No outro dia fui jantar com um amigo ao pé do Campo Pequeno. O jantar correu sem qualquer tipo de incidentes, não é por causa da forma como decorreu a refeição que escrevo este post. Comi grelhada mista e estava muito boa. Bebi Nestea. De limão.
A coisa esquisita, esquisita mesmo, que me faz duvidar da sanidade mental dos meus concidadãos é o que aconteceu depois do jantar. Bom, não foi logo depois, depois do jantar fomos beber café a outro sítio e aí também nada de estranho se passou. Duas bicas, 1,70 euros, 10 minutos de conversa, tudo normal.
É que a seguir fiz companhia ao tal meu amigo até ao carro dele e ele depois deixou-me ao pé do meu. Também não houve nada de extraordinário aqui. O carro dele estava no sítio, não havia riscos de assinalar, tudo perfeitamente normal.
O que aconteceu de estranho mesmo foi quando cheguei ao meu carro. Não que tivesse acontecido alguma coisa ao carro, nada disso. Estava no sítio, sem riscos nem vidros partidos.
Mas à medida que me aproximava comecei a ouvir um barulho ensurdecedor. Parecia que um milhão de andaimes das obras tinham sido largados no cimo da rua e eu olhava para todos os lados à espera de ver uma torrente de peças de andaimes na minha direcção, assim meio à filme (só que nos filmes costumam ser torrentes de água, neste caso seria uma torrente de metal, o que ainda seria mais esquisito - e que por si só justificava um post dedicado ao tema, uma enxorrada de varas de metal a rebolarem rua abaixo). Mas não, nada disso aconteceu. O barulho é que continuava, cada vez mais alto. E eu quase a chegar ao meu carro e o barulho era insuportável e comecei a temer pela minha vida. Medo infundado, está-se mesmo a ver, porque ainda cá estou, a escrever este post. O que eu vi foi...
(Acho que está na hora de fazer um parêntesis congratulatório - palavra linda que não sei se existe, mas se não existe devia existir - a todos quantos continuam a ler neste momento. Têm a minha admiração, senão mesmo inveja, por conseguirem ler um tal chorrilho de nadas sem desanimar, sem perder a fé que algo de único se seguirá, que o tempo perdido, aliás, investido na leitura deste post será recompensado com o relato de um qualquer acontecimento rocambolesco - outra palavra linda, mas esta eu sei que existe - que vos fará pensar "raios, pá, este gajo é um espectáculo; só a mim não acontecem coisas destas que se eu tivesse uma história destas para contar até era capaz de conseguir engatar gajas"; feita a devida vénia aos resistentes, prossigamos - vêm como eu até consigo conjugar verbos esquisitos? sou o máximo, não sou? - para o relato do resto da história que, salvo erro, ia numas reticências)
O que eu vi foi... tão (note-se como após conjugar correctamente o verbo prosseguir me mostro incapaz de conjugar o verbo estar - são os pequenos paradoxos que dão graça à vida) a ver aquelas trotinetes, triciclos, com 50 cm3 de cilindrada que, por regra, andam à nossa frente a 20 km/h quando estamos cheios de pressa e porque ocupam mais de meia faixa não nos dão hipótese de ultrapassar? Coisas como esta? Pois bem, a que vi não era azul, era vermelha (pormenor importantíssimo na história, como verão já a seguir). E estava a ser... rebocada por um automóvel.
Pronto, admito, o último parágrafo foi um bocado anti-climático. Tanta coisa, tanto suspense com o barulho ensurdecedor do metal e no fim de contas era um triciclo a ser rebocado? Talvez seja melhor adiantar um outro pormenor: talvez rebocado não seja o termo certo, o termo mais apropriado será arrastado. É que o tal triciclo tombou e o seu rebocador continuou, impávido e sereno (e a uns bons 40 km/h numa estrada com faixas estreitas e carros estacionados de um lado e do outro) a arrastar aquele peso morto, tombado sobre o asfalto (Ah! daí a barulheira!), mais ou menos a direito. Até que...
Até que as pequenas oscilações do veículo rebocado começaram a aumentar, a aumentar e pouco depois de passar pelo sítio onde eu tinha o meu carro estacionado (e é tão lindo o meu carro, quase sem riscos), o triciclo começou a comportar-se como uma bola de pinball, ressaltando em tudo o que era carro estacionado e fazendo ziguezaguear o seu industrioso rebocador. Que veio depois a perder o controlo da viatura e bateu numa das muitas árvores do separador central.
Por isso eu pergunto: anda tudo louco ou quê? Quem é a besta que se lembra de rebocar um tricilo a abrir e mesmo depois de o fazer tombar não pára? ainda para mais estamos a falar de um a coisa com três rodas relativamente próximas e uma altura considerável, não prima pela estabilidade.
Só sei que havia imensos vidros estilhaçados na rua, um homem em tronco nú (talvez o legítimo dono do triciclo?) corria rua abaixo e o rebocador (um fiat uno com mais de 20 anos ou coisa parecida) lá estava, encostado à árvore. Pelo caminho, carros estacionados com riscos nas portas e nos pára-choques.
30 junho 2009
25 junho 2009
Limpezas da primavera
Há uma boa razão para que as limpezas a fundo sejam feitas na primavera. A minha casa vai para obras e tive de arrumar tudo na sala (e cabeu*), pôr plástico em cima de tudo para evitar que apanhasse pó, etc.
De caminho mandei uma carrada de coisas fora, umas para o lixo, outras para reciclar, outras ainda para dar, etc.
Com o calor que esteve esta semana devo dizer-vos que não é uma tarefa agradável. Da próxima vez tenho de fazer isto em Março ou coisa assim, quando a temperatura ainda é suportável.
*cabeu, e não coube, porque me apetece. E como o blog é meu, eu escrevo como me apetece.
De caminho mandei uma carrada de coisas fora, umas para o lixo, outras para reciclar, outras ainda para dar, etc.
Com o calor que esteve esta semana devo dizer-vos que não é uma tarefa agradável. Da próxima vez tenho de fazer isto em Março ou coisa assim, quando a temperatura ainda é suportável.
*cabeu, e não coube, porque me apetece. E como o blog é meu, eu escrevo como me apetece.
15 junho 2009
Wolfram Alpha
A Wolfram, conhecida por editar o software Mathematica, criou agora uma espécie de holy graal dos curiosos: fazem uma pergunta e, desde que a resposta seja factual e objectiva, o Wolfram Alpha consegue responder.
Vai daí, resolvi ir ao Wolfram Alpha procurar Deus. Perguntei-lhe "Where is God?", e ele disse-me logo, com um mapa e tudo para eu não me perder pelo caminho!!! Pelos vistos, Deus está na Hungria. O Wolfram Alpha sabe mesmo tudo!
Vai daí, resolvi ir ao Wolfram Alpha procurar Deus. Perguntei-lhe "Where is God?", e ele disse-me logo, com um mapa e tudo para eu não me perder pelo caminho!!! Pelos vistos, Deus está na Hungria. O Wolfram Alpha sabe mesmo tudo!
Frustração é
Esperar 20 minutos que o excelentíssimo senhor acabe de consultar os movimentos de todas as contas, pague a água, luz e gás e carregue 8 números de telemóvel para depois descobrir que a máquina... não tem dinheiro.
E por causa disso tenho de ir para o fundo da fila da máquina do lado. Porque é que as máquinas multibanco não têm um sinal luminoso a avisar se não têm dinheiro ou talões? Já têm um para avisar que estão fora de serviço, mas esse nem faz assim tanta falta: se está fora de serviço não há ninguém à espera na fila para usar a máquina. Agora esperar para descobrir que
a) não há dinheiro e por isso não posso fazer levantamentos
b) não há talões e por isso não posso carregar o telemóvel
é muito frustrante...
E por causa disso tenho de ir para o fundo da fila da máquina do lado. Porque é que as máquinas multibanco não têm um sinal luminoso a avisar se não têm dinheiro ou talões? Já têm um para avisar que estão fora de serviço, mas esse nem faz assim tanta falta: se está fora de serviço não há ninguém à espera na fila para usar a máquina. Agora esperar para descobrir que
a) não há dinheiro e por isso não posso fazer levantamentos
b) não há talões e por isso não posso carregar o telemóvel
é muito frustrante...
25 maio 2009
IRS, parte II
Pronto, já está entregue. E, como podem comprovar pela data e hora de publicação deste post, perfeitamente dentro do prazo! Agora é esperar que as contas batam certo... (espero bem que sim, por uma vez a simulação deu-me boas notícias!)
IRS
Mas porque raio é que isto acontece uns 800 milhões de anos depois de aparecerem as declarações electrónicas? Hoje é o último dia para entregar a declaração de IRS para gente como eu (escravos miseráveis, mas independentes) e o site das declarações electrónicas tá em baixo. Tem sido sempre assim? (eu costumo entregar uns dias antes do fim do prazo, este ano é que me distrai com as datas...)
LEIRIAAAAAAAAAA
Foi quase épico. Só não foi porque se tratava do campeonato da II Liga, se fosse da primeira seria épico.
A União de Leiria (o meu clube do coração) depois de ter descido à segunda na época passada passou as passas do Algarve no início do campeonato. À jornada 12 eram 15º (e penúltimos) e estavam nos lugares que davam acesso directo a nova descida de divisão (coisa que acabou por acontecer ao Boavista por sinal). À 14ª jornada estavam em 14º. E de repente... começou uma extraordinária reviravolta! De 14º para 9º, depois para 7º, 6º, 4º, 3º e na última jornada, precisando de ganhar e que o Santa Clara empatasse ou perdesse... ganhámos, eles perderam e voltámos a subir!
Duas palavras mais sobre o campeonato da II Liga que este ano até fui acompanhando (embora, pelos resultados até meio, em silêncio): para o Santa Clara que esteve nos lugares que dão acesso à I divisão desde a jornada 4 deitou tudo a perder com uma ponta final bastante abaixo do nível inicial; e para o Major Valentim Loureiro que viu os "seus" dois clubes, Boavista e Gondomar, ocuparem os últimos dois lugares e descem ambos à II Divisão B.
P'ró ano há bola à séria em Leiria outra vez. Só é pena o estádio ter uma audiência média de 1000 pessoas (isto já contando com os jogos com Benfica, Porto e Sporting, se tirarmos esses são 500 gatos pingados a ver os jogos). Mas, estádio vazio por estádio vazio, mais vale jogar na I que na II!
A União de Leiria (o meu clube do coração) depois de ter descido à segunda na época passada passou as passas do Algarve no início do campeonato. À jornada 12 eram 15º (e penúltimos) e estavam nos lugares que davam acesso directo a nova descida de divisão (coisa que acabou por acontecer ao Boavista por sinal). À 14ª jornada estavam em 14º. E de repente... começou uma extraordinária reviravolta! De 14º para 9º, depois para 7º, 6º, 4º, 3º e na última jornada, precisando de ganhar e que o Santa Clara empatasse ou perdesse... ganhámos, eles perderam e voltámos a subir!
Duas palavras mais sobre o campeonato da II Liga que este ano até fui acompanhando (embora, pelos resultados até meio, em silêncio): para o Santa Clara que esteve nos lugares que dão acesso à I divisão desde a jornada 4 deitou tudo a perder com uma ponta final bastante abaixo do nível inicial; e para o Major Valentim Loureiro que viu os "seus" dois clubes, Boavista e Gondomar, ocuparem os últimos dois lugares e descem ambos à II Divisão B.
P'ró ano há bola à séria em Leiria outra vez. Só é pena o estádio ter uma audiência média de 1000 pessoas (isto já contando com os jogos com Benfica, Porto e Sporting, se tirarmos esses são 500 gatos pingados a ver os jogos). Mas, estádio vazio por estádio vazio, mais vale jogar na I que na II!
20 maio 2009
Atchim?
Estive perto do México (ok, não muito perto, mas consideravelmente mais perto do que estou agora). Até ver não, não estou a espirrar.
Mas vi uma coisa que nunca tinha visto: um avião demorar mais de 1 hora para descolar depois de ter entrado no taxiway (éramos 30º na fila!). Na descolagem anterior (no mesmo aeroporto, que me serviu só para escala nos dois sentidos), quando o avião virou para a pista contei 16 aviões atrás de nós, todos alinhadinhos à espera. Isso sim, são aeroportos movimentados! (na Portela o pior que me aconteceu foi ter 5 ou 6 à frente, mas também não costumo viajar na "hora de ponta").
Mas vi uma coisa que nunca tinha visto: um avião demorar mais de 1 hora para descolar depois de ter entrado no taxiway (éramos 30º na fila!). Na descolagem anterior (no mesmo aeroporto, que me serviu só para escala nos dois sentidos), quando o avião virou para a pista contei 16 aviões atrás de nós, todos alinhadinhos à espera. Isso sim, são aeroportos movimentados! (na Portela o pior que me aconteceu foi ter 5 ou 6 à frente, mas também não costumo viajar na "hora de ponta").
13 maio 2009
Afinal, cura-se!
E não é que afinal a homossexualidade cura-se!? Ou melhor, há terapias para "reorientação da orientação sexual", diz a notícia.
Sobre os méritos ou deméritos desta posição, não me pronuncio. Seria como pronunciar-me sobre o criacionismo versus evolucionismo ou sobre as teorias que dizem que o Sol anda em torno da Terra. Não me pronuncio sobre absurdos.
Mas acho que devo dizer alguma coisa sobre a expressão "reorientação da orientação sexual": não se reorienta uma orientação. Muda-se uma orientação. Dizer que se "reorienta uma orientação" quer dizer que inicialmente a orientação foi orientada. A orientação sexual pode ser escolhida, assumida, descoberta, mas não é orientada. Quem se orienta é a pessoa que escolhe, assume, descobre uma orientação sexual. Logo, a pessoa que escolhe, assume, descobre uma orientação sexual pode ser reorientada, a própria orientação sexual, não.
Seria bom que, sobretudo em temas tão delicados, houvesse o cuidado por parte de pessoas com responsabilidade em não utilizar expressões que não fazem qualquer sentido, do ponto de vista lógico. Mas acho que isso é um pedido tão absurdo como esperar que os dirigentes políticos discursem com conteúdo e não apenas com chavões vazios de sentido, ou que nos debates sobre futebol a argumentação fosse com base em factos e não acusações repetidas e não fundamentadas. Enfim, eu sou um sonhador...
Sobre os méritos ou deméritos desta posição, não me pronuncio. Seria como pronunciar-me sobre o criacionismo versus evolucionismo ou sobre as teorias que dizem que o Sol anda em torno da Terra. Não me pronuncio sobre absurdos.
Mas acho que devo dizer alguma coisa sobre a expressão "reorientação da orientação sexual": não se reorienta uma orientação. Muda-se uma orientação. Dizer que se "reorienta uma orientação" quer dizer que inicialmente a orientação foi orientada. A orientação sexual pode ser escolhida, assumida, descoberta, mas não é orientada. Quem se orienta é a pessoa que escolhe, assume, descobre uma orientação sexual. Logo, a pessoa que escolhe, assume, descobre uma orientação sexual pode ser reorientada, a própria orientação sexual, não.
Seria bom que, sobretudo em temas tão delicados, houvesse o cuidado por parte de pessoas com responsabilidade em não utilizar expressões que não fazem qualquer sentido, do ponto de vista lógico. Mas acho que isso é um pedido tão absurdo como esperar que os dirigentes políticos discursem com conteúdo e não apenas com chavões vazios de sentido, ou que nos debates sobre futebol a argumentação fosse com base em factos e não acusações repetidas e não fundamentadas. Enfim, eu sou um sonhador...
08 maio 2009
Fontes fidedignas
Já se sabe que a Wikipedia não é uma fonte fidedigna. Apesar de a quase totalidade da informação nela contida estar devidamente referenciada e ser correcta, porque os artigos podem ser editados por qualquer um corre-se o risco de estar a ler apenas um dos lados de uma questão ou estar a ler apenas parte da informação.
Seria de esperar que os jornalistas soubessem disso: lá porque está na wikipedia não quer dizer que seja automaticamente verdade!
Pois, seria de esperar que todos soubessem mas, pelos vistos, nem todos sabem.
A propósito desta história (que é hilariante, confesso), a senhora que ocupa um cargo parecido com o de provedor do leitor no The Guardian escreve: The moral of this story is not that journalists should avoid Wikipedia, but that they shouldn't use information they find there if it can't be traced back to a reliable primary source. Ao que eu respondo: Nãaaaaaaao, a sério??? Então, a lição de moral que se tira desta história é que os jornalistas devem confirmar as informações junto de fontes primárias? E eu que quase que jurava a pés juntos que esse princípio é ensinado em tudo o que é curso de jornalismo: só se escreve o que pôde ser confirmado! Pelos vistos enganei-me. A obrigatoriedade de confirmar informações é coisa recente, motivada apenas por este caso de fraude que enganou "jornalistas" do mundo inteiro. E limita-se à confirmação de informações da wikipedia. O que estiver num blog, por exemplo, fica aparentemente isento desta obrigatoriedade de confirmação.
Um pormenor delicioso: os tais jornalistas não acharam estranho que a citação não estivesse referenciada numa qualquer nota de rodapé. Já os editores da wikipedia acharam que essa informação, por não indicar as fontes, não era fidedigna e removeram-na. Se calhar devíamos trocar: púnhamos os jornalistas a editar a wikipedia e os editores da wikipedia iam escrever histórias para jornais. Perdíamos uma enciclopédia, mas ganhávamos uma melhor comunicação social.
(obrigado Pedro)
Seria de esperar que os jornalistas soubessem disso: lá porque está na wikipedia não quer dizer que seja automaticamente verdade!
Pois, seria de esperar que todos soubessem mas, pelos vistos, nem todos sabem.
A propósito desta história (que é hilariante, confesso), a senhora que ocupa um cargo parecido com o de provedor do leitor no The Guardian escreve: The moral of this story is not that journalists should avoid Wikipedia, but that they shouldn't use information they find there if it can't be traced back to a reliable primary source. Ao que eu respondo: Nãaaaaaaao, a sério??? Então, a lição de moral que se tira desta história é que os jornalistas devem confirmar as informações junto de fontes primárias? E eu que quase que jurava a pés juntos que esse princípio é ensinado em tudo o que é curso de jornalismo: só se escreve o que pôde ser confirmado! Pelos vistos enganei-me. A obrigatoriedade de confirmar informações é coisa recente, motivada apenas por este caso de fraude que enganou "jornalistas" do mundo inteiro. E limita-se à confirmação de informações da wikipedia. O que estiver num blog, por exemplo, fica aparentemente isento desta obrigatoriedade de confirmação.
Um pormenor delicioso: os tais jornalistas não acharam estranho que a citação não estivesse referenciada numa qualquer nota de rodapé. Já os editores da wikipedia acharam que essa informação, por não indicar as fontes, não era fidedigna e removeram-na. Se calhar devíamos trocar: púnhamos os jornalistas a editar a wikipedia e os editores da wikipedia iam escrever histórias para jornais. Perdíamos uma enciclopédia, mas ganhávamos uma melhor comunicação social.
(obrigado Pedro)
06 maio 2009
Okapi
Fui ao Zoo. Já não ia lá há perto de... 25 anos?! Devo dizer que o Zoo de Lisboa já não tem nada a ver com as recordações que eu ainda tinha. Quando lá fui a última vez era velho, com muitas estruturas em mau estado e o deprimente elefante a tocar a sineta a troco de moedas.
O elevante das moedas já terá morrido, ou pelo menos já não toca a sineta, as estruturas estão recuperadas, os animais têm boas condições de habitabilidade (tanto quanto se consegue ter num Zoo, sobretudo um tão pequeno como o nosso) e o programa de apadrinhamento de animais por parte de empresas está a funcionar. Garante receitas para o Zoo e retorno publicitário para as empresas (adivinhem quem patrocina o jaguar!).
A malta em geral só vai ao Zoo quanto tem miudos pequenos (filhos, sobrinhos, primos, etc). Não façam isso. Vão lá, mesmo que não tenham a desculpa de ir só "fazer compania ao miudo".
Pontos altos da visita:
Vi os okapis ao vivo! Yeeee! Há já uns anos que o Zoo tem anunciado os okapis como as estrelas da companhia e devo confessar a minha ignorância: quando vi o anúncio as primeiras vezes não fazia ideia do que raio era um okapi. É engraçado em fotografia, mais ainda ao vivo.
E fiz festinhas num leão marinho! Parte do show de acrobacias dos leões marinhos e golfinhos (com a participação de uma guest star, uma baleia piloto que deu à costa há uns tempos na Nazaré e que se chama... Nazaré) consiste em levar o leão marinho a passear-se no meio do público e "dar beijinhos" (ou melhor, marradas) às pessoas. Eu ainda levei um beijinho na bochecha do anfíbio gordo (nota: para mim mamíferos que passam a maior parte do tempo na água são anfíbios ou peixes; os golfinhos e baleias são peixes, as focas e leões marinhos são anfíbios). O animal pesa uns 400 milhões de quilos e quando o vi esticar-se na minha direcção fiquei um bocado surpreendido (diria que apanhei um susto, mas sou demasiado macho para admitir uma coisa dessas).
Preço do bilhete: 16 euros. Dinheiro bem gasto!
O elevante das moedas já terá morrido, ou pelo menos já não toca a sineta, as estruturas estão recuperadas, os animais têm boas condições de habitabilidade (tanto quanto se consegue ter num Zoo, sobretudo um tão pequeno como o nosso) e o programa de apadrinhamento de animais por parte de empresas está a funcionar. Garante receitas para o Zoo e retorno publicitário para as empresas (adivinhem quem patrocina o jaguar!).
A malta em geral só vai ao Zoo quanto tem miudos pequenos (filhos, sobrinhos, primos, etc). Não façam isso. Vão lá, mesmo que não tenham a desculpa de ir só "fazer compania ao miudo".
Pontos altos da visita:
Vi os okapis ao vivo! Yeeee! Há já uns anos que o Zoo tem anunciado os okapis como as estrelas da companhia e devo confessar a minha ignorância: quando vi o anúncio as primeiras vezes não fazia ideia do que raio era um okapi. É engraçado em fotografia, mais ainda ao vivo.
E fiz festinhas num leão marinho! Parte do show de acrobacias dos leões marinhos e golfinhos (com a participação de uma guest star, uma baleia piloto que deu à costa há uns tempos na Nazaré e que se chama... Nazaré) consiste em levar o leão marinho a passear-se no meio do público e "dar beijinhos" (ou melhor, marradas) às pessoas. Eu ainda levei um beijinho na bochecha do anfíbio gordo (nota: para mim mamíferos que passam a maior parte do tempo na água são anfíbios ou peixes; os golfinhos e baleias são peixes, as focas e leões marinhos são anfíbios). O animal pesa uns 400 milhões de quilos e quando o vi esticar-se na minha direcção fiquei um bocado surpreendido (diria que apanhei um susto, mas sou demasiado macho para admitir uma coisa dessas).
Preço do bilhete: 16 euros. Dinheiro bem gasto!
30 abril 2009
Conflito de interesses?
Serei eu o único a achar que não deve ser o Parlamento a decidir sobre assuntos que directamente influenciam os partidos políticos? É que, não sei, mas parece-me que há assim um ligeiro conflito de interesses.
Por exemplo, o Parlamento aprovou um aumento do valor máximo permitido de donativos em dinheiro de cerca de 22 mil euros para mais de 1.25 milhões. Assim de repente, sem olhar para em pormenor para as motivações dos vários partidos representados no Parlamento que decerto serão as mais honestas e bem-intencionadas, mas assim de repente parece-me, sei lá... pouco transparente.
Por exemplo, o Parlamento aprovou um aumento do valor máximo permitido de donativos em dinheiro de cerca de 22 mil euros para mais de 1.25 milhões. Assim de repente, sem olhar para em pormenor para as motivações dos vários partidos representados no Parlamento que decerto serão as mais honestas e bem-intencionadas, mas assim de repente parece-me, sei lá... pouco transparente.
27 abril 2009
email descartável
Quando me registo num site qualquer penso sempre se devia ou não dar o meu endereço de email. É que há sempre o risco de começar a receber spam à conta desse registo. Mas agora há a solução ideal: o mailinator!
Como funciona?
1. Inventam um endereço de email qualquer. A sério, qualquer um serve. pode ser abracadabra@mailinator.com.
2. Registam-se no tal site do qual contam receber spam com alguma frequência dando o endereço do mailinator como se fosse o vosso endereço de email.
3. Vão ao site do mailinator ver o mail. Não há registos, não há passwords, não há nada. Assim que um mail chega a uma conta de email, a conta é criada.
Depois podem esquecer-se desta conta e da próxima vez inventam um endereço novo.
Ah, sim: é bem possível que encontrem mails nessas mailboxes que não eram para vocês. Outras pessoas podem ter dado o mesmo endereço num qualquer site. Mas como à partida estas contas só servem para receber lixo...
(obrigado Pedro)
Como funciona?
1. Inventam um endereço de email qualquer. A sério, qualquer um serve. pode ser abracadabra@mailinator.com.
2. Registam-se no tal site do qual contam receber spam com alguma frequência dando o endereço do mailinator como se fosse o vosso endereço de email.
3. Vão ao site do mailinator ver o mail. Não há registos, não há passwords, não há nada. Assim que um mail chega a uma conta de email, a conta é criada.
Depois podem esquecer-se desta conta e da próxima vez inventam um endereço novo.
Ah, sim: é bem possível que encontrem mails nessas mailboxes que não eram para vocês. Outras pessoas podem ter dado o mesmo endereço num qualquer site. Mas como à partida estas contas só servem para receber lixo...
(obrigado Pedro)
14 abril 2009
Fool me once
Há um ditado em inglês, tornado célebre por George W. Bush, que diz qualquer coisa como "Fool me once, shame on you, fool me twice shame, errr..., fool me once, shame on me, fool me... errr... well, you can't fool me twice!"
Ah não?
(Nota: o ditado na verdade diz "Fool me once, shame on you, fool me twice, shame on me", mas o GWB às vezes tinha estes problemas de fluidez no seu discurso)
Ah não?
(Nota: o ditado na verdade diz "Fool me once, shame on you, fool me twice, shame on me", mas o GWB às vezes tinha estes problemas de fluidez no seu discurso)
13 abril 2009
Há boas ideias e há Boas Ideias!
Nunca vos aconteceu fechar uma janela do browser e no instante seguinte dizerem "Merda! Não era para fechar esta!"?
Bom, a vós talvez nunca tenha acontecido, a mim está sempre a acontecer... é por isso que adoro o Google Chrome! Se fechei um separador (ou uma janela) que não queria ter fechado, basta abrir um novo separador. Por defeito aparecem, além de outras coisas úteis, a lista dos separadores que fechei recentemente. Com a grande vantagem de manter o histórico de navegação. Ou seja, posso re-abrir uma página e carregar no back para voltar ao sítio onde estava antes...
É por estas e por outras que sou fan dos produtos Google! (além do Chrome e do Blogger, uso o Gmail, iGoogle, Youtube, Google Docs, Google Calendar, Google Maps, Google Analytics, Google Images, Google Desktop, Google Groups e, claro, o próprio Google!)
Bom, a vós talvez nunca tenha acontecido, a mim está sempre a acontecer... é por isso que adoro o Google Chrome! Se fechei um separador (ou uma janela) que não queria ter fechado, basta abrir um novo separador. Por defeito aparecem, além de outras coisas úteis, a lista dos separadores que fechei recentemente. Com a grande vantagem de manter o histórico de navegação. Ou seja, posso re-abrir uma página e carregar no back para voltar ao sítio onde estava antes...
É por estas e por outras que sou fan dos produtos Google! (além do Chrome e do Blogger, uso o Gmail, iGoogle, Youtube, Google Docs, Google Calendar, Google Maps, Google Analytics, Google Images, Google Desktop, Google Groups e, claro, o próprio Google!)
06 abril 2009
Acredita quem quer...
Ao que parece, "a acreditar no regime norte-coreano, há músicas de louvor ao “Grande Líder” e ao “Querido Líder” a ecoar no espaço" (ver notícia). Acredita quem quer, mas como no espaço não há ar, logo não há som, eu não acredito que ecoem cânticos. Mas isso sou eu, que tenho mau feitio e sou desconfiado.
03 abril 2009
A pergunta do momento!
Foi a Raínha que abraçou Michelle ou Michelle que abraçou a rainha?. Dá que pensar. A importância dada a este episódio pelos media britânicos (e não só, como o comprova o texto do Público) diz-nos que a crise já acabou! Afinal, num país cujo sistema financeiro foi de tal forma abalado pela crise do subprime, com bancos a falir, despedimentos em massa e uma desvalorização sem precedentes da sua moeda, se este episódio não protocolar provoca tamanhas reacções, só se pode concluir que tudo vai bem, a crise já passou e nada mais preocupa os súbditos de sua Majestade, além de quem são as pessoas que abraçam ou são abraçadas pela sua soberana.
É bom saber que pelo menos num dos países da UE os fait divers já assumem esta importância, depois de um ano em que só se ouviu falar em falências, crise hipotecária, despedimentos, subida dos preços do petróleo e coisas afins. Espera-se para breve uma qualquer especulação acerca da marca da cera depilatória de Angela Merkl ou sobre o tamanho da copa dos soutiens de Carla Bruni para que se possa anunciar oficialmente que a crise acabou, a tranquilidade volte aos mercados financeiros e a retoma seja uma realidade.
Ah, e também parece que houve uma fulana qualquer que morreu há 15 dias e vai amanhã ser enterrada... em directo na TV! (não perguntem, não faço ideia de quem é, nem que história é esta ou porque é que é tão importante assim; apanhei uma meia conversa na diagonal, e ainda não percebo grande coisa)
É bom saber que pelo menos num dos países da UE os fait divers já assumem esta importância, depois de um ano em que só se ouviu falar em falências, crise hipotecária, despedimentos, subida dos preços do petróleo e coisas afins. Espera-se para breve uma qualquer especulação acerca da marca da cera depilatória de Angela Merkl ou sobre o tamanho da copa dos soutiens de Carla Bruni para que se possa anunciar oficialmente que a crise acabou, a tranquilidade volte aos mercados financeiros e a retoma seja uma realidade.
Ah, e também parece que houve uma fulana qualquer que morreu há 15 dias e vai amanhã ser enterrada... em directo na TV! (não perguntem, não faço ideia de quem é, nem que história é esta ou porque é que é tão importante assim; apanhei uma meia conversa na diagonal, e ainda não percebo grande coisa)
30 março 2009
Mundial 2010
Esta semana jogamos contra a África do Sul, um jogo particular de preparação para o mundial do ano que vem. Este jogo vem em muito boa hora. Porque, pelo andar da carruagem, vamos ficar de fora do próximo mundial e tão cedo não teremos outra oportunidade de jogar contra os sul-africanos.
Mas, bem vistas as coisas, não é nenhuma calamidade ficar de fora de um mundial. Afinal, já aconteceu a todos (ou quase). A Inglaterra ficou de fora em 1994, a Holanda ficou de fora em 2002, a França ficou de fora em 1990 e 1994 (e veio a sagrar-se campeã em 1998), e por aí fora.
As selecções com melhor historial acabam por ser a Itália (o último mundial em que não esteve presente foi 1958, mas falhou a qualificação para os europeus de 84 e 92), a Alemanha que esteve em todos os mundiais (excepto 1930 em que não participou e 1950 em que foi banida) mas falhou o apuramento para o euro de 1968; e até a Argentina falhou a qualificação para o mundial de 1970. A excepção notável é o Brasil, que marcou presença em todos os mundiais, sem excepção.
Por isso, não é nenhuma desgraça nem vergonha ficar de fora. É pena, e havia a obrigação de conseguir a qualificação, mas não é nenhuma vergonha. Sobretudo num país que até há 10 anos atrás comemorava as qualificações para fases finais com dia feriado (ou quase). Há que lembrar que a história da selecção portuguesa de futebol fez-se com um mundial em 1966 e outro em 1986, um europeu em 1984 e outro em 1996. Depois, a partir de 2000, estivémos em todos e com muito bons resultados (só por uma vez ficámos na primeira fase, no mundial de 2002). Estamos mal habituados, sem dúvida. Pelo caminho convém não esquecer que falhámos a qualificação para 11 mundiais e 8 europeus!!!
Também não acho que seja uma tamanha desgraça a contratação do Carlos Queirós. Qualquer seleccionador, tal como qualquer treinador, precisa de tempo para fazer uma equipa. Claramente Queirós não o está a conseguir, mas já que está contratado, acho que é de ficar com ele até final do apuramento. A coisa há-de melhorar. Ou então não, e Queirós consegue a estranha acumulação de "honras" de ser o único treinador a ter ganho títulos com as selecções nacionais de futebol e por outro lado ter conseguido falhar apuramentos em mais de uma ocasião (era ele o treinador na qualificação para o mundial de 1994 nos Estados Unidos).
A reclamar de alguma coisa nem é do jogo de sábado. A bola estava enguiçada, não entrava nem por nada. 24 remates, alguns bem perigosos e ou ia ligeiramente ao lado, ou ao poste, ou Izaksson fazia uma excelente defesa. Reclamemos com a falta de eficácia dos nossos avançados (três jogos em branco, dois deles em casa), mas não é um jogo que estraga as contas. É uma sucessão de jogos com golos marcados a menos e, admito, algum azar à mistura.
Mas o que é mesmo digno de reclamação, é a atitude de Queirós no final do jogo. A primeira coisa de que falou é dos 4 penalties que ficaram por assinalar a nosso favor na qualificação. Nota-se logo que é sportinguista. Para já, o lance em questão no sábado não era penalty. A bola já tinha partido há que tempos. Se Cristiano a tivesse atirado à baliza o Izaksson teria provavelmente defendido e não era penalty. Só não lhe tocou porque foi 1 km ao lado. Além disso, uma equipa que em 5 jogos só conseguiu marcar em 2 deles (e um dos jogos foi contra Malta, terra de épicas cabazadas), só tem de se queixar de si própria, não dos árbitros. Não foi por o árbitro não ter marcado penalty naquele lance que não ganhámos. Foi por termos feito outros 23 remates que foram ao lado, ao poste ou encontraram o guarda-redes pela frente.
Mas pronto, nem estou particularmente chateado com os resultados. São coisas que acontecem.
E, claro, ainda há esperança! Ganhando ambos os jogos à Hungria (o que começo a duvidar) conseguimos ultrapassá-los; ganhando fora à Albânia ficamos em terceiro, atrás de suecos e dinamarqueses (supondo que a Suécia ganha o jogo que tem a menos). Ganhando à Dinamarca ficamos a 4 pontos da Dinamarca e estaremos a 3 da Suécia. Como Suécia e Dinamarca ainda têm de jogar entre si duas vezes, dependemos apenas de nós para nos apurarmos e até podemos chegar ao primeiro lugar, se suecos e dinamarqueses empatarem ambas as vezes (supondo que ganhamos por 2 de diferença na Dinamarca)
Por isso, acho que mais vale esperar pelos próximos jogos e evitar histeria colectiva.
Mas, bem vistas as coisas, não é nenhuma calamidade ficar de fora de um mundial. Afinal, já aconteceu a todos (ou quase). A Inglaterra ficou de fora em 1994, a Holanda ficou de fora em 2002, a França ficou de fora em 1990 e 1994 (e veio a sagrar-se campeã em 1998), e por aí fora.
As selecções com melhor historial acabam por ser a Itália (o último mundial em que não esteve presente foi 1958, mas falhou a qualificação para os europeus de 84 e 92), a Alemanha que esteve em todos os mundiais (excepto 1930 em que não participou e 1950 em que foi banida) mas falhou o apuramento para o euro de 1968; e até a Argentina falhou a qualificação para o mundial de 1970. A excepção notável é o Brasil, que marcou presença em todos os mundiais, sem excepção.
Por isso, não é nenhuma desgraça nem vergonha ficar de fora. É pena, e havia a obrigação de conseguir a qualificação, mas não é nenhuma vergonha. Sobretudo num país que até há 10 anos atrás comemorava as qualificações para fases finais com dia feriado (ou quase). Há que lembrar que a história da selecção portuguesa de futebol fez-se com um mundial em 1966 e outro em 1986, um europeu em 1984 e outro em 1996. Depois, a partir de 2000, estivémos em todos e com muito bons resultados (só por uma vez ficámos na primeira fase, no mundial de 2002). Estamos mal habituados, sem dúvida. Pelo caminho convém não esquecer que falhámos a qualificação para 11 mundiais e 8 europeus!!!
Também não acho que seja uma tamanha desgraça a contratação do Carlos Queirós. Qualquer seleccionador, tal como qualquer treinador, precisa de tempo para fazer uma equipa. Claramente Queirós não o está a conseguir, mas já que está contratado, acho que é de ficar com ele até final do apuramento. A coisa há-de melhorar. Ou então não, e Queirós consegue a estranha acumulação de "honras" de ser o único treinador a ter ganho títulos com as selecções nacionais de futebol e por outro lado ter conseguido falhar apuramentos em mais de uma ocasião (era ele o treinador na qualificação para o mundial de 1994 nos Estados Unidos).
A reclamar de alguma coisa nem é do jogo de sábado. A bola estava enguiçada, não entrava nem por nada. 24 remates, alguns bem perigosos e ou ia ligeiramente ao lado, ou ao poste, ou Izaksson fazia uma excelente defesa. Reclamemos com a falta de eficácia dos nossos avançados (três jogos em branco, dois deles em casa), mas não é um jogo que estraga as contas. É uma sucessão de jogos com golos marcados a menos e, admito, algum azar à mistura.
Mas o que é mesmo digno de reclamação, é a atitude de Queirós no final do jogo. A primeira coisa de que falou é dos 4 penalties que ficaram por assinalar a nosso favor na qualificação. Nota-se logo que é sportinguista. Para já, o lance em questão no sábado não era penalty. A bola já tinha partido há que tempos. Se Cristiano a tivesse atirado à baliza o Izaksson teria provavelmente defendido e não era penalty. Só não lhe tocou porque foi 1 km ao lado. Além disso, uma equipa que em 5 jogos só conseguiu marcar em 2 deles (e um dos jogos foi contra Malta, terra de épicas cabazadas), só tem de se queixar de si própria, não dos árbitros. Não foi por o árbitro não ter marcado penalty naquele lance que não ganhámos. Foi por termos feito outros 23 remates que foram ao lado, ao poste ou encontraram o guarda-redes pela frente.
Mas pronto, nem estou particularmente chateado com os resultados. São coisas que acontecem.
E, claro, ainda há esperança! Ganhando ambos os jogos à Hungria (o que começo a duvidar) conseguimos ultrapassá-los; ganhando fora à Albânia ficamos em terceiro, atrás de suecos e dinamarqueses (supondo que a Suécia ganha o jogo que tem a menos). Ganhando à Dinamarca ficamos a 4 pontos da Dinamarca e estaremos a 3 da Suécia. Como Suécia e Dinamarca ainda têm de jogar entre si duas vezes, dependemos apenas de nós para nos apurarmos e até podemos chegar ao primeiro lugar, se suecos e dinamarqueses empatarem ambas as vezes (supondo que ganhamos por 2 de diferença na Dinamarca)
Por isso, acho que mais vale esperar pelos próximos jogos e evitar histeria colectiva.
22 março 2009
Benfica-Sporting
Não vi o jogo.
Tinha mais que fazer (já vos disse que fui passar o fim de semana a Paris?) e soube do resultado por sms. Hoje vinha eu descansadinho da vida (excepto as dores nos ouvidos - ler post abaixo) a ler o Record no avião e só leio sobre o penalty que o árbitro assinalou, e que não existiu e que o Sporting foi roubado e mais não sei o quê.
Como disse logo no princípio, não vi o jogo. Acredito que não tenha sido penalty. Que o Sporting tenha sido mesmo prejudicado. Que a verdade desportiva tenha sido falseada. Que a justiça desportiva esteja ofendida. E tou-me nas tintas!
Ganhar um título é sempre bom. Especialmente quando é tão raro (já lá iam 5 anos, se excluirmos o torneio do Guadiana de que o Fernando Santos tanto gostava). Ganhar um título ao Sporting é melhor ainda, é algo que dá uma satisfação particular. Não é apenas ganhar um título, é ganhar um título e o Sporting perder um título, tudo ao mesmo tempo!
Mas... ganhar um título ao Sporting com um penalty roubado? Eh pá, isso ainda é melhor! É da forma que dói mais aos lagartos!!! Esta Taça da Liga irei recordá-la com carinho durante décadas! É que nem lhes serve de consolo o facto de o Benfica ter jogado melhor, porque não jogou, nem o facto de terem desperdiçado oportunidades que os teriam deixado descansados e sem depender do tal penalty inventado, porque em termos de oportunidades parece que a coisa também foi equilibrada. Não, o Sporting não se pode queixar de ter jogado mal, nem de ter encontrado um adversário forte, nem de ter desperdiçado as ocasiões de que dispôs e o adversário ter sido mais eficaz, nada! Não há nada de que se possam queixar, a não ser do tal penalty. Lendo o que se diz do jogo, não parece haver ninguém que defenda que o Benfica mereceu ganhar a Taça (tirando a equipa técnica e a direcção do clube, claro!). E isso, sim, é doce! O título seria entregue, na óptica sportinguista, sempre ao Sporting. Isso sim, seria justo. A vitória seria sempre sua, havia todas as razões para o ser. E, contudo, não foi.
Essa azia que fica no estômago dos sportinguistas durante semanas, meses, talvez anos, essa sensação de injustiça que corrói a alma e arrasa o ânimo é a cereja no topo do bolo que dá ainda mais alegria à conquista, sempre importante, de um trofeu. Mesmo que seja o mais pequeno da época, mesmo depois de uma eliminação humilhante da Taça Uefa, mesmo depois de uma eliminação às mãos de uma equipa de menor gabarito na Taça de Portugal, mesmo estando em terceiro no campeonato. Ganhar ao Sporting é bom, ganhar ao Sporting causando o maior dano possível, melhor ainda!
Claro que o dano também se poderia causar com uma cabazada histórica, mas o Sporting já se habituou e os adeptos já desenvolveram uma qualquer anestesia que faz com que cabazadas não doam tanto. Por isso prefiro mesmo ganhar com um penalty roubado.
Tinha mais que fazer (já vos disse que fui passar o fim de semana a Paris?) e soube do resultado por sms. Hoje vinha eu descansadinho da vida (excepto as dores nos ouvidos - ler post abaixo) a ler o Record no avião e só leio sobre o penalty que o árbitro assinalou, e que não existiu e que o Sporting foi roubado e mais não sei o quê.
Como disse logo no princípio, não vi o jogo. Acredito que não tenha sido penalty. Que o Sporting tenha sido mesmo prejudicado. Que a verdade desportiva tenha sido falseada. Que a justiça desportiva esteja ofendida. E tou-me nas tintas!
Ganhar um título é sempre bom. Especialmente quando é tão raro (já lá iam 5 anos, se excluirmos o torneio do Guadiana de que o Fernando Santos tanto gostava). Ganhar um título ao Sporting é melhor ainda, é algo que dá uma satisfação particular. Não é apenas ganhar um título, é ganhar um título e o Sporting perder um título, tudo ao mesmo tempo!
Mas... ganhar um título ao Sporting com um penalty roubado? Eh pá, isso ainda é melhor! É da forma que dói mais aos lagartos!!! Esta Taça da Liga irei recordá-la com carinho durante décadas! É que nem lhes serve de consolo o facto de o Benfica ter jogado melhor, porque não jogou, nem o facto de terem desperdiçado oportunidades que os teriam deixado descansados e sem depender do tal penalty inventado, porque em termos de oportunidades parece que a coisa também foi equilibrada. Não, o Sporting não se pode queixar de ter jogado mal, nem de ter encontrado um adversário forte, nem de ter desperdiçado as ocasiões de que dispôs e o adversário ter sido mais eficaz, nada! Não há nada de que se possam queixar, a não ser do tal penalty. Lendo o que se diz do jogo, não parece haver ninguém que defenda que o Benfica mereceu ganhar a Taça (tirando a equipa técnica e a direcção do clube, claro!). E isso, sim, é doce! O título seria entregue, na óptica sportinguista, sempre ao Sporting. Isso sim, seria justo. A vitória seria sempre sua, havia todas as razões para o ser. E, contudo, não foi.
Essa azia que fica no estômago dos sportinguistas durante semanas, meses, talvez anos, essa sensação de injustiça que corrói a alma e arrasa o ânimo é a cereja no topo do bolo que dá ainda mais alegria à conquista, sempre importante, de um trofeu. Mesmo que seja o mais pequeno da época, mesmo depois de uma eliminação humilhante da Taça Uefa, mesmo depois de uma eliminação às mãos de uma equipa de menor gabarito na Taça de Portugal, mesmo estando em terceiro no campeonato. Ganhar ao Sporting é bom, ganhar ao Sporting causando o maior dano possível, melhor ainda!
Claro que o dano também se poderia causar com uma cabazada histórica, mas o Sporting já se habituou e os adeptos já desenvolveram uma qualquer anestesia que faz com que cabazadas não doam tanto. Por isso prefiro mesmo ganhar com um penalty roubado.
Ar de turista
Descobri que não tenho ar de turista. Ontem estava eu ao pé do Louvre (han, gostaram da maneira que arranjei de dizer que fui passar o fim de semana a Paris?) e sou abordado por um miudo francês. Pensei eu que me ia pedir lume, porque vi-o com um cigarro na mão e eu estava a fumar. Não. Vira-se para mim e pergunta onde fica Chatelet? Para quem não sabe, Chatelet é uma das estações de metro/comboio mais importantes de Paris (na realidade são 3 estações, 2 de metro e 1 de comboio, interligadas) onde se cruzam 8 linhas. Bom, eu sabia, por isso lá lhe respondi, no meu francês que até é bastante razoávelzinho.
Uns metros mais à frente vem outro gajo ter comigo a perguntar-me se eu sei onde fica uma ponte qualquer. Esta já não sabia, não conheço os nomes das pontes de Paris.
Hoje vou a entrar no comboio e vira-se um tipo (aparentemente francês) para mim na estação e pergunta se este comboio pára em La Croix de Berny! O mais incrível é que eu sabia a resposta e informei-o, correctamente, que seria a 4ª (ou 3ª, agora já não me lembro) paragem do comboio! É que por acaso eu ia sair na estação seguinte e tinha confirmado uns minutos antes em que estações parava aquele comboio.
Mas é que já não é a primeira vez! Já tive austríacos a pedirem-me indicações em Viena, franceses a pedirem-me indicações me Estrasburgo (morei lá um ano, mas na altura estava na cidade há 15 dias) e turistas a perguntarem-me em Veneza como se ia para a ponte Rialto! Para onde quer que vá tenho alguém que acha que eu sou de lá e devo saber onde ficam as coisas. Ou então que tenho uma antena de GPS implantada e um qualquer software de localização a correr em tempo real dentro da cabeça.
A parte mais estúpida é que às vezes até sei mesmo onde ficam as coisas que me perguntam!
PS: Paris estava bonita, como sempre, o tempo estava bom e a Torre Eiffel ainda está no mesmo sítio; só a constipação que apanhei no fim da semana passada é que estragou um fim de semana quase perfeito, porque fiquei com dores de ouvidos na aterragem de ambos os voos, fiquei quase surdo de ambos os ouvidos ontem o dia todo e hoje a maior parte, e ainda estou surdo do ouvido direito (o esquerdo já estalou e eu ia caindo para o lado!). Ah, sim, e os franceses continuam pedantes, mas isso já nem é defeito, é feitio.
Uns metros mais à frente vem outro gajo ter comigo a perguntar-me se eu sei onde fica uma ponte qualquer. Esta já não sabia, não conheço os nomes das pontes de Paris.
Hoje vou a entrar no comboio e vira-se um tipo (aparentemente francês) para mim na estação e pergunta se este comboio pára em La Croix de Berny! O mais incrível é que eu sabia a resposta e informei-o, correctamente, que seria a 4ª (ou 3ª, agora já não me lembro) paragem do comboio! É que por acaso eu ia sair na estação seguinte e tinha confirmado uns minutos antes em que estações parava aquele comboio.
Mas é que já não é a primeira vez! Já tive austríacos a pedirem-me indicações em Viena, franceses a pedirem-me indicações me Estrasburgo (morei lá um ano, mas na altura estava na cidade há 15 dias) e turistas a perguntarem-me em Veneza como se ia para a ponte Rialto! Para onde quer que vá tenho alguém que acha que eu sou de lá e devo saber onde ficam as coisas. Ou então que tenho uma antena de GPS implantada e um qualquer software de localização a correr em tempo real dentro da cabeça.
A parte mais estúpida é que às vezes até sei mesmo onde ficam as coisas que me perguntam!
PS: Paris estava bonita, como sempre, o tempo estava bom e a Torre Eiffel ainda está no mesmo sítio; só a constipação que apanhei no fim da semana passada é que estragou um fim de semana quase perfeito, porque fiquei com dores de ouvidos na aterragem de ambos os voos, fiquei quase surdo de ambos os ouvidos ontem o dia todo e hoje a maior parte, e ainda estou surdo do ouvido direito (o esquerdo já estalou e eu ia caindo para o lado!). Ah, sim, e os franceses continuam pedantes, mas isso já nem é defeito, é feitio.
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