16 outubro 2009

Crónica de uma morte anunciada

Eu tentei, a sério que tentei. Tentei mesmo a sério recuperar aqui o tasco, que tem andado ao abandono há já bastante tempo por falta de vontade. Mas agora, apesar de a vontade ser ligeiramente maior, falta o tempo.

O Ó faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços já tem 4 anos de idade (feitos o mês passado, nem a efeméride assinalei), é uma idade aceitável, sim senhor, mas a verdade é que já não me dá pica. E isso tem-se notado no último ano. Depois de 2 anos e meio a uma média de 60 ou 70 posts por mês, a produção caiu a pique e assim tem estado. Este ano então a coisa é de uma pobreza franciscana, com uns míseros 73 posts no ano todo, apenas um a mais que os posts de Janeiro de 2008.

Por isso, o blog vai fechar as portas por tempo indeterminado. Não quer dizer que isto não volte a funcionar, um dia, no blogger ou numa plataforma decente, com este ou outro nome, com este ou outro objectivo, com este ou outro(s) autor(es). Mas, para já, o blog morreu.

Por isso, 4 anos e mais uns dias após a grandiosa inauguração, o Ó faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços fecha.


Over and out!

15 outubro 2009

Não há condições...

Uma auto-estrada inaugurada há mais de quinze dias e o google maps ainda não está actualizado??? Como é que eu vou descobrir o caminho amanhã, que preciso de passar por lá?

(para quem não sabe: é a auto-estrada que vai da A5 ao IC19; passa pelo Cascais Shopping, Autódromo, Alcabideche e vai ter ao nó IC19/IC16)

12 outubro 2009

Notícias do CM

O Correio da Manhã tem alguma piada. Não muita, mas alguma. Gosto particularmente dos parâmetros que definem se uma notícia é ou não digna de nota.

Claro que o assunto quente é a eleição de ontem, os resultados das eleições, quem ganhou câmaras e quem perdeu, e por aí fora, mas há sempre aquelas outras notícias de grande relevo que só o CM consegue dar. Por exemplo, alguém na redacção achou que a seguinte notícia era merecedora de publicação: "Cadáver aparece nú em casa". Presumo que o CM não publique notícias sobre todos os cadáveres que aparecem em casa, até porque devem ser bastantes e não haveria espaço para todos, pelo que o que me parece digno de nota é o facto de o cadáver estar nú quando foi encontrado.

E isto fez-me pensar... é que morrer nú deve ser desagradável. Um gajo pode estar morto mas continua a ter algum pudor, pá! Por isso eu acho que as pessoas, quando acham que estão para morrer, pelo menos deviam vestir uma roupa interior lavada e, de preferência, sem buracos. Ao menos isso, que é o mínimo que se exige. A menos que o homem em questão (ou mulher, confesso que não li a notícia, só mesmo o título) quisesse que a sua morte não passasse despercebida e resolveu ficar nú à espera da morte já a contar que o Correio da Manhã falasse no caso...

09 outubro 2009

Crédito

Barack Obama ganhou o Nobel da Paz "pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos".

Eu sei que toda a gente no mundo anda entusiasmada com a nova liderança dos EUA e já andavam assim ainda antes de ele ser eleito (bom, toda a gente não, os americanos não estão lá muito contentes). Mas... em 9 meses que êxitos diplomáticos é que Obama já teve? Ainda estão por resolver todos os problemas que herdou da anterior administração, ainda há guerra no Afeganistão e no Iraque, Guantanamo ainda não fechou, o Irão continua a ser uma ameaça (e ainda recentemente testou mísseis), o médio Oriente continua com os mesmos problemas de sempre.

Será este um prémio dado a crédito? Pelos sucessos que aí virão? Ou será apenas um reconhecimento das boas intenções da actual administração americana? É que, mesmo que ele fosse extremamente eficiente, 9 meses não dão para nada! Se dessem, se ele tivesse conseguido resolver pelo menos um destes problemas, sem dúvida que o Nobel estava bem entregue. Mas... o prémio foi para quê, mesmo?

Eu sou fan do Obama. Acho-o uma das pessoas mais carismáticas da actualidade, tem qualquer coisa de hipnotizante. A sua eleição deu uma nova esperança a muita gente. Mas tenhamos senso. Uma coisa é ele ser a promessa de se vir a tornar um dos grandes líderes mundiais da história; outra coisa é sê-lo efectivamente. E não se decide com prémios e com reconhecimento de boas intenções quem vai ser o próximo grande líder da humanidade.

08 outubro 2009

Meteorologia

Trabalho com vista para o mar. Ao pé do cabo da Roca. O que quer dizer que sou capaz de começar a prever tempestades de véspera olhando para as nuvens. Acho que nos próximos dias o tempo vai melhorar bastante na zona de Lisboa, parece-me que as nuvens negras que nos chegam do mar estão a deslocar-se para Norte.

Alguém em Lisboa é capaz de me confirmar se os aviões estão a aterrar de Sul? (é que se for esse o caso, quer dizer que o vento voltou à direcção normal, de nordeste, o que ajuda a limpar os céus em Lisboa).

A crise

A crise mundial, que de uma forma ou de outra todos terão sentido na pele, está a dar sinais de que o fim estará próximo. As economias começam a recuperar, as bolsas também e gradualmente volta tudo ao normal.

Tudo? Não. O desemprego continua a aumentar, o que também é normal em situações semelhantes, devendo demorar ainda algum tempo a dar sinais de melhoria.

E o futebol não é excepção: 5 treinadores foram despedidos nas primeiras 7 jornadas, um número recorde na última década. E isto mesmo tendo em conta que, ao contrário do que vem sendo hábito, este ano o Benfica ainda não despediu nenhum! Pode dizer-se que esta situação é apenas consequência de maus resultados desportivos, mas a mim ninguém me convence que não é um sinal da crise. E são mais 5 a engrossar o número de desempregados*.


* Curiosamente entre o meio milhão de desempregados em Portugal, não está Manuela Moura Guedes, quando tudo dava a entender o contrário. Mas ainda tenho esperança que ela seja despedida em breve.

07 outubro 2009

Opiniões

Toda a gente opina sobre a selecção. Não há um jogo que não provoque todo o tipo de reacções, vindas de todo o lado, e conjecturas sobre a qualificação ou não para o mundial.

O que até se percebe, já que é uma selecção recheada de estrelas e prestes a ficar de fora do campeonato do mundo.

Mas acho que atingimos os limites quando até o treinador do Bunyodkor, clube do Uzbequistão, vem falar sobre o assunto. Um tal de Luis Felipe Scolari.

06 outubro 2009

Santana apoia Costa?

Diz o título de uma notícia do Público: Santana Lopes: votar no PS nas autárquicas é votar numa cidade sem aeroporto.

Ora, se Santana se candidatasse por Oeiras eu até percebia esta frase, mas sendo que os seus eleitores efectivamente MORAM em Lisboa e uma grande parte ouve os aviões a passar por cima de si a toda a hora, o que raio espera conseguir Pedro Santana Lopes relembrando que o PS quer tirar o aeroporto do centro da cidade? Não creio que haja assim tantos eleitores que viagem com a frequência suficiente para serem sensíveis ao argumento da distância do terminal ao centro da cidade. Para quem viaja 1 ou 2 vezes por ano andar uns km a mais (mesmo que sejam 30) para apanhar um avião para as férias é sacrifício mais que adequado em troca do sossego de uma cidade livre de aviões em voo razante aos prédios. Não?

Se calhar sou eu que não percebo muito disto, mas, e apesar de apreciar ver os aviões da minha janela, troco sem hesitar a vista dos passaritos de metal por tardes e noites sossegadas sem turbinas a acordar meia cidade. Para barulho já me chega bem a linha de Sintra e a Radial de Benfica mesmo aqui ao lado.

Customs

Na alfândega, hoje de manhã (depois de um voo um bocado cocó, uma noite mal dormida e 6h de diferença horária):

O senhor da alfândega: Veio de onde senhor Nelson?
Eu: Dos Estados Unidos. Como é que ficou o Benfica?
O senhor da alfândega, rindo: Ganhou.

É bom estar de volta a casa, onde se pode falar de futebol até com agentes da autoridade que têm de manter um ar sério.

Crónica de uma morte anunciada?

Talvez não!

Acho que está na altura de o blog voltar. Depois de umas "férias" de mais de 6 meses com uma estonteante média de 1 post por semana, acho que já estou pronto para vos aturar mais um bocado.

A ver se a produção sobe, que nos últimos tempos tenho deixado muitos pensamentos para mim e acho que merecem ser partilhados (quando mais não seja para não me aborrecer sozinho).

O espectáculo segue dentro de momentos...

28 agosto 2009

Conslusões precipitadas?

Lembram-se do telemóvel que morreu? Ainda estava na garantia, por isso fui pô-lo a reparar. Recebi um sms há 2 ou 3 dias a dizer que estava pronto e fui hoje À loja buscá-lo. Aquilo passou-se tudo em 4 ou 5 minutos: dão-me o telemóvel, ponho o cartão, encaixo a bateria, ligo-o, o telemóvel pede o PIN e... nada. O teclado não funciona. A queixa inicial era o ecrã. Agora que o ecrã funciona, pifou o teclado. E lá volta o telemóvel à base outra vez... e eu aqui com um Siemens do século XIX à espera que a coisa se resolva (ou que o iPhone que está para chegar chegue mesmo, o que parece que vai acontecer este domingo...)

Gajas e bola

Se a maior parte dos gajos gosta de gajas e gosta de bola, porque é que o futebol feminino tem tão poucos adeptos?

18 agosto 2009

Zombies

A Matemática tem utilidade prática! Claro que toda a gente admite a utilidade de áreas como a aritmética ou a trigonometria, mas já o estudo de funções, a resolução de equações diferenciais e os métodos numéricos podem assumir formas muito sofisticadas que parecem totalmente desligadas do mundo real.

Pois bem, aqui está a prova da utilidade da matemática, por exemplo no contexto da dinâmica populacional: um artigo sobre ataques de zombies!

O artigo analisa tudo: o ritmo da infecção dos humanos, taxas de crescimento e morte, etc. As conclusões são avassaladoras: num cenário de ataque por zombies, o único cenário possível é a total aniquilação da espécie humana (salvo se existir uma cura, em que uma pequena população humana pode sobreviver entre uma grande população zombie). Ora, como nós ainda estamos aqui e não somos zombies (há zombies na audiência?), isto prova que os zombies não existem!

Pronto, hoje à noite já podem dormir mais descansados!


(obrigado Gonçalo!)

06 agosto 2009

Burrice é...

dar ordem de impressão de um documento em frente e verso manual quando estou loggado com um utilizador e a caixinha que me diz para virar as páginas e clicar no ok aparecer na sessão do outro utilizador.

Eu explico: a semana passada apanhei um virus. Acontece. É raro comigo, mas acontece. Eu até sou um gajo cuidadoso, tenho o anti-virus actualizado, vejo com muita atenção as coisas que descarrego e instalo, mas... pronto aconteceu (aqui para nós, desconfio que é capaz de ter sido (assim hipoteticamente, só um supônhamos) uma aplicaçãozita que a modos que não era muito legal que eu instalei (para quem não percebeu: fui sacar uma cena pirata; daquelas que até são muito populares, de uma determinada marca que começa por Ad e termina em obe; o produto era um Photo qualquer coisa, talvez terminasse em Shop, mas não garanto) e cujo... digamos... programa "companheiro" (um em que a gente carrega no ok e dá uma série de números e letras que depois pomos no outro e depois fica tudo a funcionar, tão a ver?) era capaz de ter qualquer coisita agarrada...).

Parágrafo extra, que não faz parte do texto principal e que só está aqui porque eu queria usar a tag <blockquote>, que nunca tinha usado no blog: admitam que tinham saudades dos vários níveis de parêntesis encadeados, vá lá, admitam. E, já agora, admitam também que tinham saudades que eu escrevesse qualquer coisa aqui no tasco.


Outro parágrafo extra, para passar a duas utilizações sucessivas da mesma tag: ah! e repararam que eu ando muito disciplinado e ponho os estrangeirismos em itálico? Espectáculo!!! Eventualmente deixo-me disso que dá muito trabalho, mas tenho pontos pelo esforço, não?


Continunando... apanhei um virus. Foi um gajo chato, deu-me um bocado de trabalho a limpar, mas lá consegui. E, como em casa roubada, trancas à porta, resolvi criar um user novo no meu xp com permissões de administração e passei a minha conta habitual para conta limitada. Coisa que devia ter feito logo de início, mas só o trabalho de mudar de utilizador para instalar um programa... enfim, agora já está feito. (a propósito, para mudar de utilizador de forma rápida, a tecla de atalho é tecla do windows + L).

Por isso agora costumo ter dois utilizadores diferentes ligados ao mesmo tempo; a conta normal, para usar cenas e afins, tipo mail, e a conta do não sei quê que instala coisas (no caso em questão, da próxima vez que resolver instalar uma dessas coisas, corro uma das cenas na conta xpto e a outra cena na conta que não é xpto).

Vai daí, precisava eu de imprimir um documento e, como sou um gajo amigo do ambiente (até separo o lixo e tudo, só não re-aproveito o óleo alimentar - eu sei que devia - porque uso muito, muito pouco, se fosse a aproveitá-lo demorava 5 anos a arranjar 1 litro de óleo para reciclar), resolvi imprimir em frente e verso. Ora, a impressora não faz isso sozinha, temos de a ajudar: as folhas saem, aparece um boneco a explicar (assim mesmo para gente burra, com desenhos e tudo) de que forma devemos pôr as folhas de volta no sítio e depois clicamos no ok e a gaja imprime o outro lado das folhas. Até aqui, tudo bem. Só que...

Só que depois de a gaja ter cuspido metade das folhas, o tal bonequinho com o botão ok não aparecia. E eu esperei, esperei... desliguei a impressora, voltei a ligar... E nada. E foi aí que descobri: é que como o tal utilizador xpto (sou pouco original, chamei-lhe admin; ah, sim, mas atribui-lhe uma password, ao menos isso!) estava com sessão iniciada, a caixinha com o bonequinho com as instruções apareceu ao utilizador xpto. O que deu imenso jeito, já que eu tinha dado ordem de impressão a partir da outra conta.

Ora, isto é burro. Seria como ter dois números de telemóvel, um da Vodafone e outro da Optimus (eu fiquei alérgico à TMN há coisa de um ano, por isso nem para metáforas os utilizo), ficar sem bateria no Vodafone e quase sem saldo no Optimus, mandar um sms do Optimus a pedir para me ligarem e a pessoa ligar para o Vodafone. E depois reclamar que eu tinha o telemóvel desligado.

É uma impressora da HP, caso estejam com curiosidade.

20 julho 2009

O telemóvel morreu

Não o novo, credo! Esse, vem a caminho (já disse que é um iPhone?). Mas o velho resolveu morrer agora. Quer dizer, morrer, morrer, não morreu. Continua a "funcionar". Só que...
- O visor está todo branco, não dá para ver nada; preciso de saber os números de cor e não me enganar nos botões (coisa a que aquele teclado é um bocado propício) para conseguir fazer seja o que for;
- não consigo ouvir nada (isto só começou ontem, até ontem dava para fazer chamadas, lá está, desde que soubesse o número de cor)

Moral da história: só consigo ler SMS quando estou ao lado do PC: ligo o telemóvel ao computador e consigo abrir a lista de mensagens e até enviar mensagens. Só não consigo é ver a lista de chamadas perdidas e hoje já foram umas quantas.

Pontos positivos:
- o telemóvel velho ainda está na garantia (por uns meses);
- tenho aqui dois telemóveis emprestados para usar entretanto;

Pontos negativos desta história toda:
- o telemóvel velho resolveu morrer um mês antes de chegar o novo;
- não tenho o carregador de nenhum dos telemóveis emprestados.

Ou seja, provisoriamente, estou como no século passado: incomunicável (pronto, tirando o messenger, o email, o telefone fixo e os sms). Vejam lá que hoje até saí de casa SEM TELEMÓVEL, coisa impensável nos dias que correm!

16 julho 2009

iPhone

Já só faltam 35 dias para eu ter o meu telemóvel novo!

10 julho 2009

As coisas que um gajo descobre...

Recebi hoje um mail a informar-me, na qualidade de utilizador do Geocities, que o serviço vai fechar. Eu não fazia ideia que era utilizador do geocities, sou capaz de ter aberto uma conta há uns 10 anos e nunca mais lhe mexi.

06 julho 2009

Madrid

Uma multidão aguardava impacientemente que as portas do estádio Santiago Bernabéu se abrissem. Esperavam impacientes por um qualquer evento que estaria programado para hoje ao fim da tarde e por lá ficaram, várias horas antes da abertura das portas, sem arredar pé.

As televisões responderam à solicitação da notícia e Sic Notícias, RTPn e TVI24 transmitiam em directo imagens do exterior do estádio e iam falando com os adeptos.

Ora como o Real Madrid perdeu a Taça do Rei (eliminado nos oitavos de final), ficou em segundo no campeonato a 9 pontos do Barcelona e não foi além de uma presença nos quartos de final da Champions deste ano, o que poderá atrair tanta gente ao estádio?

Um jogo? A entrega de um qualquer troféu inventado à pressão para que o Real pudesse ganhar qualquer coisa? Eleições para os órgãos sociais? Estariam a dar dinheiro aos adeptos?

Não, nada disso. A razão pela qual dezenas de milhar de adeptos se deslocaram ao estádio aguardando várias horas pela abertura das portas é somente a... apresentação de Cristiano Ronaldo. Evento que conta com uma cobertura mediática inacreditável (a sério, inacreditável - eu vi e mesmo assim tenho dificuldades em acreditar), contando com reportagens da partida de Cristiano Ronaldo de Tires em jacto privado, da chegada ao hotel em Madrid, do almoço de Cristiano Ronaldo, etc.

A pergunta que surge naturalmente é: han? Pois, infelizmente não tenho a resposta a essa pergunta, mas desconfio que seja "duh!"

02 julho 2009

Michael Jackson morreu

É verdade, já foi há uma semana. Mas achei por bem esperar antes de dar a notícia, porque com ele nunca se sabe... não fosse aparecer um qualquer procedimento cirúrgico experimental que lhe permitisse voltar à vida, como o Frankenstein, ou que se transformasse num zombie, coisa da qual eu suspeitei durante uns anos mas que a sua morte veio desmentir (um zombie só morre se for desmembrado e, à parte o facto de ter sido autopsiado, não me parece que o tenham cortado às postas).

Mas não, até ver já se passou uma semana* e ele continua falecido. Por isso posso dizer com alguma certeza (claro que quando o sujeito é quem é nunca se pode ter 100% de certezas) que Michael Jackson morreu.`


*uma semana é o prazo máximo em que uma pessoa se pode tornar um zombie. Por várias razões, que agora não me apetece explicar...

30 junho 2009

Anda tudo louco?

No outro dia fui jantar com um amigo ao pé do Campo Pequeno. O jantar correu sem qualquer tipo de incidentes, não é por causa da forma como decorreu a refeição que escrevo este post. Comi grelhada mista e estava muito boa. Bebi Nestea. De limão.

A coisa esquisita, esquisita mesmo, que me faz duvidar da sanidade mental dos meus concidadãos é o que aconteceu depois do jantar. Bom, não foi logo depois, depois do jantar fomos beber café a outro sítio e aí também nada de estranho se passou. Duas bicas, 1,70 euros, 10 minutos de conversa, tudo normal.

É que a seguir fiz companhia ao tal meu amigo até ao carro dele e ele depois deixou-me ao pé do meu. Também não houve nada de extraordinário aqui. O carro dele estava no sítio, não havia riscos de assinalar, tudo perfeitamente normal.

O que aconteceu de estranho mesmo foi quando cheguei ao meu carro. Não que tivesse acontecido alguma coisa ao carro, nada disso. Estava no sítio, sem riscos nem vidros partidos.

Mas à medida que me aproximava comecei a ouvir um barulho ensurdecedor. Parecia que um milhão de andaimes das obras tinham sido largados no cimo da rua e eu olhava para todos os lados à espera de ver uma torrente de peças de andaimes na minha direcção, assim meio à filme (só que nos filmes costumam ser torrentes de água, neste caso seria uma torrente de metal, o que ainda seria mais esquisito - e que por si só justificava um post dedicado ao tema, uma enxorrada de varas de metal a rebolarem rua abaixo). Mas não, nada disso aconteceu. O barulho é que continuava, cada vez mais alto. E eu quase a chegar ao meu carro e o barulho era insuportável e comecei a temer pela minha vida. Medo infundado, está-se mesmo a ver, porque ainda cá estou, a escrever este post. O que eu vi foi...

(Acho que está na hora de fazer um parêntesis congratulatório - palavra linda que não sei se existe, mas se não existe devia existir - a todos quantos continuam a ler neste momento. Têm a minha admiração, senão mesmo inveja, por conseguirem ler um tal chorrilho de nadas sem desanimar, sem perder a fé que algo de único se seguirá, que o tempo perdido, aliás, investido na leitura deste post será recompensado com o relato de um qualquer acontecimento rocambolesco - outra palavra linda, mas esta eu sei que existe - que vos fará pensar "raios, pá, este gajo é um espectáculo; só a mim não acontecem coisas destas que se eu tivesse uma história destas para contar até era capaz de conseguir engatar gajas"; feita a devida vénia aos resistentes, prossigamos - vêm como eu até consigo conjugar verbos esquisitos? sou o máximo, não sou? - para o relato do resto da história que, salvo erro, ia numas reticências)

O que eu vi foi... tão (note-se como após conjugar correctamente o verbo prosseguir me mostro incapaz de conjugar o verbo estar - são os pequenos paradoxos que dão graça à vida) a ver aquelas trotinetes, triciclos, com 50 cm3 de cilindrada que, por regra, andam à nossa frente a 20 km/h quando estamos cheios de pressa e porque ocupam mais de meia faixa não nos dão hipótese de ultrapassar? Coisas como esta? Pois bem, a que vi não era azul, era vermelha (pormenor importantíssimo na história, como verão já a seguir). E estava a ser... rebocada por um automóvel.

Pronto, admito, o último parágrafo foi um bocado anti-climático. Tanta coisa, tanto suspense com o barulho ensurdecedor do metal e no fim de contas era um triciclo a ser rebocado? Talvez seja melhor adiantar um outro pormenor: talvez rebocado não seja o termo certo, o termo mais apropriado será arrastado. É que o tal triciclo tombou e o seu rebocador continuou, impávido e sereno (e a uns bons 40 km/h numa estrada com faixas estreitas e carros estacionados de um lado e do outro) a arrastar aquele peso morto, tombado sobre o asfalto (Ah! daí a barulheira!), mais ou menos a direito. Até que...

Até que as pequenas oscilações do veículo rebocado começaram a aumentar, a aumentar e pouco depois de passar pelo sítio onde eu tinha o meu carro estacionado (e é tão lindo o meu carro, quase sem riscos), o triciclo começou a comportar-se como uma bola de pinball, ressaltando em tudo o que era carro estacionado e fazendo ziguezaguear o seu industrioso rebocador. Que veio depois a perder o controlo da viatura e bateu numa das muitas árvores do separador central.

Por isso eu pergunto: anda tudo louco ou quê? Quem é a besta que se lembra de rebocar um tricilo a abrir e mesmo depois de o fazer tombar não pára? ainda para mais estamos a falar de um a coisa com três rodas relativamente próximas e uma altura considerável, não prima pela estabilidade.

Só sei que havia imensos vidros estilhaçados na rua, um homem em tronco nú (talvez o legítimo dono do triciclo?) corria rua abaixo e o rebocador (um fiat uno com mais de 20 anos ou coisa parecida) lá estava, encostado à árvore. Pelo caminho, carros estacionados com riscos nas portas e nos pára-choques.