A televisão é, na opinião de alguns, a fonte de (quase) todo o mal do mundo. É pela televisão que nos chegam as notícias das desgraças alheias, é pela televisão que chegam (bom, agora também há outros meios, mais práticos) as obscenidades, a violência, o total desrespeito pelos valores tradicionais. Graças à caixa que mudou o mundo (e às caixas que vieram a seguir) os valores tradicionais perdem-se, o mundo só quer saber como andam a mais recente adopção do(a) Brangellina, tornámo-nos uma sociedade descartável.
Podia continuar, on and on, a falar dos malefícios da televisão, da forma como corrompem os jovens e por aí fora, mas nem por isso, não me apetece. Até porque nem concordo muito, acho que a televisão, tendo os seus defeitos, tem muitas virtudes. Se bem usada pode ser educativa, permite-nos aprender coisas interessantes através dos documentários, mantém-nos informados através dos noticiários, entretém-nos com programas de qualidade (poucos, é verdade, mas existem), enfim, permite, desde que não nos deixemos alienar por causa dela, alargar os nossos horizontes e garante-nos um estímulo constante à nossa mente, potenciando o desenvolvimento individual.
Desde que seja bem usada, claro. Quem se limita a ver o Curto-Circuito, a Buffy e a telenovela da TVI não será muito estimulado intelectualmente. Mas nem toda a gente quer ser estimulada, por isso ainda bem que existem programas que não o fazem, ou o fazem menos. Alguns abusam dos enlatados televisivos e limitam-se à programação de baixa qualidade, mas não é pelo mau uso de alguns que devemos condenar a televisão.
Até porque temos, sobretudo na era actual de televisão por cabo, uma grande diversidade de bons canais de documentários que nos permitem aprender algo novo todos os dias. Seja sobre a forma como (não) foi feito o resgate do Kursk, os tesouros das pirâmides, a dieta e relações familiares de um clã de leões africanos, etc.
Por exemplo, ontem não conseguia dormir. Levantei-me e fui até à sala. Liguei a televisão e como os canais de enlatados não davam nada de jeito, fiz um zapping pelos canais de documentários. No Discovery Science estavam a falar de uns quaisquer insectos. Tema interessante, parece, útil e educativo! Então fiquei a ver durante uns minutos. O primeiro diálogo foi qualquer coisas como isto:
Cientista com ar de quem gosta de insectos: estes, por exemplo, são de uma espécie do Suriname.
Protagonista do documentário, ao estido do David Attenborough mas sem o sotaque característico: Suriname? Isso é o quê, um país em África?
Cientista com ar de quem gosta de insectos: sim, vieram de lá.
E continua a falar, a propósito dos insectos do Suriname, de outras espécies de insectos de África.
E eu mudei de canal e fui ver outra coisa qualquer. Querem saber porquê? Leiam a primeira frase desta página. Que o David Attenborough wannabe não saiba onde fica o Suriname, vá lá, percebe-se. Mas que a tal cientista que gosta de insectos se confunda com a origem dos bichos que ela própria estuda, chateia. E que na revisão científica (será que foi feita?) do documentário alguém tinha a obrigação de dar por ela.
A televisão tem, potencialmente, um elevado valor educativo. É pena que se perca em pormenores destes...
20 fevereiro 2009
19 fevereiro 2009
Bom sinal!
Olegário Benquerença é o árbitro nomeado para o Sporting-Benfica deste fim de semana.
Quer sportinguistas, quer benfiquistas têm razões de queixa e já começaram a barafustar com a escolha.
O que é bom sinal! Se estão ambos insatisfeitos, não há razões para esperar que a arbitragem seja má. Se, por outro lado, um dos clubes tivesse queixas e o outro não, aí sim, era caso para nos preocuparmos...
PS: eu sei que isto tem andado morto. A falta de tempo explica parte, a falta de vontade explica o resto. :P
Quer sportinguistas, quer benfiquistas têm razões de queixa e já começaram a barafustar com a escolha.
O que é bom sinal! Se estão ambos insatisfeitos, não há razões para esperar que a arbitragem seja má. Se, por outro lado, um dos clubes tivesse queixas e o outro não, aí sim, era caso para nos preocuparmos...
PS: eu sei que isto tem andado morto. A falta de tempo explica parte, a falta de vontade explica o resto. :P
17 fevereiro 2009
Quem quer ser milionário?
Como ser multi-milionário em meia dúzia de anos? (nota: a história aconteceu nos estados unidos; tanto quanto sei não há centros de detenção privados por cá)
Passo 1: tornar-se juiz do tribunal de menores;
Passo 2: com um cúmplice que controla o orçamento da comarca, encerrar o centro de detenção juvenil;
Passo 3: chegar a acordo com os donos do centro de detenção juvenil privado para um esquema de pagamentos: uma sentença = n dólares;
Passo 4: desatar a condenar miudos a uns meses (ou mesmo anos!) no reformatório por terem atirado uma pedra à janela, por terem andado à pancada no recreio ou por passarem papelinhos nas aulas.
Passo 5: levantar os cheques.
Parece incrível, não é? Então leiam para acreditar.
(obrigado Pedro)
Passo 1: tornar-se juiz do tribunal de menores;
Passo 2: com um cúmplice que controla o orçamento da comarca, encerrar o centro de detenção juvenil;
Passo 3: chegar a acordo com os donos do centro de detenção juvenil privado para um esquema de pagamentos: uma sentença = n dólares;
Passo 4: desatar a condenar miudos a uns meses (ou mesmo anos!) no reformatório por terem atirado uma pedra à janela, por terem andado à pancada no recreio ou por passarem papelinhos nas aulas.
Passo 5: levantar os cheques.
Parece incrível, não é? Então leiam para acreditar.
(obrigado Pedro)
Paradoxo?
Diz o Público: Constâncio admite que a economia deverá comportar-se pior do que as previsões. Ora, sendo Vítor Constâncio o Governador do Banco de Portugal, não será esta frase equivalente a uma previsão? E se sim, referir-se-á a frase a si própria, fazendo com que essa própria previsão falhe por excesso? Ou seja, que a frase que diz que a economia vai portar-se pior que o previsto seja, ela própria, optimista? Fazendo com que a economia se porte ainda pior, mas, por outro lado, a previsão mantém-se, que a economia irá portar-se pior que o previsto? E assim sucessivamente? Acho que preciso de um ben-u-ron, tou a ficar com dor de cabeça.
Bom, a moral da história é: o comportamento da economia portuguesa em 2009 vai ser infinitamente mau.
Lá mais para a frente pode ler-se na notícia que Vítor Constâncio deixou-se de frases de elevado significado lógico-filosófico, quiçá paradoxais, partindo para as afirmações semi-tautológicas: afirmou que a recessão é uma "recessão mundial que pela primeira vez desde a II Guerra Mundial atinge todas as regiões do mundo". Bom, eu achava que qualquer coisa mundial automaticamente afectaria todas as regiões do mundo. Senão, não seria mundial. A parte surpreende é mesmo descobrir que isso só acontece desde a segunda guerra mundial! Mais ou menos como o campeonato do mundo de futebol: até à segunda guerra mundial o campeão do mundo de futebol era decidido apenas entre as selecções da Europa e América do Sul, sendo só após a segunda guerra mundial que países de outros continentes começaram a participar.
Bom, a moral da história é: o comportamento da economia portuguesa em 2009 vai ser infinitamente mau.
Lá mais para a frente pode ler-se na notícia que Vítor Constâncio deixou-se de frases de elevado significado lógico-filosófico, quiçá paradoxais, partindo para as afirmações semi-tautológicas: afirmou que a recessão é uma "recessão mundial que pela primeira vez desde a II Guerra Mundial atinge todas as regiões do mundo". Bom, eu achava que qualquer coisa mundial automaticamente afectaria todas as regiões do mundo. Senão, não seria mundial. A parte surpreende é mesmo descobrir que isso só acontece desde a segunda guerra mundial! Mais ou menos como o campeonato do mundo de futebol: até à segunda guerra mundial o campeão do mundo de futebol era decidido apenas entre as selecções da Europa e América do Sul, sendo só após a segunda guerra mundial que países de outros continentes começaram a participar.
13 fevereiro 2009
Engrish
veri well video, my verhappy.
Acho que a frase chave é "I am no speak English very very well"
(tanks very mush Nuno!)
Acho que a frase chave é "I am no speak English very very well"
(tanks very mush Nuno!)
10 fevereiro 2009
Este post não é meu
Antes de mais, queria dizer que este post não é meu. Achei tanta piada à frase que resolvi limitar-me a citá-la (porque no que é perfeito não se mexe).
Há certos factos da vida que tomamos como certos: o céu é azul, a Terra é redonda e os caranguejos não sobem às árvores. Será?
(kudos, Mariana)
Há certos factos da vida que tomamos como certos: o céu é azul, a Terra é redonda e os caranguejos não sobem às árvores. Será?
(kudos, Mariana)
09 fevereiro 2009
Quem quer ser milionário?
O célebre concurso vai ter uma nova edição, com um formato algo diferente.
Aproveitando o regresso da popularidade do concurso pela mão do filme Slumdog Milionaire (a propósito, se não viram, vejam. Recomendo vivamente), os produtores resolveram re-editar o concurso, mas em moldes diferentes.
O cenário passa a ser o estádio do Chelsea e em vez de perguntas, disputam-se jogos de futebol. O concorrente tem a responsabilidade de treinar a equipa e levá-la ao título inglês e europeu.
Há também um outro twist em relação às regras originais: na edição original, caso o concorrente errasse uma pergunta, saia sem qualquer prémio. Nesta nova edição, caso o concorrente falhe muitas etapas de seguida é substituido pelo concorrente seguinte, mas sai com o prémio integral, na ordem dos vários milhões de euros (a título de indemnização).
E vem isto a propósito do quê? Do recente despedimento de Luis Felipe Scolari de treinador do Chelsea. À semelhança do que aconteceu com José Mourinho há pouco mais de 1 ano, não me parece que Felipão tenha saído de mãos a abanar.
Aproveitando o regresso da popularidade do concurso pela mão do filme Slumdog Milionaire (a propósito, se não viram, vejam. Recomendo vivamente), os produtores resolveram re-editar o concurso, mas em moldes diferentes.
O cenário passa a ser o estádio do Chelsea e em vez de perguntas, disputam-se jogos de futebol. O concorrente tem a responsabilidade de treinar a equipa e levá-la ao título inglês e europeu.
Há também um outro twist em relação às regras originais: na edição original, caso o concorrente errasse uma pergunta, saia sem qualquer prémio. Nesta nova edição, caso o concorrente falhe muitas etapas de seguida é substituido pelo concorrente seguinte, mas sai com o prémio integral, na ordem dos vários milhões de euros (a título de indemnização).
E vem isto a propósito do quê? Do recente despedimento de Luis Felipe Scolari de treinador do Chelsea. À semelhança do que aconteceu com José Mourinho há pouco mais de 1 ano, não me parece que Felipão tenha saído de mãos a abanar.
Alguém viu?
Tira Yebda fez com que a camisola de Lisandro Lopez fosse violentamente sacudida, provocanndo o árbitro do jogo de ontem e meia dúzia de portistas mais fanáticos, alguém viu o penalty? Sim, aquele que o árbitro assinalou, provavelmente porque a corrente de ar provocada pelo braço do Yebda fez com que a camisola do Lisando fosse violentamente sacudida o que provocou a inevitável queda do avançado do FCP.
Uma teoria alternativa à da corrente de ar é a da influência electromagnética. A proximidade do corpo do Yebda, talvez carregado electricamente devido a um qualquer desiquilíbrio hormonal ou coisa assim, provocou interferências electromagnéticas com os neurónios do Lisandro o que fez com que ele se desiquilibrasse e caísse.
Tirando estas duas opções, não consigo imaginar qualquer razão que fizesse o árbitro considerar Yebda o responsável pela queda de Lisandro Lopes e assinalasse a respectiva grande penalidade.
Uma teoria alternativa à da corrente de ar é a da influência electromagnética. A proximidade do corpo do Yebda, talvez carregado electricamente devido a um qualquer desiquilíbrio hormonal ou coisa assim, provocou interferências electromagnéticas com os neurónios do Lisandro o que fez com que ele se desiquilibrasse e caísse.
Tirando estas duas opções, não consigo imaginar qualquer razão que fizesse o árbitro considerar Yebda o responsável pela queda de Lisandro Lopes e assinalasse a respectiva grande penalidade.
06 fevereiro 2009
Só faltam os ovos
Imaginem que uma pessoa está ao computador, por exemplo a ler um blog, e de repente apetece comer, sei lá, umas tiras de bacon. É complicado, porque se um gajo se põe a comer bacon ao pé do computador arrisca-se a sujar o teclado e o rato com gordura do bacon.
Mas agora existe a solução!!! Um serviço inovador (e extremamente útil), que permite acompanhar qualquer site com uma tira de bacon! Só faltam os ovos mexidos a acompanhar...
Experimentem o Ó faxavor! com bacon. (se mudarem a parte final do endereço para outro site qualquer, podem ver qualquer site com bacon; por exemplo, o Google)
(obrigado Ana Rita!)
Mas agora existe a solução!!! Um serviço inovador (e extremamente útil), que permite acompanhar qualquer site com uma tira de bacon! Só faltam os ovos mexidos a acompanhar...
Experimentem o Ó faxavor! com bacon. (se mudarem a parte final do endereço para outro site qualquer, podem ver qualquer site com bacon; por exemplo, o Google)
(obrigado Ana Rita!)
04 fevereiro 2009
Claques
As 4 claques de futebol com pior fama no país estão neste momento todas num raio de 2km, com centro, mais ou menos, no cruzamento do Eixo N-S com a 2ª circular. São as claques do Porto, do Sporting, do Benfica e do Guimarães.
Por isso, e caso Lisboa não resista à noite de hoje, queria aproveitar para me despedir dos leitores e desejar votos de boa recuperação do cataclismo que se avizinha.
Por isso, e caso Lisboa não resista à noite de hoje, queria aproveitar para me despedir dos leitores e desejar votos de boa recuperação do cataclismo que se avizinha.
Eh pá, pena de morte, já!!!!
Michael Phelps, o super-homem que ganhou 8 medalhas de ouro nos últimos jogos olímpicos e soma agora a módica quantia de 16 medalhas olímpicas na sua carreira, admitiu ter fumado um charro uns meses depois dos JO de 2008.
E agora anda toda a gente a falar nisso, é notícia de telejornal pelo mundo fora! Porque o gajo fumou um charro!!! Até o xerife lá do sítio diz que vão acusar o Phelps, o que provavelmente implicará o pagamento de uma multa e uma menção no seu cadastro. Porque fumou um charro!!!
A pergunta que eu faço é: o sistema legal americano não tem nada mais importante com que se preocupar? Sei lá, se calhar o facto de 2% da população estar encarcerada, de terem uma das mais altas taxas de homicídios do mundo, de a taxa de reincidência entre a população condenada por crimes ser de quase 100%, a falência do seu sistema financeiro pela ambição desmedida de alguns, condimentada com umas fraudes e desfalques aqui e acolá, a sistemática evasão fiscal entre os mais ricos... com tanto problema a afectar aquela sociedade, será que não há nada mais importante para o xerife daquela terreola que prender o atleta superstar por ter fumado um charro? Que tal multar carros mal estacionados?
Em apoio ao Michael Phelps, eu admito aqui publicamente que também já fumei charros, ocasionalmente. Embora nunca tenha ganho medalhas olímpicas. Agora fico a aguardar as reacções de choque e uma eventual visita das autoridades americanas, possivelmente preocupadas com o mau exemplo que aqui dou aos cidadãos norte-americanos que visitem o Ó faxavor! (será que há algum?)
E agora anda toda a gente a falar nisso, é notícia de telejornal pelo mundo fora! Porque o gajo fumou um charro!!! Até o xerife lá do sítio diz que vão acusar o Phelps, o que provavelmente implicará o pagamento de uma multa e uma menção no seu cadastro. Porque fumou um charro!!!
A pergunta que eu faço é: o sistema legal americano não tem nada mais importante com que se preocupar? Sei lá, se calhar o facto de 2% da população estar encarcerada, de terem uma das mais altas taxas de homicídios do mundo, de a taxa de reincidência entre a população condenada por crimes ser de quase 100%, a falência do seu sistema financeiro pela ambição desmedida de alguns, condimentada com umas fraudes e desfalques aqui e acolá, a sistemática evasão fiscal entre os mais ricos... com tanto problema a afectar aquela sociedade, será que não há nada mais importante para o xerife daquela terreola que prender o atleta superstar por ter fumado um charro? Que tal multar carros mal estacionados?
Em apoio ao Michael Phelps, eu admito aqui publicamente que também já fumei charros, ocasionalmente. Embora nunca tenha ganho medalhas olímpicas. Agora fico a aguardar as reacções de choque e uma eventual visita das autoridades americanas, possivelmente preocupadas com o mau exemplo que aqui dou aos cidadãos norte-americanos que visitem o Ó faxavor! (será que há algum?)
02 fevereiro 2009
Pluralidade de informação
Aqui há umas semanas a manchete dos jornais desportivos dizia:
"Ano Novo, Porto Velho", "Ano Novo, Velho líder" e "Ano novo, líder velho". Ou qualquer coisa assim. Já não me recordo exactamente qual dizia o quê, mas fiquei impressionado com a espectacular coincidência de todos noticiarem a entrada em 2009 com o FCP à frente do campeonato com a mesma figura de estilo, ou algo parecido. E todas elas tinham fotografias semelhantes, com o Record e O Jogo a terem fotografias tiradas ou pelo mesmo fotógrafo em instantes sucessivos ou por fotógrafos vizinhos um do outro na área a eles destinada no estádio.
Ontem as capas dos jornais desportivos falavam do Benfica e da sua vitória contra o Rio Ave, fruto de um golo de Mantorras.
Dizia a manchete do Record: "Voltou a alegria do povo". Já O Jogo alinhava por uma linha totalmente diferente e a sua manchete era "Voltou a alegria do povo". A Bola dizia somente "A alegria do Povo". Todas as capas tinham também uma fotografia, praticamente idêntica (se calhar era a mesma, não me demorei a procurar as diferenças) de Pedro Mantorras a comemorar o golo.
É bom viver num país democrático, com uma sociedade madura e bem informada, em que a qualidade da informação é assegurada por uma comunicação social que prima pela pluralidade, por um espírito de sã concorrência e em que os padrões de qualidade são permanentemente elevados por jornalistas e proprietários de jornais de alto gabarito!!! Sim, sim, assim dá gosto!
"Ano Novo, Porto Velho", "Ano Novo, Velho líder" e "Ano novo, líder velho". Ou qualquer coisa assim. Já não me recordo exactamente qual dizia o quê, mas fiquei impressionado com a espectacular coincidência de todos noticiarem a entrada em 2009 com o FCP à frente do campeonato com a mesma figura de estilo, ou algo parecido. E todas elas tinham fotografias semelhantes, com o Record e O Jogo a terem fotografias tiradas ou pelo mesmo fotógrafo em instantes sucessivos ou por fotógrafos vizinhos um do outro na área a eles destinada no estádio.
Ontem as capas dos jornais desportivos falavam do Benfica e da sua vitória contra o Rio Ave, fruto de um golo de Mantorras.
Dizia a manchete do Record: "Voltou a alegria do povo". Já O Jogo alinhava por uma linha totalmente diferente e a sua manchete era "Voltou a alegria do povo". A Bola dizia somente "A alegria do Povo". Todas as capas tinham também uma fotografia, praticamente idêntica (se calhar era a mesma, não me demorei a procurar as diferenças) de Pedro Mantorras a comemorar o golo.
É bom viver num país democrático, com uma sociedade madura e bem informada, em que a qualidade da informação é assegurada por uma comunicação social que prima pela pluralidade, por um espírito de sã concorrência e em que os padrões de qualidade são permanentemente elevados por jornalistas e proprietários de jornais de alto gabarito!!! Sim, sim, assim dá gosto!
30 janeiro 2009
Uma boa razão para...
1) Piratear filmes
Num filme pirateado não precisamos de esperar 2 minutos pelas mensagens de copyright quando pomos o DVD no leitor e não temos de apanhar com os anúncios a dizer que é ilegal usar cópias piratas.
2) Piratear música
Os CDs originais tornam difícil usar cópias no auto-rádio do carro e dificultam o processo de cópia, ao passo que as músicas pirata podem ser copiadas à vontade para qualquer CD ou qualquer leitor de MP3, sem limitações.
3) Piratear jogos
Quando alguém faz asneira com o esquema de protecção anti-pirataria num jogo, o jogo original deixa de funcionar, mas a versão pirateada não!
Ah, claro, além dos preços exorbitantes cobrados pelos títulos, 99% dos quais revertem a favor dos accionistas das produtoras.
(obrigado pelo link, Pedro)
Num filme pirateado não precisamos de esperar 2 minutos pelas mensagens de copyright quando pomos o DVD no leitor e não temos de apanhar com os anúncios a dizer que é ilegal usar cópias piratas.
2) Piratear música
Os CDs originais tornam difícil usar cópias no auto-rádio do carro e dificultam o processo de cópia, ao passo que as músicas pirata podem ser copiadas à vontade para qualquer CD ou qualquer leitor de MP3, sem limitações.
3) Piratear jogos
Quando alguém faz asneira com o esquema de protecção anti-pirataria num jogo, o jogo original deixa de funcionar, mas a versão pirateada não!
Ah, claro, além dos preços exorbitantes cobrados pelos títulos, 99% dos quais revertem a favor dos accionistas das produtoras.
(obrigado pelo link, Pedro)
Ah, agora já querem???
E, de repente, de forma totalmente inesperada, eis que a Islândia pensa pedir a adesão à UE, o que poderá vir a acontecer em apenas 2 anos!!!
Hmmmm.... será que a súbita falência do sistema financeiro do país tem alguma coisa a ver? Ou é só coincidência?
Hmmmm.... será que a súbita falência do sistema financeiro do país tem alguma coisa a ver? Ou é só coincidência?
Pronto, já chega!
Ok, ok, já são mais que horas de voltar a escrever qualquer coisa aqui...
Enfim, estive uns dias fora, numa conferência, num daqueles países europeus mais para o leste. Estava razoavelmente frio, nada de extraordinário, mas com a chuva e algum vento acabei por ficar de gripe.
De regresso, com escala num determinado aeroporto alemão, entro no terminal já a sentir-me um bocado doente, a ouvir o iPod e a dirigir-me depressa para a porta de embarque, que não tenho muito tempo, quando sou abordado por um fulano, com aspecto mais ou menos duvidoso, que me mostra qualquer coisa na mão e diz qq coisa em alemão. Eu faço o mesmo que faço sempre quando um estranho me aborda num avião: levanto a mão, digo "no, thanks", viro a cara ao lado e continuo a andar sem sequer abrandar.
Nem um segundo demorou e esbarro noutro fulano, o comparsa do primeiro, que se põe literalmente à minha frente a impedir-me de continuar e a dizer qualquer coisa em alemão. Foi nessa altura que olhei para o que seguravam nas mãos, e era... um distintivo da polícia!
Ok, eu tinha acabado de ser abordado pela polícia num aeroporto e em vez de imediatamente responder ao que me pediam tinha-lhes virado a cara ao lado e seguido como se não fosse nada comigo! Tiro os phones, e imediatamente peço desculpa pela confusão, mas eu nunca respondo a abordagens de estranhos em aeroportos. Pedem-me a identificação, eu mostro-lhes o BI, observam-nos com atenção por um minuto e dizem-me para seguir. Vá lá, não fosse eu ter visto o distintivo da polícia à segunda e era bem capaz de me ter tentado libertar dos gajos e largar a correr! ;)
A coisa passou-se, mas o voo para Lisboa foi uma merda. Estava enjoado, com um princípio de febre, e estive a tentar concentrar-me no meu livro para não sentir vontade de vomitar. Resultou, e após umas módicas 3h30 de algum desconforto, aterrei em Lisboa e passados mais 40 minutos estava em casa, para uma daquelas noites em que vejo os minutos a passar no despertador.
Terça-feira e quarta fiquei de cama, com gripe. Agora já estou melhor, tenho só uns restos de tosse, mas isto vai ao sítio depressa.
Enfim, estive uns dias fora, numa conferência, num daqueles países europeus mais para o leste. Estava razoavelmente frio, nada de extraordinário, mas com a chuva e algum vento acabei por ficar de gripe.
De regresso, com escala num determinado aeroporto alemão, entro no terminal já a sentir-me um bocado doente, a ouvir o iPod e a dirigir-me depressa para a porta de embarque, que não tenho muito tempo, quando sou abordado por um fulano, com aspecto mais ou menos duvidoso, que me mostra qualquer coisa na mão e diz qq coisa em alemão. Eu faço o mesmo que faço sempre quando um estranho me aborda num avião: levanto a mão, digo "no, thanks", viro a cara ao lado e continuo a andar sem sequer abrandar.
Nem um segundo demorou e esbarro noutro fulano, o comparsa do primeiro, que se põe literalmente à minha frente a impedir-me de continuar e a dizer qualquer coisa em alemão. Foi nessa altura que olhei para o que seguravam nas mãos, e era... um distintivo da polícia!
Ok, eu tinha acabado de ser abordado pela polícia num aeroporto e em vez de imediatamente responder ao que me pediam tinha-lhes virado a cara ao lado e seguido como se não fosse nada comigo! Tiro os phones, e imediatamente peço desculpa pela confusão, mas eu nunca respondo a abordagens de estranhos em aeroportos. Pedem-me a identificação, eu mostro-lhes o BI, observam-nos com atenção por um minuto e dizem-me para seguir. Vá lá, não fosse eu ter visto o distintivo da polícia à segunda e era bem capaz de me ter tentado libertar dos gajos e largar a correr! ;)
A coisa passou-se, mas o voo para Lisboa foi uma merda. Estava enjoado, com um princípio de febre, e estive a tentar concentrar-me no meu livro para não sentir vontade de vomitar. Resultou, e após umas módicas 3h30 de algum desconforto, aterrei em Lisboa e passados mais 40 minutos estava em casa, para uma daquelas noites em que vejo os minutos a passar no despertador.
Terça-feira e quarta fiquei de cama, com gripe. Agora já estou melhor, tenho só uns restos de tosse, mas isto vai ao sítio depressa.
26 janeiro 2009
No news
Estive fora STOP Acabei de chegar STOP Viagem atribulada STOP Tou doente STOP Amanhã conto novidades STOP Over and out
PS: dispenso críticas ao facto de STOP ser o indicador de fim de frase nos telegramas e Over and out ser o indicador de fim de transmissão das comunicações rádio. Estou demasiado cansado para me preocupar com questões de coerência.
PS: dispenso críticas ao facto de STOP ser o indicador de fim de frase nos telegramas e Over and out ser o indicador de fim de transmissão das comunicações rádio. Estou demasiado cansado para me preocupar com questões de coerência.
21 janeiro 2009
Quem viu, viu. Quem não viu, leia agora.
Ontem tomou posse Barack Obama. Eu estava em casa e vi o discurso em directo. Gostei do que ouvi. Foi directo e sério. As expectativas são grandes para os próximos 4 anos, sobretudo do lado de lá do grande charco a que chamamos Oceano Atlântico, mas também do lado de cá e um pouco por todo o lado. A ver vamos...
O discurso foi muito bom, valeu a pena ouvi-lo. Para quem não viu, fica aqui a tradução do discurso para Português. Vale a pena ler.
Nota: teria posto antes um link para o texto original, mas a Casa Branca ainda não o publicou.
O discurso foi muito bom, valeu a pena ouvi-lo. Para quem não viu, fica aqui a tradução do discurso para Português. Vale a pena ler.
Nota: teria posto antes um link para o texto original, mas a Casa Branca ainda não o publicou.
Algo que dá um gozo muito particular...
Por razões várias, senti a necessidade de instalar o Microsoft Office 2007. Estava a preparar um documento que tinha de enviar para outra pessoa para revisão / correcção / paginação, e mais vale verificar no MS Office que tudo corre como previsto que confiar na capacidade do Open Office de criar documentos no formato MS Word 100% fiáveis.
Vai daí, instalei. Tudo correu lindamente, o documento estava criado exactamente como o esperado. Ou seja, o Open Office conseguiu criar um documento DOC perfeitamente compatível com o MS Word.
E, curiosamente, demora cerca de 1/3 do tempo a abrir o documento que o próprio Word! Apesar de ter de o importar e converter de cada vez que o abro, o Open Office demora cerca de 2 segundos a abrir o ficheiro (sim, é grande!) ao passo que o MS Word 2007 demora uns 5 ou 6 segundos. Além disso, ao percorrer o documento tenho de esperar uns segundos no MS Word que as imagens sejam todas carregadas, ao passo que no Open Office isso é instantâneo. Assim que o documento abre posso carregar no Page Down sucessivamente no Open Office que todas as imagens são visíveis, ao passo que no MS Word a partir da página 5 ou 6 aparece só a moldura em branco e se quero ver a imagem tenho de esperar.
Moral da história: o Open Office não só é capaz de escrever documentos de texto (o mesmo vale para folhas de cálculo, bases de dados ou apresentações) num formato pelo menos tão bom (garantidamente melhor) como o da Microsoft, como é inclusivé mais rápido que o próprio software da Microsoft a editar, gravar e abrir ficheiros no formato da Microsoft.
Por isso, feita a verificação que queria fazer, tá na hora de eliminar esse virus que ocupa 634 MB de espaço no meu disco. Até porque o Open Office, que faz o mesmo, melhor e de forma mais fiável, além de ser muito mais rápido, ocupa menos de metade do espaço (278 MB). (Nota: o MS Office foi instalado apenas com os componentes comuns, ao passo que o Open Office está instalado com todos os componentes, mesmo aqueles de que nunca necessitei)
Aaaaaa, soube bem! Até dava para ouvir o disco a ficar mais limpo à medida que a barra de progresso avançava!
Vai daí, instalei. Tudo correu lindamente, o documento estava criado exactamente como o esperado. Ou seja, o Open Office conseguiu criar um documento DOC perfeitamente compatível com o MS Word.
E, curiosamente, demora cerca de 1/3 do tempo a abrir o documento que o próprio Word! Apesar de ter de o importar e converter de cada vez que o abro, o Open Office demora cerca de 2 segundos a abrir o ficheiro (sim, é grande!) ao passo que o MS Word 2007 demora uns 5 ou 6 segundos. Além disso, ao percorrer o documento tenho de esperar uns segundos no MS Word que as imagens sejam todas carregadas, ao passo que no Open Office isso é instantâneo. Assim que o documento abre posso carregar no Page Down sucessivamente no Open Office que todas as imagens são visíveis, ao passo que no MS Word a partir da página 5 ou 6 aparece só a moldura em branco e se quero ver a imagem tenho de esperar.
Moral da história: o Open Office não só é capaz de escrever documentos de texto (o mesmo vale para folhas de cálculo, bases de dados ou apresentações) num formato pelo menos tão bom (garantidamente melhor) como o da Microsoft, como é inclusivé mais rápido que o próprio software da Microsoft a editar, gravar e abrir ficheiros no formato da Microsoft.
Por isso, feita a verificação que queria fazer, tá na hora de eliminar esse virus que ocupa 634 MB de espaço no meu disco. Até porque o Open Office, que faz o mesmo, melhor e de forma mais fiável, além de ser muito mais rápido, ocupa menos de metade do espaço (278 MB). (Nota: o MS Office foi instalado apenas com os componentes comuns, ao passo que o Open Office está instalado com todos os componentes, mesmo aqueles de que nunca necessitei)
Aaaaaa, soube bem! Até dava para ouvir o disco a ficar mais limpo à medida que a barra de progresso avançava!
20 janeiro 2009
Average
Eu nem ia dizer nada, porque quando li a notícia achei que toda a gente concluiria o mesmo que eu. Mas... não!
O Belenenses ficou de fora das meias-finais da Taça da Liga e tentou impugnar o sorteio, alegando que, à luz dos regulamentos, passa a equipa com melhor "goal average", sendo que o Belenenses tem melhor goal average que o Guimarães.
E toda a comunicação social passou o dia (excepto durante as transmissões em directo da tomada de posse do Barack Obama) a referir o "erro nos regulamentos" da Taça da Liga!
Bom, vamos lá por partes... Goal average, definido como quociente entre golos marcados e sofridos, era um critério de desempate usado nos confins do tempo.
À luz desta maravilhosa definição, uma equipa que ganhe 1-0 tem melhor goal average que uma outra que ganhe 100-1, porque 100/1=100 e 1/0 é infinito.
O goal average foi substituido em meados dos anos 70 pela diferença entre golos marcados e sofridos, um critério muito mais justo.
Ora agora o Belenenses, com 2 golos marcados contra 1 sofrido, alega que tem melhor goal average que o Guimarães com 3 golos marcados contra 2 sofridos. O que até é verdade, à luz de uma definição caduca e em desuso há quase 40 anos.
Até na wikipedia, se procurarem por goal average, vão parar a um artigo que se intitula goal difference.
Basicamente o critério mudou, porque não fazia sentido mantê-lo. Contudo, desde sempre que em Portugal se usa a expressão goal average como o critério de desempate do futebol, apesar de, em rigor, esse critério ter sido eliminado do futebol nos anos 70. Nem é caso único uma expressão de uma língua estrangeira ser adoptada com um significado diferente do original. Querem um exemplo? Ciao, quer dizer "olá" ou "adeus" em italiano, mas é usada frequentemente em português somente como "adeus".
Mas, para os juristas que defendem o Belenenses, faz todo o sentido, porque é a única definição que lhes permite justificar a sua pretensão.
A propósito... average traduz-se para média que, não sendo especificado mais nada, é a média aritmética. Ou seja, a soma dos dados a dividir pelo número de eventos. A expressão goal average é bastante infeliz porque não representa nenhuma média, mas sim uma diferença. É comum dizer-se agora diferença de golos ou goal difference, em vez de goal average. A expressão faz sentido em competições em que as várias equipas jogam um número diferente de jogos, por exemplo. Toma-se a diferença entre golos marcados e sofridos e divide-se pelo número de jogos.
Já o quociente entre golos marcados e sofridos é tudo menos uma média. É o resultado de uma divisão, ou seja um quociente ou uma razão.
Bem sei que os juristas têm fraca (ou mesmo nula) formação em matemática. Seguiram humanidades no liceu e depois direito na faculdade. Mas uma vez que quociente é um conceito ensinado no primeiro ciclo, escolaridade obrigatória desde os tempos da primeira república, razão é um conceito ensinado na matemática do 2º ciclo, escolaridade obrigatória desde os anos 80 e média é um conceito ensinado, quer na matemática, quer nos métodos quantitativos, e portanto ensinada a todos os alunos que completem o ensino secundário desde meados dos anos 90, é de estranhar que um jurista consiga argumentar, mesmo sendo pago para isso, que uma razão, quociente ou divisão se possa confundir com uma média.
O desconhecimento da lei não pode ser invocado como justificação para o seu incumprimento. A frequência de cursos de humanidades não pode igualmente ser invocada como justificação para uma profunda ignorância da matemática.
O Belenenses ficou de fora das meias-finais da Taça da Liga e tentou impugnar o sorteio, alegando que, à luz dos regulamentos, passa a equipa com melhor "goal average", sendo que o Belenenses tem melhor goal average que o Guimarães.
E toda a comunicação social passou o dia (excepto durante as transmissões em directo da tomada de posse do Barack Obama) a referir o "erro nos regulamentos" da Taça da Liga!
Bom, vamos lá por partes... Goal average, definido como quociente entre golos marcados e sofridos, era um critério de desempate usado nos confins do tempo.
À luz desta maravilhosa definição, uma equipa que ganhe 1-0 tem melhor goal average que uma outra que ganhe 100-1, porque 100/1=100 e 1/0 é infinito.
O goal average foi substituido em meados dos anos 70 pela diferença entre golos marcados e sofridos, um critério muito mais justo.
Ora agora o Belenenses, com 2 golos marcados contra 1 sofrido, alega que tem melhor goal average que o Guimarães com 3 golos marcados contra 2 sofridos. O que até é verdade, à luz de uma definição caduca e em desuso há quase 40 anos.
Até na wikipedia, se procurarem por goal average, vão parar a um artigo que se intitula goal difference.
Basicamente o critério mudou, porque não fazia sentido mantê-lo. Contudo, desde sempre que em Portugal se usa a expressão goal average como o critério de desempate do futebol, apesar de, em rigor, esse critério ter sido eliminado do futebol nos anos 70. Nem é caso único uma expressão de uma língua estrangeira ser adoptada com um significado diferente do original. Querem um exemplo? Ciao, quer dizer "olá" ou "adeus" em italiano, mas é usada frequentemente em português somente como "adeus".
Mas, para os juristas que defendem o Belenenses, faz todo o sentido, porque é a única definição que lhes permite justificar a sua pretensão.
A propósito... average traduz-se para média que, não sendo especificado mais nada, é a média aritmética. Ou seja, a soma dos dados a dividir pelo número de eventos. A expressão goal average é bastante infeliz porque não representa nenhuma média, mas sim uma diferença. É comum dizer-se agora diferença de golos ou goal difference, em vez de goal average. A expressão faz sentido em competições em que as várias equipas jogam um número diferente de jogos, por exemplo. Toma-se a diferença entre golos marcados e sofridos e divide-se pelo número de jogos.
Já o quociente entre golos marcados e sofridos é tudo menos uma média. É o resultado de uma divisão, ou seja um quociente ou uma razão.
Bem sei que os juristas têm fraca (ou mesmo nula) formação em matemática. Seguiram humanidades no liceu e depois direito na faculdade. Mas uma vez que quociente é um conceito ensinado no primeiro ciclo, escolaridade obrigatória desde os tempos da primeira república, razão é um conceito ensinado na matemática do 2º ciclo, escolaridade obrigatória desde os anos 80 e média é um conceito ensinado, quer na matemática, quer nos métodos quantitativos, e portanto ensinada a todos os alunos que completem o ensino secundário desde meados dos anos 90, é de estranhar que um jurista consiga argumentar, mesmo sendo pago para isso, que uma razão, quociente ou divisão se possa confundir com uma média.
O desconhecimento da lei não pode ser invocado como justificação para o seu incumprimento. A frequência de cursos de humanidades não pode igualmente ser invocada como justificação para uma profunda ignorância da matemática.
19 janeiro 2009
Pub
Eu não tive a mesma sorte. No outro dia cheguei ao carro e tinha dois riscos nas portas e o canto do pára-choques todo riscado. Mas sua excelência que não sabe fazer marcha-atrás com o volante direito não se dignou deixar-me um papelinho com o número de contacto. É pena, porque se tivesse, tinha-lhe ligado para o convidar para beber uns copos. Pagava-lhe umas 10 tequillas, vodkas, rums e afins. Depois, mais 10. E quando ele estiver quase a estrebuchar-se todo, punha-lhe um saco de plástico na cabeça e atava-lo no pescoço! Depois filmava e punha o vídeo no Youtube!
(já viram a vossa sorte que eu não sou um psicopata assassino? se fosse, imaginem bem o que sofreriam as minhas vítimas...)
15 janeiro 2009
Ossos do ofício...
Parte do meu trabalho, estes dias, é brincar com Legos. (já percebem a fraca actividade do blog? Brincar com Legos é muito mais giro...)
Enfim, não é para quem quer, é para quem merece.
Enfim, não é para quem quer, é para quem merece.
13 janeiro 2009
Finanças
Não é sobre as minhas que venho falar. Bom, até podia ser. Alguém tem aí... sei lá, uns 20 mil euros que me possa dispensar? Não? Pronto, só perguntei por perguntar, não é que precise (mas davam jeito...).
Venho falar sobre as outras: as repartições de finanças.
Uma ida às finanças nunca é agradável. Mesmo que o assunto que nos leva lá o seja (é possível! é raro, mas é possível que uma pessoa seja levada às finanças por assuntos agradáveis), o facto de termos de esperar, por vezes horas, desmotiva qualquer um. Mas, é um daqueles factos da vida, não se conseguem ultrapassar. Ir às finanças é uma seca.
E para complicar a vida ao pessoal, quando chega à nossa vez, apanhamos um funcionário que: (a) claramente não gosta do que faz; (b) está a contar anos para a reforma e acha que o tempo nunca mais passa; (c) está francamente mal disposto; (d) gosta de descarregar em estranhos as frustrações da sua vida pessoal; ou (e) todas as anteriores. E isso só nos fode o juizo. Quer dizer: para começar, tivémos de ir lá. É quase certo que a nossa ida lá implica um qualquer pagamento que ninguém tem grande vontade de fazer; tivémos de pagar parquímetro; esperámos duas horas e meia e tínhamos dito ao patrão que só precisávamos de chegar meia horinha atrasados; o parquímetro já expirou e, muito provavelmente, já lá temos a cartazinha da EMEL; e ainda por cima, apanhamos um qualquer imbecil que parece que acordou com o único propósito de nos moer o juizo até fazer sangue!
Pois bem, digo eu, BASTA! Tou farto das finanças!!! Odeio ir lá, odeio tratar de assuntos dos quais não percebo, que ninguém me explica e ainda por cima apanhar os olhares de absoluto frete do funcionário, pago para me atender com civilidade, mas que vai fazendo esgares de horror perante a minha natural ignorância como se eu fosse tão estúpido que devia ser tributado o oxigénio que consumo.
Mas, na verdade, não é bem assim. Hoje fui às finanças (já tinham percebido, não é?); numa repartição ao pé da qual é relativamente fácil arranjar ou improvisar um lugar de estacionamento; onde não há parquímetros; onde consigo tirar a senha 28 e está a ser atendido o senhor da senha 21 (e olhem que não eram 127 ou 227 as senhas que nos separavam, eram só sete mesmo); em que, uns míseros 15 minutos depois ouço a campainha anunciar a minha vez; e, a pièce de résistance (reparem que bem disposto que estou que até pus os acentos todos bem!), sou atendido por um funcionário que (preparem-se convenientemente antes de ler o que se segue): (a) é cortês; (b) é bem-educado; (c) está muito bem informado; (d) notoriamente gosta do que faz e fá-lo com gosto; (e) responde até às dúvidas que eu ainda não tenho, mas que poderei vir a ter em breve; (f) fornece informação completa, clara, sucinta; e... (g) fala em português corrente!!!
Queriam que eu vos dissesse onde é, não queriam? Pois, pois, aposto que queriam.
Venho falar sobre as outras: as repartições de finanças.
Uma ida às finanças nunca é agradável. Mesmo que o assunto que nos leva lá o seja (é possível! é raro, mas é possível que uma pessoa seja levada às finanças por assuntos agradáveis), o facto de termos de esperar, por vezes horas, desmotiva qualquer um. Mas, é um daqueles factos da vida, não se conseguem ultrapassar. Ir às finanças é uma seca.
E para complicar a vida ao pessoal, quando chega à nossa vez, apanhamos um funcionário que: (a) claramente não gosta do que faz; (b) está a contar anos para a reforma e acha que o tempo nunca mais passa; (c) está francamente mal disposto; (d) gosta de descarregar em estranhos as frustrações da sua vida pessoal; ou (e) todas as anteriores. E isso só nos fode o juizo. Quer dizer: para começar, tivémos de ir lá. É quase certo que a nossa ida lá implica um qualquer pagamento que ninguém tem grande vontade de fazer; tivémos de pagar parquímetro; esperámos duas horas e meia e tínhamos dito ao patrão que só precisávamos de chegar meia horinha atrasados; o parquímetro já expirou e, muito provavelmente, já lá temos a cartazinha da EMEL; e ainda por cima, apanhamos um qualquer imbecil que parece que acordou com o único propósito de nos moer o juizo até fazer sangue!
Pois bem, digo eu, BASTA! Tou farto das finanças!!! Odeio ir lá, odeio tratar de assuntos dos quais não percebo, que ninguém me explica e ainda por cima apanhar os olhares de absoluto frete do funcionário, pago para me atender com civilidade, mas que vai fazendo esgares de horror perante a minha natural ignorância como se eu fosse tão estúpido que devia ser tributado o oxigénio que consumo.
Mas, na verdade, não é bem assim. Hoje fui às finanças (já tinham percebido, não é?); numa repartição ao pé da qual é relativamente fácil arranjar ou improvisar um lugar de estacionamento; onde não há parquímetros; onde consigo tirar a senha 28 e está a ser atendido o senhor da senha 21 (e olhem que não eram 127 ou 227 as senhas que nos separavam, eram só sete mesmo); em que, uns míseros 15 minutos depois ouço a campainha anunciar a minha vez; e, a pièce de résistance (reparem que bem disposto que estou que até pus os acentos todos bem!), sou atendido por um funcionário que (preparem-se convenientemente antes de ler o que se segue): (a) é cortês; (b) é bem-educado; (c) está muito bem informado; (d) notoriamente gosta do que faz e fá-lo com gosto; (e) responde até às dúvidas que eu ainda não tenho, mas que poderei vir a ter em breve; (f) fornece informação completa, clara, sucinta; e... (g) fala em português corrente!!!
Queriam que eu vos dissesse onde é, não queriam? Pois, pois, aposto que queriam.
09 janeiro 2009
Coisas a não esquecer
1. Cuidado com as lâmpadas de incandescência. Estão quentes e qualquer choque com outros objectos pode provocar danos à lâmpada (e ao objecto).
2. Quando um objecto com partes metálicas fica encaixado no casquilho de uma lâmpada, desligar o interruptor ANTES de tentar remover o objecto estranho. E não tocar ao mesmo tempo no objecto estranho, entranhado nos restos mortais da lâmpada e no exterior do candeeiro, igualmente metálico.
3. Falhando os pontos 1 e 2, não pôr o vídeo no Youtube.
O senhor deste vídeo ignorou todos os pontos deste aviso...
2. Quando um objecto com partes metálicas fica encaixado no casquilho de uma lâmpada, desligar o interruptor ANTES de tentar remover o objecto estranho. E não tocar ao mesmo tempo no objecto estranho, entranhado nos restos mortais da lâmpada e no exterior do candeeiro, igualmente metálico.
3. Falhando os pontos 1 e 2, não pôr o vídeo no Youtube.
O senhor deste vídeo ignorou todos os pontos deste aviso...
07 janeiro 2009
Cartas temíveis
Acabei de abrir a caixa do correio e vejo uma carta da minha seguradora. E eu pensei "oh merda, já tá na altura de pagar o seguro... onde é que vou arranjar o guito?".
Mas não, nada disso. Por uma vez, recebi uma carta da seguradora que não incluia nada para pagar. Era só um postal de aniversário! Atrasado uns dias, mas o que conta é a intenção!
Mas não, nada disso. Por uma vez, recebi uma carta da seguradora que não incluia nada para pagar. Era só um postal de aniversário! Atrasado uns dias, mas o que conta é a intenção!
Ano novo
Pronto, já chega de férias...
Isto tem andado parado porque, basicamente, não tenho muito para dizer.
A altura das festas é sempre meio morta. Tirando o habitual (comer doces, dar prendas, receber prendas, beber champagne no ano novo, apanhar uma bebedeira, aguentar a ressaca durante o dia 1,...) pouca coisa se passa.
Mas agora já chega! Tá na altura de arregaçar as mangas e voltar ao trabalho. E em má hora, que ainda agora o ano começou e o Benfica já perdeu um jogo. Mas pronto, melhores dias virão.
Como me disse o meu irmão aqui há tempos, Feliz 2010, que 2009 já se percebeu que não vai ser grande coisa!
Isto tem andado parado porque, basicamente, não tenho muito para dizer.
A altura das festas é sempre meio morta. Tirando o habitual (comer doces, dar prendas, receber prendas, beber champagne no ano novo, apanhar uma bebedeira, aguentar a ressaca durante o dia 1,...) pouca coisa se passa.
Mas agora já chega! Tá na altura de arregaçar as mangas e voltar ao trabalho. E em má hora, que ainda agora o ano começou e o Benfica já perdeu um jogo. Mas pronto, melhores dias virão.
Como me disse o meu irmão aqui há tempos, Feliz 2010, que 2009 já se percebeu que não vai ser grande coisa!
29 dezembro 2008
Nevoeiro
Lisboa acordou no meio de um nevoeiro cerrado. Assim que fui à janela e vi como estava o tempo fui a correr para o computador e abri o site do Público. Mas não, nenhuma notícia sobre o nevoeiro... acho que ainda não foi desta que D. Sebastião voltou...
23 dezembro 2008
Politicamente correcto
Feliz _______________! (inserir festividade de acordo com a religião praticada/filosofia de vida/preferência pessoal - riscar o que não interessa)
Salvemos o planeta!!!
AVISO 1: Os avisos seguintes contêm spoilers. Caso pretenda ler o post sem receber de antemão informação sobre o seu conteúdo, não deve ler os avisos.
AVISO 2: Este post é sobre o Papa. Se é devoto da Igreja Católica Apostólica Romana este post pode provocar reacções adversas.
AVISO 3: Este post pode ser interpretado como defendendo orientações sexuais distintas da heterossexual e não é aconselhado a homofóbicos sem a supervisão de adultos responsáveis.
AVISO 3.14: Este post contém piadas geek dissimuladas. Não se aceitam pedidos de explicação das mesmas.
AVISO 6.28: A numeração dos avisos não é uma piada geek dissimulada. É até bastante explícita.
AVISO 7: Este post é fornecido sem qualquer garantia, expressa ou implícita. Não se aceitam reclamações ou trocas.
/**** OS AVISOS TERMINAM AQUI ****/
Feitos os avisos, aqui vai disto!
/**** O POST COMEÇA AQUI ****/
O Papa Bento XVI comparou a defesa da heterossexualidade à protecção das florestas tropicais. Assim, de chofre! Sem mais nem menos resolve pôr em pé de igualdade uma orientação sexual e uma medida ecológica.
Sem querer entrar em análises técnicas profundas, que percebo pouco de religião (já não vou à catequese há uns bons 200 milhões de anos) nem de ecologia (a última vez que plantei uma árvore foi no dia 21 de Março já não sei de qual ano, mas de certeza em meados dos anos 80, tava eu na primária), queria explorar um pouco esta comparação.
Ora, comparar a protecção da heterossexualidade à das florestas tropicais é como comparar um cozido à portuguesa com uma máquina de costura Singer. Um gajo até pode alegar que há pontos de contacto (decerto que muitos de vós têm avós que fazem um excelente cozido e possuem extrema destreza com a máquina de costura), mas 99,99999998% da população humana (façam as contas para ver quantos faltam) responde a esta comparação com um sonoro "Han?", acompanhado com um olhar esbugalhado a manifestar o mesmo tipo de surpresa que o do primeiro gajo a quem Picasso mostrou os seus quadros cubistas.
Mas, pior que isso, a comparação é TOTALMENTE ERRADA!!! Sim, errada! Factual e objectivamente errada. O Para errou. Ora, o Para é apenas um mensageiro de Deus, pelo que ou ouviu mal ou Deus errou. Espero que tenha sido a primeira, porque caso tenha sido um erro divino lá vem o Apocalipse. E acredito que tenha sido mesmo por ter percebido mal. O Para já é velhote, de certeza que tem problemas de ouvido e nesta idade tão avançada não me admirava que tivesse já sinais de doença de Alzheimer.
Mas em que me baseio eu para dizer que o Papa errou? Numa dedução lógica como a do queijo suiço. Conhecem a dedução do queijo suiço? A coisa funciona assim: o queijo suiço tem buracos; quanto mais queijo, mais buracos; mas quanto mais buracos, menos queijo. Logo, quanto mais queijo, menos queijo. A única conclusão para evitar este paradoxo é que não existe queijo suiço.
Neste caso, a argumentação é mais ou menos esta: A população humana precisa de alimento; logo, quanto mais pessoas, mais alimento; nomeadamente, mais vacas. Mas quanto mais vacas, maior a área de pastagens necessária para as alimentar. E a área de pastagem é roubada sobretudo às florestas tropicais. Logo, quanto mais área de pastagens, menos florestas tropicais. Logo, quanto mais pessoas, menos florestas. Por isso, a protecção das florestas tropicais é, quanto muito, comparável à diminuição da natalidade.
O que me leva à questão da paneleiragem. É que se há coisa que os homossexuais não conseguem fazer é reproduzir-se! Quanto muito podem adoptar crianças, mas isso não contribui para o aumento da população, limita-se a reciclar crianças já existentes (e estamos sempre a ouvir dizer na televisão que devemos reciclar mais, por causa do ambiente e do Gervásio). Além disso, casais rabetas (ou gajas camionistas) com putos adoptados têm menos probabilidade de vir a adoptar um labrador, o que também irá contribuir para a diminuição dos cães (que também consomem carne de vaca ou produtos derivados dela, logo, contribuem para a destruição da floresta tropical). Além de que, a fazer fé nas opiniões de alguns opositores à adopção por homossexuais, aquilo pega-se, o que irá fazer aumentar a população gay e alimentar o ciclo. Mais homossexuais, menos reprodução, menos necessidade de comida, mais floresta tropical!
Nota final: a minha argumentação pode parecer profundamente imbecil, desprovida de qualquer sentido, irracional, disparatada, absurda, ignóbil, ofensiva, estúpida, mal informada, ilógica, contraditória, falsa. Até pode ser. Mas não mais que a sucessão de dislates lógicos emanados por Sua Santidade.
AVISO 2: Este post é sobre o Papa. Se é devoto da Igreja Católica Apostólica Romana este post pode provocar reacções adversas.
AVISO 3: Este post pode ser interpretado como defendendo orientações sexuais distintas da heterossexual e não é aconselhado a homofóbicos sem a supervisão de adultos responsáveis.
AVISO 3.14: Este post contém piadas geek dissimuladas. Não se aceitam pedidos de explicação das mesmas.
AVISO 6.28: A numeração dos avisos não é uma piada geek dissimulada. É até bastante explícita.
AVISO 7: Este post é fornecido sem qualquer garantia, expressa ou implícita. Não se aceitam reclamações ou trocas.
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O Papa Bento XVI comparou a defesa da heterossexualidade à protecção das florestas tropicais. Assim, de chofre! Sem mais nem menos resolve pôr em pé de igualdade uma orientação sexual e uma medida ecológica.
Sem querer entrar em análises técnicas profundas, que percebo pouco de religião (já não vou à catequese há uns bons 200 milhões de anos) nem de ecologia (a última vez que plantei uma árvore foi no dia 21 de Março já não sei de qual ano, mas de certeza em meados dos anos 80, tava eu na primária), queria explorar um pouco esta comparação.
Ora, comparar a protecção da heterossexualidade à das florestas tropicais é como comparar um cozido à portuguesa com uma máquina de costura Singer. Um gajo até pode alegar que há pontos de contacto (decerto que muitos de vós têm avós que fazem um excelente cozido e possuem extrema destreza com a máquina de costura), mas 99,99999998% da população humana (façam as contas para ver quantos faltam) responde a esta comparação com um sonoro "Han?", acompanhado com um olhar esbugalhado a manifestar o mesmo tipo de surpresa que o do primeiro gajo a quem Picasso mostrou os seus quadros cubistas.
Mas, pior que isso, a comparação é TOTALMENTE ERRADA!!! Sim, errada! Factual e objectivamente errada. O Para errou. Ora, o Para é apenas um mensageiro de Deus, pelo que ou ouviu mal ou Deus errou. Espero que tenha sido a primeira, porque caso tenha sido um erro divino lá vem o Apocalipse. E acredito que tenha sido mesmo por ter percebido mal. O Para já é velhote, de certeza que tem problemas de ouvido e nesta idade tão avançada não me admirava que tivesse já sinais de doença de Alzheimer.
Mas em que me baseio eu para dizer que o Papa errou? Numa dedução lógica como a do queijo suiço. Conhecem a dedução do queijo suiço? A coisa funciona assim: o queijo suiço tem buracos; quanto mais queijo, mais buracos; mas quanto mais buracos, menos queijo. Logo, quanto mais queijo, menos queijo. A única conclusão para evitar este paradoxo é que não existe queijo suiço.
Neste caso, a argumentação é mais ou menos esta: A população humana precisa de alimento; logo, quanto mais pessoas, mais alimento; nomeadamente, mais vacas. Mas quanto mais vacas, maior a área de pastagens necessária para as alimentar. E a área de pastagem é roubada sobretudo às florestas tropicais. Logo, quanto mais área de pastagens, menos florestas tropicais. Logo, quanto mais pessoas, menos florestas. Por isso, a protecção das florestas tropicais é, quanto muito, comparável à diminuição da natalidade.
O que me leva à questão da paneleiragem. É que se há coisa que os homossexuais não conseguem fazer é reproduzir-se! Quanto muito podem adoptar crianças, mas isso não contribui para o aumento da população, limita-se a reciclar crianças já existentes (e estamos sempre a ouvir dizer na televisão que devemos reciclar mais, por causa do ambiente e do Gervásio). Além disso, casais rabetas (ou gajas camionistas) com putos adoptados têm menos probabilidade de vir a adoptar um labrador, o que também irá contribuir para a diminuição dos cães (que também consomem carne de vaca ou produtos derivados dela, logo, contribuem para a destruição da floresta tropical). Além de que, a fazer fé nas opiniões de alguns opositores à adopção por homossexuais, aquilo pega-se, o que irá fazer aumentar a população gay e alimentar o ciclo. Mais homossexuais, menos reprodução, menos necessidade de comida, mais floresta tropical!
Nota final: a minha argumentação pode parecer profundamente imbecil, desprovida de qualquer sentido, irracional, disparatada, absurda, ignóbil, ofensiva, estúpida, mal informada, ilógica, contraditória, falsa. Até pode ser. Mas não mais que a sucessão de dislates lógicos emanados por Sua Santidade.
19 dezembro 2008
Crónica de uma morte anunciada
Como se esperava, o Benfica foi eliminado da Taça UEFA. Precisava de ganhar por 8 golos de diferença e ainda dependia do resultado do Olimpiacos-Hertha, que teria de acabar empatado.
Como se esperava, não ganhámos por 8 golos; como se esperava também, no outro jogo não houve empate, o Olimpiacos ganhou 4-0; logo, como se esperava, fomos eliminados.
O que não se esperava é que tendo a "obrigação" de ganhar 8-0, ou pelo menos a obrigação de tentar, tenhamos passado 90 minutos sem marcar um golo sequer e ainda tenhamos sofrido um.
E o resumo desta participação na Taça UEFA faz-se em quatro momentos, que podem ser ordenados cronologicamente ou do melhor para o pior, o que vai dar ao mesmo:
1º momento: a ganhar por 1-0 na Alemanha frente ao Hertha, deixámo-nos empatar a 15 minutos do fim; podíamos ter logo ali somado 3 pontos muito importantes para assumir a candidatura à liderança do grupo e perdemos a oportunidade.
2º momento: jogando em casa com o Galatasaray tínhamos a oportunidade de nos assumirmos como principais candidatos ao apuramento; mas perdemos 2-0 e ficámos em sérias dificuldades.
3º momento: sendo obrigados a ganhar fora ao Olimpiacos para poder continuar com aspirações ao apuramento, já que as contas estavam a correr mal, levámos uma cabazada e perdemos 5-1.
4º momento: como conclusão de uma época medíocre a nível europeu, recebemos o Metalist e tivémos a oportunidade de salvar a face e pelo menos mostrar que os jogos com Olimpiacos e Galatasaray foram infortúnios; não tivémos engenho para o fazer, e ainda fomos perder o jogo ao cair do pano, como se empatar não fosse já mau o suficiente.
Em suma, acabámos o grupo com 1 ponto em 4 jogos; perdemos ambos os jogos em casa, onde nem conseguimos marcar um golo; o único jogo que não perdemos foi contra o Hertha que também não tem razões para se orgulhar da sua campanha (2 empates e 2 derrotas, 1 golo marcado, 6 sofridos). E de caminho ainda levámos uma abada para mais tarde recordar.
Eu sei que jogar na Taça UEFA não é tão motivante como jogar na Champions, mas... era preciso frisar isso tão enfaticamente?
Como se esperava, não ganhámos por 8 golos; como se esperava também, no outro jogo não houve empate, o Olimpiacos ganhou 4-0; logo, como se esperava, fomos eliminados.
O que não se esperava é que tendo a "obrigação" de ganhar 8-0, ou pelo menos a obrigação de tentar, tenhamos passado 90 minutos sem marcar um golo sequer e ainda tenhamos sofrido um.
E o resumo desta participação na Taça UEFA faz-se em quatro momentos, que podem ser ordenados cronologicamente ou do melhor para o pior, o que vai dar ao mesmo:
1º momento: a ganhar por 1-0 na Alemanha frente ao Hertha, deixámo-nos empatar a 15 minutos do fim; podíamos ter logo ali somado 3 pontos muito importantes para assumir a candidatura à liderança do grupo e perdemos a oportunidade.
2º momento: jogando em casa com o Galatasaray tínhamos a oportunidade de nos assumirmos como principais candidatos ao apuramento; mas perdemos 2-0 e ficámos em sérias dificuldades.
3º momento: sendo obrigados a ganhar fora ao Olimpiacos para poder continuar com aspirações ao apuramento, já que as contas estavam a correr mal, levámos uma cabazada e perdemos 5-1.
4º momento: como conclusão de uma época medíocre a nível europeu, recebemos o Metalist e tivémos a oportunidade de salvar a face e pelo menos mostrar que os jogos com Olimpiacos e Galatasaray foram infortúnios; não tivémos engenho para o fazer, e ainda fomos perder o jogo ao cair do pano, como se empatar não fosse já mau o suficiente.
Em suma, acabámos o grupo com 1 ponto em 4 jogos; perdemos ambos os jogos em casa, onde nem conseguimos marcar um golo; o único jogo que não perdemos foi contra o Hertha que também não tem razões para se orgulhar da sua campanha (2 empates e 2 derrotas, 1 golo marcado, 6 sofridos). E de caminho ainda levámos uma abada para mais tarde recordar.
Eu sei que jogar na Taça UEFA não é tão motivante como jogar na Champions, mas... era preciso frisar isso tão enfaticamente?
18 dezembro 2008
Ordens
Eu detesto ordens profissionais. Acho que são instituições corporativas e inúteis e, sobretudo, carregadas de mofo, restos de uma sociedade de há muito tempo em que a sua existência era justificada pela necessidade de uma regulação de uma profissão. Mas, na verdade, uma ordem profissional é apenas uma associação de profissionais de uma determinada área. Que procuram, naturalmente, defender os interesses dos seus membros.
Por essa razão, porque são associações de profissionais que procuram defender os interesses dos seus membros, não consigo perceber porque é que em pleno século XXI lhes damos o poder de regular a actividade profissional que esses mesmos membros desempenham! Seria como ter a Associação Socio-Profissional de Polícia a investigar irregularidades dentro da PSP, ou ter os representantes dos operadores de telecomunicações a regular o seu sector em vez da Anacom (bom, neste caso até seria melhor: a Anacom é uma espécie de representante do grupo PT, se o sector fosse regulado por representantes dos vários operadores assegurava-se alguma pluralidade...). Ou, melhor ainda, ter as inspecções sanitárias aos restaurantes reguladas pela associação de estabelecimentos de restauração, em vez de ser por um organismo independente, neste caso a ASAE.
Não se compreende como é que compete à ordem dos médicos decidir quem pode, ou não, exercer medicina. Como é que a Ordem dos Advogados pode fazer depender de um exame criado por si o exercício da advocacia. Como é que a Ordem dos Engenheiros é que decide, segundo critérios que não se dá ao trabalho de pôr à discussão, quem pode, ou não, ser engenheiro. E, pior que tudo, como é que compete a estas mesmas ordens profissionais o direito a decidirem ou a influenciarem as decisões dos vários governos sobre os moldes nos quais podem ou devem exercer a sua actividade.
Mas isso sou eu, que não gosto de ordens profissionais. Talvez por defeito de carácter, mas tenho dificuldades em gostar de associações corporativas, caducas e feudais. Acredito que muita gente goste das ordens profissionais ou concorde com a sua existência e veja nela alguma relevância, com muito boas razões para tal, e não me quero meter nessa discussão (quer dizer, até quereria, mas não há tempo...).
Este post não quer ser sobre ordens profissionais em geral, mas sobre uma em particular: a Ordem dos Dentistas. É que os senhores da Ordem dos Dentistas resolveram impor preços mínimos para os serviços praticados pelos dentistas. E vai daí, a Autoridade da Concorrência multou-os! E eles recorreram. E o tribunal não lhes deu razão. Mas, insatisfeitos com o resultado,resolveram recorrer para as instâncias europeias!
Ora bem, vamos lá por partes: a Ordem dos Dentistas decide quem pode ou não exercer a profissão (não sei se o seu poder é tão absoluto como o da Ordem dos Médicos, dos Advogados ou dos Engenheiros, mas não deve andar muito longe). Deve regular a qualidade dos serviços prestados pelos profissionais seus membros. E como querem eles regular a qualidade? Impondo preços mínimos, preocupados com o aparecimento de clínicas dentárias "low-cost" que, segundo eles, sacrificam a qualidade do serviço para poderem baixar os preços.
A ideia é excelente! Se não conseguem, ou não querem, competir com dentistas e clínicas que praticam preços inferiores, que tal, para não serem obrigados a abdicar dos elevados honorários que praticam, impor preços mínimos? Assim resolve-se o problema de uma vez e ninguém pode depois reclamar que os dentistas são caros, porque é a Ordem dos Dentistas, formada pelos próprios, que a tal obriga! É tão espectacular que não sei como é que as restantes ordens não se tinham lembrado disto antes!!!
De facto eu também estou preocupado com o aparecimento de clínicas low-cost! A diferença de preços é de tal ordem (eu paguei 60 euros por sessão para tratar um dente no meu dentista anterior e agora pago 30 num outro; pago 35 para uma limpeza, 25 para tratar um dente, 30 por um raio X) que das duas uma: ou os serviços low-cost têm qualidade duvidosa, ou os dentistas "standard" estão a meter-nos a mão ao bolso.
Ora, não faz sentido dizer que os dentistas, pessoas sérias, idóneas e, sobretudo, altruistas, andam a meter a mão ao bolso dos utentes! Afinal, eles não marcam consultas com 15 minutos de intervalo para garantir que caso falte um doente já está outro na sala de espera e evitar assim um intervalo em que não estão a facturar; eles não aumentaram os preços em 200% nos últimos 10 anos apesar de a tendência natural seja a da diminuição dos custos de produção de todas as matérias primas; e eles não organizam conferências dedicadas ao tema "rendimento por minuto", uma expressão muito querida dos dentistas. É assim que eles determinam a eficácia do seu consultório: quanto conseguem ganhar por minuto? Se um dentista ganha mais por minuto que um outro é mais eficiente. E fazem conferências (sim, houve uma há pouco tempo) dedicadas ao tema, tentando ajudar-se mutuamente a conseguir aumentar a rentabilidade! O que pode ser feito de duas maneiras: aumentando o preço do serviço cobrado ou diminuindo a quantidade de minutos necessários para o realizar. Hmmmm... onde é que entram as preocupações com a qualidade de serviço quando os dentistas andam a ensinar truques uns aos outros para poderem fazer as coisas mais à pressa?
Viva a qualidade dos serviços dos dentistas e viva a Ordem dos Dentistas, grande baluarte da defesa dos direitos dos utentes!
Preocupado com estas questões, e com as dificuldades que os dentistas enfrentam, o Ó faxavor! vai iniciar uma campanha intitulada "Este Natal, ajude o seu dentista a sorrir!". E o que proponho é o seguinte: porque os dentistas estão preocupados com a qualidade dos serviços prestados e porque necessitam de fixar preços mínimos de modo a conseguirem pagar as avultadas despesas inererentes ao exercício da sua actividade, este Natal ajudem o vosso dentista. Marquem uma consulta, mesmo que não necessitem, e deixem-lhe uma nota de 50 euros na caixa das gorjetas. Pode não ser muito, e de certeza que não vos faz falta, mas se todos contribuirmos podemos fazer a diferença. Retribuam a dedicação do vosso dentista e, neste Natal, sejam vocês a melhorar o seu sorriso!
Por essa razão, porque são associações de profissionais que procuram defender os interesses dos seus membros, não consigo perceber porque é que em pleno século XXI lhes damos o poder de regular a actividade profissional que esses mesmos membros desempenham! Seria como ter a Associação Socio-Profissional de Polícia a investigar irregularidades dentro da PSP, ou ter os representantes dos operadores de telecomunicações a regular o seu sector em vez da Anacom (bom, neste caso até seria melhor: a Anacom é uma espécie de representante do grupo PT, se o sector fosse regulado por representantes dos vários operadores assegurava-se alguma pluralidade...). Ou, melhor ainda, ter as inspecções sanitárias aos restaurantes reguladas pela associação de estabelecimentos de restauração, em vez de ser por um organismo independente, neste caso a ASAE.
Não se compreende como é que compete à ordem dos médicos decidir quem pode, ou não, exercer medicina. Como é que a Ordem dos Advogados pode fazer depender de um exame criado por si o exercício da advocacia. Como é que a Ordem dos Engenheiros é que decide, segundo critérios que não se dá ao trabalho de pôr à discussão, quem pode, ou não, ser engenheiro. E, pior que tudo, como é que compete a estas mesmas ordens profissionais o direito a decidirem ou a influenciarem as decisões dos vários governos sobre os moldes nos quais podem ou devem exercer a sua actividade.
Mas isso sou eu, que não gosto de ordens profissionais. Talvez por defeito de carácter, mas tenho dificuldades em gostar de associações corporativas, caducas e feudais. Acredito que muita gente goste das ordens profissionais ou concorde com a sua existência e veja nela alguma relevância, com muito boas razões para tal, e não me quero meter nessa discussão (quer dizer, até quereria, mas não há tempo...).
Este post não quer ser sobre ordens profissionais em geral, mas sobre uma em particular: a Ordem dos Dentistas. É que os senhores da Ordem dos Dentistas resolveram impor preços mínimos para os serviços praticados pelos dentistas. E vai daí, a Autoridade da Concorrência multou-os! E eles recorreram. E o tribunal não lhes deu razão. Mas, insatisfeitos com o resultado,resolveram recorrer para as instâncias europeias!
Ora bem, vamos lá por partes: a Ordem dos Dentistas decide quem pode ou não exercer a profissão (não sei se o seu poder é tão absoluto como o da Ordem dos Médicos, dos Advogados ou dos Engenheiros, mas não deve andar muito longe). Deve regular a qualidade dos serviços prestados pelos profissionais seus membros. E como querem eles regular a qualidade? Impondo preços mínimos, preocupados com o aparecimento de clínicas dentárias "low-cost" que, segundo eles, sacrificam a qualidade do serviço para poderem baixar os preços.
A ideia é excelente! Se não conseguem, ou não querem, competir com dentistas e clínicas que praticam preços inferiores, que tal, para não serem obrigados a abdicar dos elevados honorários que praticam, impor preços mínimos? Assim resolve-se o problema de uma vez e ninguém pode depois reclamar que os dentistas são caros, porque é a Ordem dos Dentistas, formada pelos próprios, que a tal obriga! É tão espectacular que não sei como é que as restantes ordens não se tinham lembrado disto antes!!!
De facto eu também estou preocupado com o aparecimento de clínicas low-cost! A diferença de preços é de tal ordem (eu paguei 60 euros por sessão para tratar um dente no meu dentista anterior e agora pago 30 num outro; pago 35 para uma limpeza, 25 para tratar um dente, 30 por um raio X) que das duas uma: ou os serviços low-cost têm qualidade duvidosa, ou os dentistas "standard" estão a meter-nos a mão ao bolso.
Ora, não faz sentido dizer que os dentistas, pessoas sérias, idóneas e, sobretudo, altruistas, andam a meter a mão ao bolso dos utentes! Afinal, eles não marcam consultas com 15 minutos de intervalo para garantir que caso falte um doente já está outro na sala de espera e evitar assim um intervalo em que não estão a facturar; eles não aumentaram os preços em 200% nos últimos 10 anos apesar de a tendência natural seja a da diminuição dos custos de produção de todas as matérias primas; e eles não organizam conferências dedicadas ao tema "rendimento por minuto", uma expressão muito querida dos dentistas. É assim que eles determinam a eficácia do seu consultório: quanto conseguem ganhar por minuto? Se um dentista ganha mais por minuto que um outro é mais eficiente. E fazem conferências (sim, houve uma há pouco tempo) dedicadas ao tema, tentando ajudar-se mutuamente a conseguir aumentar a rentabilidade! O que pode ser feito de duas maneiras: aumentando o preço do serviço cobrado ou diminuindo a quantidade de minutos necessários para o realizar. Hmmmm... onde é que entram as preocupações com a qualidade de serviço quando os dentistas andam a ensinar truques uns aos outros para poderem fazer as coisas mais à pressa?
Viva a qualidade dos serviços dos dentistas e viva a Ordem dos Dentistas, grande baluarte da defesa dos direitos dos utentes!
Preocupado com estas questões, e com as dificuldades que os dentistas enfrentam, o Ó faxavor! vai iniciar uma campanha intitulada "Este Natal, ajude o seu dentista a sorrir!". E o que proponho é o seguinte: porque os dentistas estão preocupados com a qualidade dos serviços prestados e porque necessitam de fixar preços mínimos de modo a conseguirem pagar as avultadas despesas inererentes ao exercício da sua actividade, este Natal ajudem o vosso dentista. Marquem uma consulta, mesmo que não necessitem, e deixem-lhe uma nota de 50 euros na caixa das gorjetas. Pode não ser muito, e de certeza que não vos faz falta, mas se todos contribuirmos podemos fazer a diferença. Retribuam a dedicação do vosso dentista e, neste Natal, sejam vocês a melhorar o seu sorriso!
17 dezembro 2008
Fans
Quando um gajo é mundialmente conhecido tem, naturalmente, uma legião de fans histéricas. Mulheres que desatam aos gritinhos com a possibilidade de estarem cara a cara com o seu ídolo. Que são capazes de tudo para o ver mais de perto, que sonham acordadas com a personagem que idolatram, chegando a, em fantasias sexuais mais ou menos explícitas, ser infiéis aos seus respectivos namorados ou esposos. E quando acontece, quando conseguem ver o indivíduo famoso que adoram, tentam por vezes dar-lhe uma qualquer recordação sua, imaginando que esse indivíduo a irá guardar com ele, como recordação daquela fan especial. Por exemplo, um artista está no palco e de repente alguém lhe atira uma peça de roupa interior. Acontece com bastante frequência.
Com esta introdução até pode parecer que o post é sobre mim. Bom, não é. Eu sei que tenho fans que seriam capazes de tudo para me agradar, mesmo atirar-me roupa interior (curiosamente, nunca aconteceu... porque será?), mas não é disso que se trata.
Este post é sobre George W. Bush. É um homem mundialmente famoso, líder da maior potência mundial e da (ainda) maior economia mundial, mesmo em tempo de crise, comandante das maiores forças armadas do planeta, um dos homens mais influentes, capaz de decidir o destino de um país com uma simples assinatura autorizando uma qualquer invasão ou bombardeamento. Decerto tem milhões de fans no mundo inteiro, homens e mulheres, e entre estas decerto muitas ficariam histéricas com a possibilidade de chegar à fala com ele. Imagino que em diversas ocasiões muitas mulheres se tenham sentido tentadas a atirar-lhe a sua roupa interior, num gesto de completa histeria, de total adoração.
O problema é quando não há roupa interior para atirar. Aí há um problema. Como é que uma fan atira a GWB a roupa interior que não usa? Bom, quem não tem cão caça com gato e quem não tem roupa interior... atira sapatos!
De certeza que este arremesso do sapato foi uma prova de amor ao (ainda) presidente dos Estados Unidos da América, e não uma acção de protesto, como os media liberais (e com claras simpatias comunistas) tentam noticiar. O homem é adorado no Iraque, aliás, como poderia não o ser, já que libertou o país do jugo do tirano Saddam Hussein e trouxe democracia, paz, prosperidade e segurança a uma das mais antigas regiões da civilização humana?
Esses esquerdistas de meia tigela é que aproveitam tudo para noticiar protestos imaginários contra o grande líder do mundo livre... shame on you!
PS: quem atirou os sapatos por acaso foi um homem; mas a história faz muito mais sentido se se tratasse de uma mulher, por isso tomei a liberdade de alterar alguns factos; afinal, não devemos deixar que a verdade estrague uma boa história...
Com esta introdução até pode parecer que o post é sobre mim. Bom, não é. Eu sei que tenho fans que seriam capazes de tudo para me agradar, mesmo atirar-me roupa interior (curiosamente, nunca aconteceu... porque será?), mas não é disso que se trata.
Este post é sobre George W. Bush. É um homem mundialmente famoso, líder da maior potência mundial e da (ainda) maior economia mundial, mesmo em tempo de crise, comandante das maiores forças armadas do planeta, um dos homens mais influentes, capaz de decidir o destino de um país com uma simples assinatura autorizando uma qualquer invasão ou bombardeamento. Decerto tem milhões de fans no mundo inteiro, homens e mulheres, e entre estas decerto muitas ficariam histéricas com a possibilidade de chegar à fala com ele. Imagino que em diversas ocasiões muitas mulheres se tenham sentido tentadas a atirar-lhe a sua roupa interior, num gesto de completa histeria, de total adoração.
O problema é quando não há roupa interior para atirar. Aí há um problema. Como é que uma fan atira a GWB a roupa interior que não usa? Bom, quem não tem cão caça com gato e quem não tem roupa interior... atira sapatos!
De certeza que este arremesso do sapato foi uma prova de amor ao (ainda) presidente dos Estados Unidos da América, e não uma acção de protesto, como os media liberais (e com claras simpatias comunistas) tentam noticiar. O homem é adorado no Iraque, aliás, como poderia não o ser, já que libertou o país do jugo do tirano Saddam Hussein e trouxe democracia, paz, prosperidade e segurança a uma das mais antigas regiões da civilização humana?
Esses esquerdistas de meia tigela é que aproveitam tudo para noticiar protestos imaginários contra o grande líder do mundo livre... shame on you!
PS: quem atirou os sapatos por acaso foi um homem; mas a história faz muito mais sentido se se tratasse de uma mulher, por isso tomei a liberdade de alterar alguns factos; afinal, não devemos deixar que a verdade estrague uma boa história...
15 dezembro 2008
Feliz Natal, são os votos dos nossos patrocinadores
Chateia-me que o Marquês de Pombal e a Praça do Comércio estejam carregados de logótipos da TMN. Chateia-me à brava. Tá bem, eles pagaram a iluminação, mas não dava para lhes sacar o guito sem encher as principais praças de Lisboa com publicidade que entra pelos olhos dentro?
Será que isto não incomoda a presidência da câmara de Lisboa? Já se sabe que a CML tá nas lonas e precisa de guito para poder pagar facturas e juros de empréstimos. Mas não dava para fazer algum dinheiro, mesmo que fosse menos, com algo menos invasivo? Algo menos declaradamente publicitário? É que "iluminação patrocinada" e "anúncio comercial" são coisas bastante distintas! Um patrocínio é um pequeno logótipo em posição secundária, a lembrar quem pagou as contas. Num anúncio a mensagem da empresa ou a sua imagem estão em primeiro plano e procuram a máxima visibilidade para criar no destinatário a predisposição para a aquisição dos bens ou serviços. É precisamente isto que se passa nas principais praças de Lisboa. O facto de serem iluminações de Natal tornou-se completamente secundário. As luzes ali presentes não têm estrelas, nem anjos, nem mensagens de "feliz Natal". Só mesmo o gigantesco (e feio) logótipo da TMN.
Mas, sobretudo, chateia-me o patrocínio da Samsung à iluminação do Cristo-Rei. Tá iluminado (e de forma bem pirosa, diga-se) com leds a fazer um qualquer desenho que supostamente é uma representação de um anjo, e na base do monumento, a estátua de Cristo de braços abertos a olhar sobre Lisboa, um gigantesco logótipo da Samsung!
Que a CML está falida, já se sabe. Mas a Câmara de Almada está assim a precisar tanto de dinheiro que corrompa tão facilmente o seu principal monumento, figura omnipresente da travessia do Tejo pela 25 de Abril? Para a Samsung, está-se bem a ver, é um excelente negócio. O tempo necessário para a travessia da ponte cresce à medida que o Natal se aproxima e não dá para estar parado na ponte sem ver em permanência a sua mensagem publicitária, ali aos pés do Cristo-rei.
Espero que o negócio tenha sido volumoso. Muito volumoso. Que as câmaras municipais em causa tenham conseguido, pelo menos, sanear as suas delicadas situações financeiras, a bem dos seus munícipes. Que esta promiscuidade entre Natal e publicidade seja, pelo menos, um mal necessário para a continuação de serviços públicos de qualidade em duas das maiores cidades do país. Fico muito menos ofendido se me disserem "eh pá, nós também não gostamos, mas estamos um bocado de mãos atadas". Porque se foi por uma ninharia (e umas dezenas de milhar de euros são uma ninharia), sinceramente meus senhores, tenham vergonha na cara.
Ah, e porque vem a propósito: o Natal é, sobretudo, a festa da família. Reunimo-nos na noite de 24, trocamos presentes com as pessoas de quem mais gostamos, lembramo-nos da razão porque estamos juntos e recarregamos baterias para voltar ao mundo real dois ou três dias depois. Não é pelos presentes, seja pelo seu valor ou pelo símbolo de sucesso que representam, não é pelos doces, não é pelo subsídio de Natal. No Natal o subsídio é pago para permitir um maior conforto material na quadra festiva, os doces servem para confortar o estômago (e o conforto do estômago conforta a alma) e os presentes são um gesto para com as pessoas mais próximas a dizer que gostamos delas. Mas... experimentem um Natal carregado de presentes e doces e subsídios passado sozinho em casa a ver se é a mesma coisa. Ou então experimentem um Natal com uma refeição banal e uma qualquer sobremesa instântanea, sem presentes e com a conta a zeros mas junto das pessoas que importam. Continua a ser Natal, mesmo sem um telemóvel novo ou um plasma de 42".
Será que isto não incomoda a presidência da câmara de Lisboa? Já se sabe que a CML tá nas lonas e precisa de guito para poder pagar facturas e juros de empréstimos. Mas não dava para fazer algum dinheiro, mesmo que fosse menos, com algo menos invasivo? Algo menos declaradamente publicitário? É que "iluminação patrocinada" e "anúncio comercial" são coisas bastante distintas! Um patrocínio é um pequeno logótipo em posição secundária, a lembrar quem pagou as contas. Num anúncio a mensagem da empresa ou a sua imagem estão em primeiro plano e procuram a máxima visibilidade para criar no destinatário a predisposição para a aquisição dos bens ou serviços. É precisamente isto que se passa nas principais praças de Lisboa. O facto de serem iluminações de Natal tornou-se completamente secundário. As luzes ali presentes não têm estrelas, nem anjos, nem mensagens de "feliz Natal". Só mesmo o gigantesco (e feio) logótipo da TMN.
Mas, sobretudo, chateia-me o patrocínio da Samsung à iluminação do Cristo-Rei. Tá iluminado (e de forma bem pirosa, diga-se) com leds a fazer um qualquer desenho que supostamente é uma representação de um anjo, e na base do monumento, a estátua de Cristo de braços abertos a olhar sobre Lisboa, um gigantesco logótipo da Samsung!
Que a CML está falida, já se sabe. Mas a Câmara de Almada está assim a precisar tanto de dinheiro que corrompa tão facilmente o seu principal monumento, figura omnipresente da travessia do Tejo pela 25 de Abril? Para a Samsung, está-se bem a ver, é um excelente negócio. O tempo necessário para a travessia da ponte cresce à medida que o Natal se aproxima e não dá para estar parado na ponte sem ver em permanência a sua mensagem publicitária, ali aos pés do Cristo-rei.
Espero que o negócio tenha sido volumoso. Muito volumoso. Que as câmaras municipais em causa tenham conseguido, pelo menos, sanear as suas delicadas situações financeiras, a bem dos seus munícipes. Que esta promiscuidade entre Natal e publicidade seja, pelo menos, um mal necessário para a continuação de serviços públicos de qualidade em duas das maiores cidades do país. Fico muito menos ofendido se me disserem "eh pá, nós também não gostamos, mas estamos um bocado de mãos atadas". Porque se foi por uma ninharia (e umas dezenas de milhar de euros são uma ninharia), sinceramente meus senhores, tenham vergonha na cara.
Ah, e porque vem a propósito: o Natal é, sobretudo, a festa da família. Reunimo-nos na noite de 24, trocamos presentes com as pessoas de quem mais gostamos, lembramo-nos da razão porque estamos juntos e recarregamos baterias para voltar ao mundo real dois ou três dias depois. Não é pelos presentes, seja pelo seu valor ou pelo símbolo de sucesso que representam, não é pelos doces, não é pelo subsídio de Natal. No Natal o subsídio é pago para permitir um maior conforto material na quadra festiva, os doces servem para confortar o estômago (e o conforto do estômago conforta a alma) e os presentes são um gesto para com as pessoas mais próximas a dizer que gostamos delas. Mas... experimentem um Natal carregado de presentes e doces e subsídios passado sozinho em casa a ver se é a mesma coisa. Ou então experimentem um Natal com uma refeição banal e uma qualquer sobremesa instântanea, sem presentes e com a conta a zeros mas junto das pessoas que importam. Continua a ser Natal, mesmo sem um telemóvel novo ou um plasma de 42".
10 dezembro 2008
Equívocos
Hoje cheguei ao carro e dei com um papelito preso no pára-brisas. Detesto papelitos no pára-brisas, irrita-me este meio de promoção de serviços. Obriga-me a tirar o cinto de segurança e sair do carro para tirar o papel (em geral só reparo que tenho algo preso nas escovas depois de me ter instalado devidamente) ou, pior, se apanha chuva fico com papel derretido colado ao vidro.
Saio do carro para tirar o papel e olho para a mensagem publicitária. O título dizia: "Farto de gastar dinheiro? Venha ao Papoxeyo". Isto em maiúsculas, com a palavra "dinheiro" em letras maiores que o resto. Desconhecendo o que raio é o Papoxeyo, continuo a ler. De relance olho para os produtos em promoção e vejo: Coelho: 1,40€, Cão: 4,80€, Gato: 2,10€, Peixe: 2,50€.
Digam-me: pensaram imediatamente no mesmo que eu? É que quando li "coelho", pensei imediatamente num talho; depois, lendo "cão" e "gato" assustei-me. Eu sei que a crise anda aí, mas se a coisa já estivesse assim tão mal nem sei o que pensar...
Afinal, não, não é um talho. Lendo as letras pequenas, descobri que os preços referidos são para a ração dos ditos animais. A loja vende alimento para bichos, não vende bichos como alimento... Confesso que fiquei aliviado.
Na parte de trás, uma tentativa algo incipiente de mensagem humorística tinha um desenho do Garfield a dizer "Eu até aproveitava se lá servissem lasanha". Pois, lasanha, não. À primeira vista parece que servem coelho, gato, cão e peixe. Mas não falam em lasanha.
Saio do carro para tirar o papel e olho para a mensagem publicitária. O título dizia: "Farto de gastar dinheiro? Venha ao Papoxeyo". Isto em maiúsculas, com a palavra "dinheiro" em letras maiores que o resto. Desconhecendo o que raio é o Papoxeyo, continuo a ler. De relance olho para os produtos em promoção e vejo: Coelho: 1,40€, Cão: 4,80€, Gato: 2,10€, Peixe: 2,50€.
Digam-me: pensaram imediatamente no mesmo que eu? É que quando li "coelho", pensei imediatamente num talho; depois, lendo "cão" e "gato" assustei-me. Eu sei que a crise anda aí, mas se a coisa já estivesse assim tão mal nem sei o que pensar...
Afinal, não, não é um talho. Lendo as letras pequenas, descobri que os preços referidos são para a ração dos ditos animais. A loja vende alimento para bichos, não vende bichos como alimento... Confesso que fiquei aliviado.
Na parte de trás, uma tentativa algo incipiente de mensagem humorística tinha um desenho do Garfield a dizer "Eu até aproveitava se lá servissem lasanha". Pois, lasanha, não. À primeira vista parece que servem coelho, gato, cão e peixe. Mas não falam em lasanha.
09 dezembro 2008
X rated
A pornografia existe na internet desde que existe internet. Aliás, há até quem diga que a internet só serve para ver porno.
Mas agora há o Magalhães! E o Magalhães é patrocinado pelo Governo e começaram logo a aparecer opiniões mostrando a preocupação com o facto de o Magalhães permitir ver pornografia. Bom, eu lamento desapontar os mais conservadores, mas os computadores não conseguem distinguir entre a Linda Lovelace e a Vivian Leigh, tal como não conseguem distinguir entre o Garganta Funda e o E tudo o vento levou.
Só que... não temam, ó pais preocupados, tementes a Deus e que receiam que este instrumento do demo colocado pelas ímpias mãos do Governo ao alcance das vossas crianças os lance no caminho da perdição e do pecado! Não temam, porque o Magalhães tem funções avançadas de controlo parental!!! Sim, é possível impedir as crianças de ver pornografia!
Nota: para quem não percebeu o tom irónico, aqui fica a exlicação mais detalhada: não há controlo parental que torne inacessível toda a pornografia. Com trabalho suficiente qualquer computador acede a qualquer site porno. Além disso, o controlo parental não impede as inocentes crianças de andarem a copiar AVIs porno de um disco para o outro, nem impede os DVD porno. Dêm as voltas que derem. Mas também o leitor de DVD lá de casa não tem controlo parental, por isso não percebo qual é a histeria. Tá bem, os putos querem ver gajas de mamas grandes. É chato, mas querem fazer o quê? Ah, e o tal controlo parental avançado... existe em todas as versões do windows. Claro que ninguém alguma vez se preocupou com isso e os putos andam há anos a ver pornografia no computador dos pais, mas mais vale tarde que nunca, não é?
Mas agora há o Magalhães! E o Magalhães é patrocinado pelo Governo e começaram logo a aparecer opiniões mostrando a preocupação com o facto de o Magalhães permitir ver pornografia. Bom, eu lamento desapontar os mais conservadores, mas os computadores não conseguem distinguir entre a Linda Lovelace e a Vivian Leigh, tal como não conseguem distinguir entre o Garganta Funda e o E tudo o vento levou.
Só que... não temam, ó pais preocupados, tementes a Deus e que receiam que este instrumento do demo colocado pelas ímpias mãos do Governo ao alcance das vossas crianças os lance no caminho da perdição e do pecado! Não temam, porque o Magalhães tem funções avançadas de controlo parental!!! Sim, é possível impedir as crianças de ver pornografia!
Nota: para quem não percebeu o tom irónico, aqui fica a exlicação mais detalhada: não há controlo parental que torne inacessível toda a pornografia. Com trabalho suficiente qualquer computador acede a qualquer site porno. Além disso, o controlo parental não impede as inocentes crianças de andarem a copiar AVIs porno de um disco para o outro, nem impede os DVD porno. Dêm as voltas que derem. Mas também o leitor de DVD lá de casa não tem controlo parental, por isso não percebo qual é a histeria. Tá bem, os putos querem ver gajas de mamas grandes. É chato, mas querem fazer o quê? Ah, e o tal controlo parental avançado... existe em todas as versões do windows. Claro que ninguém alguma vez se preocupou com isso e os putos andam há anos a ver pornografia no computador dos pais, mas mais vale tarde que nunca, não é?
08 dezembro 2008
Bola
6-0. Aliás, 0-6. Soube bem! Ainda por cima porque o Leixões perdeu e agora sim, estamos em primeiro lugar! Finalmente, acabaram-se as pernas ao pessoal de Matosinhos, já andavam a chatear...
Note-se que refiro a derrota do Leixões como boa notícia, nada dizendo sobre os resultados de Porto e Sporting; a razão é simples: só me preocupo com os resultados dos adversários directos na luta pelo título, não me dizendo respeito os jogos que envolvem equipas mais pequenas.
Note-se que refiro a derrota do Leixões como boa notícia, nada dizendo sobre os resultados de Porto e Sporting; a razão é simples: só me preocupo com os resultados dos adversários directos na luta pelo título, não me dizendo respeito os jogos que envolvem equipas mais pequenas.
05 dezembro 2008
Pub
Não há tempo. Vamos para intervalo! Um intervalo precisamente sobre... publicidade! (MC2 = Malaysian Creative Circle)
(obrigado Tânia)
(obrigado Tânia)
03 dezembro 2008
UEFA
Estão agora a acabar os jogos do grupo do Benfica para a Taça UEFA. Hertha de Berlin contra Galatasary e Metalist contra Olimpiacos. Até há um minuto atrás, o empate entre Olimpiacos e Metalist colocava o Benfica fora da próxima fase, sem qualquer hipótese matemática de passar.
Como o Hertha de Belin vai perdendo, caso o Olimpiacos ganhasse, que seria o cenário ideal, ao Benfica "bastava" ganhar por 3 golos ou mais ao Metalist e que o Hertha de Berlim não ganhasse ao Olimpiacos na última jornada (para a semana).
Caso ganhe o Metalist, o que tudo indica que venha a acontecer (marcou o 1-0 perto do fim da partida, já estamos nos descontos), continua a haver uma esperança de apuramento. Para tal, "basta" que: Olimpiacos e Hertha empatem; e o Benfica ganhe ao Metalist por uns módicos... 9 golos de vantagem!!!
Sinceramente, não sei que cenário é pior: se ter de ganhar por 3 e depender de resultados alheios, o que ainda dá uma réstia de esperança aos mais crentes, se ter de ganhar por 9 e mesmo assim depender de resultados de terceiros, o que elimina qualquer esperança mesmo aos mais fanáticos e sonhadores adeptos, ou se arrumar de vez com a questão e ir para a última jornada sabendo que é o último jogo europeu da época.
Mas, em face das exibições e resultados deste ano, o melhor mesmo seria conseguir uma dispensa da UEFA e não jogar a última ronda.
Como o Hertha de Belin vai perdendo, caso o Olimpiacos ganhasse, que seria o cenário ideal, ao Benfica "bastava" ganhar por 3 golos ou mais ao Metalist e que o Hertha de Berlim não ganhasse ao Olimpiacos na última jornada (para a semana).
Caso ganhe o Metalist, o que tudo indica que venha a acontecer (marcou o 1-0 perto do fim da partida, já estamos nos descontos), continua a haver uma esperança de apuramento. Para tal, "basta" que: Olimpiacos e Hertha empatem; e o Benfica ganhe ao Metalist por uns módicos... 9 golos de vantagem!!!
Sinceramente, não sei que cenário é pior: se ter de ganhar por 3 e depender de resultados alheios, o que ainda dá uma réstia de esperança aos mais crentes, se ter de ganhar por 9 e mesmo assim depender de resultados de terceiros, o que elimina qualquer esperança mesmo aos mais fanáticos e sonhadores adeptos, ou se arrumar de vez com a questão e ir para a última jornada sabendo que é o último jogo europeu da época.
Mas, em face das exibições e resultados deste ano, o melhor mesmo seria conseguir uma dispensa da UEFA e não jogar a última ronda.
02 dezembro 2008
Tiro no pé
A expressão usa-se correntemente sempre que alguém age de forma contrária aos seus interesses, mas... raramente é aplicada no sentido literal!
Notável é a forma como o tipo não dá de si e continua como se nada tivesse acontecido!
(obrigado Mariana)
Notável é a forma como o tipo não dá de si e continua como se nada tivesse acontecido!
(obrigado Mariana)
Tá um frio que não se pode!
Hoje de manhã estão 5 graus em Lisboa. Porra, que tá frio!!!
E escusam de me vir dizer que "ah, em Bragança estão 2 negativos", ou "na Áustria estão 8 abaixo de zero", ou ainda que "Em Montreal caiu um nevão e a cidade está isolada", que eu tou-me a cagar. O frio de Bragança, Viena ou Montreal não me faz gelar os tornozelos. Os 5 graus de Lisboa até podem ser amenos, quando comparados com o resto do hemisfério norte, mas esses sinto-os nos ossos.
Tá frio, merda!!!
E escusam de me vir dizer que "ah, em Bragança estão 2 negativos", ou "na Áustria estão 8 abaixo de zero", ou ainda que "Em Montreal caiu um nevão e a cidade está isolada", que eu tou-me a cagar. O frio de Bragança, Viena ou Montreal não me faz gelar os tornozelos. Os 5 graus de Lisboa até podem ser amenos, quando comparados com o resto do hemisfério norte, mas esses sinto-os nos ossos.
Tá frio, merda!!!
28 novembro 2008
Trrrim, trrrim
Nove e meia; tocam à campaínha. Olho pelo coisito da porta e vejo um senhor, já de alguma idade.
Abri a porta (ainda pensei duas vezes se devia...), e ele apresenta-se dizendo que é gestor comercial (nome pomposo e muito na berra para vendedor porta-a-porta) da PT comunicações. Ooooof, que suspírio!!! Por momentos pensei que era testemunha de Jeová! É que desde que alegadamente disse mal da religião deles há 2 anos que os gajos não me largam, já tava com medo de ser perseguido! (a propósito, ainda a semana passada houve mais um comentário a um dos posts, mais um gajo ofendido. Por esta altura já vão com quase 100 comentários cada um!).
Como não era testemunha de Jeová, limitei-me a fechar-lhe a porta na cara (sim, pedi licença primeiro! e esperei que ele recuasse para que o "fechar a porta na cara" não fosse literal. Eu não sou um selvagem, porra!). Se fosse Jeová... sabe-se lá o que lhe faria... sim, que um homem num certo ponto começa a temer pela sua vida, pá! Aqueles gajos podem ser vingativos, sabe-se lá!
PS: este post está catalogado como post de 2ª feira de manhã, apesar de ser sexta-feira à noite. É porque me apetece e porque estou deserto para que chegue segunda feira. Na segunda feira já terão passado 4 dias sobre a vergonhosa exibição de ontem, e pode ser que as piadas começem a passar de moda...
Abri a porta (ainda pensei duas vezes se devia...), e ele apresenta-se dizendo que é gestor comercial (nome pomposo e muito na berra para vendedor porta-a-porta) da PT comunicações. Ooooof, que suspírio!!! Por momentos pensei que era testemunha de Jeová! É que desde que alegadamente disse mal da religião deles há 2 anos que os gajos não me largam, já tava com medo de ser perseguido! (a propósito, ainda a semana passada houve mais um comentário a um dos posts, mais um gajo ofendido. Por esta altura já vão com quase 100 comentários cada um!).
Como não era testemunha de Jeová, limitei-me a fechar-lhe a porta na cara (sim, pedi licença primeiro! e esperei que ele recuasse para que o "fechar a porta na cara" não fosse literal. Eu não sou um selvagem, porra!). Se fosse Jeová... sabe-se lá o que lhe faria... sim, que um homem num certo ponto começa a temer pela sua vida, pá! Aqueles gajos podem ser vingativos, sabe-se lá!
PS: este post está catalogado como post de 2ª feira de manhã, apesar de ser sexta-feira à noite. É porque me apetece e porque estou deserto para que chegue segunda feira. Na segunda feira já terão passado 4 dias sobre a vergonhosa exibição de ontem, e pode ser que as piadas começem a passar de moda...
Tão a ver?
Agora já percebem porque é que este ano quase não falo de futebol?
Ainda bem que tive treino de badminton, não vi o jogo. Fui ouvindo o relato no caminho mas por volta dos 40 minutos desliguei o rádio, já não conseguia ouvir mais nada.
Ainda bem que tive treino de badminton, não vi o jogo. Fui ouvindo o relato no caminho mas por volta dos 40 minutos desliguei o rádio, já não conseguia ouvir mais nada.
27 novembro 2008
DWI
DWI é uma sigla que quer dizer "Driving While Intoxicated". Por exemplo, um gajo que conduz bêbado. E foi isso que fez este senhor.
Mas, não só conduzia bêbado e colocando em risco os outros, como fugiu da polícia e acabou por atropelar um peão: ele próprio!!! Sim, o homem conseguiu atropelar-se com o seu próprio carro!
Agora, vem a minha questão: um tipo que atropela outro por conduzir bêbado é acusado de homicídio rodoviário, ou tentativa caso a vítima não morra. E ao atropelar-se a si próprio? Também conta?
(obrigado, Bruno)
Mas, não só conduzia bêbado e colocando em risco os outros, como fugiu da polícia e acabou por atropelar um peão: ele próprio!!! Sim, o homem conseguiu atropelar-se com o seu próprio carro!
Agora, vem a minha questão: um tipo que atropela outro por conduzir bêbado é acusado de homicídio rodoviário, ou tentativa caso a vítima não morra. E ao atropelar-se a si próprio? Também conta?
(obrigado, Bruno)
26 novembro 2008
25 novembro 2008
OVNIs
Bem, se não fosse o Truman Show, haviam de acreditar que são o Napoleão, ou que foram raptados por ETs, por isso a notícia não me fascinou por aí além.
Mas, por falar em ETs... eles andam aí e não tarda nada descobrimos onde. Para já, só sabemos onde poderão vir a estar, daqui a uns 4 biliões de anos. Já é qualquer coisa...
(obrigado Pedro)
Mas, por falar em ETs... eles andam aí e não tarda nada descobrimos onde. Para já, só sabemos onde poderão vir a estar, daqui a uns 4 biliões de anos. Já é qualquer coisa...
(obrigado Pedro)
24 novembro 2008
Pub
Quando não há tempo para mais, vai-se para intervalo...
(as voltas que é preciso dar para falar de certos assuntos em países islâmicos!)
(as voltas que é preciso dar para falar de certos assuntos em países islâmicos!)
22 novembro 2008
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
O título deste post podia querer dizer 42 num qualquer sistema arcaico de numeração, em que cada traço vale uma unidade (por exemplo, a numeração romana quando o alfabeto ia só até ao U), e podia alegar um qualquer significado filosófico para o número de I no título que seria, ao mesmo tempo, uma piada geek ao "Hitchhiker's guide to the galax guide to the galaxy".
Mas não é. Representa mesmo o som iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, que é o que estou a ouvir do lado esquerdo há quase 2 dias. Raios partam este zumbido, pá!
Já agora: porque raio é que quando temos um zumbido nos ouvidos é sempre numa frequência alta e irritante?
Mas não é. Representa mesmo o som iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, que é o que estou a ouvir do lado esquerdo há quase 2 dias. Raios partam este zumbido, pá!
Já agora: porque raio é que quando temos um zumbido nos ouvidos é sempre numa frequência alta e irritante?
P'ra que servem as gajas?
Toda a gente sabe que trabalho de mulher é secretária.
Confesso, a piada não é minha, foi inspirada num diálogo de Boston Legal: Denny Crane reencontra Shirley Schmidt, antiga namorada:
DC: You left me, Shirley. Women don't leave Denny Crane. And for a secretary?
SS: It was the Secretary of Defense.
DC: It doesn't matter. I have an image.
Confesso, a piada não é minha, foi inspirada num diálogo de Boston Legal: Denny Crane reencontra Shirley Schmidt, antiga namorada:
DC: You left me, Shirley. Women don't leave Denny Crane. And for a secretary?
SS: It was the Secretary of Defense.
DC: It doesn't matter. I have an image.
21 novembro 2008
Matrículas
Não são as da escola, são as outras, as dos carros.
A minha não foi cancelada. E a vossa? (se compraram um carro em segunda mão e não procederam ao registo pode-vos acontecer...)
A minha não foi cancelada. E a vossa? (se compraram um carro em segunda mão e não procederam ao registo pode-vos acontecer...)
Euribor
A Euribor, depois de passar uns tempos nas nuvens, começou a descer. A taxa de juro da maior parte dos créditos está indexada à Euribor e por isso prevê-se uma descida, daqui a algum tempo, das prestações. Mas como os cálculos são feito apenas no vencimento dos contratos e tomando como referência a Euribor nos últimos 30 dias, pode demorar uns meses até se sentir a diferença na conta bancária.
Pois bem, NÃO TEMAM!!! O Ó faxavor! antecipa-se aos bancos e resolve, de forma arrojada e altruísta, pensando no bem-estar das famílias portuguesas, BAIXAR A SUA TAXA DE JURO!!!
Se olharem ali para cima, para as letras pequeninas a seguir ao título, poderão constatar que a taxa baixou! Sim, baixou! Dantes o Ó faxavor! era vendido com uma TAEG de 8,62% e baixou uns espectaculares... 0,3%!!! Sim, 0,3! Agora a taxa de juro do Ó faxavor! é de apenas 8,32% para um leasing ou ALD a 48 meses, com 20% de entrada! E SEM QUAISQUER COMISSÕES!!!
Nota: alguns de vós poderão interrogar-se porque é que com a Euribor abaixo dos 5 pontos continuam a pagar um juro acima dos 8. Bom, compreendo a vossa posição, mas não posso fazer nada. Alguns problemas de liquidez impedem-me de baixar o vosso spread. Além disso, como nenhum de vós é particularmente bom cliente (não consigo nomear um leitor sequer, que tenha feito um PPR com o Ó faxavor!), não dá mesmo para vos dar um spread abaixo dos 3,5%. É a vida, o que querem?
Pois bem, NÃO TEMAM!!! O Ó faxavor! antecipa-se aos bancos e resolve, de forma arrojada e altruísta, pensando no bem-estar das famílias portuguesas, BAIXAR A SUA TAXA DE JURO!!!
Se olharem ali para cima, para as letras pequeninas a seguir ao título, poderão constatar que a taxa baixou! Sim, baixou! Dantes o Ó faxavor! era vendido com uma TAEG de 8,62% e baixou uns espectaculares... 0,3%!!! Sim, 0,3! Agora a taxa de juro do Ó faxavor! é de apenas 8,32% para um leasing ou ALD a 48 meses, com 20% de entrada! E SEM QUAISQUER COMISSÕES!!!
Nota: alguns de vós poderão interrogar-se porque é que com a Euribor abaixo dos 5 pontos continuam a pagar um juro acima dos 8. Bom, compreendo a vossa posição, mas não posso fazer nada. Alguns problemas de liquidez impedem-me de baixar o vosso spread. Além disso, como nenhum de vós é particularmente bom cliente (não consigo nomear um leitor sequer, que tenha feito um PPR com o Ó faxavor!), não dá mesmo para vos dar um spread abaixo dos 3,5%. É a vida, o que querem?
20 novembro 2008
Escalfetas (agora é que é!)
Há palavras assim, como escalfeta. Não se percebe bem de onde vieram, nem porque raio soam como soam. Não têm nada a ver com a coisa que designam.
São estas palavras que definem a dificuldade ou facilidade em aprender uma língua. As outras, como batata, fragilidade ou arco-íris, para citar apenas substantivos e adjectivos, são mais ou menos normais, mas... escalfeta? Quem é que baptizou a escalfeta de escalfeta? É por estas e por outras que aprender uma língua estrangeira é tão complicado, no caso presente, o português. Para um estrangeiro é de uma enorme complexidade dominar vocábulos como escalfeta.
É que escalfeta não soa nada ao que é. A que raio soa escalfeta? A nada! A monte de lixo, a inflamação de uma qualquer mucosa, a bactéria. Sobretudo não soa a coisa agradável, e olhem que bem que sabe uma escalfeta no inverno para aquecer os pés... a única palavra minimanente parecida com escalfeta é escalfado, mas não tem nada a ver uma coisa com a outra. Escalfado diz-se de um ovo descascado mergulhado em água a ferver até cozer. Uma escalfeta não é um ovo, não se descasca e não se mergulha em água a ferver (nem em água fria, que electrodomésticos e água fria são mais ou menos como as claques de futebol e o corpo de intervenção: é melhor mantê-los separados. Claro que esta metáfora é parva e só a uso porque vem a propósito, ainda esta semana uns quantos tipos de uma claque de futebol foram detidos e são acusados de uma série de crimes. Mas, admito, é uma metáfora um bocado parva. Bom, adiante...)
Estava eu a dizer que escalfeta não soa ao que é. Há palavras assim, não soam ao que querem dizer. Como comezinha. Comezinha é outra daquelas palavras que um estrangeiro nunca conseguirá dominar. É, até, um bom truque para apanhar estrangeiros a tentarem passar-se por portugueses, atirar para o meio de uma frase duas ou três escalfetas e mais uma ou duas comezinha a ver se caem na esparrela (olha, por falar em palavras que não soam ao que significam, aqui está um belo contra-exemplo: esparrela! É que nota-se logo que não pode ser coisa boa, tem o seu quê de artimanha. E olha, mais uma, artimanha, soa precisamente ao que é!).
São estas palavras que definem a complexidade de uma língua. Nenhum estrangeiro poderá alguma vez dominar o português se não conseguir compreender em que situações se devem usar palavras como escalfeta ou comezinha. E o mesmo se passa nas outras línguas, há palavras que não lembram ao diabo. Claro que não me lembro de nenhuma, não domino assim por aí além nenhuma língua estrangeira, mas lembro-me de exemplos ao contrário. Por exemplo, a minha palavra preferida da língua inglesa é exquisite. Que é precisamente uma palavra ao contrário de escalfeta: uma palavra que só de pronunciar percebe-se logo o seu significado. Exquisite é (e, perdoem-me, requinte não é tradução que lhe faça juz) uma palavra de um tal refinamento, de uma tal elegância ao articular que assim que se ouve nem nos precisam de trazer um dicionário, percebe-se logo que é algo... bom!, assim como o Ferrero Rocher, mas sem o vestido amarelo e o ridículo chapéu de 4m^2 do anúncio.
Exquisite é daquelas palavras que só mesmo um ser iluminado por uma profunda e quasi-ilimitada sapiência poderia inventar. Alguém tão dotado nestas coisas do discurso que é capaz de aparecer com uma palavra nova e deixar todo um povo perplexo (olha, esta por acaso também é boa, perplexo. Gosto desta palavra, sim senhor, ainda vamos a pronunciar o ple e já se percebe onde isto vai dar!) com tamanha arte em forma de aglomerado de sílabas. O gajo que inventou a palavra exquisite é uma espécie de Miguel Ângelo do vocabulário. Ficam gerações pasmadas com a sua obra e mesmo volvidos séculos continuamos a admirar o fruto da sua genialidade em total deslumbramento.
Já escalfeta, está no extremo oposto. O gajo que inventou o nome para a escalfeta merecia ser entalado entre duas escalfetas tamanho XXL ligadas no máximo até se lembrar de um nome melhor.
São estas palavras que definem a dificuldade ou facilidade em aprender uma língua. As outras, como batata, fragilidade ou arco-íris, para citar apenas substantivos e adjectivos, são mais ou menos normais, mas... escalfeta? Quem é que baptizou a escalfeta de escalfeta? É por estas e por outras que aprender uma língua estrangeira é tão complicado, no caso presente, o português. Para um estrangeiro é de uma enorme complexidade dominar vocábulos como escalfeta.
É que escalfeta não soa nada ao que é. A que raio soa escalfeta? A nada! A monte de lixo, a inflamação de uma qualquer mucosa, a bactéria. Sobretudo não soa a coisa agradável, e olhem que bem que sabe uma escalfeta no inverno para aquecer os pés... a única palavra minimanente parecida com escalfeta é escalfado, mas não tem nada a ver uma coisa com a outra. Escalfado diz-se de um ovo descascado mergulhado em água a ferver até cozer. Uma escalfeta não é um ovo, não se descasca e não se mergulha em água a ferver (nem em água fria, que electrodomésticos e água fria são mais ou menos como as claques de futebol e o corpo de intervenção: é melhor mantê-los separados. Claro que esta metáfora é parva e só a uso porque vem a propósito, ainda esta semana uns quantos tipos de uma claque de futebol foram detidos e são acusados de uma série de crimes. Mas, admito, é uma metáfora um bocado parva. Bom, adiante...)
Estava eu a dizer que escalfeta não soa ao que é. Há palavras assim, não soam ao que querem dizer. Como comezinha. Comezinha é outra daquelas palavras que um estrangeiro nunca conseguirá dominar. É, até, um bom truque para apanhar estrangeiros a tentarem passar-se por portugueses, atirar para o meio de uma frase duas ou três escalfetas e mais uma ou duas comezinha a ver se caem na esparrela (olha, por falar em palavras que não soam ao que significam, aqui está um belo contra-exemplo: esparrela! É que nota-se logo que não pode ser coisa boa, tem o seu quê de artimanha. E olha, mais uma, artimanha, soa precisamente ao que é!).
São estas palavras que definem a complexidade de uma língua. Nenhum estrangeiro poderá alguma vez dominar o português se não conseguir compreender em que situações se devem usar palavras como escalfeta ou comezinha. E o mesmo se passa nas outras línguas, há palavras que não lembram ao diabo. Claro que não me lembro de nenhuma, não domino assim por aí além nenhuma língua estrangeira, mas lembro-me de exemplos ao contrário. Por exemplo, a minha palavra preferida da língua inglesa é exquisite. Que é precisamente uma palavra ao contrário de escalfeta: uma palavra que só de pronunciar percebe-se logo o seu significado. Exquisite é (e, perdoem-me, requinte não é tradução que lhe faça juz) uma palavra de um tal refinamento, de uma tal elegância ao articular que assim que se ouve nem nos precisam de trazer um dicionário, percebe-se logo que é algo... bom!, assim como o Ferrero Rocher, mas sem o vestido amarelo e o ridículo chapéu de 4m^2 do anúncio.
Exquisite é daquelas palavras que só mesmo um ser iluminado por uma profunda e quasi-ilimitada sapiência poderia inventar. Alguém tão dotado nestas coisas do discurso que é capaz de aparecer com uma palavra nova e deixar todo um povo perplexo (olha, esta por acaso também é boa, perplexo. Gosto desta palavra, sim senhor, ainda vamos a pronunciar o ple e já se percebe onde isto vai dar!) com tamanha arte em forma de aglomerado de sílabas. O gajo que inventou a palavra exquisite é uma espécie de Miguel Ângelo do vocabulário. Ficam gerações pasmadas com a sua obra e mesmo volvidos séculos continuamos a admirar o fruto da sua genialidade em total deslumbramento.
Já escalfeta, está no extremo oposto. O gajo que inventou o nome para a escalfeta merecia ser entalado entre duas escalfetas tamanho XXL ligadas no máximo até se lembrar de um nome melhor.
19 novembro 2008
Ratos
As cidades têm ratos. É daquelas coisas que nunca dá para exterminar completamente. Há ratos em prédios abandonados, em lixeiras, nos esgotos... Lisboa tem ratos, o Porto tem ratos, Faro tem ratos. Nova Iorque, Paris ou Londres também os têm. Mas... Hamelin? Há ratos em Hamelin? Eu pensava que o flautista tinha dado cabo dos bichos todos há não sei quanto tempo, mas pelos vistos... voltaram.
(obrigado, Pedro)
(obrigado, Pedro)
18 novembro 2008
Escalfeta
Pois, isto tem andado um bocado parado... tenho andado metido no meio do código daquilo que será o meu futuro novo site (cujo endereço não indicarei aqui, a coisa é profissional, pouco ou nada tem a ver com o blog; tal como não pretendo que os meus "clientes" vejam o blog, não quero que os fregueses do blog saibam o que raio faço eu na vida).
Mas pronto, tou a fazer uma página e depois de ter andado a vasculhar tudo o que é CMS (Content Management System, coisas que ajudam a criar sites de forma mais ou menos automatizada, para quem não sabe) e programas que constroem sites de forma mais ou menos fácil, mais ou menos sofisticada, mais ou menos automática, decidi que o melhor mesmo era programá-lo eu do zero. Assim controlo o que o site faz e deixa de fazer e a forma como as coisas são apresentadas (e testo tudo o que faço no Google Chrome, que é, em princípio, igual ao Safari, no Firefox e no IE, que é para ter a certeza que a coisa faz o que deve fazer.
Para quem não sabe como se faz um site, aqui fica a ideia geral:
1. Primeiro constrói-se a base de dados em MySQL. Nesta base de dados estarão todos os artigos, notícias, categorias e demais itens que serão o conteúdo do site propriamente dito. Cada registo terá um número identificador, um nome, uma descrição e mais uns quantos atributos que dependem do que se quer fazer com ele.
2. Depois desenha-se a página usando CSS e usa-se uma página HTML como exemplo para ver o aspecto da coisa.
3. Depois faz-se o código em PHP que pega nos dados relevantes da base de dados e constrói as várias páginas.
4. Finalmente povoa-se a base de dados com o que interessa pôr no site e começa a fase de criação dos conteúdos.
Ah, claro, e assim que a coisa está pronta ou perto disso lembramo-nos que falta uma coisa e temos de voltar ao passo 1 e começar a fazer alterações.
Depois de uns 3 ou 4 dias de volta disto, o passo 1 já está concluído, o passo 2 também (a menos de um problema com o IE que ainda está por resolver), o passo 3 também (falta testá-lo a ver se funciona sempre como o esperado) e vou começar o passo 4 (o mais aborrecido de todos).
Claro que me lembrei agora de uma coisa importante: falta-me um atributo na base de dados que indique se um determinado registo está visível ou não. É que pode apetecer eliminar um item sem o eliminar de facto, mas marcá-lo como invisível. Continua na base de dados (e pode voltar a ser usado no futuro) mas não se vê.
Pièce de resistence: eu sei muito pouco de MySQL, menos ainda de PHP e quase nada de CSS. Ou seja, isto está a ser uma grande aventura, lá isso tá. É um milagre que a coisa funcione!!! Mas funciona! E em dois idiomas!!! Lista categoria, sub-categorias e artigos, mostra os conteúdos de cada um, tem botoezinhos para navegar para o registo anterior/seguinte, tem um rodapé e indica na parte de cima da página em que zona do site estamos e tudo! Não tá muito bonito, mas a seu tempo o design será melhorado (volta e meia contrato uma designer de comunicação que me ajuda com essas coisas e geralmente não cobra cachet).
E o que tem isto a ver com escalfetas? Nada! Mas a verdade é que ando há uma semana para escrever sobre escalfetas e por causa disto não tive tempo nem me ocorreu nada de jeito para dizer. Mas queria dizer-vos que não me esqueci de vós e que o post sobre as escalfetas está na calha! Pode parecer que não ligo nenhuma ao blog, mas isso não é verdade. Às vezes distraio-me e passo uns dias sem aparecer cá, mas depois passa.
Mas pronto, tou a fazer uma página e depois de ter andado a vasculhar tudo o que é CMS (Content Management System, coisas que ajudam a criar sites de forma mais ou menos automatizada, para quem não sabe) e programas que constroem sites de forma mais ou menos fácil, mais ou menos sofisticada, mais ou menos automática, decidi que o melhor mesmo era programá-lo eu do zero. Assim controlo o que o site faz e deixa de fazer e a forma como as coisas são apresentadas (e testo tudo o que faço no Google Chrome, que é, em princípio, igual ao Safari, no Firefox e no IE, que é para ter a certeza que a coisa faz o que deve fazer.
Para quem não sabe como se faz um site, aqui fica a ideia geral:
1. Primeiro constrói-se a base de dados em MySQL. Nesta base de dados estarão todos os artigos, notícias, categorias e demais itens que serão o conteúdo do site propriamente dito. Cada registo terá um número identificador, um nome, uma descrição e mais uns quantos atributos que dependem do que se quer fazer com ele.
2. Depois desenha-se a página usando CSS e usa-se uma página HTML como exemplo para ver o aspecto da coisa.
3. Depois faz-se o código em PHP que pega nos dados relevantes da base de dados e constrói as várias páginas.
4. Finalmente povoa-se a base de dados com o que interessa pôr no site e começa a fase de criação dos conteúdos.
Ah, claro, e assim que a coisa está pronta ou perto disso lembramo-nos que falta uma coisa e temos de voltar ao passo 1 e começar a fazer alterações.
Depois de uns 3 ou 4 dias de volta disto, o passo 1 já está concluído, o passo 2 também (a menos de um problema com o IE que ainda está por resolver), o passo 3 também (falta testá-lo a ver se funciona sempre como o esperado) e vou começar o passo 4 (o mais aborrecido de todos).
Claro que me lembrei agora de uma coisa importante: falta-me um atributo na base de dados que indique se um determinado registo está visível ou não. É que pode apetecer eliminar um item sem o eliminar de facto, mas marcá-lo como invisível. Continua na base de dados (e pode voltar a ser usado no futuro) mas não se vê.
Pièce de resistence: eu sei muito pouco de MySQL, menos ainda de PHP e quase nada de CSS. Ou seja, isto está a ser uma grande aventura, lá isso tá. É um milagre que a coisa funcione!!! Mas funciona! E em dois idiomas!!! Lista categoria, sub-categorias e artigos, mostra os conteúdos de cada um, tem botoezinhos para navegar para o registo anterior/seguinte, tem um rodapé e indica na parte de cima da página em que zona do site estamos e tudo! Não tá muito bonito, mas a seu tempo o design será melhorado (volta e meia contrato uma designer de comunicação que me ajuda com essas coisas e geralmente não cobra cachet).
E o que tem isto a ver com escalfetas? Nada! Mas a verdade é que ando há uma semana para escrever sobre escalfetas e por causa disto não tive tempo nem me ocorreu nada de jeito para dizer. Mas queria dizer-vos que não me esqueci de vós e que o post sobre as escalfetas está na calha! Pode parecer que não ligo nenhuma ao blog, mas isso não é verdade. Às vezes distraio-me e passo uns dias sem aparecer cá, mas depois passa.
12 novembro 2008
Os animais são nossos amigos!
E ensinam-nos coisas muito giras. Por exemplo,ensinam-nos a reciclar, poupar energia, ou produzir menos poluição.
(obrigado Margot)
(obrigado Margot)
Tequilla is a girl's best friend
Foi a primeira coisa que me passou pela cabeça quando li esta notícia. Depois fui ao supermercado, comprei duas ou três garrafas de tequilla e comecei a fazer experiências. Se resultar, aviso-vos.
(obrigado pelo link, Pedro)
(obrigado pelo link, Pedro)
11 novembro 2008
Aquecimento global
Por cá as consequências do aquecimento global podem ser gravíssimas. Se o nível do mar subir a nossa faixa litoral pode ficar descaracterizada. As praias podem desaparecer e uma quantidade significativa de pessoas pode ter de mudar de casa.
Além disso, a alteração do clima pode afectar a nossa já fraca agricultura. Já para não falar no facto do turismo, 11% da nossa economia, poder ser seriamente afectado por alterações ao ritmo normal das estações do ano.
Mas... bem pior estão estes gajos!!! Ao menos nós, por mais que suba o nível do mar, continuamos a ter país...
Além disso, a alteração do clima pode afectar a nossa já fraca agricultura. Já para não falar no facto do turismo, 11% da nossa economia, poder ser seriamente afectado por alterações ao ritmo normal das estações do ano.
Mas... bem pior estão estes gajos!!! Ao menos nós, por mais que suba o nível do mar, continuamos a ter país...
Árbitros
Domingo houve um Sporting-Porto. O Sporting fez uma grande primeira parte mas só marcou um golo, o Porto equilibrou o jogo na segunda parte e Hulk marcou um golo extraordinário, no fin ganhou o Porto em penalties.
E, como não podia deixar de ser, num jogo destes há sempre quem se queixe dos árbitros. Eu vi a primeira parte toda, vi um bocado da segunda parte e bocados do prolongamento. E vi os lances polémicos nos resumos. E acho que a arbitragem foi fraca, mas com os prejuízos repartidos por ambas as equipas. Ninguém pode dizer que foi roubado sem esquecer outros lances em que foi beneficiado. Se houve algum excesso na expulsão de Caneira (embora se aceite o critério, amarelo para cada um pela picardia) a verdade é que ficou por marcar penalty sobre Hulk no mesmo lance; se houve um penalti por assinalar contra o Porto por mão, a verdade é que Liedson devia ter sido expulso por entrada "a matar" sobre Bruno Alves. Bruno Alves que até deveria ter sido expulso por entrada muito violenta sobre Moutinho ainda na primeira parte. E houve mais uns quantos lances em que os critérios, se fossem mais apertados, fariam com que o jogo nem sequer acabasse, por ficarem as equipas reduzidas a 6 jogadores.
No fim de contas, quem tem razões de queixa? Os espectadores, que viram mais uma batalha campal que um jogo de futebol, e os restantes clubes que vão ver grande parte destes lances passar impunes sem as respectivas penalizações.
Quanto ao Sporting, só tem razões de queixa de si próprio, fez uma segunda parte miserável e deixou o Porto empatar, quando teve oportunidades suficientes para chegar ao intervalo a ganhar por 3 golos ou mais.
E o Porto, se tem razões de queixa, é do seu treinador, que pôs em campo uma equipa muito fraca na primeira parte e se foi para o intervalo ainda com hipóteses de dar a volta só tem a agradecer ao desperdício de oportunidades pelos avançados do Sporting.
E, como não podia deixar de ser, num jogo destes há sempre quem se queixe dos árbitros. Eu vi a primeira parte toda, vi um bocado da segunda parte e bocados do prolongamento. E vi os lances polémicos nos resumos. E acho que a arbitragem foi fraca, mas com os prejuízos repartidos por ambas as equipas. Ninguém pode dizer que foi roubado sem esquecer outros lances em que foi beneficiado. Se houve algum excesso na expulsão de Caneira (embora se aceite o critério, amarelo para cada um pela picardia) a verdade é que ficou por marcar penalty sobre Hulk no mesmo lance; se houve um penalti por assinalar contra o Porto por mão, a verdade é que Liedson devia ter sido expulso por entrada "a matar" sobre Bruno Alves. Bruno Alves que até deveria ter sido expulso por entrada muito violenta sobre Moutinho ainda na primeira parte. E houve mais uns quantos lances em que os critérios, se fossem mais apertados, fariam com que o jogo nem sequer acabasse, por ficarem as equipas reduzidas a 6 jogadores.
No fim de contas, quem tem razões de queixa? Os espectadores, que viram mais uma batalha campal que um jogo de futebol, e os restantes clubes que vão ver grande parte destes lances passar impunes sem as respectivas penalizações.
Quanto ao Sporting, só tem razões de queixa de si próprio, fez uma segunda parte miserável e deixou o Porto empatar, quando teve oportunidades suficientes para chegar ao intervalo a ganhar por 3 golos ou mais.
E o Porto, se tem razões de queixa, é do seu treinador, que pôs em campo uma equipa muito fraca na primeira parte e se foi para o intervalo ainda com hipóteses de dar a volta só tem a agradecer ao desperdício de oportunidades pelos avançados do Sporting.
10 novembro 2008
Raios partam os horários...
Quinta-feira passada não pude ver o Benfica, porque tinha treino de badminton. Menos mal porque perdemos. Hoje o Benfica joga para a Taça e volto a não pode ver o jogo: tenho treino de badminton. Raios partam os horários dos jogos do Benfica, pá!
PS: apesar de injusto pelo que fizeram na primeira parte e pelos erros de arbitragem que os prejudicaram, sabe sempre bem ver o Sporting perder. Só é pena que tivesse de ser contra o Porto, preferia que ficassem os tripeiros pelo caminho. Mas pronto, a vida é injusta...
PS: apesar de injusto pelo que fizeram na primeira parte e pelos erros de arbitragem que os prejudicaram, sabe sempre bem ver o Sporting perder. Só é pena que tivesse de ser contra o Porto, preferia que ficassem os tripeiros pelo caminho. Mas pronto, a vida é injusta...
07 novembro 2008
Levar pancada
Ontem estive umas duas horas a levar pancada no badminton. Fartei-me de correr e, aparentemente, chegava sempre atrasado ao volante.
Bom, antes assim. Ter passado o serão a levar pancada no badminton impediu-me de ficar em casa a ver o Benfica levar pancada dos turcos.
Moral da história: há sempre alguma coisa boa em cada história. É preciso saber procurá-la.
Bom, antes assim. Ter passado o serão a levar pancada no badminton impediu-me de ficar em casa a ver o Benfica levar pancada dos turcos.
Moral da história: há sempre alguma coisa boa em cada história. É preciso saber procurá-la.
05 novembro 2008
Camisolas, casacos, gabardines e sobretudos
O tempo de frio e chuva chegou. Podia dizer-se que é o Inverno, mas tecnicamente esse só começa daqui a mais ou menos mês e meio. Com o tempo de frio e chuva muda o estilo de roupa que as pessoas vestem e mudam também os adereços. Passa-se a usar camisolas de lã e casacos compridos, leva-se o guarda-chuva. Ao passo que no Verão qualquer T-shirt nos serve e o casaco fica guardado no roupeiro.
Esta mudança na roupa tem outras consequências, além da óbvia questão do isolamento térmico. Sobretudo ao nível da logística. Não tanto a logística de cada um, decidindo o que quer vestir ou onde pendurar tantos casacos lá em casa que ficaram guardados num qualquer recanto quasi-inacessível durante o Verão, mas logística num sentido mais amplo: nos transportes públicos.
O facto de toda a gente levar camisolas quentes e casacos faz com que todas as pessoas ocupem muito mais espaço no Inverno que no Verão. E isso, numa rede de transportes já sobrelotada, é bastante incomodativo. Os comboios que no Verão estão apinhados de gente no Inverno acomodam pessoas que, não sendo em maior número, ocupam ainda mais espaço e vão balouçando ao ritmo do amortecimento produzido por tais agasalhos. Numa carruagem de comboio em pleno Inverno estamos comprimidos contra o vizinho do lado, a nossa camisola grossa de lã contra o seu sobretudo. O mesmo se passa nos autocarros, no metro, em todo o lado onde as pessoas se juntam em grandes números sem ser por razões sociais.
É desagradável o aperto acrescido quando chega o tempo do frio e da chuva. Por isso eu acho que o preço dos transportes públicos devia aumentar durante o Outono e Inverno. Para ver se a coisa alivia um bocado. Se aumenta o preço diminui a procura, fica mais espaço livre! Mas não pensem que eu acho que a solução seria o pessoal ir de carro em vez de usar os transportes públicos, claro que não! Isso é que era bonito, toda a gente a ir de carro!!! Já bem chegam os engarrafamentos extra porque em dia de chuva aparecem sempre pessoas que se esquecem que os travões perdem eficácia. Também defendo um aumento do preço dos combustíveis! Quem quer ir trabalhar, porque vai incomodar os outros nos transportes, tem de pagar mais por isso. Se não quer pagar, não vá trabalhar, que o objectivo é mesmo esse! Menos gente a sair de casa, logo mais espaço para cada um!
O mesmo devia acontecer nos restaurantes. Enquanto que no Verão podemos andar entre as mesas livremente, no Inverno é impossível levantarmo-nos para ir à casa de banho sem arrastar pelo caminho duas gabardines, três casacos e um guarda-chuva. Olhamos para o espaço entre as cadeiras e constatamos que está totalmente ocupado por roupa, não deixando qualquer espaço vazio. Os restaurantes deviam aumentar o espaço entre mesas no Inverno, para permitir às pessoas circular, e para isso deviam reduzir o número de mesas. Ora a única forma de fazer isso sem provocar escassez de lugares seria aumentar os preços, eu diria uns 20%, e com isso incentivar mais pessoas a trazer farnel de casa, para mais quando este aumento seria complementado com aumentos generalizados nos transportes públicos e combustíveis.
Eu não gosto do Inverno. Tá frio e aborrece. Apetece ficar quentinho na cama de manhã. Por isso gosto muito da minha nova actividade profissional. Isto de trabalhar por conta própria tem as suas vantagens. Uma delas é poder começar a trabalhar mais tarde, se me apetecer, que o chefe não se importa. E escuso de apanhar o comboio na hora de ponta (que não apanharia de qualquer forma, porque ando de carro).
Esta mudança na roupa tem outras consequências, além da óbvia questão do isolamento térmico. Sobretudo ao nível da logística. Não tanto a logística de cada um, decidindo o que quer vestir ou onde pendurar tantos casacos lá em casa que ficaram guardados num qualquer recanto quasi-inacessível durante o Verão, mas logística num sentido mais amplo: nos transportes públicos.
O facto de toda a gente levar camisolas quentes e casacos faz com que todas as pessoas ocupem muito mais espaço no Inverno que no Verão. E isso, numa rede de transportes já sobrelotada, é bastante incomodativo. Os comboios que no Verão estão apinhados de gente no Inverno acomodam pessoas que, não sendo em maior número, ocupam ainda mais espaço e vão balouçando ao ritmo do amortecimento produzido por tais agasalhos. Numa carruagem de comboio em pleno Inverno estamos comprimidos contra o vizinho do lado, a nossa camisola grossa de lã contra o seu sobretudo. O mesmo se passa nos autocarros, no metro, em todo o lado onde as pessoas se juntam em grandes números sem ser por razões sociais.
É desagradável o aperto acrescido quando chega o tempo do frio e da chuva. Por isso eu acho que o preço dos transportes públicos devia aumentar durante o Outono e Inverno. Para ver se a coisa alivia um bocado. Se aumenta o preço diminui a procura, fica mais espaço livre! Mas não pensem que eu acho que a solução seria o pessoal ir de carro em vez de usar os transportes públicos, claro que não! Isso é que era bonito, toda a gente a ir de carro!!! Já bem chegam os engarrafamentos extra porque em dia de chuva aparecem sempre pessoas que se esquecem que os travões perdem eficácia. Também defendo um aumento do preço dos combustíveis! Quem quer ir trabalhar, porque vai incomodar os outros nos transportes, tem de pagar mais por isso. Se não quer pagar, não vá trabalhar, que o objectivo é mesmo esse! Menos gente a sair de casa, logo mais espaço para cada um!
O mesmo devia acontecer nos restaurantes. Enquanto que no Verão podemos andar entre as mesas livremente, no Inverno é impossível levantarmo-nos para ir à casa de banho sem arrastar pelo caminho duas gabardines, três casacos e um guarda-chuva. Olhamos para o espaço entre as cadeiras e constatamos que está totalmente ocupado por roupa, não deixando qualquer espaço vazio. Os restaurantes deviam aumentar o espaço entre mesas no Inverno, para permitir às pessoas circular, e para isso deviam reduzir o número de mesas. Ora a única forma de fazer isso sem provocar escassez de lugares seria aumentar os preços, eu diria uns 20%, e com isso incentivar mais pessoas a trazer farnel de casa, para mais quando este aumento seria complementado com aumentos generalizados nos transportes públicos e combustíveis.
Eu não gosto do Inverno. Tá frio e aborrece. Apetece ficar quentinho na cama de manhã. Por isso gosto muito da minha nova actividade profissional. Isto de trabalhar por conta própria tem as suas vantagens. Uma delas é poder começar a trabalhar mais tarde, se me apetecer, que o chefe não se importa. E escuso de apanhar o comboio na hora de ponta (que não apanharia de qualquer forma, porque ando de carro).
04 novembro 2008
Boas ideias
Boas ideias são difíceis de encontrar. Por isso, quando se vê uma, convém dar-lhe o destaque devido. Esta ideia é tão boa, tão boa, que merece um post no Ó faxavor!
Os CTT convidam toda a gente a ser Pai Natal: de uma lista de instituições e respectivas necessidades, cada um escolhe o que quer oferecer para este Natal, vai aos correios e entrega. A distribuição é gratuita e os CTT tratam de tudo, nem precisamos saber a morada da instituição. Sem morada nem código postal, chega ao sítio. Ah, e quem não quiser oferecer coisas, por não saber o que pode oferecer, os donativos também podem ser em dinheiro, nos balcões dos CTT ou nas lojas PayShop.
Sigam o link!
Os CTT convidam toda a gente a ser Pai Natal: de uma lista de instituições e respectivas necessidades, cada um escolhe o que quer oferecer para este Natal, vai aos correios e entrega. A distribuição é gratuita e os CTT tratam de tudo, nem precisamos saber a morada da instituição. Sem morada nem código postal, chega ao sítio. Ah, e quem não quiser oferecer coisas, por não saber o que pode oferecer, os donativos também podem ser em dinheiro, nos balcões dos CTT ou nas lojas PayShop.
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Voltei
Ah, sim, já voltei de lá, o tal sítio onde fui fazer não sei o quê. E não nevou, pelo menos não no centro da cidade. Nos arredores parece que sim e nas montanhas também.
Eleições
Hoje vamos a votos. Bom, não vamos, mas devíamos! Hoje elege-se o presidente dos EUA e o resultado significa a diferença entre a vida e a morte para muita gente. Por isso nós também devíamos votar.
Infelizmente os gajos não vão nisso (se fossem, o Obama ganhava com 800% dos votos), por isso resta-nos acompanhar as notícias e viver com o resultado.
A propósito, a avó do Obama morreu ontem. Ele já tinha interrompido a campanha para a visitar e ontem a senhora morreu vítima de cancro. Pronto, já tinha 86 anos, não era propriamente uma jovem com a vida toda pela frente, mas é sempre chato.
Claro que no que a coisas chatas diz respeito, havendo eleições hoje, é capaz de ser das coisas chatas que melhor servem os interesses de Obama: toda a gente sabe que o pity factor contribui decisivamente para as intenções de voto de última hora, é capaz de haver um boost de votos no coitadinho do neto que perdeu a avó.
Imagino as reacções na sede de campanha de Barack Obama:
Alguém próximo de Obama: Amigos, tenho uma triste notícia. Faleceu a avó do Barack.
Gajo do marketing eleitoral: Mas, isso é excelente!!! Bora já fazer uma sondagem relâmpago para tentarmos perceber o efeito "dead grandma" nas intenções de voto dos indecisos!
Director de campanha: para quê, pá? Se já estava ganho, mais ganho ficou!!! De facto, esta é a melhor notícia que podíamos receber hoje!
Fulano do staff em surdina: Errrr... o Barack está mesmo atrás de ti!
Director de Campanha e gajo do marketing eleitoral, em coro: Senhor Senador, os nossos sentidos pêsames. Esta triste notícia deixou-nos arrasados. Não imaginamos o que estará a sentir neste momento.
Obama: Sim, sim, vão-se foder os dois. Quando for eleito estão despedidos e desterro-vos para um qualquer city hall de 3ª no Alaska. Para fazerem companhia à Palin.
Mais tarde, quando está apenas na companhia da mulher:
Obama: bem, a velha não podia ter escolhido melhor altura para bater a bota, já viste?
Mulher do Obama: sim, a gaja já não andava cá a fazer nada. Mas pelo sim, pelo não, quando fores eleito manda fazer-lhe uma estátua, ou baptiza uma rua em homenagem a ela, ou assim.
Obama: sim, claro! Eu não podia com ela, mas se calhar ela deu-me a presidência. É para compensar as prendas de Natal que se esqueceu...
Infelizmente os gajos não vão nisso (se fossem, o Obama ganhava com 800% dos votos), por isso resta-nos acompanhar as notícias e viver com o resultado.
A propósito, a avó do Obama morreu ontem. Ele já tinha interrompido a campanha para a visitar e ontem a senhora morreu vítima de cancro. Pronto, já tinha 86 anos, não era propriamente uma jovem com a vida toda pela frente, mas é sempre chato.
Claro que no que a coisas chatas diz respeito, havendo eleições hoje, é capaz de ser das coisas chatas que melhor servem os interesses de Obama: toda a gente sabe que o pity factor contribui decisivamente para as intenções de voto de última hora, é capaz de haver um boost de votos no coitadinho do neto que perdeu a avó.
Imagino as reacções na sede de campanha de Barack Obama:
Alguém próximo de Obama: Amigos, tenho uma triste notícia. Faleceu a avó do Barack.
Gajo do marketing eleitoral: Mas, isso é excelente!!! Bora já fazer uma sondagem relâmpago para tentarmos perceber o efeito "dead grandma" nas intenções de voto dos indecisos!
Director de campanha: para quê, pá? Se já estava ganho, mais ganho ficou!!! De facto, esta é a melhor notícia que podíamos receber hoje!
Fulano do staff em surdina: Errrr... o Barack está mesmo atrás de ti!
Director de Campanha e gajo do marketing eleitoral, em coro: Senhor Senador, os nossos sentidos pêsames. Esta triste notícia deixou-nos arrasados. Não imaginamos o que estará a sentir neste momento.
Obama: Sim, sim, vão-se foder os dois. Quando for eleito estão despedidos e desterro-vos para um qualquer city hall de 3ª no Alaska. Para fazerem companhia à Palin.
Mais tarde, quando está apenas na companhia da mulher:
Obama: bem, a velha não podia ter escolhido melhor altura para bater a bota, já viste?
Mulher do Obama: sim, a gaja já não andava cá a fazer nada. Mas pelo sim, pelo não, quando fores eleito manda fazer-lhe uma estátua, ou baptiza uma rua em homenagem a ela, ou assim.
Obama: sim, claro! Eu não podia com ela, mas se calhar ela deu-me a presidência. É para compensar as prendas de Natal que se esqueceu...
29 outubro 2008
Teclados...
Tou num sítio em que os teclados sao nao standard. Por causa disso nao tenho til, nem acento circunflexo. Vá lá, tenho os acentos grave e agudo, já nao é mau... Ah e tenho uma tecla para este símbolo: ß. Nao me serve de muito, mas está cá, caso seja preciso.
Parte chata: o teclado tem o Y trocado com o Z e isso às veyes dá chatices. Enfim, ayar...
PS: está frio e a chover. Preve-se neve para amanha.
Parte chata: o teclado tem o Y trocado com o Z e isso às veyes dá chatices. Enfim, ayar...
PS: está frio e a chover. Preve-se neve para amanha.
28 outubro 2008
Antes de ir...
Uma pessoa preconceituosa é aquela que julga os outros sem quaisquer factos ou argumentos que fundamentem a sua opinião. Julga sem conhecer, julgando que conhece e toma o todo pela parte.
É opinião mais ou menos generalizada que as pessoas preconceituosas são intolerantes. Aliás, isto é quase uma tautologia. Se uma pessoa forma juizos precipitados será naturalemente intolerante em relação a quaisquer pessoas que se enquadrem num grupo que o próprio discrimina.
Mas... não será esta ideia ela própria um preconceito? Afinal, julgar que todas as pessoas preconceituosas são intolerantes é em si própria uma conclusão precipitada sobre as pessoas preconceituosas, não havendo factos que suportem a conclusão geral e está-se a tomar o todo pela parte!
E sendo um preconceito, à luz desse preconceito não serão as pessoas que julgam que os preconceituosos são intolerantes elas próprias intolerantes?
Devo dizer que depois de umas quantas cervejas comecei a pensar nesta e noutras questões, num dia em que tinha pouco que fazer, e a única conclusão a que cheguei é que precisava de mais cerveja. Depois de mais umas quantas descobri a solução para o problema, mas já não me lembro a que conclusões cheguei.
É o eterno paradoxo do álcool: quando bebo muito consigo descobrir coisas maravilhosas, mas quando o efeito passa esqueço-me delas. Por outro lado, se beber mas não o suficiente para me esquecer, continuo na mesma como estava antes, só que bêbado.
Pronto, vou fazer a mala e vou-me embora.
Até para a semana.
É opinião mais ou menos generalizada que as pessoas preconceituosas são intolerantes. Aliás, isto é quase uma tautologia. Se uma pessoa forma juizos precipitados será naturalemente intolerante em relação a quaisquer pessoas que se enquadrem num grupo que o próprio discrimina.
Mas... não será esta ideia ela própria um preconceito? Afinal, julgar que todas as pessoas preconceituosas são intolerantes é em si própria uma conclusão precipitada sobre as pessoas preconceituosas, não havendo factos que suportem a conclusão geral e está-se a tomar o todo pela parte!
E sendo um preconceito, à luz desse preconceito não serão as pessoas que julgam que os preconceituosos são intolerantes elas próprias intolerantes?
Devo dizer que depois de umas quantas cervejas comecei a pensar nesta e noutras questões, num dia em que tinha pouco que fazer, e a única conclusão a que cheguei é que precisava de mais cerveja. Depois de mais umas quantas descobri a solução para o problema, mas já não me lembro a que conclusões cheguei.
É o eterno paradoxo do álcool: quando bebo muito consigo descobrir coisas maravilhosas, mas quando o efeito passa esqueço-me delas. Por outro lado, se beber mas não o suficiente para me esquecer, continuo na mesma como estava antes, só que bêbado.
Pronto, vou fazer a mala e vou-me embora.
Até para a semana.
Até já
Eu sei que tenho andado um bocado desaparecido. Acontece, pá. Muito que fazer, e poucos assuntos de que me apeteça falar. Só se ouve falar na crise internacional e agora também o orçamento de estado e sinceramente não tenho pachorra.
Já agora, desculpem lá o mau jeito, mas vão ficar mais uns dias sem ouvir falar de mim. Vou "ali" e já venho (sexta-feira).
Já agora, desculpem lá o mau jeito, mas vão ficar mais uns dias sem ouvir falar de mim. Vou "ali" e já venho (sexta-feira).
Eu nem era para dizer nada...
Até tenho andado a evitar falar de bola, mas... viram os resultados deste fim de semana? Já olharam bem para a classificação? Os líderes do campeonato são o Nacional da Madeira (!!) e o Leixões (!!!!!!!!) com 13 pontos em 6 jogos?! Em apenas 6 jornadas o Benfica já perdeu 6 pontos, o Porto perdeu 7 e o Sporting 8!
Este ano vai ser divertido, lá isso vai...
Este ano vai ser divertido, lá isso vai...
20 outubro 2008
Tempo de vacas magras
Em tempo de vacas magras um gajo fica feliz por ganhar em casa a uma equipa da II Divisão B. Mesmo que seja nos penalties. São estas pequenas ironias que dão tempero aos dias mais cinzentos...
E por falar em dias cinzentos: no sábado saí de casa uns 10 minutos depois de começar a tromba de água e nem queria acreditar no que estava a ver. Passei por 4 ou 5 sítios em que fiquei com água pela matrícula! Tava a ver que era desta que Sete Rios ficava com água ao nível do viaduto do Eixo N-S...
E por falar em dias cinzentos: no sábado saí de casa uns 10 minutos depois de começar a tromba de água e nem queria acreditar no que estava a ver. Passei por 4 ou 5 sítios em que fiquei com água pela matrícula! Tava a ver que era desta que Sete Rios ficava com água ao nível do viaduto do Eixo N-S...
17 outubro 2008
Contradição
Diz o Público: Quem mais sabe sobre sexo, mais tarde inicia as relações . O que vem contrariar um pouco a ideia que sexo é bom, não vem?
Nova época
Depois de 2 meses e meio de paragem, por causa das férias, voltei ao badminton. Está a ser doloroso... já tava com os bofes de fora logo no aquecimento e a coisa não melhorou muito depois disso... ah, sim, e continuo sem grande jeito para acertar no volante, mas até seria de estranhar que tivesse.
Deus não existe
e eu posso prová-lo!
Se Deus existisse, o autor deste processo judicial tinha sido fulminado por um raio em pleno tribunal.
E mesmo que Deus achasse que um raio no meio de um tribunal dava demasiado nas vistas, o juiz não teria sido obrigado a inventar uma qualquer desculpa legal, tinha pegado numa espada flamejante e resolvia o problema à antiga.
Se Deus existisse, o autor deste processo judicial tinha sido fulminado por um raio em pleno tribunal.
E mesmo que Deus achasse que um raio no meio de um tribunal dava demasiado nas vistas, o juiz não teria sido obrigado a inventar uma qualquer desculpa legal, tinha pegado numa espada flamejante e resolvia o problema à antiga.
15 outubro 2008
Buraco negro
Há uma anedota que reza assim:
"Dois homens e uma freira sobrevivem a um naufrágio. Descobrem uma ilha deserta e lá vão vivendo. Passado um ano, envergonhada com a vida que levava, a freira suicida-se. Passado mais um ano, envergonhados com a vida que levavam, os homens resolvem enterrar a freira. Passado outro ano, envergonhados com a vida que levavam, resolvem desenterrá-la".
Bom, parece que vamos assistir a um remake desta anedota: "Há uns anos Pedro Santana Lopes decidiu candidatar-se à Câmara de Lisboa. Passado um ano, envergonhado com a vida que levava, saiu para ir para o Governo. Passados 6 meses, envergonhados com a vida que levaram, os portugueses tiram-no de lá. Passados 3 anos, envergonhado com a vida que levava, PSL resolve recandidatar-se".
O cenário para as próximas autárquicas é mau de qualquer das formas. Se PSL perde demite-se de todos os cargos políticos, ofendido com os eleitores, amua durante 3 meses e depois volta a líder parlamentar do PSD e ainda se recandidata a líder do partido (outra vez). E lá temos nós de aturar as birras do menino (o menino guerreiro, lembram-se?), e ouvi-lo nos noticiários a toda a hora. Se PSL ganha o melhor que toda a gente tem a fazer é mudar-se para Oeiras, Vila Franca ou Almada, porque tá-me a parece que não demora nem 2 anos até nascerem 3 ou 4 projectos essenciais para a cidade de Lisboa: (1) pôr a segunda circular toda em túnel desde o aeroporto até Pina Manique; (2) substituir a ponte 25 de Abril por um túnel Alcântara-Almada; (3) fazer um túnel através de Monsanto, desde o nó da CRIL até às Amoreiras para retirar a A5 do parque e (4) pôr o aeroporto todo debaixo de terra, com os aviões a entrarem no sub-solo ao pé dé dos Jerónimos e a fazerem o percurso através da cidade todo em túnel.
"Dois homens e uma freira sobrevivem a um naufrágio. Descobrem uma ilha deserta e lá vão vivendo. Passado um ano, envergonhada com a vida que levava, a freira suicida-se. Passado mais um ano, envergonhados com a vida que levavam, os homens resolvem enterrar a freira. Passado outro ano, envergonhados com a vida que levavam, resolvem desenterrá-la".
Bom, parece que vamos assistir a um remake desta anedota: "Há uns anos Pedro Santana Lopes decidiu candidatar-se à Câmara de Lisboa. Passado um ano, envergonhado com a vida que levava, saiu para ir para o Governo. Passados 6 meses, envergonhados com a vida que levaram, os portugueses tiram-no de lá. Passados 3 anos, envergonhado com a vida que levava, PSL resolve recandidatar-se".
O cenário para as próximas autárquicas é mau de qualquer das formas. Se PSL perde demite-se de todos os cargos políticos, ofendido com os eleitores, amua durante 3 meses e depois volta a líder parlamentar do PSD e ainda se recandidata a líder do partido (outra vez). E lá temos nós de aturar as birras do menino (o menino guerreiro, lembram-se?), e ouvi-lo nos noticiários a toda a hora. Se PSL ganha o melhor que toda a gente tem a fazer é mudar-se para Oeiras, Vila Franca ou Almada, porque tá-me a parece que não demora nem 2 anos até nascerem 3 ou 4 projectos essenciais para a cidade de Lisboa: (1) pôr a segunda circular toda em túnel desde o aeroporto até Pina Manique; (2) substituir a ponte 25 de Abril por um túnel Alcântara-Almada; (3) fazer um túnel através de Monsanto, desde o nó da CRIL até às Amoreiras para retirar a A5 do parque e (4) pôr o aeroporto todo debaixo de terra, com os aviões a entrarem no sub-solo ao pé dé dos Jerónimos e a fazerem o percurso através da cidade todo em túnel.
13 outubro 2008
Eleições EUA
Tá tudo à espera que os americanos vão a votos para decidir se o próximo presidente dos EUA é o Obama ou o McCain (que não é, tanto quanto se sabe, familiar da Maddie).
Claro que é uma expectativa moderada, já que a eleição do presidente americano tem efeitos sobre a nossa vida mas apenas de forma indirecta (já se fôssemos cidadãos do Iraque, Irão ou outro país invadido ou prestes a sê-lo, a situação seria muito diferente). Mas isso não é verdade para todos: o Banco BEST criou um produto financeiro sui generis: o depósito a prazo Obama-McCain, em que o depositante aposta no candidato que acha ter mais hipóteses de ganhar as eleições nos EUA. Se acertar, o depósito rende 8% (TANB); se errar, o depósito só rende 2% (TANB).
A parte curiosa é o disclaimer no fim que começa por dizer que "o Banco Best não se responsabiliza por eventuais anomalias nas Eleições de 2008 para a Presidência dos EUA". Pois claro, já está toda a gente de pé atrás com eleições naquele país, dono de uma democracia tão frágil...
(obrigado Gonçalo)
Claro que é uma expectativa moderada, já que a eleição do presidente americano tem efeitos sobre a nossa vida mas apenas de forma indirecta (já se fôssemos cidadãos do Iraque, Irão ou outro país invadido ou prestes a sê-lo, a situação seria muito diferente). Mas isso não é verdade para todos: o Banco BEST criou um produto financeiro sui generis: o depósito a prazo Obama-McCain, em que o depositante aposta no candidato que acha ter mais hipóteses de ganhar as eleições nos EUA. Se acertar, o depósito rende 8% (TANB); se errar, o depósito só rende 2% (TANB).
A parte curiosa é o disclaimer no fim que começa por dizer que "o Banco Best não se responsabiliza por eventuais anomalias nas Eleições de 2008 para a Presidência dos EUA". Pois claro, já está toda a gente de pé atrás com eleições naquele país, dono de uma democracia tão frágil...
(obrigado Gonçalo)
09 outubro 2008
Espanto!
Acabei de ouvir na televisão: a propósito do Suécia-Portugal, Zlatan Ibrahimovic, reconhecido como o melhor jogador sueco, afirma-se um admirador de José Mourinho. É de admirar, sobretudo porque Ibrahimovic é treinado por... José Mourinho! Que espanto, pá, nem consigo disfarçar a minha surpresa por tais declarações, tão inesperadas!
Expectativa...
Depois dos campeonatos do mundo de atletismo de 2003 e dos jogos olímpicos de 2004 em que se veio a descobrir substâncias dopantes à posteriori, desta vez a coisa pia mais fino: as amostras são guardadas e podem ser re-analisadas quando se descobrir um novo agente dopante indetectável na altura.
No final dos anos 90 e até se tornar conhecida pelas agências anti-doping a droga da moda era a THG (Tetrahidrogestrinona), sobretudo em modalidades de sprint, que requerem poder de explosão e grande massa muscular.
Já no ciclismo ou noutras modalidades de endurance, há muito que se conhece a preferência pela EPO (Eritropoitina), que premite aumentar os números de glóbulos vermelhos e consequentemente a oxigenação dos músculos.
Agora a droga da moda é uma coisa chamada CERA (Continuous erythropoitin receptor activator), também referida como EPO de terceira geração. Permite efeitos mais prolongados e é menos susceptível de detecção.
Menos susceptível, mas não impossível: houve 3 análises positivas no Tour deste ano e agora o COI vai re-analisar 5000 amostras recolhidas durante os Jogos Olímpicos. Fico à espera dos resultados com muita, mas mesmo muita curiosidade...
No final dos anos 90 e até se tornar conhecida pelas agências anti-doping a droga da moda era a THG (Tetrahidrogestrinona), sobretudo em modalidades de sprint, que requerem poder de explosão e grande massa muscular.
Já no ciclismo ou noutras modalidades de endurance, há muito que se conhece a preferência pela EPO (Eritropoitina), que premite aumentar os números de glóbulos vermelhos e consequentemente a oxigenação dos músculos.
Agora a droga da moda é uma coisa chamada CERA (Continuous erythropoitin receptor activator), também referida como EPO de terceira geração. Permite efeitos mais prolongados e é menos susceptível de detecção.
Menos susceptível, mas não impossível: houve 3 análises positivas no Tour deste ano e agora o COI vai re-analisar 5000 amostras recolhidas durante os Jogos Olímpicos. Fico à espera dos resultados com muita, mas mesmo muita curiosidade...
08 outubro 2008
Google Chrome
O Google fez um browser. Chama-se Google Chrome e por enquanto é beta. Ainda não sei se é uma boa ideia ou não. Vou usá-lo, depois decido.
Uma coisa parece certa: a guerra pela supremacia no fornecimento de serviços Internet entre a Microsoft e a Apple ganhou uma nova frente de batalha.
Página do Google Chrome.
Uma coisa parece certa: a guerra pela supremacia no fornecimento de serviços Internet entre a Microsoft e a Apple ganhou uma nova frente de batalha.
Página do Google Chrome.
Perguntas sem resposta
Quem é que se lembrou de chamar às misturas de bebidas, alcoólicas e não alcoólicas, Cocktail, que traduzido literalmente quer dizer "rabo de pila"? Que raio de expressão é essa?
07 outubro 2008
Olhos nos olhos
Mulheres sauditas só devem mostrar um olho.
Eu até consigo perceber a motivação por detrás da regra do "olho único": quando um gajo quer esbofetear uma gaja (o que, obviamente, ela fez por merecer), se ela tiver um olho tapado não consegue avaliar bem as distâncias e isso limita a sua capacidade de se esquivar.
Eu até consigo perceber a motivação por detrás da regra do "olho único": quando um gajo quer esbofetear uma gaja (o que, obviamente, ela fez por merecer), se ela tiver um olho tapado não consegue avaliar bem as distâncias e isso limita a sua capacidade de se esquivar.
Satisfação pessoal
Há já algum tempo que isto não acontecia: o prémio Nobel da Física foi atribuido pela descoberta de uma coisa de que eu até percebo um bocadinho! É só um bocadinho muito pequeno, mas já não acontecia desde 1999 (supostamente eu deveria perceber um bocadinho do assunto premiado em 2004, mas era a última parte da cadeira, já não percebi nada daquilo).
Nota: perceber um bocadinho quer dizer que fiz uma cadeira sobre o assunto, fiz um ou outro exercício sobre isso e passei à cadeira; não quer dizer que tenha gostado nem sequer que consiga explicar o assunto a outros. Se têm curiosidade, perguntem a um físico de partículas teórico. Eu só fiz duas cadeiras disso e não gostei particularmente de nenhuma.
Nota: perceber um bocadinho quer dizer que fiz uma cadeira sobre o assunto, fiz um ou outro exercício sobre isso e passei à cadeira; não quer dizer que tenha gostado nem sequer que consiga explicar o assunto a outros. Se têm curiosidade, perguntem a um físico de partículas teórico. Eu só fiz duas cadeiras disso e não gostei particularmente de nenhuma.
Ironias do destino...
O Magalhães é a nova grande aposta de José Sócrates. Todos os anos tem uma. Uma empresa pioneira, um projecto tecnológico, o choque tecnológico todos os anos tem uma nova coqueluche.
Este ano é o Magalhães, o tal "computador português". Uso aspas porque o Magalhães é apenas um projecto da Intel em dezenas de países, um dos quais Portugal, e o nome é escolhido localmente por questões de marketing. O mesmo produto tem outros nomes noutros países.
Mas não venho cá para discutir os méritos, ou falta deles, do projecto Magalhães. Independentemente da euforia governamental, é um bom projecto (embora não excepcional) e irá permitir aos mais pequenos um contacto mais precoce com a informática (coisa de que necessitamos bastante, a iliteracia informática em Portugal é gritante).
Outra das bandeiras do governo Sócrates é o combate à evasão e fraude fiscal. Desde há uns anos que os controlos do fisco e segurança social têm apertado, o encaixe fiscal tem aumentado em parte graças e esse maior controlo e o governo, desde que tomou posse, declarou guerra à economia paralela. E nem se tem safado mal, as medidas têm dado resultados. Bons resultados, mesmo que não sejam excepcionais.
A ironia do destino é o facto de a JP Sá Couto, empresa que irá produzir o Magalhães, ser arguida num processo de fraude e evasão fiscal.
Ó senhor Primeiro-Ministro: há dias em que um gajo mais valia não ter saído da cama, pá!
Este ano é o Magalhães, o tal "computador português". Uso aspas porque o Magalhães é apenas um projecto da Intel em dezenas de países, um dos quais Portugal, e o nome é escolhido localmente por questões de marketing. O mesmo produto tem outros nomes noutros países.
Mas não venho cá para discutir os méritos, ou falta deles, do projecto Magalhães. Independentemente da euforia governamental, é um bom projecto (embora não excepcional) e irá permitir aos mais pequenos um contacto mais precoce com a informática (coisa de que necessitamos bastante, a iliteracia informática em Portugal é gritante).
Outra das bandeiras do governo Sócrates é o combate à evasão e fraude fiscal. Desde há uns anos que os controlos do fisco e segurança social têm apertado, o encaixe fiscal tem aumentado em parte graças e esse maior controlo e o governo, desde que tomou posse, declarou guerra à economia paralela. E nem se tem safado mal, as medidas têm dado resultados. Bons resultados, mesmo que não sejam excepcionais.
A ironia do destino é o facto de a JP Sá Couto, empresa que irá produzir o Magalhães, ser arguida num processo de fraude e evasão fiscal.
Ó senhor Primeiro-Ministro: há dias em que um gajo mais valia não ter saído da cama, pá!
06 outubro 2008
Beu-beu-beu
Se acharem que a ideia de acordar de manhã com lambidelas peganhentas na cara é interessante, então talvez vos interesse isto:
"Somos 10 Labradores Retriever puros que queremos arranjar uma casa onde nos encham de miminhos. Nascemos no dia 21 de Agosto e a nossa mãe diz que podemos sair de casa a partir de 15 de Outubro. Somos 7 machos (3 pretos e 4 brancos) e 3 fêmeas (1 preta e 2 brancas) como podem verificar nas fotos em anexo. Se gostarem de cães e quiserem ter o privilégio de ser nossos donos liguem para Isabel - 9XXXXXXXX para combinar os detalhes, se não gostarem ou não puderem ficar conosco, mandem este e-mail para todos os vossos amigos e ajudem-nos a arranjar uma caminha fofinha......"
As fotos referidas são esta e esta.
Nota: o número de telefone foi ocultado para proteger a privacidade da autora da mensagem. Se alguém estiver interessado, mandem-me um mail (link no canto superior direito da página) e eu dou-vos o contacto.
Nota 2: os cães não são para vender, são para dar.
Nota 3: não tenho terraço; se tivesse já não eram 10 cães, eram só 9. Ou talvez 8 (uma fêmea branca e um macho preto, era o ideal para mim). Mas num apartamento não dá mesmo jeito nenhum, os bichos gostam de correr.
Actualização: esta informação já tem um mês de idade. Provavelmente já está obsoleta, por isso não irei responder a mais mails de interessados nos cachorros (que provavelmente já terão sido todos entregues aos novos donos)
"Somos 10 Labradores Retriever puros que queremos arranjar uma casa onde nos encham de miminhos. Nascemos no dia 21 de Agosto e a nossa mãe diz que podemos sair de casa a partir de 15 de Outubro. Somos 7 machos (3 pretos e 4 brancos) e 3 fêmeas (1 preta e 2 brancas) como podem verificar nas fotos em anexo. Se gostarem de cães e quiserem ter o privilégio de ser nossos donos liguem para Isabel - 9XXXXXXXX para combinar os detalhes, se não gostarem ou não puderem ficar conosco, mandem este e-mail para todos os vossos amigos e ajudem-nos a arranjar uma caminha fofinha......"
As fotos referidas são esta e esta.
Nota: o número de telefone foi ocultado para proteger a privacidade da autora da mensagem. Se alguém estiver interessado, mandem-me um mail (link no canto superior direito da página) e eu dou-vos o contacto.
Nota 2: os cães não são para vender, são para dar.
Nota 3: não tenho terraço; se tivesse já não eram 10 cães, eram só 9. Ou talvez 8 (uma fêmea branca e um macho preto, era o ideal para mim). Mas num apartamento não dá mesmo jeito nenhum, os bichos gostam de correr.
Actualização: esta informação já tem um mês de idade. Provavelmente já está obsoleta, por isso não irei responder a mais mails de interessados nos cachorros (que provavelmente já terão sido todos entregues aos novos donos)
03 outubro 2008
Perseguições
Mário Machado, líder dos Hammerskins, mostrou-se indignado com as penas de prisão efectiva a que ele e alguns outros membros do grupo foram sentenciados e disse que o Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, persegue os nacionalistas.
Eh pá, não me querendo meter muito ao barulho, até porque os meus dentes podem não ser bonitos mas são os únicos que tenho e prezo-os bastante, mas não vejo aí grande problema. O MAI persegue os nacionalistas, que por sua vez perseguem os imigrantes que por sua perseguem... bom, na verdade os imigrantes não perseguem ninguém. Para se concluir o círculo era preciso que os imigrantes por sua vez perseguissem o MAI, mas não vejo grandes riscos de isso vir a acontecer.
Mário Machado foi condenado pelos crimes de "ameaça, coacção agravada, detenção de arma ilegal, dano, ofensa à integridade física qualificada e discriminação racial". E admira-se que lhe tenha sido ordenada uma pena de prisão efectiva. Diz ele que "quem merecia estar na prisão eram os ciganos e os pretos que andam aos tiros". Pois, tadito do rapaz... até é bom moço, de boas famílias, educado. Pronto, gosta de bater em pretos de vez em quando, qual é o mal?
Eh pá, não me querendo meter muito ao barulho, até porque os meus dentes podem não ser bonitos mas são os únicos que tenho e prezo-os bastante, mas não vejo aí grande problema. O MAI persegue os nacionalistas, que por sua vez perseguem os imigrantes que por sua perseguem... bom, na verdade os imigrantes não perseguem ninguém. Para se concluir o círculo era preciso que os imigrantes por sua vez perseguissem o MAI, mas não vejo grandes riscos de isso vir a acontecer.
Mário Machado foi condenado pelos crimes de "ameaça, coacção agravada, detenção de arma ilegal, dano, ofensa à integridade física qualificada e discriminação racial". E admira-se que lhe tenha sido ordenada uma pena de prisão efectiva. Diz ele que "quem merecia estar na prisão eram os ciganos e os pretos que andam aos tiros". Pois, tadito do rapaz... até é bom moço, de boas famílias, educado. Pronto, gosta de bater em pretos de vez em quando, qual é o mal?
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