10 dezembro 2007

Pão-pão, queijo-queijo.

Éramos 9 ou 10 a jantar no restaurante.

No fim veio a conta. E um de nós reparou que tinham sido debitados 25 pães. A 50 cêntimos cada um, dá 12,50 euros em pão.

Chamamos o rapazito e perguntamos como pode ser possível facturarem 25 pães se apenas vieram 2 cestas de pão, cada uma com 4 pães. Ainda por cima pequeninos.

O empregado levou a conta para trás e passado um pouco (demasiado que naquele dia o serviço tava lento) trás novamente a conta. Com 20 pães. Chamamos o gajo e eu pergunto se ele tá a brincar com a gente "Atão, são 2 cestas, cada cesta traz 10 pães...". Tive vontade de lhe partir os óculos (já não me lembro se ele tinha óculos ou não, que isto foi no dia do Benfica-Porto, o jogo já tinha acabado e eu estava com um bocado de azia, mas, para ajudar à reconstituição, imaginemos que tinha óculos). É que só um equilibrista conseguiria trazer 10 pães naquelas cestas sem deixar cair nenhum!

À terceira foi de vez e a conta já veio certa.

Agora, a pergunta que é natural fazer-se: terá sido de propósito? Haverá gente burra ao ponto de tentar enganar o cliente à segunda, depois de o cliente ter dado pelo engano à primeira? E valerá a pena enganar os clientes em 10 euros de pão (aliás, 8 euros e 50 cêntimos) num jantar de 170 ou 180 euros? Espero que sim, que valha a pena. É que, por por causa das merdas, em vez da habitual conta "dá 17,60 a cada um, arredonda-se para 18 e fica de gorgeta" passou a "é 17,60 a cada um" e como trocos são sempre complicados, quase toda a gente foi pagar com multibanco (acrescentando uns 20 ou 30 cêntimos em despesas de comunicação, mais a comissão de 0.5% da SIBS ou lá quanto é que eles cobram.

Acabámos por não pedir o livro de reclamações. Mas foi só porque pela cara do gerente, quando veio falar conosco, percebemos que se o empregado estivesse à mão de semear tinha sido o próprio gerente a partir-lhe os óculos (já disse que não me lembro se tinha óculos ou não, mas ajuda à reconstituição).

Maiooooooooooooor!

E fazer um backup integral do disco do portátil? Han??? 3 horas e pico para fazer o backup de 50 e tal gigas. Brrrrr....

Graaaaaaaaaande!

Já me tinha esquecido como era formatar um disco. Hoje estive 1 hora à espera que um disco externo de 300 Gb acabasse de formatar. Convenhamos que é algo aborrecido...

07 dezembro 2007

Serviço público

Alguém apareceu aqui por ter pesquisado diminutivo carro no Google (por alguma estranha razão o Ó Faxavor! aparece em 2º lugar nesta pesquisa...)

Como não gosto de deixar ninguém sem resposta, aqui fica a informação: é Popó. Ou carrinho, mas popó fica mais querido.

Fins de semana chatos

Detesto quando me aparecem problemas que não consigo resolver. Regra geral é raro. Os problemas que me aparecem à frente são de solução mais ou menos fácil, mais ou menos conhecida, mais ou menos possíveis de resolver.

E chega-se a um ponto em que é complicado fazerem-me perguntas às quais ainda não sei a resposta.

Mas de vez em quando, muito raramente, lá aparece uma pergunta à qual não tenho resposta imediata. E fico a remoer, a remoer, até conseguir encontrar uma solução. O que, até agora, aconteceu quase sempre. Ou sempre. Sinceramente não me lembro de uma pergunta que não tenha conseguido responder. É o que dá ser-se bom naquilo que se faz ;)

Mais chato ainda é quando estas questões aparecem na sexta-feira. Já sei que vou passar o fim de semana todo a pensar nisso.

Raios partam isto, pá, já não se pode passar um sábado sossegado...

93249

Este tasco já conta com 93249 visitantes. Será que passo dos 100 mil ainda este ano?

Vou ter de criar um prémio Ó Faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços para o visitante número 100 mil. Mas, o quê? O que pode ser um prémio aliciante??? Ah, já sei! O prémio é: UMA IMPERIAL E UM PIRES DE TREMOÇOS!!!

Nota: Visitar o blog várias vezes de seguida só conta como 1 visita. Escusam de premir 7000 vezes o refresh que além de não ganharem a bela da imperial vão-me irritar profundamente porque fico com um gráfico de "page views" marado durante 30 dias.

Ó Faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços

Constato que o nome do meu blog é demasiado comprido para as barras laterais dos templates do blogger, wordpress e outros. E que, por causa disso, há quem abrevie "Ó Faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços" para um sensaborão "Ó Faxavor..." quando decidem criar um link.

Eh pá, é bué marada essa cena, pá! Ouve lá, tu nem tás bem a ver...

Para já noto, com alguma estranheza, que a tradição imperialesca e tremoceira portuguesa de nada vale: os linkadores abreviam invariavelmente para "Ó Faxavor" e não para "Imperial e pires de tremoços" ou "Uma imperial e um pires de tremoços". O que é pena. Acho mais piada à segunda parte do nome que à primeira. Além disso, um gajo na esplanada só diz "Ó faxavor!" se for preciso, porque se o empregado nos prestar a mínima atenção, limitamo-nos a dizer que é "uma imperial e um pires de tremoços", sem necessidade de chamar a atenção do moço. Ou moça.

Mas fico aborrecido por ver o meu tão querido ponto de exclamação substituido por umas reles reticências. Ao menos que fosse "Ó Faxavor! ..." ou "Ó Faxavor! (...)", mas please, please, não me tirem o ponto de exclamação ao blog, pá!

E a menos que haja razões práticas prementes para abreviar, não abreviem este nome, que me é tão querido e tem tanta tradição na blogosfera portuguesa, chegando a registar 3 (sim, três!) visitantes simultâneos! Um blog que já foi linkado PELO MENOS, umas 4 vezes.

Cordas e roldanas

Passei agora por um pedreiro que estava a içar telhas para o cimo de um prédio com uma corda e uma roldana: ata as telhas à corda, puxa a outra ponta e as telhas sobem. Lá em cima um colega seu recebe as telhas.

Foi um momento enternecedor. Lembrei-me da famigerada história do assentador de tijolos de Cascais, que é uma das histórias mais famosas dos primeiros anos do Homem que Mordeu o Cão.

Andei um bocado à procura e encontrei a versão do texto que está no livro (encontrei-o no perfil de Hi5 de alguém de nome jael).

Mas vamos ao que interessa. A história é vendida como verídica, o que eu duvido, mas pode eventualmente ser inspirada em factos reais.

É a famigerada história do assentador de tijolos de Cascais:

«Sou assentador de tijolos, e no dia do acidente, estava a trabalhar sozinho no telhado de um prédio de 6 andares. Ao terminar o meu trabalho, verifiquei que tinham sobrado 250 kg de tijolos. Em vez de os levar à mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi, num acesso de inteligência, colocá-los dentro de um barril, e com a ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada num dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), desce-lo até ao rés-do-chão.

Desci ao rés-do-chão e atei o barril com uma corda, e subi para o sexto andar, de onde puxei o dito cujo para cima, colocando os tijolos no seu interior. Regressei de seguida para o rés-do-chão, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250 kg) descessem lentamente (notar que na alínea 11 informei que meu peso oscila em torno de 80 kg).

Surpreendentemente, porém, senti-me violentamente alçado do chão, e perdendo a minha presença de espírito, esqueci-me de largar a corda. Acho desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade. Nas proximidades do terceiro andar, dei de cara com o barril que vinha a descer. Ficam pois explicadas as fracturas no crânio e das clavículas. Continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana.

Felizmente, nesse momento já recuperara a minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda. Simultaneamente, no entanto, o barril com os tijolos caiu no chão, o que partiu o seu fundo. Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25 kg (novamente me refiro ao meu peso indicado na alínea 11). Como podem imaginar, comecei a cair vertiginosamente agarrado à corda, sendo que, próximo ao terceiro andar quem encontrei? O barril, que vinha a subir. Ficam pois explicadas as fracturas dos tornozelos e os ferimentos das pernas. Felizmente, a redução de velocidade da minha descida veio minimizar o meu sofrimento quando caí em cima dos tijolos, em baixo, pois felizmente, só fracturei três vértebras e cortei-me todo com os pedaços afiados dos tijolos.

Lamento, no entanto, informar que houve agravamento do sinistro, pois quando me encontrava caído sobre os tijolos, incapacitado de me levantar, e vendo o barril em cima de mim, perdi novamente a minha presença de espírito e larguei a corda. O barril que pesava mais que a corda, desceu e caiu em cima de mim, partindo-me as pernas. Pensei que o meu sofrimento já tinha acabado, quando o outro lado da corda, com aproximadamente 18 metros, continuou a subir, passou pela roldana e caiu na minha cara, cegando-me do olho direito.

Esclareço ainda que este relatório foi escrito pela minha enfermeira pois os meus dedos ainda guardam a forma da roldana e estou cego de um olho e com o outro bastante inchado o que faz com que não consiga ver nada.»

06 dezembro 2007

Actualização de expressões

Volta e meia a língua portuguesa adquire expressões novas. E não me refiro a palavras, como bué, mas a expressões idiomáticas, como "mais velho que a Sé de Braga", expressão essa que só terá aparecido muito tempo após a conclusão da construção da Sé de Braga. Ou "isso vai dar uma ganda volta", expressão que ganhou nova expressão, passe a expressão (he he he; adoro figuras de estilo parvas), com os sketchs da série Lopes da Silva do Gato Fedorento.

Pois bem, por vezes é também necessário actualizar expressões já existentes. Por exemplo, a expressão "Obras de Santa Engrácia" que se refere a obras que nunca mais acabam vai mudar! E os dicionários brevemente já incluirão a nova expressão, que vai ser "Obras de Santa Apolónia". Já se passaram 10 anos desde a primeira data prevista de conclusão, e aquilo ainda está para durar! Acho que a última previsão é para 2008, mas já ninguém arrisca um palpite.

Este fim de semana vamos voltar a ter alterações à circulação na linha azul em virtude das obras da "futura estação de metro de Santa Apolónia". Eu acho até que o nome definitivo da estação devia ser "Futura Estação de Santa Apolónia", em vez de "Estação de Santa Apolónia". Tal como no caso de Palhavã, posteriormente rebaptizada Praça de Espanha, ou Socorro, rebaptizada Martim Moniz, o nome corriqueiro dado a uma estação deve também ser adoptado neste caso.

Critérios de desempate

A Taça da Liga, essa nobre competição repleta de tradição futebolística (sim, sim, este desdém todo é porque o SLB foi eliminado. E depois?), teve o seu sorteio.

Estão presentes 4 grandes vultos do nosso futebol, o Beira-Mar, o Penafiel, o Vitória de Setúbal e o Sporting, todos eles contando com diversas participações no escalão máximo do campeonato e alguns até com meia dúzia de títulos, devidamente guardados em salas que ainda fazem um pouco de eco.

A notícia em si nem me interessou muito, mas dei uma olhada aos critérios de desempate e achei-os curiosos... A coisa faz-se em mini-campeonato a 1 volta (ou seja, todos contra todos, 3 jogos para cada equipa no total). A vitória vale 3 pontos, o empate vale 1 e a derrota vale 0. No final, os dois clubes com mais pontos passam à grandiosa final, que, aposto, até deve contar com transmissão televisiva e fogo de artifício.

No fim das 3 jornadas, em caso de igualdade pontual entre duas equipas, valem os seguintes critérios de desempate:

1. Maior número de golos marcados.
2. Número de pontos alcançado no jogo que entre si realizaram.
3. Maior diferença entre o número de golos marcados e o número de golos sofridos.
4. Maior número de vitórias.
5. Menor número de golos sofridos.
6. Menor número de cartões vermelhos e cartões amarelos exibidos durante toda a competição

Vamos analisar os primeiros 5 critérios. Deixamos de lado o 6º que é puramente disciplinar.

E para que a análise seja mais eficiente, vamos analisá-los em dois grupos distintos: os de ordem par e os de ordem ímpar.

Assim, temos:
1. Maior número de golos marcados.
3. Maior diferença entre o número de golos marcados e o número de golos sofridos.
5. Menor número de golos sofridos.

Alguém é capaz de me explicar a relevância do critério 5? É que se temos de chegar ao 5º critério quer dizer que os clubes estão empatados em golos marcados e em diferença entre golos marcados e sofridos. Sejam portanto M1 e M2 o número de golos marcados pelas equipas 1 e 2 respectivamente e da mesma forma, S1 e S2 o número de golos sofridos.

Se M1 = M2 e M1-S1 = M2-S2, o que se poderá concluir em relação à comparação entre S1 e S2? Hmmmm.... será?... Vamos resolver a coisas passo a passo, e alguém que mande o link deste post ao Laurentino Dias (presidente da Liga, logo grande chefe desta pseudo-taça):

M1 = M2
M1-S1 = M2-S2
Substituindo a 1ª equação na segunda, obtemos
M1-S1 = M1-S2
Subtraindo M1 a ambos os membros da equação,
-S1 = -S2
Trocando o sinal de ambos os lados,
S1 = S2
E chegamos à extraordinária, complexa e profunda conclusão que se dois clubes marcaram o mesmo número de golos e a diferença entre golos marcados e sofridos também é igual, então SOFRERAM O MESMO NÚMERO DE GOLOS! Fantástico, não?

Olhemos agora para os critérios de ordem par:
2. Número de pontos alcançado no jogo que entre si realizaram.
4. Maior número de vitórias.

Supondo que é necessário recorrer ao desempate e que os critérios 1, 2 e 3 não conseguem desempatar, temos os seguintes factos:
- Os clubes têm o mesmo número de pontos
- Os clubes empataram entre si.

Portanto, nos outros dois jogos conseguiram o mesmo número de pontos.
Em dois jogos um clube pode conseguir:
0 pontos: 2 derrotas
1 ponto: 1 empate, 1 derrota
2 pontos: 2 empates
3 pontos: 1 vitória
4 pontos: 1 vitória, 1 empate
5 pontos: não é possível obter 5 pontos em 2 jogos
6 pontos: 2 vitórias

Dito de outra forma:
0 vitórias: o clube pode conseguir 0, 1 ou 2 pontos
1 vitória: o clube pode conseguir 3 ou 4 pontos
2 vitórias: o clube pode conseguir 6 pontos.

Não havendo pontuações possíveis a aparecer em mais que um cenário, qual é a relevância deste critério de desempate?

E depois ainda há quem me tente convencer que os jogadores da bola é que são burros. Eh pá, ao menos os jogadores da bola têm desculpa: foram pouco às aulas porque jogavam nos júniores e jogam muito de cabeça o que é capaz de danificar os neurónios.

Qual será a desculpa dos digigentes?

05 dezembro 2007

Filho de peixe...

Um estudo interessante: comparação do nível de conhecimentos dos alunos com 15 anos dos diversos países da OCDE. Ao todo, 57 países. Portugal ficou em 37º lugar, um pouco abaixo da média da OCDE e também da UE-27 (notícia completa aqui - merece uma leitura atenta).

Os resultados não são inesperados e também não são desesperantes.

Estamos abaixo da média europeia, certo, mas também é certo que os alunos cujos pais têm formação superior conseguiram resultados acima da média, enquanto que os outros ficaram abaixo da média. Também se lê na notícia que entre os repetentes o nível de conhecimentos é muito mais baixo que nos que nunca chumbaram.

Conclusões?

1. Filho de peixe sabe nadar: ou seja, filho de ignorante, ignorante será. A nossa situação terá tendência a melhorar (?) com a universalização do ensino secundário e superior mas notícias de elevado valor político têm resultados a cada 4 anos e não a cada 40.

2. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és: se chumbas é porque és burro e burro continuas a ser. Se passas é porque percebes o mínimo da coisa e até te safas bem; Se há muito quem chumbe (e parece que aqui vamos encostados à liderança com 5 vezes mais taxa de retenção que a média), os resultados gerais caem.

3. Os cães ladram e a caravana passa: com base neste estudo muitas reformas e contra-reformas serão propostas e aplicadas; todas à pressa, de todas serão esperados resultados no ano lectivo seguinte ou, preferencialmente, durante o próprio ano lectivo da aplicação. Serão criadas muitas comissões de acompanhamento e muitos paineis de especialistas, todos com opiniões principescamente pagas. No final a melhoria, a existir, será pequena, como é sempre.

4. A ocasião faz o ladrão: Não vai demorar até à hora do almoço de amanhã para que a oposição apresente as soluções miraculosas capazes de resolver o problema de vez. Todas elas já terão sido testadas antes e com maus resultados, mas já ninguém se lembra.

5. Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar: Por seu lado o Governo vai olhar para os 20 que ficaram piores que nós e realçar os méritos do nosso sistema de ensino quando comparado com os restantes e apontar a melhoria nos resultados desde os estudos anteriores, mesmo que as melhorias sejam apenas sectoriais.

6. Galinha de campo não gosta de capoeira: este não faz sentido nenhum aqui, mas como estou numa de provérbios, aproveitei a embalagem. Até porque este provérbio está a perder aplicabilidade. Já quase não há campo onde as galinhas possam andar à vontade. Maiores ou menores, todos vivemos em capoeiras.

Consumo desenfreado de crédito ao consumo desenfreado

Diálogo numa loja de electrodomésticos a propósito da aquisição de um aparelho de cerca de 1000 euros:

- Queria pagar em prestações. Vocês fazem 10 vezes sem juros, não é?
- Sim, sim. Preciso só do seu BI, Contibuinte e NIB.
- Só?!
- Sim, só.
- Não precisa da declaração de IRS, de um recibo de vencimento, nada no género?
- Ah não, não é preciso.
- Nem um comprovativo de morada???
- Não, não, isso não é preciso.
- Errrr.... ok.

Depois queixem-se, ó senhores da Cofidis e Credial e outras que tais. Queixem-se! Venham bradar aos céus que há muito crédito mal parado, venham...

(obrigado pela história mano)

UEFA

Jogar mal nunca soube tão bem!

Para quem não viu: ganhámos ao Shakhtar Donetsk por 2-1 ontem na Ucrânia na última jornada da Champions (tão a ver a importância do "quem, o quê, onde, como, quando e porquê" logo na primeira frase? assim escusam de perguntar de onde é essa equipa com nome esquisito). Os jogadores ainda mal tinham aquecido os pés (estavam 10 negativos!) e já o Quim aquecia as mãos com boas defesas a lances de perigo dos ucranianos. Mas aos 6 minutos, uma paragem cerebral colectiva dos jogadores do Shakhtar deu a Cardozo a hipótese de marcar o 1-0; passaram-se mais uns minutos e continuando a nada fazer para o merecer, novamente Cardozo e ganhamos por 2-0. Eles reduzem para 2-1 de penalty (continuo com sérias dúvidas sobre a existência de falta, pareceu-me mais teatro) e o 2-1 resistiu até final, apesar do domínio do Shakhtar, das oportunidades criadas e das falhas de passes sucessivos pela parte do Benfica.

Por mim, tudo bem, ganhar sem merecer não me chateia nada. Afinal, toda a gente sabe que o futebol é um jogo de estratégia colectiva; é preciso rigor táctico, acertar nas marcações, bons movimentos atacantes, rápidas arrancadas pelos flancos, boa técnica, domínio do meio-campo, posse de bola, mas no fim, no fim, ganha quem marcar mais golos.

E agora, a piece de resistance: o resumo do jogo! Vejam bem a forma como foi construido o primeiro golo: primeiro a espectacular abertura, aliás atraso, do médio ucraniano; depois os centrais a olhar um para o outro e nenhum vai buscar a bola; finalmente o guarda-redes que ficou ali parado a meio caminho, sem saber se havia de ir ao lance ou ficar na baliza. Este golo é um hino à táctica!

04 dezembro 2007

Budapeste, França

Não acham adoráveis as pessoas que respeitam integralmente os estereótipos?



(obrigado Vítor)

A frase do dia

"A melhor democracia – a democracia efectiva – é aquela em que todas as opções continuam em cima da mesa"
George W. Bush, sobre a situação nuclear iraniana, quando questionado se a opção militar continua em aberto.

Faz todo o sentido! Uma democracia só é efectiva (e portanto melhor) se usar a força para resolver os seus problemas! Um estado que, em vez de usar as suas forças armadas, recorre à ONU para aprovar resoluções que visem a resolução do problema é uma ditadura ou, quanto muito, uma democracia insuficiente. A democracia ideal é aquela que não recorre a instâncias internacionais obsoletas e autoritárias como a ONU para resolver os seus problemas e trata do assunto por outros meios, mais eficazes e sem dúvida mais democráticos.

Se calhar a UE devia ter seguido esta filosofia para o Tratado de Lisboa. Em vez de andar a negociar mais um deputado para aqui, outro comissário para acolá, desatava a bombardear quem levantasse a garimpa e pronto! O tratado era assinado num instante! Democraticamente.

Ameaças

Dizem as agências de "intelligence" americanas que o Irão suspendeu as actividades do seu programa nuclear em 2003.

Mas George W. Bush não parece muito convencido disso.

Hmmmm... onde é que eu vi isto antes?

Muito a propósito, há eleições nos EUA daqui a 1 ano. Será que... naaaaa, ia dizer uma coisa, mas é tão absurda que não digo. Eh pá, seria tão ridículo! Claro que não, não é assim que funciona o mundo e a paz mundial não depende de questões políticas internas.

Treçolho

Deve ser uma das maleitas mais parvas que se pode ter. E foi com um desses que acordei hoje. Ó vida mais estúpida...

Preciso de férias

Tou a dar as últimas... preciso de férias. O que vale é que vem aí o Natal, época propícia à descontracção. Há pouco trânsito, a escolha de presentes de Natal é pacífica, o tempo também ajuda, com as temperaturas amenas e o sol... é só coisas boas!

Quem é que teve a triste ideia de marcar o Natal para pleno Inverno, han? Quem?

03 dezembro 2007

Objectos de colecção

No referendo na Venezuela ganhou o "não" à reforma constitucional proposta por Átila Chavéz.

A manchete do Público de hoje diz que ganhou o "sim".

Os selos impressos com erros têm mais valor para coleccionadores. Será que o mesmo se aplica aos jornais?

Crueldade do destino

Esportém-Leiria. Só vi a segunda parte. O Esportém até começou bem e marcou cedo. 50 e poucos minutos e estavam a ganhar 1-0. E o Leiria cada vez mais último.

Mas depois vieram as duas partidas do destino que me fizeram rir como se o Benfica não tivesse perdido na véspera:

1. penalty para o Esportém, sim senhor, bem assinalado, mas como já estavam a ganhar e tudo, toca de deixar o Polga marcar. Afinal, ainda não tinha marcado para o Esportém no campeonato e o rapaz anda a merecer. E... falha! Pois, deve haver boas razões para ele ainda não ter marcado no campeonato.

2. livre para o Leiria; 2 jogadores de fora a receber assistência. Logo, toca de defender uma bola parada só com 9 jogadores, o que não é muito bem pensado. Mas até se safavam, que o livre foi mal marcado, a bola ia para fora. Mas o jovem guarda-redes Esporténguista resolve, em vez de dar uma sapatada para canto, amparar a bola que foi encontrar a cabeça de Toñito, ex-Esportém e Esporténguista de coração. Um dos jogadores que em 2000 ganhou o Campeonato para o Esportém, acabando com o jejum de 18 anos.

Ao menos o jogo serviu para ajudar à digestão do jantar de sábado que me tinha caido um bocadito mal.