30 novembro 2006

Numb3rs

Olha, olha! Como amanhã é feriado hoje vou poder o Numb3rs à vontade! Yeeeeeeeeee!

(a série recomenda-se; muito sólida científicamente. só é pena dar tão tarde...)


N.R.: olha, olha! Pus um link para a TVI! Quem diria...

Olha, que bom!

Não sei se já repararam, mas nos próximos 5 fins de semana 4 são de 3 dias! Aaaaaaaaaah.

Hmmmm... que esquisito...

O Hi5porcas acabou. Assim, de repente, sem aviso. E o Hi5porcos também.

Ainda ontem tinham começado um concurso novo para eleger o melhor rabo entre as porcas. O concurso ia durar até dia 4 de Dezembro. Ontem ao fim da tarde tinham um post novo a descrever uma nova porca. E de repente, sem qualquer aviso, o blog fecha, os arquivos desaparecem, as fotos são eliminadas do blogger e tudo isto com justificações do tipo "chegámos ao fim da nossa missão", e "encerramos porque queremos" e mais não sei o quê. Hmmmm... é só a mim que isto parece esquisito? Será que sentiram os tomates apertados?

Imagino que grande parte das visadas (e os visados do Hi5porcos) não gostaram da forma como foram retratados e dos comentários que receberam no blog e nos seus perfis de hi5.

Mais um mistério da blogosfera... será que este caso vai levantar o mesmo tipo de indignação que o alegado ataque ao Abrupto do Verão passado?

Outono

A sondagem velha já era demasiado velha e por isso, tá aí a nova, subordinada ao belo tema que é o Outono, aquela estação que nos dá vontade de emigrar para o hemisfério Sul, de preferência um sítio que não tenha desertos nem malária nem tempestades tropicais e assim.

Quanto aos resultados da sondagem anterior, como eu suspeitava, sou o único gajo a quem assaltaram o carro duas vezes na mesma semana. Pois, é a vida.

Um filme por dia

Um filme por dia dá saude e alegria. É mais ou menos como um charro por dia, mas não é detectável nas análises, o que é uma vantagem.

SMS

Apita o telemóvel. É um SMS. De um número que não conheço. A mensagem dizia o seguinte: "Eu ja dx ao meu pimo mx ele n rxpnd por ixo n xei ixto hje vai dar merda pk algm vai lvar um par d extalox e antx k n me paxe maix bjx amt mtmt". E eu penso: "Han?". Obviamente era engano. Respondi à mensagem a dizer que devia ser engano e recebi um sms 1 minuto depois a dizer "Xim, foi engano dxkpe".

Foi o meu primeiro contacto sério com smsês. Até agora as minhas experiências com esta língua resumiam-se a 1 ou 2 palavras fáceis de perceber, tipo "obgd" ou "bjx". Devo dizer que este idioma novo me fascina! Acho fantástico que haja gente que escreva "Xim" em vez de "Sim", sobretudo porque "Xim" não permite reduzir o número de caracteres. Escrever "k" em vez de "que" ainda escapa, poupam-se caracteres preciosos. Mesmo se pudesse abreviar-se como "q" em vez de "k", mas pronto. Agora, escrever "xim", "ixto", "xei", "extalox"... tou deveras impressionado. Vou tirar um curso de smsês, para conseguir comunicar com esta malta, o k axam? parexe-vox bm?

E nada de piadas ao título do blog!

PDL

Ele há coisas que só se fazem mesmo quando um gajo é novo. Já falta pouco tempo para eu ser um senhor crescido e tou a queimar os últimos cartuchos. Mas o que raio tinha eu na cabeça para ir sair ontem até às tantas da madrugada sabendo perfeitamente que hoje é dia de trabalho? Há gajos um bocado parvos, lá isso há... a partir do ano que vem vou viver uma vida mais pacata e sossegada. Assim, como fazem os adultos, tipo ter filhos e tal. E sou gajo para ter um cão e tudo. E um monovolume.

29 novembro 2006

Catálogo de gajedo

Após uma longa e interessante discussão entre mim e outro reputado especialista na matéria (que não vou nomear porque a mulher dele é leitora do blog) surgiu a ideia de fazer algo que se reveste de extrema importância para a população em geral: catalogar o gajedo que por aí há. Sim, porque as gajas não são todas iguais! Não senhor! Há gajas e gajas e é preciso saber a que sub-espécie pertence um determinado exemplar para evitar dissabores.

Então, e após ponderada reflexão, percebemos que as gajas podem ser divididas em 4 sub-espécies ou castas.

1. As senhoras
Estas gajas são aquelas com as quais um gajo é capaz de casar, ter filhos, etc. O seu habitat natural é a casa, partilhada com o gajo que escolheram para passar os seus dias, até que a morte (ou um divórcio) os separem. A maioria dos especimens pertence a esta casta. Tipicamente têm relações maioritariamente monogâmicas, de longa duração, partilham conversas, projectos de vida a dois, trocam prendas, etc. As suas convicções políticas, religiosas, desportivas e outras são conhecidas. Com os especimens desta casta mantém-se conversas que não são apenas sobre sexo.

2. As amigas coloridas
Este sub-grupo não serve para casar/namorar/ter filhos porque na verdade não gostamos delas. Só as aturamos porque são fáceis e têm bons pares de mamas. A bem dizer, este sub-grupo devia chamar-se somente "coloridas", porque não são o tipo de gaja a quem se telefone para ir ao cinema a menos que se tenha em mente uma bela queca logo a seguir. Ou em vez de. Ou durante. Caracterizam-se por ter um corpo apetecível. Não têm traços psicológicos relevantes, até porque o gajo tá-se pouco borrifando para ela e só ao fim de 2 anos e tal de quecas é que percebe, e por acaso, se a fulana tem ou não opinião política e, se tiver, se é de esquerda ou de direita. O seu habitat natural é o banco de um automóvel ou uma cama (nem sempre a mesma).

3. As Monicas Belucci
Estes especimens, raros, são as chamadas "dream-woman". Não servem para manter relações, mas somente para fantasiar quando é preciso algum estímulo para actividades a solo. Dão bons temas de conversa entre gajos, existindo até tentativas de classificação quantitativa dos exemplares conhecidos (quem tem as mamas melhores, qual será melhor no sexo oral, esse tipo de coisas). Não é necessário que sejam de uma nacionalidade específica, nem que sejam pessoas inteligentes ou interessantes. Note-se que uma mulher do tipo Monica Belucci pode rapidamente passar a amiga colorida se o indivíduo macho travar conhecimento com ela e ela lhe der bola. O que é pouco provável. O seu habitat natural é um poster.

4. As actrizes porno
A existência desta casta encerra inúmeros mistérios em si. Por um lado, o seu papel de estímulo ao onanismo é indiscutível, podendo assumir diversas formas (incluindo bonecas insufláveis); por outro lado não servem para mais nada, pelo que a sobrevivência desta casta e os seus métodos de reprodução sejam desconhecidos. Dificilmente um gajo usará uma actriz porno para amiga colorida e nenhuma delas se enquadra no perfil de Monica Belucci. Servem para fantasiar, mas a fazer coisas diferentes. Coisas até que os homens (pelo menos alguns) nem sequer QUEREM concretizar (assim de repente lembro-me do "fist fucking"). A pornografia não é o exemplo do que os homens gostam de fazer, é mais o exemplo daquilo que gostam de ver fazer. O que é um bocado diferente. Comer uma actriz porno é mais ou menos como o programa espacial Apolo: não que houvesse assim tanto interesse em ir à Lua, foi mesmo só para dizer que se conseguiu. E traz-se um souvenir. No caso da viagem à Lua foi um calhau, no caso da actividade física com a actriz porno traz-se um autógrafo assinado com uma parte do corpo invulgar. O seu habitat natural é um DVD ou um ficheiro AVI no disco rígido, tipicamente em pastas difíceis de encontrar por acaso.

Podíamos continuar a classificação, inventando novas castas, mas seriam apenas refinamentos desta classificação. Note-se que certos especimens podem pertencer a diferentes castas consoante o macho que as classifica (não imagino o Brad Pitt a classificar a Angelina Jolie como pertencente à casta das dream-woman). Além disso, ao longo do seu crescimento uma gaja pode mudar de uma categoria para outra (há casos de actrizes porno que se casam, há amigas coloridas que se tornam actrizes porno, etc...).



Nota final: quando aparecer algum leitor que descobriu o blog após pesquisar "fist fucking" no Google eu aviso.

Cog

Além dos chineses/japoneses do vídeo de ontem houve uns publicitários ingleses que também acharam que os dominós já não dão pica. E vai daí, fizeram isto:



O video foi feito em "apenas" 606 takes (o que contraria um bocado o slogan do anúncio: "Isn't it nice when things just... work?") e SEM EFEITOS ESPECIAIS (tirando uns retoques à iluminação da janela do carro e o facto de o vídeo consistir de duas secções separadas que foram coladas). Todos os objectos que se vêm no anúncio são peças de um Honda Accord completamente desmontado (com a excepção do carro no final que é obviamente OUTRO Honda Accord, não o mesmo). Este anúncio até tem um artigo na Wikipedia e tudo.

Tornou-se um vídeo de culto, e originou descendentes:



O "118 118" é um serviço telefónico de informações (deve ser como o nosso 118, só que em duplicado).

Thanksgiving



(sim, sim, o thanksgiving já foi há quase uma semana, mas só hoje é que recebi esta imagem por mail; mesmo assim estou menos atrasado que a passagem de ano de 2000 no Porto)

28 novembro 2006

Excesso de velocidade? Ou excesso de ignorância?

O Record de hoje anunciava que o golo do Sporting do passado domingo contra a Naval 1º de Maio (não acham o nome deste clube adorável? eu acho! Sempre é melhor que Figueirense ou F. C. Figueira da Foz) resultou de um remate a uns estonteantes 222 km/h! Alega o record que os cálculos foram feitos com base em dois pressupostos: a distância percorrida (16,5 metros) e o tempo que a bola demorou a entrar (28 centésimos de segundo). Ora, se a matemática não me falha...

Velocidade = Distância/Tempo = 16,5/0,28 = 58,93 m/s = 212,14 km/h
(1 m/s = 3600 m/h = 3,6 km/h)

Gostava de perceber que raio de contas fizeram eles para dar 222. Se calhar 222 foi escohido porque "soa melhor". E ainda disseram que a bola pode ter ido ainda mais depressa, porque a trajectória foi na diagonal!

Além disso, a cronometragem do tempo entre o remate e o golo é feita, naturalmente, recorrendo às imagens televisivas. Ora, como o sinal de televisão tem 25 imagens por segundo (de acordo com a Wikipedia), cada "frame" corresponde a 4 centésimos de segundo e portanto o tempo anunciado pelo Record indica que se passaram 7 frames entre o remate e o instante em que a bola cruzou a linha de golo. Ainda estou para saber como raio conseguiram analisar as imagens de modo a determinar exactamente a frame em que foi efectuado o remate e a frame em que a bola cruzou a linha.

Mas vamos supor que o Record analisou bem as imagens. Então, haverá decerto 2 frames de erro na medida. O instante do remate pode ter acontecido numa determinada frame ou na seguinte, tal como o instante do golo, pelo que cada uma destas medidas virá afectada de um erro de 4 centésimos de segundo. O que indica que o tempo de viagem da bola se situa entre os 20 e os 36 centésimos de segundo. O que indica velocidades entre 165 e 297 km/h. Bem, a margem de erro é demasiado grande para permitir afirmar valores tão precisos. Seria muito mais razoável afirmar que a bola entrou a "cerca de 200 km/h", tendo a palavra "cerca" um significado algo generoso. E ainda estou para saber como raio conseguiram eles, usando as imagens de uma única câmara (se não forem imagens da mesma câmara não vale, não estão sincronizadas!) determinar com exactidão ambos os instantes.

A RTP noticiava hoje de manhã que no remate de Ronny a bola ia a 105 km/h. Infelizmente não encontrei a notícia no site da RTP nem a descrição das contas que a RTP fez. Também gostava de ver essas.

Eu não sei a que velocidade foi a bola. Sei que ia depressa. Mas sei que alguns dos maiores rematadores da história do futebol eram conhecidos por rematar a cerca de 160 ou 180 km/h. E sei que alguns jornalistas são conhecidos por não saber fazer contas. Não quero com isto contestar a validade científica das conclusões do Record, nem acusar aquele jornalista em concreto de não saber fazer contas. De maneira nenhuma! Alguns jornalistas não sabem fazer contas. Não necessariamente este.

Para descontrair...

Uns tipos acharam que os dominós já não dão pica. Vai daí, fizeram isto (obrigado pela sugestão João Paulo):


(o vídeo é GRANDE! Mais de 9 minutos! Por isso, antes de carregar no play, pensem se a vossa ligação é rápida o suficiente e se têm tempo a perder para investir nisto.)

Outros tipos acharam que os primeiros eram geeks. E vai daí, fizeram isto:



Depois houve uns tipos que acharam piada àquilo e pensaram que fixe, fixe era usar peças grandes e até foram pagos para isso e tudo porque houve outros que acharam que era boa ideia. Mas isso fica para outro post... senão ainda sou acusado de ser o responsáver pela falta de competitividade da economia portuguesa por causa da quantidade avassaladora de pessoas (pelo menos três!) que passa o horário de expediente a ver vídeos no Ó faxavor!

Coisas irritantes

Não vou falar das torneiras que pingam. Isso toda a gente sabe que é irritante. Uma pessoa vai-se deitar, tenta dormir e só ouve o gotejar da torneira. ping, ping, ping, ping... Tentamos ignorar, o que obviamente não funciona. Deve haver qualquer coisa na escuridão que amplifica o som das gotas a cair. É irritante porque nos obriga a ver todas as torneiras até descobrir qual é que pinga. E claro que tinha de ser a torneira da banheira, a última que verificamos. Depois ficamos uns minutos a prestar muita atenção para ver se ficou mesmo bem fechada ou continua a pingar. Ao fim de uns minutos estamos satisfeitos: está bem fechada. O problema é que agora estamos despertos e não conseguimos dormir. É muito irritante. Pegamos num livro para tentar adormecer e azar d'um raio: o livro é interessante, ficamos a lê-lo até às 6 da manhã. Tudo por causa de uma reles torneira! (é por estas e por outras que dá jeito saber mudar as borrachas das torneiras; para evitar noitadas até às 6 da manhã em vésperas de dia de trabalho).

Mas outra coisa que é irritante, e é dessa que queria falar, é quando vamos a conduzir e alguém nos dá uma apitadela e dá a entender que nos quer dizer qualquer coisa. Baixa-se o som do rádio, abre-se o vidro e pergunta-se o que é. E a pessoa, zelosa, lá nos avisa que temos um pneu em baixo, ou um pisca fundido, ou o escape solto ou coisa no género. Ontem aconteceu-me uma dessas. Fazem-me sinais de luzes, poem-se ao meu lado e apitam. Abro o vidro e o senhor diz "nhasubuop lá atrás". Infelizmente não percebi o início da frase. E o semáforo ficou verde, os outros carros buzinaram o senhor foi à sua vida e eu fiquei sem saber o que me queria dizer ele. Estaria de luzes apagadas? Não, tava com os médios acesos. As luzes de nevoeiro estavam ambas as duas desligadas (tive de aproveitar a oportunidade para dizer "ambas as duas", espero que não me levem a mal); quanto a pneus, o carro parecia portar-se bem, nada de anormal se detectava. Continuei para casa a pensar no que seria que o senhor me queria dizer, a tentar reconstruir o som que ouvi, na esperança de identificar uma qualquer palavra familiar. Nada. Cheguei a casa, estacionei e andei feito parvo a experimentar as luzes todas à chuva (e se chovia!). Não, parece tar tudo bem. Verifiquei as portas, estavam bem trancadas. Os pneus também estavam bons. Os tampões das jantes estavam no sítio. A suspensão parecia estar no sítio. O escape também.

E pronto, fui-me embora, sem saber do que me queria avisar o senhor. Agora, sempre que pego no carro só penso no que o senhor zeloso me tentou dizer. E não me ocorre nada. E fico preocupado. E se for alguma coisa grave? Agora o meu cérebro dá o alerta em qualquer barulho insignificante que eu ouça no carro. E depois percebo que era no rádio. Ando uma pilha de nervos, vocês nem imaginam!

Estas situações são muito chatas. Alguém avisa-me e eu não sei do quê. Pior só mesmo ir a correr ao pé de uma falésia e ouvir ao longe "Cuidado! hamonbfhuaiopusg aco sniasfodfa ente". Um gajo continua a correr a pensar "o que raio me queria dizer aquele senhor"? E só depois de cair por uma ribanceira de 200 metros no meio de rochas e estatelar-se ao comprido lá em baixo é que percebe: Aaaaaaaaah! Era "Cuidado com o buraco lá à frente"! Agora já percebi.

27 novembro 2006

Não viu?

Então, visse! Por esta altura já toda a gente sabe que é na RTP1, aos domingos, às 21:30, logo a seguir ao Marcelo Rebelo de Sousa.

Mas pronto, para quem não pôde ver ou não lhe apeteceu, ou quer ver outra vez, há uma solução!

Justiça célere

No final do último campeonato de futebol e no início deste assistiu-se à telenovela "Mateus". Na altura muito se falou sobre as questões da justiça desportiva e o recurso a tribunais comuns. É do entendimento geral que uma decisão judicial que pode demorar meses (ou anos!) iria impossibilitar a realização de qualquer competição e por isso os assuntos desportivos devem ser tratados dentro da esfera desportiva.

Ok, quanto a isso, penso que é de senso comum. Onde poderão começar a haver discrepâncias de interpretação é no que se considera "assuntos desportivos". Naturalmente que a decisão sobre o golo do Porto (aquele que não foi validado porque o fiscal de linha estava a olhar para a gaja boa que tava à entrada do túnel*) contra o Belenenses é claramente do foro desportivo.

A penhora de bens do mesmo clube por dívidas fiscais (quem não se lembra do episódio da sanita do estádio das Antas?) já é um assunto meramente administrativo/judicial e deverá ser resolvido nos tribunais.

Os castigos disciplinares a jogadores por agressões, acumulações de amarelos, cuspidelas nos adversários, etc. são questões de que foro? A mim, parecem-me do foro desportivo e como tal deverão ser resolvidas nas instâncias desportivas.

A bem da celeridade. Senão, chegamos ao fim do campeonato com castigos ainda por decidir, recursos por julgar, acórdãos do STJ sobre foras de jogo e mais não sei o quê. E seria o caos com as transferências! O jogador João Bom Rapaz, da equipa dos Solteiros, agride o jogador António Chefe de Família da equipa dos Casados, no famoso derby da Aldeola Perdida no Cú de Judas. Passam-se os meses, o castigo por decidir e o João Bom Rapaz casa-se e transfere-se para a equipa dos Casados. É decidido o castigo em vésperas de novo jogo Solteiros contra Casados e João Bom Rapaz, agora dos Casados, fica de fora por agressão, enquanto era jogador dos Solteiros. E a equipa dos Casados é prejudicada por uma agressão cometida contra si! Lindo serviço, não?

Por isso temos instâncias judiciais desportivas. Porque, ao contrário da justiça comum, a justiça desportiva é célere! (podemos começar aqui a discussão sobre o tema "depressa e bem não há quem", mas... valerá a pena?).

E por ser célere, a agressão de um jogador do União de Leiria a um jogador do Beira-Mar foi rapidamente penalizada com 2 jogos de suspensão. Acho muito bem (e o meu 1º clube é o União de Leiria, note-se!), se houve agressão há que castigar o jogador!

(e por esta altura tá tudo a pensar: mas ele quer chegar aonde?)

Por isso, Valdomiro (que nome mai lindo!) ficará de fora nos jogos da 12ª e 13ª jornadas, a disputar nos fins de semana de 3 e 10 de Dezembro, respectivamente. Porque agrediu um adversário no dia... 11 de Setembro! Na 2ª jornada. E a decisão demorou "apenas" 11 semanas (8 jornadas). Os meus sinceros parabéns a todos os dirigentes da Liga, em especial aos membros do Conselho de Disciplina, por terem mais uma vez demonstrado que a justiça desportiva é rápida e eficaz! Ao contrário da justiça comum. Como aliás se tinha notado no caso Mateus.

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O que acontece quando ocorre um problema técnico com a emissão? Vai-se para intervalo!



(se gostam de intervalos, vasculhem os arquivos que há lá mais!)

Popó

Pronto, já tenho o carro outra vez, com mais um vidro novo. Quanto tempo vai passar até ser assaltado outra vez? Aceitam-se apostas.

O carro antigo pode ter um motor de rega e não ter binário e não se ver o redline à noite (o conta-rotações fica todo vermelho, só percebi que estava a esgotar a mudança porque as rotações deixaram de subir; o raio do motor faz o mesmo barulho a qualquer rotação) mas ao menos é económico: andei com ele 1 semana, fiz uns 170 km e o ponteiro do gasóleo nem mexeu! Fui atestá-lo e ao fim de 5 euros a bomba disparou logo! Achei esquisito (alguns carros fazem a bomba disparar porque o tubo para o depósito provoca o refluxo de espuma) e continuei a meter gasóleo. Ao fim de 7 euros estava completamente cheio, quase a deitar fora!!! Mesmo a puxar por ele consegui uma média de uns 4 litros aos 100. Nada mau, han?

Há gajos muita ursos, lá isso há...

Já tou farto de apoios técnicos (tirando aquele que eu dou, obviamente!). Tive problemas com o alojamento do nosso site (e vou mudar o alojamento e pronto) e contactei o apoio técnico. Ao fim de 5 ou 6 dias a tentar telefonar (ninguém atende) e enviar mails (nenhum dos quais teve resposta), adivinhem quem resolveu o problema? Eu, claro!

Os gajos estão há 5 dias para descobrir porque que é que um formulário deixou de funcionar. E querem saber porquê? Porque com a migração dos servidores o programa para mandar mails mudou de sítio (para quem percebe mais disto: basicamente /usr/bin/sendmail deixou de apontar para onde devia). Obviamente que estas mudanças foram feitas sem dar cavaco a ninguém, claro!

Vai daí, vou mudar de alojemento. Vou deixar de manter o site aqui (o serviço é mesmo muito mau, aviso já!) e vou para aqui (que além de ser uma empresa de dimensão muito maior e que dá maiores garantias, tem melhores condições de serviço, mais "extras", mais espaço, mais contas de mail e cobram MENOS DINHEIRO!)


Nota: o urso sou eu que não mudei de alojamento mais cedo.

Consumo

Sim, confirma-se! O Natal está mesmo a chegar (e eu a pensar que era só um boato...). Ontem fui ao Colombo. Não tive outro remédio. Uma peça da minha cama partiu-se (não perguntem, a sério; ficariam desiludidos, partiu-se de forma vergonhosamente inocente) e lá tive de ir ao Aki comprar uns parafusos que servissem (e encontrei-os, e reparei o que se partiu e tudo).

Vocês não imaginam a multidão que se acotovelava nos corredores! Parecia Fátima no 13 de Maio. Já que estava no Colombo ainda pensei ir à Fnac, mas dada a densidade populacional na praça do Continente e da Worten imaginei que na Fnac seria muito pior. Os pisos -1 e -2 do parque de estacionamento estavam cheios e os carros eram mandados para o piso -3!!! Até à altura apenas 1 vez me tinham mandado para o piso -3 e foi num dia de jogo grande do Benfica! Mesmo no piso -3 os lugares próximos das entradas estavam todos ocupados!

Moral da história: a malta já recebeu o subsídio de Natal e já o começou a gastar (nalguns casos já o terão gasto todo e se calhar o subsídio de férias do ano que vem também). O que quer dizer que posso deixar as compras de Natal para a última da hora, que por essa altura já está tudo teso, como é habitual e já ninguém anda às compras. Ou então, não, prontos.

Miau

Ontem os gatos mal-cheirosos tiveram como convidado musical um coro juvenil a cantar uma versão alternativa do "Jingle Bells". Vá lá, por momentos até pensei que iam cantar o "É Napalm".

Ah, não conhecem? É qualquer coisa neste género:

É Natal, é Natal,
Morrem criancinhas
Com napalm, com napalm
Todas queimadinhas

Todas queimadinhas,
Da cabeça aos pés,
Morrem criancinhas
E também bebés

O Menino Jesus
Deitado na manjedoura
Todo furadinho
Com tiros de metralhadora


Nota de rodapé: no Natal de 1972 os EUA bombardearam fortemente várias cidades do Vietnam do Norte, naquilo que ficou conhecido como Christmas bombings. A letra da música adapta-se perfeitamente neste contexto.