1) Piratear filmes
Num filme pirateado não precisamos de esperar 2 minutos pelas mensagens de copyright quando pomos o DVD no leitor e não temos de apanhar com os anúncios a dizer que é ilegal usar cópias piratas.
2) Piratear música
Os CDs originais tornam difícil usar cópias no auto-rádio do carro e dificultam o processo de cópia, ao passo que as músicas pirata podem ser copiadas à vontade para qualquer CD ou qualquer leitor de MP3, sem limitações.
3) Piratear jogos
Quando alguém faz asneira com o esquema de protecção anti-pirataria num jogo, o jogo original deixa de funcionar, mas a versão pirateada não!
Ah, claro, além dos preços exorbitantes cobrados pelos títulos, 99% dos quais revertem a favor dos accionistas das produtoras.
(obrigado pelo link, Pedro)
30 janeiro 2009
Ah, agora já querem???
E, de repente, de forma totalmente inesperada, eis que a Islândia pensa pedir a adesão à UE, o que poderá vir a acontecer em apenas 2 anos!!!
Hmmmm.... será que a súbita falência do sistema financeiro do país tem alguma coisa a ver? Ou é só coincidência?
Hmmmm.... será que a súbita falência do sistema financeiro do país tem alguma coisa a ver? Ou é só coincidência?
Pronto, já chega!
Ok, ok, já são mais que horas de voltar a escrever qualquer coisa aqui...
Enfim, estive uns dias fora, numa conferência, num daqueles países europeus mais para o leste. Estava razoavelmente frio, nada de extraordinário, mas com a chuva e algum vento acabei por ficar de gripe.
De regresso, com escala num determinado aeroporto alemão, entro no terminal já a sentir-me um bocado doente, a ouvir o iPod e a dirigir-me depressa para a porta de embarque, que não tenho muito tempo, quando sou abordado por um fulano, com aspecto mais ou menos duvidoso, que me mostra qualquer coisa na mão e diz qq coisa em alemão. Eu faço o mesmo que faço sempre quando um estranho me aborda num avião: levanto a mão, digo "no, thanks", viro a cara ao lado e continuo a andar sem sequer abrandar.
Nem um segundo demorou e esbarro noutro fulano, o comparsa do primeiro, que se põe literalmente à minha frente a impedir-me de continuar e a dizer qualquer coisa em alemão. Foi nessa altura que olhei para o que seguravam nas mãos, e era... um distintivo da polícia!
Ok, eu tinha acabado de ser abordado pela polícia num aeroporto e em vez de imediatamente responder ao que me pediam tinha-lhes virado a cara ao lado e seguido como se não fosse nada comigo! Tiro os phones, e imediatamente peço desculpa pela confusão, mas eu nunca respondo a abordagens de estranhos em aeroportos. Pedem-me a identificação, eu mostro-lhes o BI, observam-nos com atenção por um minuto e dizem-me para seguir. Vá lá, não fosse eu ter visto o distintivo da polícia à segunda e era bem capaz de me ter tentado libertar dos gajos e largar a correr! ;)
A coisa passou-se, mas o voo para Lisboa foi uma merda. Estava enjoado, com um princípio de febre, e estive a tentar concentrar-me no meu livro para não sentir vontade de vomitar. Resultou, e após umas módicas 3h30 de algum desconforto, aterrei em Lisboa e passados mais 40 minutos estava em casa, para uma daquelas noites em que vejo os minutos a passar no despertador.
Terça-feira e quarta fiquei de cama, com gripe. Agora já estou melhor, tenho só uns restos de tosse, mas isto vai ao sítio depressa.
Enfim, estive uns dias fora, numa conferência, num daqueles países europeus mais para o leste. Estava razoavelmente frio, nada de extraordinário, mas com a chuva e algum vento acabei por ficar de gripe.
De regresso, com escala num determinado aeroporto alemão, entro no terminal já a sentir-me um bocado doente, a ouvir o iPod e a dirigir-me depressa para a porta de embarque, que não tenho muito tempo, quando sou abordado por um fulano, com aspecto mais ou menos duvidoso, que me mostra qualquer coisa na mão e diz qq coisa em alemão. Eu faço o mesmo que faço sempre quando um estranho me aborda num avião: levanto a mão, digo "no, thanks", viro a cara ao lado e continuo a andar sem sequer abrandar.
Nem um segundo demorou e esbarro noutro fulano, o comparsa do primeiro, que se põe literalmente à minha frente a impedir-me de continuar e a dizer qualquer coisa em alemão. Foi nessa altura que olhei para o que seguravam nas mãos, e era... um distintivo da polícia!
Ok, eu tinha acabado de ser abordado pela polícia num aeroporto e em vez de imediatamente responder ao que me pediam tinha-lhes virado a cara ao lado e seguido como se não fosse nada comigo! Tiro os phones, e imediatamente peço desculpa pela confusão, mas eu nunca respondo a abordagens de estranhos em aeroportos. Pedem-me a identificação, eu mostro-lhes o BI, observam-nos com atenção por um minuto e dizem-me para seguir. Vá lá, não fosse eu ter visto o distintivo da polícia à segunda e era bem capaz de me ter tentado libertar dos gajos e largar a correr! ;)
A coisa passou-se, mas o voo para Lisboa foi uma merda. Estava enjoado, com um princípio de febre, e estive a tentar concentrar-me no meu livro para não sentir vontade de vomitar. Resultou, e após umas módicas 3h30 de algum desconforto, aterrei em Lisboa e passados mais 40 minutos estava em casa, para uma daquelas noites em que vejo os minutos a passar no despertador.
Terça-feira e quarta fiquei de cama, com gripe. Agora já estou melhor, tenho só uns restos de tosse, mas isto vai ao sítio depressa.
26 janeiro 2009
No news
Estive fora STOP Acabei de chegar STOP Viagem atribulada STOP Tou doente STOP Amanhã conto novidades STOP Over and out
PS: dispenso críticas ao facto de STOP ser o indicador de fim de frase nos telegramas e Over and out ser o indicador de fim de transmissão das comunicações rádio. Estou demasiado cansado para me preocupar com questões de coerência.
PS: dispenso críticas ao facto de STOP ser o indicador de fim de frase nos telegramas e Over and out ser o indicador de fim de transmissão das comunicações rádio. Estou demasiado cansado para me preocupar com questões de coerência.
21 janeiro 2009
Quem viu, viu. Quem não viu, leia agora.
Ontem tomou posse Barack Obama. Eu estava em casa e vi o discurso em directo. Gostei do que ouvi. Foi directo e sério. As expectativas são grandes para os próximos 4 anos, sobretudo do lado de lá do grande charco a que chamamos Oceano Atlântico, mas também do lado de cá e um pouco por todo o lado. A ver vamos...
O discurso foi muito bom, valeu a pena ouvi-lo. Para quem não viu, fica aqui a tradução do discurso para Português. Vale a pena ler.
Nota: teria posto antes um link para o texto original, mas a Casa Branca ainda não o publicou.
O discurso foi muito bom, valeu a pena ouvi-lo. Para quem não viu, fica aqui a tradução do discurso para Português. Vale a pena ler.
Nota: teria posto antes um link para o texto original, mas a Casa Branca ainda não o publicou.
Algo que dá um gozo muito particular...
Por razões várias, senti a necessidade de instalar o Microsoft Office 2007. Estava a preparar um documento que tinha de enviar para outra pessoa para revisão / correcção / paginação, e mais vale verificar no MS Office que tudo corre como previsto que confiar na capacidade do Open Office de criar documentos no formato MS Word 100% fiáveis.
Vai daí, instalei. Tudo correu lindamente, o documento estava criado exactamente como o esperado. Ou seja, o Open Office conseguiu criar um documento DOC perfeitamente compatível com o MS Word.
E, curiosamente, demora cerca de 1/3 do tempo a abrir o documento que o próprio Word! Apesar de ter de o importar e converter de cada vez que o abro, o Open Office demora cerca de 2 segundos a abrir o ficheiro (sim, é grande!) ao passo que o MS Word 2007 demora uns 5 ou 6 segundos. Além disso, ao percorrer o documento tenho de esperar uns segundos no MS Word que as imagens sejam todas carregadas, ao passo que no Open Office isso é instantâneo. Assim que o documento abre posso carregar no Page Down sucessivamente no Open Office que todas as imagens são visíveis, ao passo que no MS Word a partir da página 5 ou 6 aparece só a moldura em branco e se quero ver a imagem tenho de esperar.
Moral da história: o Open Office não só é capaz de escrever documentos de texto (o mesmo vale para folhas de cálculo, bases de dados ou apresentações) num formato pelo menos tão bom (garantidamente melhor) como o da Microsoft, como é inclusivé mais rápido que o próprio software da Microsoft a editar, gravar e abrir ficheiros no formato da Microsoft.
Por isso, feita a verificação que queria fazer, tá na hora de eliminar esse virus que ocupa 634 MB de espaço no meu disco. Até porque o Open Office, que faz o mesmo, melhor e de forma mais fiável, além de ser muito mais rápido, ocupa menos de metade do espaço (278 MB). (Nota: o MS Office foi instalado apenas com os componentes comuns, ao passo que o Open Office está instalado com todos os componentes, mesmo aqueles de que nunca necessitei)
Aaaaaa, soube bem! Até dava para ouvir o disco a ficar mais limpo à medida que a barra de progresso avançava!
Vai daí, instalei. Tudo correu lindamente, o documento estava criado exactamente como o esperado. Ou seja, o Open Office conseguiu criar um documento DOC perfeitamente compatível com o MS Word.
E, curiosamente, demora cerca de 1/3 do tempo a abrir o documento que o próprio Word! Apesar de ter de o importar e converter de cada vez que o abro, o Open Office demora cerca de 2 segundos a abrir o ficheiro (sim, é grande!) ao passo que o MS Word 2007 demora uns 5 ou 6 segundos. Além disso, ao percorrer o documento tenho de esperar uns segundos no MS Word que as imagens sejam todas carregadas, ao passo que no Open Office isso é instantâneo. Assim que o documento abre posso carregar no Page Down sucessivamente no Open Office que todas as imagens são visíveis, ao passo que no MS Word a partir da página 5 ou 6 aparece só a moldura em branco e se quero ver a imagem tenho de esperar.
Moral da história: o Open Office não só é capaz de escrever documentos de texto (o mesmo vale para folhas de cálculo, bases de dados ou apresentações) num formato pelo menos tão bom (garantidamente melhor) como o da Microsoft, como é inclusivé mais rápido que o próprio software da Microsoft a editar, gravar e abrir ficheiros no formato da Microsoft.
Por isso, feita a verificação que queria fazer, tá na hora de eliminar esse virus que ocupa 634 MB de espaço no meu disco. Até porque o Open Office, que faz o mesmo, melhor e de forma mais fiável, além de ser muito mais rápido, ocupa menos de metade do espaço (278 MB). (Nota: o MS Office foi instalado apenas com os componentes comuns, ao passo que o Open Office está instalado com todos os componentes, mesmo aqueles de que nunca necessitei)
Aaaaaa, soube bem! Até dava para ouvir o disco a ficar mais limpo à medida que a barra de progresso avançava!
20 janeiro 2009
Average
Eu nem ia dizer nada, porque quando li a notícia achei que toda a gente concluiria o mesmo que eu. Mas... não!
O Belenenses ficou de fora das meias-finais da Taça da Liga e tentou impugnar o sorteio, alegando que, à luz dos regulamentos, passa a equipa com melhor "goal average", sendo que o Belenenses tem melhor goal average que o Guimarães.
E toda a comunicação social passou o dia (excepto durante as transmissões em directo da tomada de posse do Barack Obama) a referir o "erro nos regulamentos" da Taça da Liga!
Bom, vamos lá por partes... Goal average, definido como quociente entre golos marcados e sofridos, era um critério de desempate usado nos confins do tempo.
À luz desta maravilhosa definição, uma equipa que ganhe 1-0 tem melhor goal average que uma outra que ganhe 100-1, porque 100/1=100 e 1/0 é infinito.
O goal average foi substituido em meados dos anos 70 pela diferença entre golos marcados e sofridos, um critério muito mais justo.
Ora agora o Belenenses, com 2 golos marcados contra 1 sofrido, alega que tem melhor goal average que o Guimarães com 3 golos marcados contra 2 sofridos. O que até é verdade, à luz de uma definição caduca e em desuso há quase 40 anos.
Até na wikipedia, se procurarem por goal average, vão parar a um artigo que se intitula goal difference.
Basicamente o critério mudou, porque não fazia sentido mantê-lo. Contudo, desde sempre que em Portugal se usa a expressão goal average como o critério de desempate do futebol, apesar de, em rigor, esse critério ter sido eliminado do futebol nos anos 70. Nem é caso único uma expressão de uma língua estrangeira ser adoptada com um significado diferente do original. Querem um exemplo? Ciao, quer dizer "olá" ou "adeus" em italiano, mas é usada frequentemente em português somente como "adeus".
Mas, para os juristas que defendem o Belenenses, faz todo o sentido, porque é a única definição que lhes permite justificar a sua pretensão.
A propósito... average traduz-se para média que, não sendo especificado mais nada, é a média aritmética. Ou seja, a soma dos dados a dividir pelo número de eventos. A expressão goal average é bastante infeliz porque não representa nenhuma média, mas sim uma diferença. É comum dizer-se agora diferença de golos ou goal difference, em vez de goal average. A expressão faz sentido em competições em que as várias equipas jogam um número diferente de jogos, por exemplo. Toma-se a diferença entre golos marcados e sofridos e divide-se pelo número de jogos.
Já o quociente entre golos marcados e sofridos é tudo menos uma média. É o resultado de uma divisão, ou seja um quociente ou uma razão.
Bem sei que os juristas têm fraca (ou mesmo nula) formação em matemática. Seguiram humanidades no liceu e depois direito na faculdade. Mas uma vez que quociente é um conceito ensinado no primeiro ciclo, escolaridade obrigatória desde os tempos da primeira república, razão é um conceito ensinado na matemática do 2º ciclo, escolaridade obrigatória desde os anos 80 e média é um conceito ensinado, quer na matemática, quer nos métodos quantitativos, e portanto ensinada a todos os alunos que completem o ensino secundário desde meados dos anos 90, é de estranhar que um jurista consiga argumentar, mesmo sendo pago para isso, que uma razão, quociente ou divisão se possa confundir com uma média.
O desconhecimento da lei não pode ser invocado como justificação para o seu incumprimento. A frequência de cursos de humanidades não pode igualmente ser invocada como justificação para uma profunda ignorância da matemática.
O Belenenses ficou de fora das meias-finais da Taça da Liga e tentou impugnar o sorteio, alegando que, à luz dos regulamentos, passa a equipa com melhor "goal average", sendo que o Belenenses tem melhor goal average que o Guimarães.
E toda a comunicação social passou o dia (excepto durante as transmissões em directo da tomada de posse do Barack Obama) a referir o "erro nos regulamentos" da Taça da Liga!
Bom, vamos lá por partes... Goal average, definido como quociente entre golos marcados e sofridos, era um critério de desempate usado nos confins do tempo.
À luz desta maravilhosa definição, uma equipa que ganhe 1-0 tem melhor goal average que uma outra que ganhe 100-1, porque 100/1=100 e 1/0 é infinito.
O goal average foi substituido em meados dos anos 70 pela diferença entre golos marcados e sofridos, um critério muito mais justo.
Ora agora o Belenenses, com 2 golos marcados contra 1 sofrido, alega que tem melhor goal average que o Guimarães com 3 golos marcados contra 2 sofridos. O que até é verdade, à luz de uma definição caduca e em desuso há quase 40 anos.
Até na wikipedia, se procurarem por goal average, vão parar a um artigo que se intitula goal difference.
Basicamente o critério mudou, porque não fazia sentido mantê-lo. Contudo, desde sempre que em Portugal se usa a expressão goal average como o critério de desempate do futebol, apesar de, em rigor, esse critério ter sido eliminado do futebol nos anos 70. Nem é caso único uma expressão de uma língua estrangeira ser adoptada com um significado diferente do original. Querem um exemplo? Ciao, quer dizer "olá" ou "adeus" em italiano, mas é usada frequentemente em português somente como "adeus".
Mas, para os juristas que defendem o Belenenses, faz todo o sentido, porque é a única definição que lhes permite justificar a sua pretensão.
A propósito... average traduz-se para média que, não sendo especificado mais nada, é a média aritmética. Ou seja, a soma dos dados a dividir pelo número de eventos. A expressão goal average é bastante infeliz porque não representa nenhuma média, mas sim uma diferença. É comum dizer-se agora diferença de golos ou goal difference, em vez de goal average. A expressão faz sentido em competições em que as várias equipas jogam um número diferente de jogos, por exemplo. Toma-se a diferença entre golos marcados e sofridos e divide-se pelo número de jogos.
Já o quociente entre golos marcados e sofridos é tudo menos uma média. É o resultado de uma divisão, ou seja um quociente ou uma razão.
Bem sei que os juristas têm fraca (ou mesmo nula) formação em matemática. Seguiram humanidades no liceu e depois direito na faculdade. Mas uma vez que quociente é um conceito ensinado no primeiro ciclo, escolaridade obrigatória desde os tempos da primeira república, razão é um conceito ensinado na matemática do 2º ciclo, escolaridade obrigatória desde os anos 80 e média é um conceito ensinado, quer na matemática, quer nos métodos quantitativos, e portanto ensinada a todos os alunos que completem o ensino secundário desde meados dos anos 90, é de estranhar que um jurista consiga argumentar, mesmo sendo pago para isso, que uma razão, quociente ou divisão se possa confundir com uma média.
O desconhecimento da lei não pode ser invocado como justificação para o seu incumprimento. A frequência de cursos de humanidades não pode igualmente ser invocada como justificação para uma profunda ignorância da matemática.
19 janeiro 2009
Pub
Eu não tive a mesma sorte. No outro dia cheguei ao carro e tinha dois riscos nas portas e o canto do pára-choques todo riscado. Mas sua excelência que não sabe fazer marcha-atrás com o volante direito não se dignou deixar-me um papelinho com o número de contacto. É pena, porque se tivesse, tinha-lhe ligado para o convidar para beber uns copos. Pagava-lhe umas 10 tequillas, vodkas, rums e afins. Depois, mais 10. E quando ele estiver quase a estrebuchar-se todo, punha-lhe um saco de plástico na cabeça e atava-lo no pescoço! Depois filmava e punha o vídeo no Youtube!
(já viram a vossa sorte que eu não sou um psicopata assassino? se fosse, imaginem bem o que sofreriam as minhas vítimas...)
15 janeiro 2009
Ossos do ofício...
Parte do meu trabalho, estes dias, é brincar com Legos. (já percebem a fraca actividade do blog? Brincar com Legos é muito mais giro...)
Enfim, não é para quem quer, é para quem merece.
Enfim, não é para quem quer, é para quem merece.
13 janeiro 2009
Finanças
Não é sobre as minhas que venho falar. Bom, até podia ser. Alguém tem aí... sei lá, uns 20 mil euros que me possa dispensar? Não? Pronto, só perguntei por perguntar, não é que precise (mas davam jeito...).
Venho falar sobre as outras: as repartições de finanças.
Uma ida às finanças nunca é agradável. Mesmo que o assunto que nos leva lá o seja (é possível! é raro, mas é possível que uma pessoa seja levada às finanças por assuntos agradáveis), o facto de termos de esperar, por vezes horas, desmotiva qualquer um. Mas, é um daqueles factos da vida, não se conseguem ultrapassar. Ir às finanças é uma seca.
E para complicar a vida ao pessoal, quando chega à nossa vez, apanhamos um funcionário que: (a) claramente não gosta do que faz; (b) está a contar anos para a reforma e acha que o tempo nunca mais passa; (c) está francamente mal disposto; (d) gosta de descarregar em estranhos as frustrações da sua vida pessoal; ou (e) todas as anteriores. E isso só nos fode o juizo. Quer dizer: para começar, tivémos de ir lá. É quase certo que a nossa ida lá implica um qualquer pagamento que ninguém tem grande vontade de fazer; tivémos de pagar parquímetro; esperámos duas horas e meia e tínhamos dito ao patrão que só precisávamos de chegar meia horinha atrasados; o parquímetro já expirou e, muito provavelmente, já lá temos a cartazinha da EMEL; e ainda por cima, apanhamos um qualquer imbecil que parece que acordou com o único propósito de nos moer o juizo até fazer sangue!
Pois bem, digo eu, BASTA! Tou farto das finanças!!! Odeio ir lá, odeio tratar de assuntos dos quais não percebo, que ninguém me explica e ainda por cima apanhar os olhares de absoluto frete do funcionário, pago para me atender com civilidade, mas que vai fazendo esgares de horror perante a minha natural ignorância como se eu fosse tão estúpido que devia ser tributado o oxigénio que consumo.
Mas, na verdade, não é bem assim. Hoje fui às finanças (já tinham percebido, não é?); numa repartição ao pé da qual é relativamente fácil arranjar ou improvisar um lugar de estacionamento; onde não há parquímetros; onde consigo tirar a senha 28 e está a ser atendido o senhor da senha 21 (e olhem que não eram 127 ou 227 as senhas que nos separavam, eram só sete mesmo); em que, uns míseros 15 minutos depois ouço a campainha anunciar a minha vez; e, a pièce de résistance (reparem que bem disposto que estou que até pus os acentos todos bem!), sou atendido por um funcionário que (preparem-se convenientemente antes de ler o que se segue): (a) é cortês; (b) é bem-educado; (c) está muito bem informado; (d) notoriamente gosta do que faz e fá-lo com gosto; (e) responde até às dúvidas que eu ainda não tenho, mas que poderei vir a ter em breve; (f) fornece informação completa, clara, sucinta; e... (g) fala em português corrente!!!
Queriam que eu vos dissesse onde é, não queriam? Pois, pois, aposto que queriam.
Venho falar sobre as outras: as repartições de finanças.
Uma ida às finanças nunca é agradável. Mesmo que o assunto que nos leva lá o seja (é possível! é raro, mas é possível que uma pessoa seja levada às finanças por assuntos agradáveis), o facto de termos de esperar, por vezes horas, desmotiva qualquer um. Mas, é um daqueles factos da vida, não se conseguem ultrapassar. Ir às finanças é uma seca.
E para complicar a vida ao pessoal, quando chega à nossa vez, apanhamos um funcionário que: (a) claramente não gosta do que faz; (b) está a contar anos para a reforma e acha que o tempo nunca mais passa; (c) está francamente mal disposto; (d) gosta de descarregar em estranhos as frustrações da sua vida pessoal; ou (e) todas as anteriores. E isso só nos fode o juizo. Quer dizer: para começar, tivémos de ir lá. É quase certo que a nossa ida lá implica um qualquer pagamento que ninguém tem grande vontade de fazer; tivémos de pagar parquímetro; esperámos duas horas e meia e tínhamos dito ao patrão que só precisávamos de chegar meia horinha atrasados; o parquímetro já expirou e, muito provavelmente, já lá temos a cartazinha da EMEL; e ainda por cima, apanhamos um qualquer imbecil que parece que acordou com o único propósito de nos moer o juizo até fazer sangue!
Pois bem, digo eu, BASTA! Tou farto das finanças!!! Odeio ir lá, odeio tratar de assuntos dos quais não percebo, que ninguém me explica e ainda por cima apanhar os olhares de absoluto frete do funcionário, pago para me atender com civilidade, mas que vai fazendo esgares de horror perante a minha natural ignorância como se eu fosse tão estúpido que devia ser tributado o oxigénio que consumo.
Mas, na verdade, não é bem assim. Hoje fui às finanças (já tinham percebido, não é?); numa repartição ao pé da qual é relativamente fácil arranjar ou improvisar um lugar de estacionamento; onde não há parquímetros; onde consigo tirar a senha 28 e está a ser atendido o senhor da senha 21 (e olhem que não eram 127 ou 227 as senhas que nos separavam, eram só sete mesmo); em que, uns míseros 15 minutos depois ouço a campainha anunciar a minha vez; e, a pièce de résistance (reparem que bem disposto que estou que até pus os acentos todos bem!), sou atendido por um funcionário que (preparem-se convenientemente antes de ler o que se segue): (a) é cortês; (b) é bem-educado; (c) está muito bem informado; (d) notoriamente gosta do que faz e fá-lo com gosto; (e) responde até às dúvidas que eu ainda não tenho, mas que poderei vir a ter em breve; (f) fornece informação completa, clara, sucinta; e... (g) fala em português corrente!!!
Queriam que eu vos dissesse onde é, não queriam? Pois, pois, aposto que queriam.
09 janeiro 2009
Coisas a não esquecer
1. Cuidado com as lâmpadas de incandescência. Estão quentes e qualquer choque com outros objectos pode provocar danos à lâmpada (e ao objecto).
2. Quando um objecto com partes metálicas fica encaixado no casquilho de uma lâmpada, desligar o interruptor ANTES de tentar remover o objecto estranho. E não tocar ao mesmo tempo no objecto estranho, entranhado nos restos mortais da lâmpada e no exterior do candeeiro, igualmente metálico.
3. Falhando os pontos 1 e 2, não pôr o vídeo no Youtube.
O senhor deste vídeo ignorou todos os pontos deste aviso...
2. Quando um objecto com partes metálicas fica encaixado no casquilho de uma lâmpada, desligar o interruptor ANTES de tentar remover o objecto estranho. E não tocar ao mesmo tempo no objecto estranho, entranhado nos restos mortais da lâmpada e no exterior do candeeiro, igualmente metálico.
3. Falhando os pontos 1 e 2, não pôr o vídeo no Youtube.
O senhor deste vídeo ignorou todos os pontos deste aviso...
07 janeiro 2009
Cartas temíveis
Acabei de abrir a caixa do correio e vejo uma carta da minha seguradora. E eu pensei "oh merda, já tá na altura de pagar o seguro... onde é que vou arranjar o guito?".
Mas não, nada disso. Por uma vez, recebi uma carta da seguradora que não incluia nada para pagar. Era só um postal de aniversário! Atrasado uns dias, mas o que conta é a intenção!
Mas não, nada disso. Por uma vez, recebi uma carta da seguradora que não incluia nada para pagar. Era só um postal de aniversário! Atrasado uns dias, mas o que conta é a intenção!
Ano novo
Pronto, já chega de férias...
Isto tem andado parado porque, basicamente, não tenho muito para dizer.
A altura das festas é sempre meio morta. Tirando o habitual (comer doces, dar prendas, receber prendas, beber champagne no ano novo, apanhar uma bebedeira, aguentar a ressaca durante o dia 1,...) pouca coisa se passa.
Mas agora já chega! Tá na altura de arregaçar as mangas e voltar ao trabalho. E em má hora, que ainda agora o ano começou e o Benfica já perdeu um jogo. Mas pronto, melhores dias virão.
Como me disse o meu irmão aqui há tempos, Feliz 2010, que 2009 já se percebeu que não vai ser grande coisa!
Isto tem andado parado porque, basicamente, não tenho muito para dizer.
A altura das festas é sempre meio morta. Tirando o habitual (comer doces, dar prendas, receber prendas, beber champagne no ano novo, apanhar uma bebedeira, aguentar a ressaca durante o dia 1,...) pouca coisa se passa.
Mas agora já chega! Tá na altura de arregaçar as mangas e voltar ao trabalho. E em má hora, que ainda agora o ano começou e o Benfica já perdeu um jogo. Mas pronto, melhores dias virão.
Como me disse o meu irmão aqui há tempos, Feliz 2010, que 2009 já se percebeu que não vai ser grande coisa!
29 dezembro 2008
Nevoeiro
Lisboa acordou no meio de um nevoeiro cerrado. Assim que fui à janela e vi como estava o tempo fui a correr para o computador e abri o site do Público. Mas não, nenhuma notícia sobre o nevoeiro... acho que ainda não foi desta que D. Sebastião voltou...
23 dezembro 2008
Politicamente correcto
Feliz _______________! (inserir festividade de acordo com a religião praticada/filosofia de vida/preferência pessoal - riscar o que não interessa)
Salvemos o planeta!!!
AVISO 1: Os avisos seguintes contêm spoilers. Caso pretenda ler o post sem receber de antemão informação sobre o seu conteúdo, não deve ler os avisos.
AVISO 2: Este post é sobre o Papa. Se é devoto da Igreja Católica Apostólica Romana este post pode provocar reacções adversas.
AVISO 3: Este post pode ser interpretado como defendendo orientações sexuais distintas da heterossexual e não é aconselhado a homofóbicos sem a supervisão de adultos responsáveis.
AVISO 3.14: Este post contém piadas geek dissimuladas. Não se aceitam pedidos de explicação das mesmas.
AVISO 6.28: A numeração dos avisos não é uma piada geek dissimulada. É até bastante explícita.
AVISO 7: Este post é fornecido sem qualquer garantia, expressa ou implícita. Não se aceitam reclamações ou trocas.
/**** OS AVISOS TERMINAM AQUI ****/
Feitos os avisos, aqui vai disto!
/**** O POST COMEÇA AQUI ****/
O Papa Bento XVI comparou a defesa da heterossexualidade à protecção das florestas tropicais. Assim, de chofre! Sem mais nem menos resolve pôr em pé de igualdade uma orientação sexual e uma medida ecológica.
Sem querer entrar em análises técnicas profundas, que percebo pouco de religião (já não vou à catequese há uns bons 200 milhões de anos) nem de ecologia (a última vez que plantei uma árvore foi no dia 21 de Março já não sei de qual ano, mas de certeza em meados dos anos 80, tava eu na primária), queria explorar um pouco esta comparação.
Ora, comparar a protecção da heterossexualidade à das florestas tropicais é como comparar um cozido à portuguesa com uma máquina de costura Singer. Um gajo até pode alegar que há pontos de contacto (decerto que muitos de vós têm avós que fazem um excelente cozido e possuem extrema destreza com a máquina de costura), mas 99,99999998% da população humana (façam as contas para ver quantos faltam) responde a esta comparação com um sonoro "Han?", acompanhado com um olhar esbugalhado a manifestar o mesmo tipo de surpresa que o do primeiro gajo a quem Picasso mostrou os seus quadros cubistas.
Mas, pior que isso, a comparação é TOTALMENTE ERRADA!!! Sim, errada! Factual e objectivamente errada. O Para errou. Ora, o Para é apenas um mensageiro de Deus, pelo que ou ouviu mal ou Deus errou. Espero que tenha sido a primeira, porque caso tenha sido um erro divino lá vem o Apocalipse. E acredito que tenha sido mesmo por ter percebido mal. O Para já é velhote, de certeza que tem problemas de ouvido e nesta idade tão avançada não me admirava que tivesse já sinais de doença de Alzheimer.
Mas em que me baseio eu para dizer que o Papa errou? Numa dedução lógica como a do queijo suiço. Conhecem a dedução do queijo suiço? A coisa funciona assim: o queijo suiço tem buracos; quanto mais queijo, mais buracos; mas quanto mais buracos, menos queijo. Logo, quanto mais queijo, menos queijo. A única conclusão para evitar este paradoxo é que não existe queijo suiço.
Neste caso, a argumentação é mais ou menos esta: A população humana precisa de alimento; logo, quanto mais pessoas, mais alimento; nomeadamente, mais vacas. Mas quanto mais vacas, maior a área de pastagens necessária para as alimentar. E a área de pastagem é roubada sobretudo às florestas tropicais. Logo, quanto mais área de pastagens, menos florestas tropicais. Logo, quanto mais pessoas, menos florestas. Por isso, a protecção das florestas tropicais é, quanto muito, comparável à diminuição da natalidade.
O que me leva à questão da paneleiragem. É que se há coisa que os homossexuais não conseguem fazer é reproduzir-se! Quanto muito podem adoptar crianças, mas isso não contribui para o aumento da população, limita-se a reciclar crianças já existentes (e estamos sempre a ouvir dizer na televisão que devemos reciclar mais, por causa do ambiente e do Gervásio). Além disso, casais rabetas (ou gajas camionistas) com putos adoptados têm menos probabilidade de vir a adoptar um labrador, o que também irá contribuir para a diminuição dos cães (que também consomem carne de vaca ou produtos derivados dela, logo, contribuem para a destruição da floresta tropical). Além de que, a fazer fé nas opiniões de alguns opositores à adopção por homossexuais, aquilo pega-se, o que irá fazer aumentar a população gay e alimentar o ciclo. Mais homossexuais, menos reprodução, menos necessidade de comida, mais floresta tropical!
Nota final: a minha argumentação pode parecer profundamente imbecil, desprovida de qualquer sentido, irracional, disparatada, absurda, ignóbil, ofensiva, estúpida, mal informada, ilógica, contraditória, falsa. Até pode ser. Mas não mais que a sucessão de dislates lógicos emanados por Sua Santidade.
AVISO 2: Este post é sobre o Papa. Se é devoto da Igreja Católica Apostólica Romana este post pode provocar reacções adversas.
AVISO 3: Este post pode ser interpretado como defendendo orientações sexuais distintas da heterossexual e não é aconselhado a homofóbicos sem a supervisão de adultos responsáveis.
AVISO 3.14: Este post contém piadas geek dissimuladas. Não se aceitam pedidos de explicação das mesmas.
AVISO 6.28: A numeração dos avisos não é uma piada geek dissimulada. É até bastante explícita.
AVISO 7: Este post é fornecido sem qualquer garantia, expressa ou implícita. Não se aceitam reclamações ou trocas.
/**** OS AVISOS TERMINAM AQUI ****/
Feitos os avisos, aqui vai disto!
/**** O POST COMEÇA AQUI ****/
O Papa Bento XVI comparou a defesa da heterossexualidade à protecção das florestas tropicais. Assim, de chofre! Sem mais nem menos resolve pôr em pé de igualdade uma orientação sexual e uma medida ecológica.
Sem querer entrar em análises técnicas profundas, que percebo pouco de religião (já não vou à catequese há uns bons 200 milhões de anos) nem de ecologia (a última vez que plantei uma árvore foi no dia 21 de Março já não sei de qual ano, mas de certeza em meados dos anos 80, tava eu na primária), queria explorar um pouco esta comparação.
Ora, comparar a protecção da heterossexualidade à das florestas tropicais é como comparar um cozido à portuguesa com uma máquina de costura Singer. Um gajo até pode alegar que há pontos de contacto (decerto que muitos de vós têm avós que fazem um excelente cozido e possuem extrema destreza com a máquina de costura), mas 99,99999998% da população humana (façam as contas para ver quantos faltam) responde a esta comparação com um sonoro "Han?", acompanhado com um olhar esbugalhado a manifestar o mesmo tipo de surpresa que o do primeiro gajo a quem Picasso mostrou os seus quadros cubistas.
Mas, pior que isso, a comparação é TOTALMENTE ERRADA!!! Sim, errada! Factual e objectivamente errada. O Para errou. Ora, o Para é apenas um mensageiro de Deus, pelo que ou ouviu mal ou Deus errou. Espero que tenha sido a primeira, porque caso tenha sido um erro divino lá vem o Apocalipse. E acredito que tenha sido mesmo por ter percebido mal. O Para já é velhote, de certeza que tem problemas de ouvido e nesta idade tão avançada não me admirava que tivesse já sinais de doença de Alzheimer.
Mas em que me baseio eu para dizer que o Papa errou? Numa dedução lógica como a do queijo suiço. Conhecem a dedução do queijo suiço? A coisa funciona assim: o queijo suiço tem buracos; quanto mais queijo, mais buracos; mas quanto mais buracos, menos queijo. Logo, quanto mais queijo, menos queijo. A única conclusão para evitar este paradoxo é que não existe queijo suiço.
Neste caso, a argumentação é mais ou menos esta: A população humana precisa de alimento; logo, quanto mais pessoas, mais alimento; nomeadamente, mais vacas. Mas quanto mais vacas, maior a área de pastagens necessária para as alimentar. E a área de pastagem é roubada sobretudo às florestas tropicais. Logo, quanto mais área de pastagens, menos florestas tropicais. Logo, quanto mais pessoas, menos florestas. Por isso, a protecção das florestas tropicais é, quanto muito, comparável à diminuição da natalidade.
O que me leva à questão da paneleiragem. É que se há coisa que os homossexuais não conseguem fazer é reproduzir-se! Quanto muito podem adoptar crianças, mas isso não contribui para o aumento da população, limita-se a reciclar crianças já existentes (e estamos sempre a ouvir dizer na televisão que devemos reciclar mais, por causa do ambiente e do Gervásio). Além disso, casais rabetas (ou gajas camionistas) com putos adoptados têm menos probabilidade de vir a adoptar um labrador, o que também irá contribuir para a diminuição dos cães (que também consomem carne de vaca ou produtos derivados dela, logo, contribuem para a destruição da floresta tropical). Além de que, a fazer fé nas opiniões de alguns opositores à adopção por homossexuais, aquilo pega-se, o que irá fazer aumentar a população gay e alimentar o ciclo. Mais homossexuais, menos reprodução, menos necessidade de comida, mais floresta tropical!
Nota final: a minha argumentação pode parecer profundamente imbecil, desprovida de qualquer sentido, irracional, disparatada, absurda, ignóbil, ofensiva, estúpida, mal informada, ilógica, contraditória, falsa. Até pode ser. Mas não mais que a sucessão de dislates lógicos emanados por Sua Santidade.
19 dezembro 2008
Crónica de uma morte anunciada
Como se esperava, o Benfica foi eliminado da Taça UEFA. Precisava de ganhar por 8 golos de diferença e ainda dependia do resultado do Olimpiacos-Hertha, que teria de acabar empatado.
Como se esperava, não ganhámos por 8 golos; como se esperava também, no outro jogo não houve empate, o Olimpiacos ganhou 4-0; logo, como se esperava, fomos eliminados.
O que não se esperava é que tendo a "obrigação" de ganhar 8-0, ou pelo menos a obrigação de tentar, tenhamos passado 90 minutos sem marcar um golo sequer e ainda tenhamos sofrido um.
E o resumo desta participação na Taça UEFA faz-se em quatro momentos, que podem ser ordenados cronologicamente ou do melhor para o pior, o que vai dar ao mesmo:
1º momento: a ganhar por 1-0 na Alemanha frente ao Hertha, deixámo-nos empatar a 15 minutos do fim; podíamos ter logo ali somado 3 pontos muito importantes para assumir a candidatura à liderança do grupo e perdemos a oportunidade.
2º momento: jogando em casa com o Galatasaray tínhamos a oportunidade de nos assumirmos como principais candidatos ao apuramento; mas perdemos 2-0 e ficámos em sérias dificuldades.
3º momento: sendo obrigados a ganhar fora ao Olimpiacos para poder continuar com aspirações ao apuramento, já que as contas estavam a correr mal, levámos uma cabazada e perdemos 5-1.
4º momento: como conclusão de uma época medíocre a nível europeu, recebemos o Metalist e tivémos a oportunidade de salvar a face e pelo menos mostrar que os jogos com Olimpiacos e Galatasaray foram infortúnios; não tivémos engenho para o fazer, e ainda fomos perder o jogo ao cair do pano, como se empatar não fosse já mau o suficiente.
Em suma, acabámos o grupo com 1 ponto em 4 jogos; perdemos ambos os jogos em casa, onde nem conseguimos marcar um golo; o único jogo que não perdemos foi contra o Hertha que também não tem razões para se orgulhar da sua campanha (2 empates e 2 derrotas, 1 golo marcado, 6 sofridos). E de caminho ainda levámos uma abada para mais tarde recordar.
Eu sei que jogar na Taça UEFA não é tão motivante como jogar na Champions, mas... era preciso frisar isso tão enfaticamente?
Como se esperava, não ganhámos por 8 golos; como se esperava também, no outro jogo não houve empate, o Olimpiacos ganhou 4-0; logo, como se esperava, fomos eliminados.
O que não se esperava é que tendo a "obrigação" de ganhar 8-0, ou pelo menos a obrigação de tentar, tenhamos passado 90 minutos sem marcar um golo sequer e ainda tenhamos sofrido um.
E o resumo desta participação na Taça UEFA faz-se em quatro momentos, que podem ser ordenados cronologicamente ou do melhor para o pior, o que vai dar ao mesmo:
1º momento: a ganhar por 1-0 na Alemanha frente ao Hertha, deixámo-nos empatar a 15 minutos do fim; podíamos ter logo ali somado 3 pontos muito importantes para assumir a candidatura à liderança do grupo e perdemos a oportunidade.
2º momento: jogando em casa com o Galatasaray tínhamos a oportunidade de nos assumirmos como principais candidatos ao apuramento; mas perdemos 2-0 e ficámos em sérias dificuldades.
3º momento: sendo obrigados a ganhar fora ao Olimpiacos para poder continuar com aspirações ao apuramento, já que as contas estavam a correr mal, levámos uma cabazada e perdemos 5-1.
4º momento: como conclusão de uma época medíocre a nível europeu, recebemos o Metalist e tivémos a oportunidade de salvar a face e pelo menos mostrar que os jogos com Olimpiacos e Galatasaray foram infortúnios; não tivémos engenho para o fazer, e ainda fomos perder o jogo ao cair do pano, como se empatar não fosse já mau o suficiente.
Em suma, acabámos o grupo com 1 ponto em 4 jogos; perdemos ambos os jogos em casa, onde nem conseguimos marcar um golo; o único jogo que não perdemos foi contra o Hertha que também não tem razões para se orgulhar da sua campanha (2 empates e 2 derrotas, 1 golo marcado, 6 sofridos). E de caminho ainda levámos uma abada para mais tarde recordar.
Eu sei que jogar na Taça UEFA não é tão motivante como jogar na Champions, mas... era preciso frisar isso tão enfaticamente?
18 dezembro 2008
Ordens
Eu detesto ordens profissionais. Acho que são instituições corporativas e inúteis e, sobretudo, carregadas de mofo, restos de uma sociedade de há muito tempo em que a sua existência era justificada pela necessidade de uma regulação de uma profissão. Mas, na verdade, uma ordem profissional é apenas uma associação de profissionais de uma determinada área. Que procuram, naturalmente, defender os interesses dos seus membros.
Por essa razão, porque são associações de profissionais que procuram defender os interesses dos seus membros, não consigo perceber porque é que em pleno século XXI lhes damos o poder de regular a actividade profissional que esses mesmos membros desempenham! Seria como ter a Associação Socio-Profissional de Polícia a investigar irregularidades dentro da PSP, ou ter os representantes dos operadores de telecomunicações a regular o seu sector em vez da Anacom (bom, neste caso até seria melhor: a Anacom é uma espécie de representante do grupo PT, se o sector fosse regulado por representantes dos vários operadores assegurava-se alguma pluralidade...). Ou, melhor ainda, ter as inspecções sanitárias aos restaurantes reguladas pela associação de estabelecimentos de restauração, em vez de ser por um organismo independente, neste caso a ASAE.
Não se compreende como é que compete à ordem dos médicos decidir quem pode, ou não, exercer medicina. Como é que a Ordem dos Advogados pode fazer depender de um exame criado por si o exercício da advocacia. Como é que a Ordem dos Engenheiros é que decide, segundo critérios que não se dá ao trabalho de pôr à discussão, quem pode, ou não, ser engenheiro. E, pior que tudo, como é que compete a estas mesmas ordens profissionais o direito a decidirem ou a influenciarem as decisões dos vários governos sobre os moldes nos quais podem ou devem exercer a sua actividade.
Mas isso sou eu, que não gosto de ordens profissionais. Talvez por defeito de carácter, mas tenho dificuldades em gostar de associações corporativas, caducas e feudais. Acredito que muita gente goste das ordens profissionais ou concorde com a sua existência e veja nela alguma relevância, com muito boas razões para tal, e não me quero meter nessa discussão (quer dizer, até quereria, mas não há tempo...).
Este post não quer ser sobre ordens profissionais em geral, mas sobre uma em particular: a Ordem dos Dentistas. É que os senhores da Ordem dos Dentistas resolveram impor preços mínimos para os serviços praticados pelos dentistas. E vai daí, a Autoridade da Concorrência multou-os! E eles recorreram. E o tribunal não lhes deu razão. Mas, insatisfeitos com o resultado,resolveram recorrer para as instâncias europeias!
Ora bem, vamos lá por partes: a Ordem dos Dentistas decide quem pode ou não exercer a profissão (não sei se o seu poder é tão absoluto como o da Ordem dos Médicos, dos Advogados ou dos Engenheiros, mas não deve andar muito longe). Deve regular a qualidade dos serviços prestados pelos profissionais seus membros. E como querem eles regular a qualidade? Impondo preços mínimos, preocupados com o aparecimento de clínicas dentárias "low-cost" que, segundo eles, sacrificam a qualidade do serviço para poderem baixar os preços.
A ideia é excelente! Se não conseguem, ou não querem, competir com dentistas e clínicas que praticam preços inferiores, que tal, para não serem obrigados a abdicar dos elevados honorários que praticam, impor preços mínimos? Assim resolve-se o problema de uma vez e ninguém pode depois reclamar que os dentistas são caros, porque é a Ordem dos Dentistas, formada pelos próprios, que a tal obriga! É tão espectacular que não sei como é que as restantes ordens não se tinham lembrado disto antes!!!
De facto eu também estou preocupado com o aparecimento de clínicas low-cost! A diferença de preços é de tal ordem (eu paguei 60 euros por sessão para tratar um dente no meu dentista anterior e agora pago 30 num outro; pago 35 para uma limpeza, 25 para tratar um dente, 30 por um raio X) que das duas uma: ou os serviços low-cost têm qualidade duvidosa, ou os dentistas "standard" estão a meter-nos a mão ao bolso.
Ora, não faz sentido dizer que os dentistas, pessoas sérias, idóneas e, sobretudo, altruistas, andam a meter a mão ao bolso dos utentes! Afinal, eles não marcam consultas com 15 minutos de intervalo para garantir que caso falte um doente já está outro na sala de espera e evitar assim um intervalo em que não estão a facturar; eles não aumentaram os preços em 200% nos últimos 10 anos apesar de a tendência natural seja a da diminuição dos custos de produção de todas as matérias primas; e eles não organizam conferências dedicadas ao tema "rendimento por minuto", uma expressão muito querida dos dentistas. É assim que eles determinam a eficácia do seu consultório: quanto conseguem ganhar por minuto? Se um dentista ganha mais por minuto que um outro é mais eficiente. E fazem conferências (sim, houve uma há pouco tempo) dedicadas ao tema, tentando ajudar-se mutuamente a conseguir aumentar a rentabilidade! O que pode ser feito de duas maneiras: aumentando o preço do serviço cobrado ou diminuindo a quantidade de minutos necessários para o realizar. Hmmmm... onde é que entram as preocupações com a qualidade de serviço quando os dentistas andam a ensinar truques uns aos outros para poderem fazer as coisas mais à pressa?
Viva a qualidade dos serviços dos dentistas e viva a Ordem dos Dentistas, grande baluarte da defesa dos direitos dos utentes!
Preocupado com estas questões, e com as dificuldades que os dentistas enfrentam, o Ó faxavor! vai iniciar uma campanha intitulada "Este Natal, ajude o seu dentista a sorrir!". E o que proponho é o seguinte: porque os dentistas estão preocupados com a qualidade dos serviços prestados e porque necessitam de fixar preços mínimos de modo a conseguirem pagar as avultadas despesas inererentes ao exercício da sua actividade, este Natal ajudem o vosso dentista. Marquem uma consulta, mesmo que não necessitem, e deixem-lhe uma nota de 50 euros na caixa das gorjetas. Pode não ser muito, e de certeza que não vos faz falta, mas se todos contribuirmos podemos fazer a diferença. Retribuam a dedicação do vosso dentista e, neste Natal, sejam vocês a melhorar o seu sorriso!
Por essa razão, porque são associações de profissionais que procuram defender os interesses dos seus membros, não consigo perceber porque é que em pleno século XXI lhes damos o poder de regular a actividade profissional que esses mesmos membros desempenham! Seria como ter a Associação Socio-Profissional de Polícia a investigar irregularidades dentro da PSP, ou ter os representantes dos operadores de telecomunicações a regular o seu sector em vez da Anacom (bom, neste caso até seria melhor: a Anacom é uma espécie de representante do grupo PT, se o sector fosse regulado por representantes dos vários operadores assegurava-se alguma pluralidade...). Ou, melhor ainda, ter as inspecções sanitárias aos restaurantes reguladas pela associação de estabelecimentos de restauração, em vez de ser por um organismo independente, neste caso a ASAE.
Não se compreende como é que compete à ordem dos médicos decidir quem pode, ou não, exercer medicina. Como é que a Ordem dos Advogados pode fazer depender de um exame criado por si o exercício da advocacia. Como é que a Ordem dos Engenheiros é que decide, segundo critérios que não se dá ao trabalho de pôr à discussão, quem pode, ou não, ser engenheiro. E, pior que tudo, como é que compete a estas mesmas ordens profissionais o direito a decidirem ou a influenciarem as decisões dos vários governos sobre os moldes nos quais podem ou devem exercer a sua actividade.
Mas isso sou eu, que não gosto de ordens profissionais. Talvez por defeito de carácter, mas tenho dificuldades em gostar de associações corporativas, caducas e feudais. Acredito que muita gente goste das ordens profissionais ou concorde com a sua existência e veja nela alguma relevância, com muito boas razões para tal, e não me quero meter nessa discussão (quer dizer, até quereria, mas não há tempo...).
Este post não quer ser sobre ordens profissionais em geral, mas sobre uma em particular: a Ordem dos Dentistas. É que os senhores da Ordem dos Dentistas resolveram impor preços mínimos para os serviços praticados pelos dentistas. E vai daí, a Autoridade da Concorrência multou-os! E eles recorreram. E o tribunal não lhes deu razão. Mas, insatisfeitos com o resultado,resolveram recorrer para as instâncias europeias!
Ora bem, vamos lá por partes: a Ordem dos Dentistas decide quem pode ou não exercer a profissão (não sei se o seu poder é tão absoluto como o da Ordem dos Médicos, dos Advogados ou dos Engenheiros, mas não deve andar muito longe). Deve regular a qualidade dos serviços prestados pelos profissionais seus membros. E como querem eles regular a qualidade? Impondo preços mínimos, preocupados com o aparecimento de clínicas dentárias "low-cost" que, segundo eles, sacrificam a qualidade do serviço para poderem baixar os preços.
A ideia é excelente! Se não conseguem, ou não querem, competir com dentistas e clínicas que praticam preços inferiores, que tal, para não serem obrigados a abdicar dos elevados honorários que praticam, impor preços mínimos? Assim resolve-se o problema de uma vez e ninguém pode depois reclamar que os dentistas são caros, porque é a Ordem dos Dentistas, formada pelos próprios, que a tal obriga! É tão espectacular que não sei como é que as restantes ordens não se tinham lembrado disto antes!!!
De facto eu também estou preocupado com o aparecimento de clínicas low-cost! A diferença de preços é de tal ordem (eu paguei 60 euros por sessão para tratar um dente no meu dentista anterior e agora pago 30 num outro; pago 35 para uma limpeza, 25 para tratar um dente, 30 por um raio X) que das duas uma: ou os serviços low-cost têm qualidade duvidosa, ou os dentistas "standard" estão a meter-nos a mão ao bolso.
Ora, não faz sentido dizer que os dentistas, pessoas sérias, idóneas e, sobretudo, altruistas, andam a meter a mão ao bolso dos utentes! Afinal, eles não marcam consultas com 15 minutos de intervalo para garantir que caso falte um doente já está outro na sala de espera e evitar assim um intervalo em que não estão a facturar; eles não aumentaram os preços em 200% nos últimos 10 anos apesar de a tendência natural seja a da diminuição dos custos de produção de todas as matérias primas; e eles não organizam conferências dedicadas ao tema "rendimento por minuto", uma expressão muito querida dos dentistas. É assim que eles determinam a eficácia do seu consultório: quanto conseguem ganhar por minuto? Se um dentista ganha mais por minuto que um outro é mais eficiente. E fazem conferências (sim, houve uma há pouco tempo) dedicadas ao tema, tentando ajudar-se mutuamente a conseguir aumentar a rentabilidade! O que pode ser feito de duas maneiras: aumentando o preço do serviço cobrado ou diminuindo a quantidade de minutos necessários para o realizar. Hmmmm... onde é que entram as preocupações com a qualidade de serviço quando os dentistas andam a ensinar truques uns aos outros para poderem fazer as coisas mais à pressa?
Viva a qualidade dos serviços dos dentistas e viva a Ordem dos Dentistas, grande baluarte da defesa dos direitos dos utentes!
Preocupado com estas questões, e com as dificuldades que os dentistas enfrentam, o Ó faxavor! vai iniciar uma campanha intitulada "Este Natal, ajude o seu dentista a sorrir!". E o que proponho é o seguinte: porque os dentistas estão preocupados com a qualidade dos serviços prestados e porque necessitam de fixar preços mínimos de modo a conseguirem pagar as avultadas despesas inererentes ao exercício da sua actividade, este Natal ajudem o vosso dentista. Marquem uma consulta, mesmo que não necessitem, e deixem-lhe uma nota de 50 euros na caixa das gorjetas. Pode não ser muito, e de certeza que não vos faz falta, mas se todos contribuirmos podemos fazer a diferença. Retribuam a dedicação do vosso dentista e, neste Natal, sejam vocês a melhorar o seu sorriso!
17 dezembro 2008
Fans
Quando um gajo é mundialmente conhecido tem, naturalmente, uma legião de fans histéricas. Mulheres que desatam aos gritinhos com a possibilidade de estarem cara a cara com o seu ídolo. Que são capazes de tudo para o ver mais de perto, que sonham acordadas com a personagem que idolatram, chegando a, em fantasias sexuais mais ou menos explícitas, ser infiéis aos seus respectivos namorados ou esposos. E quando acontece, quando conseguem ver o indivíduo famoso que adoram, tentam por vezes dar-lhe uma qualquer recordação sua, imaginando que esse indivíduo a irá guardar com ele, como recordação daquela fan especial. Por exemplo, um artista está no palco e de repente alguém lhe atira uma peça de roupa interior. Acontece com bastante frequência.
Com esta introdução até pode parecer que o post é sobre mim. Bom, não é. Eu sei que tenho fans que seriam capazes de tudo para me agradar, mesmo atirar-me roupa interior (curiosamente, nunca aconteceu... porque será?), mas não é disso que se trata.
Este post é sobre George W. Bush. É um homem mundialmente famoso, líder da maior potência mundial e da (ainda) maior economia mundial, mesmo em tempo de crise, comandante das maiores forças armadas do planeta, um dos homens mais influentes, capaz de decidir o destino de um país com uma simples assinatura autorizando uma qualquer invasão ou bombardeamento. Decerto tem milhões de fans no mundo inteiro, homens e mulheres, e entre estas decerto muitas ficariam histéricas com a possibilidade de chegar à fala com ele. Imagino que em diversas ocasiões muitas mulheres se tenham sentido tentadas a atirar-lhe a sua roupa interior, num gesto de completa histeria, de total adoração.
O problema é quando não há roupa interior para atirar. Aí há um problema. Como é que uma fan atira a GWB a roupa interior que não usa? Bom, quem não tem cão caça com gato e quem não tem roupa interior... atira sapatos!
De certeza que este arremesso do sapato foi uma prova de amor ao (ainda) presidente dos Estados Unidos da América, e não uma acção de protesto, como os media liberais (e com claras simpatias comunistas) tentam noticiar. O homem é adorado no Iraque, aliás, como poderia não o ser, já que libertou o país do jugo do tirano Saddam Hussein e trouxe democracia, paz, prosperidade e segurança a uma das mais antigas regiões da civilização humana?
Esses esquerdistas de meia tigela é que aproveitam tudo para noticiar protestos imaginários contra o grande líder do mundo livre... shame on you!
PS: quem atirou os sapatos por acaso foi um homem; mas a história faz muito mais sentido se se tratasse de uma mulher, por isso tomei a liberdade de alterar alguns factos; afinal, não devemos deixar que a verdade estrague uma boa história...
Com esta introdução até pode parecer que o post é sobre mim. Bom, não é. Eu sei que tenho fans que seriam capazes de tudo para me agradar, mesmo atirar-me roupa interior (curiosamente, nunca aconteceu... porque será?), mas não é disso que se trata.
Este post é sobre George W. Bush. É um homem mundialmente famoso, líder da maior potência mundial e da (ainda) maior economia mundial, mesmo em tempo de crise, comandante das maiores forças armadas do planeta, um dos homens mais influentes, capaz de decidir o destino de um país com uma simples assinatura autorizando uma qualquer invasão ou bombardeamento. Decerto tem milhões de fans no mundo inteiro, homens e mulheres, e entre estas decerto muitas ficariam histéricas com a possibilidade de chegar à fala com ele. Imagino que em diversas ocasiões muitas mulheres se tenham sentido tentadas a atirar-lhe a sua roupa interior, num gesto de completa histeria, de total adoração.
O problema é quando não há roupa interior para atirar. Aí há um problema. Como é que uma fan atira a GWB a roupa interior que não usa? Bom, quem não tem cão caça com gato e quem não tem roupa interior... atira sapatos!
De certeza que este arremesso do sapato foi uma prova de amor ao (ainda) presidente dos Estados Unidos da América, e não uma acção de protesto, como os media liberais (e com claras simpatias comunistas) tentam noticiar. O homem é adorado no Iraque, aliás, como poderia não o ser, já que libertou o país do jugo do tirano Saddam Hussein e trouxe democracia, paz, prosperidade e segurança a uma das mais antigas regiões da civilização humana?
Esses esquerdistas de meia tigela é que aproveitam tudo para noticiar protestos imaginários contra o grande líder do mundo livre... shame on you!
PS: quem atirou os sapatos por acaso foi um homem; mas a história faz muito mais sentido se se tratasse de uma mulher, por isso tomei a liberdade de alterar alguns factos; afinal, não devemos deixar que a verdade estrague uma boa história...
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