A malta aparece no meu blog pesquisando coisas normais, semi-normais, semi-estranhas e completamente estranhas nos motores de pesquisa. Resolvi fazer a lista, de acordo com o contador, das expressões mais procuradas e acho que é de bom tom corresponder às expectativas dos leitores. Por ordem decrescente de visitantes, vieram parar a este blog pesquisando as seguintes expressões:
"a energia que podemos tirar do lixo"
pegas no lixo, queimas o lixo numa caldeira, fazes ferver água e ligas isso a uma turbina.
"hi5 porcos"
era um blog. tinha piada. fechou.
"bilhetes portugal-polónia"
ainda não estão à venda. também quero, por sinal
"chaves cidade tràs-os-montes"
sim, é verdade. que mais é que queres saber?
"o que significam cão que ladra não morde"
é mentira. Há cães que ladram e mordem. E tens o verbo mal conjugado.
"contra ordenacao grave peao blog"
Acho que um peão ter um blog não é uma contra-ordenação grave, mas vou procurar, tá bem?
"ver sites de pedofilia"
Filho da puta, é o que tu és!
"o faxavor"
É aqui! Parabéns, deves ter sido o único a encontrar o que procurava. Mas o O é para levar acento!
"como abreviar a palavra metros quadrados no computador"
Experimenta m^2, m2 ou m2, deve dar, não?
"tap sempre vai para a portway"
A tap vai para muito lado: Londres, Paris, Madrid, Roma... Portway, não conheço, fica onde? Agora, as bagagens da tap são processadas pela Portway, sim.
"imperial cerveja"
Se fores comprar para ti pede uma para mim também! Com pouca espuma, sff.
"bilhetes portugal-polonia"
Já disse que ainda não estão à venda! E Polónia tem acento no segundo o
"filme sobre a constituição imperial"
imperial os chocolates, a cerveja,...?
"mandar curriculo na empresa compal em Lisboa"
Experimenta www.compal.pt e vê o link de recrutamento
"tremoços"
traz, para acompanhar a imperial!
"putas uruguai"
Hmmmm... se querem saber, nem sei o que diga a este. Mas antes putas no Uruguai que sites de pedofilia.
"enciclopédia explicando o que é e como funciona um auto - transformador"
experimenta escrever "transformador" no site pt.wikipedia.org!
"validade dos cheques"
já não há. isso era dantes.
"caracteristica do civismo"
não cuspir para o chão, por exemplo
"nobel pronuncia"
Nobel acentua-se no O. Seria acentuado no E se o senhor fosse português, mas não é, é sueco. Eu sei que alguns Prémios Nóbel portugueses insistem em dizer em chamar Nobél (os acentos são propositados), mas de certeza esse senhor não se importa de ser chamado "sárámágô" quando vai a Paris. Ah, e pronúncia leva acento.
"eu quero uma musica que tenha o titalo drogas"
O que raio é um titalo? Se for título, experimenta ir ao www.gracenote.com/music/ e no "titalo" põe o nome das drogas todas que te lembrares.
"produtos marca continente"
o melhor é ires ao Continente e começares a contá-los
"vidios gajas porno"
o que é um vidio? bom, antes isto que sites de pedofilia.
"fui apanhado no radar quanto tempo demora"
é fodido, não é? Tendo em conta que os serviços estão sobrecarregados, porque há mais uma meia dúzia como tu, ou mais, um mesito ou dois
"apanhados pr sacar do emule"
Acontece; mas não deve haver azar. Copiar coisas da net não é ilegal, o que é ilegal é pô-las à disposição de terceiros sem autorização para isso.
"carta há menos de 3 anos ficar sem carta"
sim, acontece; basta uma contra-ordenação grave ou muito grave. Se tens carta há menos de 3 anos ainda te deves lembrar de quais são
"weee"
Yeeeeeeee!
"marcas alemaes intercomunicadores de predios"
ora aí está uma coisa que eu nunca me lembraria de perguntar ao google. boa sorte com essa! mas se eu fosse a ti perguntava em alemão. pelo menos em inglês.
"qual a abreviação da palavra carrada ?"
é "pouco". Por exemplo: abreviatura tem uma carrada de letras; abr. tem poucas letras. Percebeste?
"enviado entidade reguladora funchal livro de reclamações"
depende; para a maior parte dos estabelecimentos é a ASAE; para bancos é o Banco de Portugal; é para a entidade reguladora do sector. Mas isso tem de estar afixado no cartaz que diz que há livro de reclamações. E se tens dúvidas, pegas na tua cópia da reclamação e mandas tu. não pagas nada por isso.
"urinol de cortesia"
é o urinol que se deixa vazio entre dois gajos; falei disso ontem.
"ferias algarve melhor opçãoo"
ir para o Alentejo
"dan cake coimbra horário"
Experimenta aparecer às 9 da manhã, é capaz de estar aberto.
"os tres porquinhos, resumo en espanhol"
Era una vez tres puercos y un lobo malo. Fin.
Ou querias um resumo alargado?
"maquinas de moedas"
de quê? de tabaco? de bebidas? de preservativos?
"imperial e tremocos"
É aqui mesmo! Os gajos lá de cima já foram buscar.
23 agosto 2007
Boom
Todaa gente já ouviu falar em aviões supersónicos, certo?
E também sabem que quando é atingida a velocidade do som ocorre uma coisa chamada Boom sónico.
Alguma vez viram?
Acima da velocidade do som o ar não se afasta da frente do avião, é literalmente empurrado por este.
E também sabem que quando é atingida a velocidade do som ocorre uma coisa chamada Boom sónico.
Alguma vez viram?
Acima da velocidade do som o ar não se afasta da frente do avião, é literalmente empurrado por este.
Teaser
Embreve: novidades no blog.
Novo modelo, novas cores e uns... extras.
Preferem cores claras ou escuras, letras grandes ou pequenas, barra lateral à esquerda ou à direita? Digam de vossa justiça nos comentários. Prometo que os vou ler e possivelmente ignorar. ;)
Novo modelo, novas cores e uns... extras.
Preferem cores claras ou escuras, letras grandes ou pequenas, barra lateral à esquerda ou à direita? Digam de vossa justiça nos comentários. Prometo que os vou ler e possivelmente ignorar. ;)
Pergunta de resposta múltipla
Um político que admite, após ter sido apanhado, que recebeu dinheiro ilegalmente é:
a) Correcto
b) Corrupto
Luis Arnaut assumiu a responsabilidade no caso do financiamento ilícito do PSD. E o Marques Mendes diz que esta atitude é uma prova da correcção de Luis Arnaut.
a) Correcto
b) Corrupto
Luis Arnaut assumiu a responsabilidade no caso do financiamento ilícito do PSD. E o Marques Mendes diz que esta atitude é uma prova da correcção de Luis Arnaut.
22 agosto 2007
Isto não é para brincadeira!
Ontem fui jantar a um centro comercial. Não é coisa que faça com muita frequência, mas é muito conveniente por vezes. Tento fugir dos locais de comida rápida. Só que às vezes tem de ser.
Mas não vos vou falar sobre comida rápida, nem centros comerciais. Quero falar sobre urinois, mas achei que era preciso um parágrafo que desse pelo menos a ilusão que o resto do texto valeria o tempo dos leitores. E por isso comecei por falar de centros comerciais e comida rápida. Assim em jeito de introdução.
Passando ao que verdadeiramente interessa (estranha escolha de palavras, já que o assunto que se segue são urnois), sentindo o chamamento da mãe natureza (belo eufemismo, han? mais cliché que isto é difícil! Tava à rasquinha para mijar, prontos!) dirigi-me aos lavabos, aproximo-me de um urinol, abro a braguilha e... bom, se calhar vou passar à frente a descrição pormenorizada da mecânica do acto até porque a expressão seguinte seria "tirei a gaita para fora" e a estas horas ainda há crianças acordadas. Em suma: fiz o que tinha a fazer e no processo olho em frente (regra de boa educação: no urinol olha-se sempre em frente! Não se mexe a cabeça. É de muito mau tom olhar para o lado, o vizinho pode-se sentir constrangido e um gajo tá com as mãos ocupadas pode não conseguir defender-se de um acto gratuito de violência) e reparo (por falar em reparar: já repararam que este post tá cheiinho de parêntesis? Fica mesmo difícil de ler, porra!) que este urinol é daqueles modernos onde não é preciso carregar em sítio nenhum para abrir a água. Tem uma célulazinha que detecta quando o utilizador terminou a sua função e se afasta e automaticamente limpa o belo serviço feito fazendo jorrar a água.
Penso que é conveniente mudar de parágrafo, porque com os parêntesis todos isto tava a ficar difícil de ler... e aproveito para esclarecer as senhoras, provavelmente menos informadas sobre a realidade dos urinois, que estes sistemas automáticos para abrir a água são necessários porque a maior parte dos homens não o faz. É por isso que eu abro a água antes (pelo sim, pelo não) e depois de utilizar. Mas, continuemos a nossa dissertação. Noutro parágrafo, claro!
Olhei em frente, como estava a dizer, e vi a coisa cuja função é detectar a presença/ausência de uma pessoa para decidir quando abrir a água. Aquilo tem uma forma rectangular, metálica, com dois pequenos orifícios redondos (onde estão as células fotoeléctricas - a propósito, obrigado ao Einstein, é graças a ele que temos células fotoeléctricas). E aqui reside o busilis! É que os buraquitos são pequenos (1cm de diâmetro, mais ou menos) e estão muito próximos (a uns 2 ou 3 cm de distância um do outro), mas parecem mesmo peep holes. E ontem enquanto estava a satisfazer a minha necessidade fisiológica olhei para a frente (não me canso de repetir que é de boa educação olhar apenas em frente!), vejo aqueles dois buraquinho e tive a estranha sensação que alguém estaria a observar do outro lado. O que até é verdade, está um circuito electrónico a "ver-me". Esta sensação é um bocado parva (ao contrário deste texto), porque ninguém poderia espreitar usando aqueles dois buraquinhos. A menos que tivesse uma cabeça estranhamente pequena, mas a forma dos buracos... parecem dois olhos... e eu ali, com a tralha toda à mostra, preocupado em não olhar para o lado, incomodado quando olho em frente...
Decidi olhar para baixo. A estranha sensação de desconforto desapareceu e pude cumprir o meu objectivo. Até dá jeito porque vou vendo o que estou a fazer e posso fazer pontaria à mosca!
Acho que é necessário mais um parágrafo para explicar a cena da mosca às senhoras: em muitos locais os urinois têm uma mosca, de plástico, presa. É isso e bolas de naftalina por causa do cheiro. Parece uma ideia estúpida, ter uma mosca de plástico no urinol, mas a verdade é que os gajos gostam de fazer pontaria a qualquer coisa e o problema das bolas de naftalina é que salpicam muito. E dá muito mau aspecto sair da casa de banho com os sapatos salpicados. Errr... além da questão da higiene, claro!
A outra alternativa é olhar para cima. Posso ficar ridículo a mijar olhando para o tecto, mas ao menos consigo estar descansado sem imaginar alguém a espreitar do outro lado da parede e não ofendendo o vizinho do lado (por falar nisso: tipicamente o vizinho do lado está a 2 urinois de distância, evitando sempre que possível ocupar o urinol adjacente; é o chamado urinol de cortesia).
Mas não vos vou falar sobre comida rápida, nem centros comerciais. Quero falar sobre urinois, mas achei que era preciso um parágrafo que desse pelo menos a ilusão que o resto do texto valeria o tempo dos leitores. E por isso comecei por falar de centros comerciais e comida rápida. Assim em jeito de introdução.
Passando ao que verdadeiramente interessa (estranha escolha de palavras, já que o assunto que se segue são urnois), sentindo o chamamento da mãe natureza (belo eufemismo, han? mais cliché que isto é difícil! Tava à rasquinha para mijar, prontos!) dirigi-me aos lavabos, aproximo-me de um urinol, abro a braguilha e... bom, se calhar vou passar à frente a descrição pormenorizada da mecânica do acto até porque a expressão seguinte seria "tirei a gaita para fora" e a estas horas ainda há crianças acordadas. Em suma: fiz o que tinha a fazer e no processo olho em frente (regra de boa educação: no urinol olha-se sempre em frente! Não se mexe a cabeça. É de muito mau tom olhar para o lado, o vizinho pode-se sentir constrangido e um gajo tá com as mãos ocupadas pode não conseguir defender-se de um acto gratuito de violência) e reparo (por falar em reparar: já repararam que este post tá cheiinho de parêntesis? Fica mesmo difícil de ler, porra!) que este urinol é daqueles modernos onde não é preciso carregar em sítio nenhum para abrir a água. Tem uma célulazinha que detecta quando o utilizador terminou a sua função e se afasta e automaticamente limpa o belo serviço feito fazendo jorrar a água.
Penso que é conveniente mudar de parágrafo, porque com os parêntesis todos isto tava a ficar difícil de ler... e aproveito para esclarecer as senhoras, provavelmente menos informadas sobre a realidade dos urinois, que estes sistemas automáticos para abrir a água são necessários porque a maior parte dos homens não o faz. É por isso que eu abro a água antes (pelo sim, pelo não) e depois de utilizar. Mas, continuemos a nossa dissertação. Noutro parágrafo, claro!
Olhei em frente, como estava a dizer, e vi a coisa cuja função é detectar a presença/ausência de uma pessoa para decidir quando abrir a água. Aquilo tem uma forma rectangular, metálica, com dois pequenos orifícios redondos (onde estão as células fotoeléctricas - a propósito, obrigado ao Einstein, é graças a ele que temos células fotoeléctricas). E aqui reside o busilis! É que os buraquitos são pequenos (1cm de diâmetro, mais ou menos) e estão muito próximos (a uns 2 ou 3 cm de distância um do outro), mas parecem mesmo peep holes. E ontem enquanto estava a satisfazer a minha necessidade fisiológica olhei para a frente (não me canso de repetir que é de boa educação olhar apenas em frente!), vejo aqueles dois buraquinho e tive a estranha sensação que alguém estaria a observar do outro lado. O que até é verdade, está um circuito electrónico a "ver-me". Esta sensação é um bocado parva (ao contrário deste texto), porque ninguém poderia espreitar usando aqueles dois buraquinhos. A menos que tivesse uma cabeça estranhamente pequena, mas a forma dos buracos... parecem dois olhos... e eu ali, com a tralha toda à mostra, preocupado em não olhar para o lado, incomodado quando olho em frente...
Decidi olhar para baixo. A estranha sensação de desconforto desapareceu e pude cumprir o meu objectivo. Até dá jeito porque vou vendo o que estou a fazer e posso fazer pontaria à mosca!
Acho que é necessário mais um parágrafo para explicar a cena da mosca às senhoras: em muitos locais os urinois têm uma mosca, de plástico, presa. É isso e bolas de naftalina por causa do cheiro. Parece uma ideia estúpida, ter uma mosca de plástico no urinol, mas a verdade é que os gajos gostam de fazer pontaria a qualquer coisa e o problema das bolas de naftalina é que salpicam muito. E dá muito mau aspecto sair da casa de banho com os sapatos salpicados. Errr... além da questão da higiene, claro!
A outra alternativa é olhar para cima. Posso ficar ridículo a mijar olhando para o tecto, mas ao menos consigo estar descansado sem imaginar alguém a espreitar do outro lado da parede e não ofendendo o vizinho do lado (por falar nisso: tipicamente o vizinho do lado está a 2 urinois de distância, evitando sempre que possível ocupar o urinol adjacente; é o chamado urinol de cortesia).
Lindo serviço!
Empatámos! E pelo que consegui ver (segui o jogo na net pela RTPi, mas com bastantes falhas) jogámos mal que nos fartámos. Belo serviço, sim senhor...
Ketchup1
Hoje há bola. Daqui a 1 hora Portugal joga contra a Arménia. No grupo de Portugal a classificação é uma confusão: a Polónia vai à frente com 19 pontos mas tem 9 jogos; Portugal, Sérvia e Finlândia têm 14 pontos mas a Finlândia tem 1 jogo a menos e Portugal e a Sérvia têm 2 jogos a menos. São 8 equipas, uma tem 9 jogos, 4 têm 8 jogos e outras três têm só 7 jogos. Hoje há jornada de "catch up"1.
1Perceberam o trocadilho entre "catch up" e "ketchup"? Foi giro, não foi? E deu para disfarçar o facto de o post ser sobre bola! A piada já tinha sido tentada no Pulp Fiction: Uma Thurman, aliás Mia Wallace, contou a John Travolta, aliás Vincent Vega, a seguinte anedota: Mommy tomato, Daddy tomato and little kid tomato are crossing the road and little tomato is falling behind. Daddy tomato goes to him, squishes him and says "Catch up!" (lá está o trocadilho!). Não tinha grande piada na altura, e não tem grande piada agora. Mas era preciso escrever um post, que isto hoje está muito parado. Há que justificar o chorudo ordenado do autor deste blog!
1Perceberam o trocadilho entre "catch up" e "ketchup"? Foi giro, não foi? E deu para disfarçar o facto de o post ser sobre bola! A piada já tinha sido tentada no Pulp Fiction: Uma Thurman, aliás Mia Wallace, contou a John Travolta, aliás Vincent Vega, a seguinte anedota: Mommy tomato, Daddy tomato and little kid tomato are crossing the road and little tomato is falling behind. Daddy tomato goes to him, squishes him and says "Catch up!" (lá está o trocadilho!). Não tinha grande piada na altura, e não tem grande piada agora. Mas era preciso escrever um post, que isto hoje está muito parado. Há que justificar o chorudo ordenado do autor deste blog!
Como ter um blog em três tempos
1. Criar uma conta no blogger
2. Registar o endereço que pretendemos, por exemplo omeunome.blogspot.com
3. Começar a copiar artigos da wikipedia ou de outros sites, corrigir uma ou outra palavra e publicá-los.
Bibliografia
(dado o tema convém deixar bastante explícitas quais as fontes usadas para escrever este post)
[1] Jornal Público
[2] Blog de Luís Filipe Menezes
2. Registar o endereço que pretendemos, por exemplo omeunome.blogspot.com
3. Começar a copiar artigos da wikipedia ou de outros sites, corrigir uma ou outra palavra e publicá-los.
Bibliografia
(dado o tema convém deixar bastante explícitas quais as fontes usadas para escrever este post)
[1] Jornal Público
[2] Blog de Luís Filipe Menezes
21 agosto 2007
Crónica de uma morte anunciada
Estou há mais de um mês à espera que os senhores da TMN me mandem a placa de acesso à net que prometeram. Para eu experimentar o serviço. Já liguei 3 vezes. Continuo a aguardar...
Da penúltima vez que lhes liguei, perguntei como estava essa situação e aproveitei para perguntar como faço para me desvincular da TMN e mudar de operador. :D pediram-me para aguardar e passaram para um colega.
O colega lá me deu uma grande tanga, foi ver o meu histórico de consumos, disse "de facto, tem um consumo bastante elevado", ao que eu respondi "pois tenho" e fartou-se de me propor alternativas: tarifários pós-pagos, por exemplo. Sim, sim, é tudo muito bonito, mas e se eu quiser mudar de operador? Ah, e tal, lá me disse que era só pedir isso na nova operadora e seria rápido. "Mas entretanto, posso oferecer-lhe durante 90 dias chamadas a 13 cêntimos para todas as redes". He he he. E "deverá receber uma mensagem a confirmar a atribuição da campanha". Fiquei à espera. A mensagem não chegou. Liguei "ah, a campanha foi atribuida mas foi cancelada. Pode ter sido um erro da base de dados". Pois... lá registaram a minha reclamação e estou à espera da campanha especial. De qualquer maneira, já me decidi: vou trocar os pontos TMN por cheques prenda na FNAC, comprar um cartão Vodafone e mudar para Vodafone Directo. E mantenho o número.
Alguém quer comprar um Sony Ericsson com ano e meio e marcas visíveis de uso, bloquado à TMN? Vou ter um à venda daqui a 2 mesitos. Custou-me 180 euros na altura, mas sou capaz de o vender semi-barato (depende do que houver na montra da Vodafone quando for comprar o telebicho novo).
Ora bem, a TMN já está, quem é o senhor que se segue? Ah, sim, vou reclamar com a AR Telecom. A televisão volta e meia "congela" durante um segundo e À conta disso já perdi duas ou três tiradas do Dr. House. O que será que lhes vouexigir pedir? Ah, já sei! Um desconto de 5 euros por mês, que tal? Parece-vos bem?
Da penúltima vez que lhes liguei, perguntei como estava essa situação e aproveitei para perguntar como faço para me desvincular da TMN e mudar de operador. :D pediram-me para aguardar e passaram para um colega.
O colega lá me deu uma grande tanga, foi ver o meu histórico de consumos, disse "de facto, tem um consumo bastante elevado", ao que eu respondi "pois tenho" e fartou-se de me propor alternativas: tarifários pós-pagos, por exemplo. Sim, sim, é tudo muito bonito, mas e se eu quiser mudar de operador? Ah, e tal, lá me disse que era só pedir isso na nova operadora e seria rápido. "Mas entretanto, posso oferecer-lhe durante 90 dias chamadas a 13 cêntimos para todas as redes". He he he. E "deverá receber uma mensagem a confirmar a atribuição da campanha". Fiquei à espera. A mensagem não chegou. Liguei "ah, a campanha foi atribuida mas foi cancelada. Pode ter sido um erro da base de dados". Pois... lá registaram a minha reclamação e estou à espera da campanha especial. De qualquer maneira, já me decidi: vou trocar os pontos TMN por cheques prenda na FNAC, comprar um cartão Vodafone e mudar para Vodafone Directo. E mantenho o número.
Alguém quer comprar um Sony Ericsson com ano e meio e marcas visíveis de uso, bloquado à TMN? Vou ter um à venda daqui a 2 mesitos. Custou-me 180 euros na altura, mas sou capaz de o vender semi-barato (depende do que houver na montra da Vodafone quando for comprar o telebicho novo).
Ora bem, a TMN já está, quem é o senhor que se segue? Ah, sim, vou reclamar com a AR Telecom. A televisão volta e meia "congela" durante um segundo e À conta disso já perdi duas ou três tiradas do Dr. House. O que será que lhes vou
É que é preciso ser burro, han?
Em Portugal existem automóveis. E paga-se imposto sobre os automóveis. E depois paga-se o IVA. Até aqui, tudo bem. Ou tudo mal porque, como toda a gente sabe, o IVA incide também sobre o IA. Bruxelas não gosta, multa-nos mas o dinheiro extra dá muito jeito e a coisa aguenta-se assim.
Agora, há uma nova tributação sobre os automóveis. O imposto muda de nome, mudam as regras e o IVA continua a incidir sobre o agora denominado Imposto Sobre Veículos (ISV). E Bruxelas continua a dizer que é ilegal e vai continuar a multar-nos. Já para não falar na quantidade de dinheiro que é preciso devolver se um dia um tribunal dá razão aos compradores e/ou vendedores de automóveis.
Eh pá, se fizeram uma lei toda nova, toda moderna, porque é que não aumentaram logo o ISV em 21% (que, por pura coincidência, é a taxa do IVA) e passavam a incidir ambos os impostos apenas sobre o preço base? Só mudava o cheiro, a merda era a mesma, o dinheiro era o mesmo, mas deixava de haver ilegalidade! É que é preciso ser burro, han?
Eu exemplifico: uma determinada viatura tem um preço base de 10 mil euros e paga 5000 de IA. Ao todo dá 15000, ou seja, somando-lhe o IVA, 18150 euros. Tá mal, porque tamos a cobrar IVA sobre o IA. Então, mudamos as regras, e a mesma viatura passa a pagar 6050 euros de ISV! Agora temos 10 mil de preço base, 2100 de IVA e 6050 de ISV o que soma 18150. Com a benesse extra de, quando baixarem o IVA (daqui a 400 anos, mais ou menos), o ISV mantém-se!
Nota para não matemáticos mas que se interessem pelos pormenores técnicos: isto vem de uma propriedade extremamente avançada que diz que, nos números reais, A*(B+C)=A*B+A*C. Chama-se distributividade e é (ou era) ensinada aí pelo 5º ano de escolaridade. Ora acrescentar o IVA é nada mais, nada menos que multiplicar por 1.21. Han, que é complicado de perceber esta merda!
Agora, há uma nova tributação sobre os automóveis. O imposto muda de nome, mudam as regras e o IVA continua a incidir sobre o agora denominado Imposto Sobre Veículos (ISV). E Bruxelas continua a dizer que é ilegal e vai continuar a multar-nos. Já para não falar na quantidade de dinheiro que é preciso devolver se um dia um tribunal dá razão aos compradores e/ou vendedores de automóveis.
Eh pá, se fizeram uma lei toda nova, toda moderna, porque é que não aumentaram logo o ISV em 21% (que, por pura coincidência, é a taxa do IVA) e passavam a incidir ambos os impostos apenas sobre o preço base? Só mudava o cheiro, a merda era a mesma, o dinheiro era o mesmo, mas deixava de haver ilegalidade! É que é preciso ser burro, han?
Eu exemplifico: uma determinada viatura tem um preço base de 10 mil euros e paga 5000 de IA. Ao todo dá 15000, ou seja, somando-lhe o IVA, 18150 euros. Tá mal, porque tamos a cobrar IVA sobre o IA. Então, mudamos as regras, e a mesma viatura passa a pagar 6050 euros de ISV! Agora temos 10 mil de preço base, 2100 de IVA e 6050 de ISV o que soma 18150. Com a benesse extra de, quando baixarem o IVA (daqui a 400 anos, mais ou menos), o ISV mantém-se!
Nota para não matemáticos mas que se interessem pelos pormenores técnicos: isto vem de uma propriedade extremamente avançada que diz que, nos números reais, A*(B+C)=A*B+A*C. Chama-se distributividade e é (ou era) ensinada aí pelo 5º ano de escolaridade. Ora acrescentar o IVA é nada mais, nada menos que multiplicar por 1.21. Han, que é complicado de perceber esta merda!
Outra na ferradura
Não gosto de pedófilos. Bom, não gosto de criminosos em geral: carteiristas, assaltantes, assassinos, violadores, etc. Mas pelos pedófilos nutro particular asco. Alguém que abusa da sua força e/ou autoridade para agredir sexualmente uma criança enoja-me.
Mas também não gosto de políticos. Sobretudo políticos imbecis que aparecem munidos da cura para as maleitas do seu estado/país/planeta/clube de futebol.
Sarkozy anunciou uma medida que me arrepia. Assim ao de leve, arrepia-me. Após cumprir pena por pedofilia o condenado será submetido a uma avaliação médica. Se esta avaliação concluir que ele é um perigo para a sociedade, será internado num hospital fechado. Ou seja, preso. Num hospital, mas preso à mesma. Porque foi considerado que havia risco de reincidência. Como disse, não gosto de pedófilos. Não tenho nada contra as pessoas que sentem atracção sexual por crianças, tenho-o apenas contra pessoas que põem em prática essa atracção sexual e violam crianças. Tal como não tenho nada contra quem se sente sexualmente atraído por mulheres, apenas por quem as viola.
E não consigo perceber como é que podemos viver bem com a nossa consciência implementando um sistema que permite que uma pessoa seja presa para o resto da vida (chamem-lhe o que quiserem, um tipo que é internado num hospital fechado por tempo indeterminado é preso!) por haver o risco de crimes futuros. Sempre achei que as sociedades ocidentais (e não só) só julgavam e condenavam apenas a prática de crimes e não o risco de crimes futuros. Mesmo tratando-se de pedófilos. De quem eu não gosto nem um bocadinho.
A interpretação da constituição francesa que permite prender pessoas pelo risco de crimes futuros pode ser usada também para justificar todo o tipo de atropelos aos direitos de cada um: um condutor embriagado, depois de passar algum tempo sem carta, ao lhe ser perguntado se tem vontade de consumir bebidas alcoólicas responde que sim; em seguida, perguntam-lhe se tenciona conduzir e ele responde que sim. Mesmo que diga que não tencione conduzir sob o efeito do álcool, não existe o risco que ele conduza bêbado novamente? Se calhar deve ser-lhe retirada a carta de condução para sempre. Bêbado uma vez, bêbado sempre. É como o provérbio: Quem mente uma vez, mente sempre. E mesmo que diga verdade, todos dizem que ele mente. E lá se vai a crença (consagrada nos diversos códigos que nos regem) que o sistema penal é uma forma de castigar e reabilitar quem comete crimes.
Mas também não gosto de políticos. Sobretudo políticos imbecis que aparecem munidos da cura para as maleitas do seu estado/país/planeta/clube de futebol.
Sarkozy anunciou uma medida que me arrepia. Assim ao de leve, arrepia-me. Após cumprir pena por pedofilia o condenado será submetido a uma avaliação médica. Se esta avaliação concluir que ele é um perigo para a sociedade, será internado num hospital fechado. Ou seja, preso. Num hospital, mas preso à mesma. Porque foi considerado que havia risco de reincidência. Como disse, não gosto de pedófilos. Não tenho nada contra as pessoas que sentem atracção sexual por crianças, tenho-o apenas contra pessoas que põem em prática essa atracção sexual e violam crianças. Tal como não tenho nada contra quem se sente sexualmente atraído por mulheres, apenas por quem as viola.
E não consigo perceber como é que podemos viver bem com a nossa consciência implementando um sistema que permite que uma pessoa seja presa para o resto da vida (chamem-lhe o que quiserem, um tipo que é internado num hospital fechado por tempo indeterminado é preso!) por haver o risco de crimes futuros. Sempre achei que as sociedades ocidentais (e não só) só julgavam e condenavam apenas a prática de crimes e não o risco de crimes futuros. Mesmo tratando-se de pedófilos. De quem eu não gosto nem um bocadinho.
A interpretação da constituição francesa que permite prender pessoas pelo risco de crimes futuros pode ser usada também para justificar todo o tipo de atropelos aos direitos de cada um: um condutor embriagado, depois de passar algum tempo sem carta, ao lhe ser perguntado se tem vontade de consumir bebidas alcoólicas responde que sim; em seguida, perguntam-lhe se tenciona conduzir e ele responde que sim. Mesmo que diga que não tencione conduzir sob o efeito do álcool, não existe o risco que ele conduza bêbado novamente? Se calhar deve ser-lhe retirada a carta de condução para sempre. Bêbado uma vez, bêbado sempre. É como o provérbio: Quem mente uma vez, mente sempre. E mesmo que diga verdade, todos dizem que ele mente. E lá se vai a crença (consagrada nos diversos códigos que nos regem) que o sistema penal é uma forma de castigar e reabilitar quem comete crimes.
Uma no cravo
Não gosto de coisas trangénicas. Eh pá, não me levem a mal os senhores da genética, mas ainda percebemos demasiado pouco do assunto para andar a brincar aos deuses.
Também não gosto de ambientalistas. Mas sobretudo não suporto delinquentes. E não percebo como raio esperam os senhores delinquentes ambientalistas que alguém concorde com eles depois de destruir uma plantação de milho trangénico. Aquilo era o ganha pão de alguém. E eles chegaram lá e partiram aquilo tudo. Não gosto dos Morangos com Açúcar e ninguém me vê por aí a partir televisões.
Querem ser simbólicos? Comprem a produção ao homem (toda) e queimem-na! Mas comprem-na! Destruam o que é vosso de direito e chamem a comunicação social para marcar a vossa posição. Decerto terão apoio financeiro de um ou mais partidos políticos ou organizações com ou sem fins lucrativos.
Também não gosto de ambientalistas. Mas sobretudo não suporto delinquentes. E não percebo como raio esperam os senhores delinquentes ambientalistas que alguém concorde com eles depois de destruir uma plantação de milho trangénico. Aquilo era o ganha pão de alguém. E eles chegaram lá e partiram aquilo tudo. Não gosto dos Morangos com Açúcar e ninguém me vê por aí a partir televisões.
Querem ser simbólicos? Comprem a produção ao homem (toda) e queimem-na! Mas comprem-na! Destruam o que é vosso de direito e chamem a comunicação social para marcar a vossa posição. Decerto terão apoio financeiro de um ou mais partidos políticos ou organizações com ou sem fins lucrativos.
20 agosto 2007
Em U
Há provérbios que me chateiam, que são quase todos. Lembro-me vagamente de aqui ter escarrapachado dois, há uns tempos, e agora lembrei-me de outro: Virar o bico ao prego. Virar o bico ao prego pode ser interpretado de duas formas:
1. Virar o bico e o prego ao contrário. Não dá muito jeito para pregar quadros.
2. Torcer o prego até ficar em forma de U. Tem os mesmos defeitos da anterior.
Ainda estou para decidir sobre a qual destas situações se refere o provérbio.
Mas lembrei-me do provérbio após ler que Fernando Santos está "surpreendido" por ter sido posto a andar. Diz o Senhor Engenheiro que "Nenhum treinador que ganhou o Torneio do Guadiana há 15 dias, que ganhou um jogo para a Liga dos Campeões e que fez o 22.º jogo sem derrotas no campeonato estaria à espera de sair.". Eh pá, quando li isto ia-me mijando todo pelas pernas abaixo. A sério! Atão o gajo tem a distinta lata de contar com torneios particulares de pré-época (mesmo tendo ganho ao Sporting) entre as suas vitórias e fala em "jogos sem perder" depois de empatar contra uma equipa que ambiciona a pouco mais que aguentar-se sem descer?!
Quanto à vitória para a eliminatória da Liga dos Campeões, se calhar o Fernando Santos não viu o jogo, limitou-se a ler as gordas nos jornais desportivos do dia seguinte e viu que ganhámos. Só isso explica que durante o jogo o esquema da equipa quase não se tenha alterado e se tenha insistido num jogo sem rumo nem ambição, denunciado, lento e sem substituições que o alterassem de forma significativa. Se calhar foi esse o problema do Fernando Santos: apesar de estar no banco os jogos todos ele não os via. Lia a notícia no jornal do dia seguinte, e se o Benfica tivesse pelo menos empatado, copiava o nome dos jogadores e escolhia os mesmos para o jogo seguinte. Se calhar também era por isso que as substituições eram sempre as mesmas, mais ou menos na mesma altura do jogo e sempre com os mesmos resultados quase nulos.
Sim, este senhor engenheiro é que me podia explicar o verdadeiro significado da expressão "virar o bico ao prego". Se alguém tiver o número de telemóvel dele mandem-mo por mail para eu lhe mandar um SMS a perguntar.
1. Virar o bico e o prego ao contrário. Não dá muito jeito para pregar quadros.
2. Torcer o prego até ficar em forma de U. Tem os mesmos defeitos da anterior.
Ainda estou para decidir sobre a qual destas situações se refere o provérbio.
Mas lembrei-me do provérbio após ler que Fernando Santos está "surpreendido" por ter sido posto a andar. Diz o Senhor Engenheiro que "Nenhum treinador que ganhou o Torneio do Guadiana há 15 dias, que ganhou um jogo para a Liga dos Campeões e que fez o 22.º jogo sem derrotas no campeonato estaria à espera de sair.". Eh pá, quando li isto ia-me mijando todo pelas pernas abaixo. A sério! Atão o gajo tem a distinta lata de contar com torneios particulares de pré-época (mesmo tendo ganho ao Sporting) entre as suas vitórias e fala em "jogos sem perder" depois de empatar contra uma equipa que ambiciona a pouco mais que aguentar-se sem descer?!
Quanto à vitória para a eliminatória da Liga dos Campeões, se calhar o Fernando Santos não viu o jogo, limitou-se a ler as gordas nos jornais desportivos do dia seguinte e viu que ganhámos. Só isso explica que durante o jogo o esquema da equipa quase não se tenha alterado e se tenha insistido num jogo sem rumo nem ambição, denunciado, lento e sem substituições que o alterassem de forma significativa. Se calhar foi esse o problema do Fernando Santos: apesar de estar no banco os jogos todos ele não os via. Lia a notícia no jornal do dia seguinte, e se o Benfica tivesse pelo menos empatado, copiava o nome dos jogadores e escolhia os mesmos para o jogo seguinte. Se calhar também era por isso que as substituições eram sempre as mesmas, mais ou menos na mesma altura do jogo e sempre com os mesmos resultados quase nulos.
Sim, este senhor engenheiro é que me podia explicar o verdadeiro significado da expressão "virar o bico ao prego". Se alguém tiver o número de telemóvel dele mandem-mo por mail para eu lhe mandar um SMS a perguntar.
Será desta?
Já se fala em crise n'O Glorioso. E se viram o jogo de sábado concordam de certeza! Os 90 minutos foram uma verdadeira tristeza. Sem tirar o mérito à equipa do Leixões, motivada e bem organizada, não se admite que um candidato ao título nem tenha conseguido dominar o jogo! O empate é o resultado justo e a haver um vencedor seria o Leixões (de regresso à I Liga após 18 anos por escalões secundários)! A cereja no topo do bolo foi o empate ao 4º minuto dos descontos, depois de o Benfica ter marcado o 0-1 ao minuto 89. Foi a confirmação do que se tinha visto contra o Copenhaga: até se recuperam bolas na defesa mas depois é preciso meter um requerimento a solicitar que os companheiros de equipa avancem para dar início a uma jogada de ataque, o que demora um bom quarto de hora. E 1 em cada 2 vezes perde-se a bola num passe idiota e a equipa volta a recuar. Sim senhor, este Benfica vai bem lançado para garantir o acesso directo à Taça UEFA, ficando em 4º ou 5º no campeonato. E para poder lutar, quem sabe, por um lugar honroso nos quartos de final da Taça de Portugal.
Dizem os jornais desportivos que a coisa pode estar para se resolver, com a possível saída do Sr. Engenheiro e o seu famigerado 4x4x2 (a equipa joga tão bem em 4x3x3 o homem põe-se a inventar p'ra quê? o 4x4x2 já era, pá!) e até há quem fale no regresso de Camacho, o homem que devia ter sido campeão pelo Benfica em 2005 mas não foi porque o Real Madrid não deixou (era treinador do Benfica, deixou as bases da equipa que veio a ganhar o campeonato no ano seguinte, e só não foi ele o treinador do Benfica porque o Real convidou-o para treinar a galáxia de estrelas e não se recusa uma oferta do clube do coração). Volta Camacho! Mas rápido, que no próximo sábado jogamos contra a outra equipa que subiu de divisão e eu gostava que conseguíssemos, pelo menos, lutar pela vitória.
Actualização: Fernando Santos já não é treinador do Benfica! Yeeeeeeeee! Camacho é o preferido para o seu lugar.
Actualização da actualização: o Record diz que Camacho já foi escolhido como novo treinador do Benfica e será apresentado amanhã. A TSF também está neste momento a noticiar o mesmo.
Dizem os jornais desportivos que a coisa pode estar para se resolver, com a possível saída do Sr. Engenheiro e o seu famigerado 4x4x2 (a equipa joga tão bem em 4x3x3 o homem põe-se a inventar p'ra quê? o 4x4x2 já era, pá!) e até há quem fale no regresso de Camacho, o homem que devia ter sido campeão pelo Benfica em 2005 mas não foi porque o Real Madrid não deixou (era treinador do Benfica, deixou as bases da equipa que veio a ganhar o campeonato no ano seguinte, e só não foi ele o treinador do Benfica porque o Real convidou-o para treinar a galáxia de estrelas e não se recusa uma oferta do clube do coração). Volta Camacho! Mas rápido, que no próximo sábado jogamos contra a outra equipa que subiu de divisão e eu gostava que conseguíssemos, pelo menos, lutar pela vitória.
Actualização: Fernando Santos já não é treinador do Benfica! Yeeeeeeeee! Camacho é o preferido para o seu lugar.
Actualização da actualização: o Record diz que Camacho já foi escolhido como novo treinador do Benfica e será apresentado amanhã. A TSF também está neste momento a noticiar o mesmo.
Entretenham-se!
Lembram-se do jogo das músicas de filmes? Já tá online outra vez, aqui. 64 músicas, têm de adivinhar o nome do filme. Podem usar o nome original ou o nome em brasileiro (hey, não reclamem! o jogo foi feito por brasileiros. Querem os nomes em portugês? façam vocês!)
Mas agora têm dois novos! O Fausto mandou-me ontem o link para a parte 2. Mais 64 músicas correspondentes a 64 filmes. É mais difícil, já que os óbvios estavam quase todos no primeiro. Comecei bem (identifiquei o primeiro filme em menos de meio segundo) e depois comecei a não adivinhar nenhum. Quando tiver tempo volto a tentar...
E porque não há duas sem três, fica a terceira sugestão dos mesmos autores: Programas e séries de TV! Notem que algumas das músicas podem ser de programas brasileiros ou programas que nunca tenham passado na TV portuguesa, mas a maior parte reconhece-se bem.
Mas agora têm dois novos! O Fausto mandou-me ontem o link para a parte 2. Mais 64 músicas correspondentes a 64 filmes. É mais difícil, já que os óbvios estavam quase todos no primeiro. Comecei bem (identifiquei o primeiro filme em menos de meio segundo) e depois comecei a não adivinhar nenhum. Quando tiver tempo volto a tentar...
E porque não há duas sem três, fica a terceira sugestão dos mesmos autores: Programas e séries de TV! Notem que algumas das músicas podem ser de programas brasileiros ou programas que nunca tenham passado na TV portuguesa, mas a maior parte reconhece-se bem.
17 agosto 2007
Fotos? Naaaaaa
Fotos das férias não me tá a apetecer pôr online. Quem quiser, que apareça lá por casa para as ver e beber uma bejeca (se souber onde é; se não souber escusa de perguntar porque eu não digo). Mas fica um vídeo do abastecimento de um Canadair em pleno voo para ir apagar o incêndio.
(se escutarem com muita, muita atenção, poderão ouvir-me a dizer "Shhhhhh")
(se escutarem com muita, muita atenção, poderão ouvir-me a dizer "Shhhhhh")
Provérbio
Sempre ouvi dizer que "o que arde cura". Acho que este provérbio se refere a água oxigenada e coisas assim para desinfectar. Mas... será mesmo assim?
No tempo da caça às bruxas as mulheres (e homens) que eram considerados culpados de bruxaria eram queimados vivos. E a verdade é que ficavam curados, nunca mais faziam uma bruxaria! Será que isto funciona para outras maleitas, tipo dor de costas? "Ah, doem-me as costas, é do reumatismo". Chega um gajo com um maçarico, queima-lhe as costas todas e o tipo em princípio fica curado do seu reumatismo. Ou pelo menos deixa de se preocupar com isso.
No tempo da caça às bruxas as mulheres (e homens) que eram considerados culpados de bruxaria eram queimados vivos. E a verdade é que ficavam curados, nunca mais faziam uma bruxaria! Será que isto funciona para outras maleitas, tipo dor de costas? "Ah, doem-me as costas, é do reumatismo". Chega um gajo com um maçarico, queima-lhe as costas todas e o tipo em princípio fica curado do seu reumatismo. Ou pelo menos deixa de se preocupar com isso.
Semanas quase perfeitas
Ontem para mim foi segunda-feira (primeiro dia após as férias). Hoje já é sexta. De caminho entreguei a tese. E logo à noite começa o campeonato. Às vezes a vida roça um tal nível de perfeição que até assusta...
Checklist
Tese concluída? Sim!
9 exemplares impressos e encadernados? Sim!
CD com cópia da tese e resumo em PDF? Sim!
125 Euros? Sim!
Bora lá entregar esta merda que já tou farto disto.
Nota curiosa: acabou-se a ditadura das disketes e a ditadura do Word! (para quem não acompanhou o meu calvário: quando entreguei a versão provisória as regras diziam explicitamente que tinha de entregar duas cópias em diskette com o resumo e o abstract em formato Word. Não podia ser em CD, não podia ser em PDF, tinha de ser em Word. Independentemente do formato em que a tese é elaborada)
Nota curiosa 2: hoje é dia 17 de Agosto; faltam 14 dias para o fim do prazo. É o meu record pessoal de antecedência de todos os tempos! Tou maravilhado comigo mesmo.
9 exemplares impressos e encadernados? Sim!
CD com cópia da tese e resumo em PDF? Sim!
125 Euros? Sim!
Bora lá entregar esta merda que já tou farto disto.
Nota curiosa: acabou-se a ditadura das disketes e a ditadura do Word! (para quem não acompanhou o meu calvário: quando entreguei a versão provisória as regras diziam explicitamente que tinha de entregar duas cópias em diskette com o resumo e o abstract em formato Word. Não podia ser em CD, não podia ser em PDF, tinha de ser em Word. Independentemente do formato em que a tese é elaborada)
Nota curiosa 2: hoje é dia 17 de Agosto; faltam 14 dias para o fim do prazo. É o meu record pessoal de antecedência de todos os tempos! Tou maravilhado comigo mesmo.
História e as suas histórias
Num momento em que tanto se fala sobre as tentativas de escrever e re-escrever a História (ver os vários posts sobre o assunto no Zero de Conduta; contudo, não se fiquem por aí. No meio daqueles posts todos há algumas trapalhadas que não são propriamente factuais e que eram escusadas, sobretudo sendo o assunto o que é) apareceu uma coisa melhor ainda: a tentativa de escrever a História ANTES DE ACONTECER!
Sim, toda a gente sabe que há muitas tentativas para alterar os factos passados. Seja para justificar uma ou outra posição sobre o aquecimento global, seja a negação do Holocausto, seja o branqueamento de alguns acontecimentos durante a inquisição... enfim, toda a gente gosta que a história se lembre de si, da sua instituição, do seu país, de forma melhor e alguns levam este esforço um nadita longe de mais.
Mas... escrever uma biografia do Lewis Hamilton (piloto de Fórmula 1 da Maclaren, a fazer a sua época de estreia e actual líder do campeonato do mundo de pilotos) dizendo que se sagrou campeão do mundo em Outubro de 2007 no GP do Japão??? Tá bem que o livro ainda não está à venda, mas a sinopse já está no site da Amazon para ser lida por quem quiser! Se não acreditam em mim e não vos apetece seguir o link, destaco esta frase que está na sinopse do livro: "Lewis Hamilton crowned his 2007 debut season by winning the title in Japan in October". Que dia é hoje, mesmo? (notícia obtida a partir do fórum do Autosport)
Sim, toda a gente sabe que há muitas tentativas para alterar os factos passados. Seja para justificar uma ou outra posição sobre o aquecimento global, seja a negação do Holocausto, seja o branqueamento de alguns acontecimentos durante a inquisição... enfim, toda a gente gosta que a história se lembre de si, da sua instituição, do seu país, de forma melhor e alguns levam este esforço um nadita longe de mais.
Mas... escrever uma biografia do Lewis Hamilton (piloto de Fórmula 1 da Maclaren, a fazer a sua época de estreia e actual líder do campeonato do mundo de pilotos) dizendo que se sagrou campeão do mundo em Outubro de 2007 no GP do Japão??? Tá bem que o livro ainda não está à venda, mas a sinopse já está no site da Amazon para ser lida por quem quiser! Se não acreditam em mim e não vos apetece seguir o link, destaco esta frase que está na sinopse do livro: "Lewis Hamilton crowned his 2007 debut season by winning the title in Japan in October". Que dia é hoje, mesmo? (notícia obtida a partir do fórum do Autosport)
16 agosto 2007
Hrvatska e Crna Gora
Bom, já voltei dos balcãs há uma semana, já fui embora outra vez, já voltei outra vez, já comecei a trabalhar, tá na altura de dizer como correram as férias, certo?
Este post é grande mas está didivido por capítulos. Podem lê-lo aos bocados, ou ignorar um capítulo por completo se vos apetecer. Ou ignorar o post. Ou ignorar o blog.
Capítulo 1 - A ida
Tudo começou nesse solarengo dia 1 de Agosto do ano da graça de 2007. Voo marcado para a Dubrovnik Airlines, esse nome tão bem conhecido da indústria da aviação. Como passageiro semi-frequente de companhias regulares de grande dimensão e já tendo voado algumas vezes em companhias mais pequenas (daquelas com aviões de 50 lugares como a Portugália ou a Régional ou a SATA), estava algo receoso do meu primeiro contacto com um voo charter. Mas não fiquei nada surpreendido. O serviço a bordo é fraco, o avião é algo velhote (embora bem conservado, mais ou menos), é um Macdonald-Douglas (nunca gostei muito destes aviões e continuo a não gostar), os lugares são apertados e há cadeiras em qualquer lado em que caibam. Ao todo éramos 163 tugas (talvez alguns croatas) a caminho de umas férias nas costas do Adriático (aquela coisa cheia de água que parece que é Mediterrâneo mas que não é bem, encravada entre a sola da Itália e as montanhas dos Balcãs). Não há revistazinha da companhia aérea (oh, surpresa!) e o café é a pagar, como já vem sendo hábito de há uns anos para cá mesmo entre os grandes senhores dessa coisa dos aviões.
Chatear, chatear, só chateou mesmo a manobra de aproximação à pista. Tal como tantas vezes acontece em Lisboa aproximámo-nos pelo lado oposto àquele em que queremos aterrar. A aterragem fez-se de este para oeste. E por isso lá tivémos de fazer uma voltinha. A única diferença entre a aproximação a Lx num voo regular e a aproximação a Dubrovnik num charter é que em Lisboa a volta é larga e feita a uma altitude razoável. Os voos charter põem a economia de combustível acima de qualquer outra prioridade: a volta foi apertadíssima e já muito, muito perto do chão. Consequentemente, a velocidade muito reduzida, já com os flaps completamente estendidos, só faltava o trem de aterragem aberto. E voltas apertadas a baixa velocidade não inspiram muita confiança... é que se por acaso há azar, o que é mais provável numa volta apertada que numa volta larga, não há altitude, nem velocidade, para recuperar do susto. E os pilotos de voos charter não têm a fama de se contar entre os mais experientes do mundo. Para que tenham uma ideia, se já deram a volta à Caparica para aterrar em Lisboa, imaginem que o avião entra por Telheiras, dá a volta sobre Santa Maria e Alvalade e aterra na pista da Portela e faz esta manobra à altitude e velocidade com que costuma passar sobre a zona de Entrecampos.
Mas pronto, o susto lá passou, aterrámos sem problemas, carimbámos os passaportes, recolhemos a bagagem e seguimos para o transfer para o hotel. O aeroporto de Dubrovnik é muito movimentado. Talvez isso explique os cerca de 45 minutos à espera de bagagens (mais ou menos o mesmo tempo que se espera em Lisboa). Durante esses 45 minutos chegou outro voo! Wow, fiquei abismado! Dois voos diferentes em menos de uma hora!!! Dubrovnik é um grande centro da alta finança mundial, tá-se mesmo a ver...
Capítulo 2 - O hotel, a praia, essas coisas
Na Croácia há poucas praias de areia. O Adriático tem uma costa muito recortada e acidentada e as praias são calhaus. Não são praias de calhaus, são calhaus. Grandes como pequenos automóveis ou como pessoas grandes. Os hoteis à beira da água (como aquele onde estávamos) têm acesso directo ao mar: uma plataforma de cimento com escadas tipo piscina. E o mar, azul, límpido, logo ali ao lado. Como não há areia a água é muito, muito límpida, vê-se o fundo mesmo a razoável profundidade. E a vista é soberba, com ilhas um pouco por todo o lado a decorra o horizonte e a costa com os seus montes altos a envolver o quadro.
A água é fria. Tem esse defeito. E tem ouriços do mar. Eu sei porque trouxe um ouriço no pé. Bom, não foi o ouriço todo, mas foram bocados. Piquei-me num ouriço logo no primeiro dia. Consegui tirar um espinho no dia seguinte, outro só saiu há 2 ou 3 dias (e foi preciso aleijar um bocado o gajo tava a gostar da estadia) e ainda tenho um terceiro. Tou à espera que ele se farte de habitar no dedo grande do meu pé esquerdo para o sacar de lá para fora.
O hotel é bom, embora tenha alguns defeitos provavelmente consequência da falta de experiência generalizada da mão-de-obra croata. Não podemos esquecer que o país foi assolado por uma guerra, breve mas destruidora, em 1991/1992. Só em 2000 é que o investimento turístico regressou e começaram a aparecer hoteis mais ou menos como cogumelos (não é bem como cogumelos porque às vezes aparecem cogumelos em cima de outros cogumelos e com os hoteis não é bem assim que lá a câmara municipal ou o equivalente a isso não deixa).
A moeda oficial é a kuna, que se divide em 100 lipas e vale aproximadamente 1/7 de euro. Mas o nível de vida não é propriamente barato. Sendo uma zona turística, os preços são p'ra turistas. Pelo menos nas zonas mais procuradas.
Capítulo 3 - os dias a passar e eu a não fazer nenhum
A rotina era um manancial de inactividade, pontilhado aqui e ali por algum consumo de energia para ir à casa de banho ou para as refeições. O trajecto era: acordar - pequeno almoço - "praia" (vou usar aspas para falar de praias com calhaus; quando falar de praias de areia não uso as aspas) - almoço (um hamburger ou assim) - praia - duche - jantar - dormir. Mas também fiz outras coisas, que eu sou moço intelectual e gosto de ver prédios e assim. Fiz duas incursões ao centro da cidade (com mais de 1400 anos, mas bem recuperada da guerra) que fica dentro de muralhas; uma durante o dia para ver os turistas todos e comprar suvenires e tralhas e postais e assim. A outra à noite para ver uns gajos a tocar coisas com cordas, tipo violinos e pianos e assim, para me armar em fino. Não tocaram nenhuma peça que eu conhecesse e não conhecia os músicos. É bem feito, porque eles também não me conheciam de lado nenhum e as peças também não.
Para aplacar tanto tédio volta e meia resolvi jogar pingue-pongue. Mas fico-me por aqui e não vou falar dos resultados porque ainda estou a digerir uma ... bom, digamos que uma cabazadazinha que levei. Tinha piada jogar pingue-pongue até começar a perder jogos de empreitada. Aí fartei-me um bocado e amuei. Como os putos. Só que eu não batia os pés porque tava descalço e aquilo aleija.
Capítulo 4 - Calhaus no meio da água. Acho que se chamam ilhas
Um belo dia resolvemos ir numa daquelas excursões organizadas, cheias de turistas. A umas ilhas. Bem nos lixámos. Quer dizer, as ilhas até eram engraçadas, mas quem vê uma vê todas, e levámos com 3 ilhas ao longo do dia. O barco era muito giro, uma espécie de galeão do século XVI (embora a guia turística lhe tenha chamado caravela, mas para ela caravelas e catamarans deve ser tudo a mesma coisa; é como eu: se anda na água é um barco e fico-me por aí; com os animais é a mesma coisa: se anda na água é peixe. Por exemplo, as sardinhas, carapaus, tubarões, golfinhos, baleias, pinguins e cágados). Esta coisa dos barcos reconstruídos a fingir que são coisas velhas tem muita piada, gostei muito. Durante 10 minutos. Depois fartei-me. Principalmente à medida que nos íamos cruzando com outros barcos, menos charmosos, mas cujos passageiros estavam de fato de banho e volta e meia o barco parava para a malta mandar um mergulho. Isso é que é serviço!
Uma das ilhas, a terceira, já eu deitava ilhas pelos olhos, tinha uma praia de areia, que nos anunciaram como sendo "espectacular". Chama-se Sunj Beach (deve ler-se Suni Beach, penso eu; é adequado). "É do outro lado da ilha, mas vai-se bem a pé". Vai, o caralho! Vai tu! Se eu soubesse tinha roubado uma bicicleta a um puto! Não é muito difícil, mas é meio a subir e meio por um caminho entre as árvores (segundo dizia a placa, era um "Shortcut through the forest - the fairytale path". Mas não vi o lobo mau, só vi três porquinhos a passar a correr). Mas pronto, armámo-nos em fortes (embora não tanto quanto um espanhol que ultrapassámos que estava a fazer o caminho pelo menos das pedras descalço!) e lá chegámos ao nosso destino: uma tira de areia com 100 metros de comprimento, 15 metros de largura, areia fina e algo suja e 394 pessoas por metro quadrado. 45 minutos depois távamos a voltar para trás e outros 15 minutos depois tava a afogar as mágoas numa esplanada. Com a cerveja local que não é nada má.
Capítulo 5 - o Montenegro, esse desconhecido
Outra das excursões que fizemos foi ao Montenegro. Crna Gora na língua deles. E aí, digo-vos, fiquei impressionado! Para já porque na terra de ninguém, entre as duas fronteiras, parámos no Duty-free e consegui comprar volumes de LM vermelho a 6 euros o pacote! São 60 cêntimos por maço!!! (nota para quem não fuma: em Portugal é 3 euros). O Marlboro já era diferente, era uma pequena fortuna: 1,20 euros o maço (em Portugal é 3,25). E qualquer país que tenha tabaco barato tem o meu apreço! A viagem começou por uma cidade chamada Herzeg Novi, algo feiosa (e brinda os seus visitantes vindos da Croácia com o Instituto Dr. Milosevic, logo à entrada da cidade) mas encostada à água, a uma baía lindíssima. Continuamos e vemos que a seguir a essa baía há outra e depois outra, e depois outra. São 4 baías em sequência (só a primeira é que dá para o Adriático) ladeadas de paredes de rocha com centenas de metros de altitude, chegando a 1000 m de altitude na última baía (baía de Kotor)!!! 1000 metros de calhau ali encostado à água. A vista é fabulosa, digo-vos já. Merece uma visita atenta.
Paragem obrigatória: a cidade de Kotor, com umas belas muralhas (e resistentes também, ao que parece), muito engraçada e sobretudo... barata! É verdade, o Montenegro é barato! É preços de cá. Mas não é preços de cá como são no Algarve na época alta! É preço normal! Bebi um café em Kotor por 60 cêntimos (a moeda oficial do Montenegro é o euro; como os gajos vão aderir à UE de qualquer maneira não adiantava muito tar a inventar uma moeda só por 10 anos). Por esta altura eu estava fascinado com o Montenegro. E quem também está fascinado é o Abrahamovic, que parece que já comprou metade do país. O barco dele tava atracado em Kotor. É grandito, sim senhor...
A partir daí foi sempre a descer. Quer dizer, primeiro foi a subir, mas foi a subir a montanha. Estrada acima, 1000 metros em altitude (recuando talvez 200 ou 300 metros a partir da linha de costa), podendo ver quilómetros em redor! A estrada é estreitíssima (dois carros ligeiros cruzam-se com alguma dificuldade) e tem dois sentidos. E dezenas de autocarros por hora! A regra para os cruzamentos é a seguinte: o maior passa. O menor é bom que faça marcha-atrás rapidamente até um local onde dê para se cruzarem, senão vai lá parar abaixo. Haviam de ver a cara de um turista alemão que foi quase literalmente empurrado pelo nosso autocarro ao longo de uns 200 metros até conseguir encostar o carro à berma!
Lá em cima despedimo-nos do mar e chegamos à cidade de Shnhé-shnhé-shnhé (escrece-se Cetinje e lê-se cétinhe ou parecido, mas o nome que lhe dei é mais adequado). Entrámos no Montenegro rural. Aquele que eu esperava encontrar: cidades de interior, no meio das montanhas, velhas e semi-sujas, e uma população que não fala inglês. Mas são muito prestáveis, e assim que percebem que somos estrangeiros e não falamos sérvio começam logo a falar em russo! O que ajuda imenso, porque ao ver a nossa cara de espanto mudam logo para a linguagem gestual (aquela que permite até que um polinésio consiga pedir um bife num restaurante de Budapeste). Uma coisa é certa: os recuerdos naquele sítio são baratos. T-shirts a 4 euros, pulseiras e bugigangas a 1 euro, coisas assim. Fora isso, nesta cidade parece que a única coisa que há para fazer é ver museus e morrer devagarinho. Era a antiga capital do Montenegro e parece que só vive disso. De ser a antiga capital do Montenegro. Até a ilha do Corvo deve ter mais agitação que aquela pasmaceira.
De bom grado saímos dali e seguimos, novamente para o Adriático, para a cidade de Budva. Por uma estrada diferente, felizmente! Estava satisfeito por sair daquela cidade que parecia tirada de um filme de terror de série B, povoada de dizeres fantasmagóricos em cirílico e seres que falam sérvio e russo e parecem zombies. A caminho de Budva, numa descida, plena estrada de montanha com curvas apertadas e um precipício à direita, 2 faixas a subir, 1 a descer, traço contínuo (mas porque raio é que ele tá a descrever a estrada, pá?), paramos num engarrafamento. Tudo parado! E eu a pensar mas que raio, há assim tantos carros no Montenegro? E depois comecei a ver os carros ligeiros a ultrapassar a fila (fora de mão, pois claro), a descer a todo o gás, e a meterem-se mais à frente. Mais ou menos como na A5 ou no IC19 naquelas sextas-feiras más, mas fora de mão e sem ver se há carros de frente! E depois... o autocarro moveu-se. Mas não foi para a frente, foi para a esquerda! E desatou a descer furiosamente fora de mão, a ultrapassar a fila também! Eu só rezava a todos os santos (porque não sei o nome de nenhum em particular, eu rezava ao primeiro que me ouvisse!) e só queria é que houvesse uma explicação lógica e razoável para o facto. E havia. Era lógica. Razoável é que não. Havia um incêndio e o trânsito estava condicionado. O trânsito a subir estava cortado (mas não havia maneira de saber isso de antemão) e vai de descer à chico-esperto que nalgum sítio haverá um buraco. Fácil de dizer, fácil de fazer quando se conduz um autocarro: um chega p'ra lá subtil e aparece logo sítio para voltar a entrar na fila.
Budva é uma cidade de férias enorme, a parte antiga é bastante bonita, e tem boas praias de areia (sobrepovoadas, pois claro) muito próximas. Bem vistas as coisas a costa do Montenegro tem um imenso potencial turístico! Esperemos que o saibam aproveitar. Enquanto não souberem, vão passar férias lá que é razoavelmente barato!
Capítulo não sei quantas - danos colaterais
Dubrovnik teve em chamas durante uns 4 dias enquanto estive lá. O incêndio começou na Bósnia, passou para a Croácia e chegou quase ao Montenegro. Dado o facto de o terreno ser muito acidentado o acesso aos bombeiros era difícil e o incêndio alastrou ameçando bastantes aldeias (e queimando algumas casas). O combate foi feito por via aérea com aviões Canadair que atestavam os seus depósitos de 9000 litros de água mesmo à frente do meu hotel. Fiquei impressionado com a brutalidade da manobra! O avião abranda de forma brusca quando toca na água e sobe de forma extremamente lenta depois de carregado. E fazia este ritual de 5 em 5 ou de 10 em 10 minutos. às páginas tantas eram 3 aviões em simultâneo a combater o incêndio. A coisa caricata era o facto de usarem água salgada. Além de provavelmente não ser muito saudável para o avião também não será muito saudável para os terrenos. Mas pronto, eles lá saberão e provavelmente não havia água doce à disposição. E quem não tem cão...
Capítulo último e tal - disposições finais
Na Croácia fala-se croata. Na Sérvia fala-se sérvio. As duas línguas são muito parecidas. Um sérvio e um croata entendem-se perfeitamente. O que não deixa de ser irónico tendo em conta que não se entendem nem à lei da bala.
No Montenegro fala-se montenegrino. Que é sérvio mas com sotaque. Só que eles não gostam que se diga isso.
Este post é grande mas está didivido por capítulos. Podem lê-lo aos bocados, ou ignorar um capítulo por completo se vos apetecer. Ou ignorar o post. Ou ignorar o blog.
Capítulo 1 - A ida
Tudo começou nesse solarengo dia 1 de Agosto do ano da graça de 2007. Voo marcado para a Dubrovnik Airlines, esse nome tão bem conhecido da indústria da aviação. Como passageiro semi-frequente de companhias regulares de grande dimensão e já tendo voado algumas vezes em companhias mais pequenas (daquelas com aviões de 50 lugares como a Portugália ou a Régional ou a SATA), estava algo receoso do meu primeiro contacto com um voo charter. Mas não fiquei nada surpreendido. O serviço a bordo é fraco, o avião é algo velhote (embora bem conservado, mais ou menos), é um Macdonald-Douglas (nunca gostei muito destes aviões e continuo a não gostar), os lugares são apertados e há cadeiras em qualquer lado em que caibam. Ao todo éramos 163 tugas (talvez alguns croatas) a caminho de umas férias nas costas do Adriático (aquela coisa cheia de água que parece que é Mediterrâneo mas que não é bem, encravada entre a sola da Itália e as montanhas dos Balcãs). Não há revistazinha da companhia aérea (oh, surpresa!) e o café é a pagar, como já vem sendo hábito de há uns anos para cá mesmo entre os grandes senhores dessa coisa dos aviões.
Chatear, chatear, só chateou mesmo a manobra de aproximação à pista. Tal como tantas vezes acontece em Lisboa aproximámo-nos pelo lado oposto àquele em que queremos aterrar. A aterragem fez-se de este para oeste. E por isso lá tivémos de fazer uma voltinha. A única diferença entre a aproximação a Lx num voo regular e a aproximação a Dubrovnik num charter é que em Lisboa a volta é larga e feita a uma altitude razoável. Os voos charter põem a economia de combustível acima de qualquer outra prioridade: a volta foi apertadíssima e já muito, muito perto do chão. Consequentemente, a velocidade muito reduzida, já com os flaps completamente estendidos, só faltava o trem de aterragem aberto. E voltas apertadas a baixa velocidade não inspiram muita confiança... é que se por acaso há azar, o que é mais provável numa volta apertada que numa volta larga, não há altitude, nem velocidade, para recuperar do susto. E os pilotos de voos charter não têm a fama de se contar entre os mais experientes do mundo. Para que tenham uma ideia, se já deram a volta à Caparica para aterrar em Lisboa, imaginem que o avião entra por Telheiras, dá a volta sobre Santa Maria e Alvalade e aterra na pista da Portela e faz esta manobra à altitude e velocidade com que costuma passar sobre a zona de Entrecampos.
Mas pronto, o susto lá passou, aterrámos sem problemas, carimbámos os passaportes, recolhemos a bagagem e seguimos para o transfer para o hotel. O aeroporto de Dubrovnik é muito movimentado. Talvez isso explique os cerca de 45 minutos à espera de bagagens (mais ou menos o mesmo tempo que se espera em Lisboa). Durante esses 45 minutos chegou outro voo! Wow, fiquei abismado! Dois voos diferentes em menos de uma hora!!! Dubrovnik é um grande centro da alta finança mundial, tá-se mesmo a ver...
Capítulo 2 - O hotel, a praia, essas coisas
Na Croácia há poucas praias de areia. O Adriático tem uma costa muito recortada e acidentada e as praias são calhaus. Não são praias de calhaus, são calhaus. Grandes como pequenos automóveis ou como pessoas grandes. Os hoteis à beira da água (como aquele onde estávamos) têm acesso directo ao mar: uma plataforma de cimento com escadas tipo piscina. E o mar, azul, límpido, logo ali ao lado. Como não há areia a água é muito, muito límpida, vê-se o fundo mesmo a razoável profundidade. E a vista é soberba, com ilhas um pouco por todo o lado a decorra o horizonte e a costa com os seus montes altos a envolver o quadro.
A água é fria. Tem esse defeito. E tem ouriços do mar. Eu sei porque trouxe um ouriço no pé. Bom, não foi o ouriço todo, mas foram bocados. Piquei-me num ouriço logo no primeiro dia. Consegui tirar um espinho no dia seguinte, outro só saiu há 2 ou 3 dias (e foi preciso aleijar um bocado o gajo tava a gostar da estadia) e ainda tenho um terceiro. Tou à espera que ele se farte de habitar no dedo grande do meu pé esquerdo para o sacar de lá para fora.
O hotel é bom, embora tenha alguns defeitos provavelmente consequência da falta de experiência generalizada da mão-de-obra croata. Não podemos esquecer que o país foi assolado por uma guerra, breve mas destruidora, em 1991/1992. Só em 2000 é que o investimento turístico regressou e começaram a aparecer hoteis mais ou menos como cogumelos (não é bem como cogumelos porque às vezes aparecem cogumelos em cima de outros cogumelos e com os hoteis não é bem assim que lá a câmara municipal ou o equivalente a isso não deixa).
A moeda oficial é a kuna, que se divide em 100 lipas e vale aproximadamente 1/7 de euro. Mas o nível de vida não é propriamente barato. Sendo uma zona turística, os preços são p'ra turistas. Pelo menos nas zonas mais procuradas.
Capítulo 3 - os dias a passar e eu a não fazer nenhum
A rotina era um manancial de inactividade, pontilhado aqui e ali por algum consumo de energia para ir à casa de banho ou para as refeições. O trajecto era: acordar - pequeno almoço - "praia" (vou usar aspas para falar de praias com calhaus; quando falar de praias de areia não uso as aspas) - almoço (um hamburger ou assim) - praia - duche - jantar - dormir. Mas também fiz outras coisas, que eu sou moço intelectual e gosto de ver prédios e assim. Fiz duas incursões ao centro da cidade (com mais de 1400 anos, mas bem recuperada da guerra) que fica dentro de muralhas; uma durante o dia para ver os turistas todos e comprar suvenires e tralhas e postais e assim. A outra à noite para ver uns gajos a tocar coisas com cordas, tipo violinos e pianos e assim, para me armar em fino. Não tocaram nenhuma peça que eu conhecesse e não conhecia os músicos. É bem feito, porque eles também não me conheciam de lado nenhum e as peças também não.
Para aplacar tanto tédio volta e meia resolvi jogar pingue-pongue. Mas fico-me por aqui e não vou falar dos resultados porque ainda estou a digerir uma ... bom, digamos que uma cabazadazinha que levei. Tinha piada jogar pingue-pongue até começar a perder jogos de empreitada. Aí fartei-me um bocado e amuei. Como os putos. Só que eu não batia os pés porque tava descalço e aquilo aleija.
Capítulo 4 - Calhaus no meio da água. Acho que se chamam ilhas
Um belo dia resolvemos ir numa daquelas excursões organizadas, cheias de turistas. A umas ilhas. Bem nos lixámos. Quer dizer, as ilhas até eram engraçadas, mas quem vê uma vê todas, e levámos com 3 ilhas ao longo do dia. O barco era muito giro, uma espécie de galeão do século XVI (embora a guia turística lhe tenha chamado caravela, mas para ela caravelas e catamarans deve ser tudo a mesma coisa; é como eu: se anda na água é um barco e fico-me por aí; com os animais é a mesma coisa: se anda na água é peixe. Por exemplo, as sardinhas, carapaus, tubarões, golfinhos, baleias, pinguins e cágados). Esta coisa dos barcos reconstruídos a fingir que são coisas velhas tem muita piada, gostei muito. Durante 10 minutos. Depois fartei-me. Principalmente à medida que nos íamos cruzando com outros barcos, menos charmosos, mas cujos passageiros estavam de fato de banho e volta e meia o barco parava para a malta mandar um mergulho. Isso é que é serviço!
Uma das ilhas, a terceira, já eu deitava ilhas pelos olhos, tinha uma praia de areia, que nos anunciaram como sendo "espectacular". Chama-se Sunj Beach (deve ler-se Suni Beach, penso eu; é adequado). "É do outro lado da ilha, mas vai-se bem a pé". Vai, o caralho! Vai tu! Se eu soubesse tinha roubado uma bicicleta a um puto! Não é muito difícil, mas é meio a subir e meio por um caminho entre as árvores (segundo dizia a placa, era um "Shortcut through the forest - the fairytale path". Mas não vi o lobo mau, só vi três porquinhos a passar a correr). Mas pronto, armámo-nos em fortes (embora não tanto quanto um espanhol que ultrapassámos que estava a fazer o caminho pelo menos das pedras descalço!) e lá chegámos ao nosso destino: uma tira de areia com 100 metros de comprimento, 15 metros de largura, areia fina e algo suja e 394 pessoas por metro quadrado. 45 minutos depois távamos a voltar para trás e outros 15 minutos depois tava a afogar as mágoas numa esplanada. Com a cerveja local que não é nada má.
Capítulo 5 - o Montenegro, esse desconhecido
Outra das excursões que fizemos foi ao Montenegro. Crna Gora na língua deles. E aí, digo-vos, fiquei impressionado! Para já porque na terra de ninguém, entre as duas fronteiras, parámos no Duty-free e consegui comprar volumes de LM vermelho a 6 euros o pacote! São 60 cêntimos por maço!!! (nota para quem não fuma: em Portugal é 3 euros). O Marlboro já era diferente, era uma pequena fortuna: 1,20 euros o maço (em Portugal é 3,25). E qualquer país que tenha tabaco barato tem o meu apreço! A viagem começou por uma cidade chamada Herzeg Novi, algo feiosa (e brinda os seus visitantes vindos da Croácia com o Instituto Dr. Milosevic, logo à entrada da cidade) mas encostada à água, a uma baía lindíssima. Continuamos e vemos que a seguir a essa baía há outra e depois outra, e depois outra. São 4 baías em sequência (só a primeira é que dá para o Adriático) ladeadas de paredes de rocha com centenas de metros de altitude, chegando a 1000 m de altitude na última baía (baía de Kotor)!!! 1000 metros de calhau ali encostado à água. A vista é fabulosa, digo-vos já. Merece uma visita atenta.
Paragem obrigatória: a cidade de Kotor, com umas belas muralhas (e resistentes também, ao que parece), muito engraçada e sobretudo... barata! É verdade, o Montenegro é barato! É preços de cá. Mas não é preços de cá como são no Algarve na época alta! É preço normal! Bebi um café em Kotor por 60 cêntimos (a moeda oficial do Montenegro é o euro; como os gajos vão aderir à UE de qualquer maneira não adiantava muito tar a inventar uma moeda só por 10 anos). Por esta altura eu estava fascinado com o Montenegro. E quem também está fascinado é o Abrahamovic, que parece que já comprou metade do país. O barco dele tava atracado em Kotor. É grandito, sim senhor...
A partir daí foi sempre a descer. Quer dizer, primeiro foi a subir, mas foi a subir a montanha. Estrada acima, 1000 metros em altitude (recuando talvez 200 ou 300 metros a partir da linha de costa), podendo ver quilómetros em redor! A estrada é estreitíssima (dois carros ligeiros cruzam-se com alguma dificuldade) e tem dois sentidos. E dezenas de autocarros por hora! A regra para os cruzamentos é a seguinte: o maior passa. O menor é bom que faça marcha-atrás rapidamente até um local onde dê para se cruzarem, senão vai lá parar abaixo. Haviam de ver a cara de um turista alemão que foi quase literalmente empurrado pelo nosso autocarro ao longo de uns 200 metros até conseguir encostar o carro à berma!
Lá em cima despedimo-nos do mar e chegamos à cidade de Shnhé-shnhé-shnhé (escrece-se Cetinje e lê-se cétinhe ou parecido, mas o nome que lhe dei é mais adequado). Entrámos no Montenegro rural. Aquele que eu esperava encontrar: cidades de interior, no meio das montanhas, velhas e semi-sujas, e uma população que não fala inglês. Mas são muito prestáveis, e assim que percebem que somos estrangeiros e não falamos sérvio começam logo a falar em russo! O que ajuda imenso, porque ao ver a nossa cara de espanto mudam logo para a linguagem gestual (aquela que permite até que um polinésio consiga pedir um bife num restaurante de Budapeste). Uma coisa é certa: os recuerdos naquele sítio são baratos. T-shirts a 4 euros, pulseiras e bugigangas a 1 euro, coisas assim. Fora isso, nesta cidade parece que a única coisa que há para fazer é ver museus e morrer devagarinho. Era a antiga capital do Montenegro e parece que só vive disso. De ser a antiga capital do Montenegro. Até a ilha do Corvo deve ter mais agitação que aquela pasmaceira.
De bom grado saímos dali e seguimos, novamente para o Adriático, para a cidade de Budva. Por uma estrada diferente, felizmente! Estava satisfeito por sair daquela cidade que parecia tirada de um filme de terror de série B, povoada de dizeres fantasmagóricos em cirílico e seres que falam sérvio e russo e parecem zombies. A caminho de Budva, numa descida, plena estrada de montanha com curvas apertadas e um precipício à direita, 2 faixas a subir, 1 a descer, traço contínuo (mas porque raio é que ele tá a descrever a estrada, pá?), paramos num engarrafamento. Tudo parado! E eu a pensar mas que raio, há assim tantos carros no Montenegro? E depois comecei a ver os carros ligeiros a ultrapassar a fila (fora de mão, pois claro), a descer a todo o gás, e a meterem-se mais à frente. Mais ou menos como na A5 ou no IC19 naquelas sextas-feiras más, mas fora de mão e sem ver se há carros de frente! E depois... o autocarro moveu-se. Mas não foi para a frente, foi para a esquerda! E desatou a descer furiosamente fora de mão, a ultrapassar a fila também! Eu só rezava a todos os santos (porque não sei o nome de nenhum em particular, eu rezava ao primeiro que me ouvisse!) e só queria é que houvesse uma explicação lógica e razoável para o facto. E havia. Era lógica. Razoável é que não. Havia um incêndio e o trânsito estava condicionado. O trânsito a subir estava cortado (mas não havia maneira de saber isso de antemão) e vai de descer à chico-esperto que nalgum sítio haverá um buraco. Fácil de dizer, fácil de fazer quando se conduz um autocarro: um chega p'ra lá subtil e aparece logo sítio para voltar a entrar na fila.
Budva é uma cidade de férias enorme, a parte antiga é bastante bonita, e tem boas praias de areia (sobrepovoadas, pois claro) muito próximas. Bem vistas as coisas a costa do Montenegro tem um imenso potencial turístico! Esperemos que o saibam aproveitar. Enquanto não souberem, vão passar férias lá que é razoavelmente barato!
Capítulo não sei quantas - danos colaterais
Dubrovnik teve em chamas durante uns 4 dias enquanto estive lá. O incêndio começou na Bósnia, passou para a Croácia e chegou quase ao Montenegro. Dado o facto de o terreno ser muito acidentado o acesso aos bombeiros era difícil e o incêndio alastrou ameçando bastantes aldeias (e queimando algumas casas). O combate foi feito por via aérea com aviões Canadair que atestavam os seus depósitos de 9000 litros de água mesmo à frente do meu hotel. Fiquei impressionado com a brutalidade da manobra! O avião abranda de forma brusca quando toca na água e sobe de forma extremamente lenta depois de carregado. E fazia este ritual de 5 em 5 ou de 10 em 10 minutos. às páginas tantas eram 3 aviões em simultâneo a combater o incêndio. A coisa caricata era o facto de usarem água salgada. Além de provavelmente não ser muito saudável para o avião também não será muito saudável para os terrenos. Mas pronto, eles lá saberão e provavelmente não havia água doce à disposição. E quem não tem cão...
Capítulo último e tal - disposições finais
Na Croácia fala-se croata. Na Sérvia fala-se sérvio. As duas línguas são muito parecidas. Um sérvio e um croata entendem-se perfeitamente. O que não deixa de ser irónico tendo em conta que não se entendem nem à lei da bala.
No Montenegro fala-se montenegrino. Que é sérvio mas com sotaque. Só que eles não gostam que se diga isso.
14 agosto 2007
Sondagem de regresso de férias
40% dos leitores do Ó faxavor! não tem férias este ano. É normal, cada um tem o que merece. Para o ano que vem passem menos tempo a ler blogs que logo vos sobra tempo para ir de férias :P
Para comemorar o regresso, fica aí a sondagem nova. Toca a votar.
Para comemorar o regresso, fica aí a sondagem nova. Toca a votar.
Ante et post
Antes de ir de férias quase não se falava na Maddie. Depois de vir de férias não se fala de outra coisa. Ela por acaso não foi raptada outra vez enquanto estive fora, não?
A tese...
Os relatos das férias ficam prometidos para breve, porque agora estou a reler a tese para entregar durante esta semana. E quero despachar esta coisa que já começa a ganhar mofo.
Comecei há bocado a reler tudo e já me deparei com uma dificuldade: quando se trata com objectos matemáticos chamados "formas diferenciais" tem de se evitar usar frases lindas como "Dito de outra forma, a forma w toma a seguinte forma", usando o seu equivalente "De outro modo, a forma w tem a seguinte expressão". São as limitações da língua portuguesa...
(nota: não perguntem o que são formas diferenciais a menos que queiram mesmo saber a resposta; é que se perguntarem eu explico!)
Comecei há bocado a reler tudo e já me deparei com uma dificuldade: quando se trata com objectos matemáticos chamados "formas diferenciais" tem de se evitar usar frases lindas como "Dito de outra forma, a forma w toma a seguinte forma", usando o seu equivalente "De outro modo, a forma w tem a seguinte expressão". São as limitações da língua portuguesa...
(nota: não perguntem o que são formas diferenciais a menos que queiram mesmo saber a resposta; é que se perguntarem eu explico!)
05 agosto 2007
Coisas de férias
(em directo de Dubrovnik, a cerca de 18 metros do Mar Adriático)
Em primeiro lugar gostaria de salientar que tenho o Blogger em Croata. O que me dificulta um bocadito a vida. Por exemplo, para fazer Publish tenho de clicar num botão que diz "objavi post" que, como a parca experiência me diz, não se lê como se escreve. E para guardar um rascunho tenho de clicar em "Spremi sad". Adiante...
Tou de férias há uma semana e devo dizer que não estou a gostar nada. Um gajo de férias sente-se quase que obrigado a divertir-se e isso tira a piada toda à diversão. Se a diversão é obrigatória deixa de ser diversão e passa a ser uma espécie de trabalho, não é? 11 meses por ano temos um emprego onde fazemos coisas que supostamente não nos divertem e no 12º mês temos outro emprego onde é suposto divertirmo-nos! É uma pressão completamente desnecessária e digo-vos que isto de um gajo se divertir por obrigação não é nada divertido. Por outro lado, quando nos divertimos por diversão diverte bastante.
Mas as férias têm uma coisa boa. Permitem-nos pensar em coisas às quais habitualmente não dedicamos muito tempo. Porque em férias não há rigorosamente nada a fazer excepto satisfazer as nossas necessidades fisiológicas (a propósito, detesto a semelhança entre as palavras fisiológica e fisionómica; tou-me sempre a enganar o que me provoca significativos transtornos). Além de comer, dormir, ir à casa de banho, não existe nenhuma outra obrigação. O resto faz-se porque apetece. Dorme-se ao Sol, bebem-se margueritas, tiram-se fotografias, etc. Mas sem qualquer obrigação especial de o fazer. Por exemplo, hoje não bebi margueritas, bebi um mojito. Porque não me senti obrigado a beber uma marguerita. Por outro lado, de manhã fui fazer chichi, senti-me como que obrigado a ir.
E numa das minhas sestas ao Sol, entre sonho e delírio, tive uma visão. Uma visão, não, foi quase como que uma epifania! Apareceu-me o Darth Vader em sonhos. E disse-me "Don't forget the stormtroopers!". Devo dizer que na altura fiquei um bocado alheado da coisa e não liguei a devida importância. Mas depois, quando me levantei do bar depois de beber 3 mojitos e bater com a cabeça numa trave, ocorreu-me o que o Darth Vader queria dizer!
O que é que acontece aos stormtroopers (para quem não sabe: os stormtroopers são as tropas do exército imperial; aqueles dos capacetes brancos que tanto jeito davam para camuflagem, mas só em planetas gelados, como no The Empire Strikes Back) no fim da saga Star Wars? Sim, toda a gente viu que o Han Solo ficou com a Leia, o Chewie ficou a fazer de pau de cabeleira, o Luke deve ter fundado um mosteiro Jedi ou coisa assim, o Vader morreu, o imperador também, mas... o que é feito do exército de stormtroopers que existem em todos os planetas dominados pelo Imperador? Eram milhões deles! E não pensem que a resposta "então, foram à sua vida, voltaram para as famílias, alguns casaram e tiveram filhos e começaram um negócio de transportes" é satisfatória! Não senhor! É que (ver Episode II: The Clone Wars) os stormtroopers são todos clones de um único indivíduo, o Jango Fett. E ninguém se importa com isto? Quando cai o império não é só um reinado de terror que desaparece! É também o ordenado de uns milhões de gajos que não sabem fazer nada a não ser disparar tiros de pistolas laser contra árvores (são os piores atiradores da galáxia, em toda a saga Star Wars vi-os acertar uns 2 ou 3 tiros; e dispararam centenas!) e tendo como única características distintiva o facto de serem a cara chapada de um conhecido criminoso há muito morto! São todos iguais uns aos outros! O que é que eles vão fazer no fim? Pior, imaginem que um deles, por não encontrar emprego, começa a roubar coisas, tipo naves e assim. Vão fazer o quê? Afixar posters a dizer "Wanted" com a fotografia do suspeito? Há milhões de gajos com a mesma cara! Uma atitude dessas é coisa para dar merda, ouçam bem o que vos digo.
Naquela galáxia não há, obviamente, comités de ética que proibam a clonagem de pessoas como temos por cá. São muito avançados, mas comités de ética é coisa que não têm. Ainda fiquei umas horas a pensar nesta questão, mas como não cheguei a nenhuma conclusão resolvi voltar a dormir. Até porque ainda me doia a cabeça da porrada que dei na trave. A trave ficou bem, não ficou com marcas do impacto.
Em primeiro lugar gostaria de salientar que tenho o Blogger em Croata. O que me dificulta um bocadito a vida. Por exemplo, para fazer Publish tenho de clicar num botão que diz "objavi post" que, como a parca experiência me diz, não se lê como se escreve. E para guardar um rascunho tenho de clicar em "Spremi sad". Adiante...
Tou de férias há uma semana e devo dizer que não estou a gostar nada. Um gajo de férias sente-se quase que obrigado a divertir-se e isso tira a piada toda à diversão. Se a diversão é obrigatória deixa de ser diversão e passa a ser uma espécie de trabalho, não é? 11 meses por ano temos um emprego onde fazemos coisas que supostamente não nos divertem e no 12º mês temos outro emprego onde é suposto divertirmo-nos! É uma pressão completamente desnecessária e digo-vos que isto de um gajo se divertir por obrigação não é nada divertido. Por outro lado, quando nos divertimos por diversão diverte bastante.
Mas as férias têm uma coisa boa. Permitem-nos pensar em coisas às quais habitualmente não dedicamos muito tempo. Porque em férias não há rigorosamente nada a fazer excepto satisfazer as nossas necessidades fisiológicas (a propósito, detesto a semelhança entre as palavras fisiológica e fisionómica; tou-me sempre a enganar o que me provoca significativos transtornos). Além de comer, dormir, ir à casa de banho, não existe nenhuma outra obrigação. O resto faz-se porque apetece. Dorme-se ao Sol, bebem-se margueritas, tiram-se fotografias, etc. Mas sem qualquer obrigação especial de o fazer. Por exemplo, hoje não bebi margueritas, bebi um mojito. Porque não me senti obrigado a beber uma marguerita. Por outro lado, de manhã fui fazer chichi, senti-me como que obrigado a ir.
E numa das minhas sestas ao Sol, entre sonho e delírio, tive uma visão. Uma visão, não, foi quase como que uma epifania! Apareceu-me o Darth Vader em sonhos. E disse-me "Don't forget the stormtroopers!". Devo dizer que na altura fiquei um bocado alheado da coisa e não liguei a devida importância. Mas depois, quando me levantei do bar depois de beber 3 mojitos e bater com a cabeça numa trave, ocorreu-me o que o Darth Vader queria dizer!
O que é que acontece aos stormtroopers (para quem não sabe: os stormtroopers são as tropas do exército imperial; aqueles dos capacetes brancos que tanto jeito davam para camuflagem, mas só em planetas gelados, como no The Empire Strikes Back) no fim da saga Star Wars? Sim, toda a gente viu que o Han Solo ficou com a Leia, o Chewie ficou a fazer de pau de cabeleira, o Luke deve ter fundado um mosteiro Jedi ou coisa assim, o Vader morreu, o imperador também, mas... o que é feito do exército de stormtroopers que existem em todos os planetas dominados pelo Imperador? Eram milhões deles! E não pensem que a resposta "então, foram à sua vida, voltaram para as famílias, alguns casaram e tiveram filhos e começaram um negócio de transportes" é satisfatória! Não senhor! É que (ver Episode II: The Clone Wars) os stormtroopers são todos clones de um único indivíduo, o Jango Fett. E ninguém se importa com isto? Quando cai o império não é só um reinado de terror que desaparece! É também o ordenado de uns milhões de gajos que não sabem fazer nada a não ser disparar tiros de pistolas laser contra árvores (são os piores atiradores da galáxia, em toda a saga Star Wars vi-os acertar uns 2 ou 3 tiros; e dispararam centenas!) e tendo como única características distintiva o facto de serem a cara chapada de um conhecido criminoso há muito morto! São todos iguais uns aos outros! O que é que eles vão fazer no fim? Pior, imaginem que um deles, por não encontrar emprego, começa a roubar coisas, tipo naves e assim. Vão fazer o quê? Afixar posters a dizer "Wanted" com a fotografia do suspeito? Há milhões de gajos com a mesma cara! Uma atitude dessas é coisa para dar merda, ouçam bem o que vos digo.
Naquela galáxia não há, obviamente, comités de ética que proibam a clonagem de pessoas como temos por cá. São muito avançados, mas comités de ética é coisa que não têm. Ainda fiquei umas horas a pensar nesta questão, mas como não cheguei a nenhuma conclusão resolvi voltar a dormir. Até porque ainda me doia a cabeça da porrada que dei na trave. A trave ficou bem, não ficou com marcas do impacto.
01 agosto 2007
Falar sobre o tempo
Quase de partida. Compras feitas, mala quase pronta, bilhete na mão. Xauzinho malta, vou apanhar sol para a Croácia. Depois mando um postal de lá. Ou não.
E parece que o tempo por lá vai tar bom. Solzinho e uns agradáveis 30ºC de máxima (mínimas de cerca de 20ºC). Melhor que os 36º que o weather.com prevê para Lx para daqui a 3 dias, han?
PS: ontem houve um desbocado que resolveu denunciar a minha presença no IST em pleno período de férias. Pois, há coisas que têm de ser feitas, e o raio da tese era uma delas. Tava quase feita há demasiado tempo. Ontem acabou-se o quase. Falta a última leitura à procura de gralhas, formatar a capa, entregar na secretaria e esperar pela defesa.
E parece que o tempo por lá vai tar bom. Solzinho e uns agradáveis 30ºC de máxima (mínimas de cerca de 20ºC). Melhor que os 36º que o weather.com prevê para Lx para daqui a 3 dias, han?
PS: ontem houve um desbocado que resolveu denunciar a minha presença no IST em pleno período de férias. Pois, há coisas que têm de ser feitas, e o raio da tese era uma delas. Tava quase feita há demasiado tempo. Ontem acabou-se o quase. Falta a última leitura à procura de gralhas, formatar a capa, entregar na secretaria e esperar pela defesa.
27 julho 2007
Férias
Caríssimos: ide de férias que eu também vou. Se estiverem muito aborrecidos, leiam os arquivos que são bem bonitos.
Esclarecimentos convenientes
A resposta que obtive da CML em relação aos radares instalados pela cidade de Lisboa:
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Em resposta ao e-mail de V. Exa. datado de 16/07/07, o qual nos mereceu a melhor atenção, informa-se que os radares estão programados para admitirem a tolerância prevista na Lei: 10% da velocidade máxima permitida mais 1Km/h, ou seja, 56 e 89Km/h respectivamente, nos radares instalados em Lisboa pela CML.
Relativamente ao prolongamento da Av. EUA, a CML envida todos os esforços para que a excepção 80 km/h seja autorizada pela ex-DGV.
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Do último parágrafo conclui-se aquilo que já tinha ouvido dizer: apesar de ter sido solicitado o regime de excepção para o prolongamento da Av. EUA, a DGV não autorizou por não considerar que seja uma via prioritátia. O que até se percebe, uma vez que está rodeada por todos os lados por vias de limite 50, é difícil explicar como é que um aumento do limite nessa estrada ia melhorar o trânsito em Lisboa.
Agora vamos lá a ver se evitamos as multas, que parece que os coitados não conseguem dar conta do recado!
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Em resposta ao e-mail de V. Exa. datado de 16/07/07, o qual nos mereceu a melhor atenção, informa-se que os radares estão programados para admitirem a tolerância prevista na Lei: 10% da velocidade máxima permitida mais 1Km/h, ou seja, 56 e 89Km/h respectivamente, nos radares instalados em Lisboa pela CML.
Relativamente ao prolongamento da Av. EUA, a CML envida todos os esforços para que a excepção 80 km/h seja autorizada pela ex-DGV.
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Do último parágrafo conclui-se aquilo que já tinha ouvido dizer: apesar de ter sido solicitado o regime de excepção para o prolongamento da Av. EUA, a DGV não autorizou por não considerar que seja uma via prioritátia. O que até se percebe, uma vez que está rodeada por todos os lados por vias de limite 50, é difícil explicar como é que um aumento do limite nessa estrada ia melhorar o trânsito em Lisboa.
Agora vamos lá a ver se evitamos as multas, que parece que os coitados não conseguem dar conta do recado!
Não queremos cá bufos!
- Ó chefe, parece que andam a ver sites porno com crianças com os computadores aqui da Câmara!
- Ah, pois é, isso é uma chatice. Olhe, tá despedido.
- Han? Porquê?
- Não queremos cá bufos. Isto não é uma ditadura, não há cá pides. Bufos p'rá rua.
Há coisas surreais. Segundo o Portugal Diário, um funcionário da Câmara de Alpiarça denunciou um caso de utilização dos computadores da Câmara para ver sites de pedofilia e foi despedido após processo disciplinar! A história está aqui.
- Ah, pois é, isso é uma chatice. Olhe, tá despedido.
- Han? Porquê?
- Não queremos cá bufos. Isto não é uma ditadura, não há cá pides. Bufos p'rá rua.
Há coisas surreais. Segundo o Portugal Diário, um funcionário da Câmara de Alpiarça denunciou um caso de utilização dos computadores da Câmara para ver sites de pedofilia e foi despedido após processo disciplinar! A história está aqui.
Pré-férias
As idas para férias são sempre complicadas. Tou de férias nas próximas duas semanas e já sei o que me vai calhar na rifa: hoje aparece tudo à minha beira com emergências para resolver que, curiosamente, só agora se tornam prementes. Enfim, mais 7 horas e pico de chatices e fico afastado das chatices durante 15 dias. E nem pensem em chatear-me!
26 julho 2007
The sweetest thing
Pelo menos no mercado automóvel.
Este carro é uma doçura! Nham, nham!
(obrigado Mariana)
Este carro é uma doçura! Nham, nham!
(obrigado Mariana)
Chaves e Olivença
Há quem ache que Olivença pertence a Portugal. Os espanhois discordam. Isso é uma história velhinha e não me está a apetecer falar muito sobre o assunto, senão volto a falar dos touros de morte em Barrancos e proponho trocar Barrancos por Olivença e ainda aparecem os barranquenhos e os olivencinos a insultar-me ao mesmo tempo e depois aborreço-me.
O que me traz aqui hoje, além da clara falta de vontade de trabalhar, é o problema da nacionalidade transmontana. Podem não saber, mas Trás-os-Montes tem um problema de nacionalidade. Nomeadamente Chaves.
Não me parece que a população de Chaves queira ser independente ou, pior ainda, espanhola, apesar de o seu clube de futebol equipar com cores muito parecidas às de um determinado clube da catalunha, que não me apetece nomear, mas que é o Barcelona.
Mas há um movimento que luta pela independência de Chaves! É verdade, existe. A sua sigla é TMN, não sei o que quer dizer, mas acho que é "Trás-os-Montes é uma Nação". É que ante-ontem, quando estive em Chaves, recebi no meu telemóvel duas mensagens desse movimento pela independência de Chaves. A primeira dizia "Bem-vindo. Para fazer chamadas para Portugal marque +351". Pelo que presumo que esta instituição não reconhece Chaves como sendo parte do território nacional. Depois recebi outra mensagem que me informava como carregar o cartão em roaming, reforçando a mensagem anterior.
Por mim, não tenho nada contra (nem a favor) os desejos de independência de uma população. Só tenho pena por causa da água com gás, embora não seja consumidor do produto. É que Vidago, Carvalhelhos e Pedras Salgadas são todas perto de Chaves, e se por acaso Chaves se tornar independente (ou pior, espanhola) lá temos a balança comercial a desequilibrar mais um bocadinho por causa das importações de águas com gás. Já bem nos chega a Frize.
O que me traz aqui hoje, além da clara falta de vontade de trabalhar, é o problema da nacionalidade transmontana. Podem não saber, mas Trás-os-Montes tem um problema de nacionalidade. Nomeadamente Chaves.
Não me parece que a população de Chaves queira ser independente ou, pior ainda, espanhola, apesar de o seu clube de futebol equipar com cores muito parecidas às de um determinado clube da catalunha, que não me apetece nomear, mas que é o Barcelona.
Mas há um movimento que luta pela independência de Chaves! É verdade, existe. A sua sigla é TMN, não sei o que quer dizer, mas acho que é "Trás-os-Montes é uma Nação". É que ante-ontem, quando estive em Chaves, recebi no meu telemóvel duas mensagens desse movimento pela independência de Chaves. A primeira dizia "Bem-vindo. Para fazer chamadas para Portugal marque +351". Pelo que presumo que esta instituição não reconhece Chaves como sendo parte do território nacional. Depois recebi outra mensagem que me informava como carregar o cartão em roaming, reforçando a mensagem anterior.
Por mim, não tenho nada contra (nem a favor) os desejos de independência de uma população. Só tenho pena por causa da água com gás, embora não seja consumidor do produto. É que Vidago, Carvalhelhos e Pedras Salgadas são todas perto de Chaves, e se por acaso Chaves se tornar independente (ou pior, espanhola) lá temos a balança comercial a desequilibrar mais um bocadinho por causa das importações de águas com gás. Já bem nos chega a Frize.
Aimee Mann live at Lisbon
Foi ontem.
E se houvesse outro hoje ia outra vez! Foi a sua primeira actuação em Lisboa e foi também a primeira vez que a vi ao vivo.
Fica o momento:
(Momentum, da banda sonora do Magnolia, ontem no Coliseu; pelo que ela disse foi a primeira vez que foi tocada ao vivo; e à primeira até correu mal, tiveram de repetir)
E já agora, duas outras canções (ou melhor, excertos), noutras actuações ao vivo:
How am I different, do album Bachelor no. 2
Save me, da banda sonora do Magnolia, canção nomeada para o Óscar de melhor canção original.
E se houvesse outro hoje ia outra vez! Foi a sua primeira actuação em Lisboa e foi também a primeira vez que a vi ao vivo.
Fica o momento:
(Momentum, da banda sonora do Magnolia, ontem no Coliseu; pelo que ela disse foi a primeira vez que foi tocada ao vivo; e à primeira até correu mal, tiveram de repetir)
E já agora, duas outras canções (ou melhor, excertos), noutras actuações ao vivo:
How am I different, do album Bachelor no. 2
Save me, da banda sonora do Magnolia, canção nomeada para o Óscar de melhor canção original.
25 julho 2007
De volta
Voltei!
Entre ontem e hoje fiz 1000 km e dei umas 8 ou 9 horas de formação.
Tou de rastos. Só me apetece dormir...
Vou ver se me recomponho, porque hoje vou ver a Aimee Mann ao Coliseu.
Entre ontem e hoje fiz 1000 km e dei umas 8 ou 9 horas de formação.
Tou de rastos. Só me apetece dormir...
Vou ver se me recomponho, porque hoje vou ver a Aimee Mann ao Coliseu.
23 julho 2007
Choque tecnológico
Diz o governo que vamos ter um quadro interactivo e um videoprojector por cada duas salas até Abril de 2008. E passar a ter um computador por cada dois alunos até 2010! A propósito desta notícia, lembrei-me de um anúncio que vi há muito, muito tempo. E uma imagem vale por mil palavras, não é? Como é que é a cena da Microsoft sempre que lança um novo sistema operativo? "New ways to do familiar tasks", não é?
Imagine
Imagine all the people
Sharing all the world.
Foi com o Imagine do John Lennon na cabeça que uns senhores tiveram a ideia de construir um computador portátil que permitisse acesso à internet e que custasse 100 dólares ou menos! O projecto chama-se OLPC e já conseguiram atingir a meta dos 150 dólares por unidade, mais ou menos. E já há países a distribuir estes computadores pelas crianças, permitindo-lhes um acesso à internet que de outra forma não teriam. E o que é que os miudos foram procurar na net? Informação para os trabalhos de casa? Poemas? Lindas fotografias de sítios que nunca poderão visitar? Não, claro que não! Usam a internet para ver pornografia! Claro.
Afinal, toda a gente sabe para que serve a internet, certo?
(já aqui tinha posto outra versão, mas o original é sempre melhor!)
(obrigado Pedro pela notícia, e Tânia pelo vídeo)
Sharing all the world.
Foi com o Imagine do John Lennon na cabeça que uns senhores tiveram a ideia de construir um computador portátil que permitisse acesso à internet e que custasse 100 dólares ou menos! O projecto chama-se OLPC e já conseguiram atingir a meta dos 150 dólares por unidade, mais ou menos. E já há países a distribuir estes computadores pelas crianças, permitindo-lhes um acesso à internet que de outra forma não teriam. E o que é que os miudos foram procurar na net? Informação para os trabalhos de casa? Poemas? Lindas fotografias de sítios que nunca poderão visitar? Não, claro que não! Usam a internet para ver pornografia! Claro.
Afinal, toda a gente sabe para que serve a internet, certo?
(já aqui tinha posto outra versão, mas o original é sempre melhor!)
(obrigado Pedro pela notícia, e Tânia pelo vídeo)
A1-A3-A7-A24
Vou a Chaves. Arranco amanhã e volto quarta-feira à noite. Fui ao Via Michelin para escolher o melhor caminho. E fiquei a olhar para a profusão de auto-estradas que abunda neste momento pelo Norte do país. De Aveiro a Vilar Formoso temos a A25, antigo IP5. De Viseu a Chaves temos a A24, que cruza pelo caminho com o IP4 em Vila Real e a A7 em Vila Pouca de Aguiar. De Esposende a Penafiel, passando por Braga e Guimarães temos a A11. Da Póvoa do Varzim a Vila Pouca de Aguiar temos a A7. Do Porto a Caminha, passando por Viana do Castelo temos a A28. Do Porto a Mira (no futuro será até à Figueira da Foz) temos a A29. Isto para não falar da A41, A42 e mais umas quantas mais pequenitas que estão a fazer ou que já estão feitas.
E ainda reclamam que as auto-estradas são todas em Lisboa.
Para que não haja dúvidas, na grande Lisboa temos as seguintes auto-estradas: A1, A2, A5, A8, A9, A10, A12. Mais a norte temos a A13 e A15, mas já a 100 km de Lisboa. Mais a sul temos também a A6. A grande Lisboa tem 1 circular em auto-estrada, que é a A9 (também conhecida como CREL). De Lisboa partem 4 auto-estradas no sentido radial A1 e A8 para norte, A2 para sul (a A12 não conta como auto-estrada radial, uma vez que desemboca poucos quilómetros depois na A2) e a A6 para leste.
No grande Porto temos: A1, A3, A4, A7, A11, A28, A29, A41, A42 e A44. Isto para não falar na A24, A25 ou na A27, que já passam longe (entre 50 e 100 km). O grande Porto tem 3 circulares por auto-estrada: A41/A42, A7 e A11. Radialmente partem 5 auto-estradas: A3 e A28 para norte, A1 e A29 para sul, A4 para leste.
E depois ainda dizem que "é tudo para Lisboa"!
No meio de toda esta profusão de auto-estradas já é possível ir a Chaves sempre em auto-estrada, que é o que me interessa.
Coisa gira: a Figueira da Foz vai ser servida por 3 (!!!) auto-estradas: de Sul, a A8 vinda de Lisboa; de Norte, a A29 vinda do Porto; de Leste a A14 vinda de Coimbra. Imaginem se o Pedro Santana Lopes nunca tivesse sido primeiro-ministro!
E viva o luxo!
E ainda reclamam que as auto-estradas são todas em Lisboa.
Para que não haja dúvidas, na grande Lisboa temos as seguintes auto-estradas: A1, A2, A5, A8, A9, A10, A12. Mais a norte temos a A13 e A15, mas já a 100 km de Lisboa. Mais a sul temos também a A6. A grande Lisboa tem 1 circular em auto-estrada, que é a A9 (também conhecida como CREL). De Lisboa partem 4 auto-estradas no sentido radial A1 e A8 para norte, A2 para sul (a A12 não conta como auto-estrada radial, uma vez que desemboca poucos quilómetros depois na A2) e a A6 para leste.
No grande Porto temos: A1, A3, A4, A7, A11, A28, A29, A41, A42 e A44. Isto para não falar na A24, A25 ou na A27, que já passam longe (entre 50 e 100 km). O grande Porto tem 3 circulares por auto-estrada: A41/A42, A7 e A11. Radialmente partem 5 auto-estradas: A3 e A28 para norte, A1 e A29 para sul, A4 para leste.
E depois ainda dizem que "é tudo para Lisboa"!
No meio de toda esta profusão de auto-estradas já é possível ir a Chaves sempre em auto-estrada, que é o que me interessa.
Coisa gira: a Figueira da Foz vai ser servida por 3 (!!!) auto-estradas: de Sul, a A8 vinda de Lisboa; de Norte, a A29 vinda do Porto; de Leste a A14 vinda de Coimbra. Imaginem se o Pedro Santana Lopes nunca tivesse sido primeiro-ministro!
E viva o luxo!
3G
No outro dia ligaram-me da tmn. "ah, e tal, conhece o serviço da tmn para ligação à internet?" perguntaram eles. "Conheço", respondi eu. "e qual é a sua opinião?" perguntaram eles. "É lento, caro e não compensa", respondi eu. "Ah, então não está interessado na nossa oferta..." dizem eles. "Depende! Se a oferta for para usar o serviço sem compromisso nem encargos, claro que estou interessado" digo eu. "Sim, era mais ou menos isso" dizem eles. "Então, quero!" digo eu.
E pronto. Ficaram de me mandar a placazita 3G para eu experimentar, sem qualquer compromisso; se gostar, faço o contrato e não tenho de pagar pela placa (ainda são uns 80 euros); se não gostar, devolvo. Acho que vou demorar um ano a experimentá-la, para ter mesmo a certeza que é isso que quero... E daqui a 1 ano o mais certo é não ma pedirem de volta. Há-de ser útil quando me fartar de ter internet fixa em casa e quiser optar por uma solução móvel. Ou então para enfeitar o topo da minha televisão ou a árvore de Natal.
Foi há uma semana que disseram que iam enviar e até agora nada. Hoje liguei para lá a reclamar! Então, que merda é esta? Dizem que mandam e depois não mandam? Ai, ai, que eu zango-me! E das últimas vezes que me zanguei com a TMN eles pagaram-me pelo incómodo e pediram muitas desculpas.
E pronto. Ficaram de me mandar a placazita 3G para eu experimentar, sem qualquer compromisso; se gostar, faço o contrato e não tenho de pagar pela placa (ainda são uns 80 euros); se não gostar, devolvo. Acho que vou demorar um ano a experimentá-la, para ter mesmo a certeza que é isso que quero... E daqui a 1 ano o mais certo é não ma pedirem de volta. Há-de ser útil quando me fartar de ter internet fixa em casa e quiser optar por uma solução móvel. Ou então para enfeitar o topo da minha televisão ou a árvore de Natal.
Foi há uma semana que disseram que iam enviar e até agora nada. Hoje liguei para lá a reclamar! Então, que merda é esta? Dizem que mandam e depois não mandam? Ai, ai, que eu zango-me! E das últimas vezes que me zanguei com a TMN eles pagaram-me pelo incómodo e pediram muitas desculpas.
Fecho de contas
Estão a aproximar-se as férias. É altura de despachar tudo o que está pendente sobre a minha secretária. O tempo para blogar é pouco e as ideias ainda são menos. Desculpem lá o mau jeito.
20 julho 2007
Papoilas cor-de-rosa
É já amanhã que se estream as papoilas saltitantes cor-de-rosa! O Benfica joga na Roménia com o Cluj e vai usar o seu equipamento alternativo, o tal cromaticamente polémico.
De salientar que o plantel encarnado teve duas baixas de última hora. Nelson (o outro, não sou eu, obviamente) faltou a um treino e foi castigado pelo treinador e Anderson teve problemas familiares e recusou-se a embarcar. A mim parece-me que estes dois senhores têm algumas dúvidas em relação à sua masculinidade e inventaram uma desculpa qualquer para não terem de jogar de cor-de-rosa, com medo de serem gozados pelos amigos.
Se no caso do Anderson, casado e com filhos, o receio de ser gozado é algo exagerado, Nelson não engana ninguém com o seu penteado com missangas e trancinhas.
De salientar que o plantel encarnado teve duas baixas de última hora. Nelson (o outro, não sou eu, obviamente) faltou a um treino e foi castigado pelo treinador e Anderson teve problemas familiares e recusou-se a embarcar. A mim parece-me que estes dois senhores têm algumas dúvidas em relação à sua masculinidade e inventaram uma desculpa qualquer para não terem de jogar de cor-de-rosa, com medo de serem gozados pelos amigos.
Se no caso do Anderson, casado e com filhos, o receio de ser gozado é algo exagerado, Nelson não engana ninguém com o seu penteado com missangas e trancinhas.
19 julho 2007
Sondagem de férias
Apesar das minhas expectativas iniciais, a maioria dos leitores do blog prefere o cálculo integral a um cálculo renal. Vá lá, pensava que o ódio pela matemática era mais sério.
E já tá aí ao lado a sondagem de férias, sugestão do João Paulo. Toca a votar!!!
Ah, a sondagem nova tem uma gralha, mas como os acentos têm de ser escritos em html (por exemplo, para conseguir um "á" tenho de escrever "á") editar as opções para corrigir a gralha dava demasiado trabalho e não me apeteceu.
E já tá aí ao lado a sondagem de férias, sugestão do João Paulo. Toca a votar!!!
Ah, a sondagem nova tem uma gralha, mas como os acentos têm de ser escritos em html (por exemplo, para conseguir um "á" tenho de escrever "á") editar as opções para corrigir a gralha dava demasiado trabalho e não me apeteceu.
E ainda nem começou!
O campeonato ainda nem começou, a época está no período de aquecimento, e já temos algumas notas interessantes.
O Sportém contratou um guarda-redes para substituir Ricardo na baliza, porque o Ricardo a moldes que (sempre quis escrever "a moldes que", acho que dá um toque de classe rústico a qualquer texto) quis ir ganhar mais dinheiro para outras paragens. O Ricardo é há já algum tempo reconhecido como tendo uma aptidão excepcional para defender penalties. E ontem o Sportém perdeu, contra o Vitória de Guimarães, precisamente, nos penalties, e o novíssimo guarda-redes nem tocou na chicha.
Por falar em penalties, nem de penalty outro dos novos reforços, o avançado Purovic, se estreou a marcar. O jogo acabou a 0-0 e chamado a marcar um dos penalties Purovic, essa grande promessa do futebol da zona que fica entre o Campo Grande e o Lumiar, falhou. Bravo, sim senhor, começam bem!
Ainda sobre o jogo de ontem, o Guimarães mostrou as habilidades de dois dos seus novos jogadores, emprestados pelo FCP, Mrdakovic e Rabiola. Infelizmente Mrdakovic foi substituido aos 46' e Rabiola apenas entrou ao minuto 77'. Seria interessante vê-los a jogar juntos. Será também interessante ver os jogos Benfica-Guimarães, já que o Benfica contratou um guarda-redes alemão chamado Butt. Voltaram os nomes interessantes ao futebol nacional, tá bom de ver. E já não era sem tempo, depois de tantos anos sem nomes que suscitassem piadas fáceis (o último foi Mamadu Bobó, do Boavista, há muitos anos).
E já que o parágrafo anterior me permitiu puxar a brasa para os lados do FCP, ontem o FCP também jogou, e perdeu. Contra o Genk, da Bélgica. Perdeu e jogou grande parte do jogo com apenas 10 elementos, porque Bruno Alves foi expulso por agressão (nada de muito sério, mas houve ali uma cotoveladazita...). E vão duas expulsões em 3 jogos, o que é sempre bom sinal!
O Sportém contratou um guarda-redes para substituir Ricardo na baliza, porque o Ricardo a moldes que (sempre quis escrever "a moldes que", acho que dá um toque de classe rústico a qualquer texto) quis ir ganhar mais dinheiro para outras paragens. O Ricardo é há já algum tempo reconhecido como tendo uma aptidão excepcional para defender penalties. E ontem o Sportém perdeu, contra o Vitória de Guimarães, precisamente, nos penalties, e o novíssimo guarda-redes nem tocou na chicha.
Por falar em penalties, nem de penalty outro dos novos reforços, o avançado Purovic, se estreou a marcar. O jogo acabou a 0-0 e chamado a marcar um dos penalties Purovic, essa grande promessa do futebol da zona que fica entre o Campo Grande e o Lumiar, falhou. Bravo, sim senhor, começam bem!
Ainda sobre o jogo de ontem, o Guimarães mostrou as habilidades de dois dos seus novos jogadores, emprestados pelo FCP, Mrdakovic e Rabiola. Infelizmente Mrdakovic foi substituido aos 46' e Rabiola apenas entrou ao minuto 77'. Seria interessante vê-los a jogar juntos. Será também interessante ver os jogos Benfica-Guimarães, já que o Benfica contratou um guarda-redes alemão chamado Butt. Voltaram os nomes interessantes ao futebol nacional, tá bom de ver. E já não era sem tempo, depois de tantos anos sem nomes que suscitassem piadas fáceis (o último foi Mamadu Bobó, do Boavista, há muitos anos).
E já que o parágrafo anterior me permitiu puxar a brasa para os lados do FCP, ontem o FCP também jogou, e perdeu. Contra o Genk, da Bélgica. Perdeu e jogou grande parte do jogo com apenas 10 elementos, porque Bruno Alves foi expulso por agressão (nada de muito sério, mas houve ali uma cotoveladazita...). E vão duas expulsões em 3 jogos, o que é sempre bom sinal!
18 julho 2007
Provedor do leitor
Nem só o Público tem um provedor do leitor. O Ó faxavor! também tem um! Que coincide por acaso com o editor, o redactor, o autor dos textos e o director. Mas isso é porque, por enquanto, o Ó faxavor! é uma PME. No futuro tenciono expandir o "negócio", aumentar pessoal, abrir sucursais, quem sabe até franchisar o conceito!
Recebi um mail muito atencioso, de um leitor dedicado, a alertar-me para o erro ortográfico no post Consertos de Verão. Que deveria ser "Concertos de Verão". Ou será uma "espécie de ironia refundida", pergunta o leitor?
O leitor, dedicado como já fiz questão de frisar, até enviou os significados de ambas as palavras.
CONCERTO
do It. concerto
s. m.,
acordo ou consonância de instrumentos, de vozes ou de instrumentos e vozes
simultaneamente;
ordem;
regularidade;
arranjo;
regra;
simetria;
adornos, enfeites, atavios;
combinação, ajuste, convenção;
confronto;
cotejo;
sessão musical;
composição musical extensa e desenvolvida.
CONSERTO
do Lat.consertu
s. m.,
acto de consertar;
reparação;
restauração;
arranjo;
remendo.
Obrigado leitor, tão aí uns quantos significados que eu não conhecia.
O provedor acha que o leitor é um totó. (tal como o provedor do Público eu, enquanto provedor do blog, também me refiro a mim próprio na terceira pessoa; dá um ar mais pomposo à coisa; até tou a ponderar usar o plural magestático em próximas ocasiões; mas ao contrário do provedor do Público, eu uso termos um nadita mais... directos para responder aos comentários dos leitores e teço frequentemente juizos de valor sobre a pessoa em vez de me limitar a julgar o teor do comentário; tem mais piada assim).
Se fosse um erro teria sido de certeza repetido ao longo do post; e ao longo do post encontramos a palavra "concerto" três vezes. E nenhuma vez a palavra "conserto".
Faz lembrar o episódio (tão engraçado que foi... tão esclarecedor!) da classificação do meu projecto final de curso. A primeira palavra do título do projecto era "Cohomologia". E na secretaria acharam que me tinha enganado, que se calhar era "Cosmologia". A parte engraçada da questão foi ter havido pessoas a perguntar-me pessoalmente se o título não estaria mal escrito. A parte esclarecedora foi algumas dessas pessoas serem docentes do Departamento de Física.
PS: para salvaguardar o leitor atento e dedicado da ira dos leitores mais fanáticos vou escamotear a sua identidade; mas se alguém me mandar um mail a oferecer-se para lhe partir as pernas de bom grado indicarei a morada do indivíduo.
Tens comentários a fazer ao blog? Então, manda um mail ao provedor. Manda! MANDA! Depois logo vês o que te acontece!
Recebi um mail muito atencioso, de um leitor dedicado, a alertar-me para o erro ortográfico no post Consertos de Verão. Que deveria ser "Concertos de Verão". Ou será uma "espécie de ironia refundida", pergunta o leitor?
O leitor, dedicado como já fiz questão de frisar, até enviou os significados de ambas as palavras.
CONCERTO
do It. concerto
s. m.,
acordo ou consonância de instrumentos, de vozes ou de instrumentos e vozes
simultaneamente;
ordem;
regularidade;
arranjo;
regra;
simetria;
adornos, enfeites, atavios;
combinação, ajuste, convenção;
confronto;
cotejo;
sessão musical;
composição musical extensa e desenvolvida.
CONSERTO
do Lat.consertu
s. m.,
acto de consertar;
reparação;
restauração;
arranjo;
remendo.
Obrigado leitor, tão aí uns quantos significados que eu não conhecia.
O provedor acha que o leitor é um totó. (tal como o provedor do Público eu, enquanto provedor do blog, também me refiro a mim próprio na terceira pessoa; dá um ar mais pomposo à coisa; até tou a ponderar usar o plural magestático em próximas ocasiões; mas ao contrário do provedor do Público, eu uso termos um nadita mais... directos para responder aos comentários dos leitores e teço frequentemente juizos de valor sobre a pessoa em vez de me limitar a julgar o teor do comentário; tem mais piada assim).
Se fosse um erro teria sido de certeza repetido ao longo do post; e ao longo do post encontramos a palavra "concerto" três vezes. E nenhuma vez a palavra "conserto".
Faz lembrar o episódio (tão engraçado que foi... tão esclarecedor!) da classificação do meu projecto final de curso. A primeira palavra do título do projecto era "Cohomologia". E na secretaria acharam que me tinha enganado, que se calhar era "Cosmologia". A parte engraçada da questão foi ter havido pessoas a perguntar-me pessoalmente se o título não estaria mal escrito. A parte esclarecedora foi algumas dessas pessoas serem docentes do Departamento de Física.
PS: para salvaguardar o leitor atento e dedicado da ira dos leitores mais fanáticos vou escamotear a sua identidade; mas se alguém me mandar um mail a oferecer-se para lhe partir as pernas de bom grado indicarei a morada do indivíduo.
Tens comentários a fazer ao blog? Então, manda um mail ao provedor. Manda! MANDA! Depois logo vês o que te acontece!
Inevitável
Por ocasião do Live Earth, fica a devida homenagem aos originais destas causas:
(obrigado Tânia)
Só dois reparos em relação a este clip, visto 20 anos depois:
1. O Bruce Springsteen tava à rasca para cagar ou quê? Que cara é aquela, meu?
2. se soubessem o que sabem hoje nunca teriam posto o Michael Jackson a cantar "We are the children"; ao invés punham-no a protagonizar a "outra versão":
(obrigado Tânia)
Só dois reparos em relação a este clip, visto 20 anos depois:
1. O Bruce Springsteen tava à rasca para cagar ou quê? Que cara é aquela, meu?
2. se soubessem o que sabem hoje nunca teriam posto o Michael Jackson a cantar "We are the children"; ao invés punham-no a protagonizar a "outra versão":
17 julho 2007
Consertos de Verão
Eh pá, este Verão é só animação cultural!
A não perder:
Dia 19 (esta quinta-feira), às 21:15, no Almada Forum, mais um espectacular concerto dos Voodoo Marmalade.

E dia 25, no Coliseu de Lisboa (este já é maiorzito), concerto da Aimee Mann (mais conhecida pela banda sonora do Magnolia e pelo album Lost In Space).
O concerto dos Voodoo Marmalade é grátes. O da Aimee Mann nem tanto.
A não perder:
Dia 19 (esta quinta-feira), às 21:15, no Almada Forum, mais um espectacular concerto dos Voodoo Marmalade.
E dia 25, no Coliseu de Lisboa (este já é maiorzito), concerto da Aimee Mann (mais conhecida pela banda sonora do Magnolia e pelo album Lost In Space).
O concerto dos Voodoo Marmalade é grátes. O da Aimee Mann nem tanto.
16 julho 2007
Terramoto em Lisboa
Também Lisboa foi abalada por um terramoto ontem, não foi só o Japão. Embora as consequências tenham sido mais ligeiras. O epicentro esteve localizado no Largo do Caldas e até ver há apenas uma baixa a lamentar.
Pub
Estive a manhã toda sem net. O melhor é ir já para intervalo, depois logo se retoma a programação normal.
(obrigado Lena)
(obrigado Lena)
13 julho 2007
Sexta-feira 13
Hoje é dia de azar. Mas não para as selecções portuguesas de júniores! Hoje não vamos perder contra ninguém, em nenhum escalão! Pode-se dizer que é um dia bom para o Couceiro!
T-shirts
A minha T-shirt de hoje diz "Thesis writing in progress. Do not disturb". E por uma vez, hoje não é mentira.
Cagança
O post de anteontem sobre a nomeação do Júdice para coordenar a recuperação da zona ribeirinha de Lisboa foi publicado na edição de ontem do Público (caderno P2, na secção "Blogues em papel"). Yeeeeee!
Finalmente, acabou-se!
Pronto, acabou-se a bola para esta época. Bom, nem é tanto assim, ainda há um europeu de sub-17, mas esse já pouco ou nada me interessa.
Ontem, perdemos (olha, a surpresa!) nos oitavos de final do campeonato do mundo de sub-20. Contra o Chile. Foi por 1-0, mas parece que podia ter sido por mais.
E tivémos 2 expulsões. Uma por agressão, e a segunda porque um jogador munido de elevada inteligência, de seu nome Zequinha, achou que roubar o cartão vermelho das mãos do árbitro podia impedir a expulsão do seu colega de equipa. Bravo selecção! Como se não bastasse o fraco nível das exibições e as 3 derrotas em 4 jogos (só ganhámos no jogo de estreia à Nova Zelândia, equipa cujos jogadores são permanentemente gozados pelos familiares por jogarem com bolas esférias em vez de ovais) tivémos a cereja no topo do bolo que é contribuir ainda mais para a imagem de indisciplina de que gozam actualmente os jogadores das selecções nacionais.
Bravo também para o Couceiro, nosso brilhante seleccionador de sub-20 e sub-21 que conseguiu 3 eliminações em menos de 1 mês! Assim, até dá gosto, pá!
(quando li a notícia no site d'A Bola hoje de manhã e o comunicado da FPF senti-me muito satisfeito pela minha inteligente decisão de ir dormir cedo e não ver o jogo)
Ontem, perdemos (olha, a surpresa!) nos oitavos de final do campeonato do mundo de sub-20. Contra o Chile. Foi por 1-0, mas parece que podia ter sido por mais.
E tivémos 2 expulsões. Uma por agressão, e a segunda porque um jogador munido de elevada inteligência, de seu nome Zequinha, achou que roubar o cartão vermelho das mãos do árbitro podia impedir a expulsão do seu colega de equipa. Bravo selecção! Como se não bastasse o fraco nível das exibições e as 3 derrotas em 4 jogos (só ganhámos no jogo de estreia à Nova Zelândia, equipa cujos jogadores são permanentemente gozados pelos familiares por jogarem com bolas esférias em vez de ovais) tivémos a cereja no topo do bolo que é contribuir ainda mais para a imagem de indisciplina de que gozam actualmente os jogadores das selecções nacionais.
Bravo também para o Couceiro, nosso brilhante seleccionador de sub-20 e sub-21 que conseguiu 3 eliminações em menos de 1 mês! Assim, até dá gosto, pá!
(quando li a notícia no site d'A Bola hoje de manhã e o comunicado da FPF senti-me muito satisfeito pela minha inteligente decisão de ir dormir cedo e não ver o jogo)
12 julho 2007
Nostalgia
Há um pormenor engraçado em relação a esta música: é que Nikita, na Rússia, é um nome masculino e não feminino. Bom, tratando-se do Elton John ninguém fica particularmente surpreendido. Mas na altura em que a música foi lançada a orientação sexual do Elton John, embora alvo de diversas especulações, ainda não era conhecida.
Já agora, fiquem a saber que a actriz do vídeo chama-se Anya Major.
(informação descaradamente roubada daqui)
11 julho 2007
Crime e castigo
Os tribunais líbios condenaram à morte 5 enfermeiras búlgaras e um médico palestiniano, acusados de infectarem de propósito 400 crianças com HIV.
Além da pena de morte os acusados foram também condenados a pagar uma indemnização às famílias das vítimas.
Pois. Toca a pagar, senão... senão o quê? Eles já foram condenados à morte, como é que os vão castigar se não pagarem? Executam-nos mais devaraginho? Ele há com cada gajo mais esperto...
Além da pena de morte os acusados foram também condenados a pagar uma indemnização às famílias das vítimas.
Pois. Toca a pagar, senão... senão o quê? Eles já foram condenados à morte, como é que os vão castigar se não pagarem? Executam-nos mais devaraginho? Ele há com cada gajo mais esperto...
Mapas
Enquanto não faço o necessário upgrade ao template (para ter os arquivos todos bonitinhos e a lista de tags e mais não sei o quê), porque vai dar trabalho com tanta treta que já adicionei ao blog, aproveitei para acrescentar o mapa de visitantes. É mais uma daquelas inovações que não serve para absolutamente nada a não ser aumentar o meu ego quando reparar que fui visitado por alguém das ilhas Fiji ou da Malásia, independentemente de cá terem chegado por terem clicado no "Next blog" e terem desaparecido no segundo imediatamente a seguir. Mas pronto, acho giro e tal.
A frase
"Faço notar que em mais de 30 anos de vida política é o primeiro cargo público que aceito - e é de borla. Tudo o que eu ganhei foi a trabalhar"
A frase é de José Miguel Júdice e pode ser lida no site do DN.
Não me tá a apetecer comentar o convite feito ao Júdice para coordenar a reabilitação da zona ribeirinha de Lisboa, até porque para isso dava um certo jeito que soubesse do que se trata e, regra geral, quando vejo notícias, se não são sobre futebol, dá-me logo o sono.
Também não me vou meter nas questões politico-partidárias, porque o Júdice era do PSD e agora vai para um cargo a convite do PS pela mesma razão. Gente que troca de partido preocupa-me muito menos que jogadores que trocam de clube (ainda tou chateado por causa do Miccoli).
Mas não posso deixar passar em claro a última frase de Júdice. Depois de referir que é o primeiro cargo público que aceita, e logo de borla, esclarece que tudo o que ganhou foi "a trabalhar". Eh pá, calma! Atão isto não vai ser trabalho?
O diálogo que se segue exemplifica a forma como dois personagens fictícios, António C. e José S., poderiam ter chegado a acordo para endereçar o convite a Júdice para este cargo.
António C. : eh pá, vamos fazer 3 empresas para reabilitar a zona ribeirinha de Lisboa.
José S. : 3? Para quê?
António C. : Sim! Uma para a zona de Belém, outra para a Docapesca e a terceira para o Cais do Sodré.
José S. : eh pá, não arranjas aí uma quarta empresa, sei lá, para reabilitar a Expo?
António C. : isso é capaz de dar buraco, pá, não há nada para reabilitar na expo aquilo foi tudo construído de novo nos tempos do Tony, não te lembras?
José S. : Pois, mas assim é uma chatice, não é? Quem é que aceita ser presidente destas empresas se forem só três?
António C. : então? não te tou a perceber...
José S. : Foda-se, ó Tó! Tenho de te fazer um desenho? Para que é que servem as reuniões de concelhos de administração, não é para jogar à sueca? Se forem só três como é que jogam?
António C. : ah, só se a gente convidar um gajo qualquer para "coordenar" os outros três; assim já dava 4.
José S. : não é mal pensado. Tás a pensar em alguém em particular?
António C. : olha, pode ser o Júdice. De qualquer forma não tá a fazer nada agora e tá quase a reformar-se, é da maneira que vai treinando para quando for para os jardins da Alameda jogar com os outros velhos todos.
José S. : ok, serve. Telefona ao gajo.
A frase é de José Miguel Júdice e pode ser lida no site do DN.
Não me tá a apetecer comentar o convite feito ao Júdice para coordenar a reabilitação da zona ribeirinha de Lisboa, até porque para isso dava um certo jeito que soubesse do que se trata e, regra geral, quando vejo notícias, se não são sobre futebol, dá-me logo o sono.
Também não me vou meter nas questões politico-partidárias, porque o Júdice era do PSD e agora vai para um cargo a convite do PS pela mesma razão. Gente que troca de partido preocupa-me muito menos que jogadores que trocam de clube (ainda tou chateado por causa do Miccoli).
Mas não posso deixar passar em claro a última frase de Júdice. Depois de referir que é o primeiro cargo público que aceita, e logo de borla, esclarece que tudo o que ganhou foi "a trabalhar". Eh pá, calma! Atão isto não vai ser trabalho?
O diálogo que se segue exemplifica a forma como dois personagens fictícios, António C. e José S., poderiam ter chegado a acordo para endereçar o convite a Júdice para este cargo.
António C. : eh pá, vamos fazer 3 empresas para reabilitar a zona ribeirinha de Lisboa.
José S. : 3? Para quê?
António C. : Sim! Uma para a zona de Belém, outra para a Docapesca e a terceira para o Cais do Sodré.
José S. : eh pá, não arranjas aí uma quarta empresa, sei lá, para reabilitar a Expo?
António C. : isso é capaz de dar buraco, pá, não há nada para reabilitar na expo aquilo foi tudo construído de novo nos tempos do Tony, não te lembras?
José S. : Pois, mas assim é uma chatice, não é? Quem é que aceita ser presidente destas empresas se forem só três?
António C. : então? não te tou a perceber...
José S. : Foda-se, ó Tó! Tenho de te fazer um desenho? Para que é que servem as reuniões de concelhos de administração, não é para jogar à sueca? Se forem só três como é que jogam?
António C. : ah, só se a gente convidar um gajo qualquer para "coordenar" os outros três; assim já dava 4.
José S. : não é mal pensado. Tás a pensar em alguém em particular?
António C. : olha, pode ser o Júdice. De qualquer forma não tá a fazer nada agora e tá quase a reformar-se, é da maneira que vai treinando para quando for para os jardins da Alameda jogar com os outros velhos todos.
José S. : ok, serve. Telefona ao gajo.
Radares - agora é a sério!
Domingo elegemos um novo presidente para a CML. Presidente e vereadores. E para comemorar o feito os 21 radares instalados na cidade há mais de 6 meses vão começar a funcionar a doer (notícia no site do Público).
Claro que uma notícia destas desperta sempre comentários mais... apaixonados de alguns leitores.
Alguns espantam-se com o ridículo limite de velocidade em algumas vias; outros falam em caça à multa; por isso e para acabar com as merdas de uma vez por todas, aqui fica (outra vez) o mapa dos 21 radares instalados.
E agora as informações adicionais úteis: em Lisboa existem 5 vias (que eu conheça) cujo limite de velocidade é de 80 km/h e não de 50 km/h. Chamam-se "vias de escoamento de tráfego", são uma excepção ao código e para que possam ser classificadas como tal têm de reunir certas condições de segurança (nomeadamente separador central e ausência de passadeiras). As 5 vias são: Eixo N-S, Av. Lusíada, 2ª circular, Radial de Benfica e Prolongamento da Av. Estados Unidos da América (a partir da Av. Gago Coutinho, passando pelo viaduto do Feira Nova até à rotunda no fim da avenida). Ninguém é obrigado a andar a 50 na 2ª circular ou radial de Benfica, párem de reclamar. 80 é perfeitamente razoável.
Os radares instalados em zonas de 50 km/h estão TODOS colocados perto de passadeiras com registo de acidentes, nomeadamente atropelamentos. Nomeadamente em ambas as saídas do túnel da Av. João XXI, saídas cegas e com passadeiras pouco depois e onde se atingem velocidades bem superiores a 100 km/h, sobretudo à noite (eu próprio não sou exemplo, passo lá todos os dias em ambos os sentidos e não refiro o meu record pessoal por pudor). Ou o radar instalado na Av. das Descobertas, mesmo antes da passadeira onde está a coroa de flores que diz Kika. Aposto que muitos condutores furiosos com esta caça à multa passam lá tão depressa que nunca tiveram oportunidade de ler o nome da rapariga que lá morreu há uns anos (e não foi a única).
TODOS os radares foram colocados em zonas de elevada sinistralidade, sobretudo atropelamentos no caso dos radares em zonas de 50 km/h.
TODOS os radares têm um painel avisador, accionado por um outro radar, que irá avisar o condutor que está em excesso de velocidade. Apenas se não abrandar a velocidade à passagem pelo painel avisador será multado.
TODOS os radares irão multar apenas quem exceder em mais de 20 km/h o limite previsto (ou seja, acima de 70 e 100 km/h respectivamente). Circular mais de 20 km/h acima do limite de velocidade dentros das localidades é uma contra-ordenação grave, punida com coima de 120 a 600 euros e inibição de conduzir de 30 dias a 1 ano. A sanção de inibição de condução pode eventualmente ser suspensa, sobretudo se for a primeira infracção do condutor.
Querem saber o que seria caça à multa? Radar a disparar a 50 na descida da Calçada de Carriche; radar a disparar a 90 no túnel do Grilo; radar a disparar a 100 logo no início do IC19 no sentido de Sintra; radar a disparar a 90 na CRIL no troço Pina Manique-Algés; radar a disparar a 50 no início da subida das Amoreiras, à saída da A5; radar a disparar a 50 no túnel do Baptista Russo; radares a disparar a 50 à saída dos 3 túneis do Campo Grande (os radares estão à saída do último túnel, mesmo antes das primeiras passadeiras e não entre túneis); radar a disparar a 50 DENTRO do túnel da Av. João XXI; radar a disparar a 50 na Av. Liberdade; radar a disparar a 50 na Av. Calouste Gulbenkian. Todos estes radares, claro, sem o prévio sinal luminoso avisador. Isto só para dar uns exemplos de zonas onde se anda muito frequentemente bem acima dos 50 km/h permitidos e onde era facílimo pagar o investimento de 2,5 milhões de euros no espaço de poucos meses.
Se há coisa que esta medida não faz é caça à multa.
Continuando a ler os comentários, vejo um leitor que reclama do facto de o radar da Radial de Benfica estar a disparar a 50 e não a 80 como devia. Eu sei, passei por lá ontem e vi. Era só flashes, uns a seguir aos outros. Até pede, o zeloso (mas não muito) leitor, que alguém avise a Câmara. Ó homem, avise você! O número de telefone é o 808 20 32 32 e chama-se "Linha de Apoio ao Munícipe". Funciona 24 horas por dia, e serve exactamente para avisar a câmara de problemas observados pelos munícipes! Eu acabei de telefonar para lá a avisar precisamente do problema do radar da Radial de Benfica. Vão passar a informação ao serviço competente e a situação será resolvida. Melhor que ir reclamar para a caixa de comentários do Público, não?
Já liguei para esta linha duas vezes (esta foi a terceira). Uma a queixar-me de um buraco na minha rua; demorou um bocado mas o piso foi reparado; a outra a avisar de uma ruptura numa conduta de água, perto da 1h da manhã; no dia seguinte não havia água, presumo que tenha sido reparada. Avisar quem de direito é capaz de ser um nadita mais eficaz que queixar-se...
Actualização: liguei para a CML seriam umas 10 e meia. Ligaram-me há bocado a informar que os serviços já foram avisados e que durante o dia de hoje a situação será resolvida. Afinal, funciona mesmo, han? Quem diria...
Claro que uma notícia destas desperta sempre comentários mais... apaixonados de alguns leitores.
Alguns espantam-se com o ridículo limite de velocidade em algumas vias; outros falam em caça à multa; por isso e para acabar com as merdas de uma vez por todas, aqui fica (outra vez) o mapa dos 21 radares instalados.
E agora as informações adicionais úteis: em Lisboa existem 5 vias (que eu conheça) cujo limite de velocidade é de 80 km/h e não de 50 km/h. Chamam-se "vias de escoamento de tráfego", são uma excepção ao código e para que possam ser classificadas como tal têm de reunir certas condições de segurança (nomeadamente separador central e ausência de passadeiras). As 5 vias são: Eixo N-S, Av. Lusíada, 2ª circular, Radial de Benfica e Prolongamento da Av. Estados Unidos da América (a partir da Av. Gago Coutinho, passando pelo viaduto do Feira Nova até à rotunda no fim da avenida). Ninguém é obrigado a andar a 50 na 2ª circular ou radial de Benfica, párem de reclamar. 80 é perfeitamente razoável.
Os radares instalados em zonas de 50 km/h estão TODOS colocados perto de passadeiras com registo de acidentes, nomeadamente atropelamentos. Nomeadamente em ambas as saídas do túnel da Av. João XXI, saídas cegas e com passadeiras pouco depois e onde se atingem velocidades bem superiores a 100 km/h, sobretudo à noite (eu próprio não sou exemplo, passo lá todos os dias em ambos os sentidos e não refiro o meu record pessoal por pudor). Ou o radar instalado na Av. das Descobertas, mesmo antes da passadeira onde está a coroa de flores que diz Kika. Aposto que muitos condutores furiosos com esta caça à multa passam lá tão depressa que nunca tiveram oportunidade de ler o nome da rapariga que lá morreu há uns anos (e não foi a única).
TODOS os radares foram colocados em zonas de elevada sinistralidade, sobretudo atropelamentos no caso dos radares em zonas de 50 km/h.
TODOS os radares têm um painel avisador, accionado por um outro radar, que irá avisar o condutor que está em excesso de velocidade. Apenas se não abrandar a velocidade à passagem pelo painel avisador será multado.
TODOS os radares irão multar apenas quem exceder em mais de 20 km/h o limite previsto (ou seja, acima de 70 e 100 km/h respectivamente). Circular mais de 20 km/h acima do limite de velocidade dentros das localidades é uma contra-ordenação grave, punida com coima de 120 a 600 euros e inibição de conduzir de 30 dias a 1 ano. A sanção de inibição de condução pode eventualmente ser suspensa, sobretudo se for a primeira infracção do condutor.
Querem saber o que seria caça à multa? Radar a disparar a 50 na descida da Calçada de Carriche; radar a disparar a 90 no túnel do Grilo; radar a disparar a 100 logo no início do IC19 no sentido de Sintra; radar a disparar a 90 na CRIL no troço Pina Manique-Algés; radar a disparar a 50 no início da subida das Amoreiras, à saída da A5; radar a disparar a 50 no túnel do Baptista Russo; radares a disparar a 50 à saída dos 3 túneis do Campo Grande (os radares estão à saída do último túnel, mesmo antes das primeiras passadeiras e não entre túneis); radar a disparar a 50 DENTRO do túnel da Av. João XXI; radar a disparar a 50 na Av. Liberdade; radar a disparar a 50 na Av. Calouste Gulbenkian. Todos estes radares, claro, sem o prévio sinal luminoso avisador. Isto só para dar uns exemplos de zonas onde se anda muito frequentemente bem acima dos 50 km/h permitidos e onde era facílimo pagar o investimento de 2,5 milhões de euros no espaço de poucos meses.
Se há coisa que esta medida não faz é caça à multa.
Continuando a ler os comentários, vejo um leitor que reclama do facto de o radar da Radial de Benfica estar a disparar a 50 e não a 80 como devia. Eu sei, passei por lá ontem e vi. Era só flashes, uns a seguir aos outros. Até pede, o zeloso (mas não muito) leitor, que alguém avise a Câmara. Ó homem, avise você! O número de telefone é o 808 20 32 32 e chama-se "Linha de Apoio ao Munícipe". Funciona 24 horas por dia, e serve exactamente para avisar a câmara de problemas observados pelos munícipes! Eu acabei de telefonar para lá a avisar precisamente do problema do radar da Radial de Benfica. Vão passar a informação ao serviço competente e a situação será resolvida. Melhor que ir reclamar para a caixa de comentários do Público, não?
Já liguei para esta linha duas vezes (esta foi a terceira). Uma a queixar-me de um buraco na minha rua; demorou um bocado mas o piso foi reparado; a outra a avisar de uma ruptura numa conduta de água, perto da 1h da manhã; no dia seguinte não havia água, presumo que tenha sido reparada. Avisar quem de direito é capaz de ser um nadita mais eficaz que queixar-se...
Actualização: liguei para a CML seriam umas 10 e meia. Ligaram-me há bocado a informar que os serviços já foram avisados e que durante o dia de hoje a situação será resolvida. Afinal, funciona mesmo, han? Quem diria...
10 julho 2007
Os gajos e a internet - actualizado
Nunca se interrogaram porque é que os gajos parecem sempre mais informados nestas coisas da internet e das tecnologias? A resposta é: os gajos têm vídeos que explicam passo a passo como fazer as coisas!
Por exemplo, como pôr fotos online
Ou partilhar ficheiros de música:
E há mais uns quantos vídeos da mesma colecção no youtube.
Disclaimer: não testei nenhum destes serviços nem programas. Não posso atestar que estejam livres de spyware ou que façam de forma satisfatória aquilo que alegam.
Actualização: andava eu a pensar como raio é que tinha encontrado aquele video das francesas e não me lembrava. No meio de tanta janela aberta carrego no play do youtube e vejo o filme. E não me lembrava como raio teria ido lá parar... agora já sei! Foi no corta-fitas. Tava a ler o resumo do debate dos canditatos autárquicos e entretanto li mais uns posts, vi o link e cliquei. E não pensei mais no assunto. Depois esqueci-me. Pronto, fica dado o devido crédito da descoberta que não foi minha.
Por exemplo, como pôr fotos online
Ou partilhar ficheiros de música:
E há mais uns quantos vídeos da mesma colecção no youtube.
Disclaimer: não testei nenhum destes serviços nem programas. Não posso atestar que estejam livres de spyware ou que façam de forma satisfatória aquilo que alegam.
Actualização: andava eu a pensar como raio é que tinha encontrado aquele video das francesas e não me lembrava. No meio de tanta janela aberta carrego no play do youtube e vejo o filme. E não me lembrava como raio teria ido lá parar... agora já sei! Foi no corta-fitas. Tava a ler o resumo do debate dos canditatos autárquicos e entretanto li mais uns posts, vi o link e cliquei. E não pensei mais no assunto. Depois esqueci-me. Pronto, fica dado o devido crédito da descoberta que não foi minha.
A informação necessária
Ora aí está o resumo do debate de ontem de que eu andava à procura para saber em quem votar! Aqui. Estão por ordem alfabética, para não ferir susceptibilidades.
(sou capaz de vou votar no candidato mais bronzeado! de certeza que foi o que passou menos tempo no gabinete e mais tempo na rua a auscultar as reais preocupações dos lisboetas)
(sou capaz de vou votar no candidato mais bronzeado! de certeza que foi o que passou menos tempo no gabinete e mais tempo na rua a auscultar as reais preocupações dos lisboetas)
O aquecimento global
No sábado houve um concerto, o Live Earth, com o intuito de despertar as consciências para os problemas ambientais e para o necessário combate ao aqueciment global.
Como disse o Chris Rock, e muito bem, este concerto vai eliminar o problema do aquecimento global, tal como o Live Aid nos anos 80 eliminou o problema da fome em África.
Mas a existência deste concerto fez-me pensar em algumas coisas que nunca me tinham ocorrido. Pelos vistos há uma cena chamada aquecimento global que a modos que incomoda toda a gente (se um aquecimento local incomoda muita gente, um aquecimento global incomoda muito mais). Eu não percebo muito dessas coisas da física e da climatologia e geofísica e outras que tais, mas percebo alguma coisa de aquecimento. Tenho um aquecedor lá em casa e sei muito bem como é que aquilo funciona: ligo o aquecedor e tenho um aquecimento global na minha sala. Levo o aquecedor para o quarto e o aquecimento global vai comigo. Se precisar de mais aquecimento global ponho mais um cobertor na cama.
E vai daí comecei a pensar nas causas deste aquecimento todo. Obviamente o maior responsável pelo aquecimento global é o Sol, que partículas poluentes não produzem calor. Limitam-se, quanto muito, a acumular calor, mas o calor é provocado pelo Sol. Não consta que Juppiter tenha temperaturas muito elevadas e a atmosfera desse berlinde de tamanho cósmico é constituida quase exclusivamente pelos mesmos gases que ouvi dizer que estão a provocar o nosso aquecimento global.
Houve uns gajos há um ano que vieram com a ideia parva, mas gira, de pôr toda a gente a saltar ao mesmo tempo de um dos lados da Terra para a afastar do Sol. A ideia era muito querida e eu falei dela e tudo, há mais ou menos um ano, mas pelos vistos não funcionou, porque já se passou um ano e continuamos cheios de calor (procurem World Jump Day naquela caixinha simpática chamada Google que tá ali na barra lateral se quiserem mesmo saber do que se trata).
Ora a ideia de afastar a Terra do Sol é parva porque não elimina o problema do aquecimento global, limita-se a levá-lo para outro lado (no nosso referencial). É como tar na sala, ter o aquecedor ligado, achar que tá demasiado calor e em vez de desligar o aquecedor, levá-lo para a casa de banho. A ideia até parece que funciona, mas experimentem ir mijar e vejam a temperatura a que fica a casa de banho.
Eu acho que o ideal era mesmo apagar o Sol. Claro que apagar o Sol todo é uma ideia estúpida, até porque depois era sempre de noite e se calhar ficava demasiado frio. Nestas coisas das questões ambientais é importante não perder a noção das coisas e evitar exagerar na solução. É como a ideia de dar pancada à televisão para sintonizar melhor a imagem. Há uma dose de violência certa para resolver cada problema. Violência a menos não resolve o problema (e a imagem continua má) e violência a mais cria problemas novos (a televisão ainda cai no chão e depois avaria-se a mais vale ter a imagem com chuva que não ter imagem de todo). Ora apagar o Sol é capaz de criar o problema oposto e depois haja alguém que o consiga voltar a acender.
Por isso, e como não dá para apagar o Sol às prestações (até porque se lhe apagássemos um gomo ele perdia a forma circular e alguns quadros famosos ficavam a parecer estúpidos, e falo de obras importantes, por exemplo do Van Gogh ou de pintores com ambas as orelhas), o que era fixe mesmo era apagar a Lua! Aquilo parece que não mas também brilha e de certeza que contribui um bocadito para o aquecimento global! Até porque tenho ouvido dizer que nem são as temperaturas máximas que são um sintoma claro do problema, são as mínimas. E quando é que há temperaturas mínimas? À noite, obviamente! De certeza que nas noites de Lua cheia. Se apagarmos a Lua é capaz de dar. E é mais fácil de apagar por várias razões: primeiro, porque já conseguimos ir à Lua antes (embora alguns totós digam que não, mas esses gajos também acreditam que o Elvis morreu) e depois porque a Lua é muito mais pequena que o Sol, precisando de muito menos para a conseguirmos apagar.
Claro que uma ideia destas requer duas coisas: um bom projecto de execução e um estudo de impacto ambiental. E eu consigo tratar de ambas quase de uma assentada. Digo quase porque vou ter de resolver os dois problemas em separado, o que é equivalente a quase resolver os dois de uma vez (falho só por um). Quanto ao projecto, não tem nada que saber: ouvi dizer que uns otários querem fazer não sei o quê na Ota e que por causa disso vai ser preciso tirar bué terra. Eu sugiro aproveitar essa terra toda, pô-la em naves espaciais (daquelas que não explodem, se faz favor) e mandá-la para a Lua. Se não chegar, fazem-se mais uns quantos aeroportos. É que a terra é escura. Se cobrirmos a Lua (nem é preciso ser toda, basta as zonas mais branquinhas) em princípio resolvemos o problema do aquecimento.
Em relação ao impacto que isso pode ter, bom há duas coisas a considerar: primeiro, a diminuição de massa da Terra com todo o chão que mandamos para a Lua e respectivo aumento de massa da Lua pode alterar coisas como as marés. O que não dá muito jeito, que na Costa da Caparica a coisa já tá agreste o suficiente, dispensam-se uma maré cheia até ao Pragal e uma maré baixa crie ilhas novas nos Açores. Por isso é aconselhável que por cada tonelada de terra que se leva para a Lua se traga uma tonelada de calhaus da Lua, de preferência dos mais branquinhos, para equilibrar. Esses calhaus podem ser vendidos (quem é que não quer ter um calhau da Lua em casa?) ajudando a financiar este gigantesco trabalho. O segundo problema é a óbvia diminuição de brilho do luar. O que pode ter consequências nefastas ao nível da reprodução humana. Toda a gente sabe que o luar é romântico e perder as noites de lua cheia assim sem mais nem menos pode ter sérias consequências na natalidade ao fim de uns anos. Sobretudo porque com a quantidade de coisas que actualmente nos distraem do principal objectivo da vida (foder) não precisamos de mais obstáculos ao engate. Este problema é sério e não deve ser menosprezado. Felizmente eu tenho, como sempre, uma solução. O luar só é preciso, que eu saiba, em duas situações: engatar gajas e pescar à noite. Temos de abordar ambos os problemas de formas distintas. Começo pela pesca, que é o mais simples de resolver.
O peixe mais ano, menos ano acaba-se. Ao ritmo que a coisa anda não deve durar 2 ou 3 anos e peixes só os de produção industrial. Ou seja, quando a questão se colocar o problema já desapareceu por si mesmo! O que é um bom sinal para aqueles gajos todos que passam o dia a pensar no problema da escassez de peixe no mar, podem deixar-se disso e dedicar-se... à pesca.
A falta de luar para o engate só é um problema entre a malta nova que, felizmente, é cada vez mais previsível e fácil de manipular. Reparem bem o que faz a malta nova quando está de folga e resolve ir para o engate:
- Saem à noite para beber uns copos
- Falam no messenger
- Fazem viagens de inter-rail
- Vão acampar
- Vão a festivais de Verão
- Vão ao cinema
E ficam-se por aí que a imaginação não dá para mais.
Em relação à primeira não há crise, porque a malta só sai à noite no centro das cidades onde não se vê a Lua de qualquer maneira. Além disso, temos os candeeiros públicos. Falar no messenger faz-se no quarto, provavelmente com a luz acesa, pelo que não é necessário lua. No inter-rail os gajos vão todos para Amsterdão fumar charros, pelo que ou acham que estão a ver a Lua, quer esteja lá quer não esteja, ou não dão pela presença dela porque estão no centro de uma cidade (ver comentário ao primeiro ponto). Em relação aos acampamentos e festivais de Verão, a coisa resume-se a um só problema porque acampa-se nos festivais de Verão. A solução é instalar candeeiros com a forma de Lua cheia nos vários parques de campismo por esse mundo fora. E quanto à última questão, basta que haja imagens suficientes da Lua nos filmes para que nem se dê pela falta dela uma vez acabada a película. Além disso os cinemas costumam ser nas cidades, e voltamos ao primeiro ponto.
E tá o problema resolvido, não precisamos de concertos para nada e podemos todos continuar a andar de carro!
Como disse o Chris Rock, e muito bem, este concerto vai eliminar o problema do aquecimento global, tal como o Live Aid nos anos 80 eliminou o problema da fome em África.
Mas a existência deste concerto fez-me pensar em algumas coisas que nunca me tinham ocorrido. Pelos vistos há uma cena chamada aquecimento global que a modos que incomoda toda a gente (se um aquecimento local incomoda muita gente, um aquecimento global incomoda muito mais). Eu não percebo muito dessas coisas da física e da climatologia e geofísica e outras que tais, mas percebo alguma coisa de aquecimento. Tenho um aquecedor lá em casa e sei muito bem como é que aquilo funciona: ligo o aquecedor e tenho um aquecimento global na minha sala. Levo o aquecedor para o quarto e o aquecimento global vai comigo. Se precisar de mais aquecimento global ponho mais um cobertor na cama.
E vai daí comecei a pensar nas causas deste aquecimento todo. Obviamente o maior responsável pelo aquecimento global é o Sol, que partículas poluentes não produzem calor. Limitam-se, quanto muito, a acumular calor, mas o calor é provocado pelo Sol. Não consta que Juppiter tenha temperaturas muito elevadas e a atmosfera desse berlinde de tamanho cósmico é constituida quase exclusivamente pelos mesmos gases que ouvi dizer que estão a provocar o nosso aquecimento global.
Houve uns gajos há um ano que vieram com a ideia parva, mas gira, de pôr toda a gente a saltar ao mesmo tempo de um dos lados da Terra para a afastar do Sol. A ideia era muito querida e eu falei dela e tudo, há mais ou menos um ano, mas pelos vistos não funcionou, porque já se passou um ano e continuamos cheios de calor (procurem World Jump Day naquela caixinha simpática chamada Google que tá ali na barra lateral se quiserem mesmo saber do que se trata).
Ora a ideia de afastar a Terra do Sol é parva porque não elimina o problema do aquecimento global, limita-se a levá-lo para outro lado (no nosso referencial). É como tar na sala, ter o aquecedor ligado, achar que tá demasiado calor e em vez de desligar o aquecedor, levá-lo para a casa de banho. A ideia até parece que funciona, mas experimentem ir mijar e vejam a temperatura a que fica a casa de banho.
Eu acho que o ideal era mesmo apagar o Sol. Claro que apagar o Sol todo é uma ideia estúpida, até porque depois era sempre de noite e se calhar ficava demasiado frio. Nestas coisas das questões ambientais é importante não perder a noção das coisas e evitar exagerar na solução. É como a ideia de dar pancada à televisão para sintonizar melhor a imagem. Há uma dose de violência certa para resolver cada problema. Violência a menos não resolve o problema (e a imagem continua má) e violência a mais cria problemas novos (a televisão ainda cai no chão e depois avaria-se a mais vale ter a imagem com chuva que não ter imagem de todo). Ora apagar o Sol é capaz de criar o problema oposto e depois haja alguém que o consiga voltar a acender.
Por isso, e como não dá para apagar o Sol às prestações (até porque se lhe apagássemos um gomo ele perdia a forma circular e alguns quadros famosos ficavam a parecer estúpidos, e falo de obras importantes, por exemplo do Van Gogh ou de pintores com ambas as orelhas), o que era fixe mesmo era apagar a Lua! Aquilo parece que não mas também brilha e de certeza que contribui um bocadito para o aquecimento global! Até porque tenho ouvido dizer que nem são as temperaturas máximas que são um sintoma claro do problema, são as mínimas. E quando é que há temperaturas mínimas? À noite, obviamente! De certeza que nas noites de Lua cheia. Se apagarmos a Lua é capaz de dar. E é mais fácil de apagar por várias razões: primeiro, porque já conseguimos ir à Lua antes (embora alguns totós digam que não, mas esses gajos também acreditam que o Elvis morreu) e depois porque a Lua é muito mais pequena que o Sol, precisando de muito menos para a conseguirmos apagar.
Claro que uma ideia destas requer duas coisas: um bom projecto de execução e um estudo de impacto ambiental. E eu consigo tratar de ambas quase de uma assentada. Digo quase porque vou ter de resolver os dois problemas em separado, o que é equivalente a quase resolver os dois de uma vez (falho só por um). Quanto ao projecto, não tem nada que saber: ouvi dizer que uns otários querem fazer não sei o quê na Ota e que por causa disso vai ser preciso tirar bué terra. Eu sugiro aproveitar essa terra toda, pô-la em naves espaciais (daquelas que não explodem, se faz favor) e mandá-la para a Lua. Se não chegar, fazem-se mais uns quantos aeroportos. É que a terra é escura. Se cobrirmos a Lua (nem é preciso ser toda, basta as zonas mais branquinhas) em princípio resolvemos o problema do aquecimento.
Em relação ao impacto que isso pode ter, bom há duas coisas a considerar: primeiro, a diminuição de massa da Terra com todo o chão que mandamos para a Lua e respectivo aumento de massa da Lua pode alterar coisas como as marés. O que não dá muito jeito, que na Costa da Caparica a coisa já tá agreste o suficiente, dispensam-se uma maré cheia até ao Pragal e uma maré baixa crie ilhas novas nos Açores. Por isso é aconselhável que por cada tonelada de terra que se leva para a Lua se traga uma tonelada de calhaus da Lua, de preferência dos mais branquinhos, para equilibrar. Esses calhaus podem ser vendidos (quem é que não quer ter um calhau da Lua em casa?) ajudando a financiar este gigantesco trabalho. O segundo problema é a óbvia diminuição de brilho do luar. O que pode ter consequências nefastas ao nível da reprodução humana. Toda a gente sabe que o luar é romântico e perder as noites de lua cheia assim sem mais nem menos pode ter sérias consequências na natalidade ao fim de uns anos. Sobretudo porque com a quantidade de coisas que actualmente nos distraem do principal objectivo da vida (foder) não precisamos de mais obstáculos ao engate. Este problema é sério e não deve ser menosprezado. Felizmente eu tenho, como sempre, uma solução. O luar só é preciso, que eu saiba, em duas situações: engatar gajas e pescar à noite. Temos de abordar ambos os problemas de formas distintas. Começo pela pesca, que é o mais simples de resolver.
O peixe mais ano, menos ano acaba-se. Ao ritmo que a coisa anda não deve durar 2 ou 3 anos e peixes só os de produção industrial. Ou seja, quando a questão se colocar o problema já desapareceu por si mesmo! O que é um bom sinal para aqueles gajos todos que passam o dia a pensar no problema da escassez de peixe no mar, podem deixar-se disso e dedicar-se... à pesca.
A falta de luar para o engate só é um problema entre a malta nova que, felizmente, é cada vez mais previsível e fácil de manipular. Reparem bem o que faz a malta nova quando está de folga e resolve ir para o engate:
- Saem à noite para beber uns copos
- Falam no messenger
- Fazem viagens de inter-rail
- Vão acampar
- Vão a festivais de Verão
- Vão ao cinema
E ficam-se por aí que a imaginação não dá para mais.
Em relação à primeira não há crise, porque a malta só sai à noite no centro das cidades onde não se vê a Lua de qualquer maneira. Além disso, temos os candeeiros públicos. Falar no messenger faz-se no quarto, provavelmente com a luz acesa, pelo que não é necessário lua. No inter-rail os gajos vão todos para Amsterdão fumar charros, pelo que ou acham que estão a ver a Lua, quer esteja lá quer não esteja, ou não dão pela presença dela porque estão no centro de uma cidade (ver comentário ao primeiro ponto). Em relação aos acampamentos e festivais de Verão, a coisa resume-se a um só problema porque acampa-se nos festivais de Verão. A solução é instalar candeeiros com a forma de Lua cheia nos vários parques de campismo por esse mundo fora. E quanto à última questão, basta que haja imagens suficientes da Lua nos filmes para que nem se dê pela falta dela uma vez acabada a película. Além disso os cinemas costumam ser nas cidades, e voltamos ao primeiro ponto.
E tá o problema resolvido, não precisamos de concertos para nada e podemos todos continuar a andar de carro!
Qual foi o quê?!
Ainda no outro dia se falou dele aqui... E agora o Gregory House mandou-me este vídeo, mesmo a propósito (não é o Gregory House em que estão a pensar, que esse é um personagem de ficção e que eu saiba personagens de ficção ainda não escrevem blogs. Bem, tirando um certo hamster de que falei há uns tempos).
O gajo que escreveu aquela pergunta, das duas uma: ou é um génio ou é um completo imbecil. Imagino que de qualquer das formas não tenha ficado muito tempo no programa e tenha sido promovido para o programa de tele-vendas das 2 as 7 da manhã num qualquer canal regional.
O gajo que escreveu aquela pergunta, das duas uma: ou é um génio ou é um completo imbecil. Imagino que de qualquer das formas não tenha ficado muito tempo no programa e tenha sido promovido para o programa de tele-vendas das 2 as 7 da manhã num qualquer canal regional.
09 julho 2007
Mais moscardos
Eu já não posso com o voo do moscardo. Escusam de me mandar mais versões do moscardo que eu já tou farto.
Mas a propósito de um vídeo que a Vanadis me mandou cuja banda sonora era precisamente a versão dos Manowar, encontrei duas pérolas.
Não ponho o vídeo que ela mandou online porque retratava algumas cenas de baixo nível em que eventualmente podem ter sido seriamente feridas algumas pessoas e é política do Ó faxavor! não publicar vídeos em que alguém tenha saído ferido/morto ou de outro modo danificado com carácter semi-permanente.
Bom, mas esta limitação aplica-se somente a danos físicos. Não a danos de imagem. Sobretudo se são os próprios que se sujeitam a tais situações.
Portanto, o primeiro prato do banquete de hoje é: ESPEREM!!! Não carreguem ainda no play! Aviso prévio: o protagonista deste vídeo é um totó. Completo otário. Imbecil ao ponto de se tornar enjoativo. Disclaimer: o Ó faxavor repudia este vídeo e nunca o colocaria online se tivesse encontrado outro com a interpretação dos Manowar do Voo do Moscardo como banda sonora. Este vídeo é colocado apenas para servir de comparação para o outro. O vídeo é uma merda. Pronto, é só isto. Carreguem lá no play e façam como eu: vi uns 10 segundos e depois mudei de janela; ouvi a música mas não tive de gramar com as figuras tristes do gajo.
Já ouviram? Já sabem como é o moscardo tocado pelo Manowar? Pronto, então já estão preparados para ouvir a nova versão. Se os Manowar estivessem a fazer audições para um novo baixista acho que o gajo do próximo vídeo não seria contratado nem mesmo se fosse o único baixista do mundo! Mais facilmente contratavam um contra-baixista com formação clássica e habituado a tocar apenas em orquestras sinfónicas. A bem dizer mais rapidamente me contratavam a mim que não sei tocar baixo (nem guitarra; nem nada, para ser mais rigoroso; nem sequer distingo as notas, quanto mais!).
Apresento-vos em rigoroso exclusivo: o Manowar Wanna-be!
A este fulano dou dois conselhos: uma consulta num otorrinolaringologista, porque se isto te soou bem o suficiente para gravar e pôr no youtube algo de muito errado se passa. O outro conselho é uma consulta num neurologista se o otorrinolaringologista disser que tá tudo bem. Ao gajo do primeiro vídeo não dou conselhos, porque acho que já não iriam a tempo, os danos são notoriamente irreversíveis.
Mas a propósito de um vídeo que a Vanadis me mandou cuja banda sonora era precisamente a versão dos Manowar, encontrei duas pérolas.
Não ponho o vídeo que ela mandou online porque retratava algumas cenas de baixo nível em que eventualmente podem ter sido seriamente feridas algumas pessoas e é política do Ó faxavor! não publicar vídeos em que alguém tenha saído ferido/morto ou de outro modo danificado com carácter semi-permanente.
Bom, mas esta limitação aplica-se somente a danos físicos. Não a danos de imagem. Sobretudo se são os próprios que se sujeitam a tais situações.
Portanto, o primeiro prato do banquete de hoje é: ESPEREM!!! Não carreguem ainda no play! Aviso prévio: o protagonista deste vídeo é um totó. Completo otário. Imbecil ao ponto de se tornar enjoativo. Disclaimer: o Ó faxavor repudia este vídeo e nunca o colocaria online se tivesse encontrado outro com a interpretação dos Manowar do Voo do Moscardo como banda sonora. Este vídeo é colocado apenas para servir de comparação para o outro. O vídeo é uma merda. Pronto, é só isto. Carreguem lá no play e façam como eu: vi uns 10 segundos e depois mudei de janela; ouvi a música mas não tive de gramar com as figuras tristes do gajo.
Já ouviram? Já sabem como é o moscardo tocado pelo Manowar? Pronto, então já estão preparados para ouvir a nova versão. Se os Manowar estivessem a fazer audições para um novo baixista acho que o gajo do próximo vídeo não seria contratado nem mesmo se fosse o único baixista do mundo! Mais facilmente contratavam um contra-baixista com formação clássica e habituado a tocar apenas em orquestras sinfónicas. A bem dizer mais rapidamente me contratavam a mim que não sei tocar baixo (nem guitarra; nem nada, para ser mais rigoroso; nem sequer distingo as notas, quanto mais!).
Apresento-vos em rigoroso exclusivo: o Manowar Wanna-be!
A este fulano dou dois conselhos: uma consulta num otorrinolaringologista, porque se isto te soou bem o suficiente para gravar e pôr no youtube algo de muito errado se passa. O outro conselho é uma consulta num neurologista se o otorrinolaringologista disser que tá tudo bem. Ao gajo do primeiro vídeo não dou conselhos, porque acho que já não iriam a tempo, os danos são notoriamente irreversíveis.
Safety Car out - PIT IN
Este fim de semana estive a fazer "trabalho de boxes". No circuito da Boavista, no Porto. Não vou dizer em que categoria competia a minha equipa, deixo-vos a pensar se seria no Campeonato Português de Turismos, no Campeonato do Mundo de Turismos, no Troféu de Clássicos, Open de Velocidade ou noutra qualquer.
Foi engraçado, estar no muro das boxes a mostrar a placa que diz coisas como
P3
-1.1
+1.5
ou
P4
IN
No meio de muitas peripécias de corrida, várias bandeiras vermelhas, safety car, paragens nas boxes mais ou menos planeadas, e uns quantos acidentes (nenhum com os nossos carros) a prova lá acabou, com um resultado satisfatório. Gostei da experiência, quero voltar a fazer disto, que tem piada! Senti-me um verdadeiro estratega de corridas, qual Ross Brown, a fazer contas munido de uma esferográfica, um bloco de notas, um cronómetro e um écran de tempos. (para quem não sabe: o Ross Brown é o senhor todo-poderoso da estratégia da Ferrari na F1; é ele que decide em última análise mandar um carro entrar na box se for necessário alterar a estratégia a meio da corrida)
De caminho ainda deu para ver o GP da Inglaterra. Teve piada estar a ver a qualificação ao lado de alguns grandes nomes do automobilismo nacional e internacional (a bem dizer era só um grande nome, mas era dos maiores). Eu a mandar bitaites e aquela malta toda, alguns verdadeiros profissionais das corridas de automóveis a ouvir e a concordar ou a discordar (mas pelo menos a dar-me algum crédito).
Foi engraçado, estar no muro das boxes a mostrar a placa que diz coisas como
P3
-1.1
+1.5
ou
P4
IN
No meio de muitas peripécias de corrida, várias bandeiras vermelhas, safety car, paragens nas boxes mais ou menos planeadas, e uns quantos acidentes (nenhum com os nossos carros) a prova lá acabou, com um resultado satisfatório. Gostei da experiência, quero voltar a fazer disto, que tem piada! Senti-me um verdadeiro estratega de corridas, qual Ross Brown, a fazer contas munido de uma esferográfica, um bloco de notas, um cronómetro e um écran de tempos. (para quem não sabe: o Ross Brown é o senhor todo-poderoso da estratégia da Ferrari na F1; é ele que decide em última análise mandar um carro entrar na box se for necessário alterar a estratégia a meio da corrida)
De caminho ainda deu para ver o GP da Inglaterra. Teve piada estar a ver a qualificação ao lado de alguns grandes nomes do automobilismo nacional e internacional (a bem dizer era só um grande nome, mas era dos maiores). Eu a mandar bitaites e aquela malta toda, alguns verdadeiros profissionais das corridas de automóveis a ouvir e a concordar ou a discordar (mas pelo menos a dar-me algum crédito).
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