele disse-me logo, com um mapa e tudo para eu não me perder pelo caminho!!! Pelos vistos, Deus está na Hungria. O Wolfram Alpha sabe mesmo tudo!
Vai daí, resolvi ir ao Wolfram Alpha procurar Deus. Perguntei-lhe "Where is God?", e ele disse-me logo, com um mapa e tudo para eu não me perder pelo caminho!!! Pelos vistos, Deus está na Hungria. O Wolfram Alpha sabe mesmo tudo!
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han?
Frustração é
Esperar 20 minutos que o excelentíssimo senhor acabe de consultar os movimentos de todas as contas, pague a água, luz e gás e carregue 8 números de telemóvel para depois descobrir que a máquina... não tem dinheiro.
E por causa disso tenho de ir para o fundo da fila da máquina do lado. Porque é que as máquinas multibanco não têm um sinal luminoso a avisar se não têm dinheiro ou talões? Já têm um para avisar que estão fora de serviço, mas esse nem faz assim tanta falta: se está fora de serviço não há ninguém à espera na fila para usar a máquina. Agora esperar para descobrir que
a) não há dinheiro e por isso não posso fazer levantamentos
b) não há talões e por isso não posso carregar o telemóvel
é muito frustrante...
E por causa disso tenho de ir para o fundo da fila da máquina do lado. Porque é que as máquinas multibanco não têm um sinal luminoso a avisar se não têm dinheiro ou talões? Já têm um para avisar que estão fora de serviço, mas esse nem faz assim tanta falta: se está fora de serviço não há ninguém à espera na fila para usar a máquina. Agora esperar para descobrir que
a) não há dinheiro e por isso não posso fazer levantamentos
b) não há talões e por isso não posso carregar o telemóvel
é muito frustrante...
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