Passa a ser legal no Reino Unido a criação de embriões humano-animal para investigação em células estaminais humanas.
Podem assim ser criados os chamados cíbridos, em que o material genético humano é inserido numa célula animal desprovida de material genético (aaaaah!), humanos transgénicos, com genoma humano e alguns genes animais inseridos (aaaaaaaaaaaah!), as quimeras, obtidas inserindo células animais em embriões humanos (aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!) e híbridos verdadeiros, cruzando gâmetas humanos e de alguns animais (AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!).
Os embriões só podem ser mantidos durante 14 dias e não podem ser implantados, nem em humanos, nem em animais. Devo dizer que esta parte me deixa um bocadinho mais descansado. Senão, imaginem bem as conversas bizarras que poderiam ocorrer daqui a uns anos:
- És um porco!
- Não, tecnicamente sou um transgénico, só tenho meia dúzia de genes de porco.
- A tua mãe é uma vaca.
- Pois é, e a tua é um porquinho da índia.
- Mãe, porque é que eu tenho cauda?
- Pois filhinho, vamos ter de conversar sobre uma coisa... lembras-te de eu ter dito que o teu pai tinha sido escolhido por um laboratório?
- O meu gato às vezes até parece uma pessoa.
- O meu é mesmo. Bom, pelo menos o olho esquerdo.
Pesoalmente não sou contra estas criações bizarras, desde que sejam por um bem maior. Fazem-me confusão, mas no início do século XX também fazia confusão a muita gente tirar radiografias a senhoras, por questões de pudor.
20 maio 2008
17 maio 2008
16 maio 2008
Quem faz o que pode...
Por um lado temos o crescimento económico no 1º trimestre abaixo das expectativas e por outro lado 11 pessoas presas por produção de notas falsas.
Andam sempre a falar na importância do empreendedorismo, mas quando alguém arranja formas originais de combater a crise económica espetam com ele na cadeia. São só umas milésimas de ponto do PIB, mas já é um princípio, não? A vida é injusta...
Andam sempre a falar na importância do empreendedorismo, mas quando alguém arranja formas originais de combater a crise económica espetam com ele na cadeia. São só umas milésimas de ponto do PIB, mas já é um princípio, não? A vida é injusta...
Presunção
Porque raio é que a varinha mágica se chama varinha mágica? Quem é que deu um nome desses ao electrodoméstico? Aquilo é tudo menos mágico!
O electrodoméstico que serve para torrar pão chama-se torradeira. O electrodoméstico que serve para refrigerar chama-se frigorífico. O electrodoméstico que serve para fritar chama-se fritadeira. O electrodoméstico que serve para fazer café chama-se máquina de café ou cafeteira. O electrodoméstico que lava a louça chama-se máquina de lavar louça. Mas o electrodoméstico que serve para fazer sopa, triturar legumes, picar cebolas, chama-se... varinha mágica.
Permitam-me discordar desta nomenclatura despropositada e presunçosa. Uma varinha mágica é tudo menos mágica. Uma varinha mágica é aquilo que os ilusionistas usam para tirar coelhos da cartola: pegam na cartola, agitam a varinha mágica e *plim* sai um coelho da cartola. Isso sim, é magia. O electrodoméstico chamado varinha mágica coloca-se dentro de uma panela com cenouras, batatas e mais uns quantos legumes, carrega-se no botão e faz-se sopa. E isso é magia? DÁ PARA VER AS LÂMINAS, PÁ! É assim tão mágico que os legumes se desfaçam em papa por uma lâmina que roda muito depressa? A varinha mágica tem tanta magia como os filmes de naves espaciais dos anos 50, em que se conseguia ver os fios. Isso é que é a grandiosa magia do estúpido electrodoméstico?
Mágica é uma máquina de lavar louça: a louça entra suja, fechamos a tampa, carregamos num botão e passado um bocado a louça sai lavada. Tal como nos truques de ilusionismo em que o voluntário do público entra no armário, o armário é fechado, o mágico diz as palavras mágias e *plim* a pessoa desaparece. Mágico é um forno micro-ondas. Não tem chama, não usa gás, não tem resistências eléctricas e contudo a comida aquece. E o truque do micro-ondas é mesmo sofisticado, é feito à frente dos nossos olhos, podemos ver o que se passa através da portinhola. E mesmo assim não percebemos como é que o micro-ondas consegue. Isto sim, é magia.
Fazer legumes em papa com uma lâmina rotativa é tão mágico como pegar numa faca, cortar uma cebola ao meio e ela ficar em dois pedaços. Imaginem que eu criava um número de ilusionismo. Depois de meia dúzia de truques com aros de metal, pessoas a desaparecer de armários, assistentes a serem cortadas ao meio e coelhos a saltar de cartolas, preparava-me para o grande número final: descascava uma cebola, colocava-a em cima da mesa, pegava numa faca, deslizava a faca sobre a cebola e no fim, quando a cebola ficasse cortada em dois pedaços o público fazia "Oooooooooh!", eu levantava os braços triunfante e recebia uma ovação de pé. Acham mesmo que alguém apreciaria um truque de magia que consiste em cortar uma cebola com uma faca? Então porque merda é que dizemos que a varinha mágica é mágica? Porque corta legumes com lâminas? Eu já experimentei usar a varinha mágica sem a lâmina e acreditem que não funciona. Se fosse assim tão mágica podíamos tirar a lâmina à vontade que continuava a desempenhar a sua função.
Chamem-lhe cortadora, picadora, estraçalhadora, chamem-lhe máquina de fazer sopa, máquina de desfazer coisas, até lhe podem chamar máquina com lâminas rotativas muito rápidas. Todas estas opções são melhores que fingir que é magia. A seguir só falta dizerem-me que acreditam no Pai Natal e que o Harry Potter é baseado numa história verídica.
O electrodoméstico que serve para torrar pão chama-se torradeira. O electrodoméstico que serve para refrigerar chama-se frigorífico. O electrodoméstico que serve para fritar chama-se fritadeira. O electrodoméstico que serve para fazer café chama-se máquina de café ou cafeteira. O electrodoméstico que lava a louça chama-se máquina de lavar louça. Mas o electrodoméstico que serve para fazer sopa, triturar legumes, picar cebolas, chama-se... varinha mágica.
Permitam-me discordar desta nomenclatura despropositada e presunçosa. Uma varinha mágica é tudo menos mágica. Uma varinha mágica é aquilo que os ilusionistas usam para tirar coelhos da cartola: pegam na cartola, agitam a varinha mágica e *plim* sai um coelho da cartola. Isso sim, é magia. O electrodoméstico chamado varinha mágica coloca-se dentro de uma panela com cenouras, batatas e mais uns quantos legumes, carrega-se no botão e faz-se sopa. E isso é magia? DÁ PARA VER AS LÂMINAS, PÁ! É assim tão mágico que os legumes se desfaçam em papa por uma lâmina que roda muito depressa? A varinha mágica tem tanta magia como os filmes de naves espaciais dos anos 50, em que se conseguia ver os fios. Isso é que é a grandiosa magia do estúpido electrodoméstico?
Mágica é uma máquina de lavar louça: a louça entra suja, fechamos a tampa, carregamos num botão e passado um bocado a louça sai lavada. Tal como nos truques de ilusionismo em que o voluntário do público entra no armário, o armário é fechado, o mágico diz as palavras mágias e *plim* a pessoa desaparece. Mágico é um forno micro-ondas. Não tem chama, não usa gás, não tem resistências eléctricas e contudo a comida aquece. E o truque do micro-ondas é mesmo sofisticado, é feito à frente dos nossos olhos, podemos ver o que se passa através da portinhola. E mesmo assim não percebemos como é que o micro-ondas consegue. Isto sim, é magia.
Fazer legumes em papa com uma lâmina rotativa é tão mágico como pegar numa faca, cortar uma cebola ao meio e ela ficar em dois pedaços. Imaginem que eu criava um número de ilusionismo. Depois de meia dúzia de truques com aros de metal, pessoas a desaparecer de armários, assistentes a serem cortadas ao meio e coelhos a saltar de cartolas, preparava-me para o grande número final: descascava uma cebola, colocava-a em cima da mesa, pegava numa faca, deslizava a faca sobre a cebola e no fim, quando a cebola ficasse cortada em dois pedaços o público fazia "Oooooooooh!", eu levantava os braços triunfante e recebia uma ovação de pé. Acham mesmo que alguém apreciaria um truque de magia que consiste em cortar uma cebola com uma faca? Então porque merda é que dizemos que a varinha mágica é mágica? Porque corta legumes com lâminas? Eu já experimentei usar a varinha mágica sem a lâmina e acreditem que não funciona. Se fosse assim tão mágica podíamos tirar a lâmina à vontade que continuava a desempenhar a sua função.
Chamem-lhe cortadora, picadora, estraçalhadora, chamem-lhe máquina de fazer sopa, máquina de desfazer coisas, até lhe podem chamar máquina com lâminas rotativas muito rápidas. Todas estas opções são melhores que fingir que é magia. A seguir só falta dizerem-me que acreditam no Pai Natal e que o Harry Potter é baseado numa história verídica.
15 maio 2008
Mudam-se os tempos
mudam-se as vontades.
Há 15 anos o Primeiro-Ministro era Cavaco Silva e o Presidente da República era Mário Soares. Agora o Primeiro-Ministro é José Sócrates e o presidente é Cavaco Silva.
Quando os dois cargos são ocupados por pessoas de partidos diferentes é normal haver trocas de recados entre São Bento e Belém. Um diz uma coisa, o outro diz outra.
Há 15 anos Cavaco falava de forças de bloqueio e Soares falava em atropelos à democracia. 15 anos depois Sócrates pede desculpa por ter fumado no avião e diz que vai deixar de fumar e Cavaco diz que não fuma e que não se fuma nos seu voos.
É bom ver que não há nada mais importante para se falar no momento. Sei lá, uma crise económica mundial, uma escalada generalizada dos preços dos combustíveis e cereais, um tremor de terra intenso, corrupção no futebol ou coisa assim. Ah, como é bom este tempo, em que todos os graves problemas já estão resolvidos e podemos passar o tempo discutir banalidades!
Há 15 anos o Primeiro-Ministro era Cavaco Silva e o Presidente da República era Mário Soares. Agora o Primeiro-Ministro é José Sócrates e o presidente é Cavaco Silva.
Quando os dois cargos são ocupados por pessoas de partidos diferentes é normal haver trocas de recados entre São Bento e Belém. Um diz uma coisa, o outro diz outra.
Há 15 anos Cavaco falava de forças de bloqueio e Soares falava em atropelos à democracia. 15 anos depois Sócrates pede desculpa por ter fumado no avião e diz que vai deixar de fumar e Cavaco diz que não fuma e que não se fuma nos seu voos.
É bom ver que não há nada mais importante para se falar no momento. Sei lá, uma crise económica mundial, uma escalada generalizada dos preços dos combustíveis e cereais, um tremor de terra intenso, corrupção no futebol ou coisa assim. Ah, como é bom este tempo, em que todos os graves problemas já estão resolvidos e podemos passar o tempo discutir banalidades!
14 maio 2008
Champions
Eh lá...
O FCP perdeu 6 pontos por causa do Apito Final. Até aqui nada de especial, continuam a ser campeões.
Mas acabei de ver na SIC Notícias (vantagens de trabalhar em casa, posso ter a TV sempre ligada) que a UEFA considera impedir o Porto de participar na Champions por causa da condenação!
É que a UEFA não gosta que participem nas competições europeias clubes condenados por falsear ou tentar falsear resultados.
E de repente as sentenças do Apito Final passam a valer alguma coisa... querem ver que o Benfica ainda vai à Champions? E que o Guimarães passa a ter apuramento directo para a fase de grupos? Aguardam-se as cenas dos próximos episódios...
O FCP perdeu 6 pontos por causa do Apito Final. Até aqui nada de especial, continuam a ser campeões.
Mas acabei de ver na SIC Notícias (vantagens de trabalhar em casa, posso ter a TV sempre ligada) que a UEFA considera impedir o Porto de participar na Champions por causa da condenação!
É que a UEFA não gosta que participem nas competições europeias clubes condenados por falsear ou tentar falsear resultados.
E de repente as sentenças do Apito Final passam a valer alguma coisa... querem ver que o Benfica ainda vai à Champions? E que o Guimarães passa a ter apuramento directo para a fase de grupos? Aguardam-se as cenas dos próximos episódios...
13 maio 2008
Fait divers
E sai mais um: Sócrates a fumar no avião.
Antes de mais, as regras são e já são assim há muito tempo: é proibido fumar em todos os voos que tenham origem ou destino em qualquer estado-membro da União Europeia e também em qualquer voo de companhias da União Europeia, mesmo que voando em destinos fora da UE. É também proibido fumar em qualquer voo de ou para a América do Norte e em qualquer voo de companhias norte-americanas. As regras já são assim há muito, muito tempo. Lembro-me que em 1995 fui ao Canadá e já era proibido fumar no avião, porque ia para a América do Norte. Na UE a proibição terá começado em 99 ou 2000 ou coisa assim. Muito antes até da lei anti-tabaco que entrou em vigor em 2008.
Eu não gosto de atirar pedras a ninguém, até porque tenho telhados de vidro (já conto), mas sabendo o Governo como bem sabe o que a imprensa nacional aprecia estes fait-divers de membros do executivo, sabendo como sabem as várias histórias que têm assombrado este mandato, não conseguiram ter o mínimo de bom senso e não fumar durante o voo? É mesmo preciso mandar mais achas para a fogueira??? Foi a história da licenciatura, depois a história dos projectos, as questões com a liberdade de expressão dentro dos serviços da administração pública, as edições à biografia na wikipedia, agora isto? O Governo não tem consultores ou assim que expliquem porque é que é muito má ideia fumar a bordo de um avião da TAP, ainda por cima numa viagem oficial com um batalhão de jornalistas a bordo?
Última nota: o comandante "não gostou da situação, mas disse para arrranjar uma zona para fumar, se não ainda acabariam a fumar no 'cockpit'". Até parece que as tripulações não fumam...
---
Os meus telhados de vidro: em 95 fui ao Canadá, já era proibido fumar em todos os voos de ou para a América do Norte mas... bom, na altura os alarmes de incêndio não eram tão sensíveis como agora, fui à casa de banho umas quantas vezes fumar um cigarrito; a minha desculpa: tinha 18 anos, era um bocado parvo. Se o alarme tem disparado obrigava a uma descida de emergência e arriscava-me a uma pena de prisão e a uns belos tabefes até porque os meus pais não sabiam que eu fumava na altura. O truque era simples: aponta-se a saída do ar condicionado na direcção do alarme de incêndio, vai-se fumando, afastando o fumo com a mão e puxando o autoclismo várias vezes para provocar a pequena corrente de ar necessária para desanuviar o ambiente; nos tempos que correm não funciona: as saídas de ar condicionado já não são reguláveis nos WC e os alarmes de incêndio têm uma área sensível muito maior, disparam por tudo e por nada.
E em 2002 num voo da TunisAir o senhor comandante assim que descolámos, quando apagou o sinal de cintos de segurança também apagou o sinal de proibido fumar. Parece que em 2002 já era proibido fumar em qualquer voo de ou para a UE mas ou ninguém avisou a TunisAir ou avisaram e eles esqueceram-se de apontar (o voo era Lisboa-Tunis). Quando vi toda a gente a acender cigarros juntei-me à festa.
Hoje em dia já estou perfeitamente acostumado a não fumar durante o voo, já nem me custa. Claro que volta e meia penso em fumar um cigarro, mas pego noutra pastilha, leio o jornal ou então tento dormir e 5 minutos depois passa.
Antes de mais, as regras são e já são assim há muito tempo: é proibido fumar em todos os voos que tenham origem ou destino em qualquer estado-membro da União Europeia e também em qualquer voo de companhias da União Europeia, mesmo que voando em destinos fora da UE. É também proibido fumar em qualquer voo de ou para a América do Norte e em qualquer voo de companhias norte-americanas. As regras já são assim há muito, muito tempo. Lembro-me que em 1995 fui ao Canadá e já era proibido fumar no avião, porque ia para a América do Norte. Na UE a proibição terá começado em 99 ou 2000 ou coisa assim. Muito antes até da lei anti-tabaco que entrou em vigor em 2008.
Eu não gosto de atirar pedras a ninguém, até porque tenho telhados de vidro (já conto), mas sabendo o Governo como bem sabe o que a imprensa nacional aprecia estes fait-divers de membros do executivo, sabendo como sabem as várias histórias que têm assombrado este mandato, não conseguiram ter o mínimo de bom senso e não fumar durante o voo? É mesmo preciso mandar mais achas para a fogueira??? Foi a história da licenciatura, depois a história dos projectos, as questões com a liberdade de expressão dentro dos serviços da administração pública, as edições à biografia na wikipedia, agora isto? O Governo não tem consultores ou assim que expliquem porque é que é muito má ideia fumar a bordo de um avião da TAP, ainda por cima numa viagem oficial com um batalhão de jornalistas a bordo?
Última nota: o comandante "não gostou da situação, mas disse para arrranjar uma zona para fumar, se não ainda acabariam a fumar no 'cockpit'". Até parece que as tripulações não fumam...
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Os meus telhados de vidro: em 95 fui ao Canadá, já era proibido fumar em todos os voos de ou para a América do Norte mas... bom, na altura os alarmes de incêndio não eram tão sensíveis como agora, fui à casa de banho umas quantas vezes fumar um cigarrito; a minha desculpa: tinha 18 anos, era um bocado parvo. Se o alarme tem disparado obrigava a uma descida de emergência e arriscava-me a uma pena de prisão e a uns belos tabefes até porque os meus pais não sabiam que eu fumava na altura. O truque era simples: aponta-se a saída do ar condicionado na direcção do alarme de incêndio, vai-se fumando, afastando o fumo com a mão e puxando o autoclismo várias vezes para provocar a pequena corrente de ar necessária para desanuviar o ambiente; nos tempos que correm não funciona: as saídas de ar condicionado já não são reguláveis nos WC e os alarmes de incêndio têm uma área sensível muito maior, disparam por tudo e por nada.
E em 2002 num voo da TunisAir o senhor comandante assim que descolámos, quando apagou o sinal de cintos de segurança também apagou o sinal de proibido fumar. Parece que em 2002 já era proibido fumar em qualquer voo de ou para a UE mas ou ninguém avisou a TunisAir ou avisaram e eles esqueceram-se de apontar (o voo era Lisboa-Tunis). Quando vi toda a gente a acender cigarros juntei-me à festa.
Hoje em dia já estou perfeitamente acostumado a não fumar durante o voo, já nem me custa. Claro que volta e meia penso em fumar um cigarro, mas pego noutra pastilha, leio o jornal ou então tento dormir e 5 minutos depois passa.
Informação generalizada e sem tabus
Em Portugal existe uma organização chamada Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT). Entre outras coisas, promove acções de informação aos jovens sobre o consumo de drogas e tenta alertar para os seus riscos. E para reunir a informação toda têm um site, o Tu, alinhas?.
Hoje li no Público que algumas associações de pais contestam uma parte do site que é um dicionário de calão relacionado com o consumo de drogas. Mostram-se muito preocupados que tal dicionário funcione como um incentivo ao consumo de drogas.
Fiquei preocupado, devo confessar que sim. Por isso fui ao site, cliquei no "Dicionário" e fui ver a lista de termos que tanta preocupação gera. Quando selecciono a lista aparecem as 26 letras do alfabeto (ou melhor, aparecem 22 ou 24 letras porque parece que não há palavras em calão começadas por W, X, Y ou Z nem termos relacionados com droga começados por Y ou Z; a propósito: as 26 letras do alfabeto, segundo o Acordo Ortográfico; até à sua entrada em vigor o nosso alfabeto só tem 23 letras, por isso temos de escrever "uísque"; este parêntesis já vai longo, o melhor é voltarem a ler a frase e saltarem por cima do parêntesis, para isto fazer algum sentido...), à esquerda de cada letra está um sinalzinho de mais, clico lá e... nada! Nada aparece. Pensei "bom, não deve haver palavras começadas por A", o que me pareceu um pouco estranho; clico no sinalzinho de mais à esquerda do B e... nada. No C... nada. No D... nada. Raios, querem ver que logo agora que eu fui ver isto tiraram o dicionário da net?
E depois lembrei-me: e se eu for ver o site em Internet Explorer em vez de usar o Firefox? Será que já funciona? Abri o IE, e meia dúzia de clicks depois estava a ver a listagem de palavras no dicionário de gíria relacionada com drogas. Oba, oba!
Moral da história:
Pais preocupados com o conteúdo do site: instalem o Firefox, ponham-no como browser por defeito e deixem de se preocupar.
Putos filhos dos pais referidos acima: Cliquem em "Iniciar", depois em "Executar" e depois escrevam "iexplore.exe".
Mais a sério: quando tinha 13 ou 14 anos li um livro que havia na biblioteca municipal (na altura eu ia muito à biblioteca; tinha longos intervalos de almoço de 3 horas, poucos amigos e não sabia jogar bem à bola; hoje em dia deixei-me disso dos livros, mas como continuo a ter poucos amigos e a não saber jogar à bola, fico em casa e vou lendo coisas na net; mas adiante...) que era sobre o consumo de drogas. Contado na primeira pessoa. Era a auto-biografia de um toxicodependente recuperado, que contava histórias da sua vida enquanto viciado em heroína. As artimanhas que usava para arranjar dinheiro, as mentiras que contava, as trips boas e más que teve, etc. E no fim havia um dicionário de calão relacionado com drogas. E eu li-o todo. E não me tornei drogado. E até digo mais: na minha turma havia quem consumisse drogas ocasionalmente, alguns vieram a consumir mais que ocasionalmente e desconfio que nenhum desses tipos alguma vez leu o tal livro. Até acho que não leram livro nenhum. O que é pena, aquilo até tinha uma espécie de manual de instruções sobre a preparação da heroína, os cuidados a ter, etc. E as pessoas que conheço que leram o tal livro, o do manual de instruções com dicionário e tudo, não se tornaram drogadas. Da minha parte fumei charros meia dúzia de vezes, não achei piada suficiente para fazer disso um hábito. Nunca tive curiosidade de ir mais além. Aos 13/14 anos li o livro e não fiquei curioso por causa disso, antes pelo contrário. A existência de informação até me retirou alguma da curiosidade. Só bastante mais tarde, aos 17, é que fumei um charro pela primeira vez, numa viagem de Páscoa com a minha turma de liceu. Éramos 6 só eu é que tinha lido livros sobre o consumo de drogas. Também li o "Os filhos da droga", uma autobiografia de uma toxicodependente de Berlim, a Christiane F.; teria também uns 14 ou 15 anos quando o li; devo dizer que me fez alguma confusão, sobretudo a forma como ela descrevia os seus actos de prostituição para arranjar os 40 marcos necessários para comprar uma dose. Esse livro então não se limitava a descrever como se prepara a droga, alertava também para os vários riscos inerentes ao negócio do tráfico: droga demasiado pura, demasiado cortada, com misturas esquisitas, seringas com impurezas, enfim, tudo o que um agarrado com algum sentido de auto-preservação necessita saber. E não foi por ler o livro que tive vontade de me tornar toxicodependente. A informação por si é inofensiva. É o que se faz com ela que pode não ser. E saber é SEMPRE melhor que não saber. É melhor saber que algodão, neste contexto, se refere ao "Algodão utilizado como filtro na preparação da dose injectável de droga. A partir de um algodão usado pode fazer-se uma «lavagem» e recuperar assim resíduos para uma nova dose (filtro)." do que não saber. Quer para os miudos, quer sobretudo para os pais (se começarem a notar que o algodão lá em casa desaparece num instante... errr...). Deixemo-nos de moralismos bestas. Os putos não vão chutar para a veia só porque leram como se prepara uma dose, tal como não vão mandar uma queca só porque lhes distribuem preservativos (embora, se já estão p'raí virados, aproveitam a oferta), tal como não se vão atirar de um prédio só porque viram no Matrix Reloaded o Neo a fazer o mesmo. Bom, um ou outro, talvez. Mas são os pais os responsáveis por desenvolver nos filhos a capacidade de absorver, analisar e filtrar informação. Ou acham que só porque é um mau exemplo para os miudos vai deixar de haver agarrados a injectarem-se nas ruelas de Lisboa, quando há putos a passar ao lado?
Hoje li no Público que algumas associações de pais contestam uma parte do site que é um dicionário de calão relacionado com o consumo de drogas. Mostram-se muito preocupados que tal dicionário funcione como um incentivo ao consumo de drogas.
Fiquei preocupado, devo confessar que sim. Por isso fui ao site, cliquei no "Dicionário" e fui ver a lista de termos que tanta preocupação gera. Quando selecciono a lista aparecem as 26 letras do alfabeto (ou melhor, aparecem 22 ou 24 letras porque parece que não há palavras em calão começadas por W, X, Y ou Z nem termos relacionados com droga começados por Y ou Z; a propósito: as 26 letras do alfabeto, segundo o Acordo Ortográfico; até à sua entrada em vigor o nosso alfabeto só tem 23 letras, por isso temos de escrever "uísque"; este parêntesis já vai longo, o melhor é voltarem a ler a frase e saltarem por cima do parêntesis, para isto fazer algum sentido...), à esquerda de cada letra está um sinalzinho de mais, clico lá e... nada! Nada aparece. Pensei "bom, não deve haver palavras começadas por A", o que me pareceu um pouco estranho; clico no sinalzinho de mais à esquerda do B e... nada. No C... nada. No D... nada. Raios, querem ver que logo agora que eu fui ver isto tiraram o dicionário da net?
E depois lembrei-me: e se eu for ver o site em Internet Explorer em vez de usar o Firefox? Será que já funciona? Abri o IE, e meia dúzia de clicks depois estava a ver a listagem de palavras no dicionário de gíria relacionada com drogas. Oba, oba!
Moral da história:
Pais preocupados com o conteúdo do site: instalem o Firefox, ponham-no como browser por defeito e deixem de se preocupar.
Putos filhos dos pais referidos acima: Cliquem em "Iniciar", depois em "Executar" e depois escrevam "iexplore.exe".
Mais a sério: quando tinha 13 ou 14 anos li um livro que havia na biblioteca municipal (na altura eu ia muito à biblioteca; tinha longos intervalos de almoço de 3 horas, poucos amigos e não sabia jogar bem à bola; hoje em dia deixei-me disso dos livros, mas como continuo a ter poucos amigos e a não saber jogar à bola, fico em casa e vou lendo coisas na net; mas adiante...) que era sobre o consumo de drogas. Contado na primeira pessoa. Era a auto-biografia de um toxicodependente recuperado, que contava histórias da sua vida enquanto viciado em heroína. As artimanhas que usava para arranjar dinheiro, as mentiras que contava, as trips boas e más que teve, etc. E no fim havia um dicionário de calão relacionado com drogas. E eu li-o todo. E não me tornei drogado. E até digo mais: na minha turma havia quem consumisse drogas ocasionalmente, alguns vieram a consumir mais que ocasionalmente e desconfio que nenhum desses tipos alguma vez leu o tal livro. Até acho que não leram livro nenhum. O que é pena, aquilo até tinha uma espécie de manual de instruções sobre a preparação da heroína, os cuidados a ter, etc. E as pessoas que conheço que leram o tal livro, o do manual de instruções com dicionário e tudo, não se tornaram drogadas. Da minha parte fumei charros meia dúzia de vezes, não achei piada suficiente para fazer disso um hábito. Nunca tive curiosidade de ir mais além. Aos 13/14 anos li o livro e não fiquei curioso por causa disso, antes pelo contrário. A existência de informação até me retirou alguma da curiosidade. Só bastante mais tarde, aos 17, é que fumei um charro pela primeira vez, numa viagem de Páscoa com a minha turma de liceu. Éramos 6 só eu é que tinha lido livros sobre o consumo de drogas. Também li o "Os filhos da droga", uma autobiografia de uma toxicodependente de Berlim, a Christiane F.; teria também uns 14 ou 15 anos quando o li; devo dizer que me fez alguma confusão, sobretudo a forma como ela descrevia os seus actos de prostituição para arranjar os 40 marcos necessários para comprar uma dose. Esse livro então não se limitava a descrever como se prepara a droga, alertava também para os vários riscos inerentes ao negócio do tráfico: droga demasiado pura, demasiado cortada, com misturas esquisitas, seringas com impurezas, enfim, tudo o que um agarrado com algum sentido de auto-preservação necessita saber. E não foi por ler o livro que tive vontade de me tornar toxicodependente. A informação por si é inofensiva. É o que se faz com ela que pode não ser. E saber é SEMPRE melhor que não saber. É melhor saber que algodão, neste contexto, se refere ao "Algodão utilizado como filtro na preparação da dose injectável de droga. A partir de um algodão usado pode fazer-se uma «lavagem» e recuperar assim resíduos para uma nova dose (filtro)." do que não saber. Quer para os miudos, quer sobretudo para os pais (se começarem a notar que o algodão lá em casa desaparece num instante... errr...). Deixemo-nos de moralismos bestas. Os putos não vão chutar para a veia só porque leram como se prepara uma dose, tal como não vão mandar uma queca só porque lhes distribuem preservativos (embora, se já estão p'raí virados, aproveitam a oferta), tal como não se vão atirar de um prédio só porque viram no Matrix Reloaded o Neo a fazer o mesmo. Bom, um ou outro, talvez. Mas são os pais os responsáveis por desenvolver nos filhos a capacidade de absorver, analisar e filtrar informação. Ou acham que só porque é um mau exemplo para os miudos vai deixar de haver agarrados a injectarem-se nas ruelas de Lisboa, quando há putos a passar ao lado?
12 maio 2008
O Maestro arrumou as chuteiras
O Benfica até jogou bem (pelo menos para o nível habitual nos útlimos tempos), mas foi pena que a última época de Rui Costa no Benfica tivesse sido tão má para o clube em termos de resultados e instabilidade interna.
Devo confessar que nunca tinha visto um jogador demorar tanto tempo a ser substituido (por menos, muito menos que isso, em 1998 o mesmo Rui Costa viu o segundo amarelo e foi expulso, no último jogo de apuramento para o Mundial de 1998; jogo esse que acabámos por perder, graças a... chamemos-lhe excesso de zelo do árbitro). Quando foi levantada a placa com o número 10, a uns 5 minutos do fim, o estádio de pé aplaude e Rui Costa cumprimenta os colegas de equipa quase todos, os adversários e até o árbitro.
Como ele há poucos, muito poucos. Esperemos que tenha o mesmo sucesso como dirigente que teve como jogador. A integridade que tanto falta aos dirigentes portugueses não falta a Rui Costa, quem sabe se é o começo de uma geração de dirigentes que se preocupa mais em construir equipas capazes de ganhar jogos, em vez de tentar reforçar a equipa com 3 "jogadores" extra.
Devo confessar que nunca tinha visto um jogador demorar tanto tempo a ser substituido (por menos, muito menos que isso, em 1998 o mesmo Rui Costa viu o segundo amarelo e foi expulso, no último jogo de apuramento para o Mundial de 1998; jogo esse que acabámos por perder, graças a... chamemos-lhe excesso de zelo do árbitro). Quando foi levantada a placa com o número 10, a uns 5 minutos do fim, o estádio de pé aplaude e Rui Costa cumprimenta os colegas de equipa quase todos, os adversários e até o árbitro.
Como ele há poucos, muito poucos. Esperemos que tenha o mesmo sucesso como dirigente que teve como jogador. A integridade que tanto falta aos dirigentes portugueses não falta a Rui Costa, quem sabe se é o começo de uma geração de dirigentes que se preocupa mais em construir equipas capazes de ganhar jogos, em vez de tentar reforçar a equipa com 3 "jogadores" extra.
10 maio 2008
A frase do dia
"Estão a pôr em causa um clube com 105 anos de história e que tanto já deu desporto nacional" - João Loureiro, comentando a pena de descida de divisão imposta ao Boavista.
Pois, acho que o problema foi exactamente esse, terem andado a dar coisas ao desporto nacional, em particular aos árbitros desse mesmo desporto. Se não tivessem dado tantas coisas se calhar não desciam.
Pois, acho que o problema foi exactamente esse, terem andado a dar coisas ao desporto nacional, em particular aos árbitros desse mesmo desporto. Se não tivessem dado tantas coisas se calhar não desciam.
09 maio 2008
Apitos
Pronto, pelo menos a parte desportiva já está pronta: U. Leiria perde 3 pontos (e portanto ainda mais último), Porto perde 6 pontos (e portanto fica ligeiramente menos primeiro) e Boavista desde de divisão (é fodido, eu sei... um clube ainda recentemente campeão nacional, pá... é injusto!).
Quanto a dirigentes, saem uns anitos de suspensão para cada um, nada de muito estranho.
Esperam-se para mais logo as reacções dos culpados e depois a procissão segue e continua o julgamento criminal.
Pensamentos sobre o assunto:
1. Relativamente a casos que remontam a 2003/2004 são instaurados processos em 2006 e 2007 e conhece-se a sentença em 2008. Sugere-se uma ligeira aceleração das investigações, faxavor. Não muita, não queremos condenações por corrupção antes do jogo a que dizem respeito, mas assim de repente gostava que referente a um jogo de Abril houvesse condenação ou absolvição até Agosto. Do mesmo ano.
2. O último classificado, já despromovido, perde pontos. O campeão virtual perde pontos, mantendo-se como campeão virtual. A pena não aquece nem arrefece, não muda nada e, sobretudo, não penaliza. Sugere-se que de futuro que as penas de perda de pontos se refiram somente a casos burocráticos como o caso do Belenenses e do Meyong e que os casos de corrupção passem a ser punidos sempre com descida de divisão (e podem ser várias divisões de uma vez se a coisa o justificar!) a acumular com as naturais consequências desportivas da época em curso. Assim, o FCP desceria de divisão e no próximo ano jogaria a Champions e seria campeão mas jogaria na II Liga. Já o União de Leiria desceria para a II divisão B, uma vez que, consequência dos seus resultados, iria de qualquer forma parar à II Liga.
3. Decerto haverá mais apitos, de ouro e não só, por aí. Tá na hora de os começar a descobrir. E a melhor forma de o fazer é com uma condenação exemplar a um dinossauro: imaginem que o FCP ia parar à II Liga por causa de 2 jogos de 2003/2004. E que o Pinto da Costa era erradicado do futebol. Acham mesmo que ele ia aceitar a pena ficando calado? Claro que não! Daí para a frente todas as semanas haveria envelopes anónimos a aterrar na PGR e não haveria telhado de vidro que não levasse duas ou três valentes pedradas. Isso é que seria bonito de se ver e eu aplaudiria de pé o anónimo denunciante.
4. Pelos mesmos factos o clube é condenado por corrupção na forma tentada e punido com subtracção de pontos e o seu dirigente com 1 ano de suspensão, mas o árbitro é condenado por corrupção consumada e 2 a 10 anos de suspensão (o senhor da Comissão Disciplinar falou muito bem e explicou porque é que é assim e que também acha mal e vão sugerir alterações aos regulamentos). Tá mal. Se há uma oferta a um árbitro com um pedido de contrapartida, se a contrapartida não ocorreu, seja porque não foi necessária ou porque o árbitro não foi na cantiga, ficou com a "prenda" e ignorou o pedido, o clube corrompeu. De forma consumada. Ah, o FCP pagou-me umas férias, mas nem precisei de fazer nada porque espetaram 6 golos limpinhos aos outros gajos. Tá bem, e depois? Houve à mesma um pagamento e houve à mesma um pedido de benefício!!!
E pronto, mais não digo. Nos próximos tempos não faltará quem opine, juridicamente ou não, sobre o caso, e eu não sou preciso.
Quanto a dirigentes, saem uns anitos de suspensão para cada um, nada de muito estranho.
Esperam-se para mais logo as reacções dos culpados e depois a procissão segue e continua o julgamento criminal.
Pensamentos sobre o assunto:
1. Relativamente a casos que remontam a 2003/2004 são instaurados processos em 2006 e 2007 e conhece-se a sentença em 2008. Sugere-se uma ligeira aceleração das investigações, faxavor. Não muita, não queremos condenações por corrupção antes do jogo a que dizem respeito, mas assim de repente gostava que referente a um jogo de Abril houvesse condenação ou absolvição até Agosto. Do mesmo ano.
2. O último classificado, já despromovido, perde pontos. O campeão virtual perde pontos, mantendo-se como campeão virtual. A pena não aquece nem arrefece, não muda nada e, sobretudo, não penaliza. Sugere-se que de futuro que as penas de perda de pontos se refiram somente a casos burocráticos como o caso do Belenenses e do Meyong e que os casos de corrupção passem a ser punidos sempre com descida de divisão (e podem ser várias divisões de uma vez se a coisa o justificar!) a acumular com as naturais consequências desportivas da época em curso. Assim, o FCP desceria de divisão e no próximo ano jogaria a Champions e seria campeão mas jogaria na II Liga. Já o União de Leiria desceria para a II divisão B, uma vez que, consequência dos seus resultados, iria de qualquer forma parar à II Liga.
3. Decerto haverá mais apitos, de ouro e não só, por aí. Tá na hora de os começar a descobrir. E a melhor forma de o fazer é com uma condenação exemplar a um dinossauro: imaginem que o FCP ia parar à II Liga por causa de 2 jogos de 2003/2004. E que o Pinto da Costa era erradicado do futebol. Acham mesmo que ele ia aceitar a pena ficando calado? Claro que não! Daí para a frente todas as semanas haveria envelopes anónimos a aterrar na PGR e não haveria telhado de vidro que não levasse duas ou três valentes pedradas. Isso é que seria bonito de se ver e eu aplaudiria de pé o anónimo denunciante.
4. Pelos mesmos factos o clube é condenado por corrupção na forma tentada e punido com subtracção de pontos e o seu dirigente com 1 ano de suspensão, mas o árbitro é condenado por corrupção consumada e 2 a 10 anos de suspensão (o senhor da Comissão Disciplinar falou muito bem e explicou porque é que é assim e que também acha mal e vão sugerir alterações aos regulamentos). Tá mal. Se há uma oferta a um árbitro com um pedido de contrapartida, se a contrapartida não ocorreu, seja porque não foi necessária ou porque o árbitro não foi na cantiga, ficou com a "prenda" e ignorou o pedido, o clube corrompeu. De forma consumada. Ah, o FCP pagou-me umas férias, mas nem precisei de fazer nada porque espetaram 6 golos limpinhos aos outros gajos. Tá bem, e depois? Houve à mesma um pagamento e houve à mesma um pedido de benefício!!!
E pronto, mais não digo. Nos próximos tempos não faltará quem opine, juridicamente ou não, sobre o caso, e eu não sou preciso.
Salário
A palavra vem de sal. É o pagamento feito pela entidade patronal ao seu funcionário pelos serviços prestados ao longo de um mês.
E no reino da bola anda tudo aborrecido com isto. O sindicato dos jogadores veio dizer alto e bom som que na I Liga só Porto e Benfica tinham os salários em dia e na II Liga só 6 clubes estavam na mesma situação. Os restantes 14 clubes da I Liga e 10 da II estavam já com os seus compromissos em atraso (definição de atraso, segundo o sindicato dos jogadores profissionais de futebol: vencimento de um mês por pagar ao dia 5 do mês seguinte).
E pronto, a coisa azedou. Agora a grande notícia são os desmentidos, uns atrás dos outros em que cada clube, ou por comunicado da administração ou dos próprios jogadores, vem dizer que não e esclarece em que moldes é que é costumeiro pagar os salários.
Devo dizer que fiquei admirado. Admirado, não, incrédulo. Incrédulo, não, chocado. Chocado, não, HORRORIZADO!!!!
Fiquei a saber que:
a) há clubes que por sistema pagam ao dia 8 do mês seguinte;
b) há clubes que pagam ao dia 20 ou 21 do mês seguinte;
c) há clubes que só pagam no fim do mês seguinte;
d) há clubes que pagam o salário anual em 10 prestações, em vez de 14;
e) há clubes em que, mesmo que ocorram atrasos de dias que se vão agravando ao longo da época, as contas acertam-se antes das férias dos jogadores.
Eh pá, não há direito!!! Os desgraçados fartam-se de trabalhar, sabe-se lá em que condições, à chuva e ao frio, muitos deles no estrangeiro, quase arrancados às suas famílias em virtude da necessidade económica, arriscando-se a acidentes de trabalho sérios (fracturas, distenções, entorses), sabendo que um acidente pode ser o fim da sua carreira, são mal pagos e ainda por cima recebem tarde e a más horas?????
Não há direito, não senhor! Não há direito.
Muito melhor estão os gajos que vão trabalhar para a construção civil no estrangeiro ou os trabalhadores da indústria têxtil (chorudos salários, boas condições de alojamento, seguros de saúde, grandes bónus, empresas sólidas e promissoras e, obviamente, salários pagos a tempo e horas).
Os tipos do futebol são os escravos do século XXI!
E no reino da bola anda tudo aborrecido com isto. O sindicato dos jogadores veio dizer alto e bom som que na I Liga só Porto e Benfica tinham os salários em dia e na II Liga só 6 clubes estavam na mesma situação. Os restantes 14 clubes da I Liga e 10 da II estavam já com os seus compromissos em atraso (definição de atraso, segundo o sindicato dos jogadores profissionais de futebol: vencimento de um mês por pagar ao dia 5 do mês seguinte).
E pronto, a coisa azedou. Agora a grande notícia são os desmentidos, uns atrás dos outros em que cada clube, ou por comunicado da administração ou dos próprios jogadores, vem dizer que não e esclarece em que moldes é que é costumeiro pagar os salários.
Devo dizer que fiquei admirado. Admirado, não, incrédulo. Incrédulo, não, chocado. Chocado, não, HORRORIZADO!!!!
Fiquei a saber que:
a) há clubes que por sistema pagam ao dia 8 do mês seguinte;
b) há clubes que pagam ao dia 20 ou 21 do mês seguinte;
c) há clubes que só pagam no fim do mês seguinte;
d) há clubes que pagam o salário anual em 10 prestações, em vez de 14;
e) há clubes em que, mesmo que ocorram atrasos de dias que se vão agravando ao longo da época, as contas acertam-se antes das férias dos jogadores.
Eh pá, não há direito!!! Os desgraçados fartam-se de trabalhar, sabe-se lá em que condições, à chuva e ao frio, muitos deles no estrangeiro, quase arrancados às suas famílias em virtude da necessidade económica, arriscando-se a acidentes de trabalho sérios (fracturas, distenções, entorses), sabendo que um acidente pode ser o fim da sua carreira, são mal pagos e ainda por cima recebem tarde e a más horas?????
Não há direito, não senhor! Não há direito.
Muito melhor estão os gajos que vão trabalhar para a construção civil no estrangeiro ou os trabalhadores da indústria têxtil (chorudos salários, boas condições de alojamento, seguros de saúde, grandes bónus, empresas sólidas e promissoras e, obviamente, salários pagos a tempo e horas).
Os tipos do futebol são os escravos do século XXI!
08 maio 2008
Sony-Ericsson
Parece que o Sven Eriksson é o próximo treinador do Glorioso. Já o andam a dizer todos os jornais, desportivos e não só, e pelos vistos, Luis Filipe Vieira e Rui Costa até foram filmados por uma equipa de reportagem da SIC que, por mera coincidência, estava em Manchester à porta do hotel onde se encontraram com o treinador (notícia no site d'A Bola).
Como bom benfiquista que sou já começo a ficar farto dos anúncios messiânicos. Cada novo treinador é o homem que nos vai tirar da crise, cada época que começa é que vai ser em grande, cada jogador contratado é um novo Rui Costa, um novo Simão, um novo Eusébio. O regresso de Camacho não deixa saudades a ninguém, mas a sua saída é lamentada, pelo menos à posteriori, por todos. Com Camacho parecia que tínhamos batido no fundo mas Chalana conseguiu mostrar-nos que o fundo ainda estava longe.
Na verdade a tarefa de Eriksson até está facilitada: esta época acabou tão mal, mas tão mal, que com Eriksson a coisa só pode melhorar. A ver vamos, mas tendo em conta as últimas épocas, mais vale aguardar o princípio da nova época com alguma cautela. E espera-se que para o ano que vem a direcção do clube evite anunciar grandes planos como "vamos ganhar a Taça UEFA" (nota: já não estou a contar com o apuramento para a Liga dos Campeões) ou "Somos o maior clube do mundo" ou ainda "Esta equipa é a melhor dos últimos 300 anos".
Como bom benfiquista que sou já começo a ficar farto dos anúncios messiânicos. Cada novo treinador é o homem que nos vai tirar da crise, cada época que começa é que vai ser em grande, cada jogador contratado é um novo Rui Costa, um novo Simão, um novo Eusébio. O regresso de Camacho não deixa saudades a ninguém, mas a sua saída é lamentada, pelo menos à posteriori, por todos. Com Camacho parecia que tínhamos batido no fundo mas Chalana conseguiu mostrar-nos que o fundo ainda estava longe.
Na verdade a tarefa de Eriksson até está facilitada: esta época acabou tão mal, mas tão mal, que com Eriksson a coisa só pode melhorar. A ver vamos, mas tendo em conta as últimas épocas, mais vale aguardar o princípio da nova época com alguma cautela. E espera-se que para o ano que vem a direcção do clube evite anunciar grandes planos como "vamos ganhar a Taça UEFA" (nota: já não estou a contar com o apuramento para a Liga dos Campeões) ou "Somos o maior clube do mundo" ou ainda "Esta equipa é a melhor dos últimos 300 anos".
07 maio 2008
The Black Donnellys
Estreou hoje na Fox Crime uma série que me chamou particularmente a atenção. Chama-se Os Irmãos Donnelly e merece um olhar atento. Acho que já arranjei programa para este fim de semana.
E mais não digo, vejam.
Se não tiverem a Fox Crime, há sempre uma ou outra solução para o vosso caso. (links fornecidos exclusivamente para fins educacionais; qualquer utilização é por conta e risco do utilizador que deve verificar a legalidade das suas acções)
E mais não digo, vejam.
Se não tiverem a Fox Crime, há sempre uma ou outra solução para o vosso caso. (links fornecidos exclusivamente para fins educacionais; qualquer utilização é por conta e risco do utilizador que deve verificar a legalidade das suas acções)
Grand Theft Auto
Na Nacional 1 um grupo de peregrinos a caminho de Fátima foi atropelado por um carro. Foram 9, todos de seguida. Ninguém morreu, mas um peregrino está em estado grave no hospital. Parece que o condutor adormeceu ao volante, passou para a faixa contrária e literalmente varreu os peregrinos todos de enfiada.
Há uns anos apareceu um jogo de computador, o Grand Theft Auto, em que se ganhavam pontos roubando carros, provocando acidentes e atropelando pessoas. Carros mais caros davam mais pontos, acidentes em que um camião cisterna explodia davam muito mais pontos e atropelar muita gente de seguida dava pontos de bónus. Havia mesmo uma situação no jogo em que se passava por um grupo de pessoas a andar a pé, em fila indiana (uma procissão, ou um grupo de escuteiros ou lá o que era). Se os conseguíssemos atropelar todos de uma assentada dava uma catrefada de pontos.
Enfim, em geral a ficção imita a realidade, mas às vezes os papéis invertem-se. A grande diferença aqui é que no jogo os atropelamentos em série eram de propósito.
Há uns anos apareceu um jogo de computador, o Grand Theft Auto, em que se ganhavam pontos roubando carros, provocando acidentes e atropelando pessoas. Carros mais caros davam mais pontos, acidentes em que um camião cisterna explodia davam muito mais pontos e atropelar muita gente de seguida dava pontos de bónus. Havia mesmo uma situação no jogo em que se passava por um grupo de pessoas a andar a pé, em fila indiana (uma procissão, ou um grupo de escuteiros ou lá o que era). Se os conseguíssemos atropelar todos de uma assentada dava uma catrefada de pontos.
Enfim, em geral a ficção imita a realidade, mas às vezes os papéis invertem-se. A grande diferença aqui é que no jogo os atropelamentos em série eram de propósito.
Karma
Sempre que lavo o carro o tempo fica de chuva. Tava tão bonitinho ontem, todo brilhante, e hoje dá-me a ideia que vai chover...
06 maio 2008
05 maio 2008
Darwinismo
Diz a teoria da evolução das espécies que a selecção dos mais aptos, dos mais fortes, dos mais capazes, garante as melhores hipótese de sobrevivência da espécie. Somente os indivíduos dominantes conseguirão reproduzir-se, produzindo assim descendência mais forte.
Pois bem, este vídeo mostra que:
a) ou a espécie humana não tem grandes hipóteses de sobrevivência
b) ou a teoria de Darwin está claramente errada
(Um shot normal de tequilla segue um ritual em três etapas: lambe-se sal da mão; bebe-se a tequila; trinca-se o limão. Estes senhores acham que isso é para meninos e vai daí, o sal é snifado em vez de bebido e o limão é espremido para dentro dos olhos em vez de trincado... só de pensar que estes seres possuem os mesmos 46 cromossomas que eu... arrepia!)
Pois bem, este vídeo mostra que:
a) ou a espécie humana não tem grandes hipóteses de sobrevivência
b) ou a teoria de Darwin está claramente errada
(Um shot normal de tequilla segue um ritual em três etapas: lambe-se sal da mão; bebe-se a tequila; trinca-se o limão. Estes senhores acham que isso é para meninos e vai daí, o sal é snifado em vez de bebido e o limão é espremido para dentro dos olhos em vez de trincado... só de pensar que estes seres possuem os mesmos 46 cromossomas que eu... arrepia!)
01 maio 2008
Há coisas que não se fazem
Uma delas é usar uma ferramenta de tradução automática para criar versões traduzidas dum site. Caso contrário, aparecem mensagens como:
"Seu browser não aceita bolinhos. Se você quiser pôr produtos em seu carro e os comprar você necessita permitir bolinhos."
(bolinhos são as cookies)
"Estale aqui para comprar"
(estale é click)
"Seu browser não aceita bolinhos. Se você quiser pôr produtos em seu carro e os comprar você necessita permitir bolinhos."
(bolinhos são as cookies)
"Estale aqui para comprar"
(estale é click)
Cenas dos próximos capítulos
Os próximos dias serão muito agitados por terras lusas. Eis a minha previsão para os acontecimentos:
1. Santana Lopes é convidado pela SIC Notícias para uma entrevista, como candidato à liderança do PSD. Vai responder a perguntas, expor a sua estratégia para vencer as eleições legislativas dentro de 1 ano, mostrar porque é um bom candidato a líder da oposição e a Primeiro-Ministro.
2. No decorrer da entrevista os jornalistas insistem no facto de Santana Lopes já ter perdido umas legislativas e ser, aliás, o único primeiro-ministro a fazê-lo. Santana Lopes mostra-se irritado.
3. Ao fim de uma boa meia hora de entrevista o jornalista informa Santana Lopes que vão ter de interromper uns minutos. Vão passar a emissão em directo para a casa de José Mourinho, porque o Special One foi ao jardim regar a relva e querem ver se ele está a amuado por o Chelsea ter chegado à final da Champions, coisa que ele não conseguiu fazer em três anos.
4. É retomada a emissão em estúdio, depois de 3 minutos a filmar José Mourinho a ligar e desligar a água e a brincar com o cão, em que respondeu meio torto a uma ou outra pergunta e pelo meio ainda disse "Mas você é parvo, não?" a um jornalista que lhe perguntou na cara se não sentia o seu orgulho ferido por o Chelsea ter chegado mais longe sem Mourinho que chegou com Mourinho.
5. Santana Lopes mostra-se indignado com a falta de educação da SIC Notícias e abandona a entrevista, não sem antes dar uma lição de moral que dura um bom quarto de hora.
6. Os dias seguintes são passados a ler na blogosfera e nos jornais de grande tiragem as opiniões de todos os opinadores de serviço a mostrarem a sua solidariedade para com Pedro Santana Lopes. Toda a gente concorda que foi muito feio.
7. Passada uma semana já ninguém se lembra do caso.
8. Pedro Santana Lopes perde as eleições para líder do PSD e anuncia a sua retirada da vida política. Abandona a liderança do grupo parlamentar do PSD e renuncia ao seu mandato de deputado.
9. Em 2009 Pedro Santana Lopes volta a aparecer nas listas do PSD, desta vez pelo círculo eleitoral da Madeira, cujo PSD local não aceita as estratégias emanadas de Lisboa e age por conta própria.
Então, o que acham? É mais ou menos isso?
Vou de fim de semana prolongado, aproveitar a ponte. Depois digam-me se tinha razão...
1. Santana Lopes é convidado pela SIC Notícias para uma entrevista, como candidato à liderança do PSD. Vai responder a perguntas, expor a sua estratégia para vencer as eleições legislativas dentro de 1 ano, mostrar porque é um bom candidato a líder da oposição e a Primeiro-Ministro.
2. No decorrer da entrevista os jornalistas insistem no facto de Santana Lopes já ter perdido umas legislativas e ser, aliás, o único primeiro-ministro a fazê-lo. Santana Lopes mostra-se irritado.
3. Ao fim de uma boa meia hora de entrevista o jornalista informa Santana Lopes que vão ter de interromper uns minutos. Vão passar a emissão em directo para a casa de José Mourinho, porque o Special One foi ao jardim regar a relva e querem ver se ele está a amuado por o Chelsea ter chegado à final da Champions, coisa que ele não conseguiu fazer em três anos.
4. É retomada a emissão em estúdio, depois de 3 minutos a filmar José Mourinho a ligar e desligar a água e a brincar com o cão, em que respondeu meio torto a uma ou outra pergunta e pelo meio ainda disse "Mas você é parvo, não?" a um jornalista que lhe perguntou na cara se não sentia o seu orgulho ferido por o Chelsea ter chegado mais longe sem Mourinho que chegou com Mourinho.
5. Santana Lopes mostra-se indignado com a falta de educação da SIC Notícias e abandona a entrevista, não sem antes dar uma lição de moral que dura um bom quarto de hora.
6. Os dias seguintes são passados a ler na blogosfera e nos jornais de grande tiragem as opiniões de todos os opinadores de serviço a mostrarem a sua solidariedade para com Pedro Santana Lopes. Toda a gente concorda que foi muito feio.
7. Passada uma semana já ninguém se lembra do caso.
8. Pedro Santana Lopes perde as eleições para líder do PSD e anuncia a sua retirada da vida política. Abandona a liderança do grupo parlamentar do PSD e renuncia ao seu mandato de deputado.
9. Em 2009 Pedro Santana Lopes volta a aparecer nas listas do PSD, desta vez pelo círculo eleitoral da Madeira, cujo PSD local não aceita as estratégias emanadas de Lisboa e age por conta própria.
Então, o que acham? É mais ou menos isso?
Vou de fim de semana prolongado, aproveitar a ponte. Depois digam-me se tinha razão...
28 abril 2008
Use sempre o cinto
Este fim de semana houve muitos acidentes e vários mortos. No próximo fim de semana, ajudem a inverter as estatísticas. Usem o cinto!
(obrigado Mariana)
(obrigado Mariana)
Adeus 2007, viva 2008!
O Verão de 2007 foi uma bela merda. Choveu, as temperaturas foram em média baixas, o sol quase não se viu e só em Setembro é que a coisa arrebitou, altura em que quase toda a gente já tinha voltado à labuta diária.
Na primavera e início do Verão parecia que os deuses brincavam connosco, dando-nos sol e algum calor de segunda a sexta-feira e brindando-nos com aguaceiros no fim de semana.
Pois bem, ainda nem sequer chegámos a Maio e 2008 já está a ter um verão melhor que o de 2007. O de semana prolongado teve Sol e calor, o tempo piorou hoje, prevê-se um tempo fraquinho até quarta e é capaz de arrebitar lá para o fim da semana, mesmo a tempo de outro fim de semana prolongado, desta vez de 4 dias.
Por mim, tudo bem, agora o que não me falta é tempo para apanhar sol.
Na primavera e início do Verão parecia que os deuses brincavam connosco, dando-nos sol e algum calor de segunda a sexta-feira e brindando-nos com aguaceiros no fim de semana.
Pois bem, ainda nem sequer chegámos a Maio e 2008 já está a ter um verão melhor que o de 2007. O de semana prolongado teve Sol e calor, o tempo piorou hoje, prevê-se um tempo fraquinho até quarta e é capaz de arrebitar lá para o fim da semana, mesmo a tempo de outro fim de semana prolongado, desta vez de 4 dias.
Por mim, tudo bem, agora o que não me falta é tempo para apanhar sol.
Fénix
Eis que ele volta!
Depois de ter saído da política tantas vezes que já lhe perdi a conta, depois de ter perdido as eleições para líder do PSD uma ou duas vezes, depois de ter sido "chumbado" por Sampaio enquanto primeiro-ministro, depois de se ter tornado o primeiro primeiro-ministro a perder umas eleições e ter praticamente oferecido ao PS a maioria absoluta, eis que ele volta!
Mais uma vez, Pedro Santana Lopes assume-se como candidato a qualquer coisa para gáudio de quem acha que a política pode mesmo ter piada.
Eu aguardo, com excitação, o momento em que Pedro Santana Lopes poderá tornar-se líder do maior partido da oposição ganhando umas eleições. Decerto a campanha eleitoral para as próximas legislativas será bastante mais interessante com PSL que com Manuela Ferreira Leite. A mulher não tem graça nenhuma, leva tudo tão a sério que até parece que as eleições são para alguma coisa importante, como o futuro de um país ou assim.
Depois de ter saído da política tantas vezes que já lhe perdi a conta, depois de ter perdido as eleições para líder do PSD uma ou duas vezes, depois de ter sido "chumbado" por Sampaio enquanto primeiro-ministro, depois de se ter tornado o primeiro primeiro-ministro a perder umas eleições e ter praticamente oferecido ao PS a maioria absoluta, eis que ele volta!
Mais uma vez, Pedro Santana Lopes assume-se como candidato a qualquer coisa para gáudio de quem acha que a política pode mesmo ter piada.
Eu aguardo, com excitação, o momento em que Pedro Santana Lopes poderá tornar-se líder do maior partido da oposição ganhando umas eleições. Decerto a campanha eleitoral para as próximas legislativas será bastante mais interessante com PSL que com Manuela Ferreira Leite. A mulher não tem graça nenhuma, leva tudo tão a sério que até parece que as eleições são para alguma coisa importante, como o futuro de um país ou assim.
25 abril 2008
25de Abril, sempre!
Hoje é 25 de Abril. É sexta-feira e está bom tempo, prevêm-se perto de 30 graus para o fim de semana.
Por isso, os portugueses resolveram comemorar a liberdade indo para o Algarve apanhar Sol. Todos. Ou quase. E que melhor forma para começar o fim de semana prolongado do 25 de Abril que passar 3 horas na fila para a ponte... 25 de Abril? Tem o seu quê de poético, não tem?
Por isso, os portugueses resolveram comemorar a liberdade indo para o Algarve apanhar Sol. Todos. Ou quase. E que melhor forma para começar o fim de semana prolongado do 25 de Abril que passar 3 horas na fila para a ponte... 25 de Abril? Tem o seu quê de poético, não tem?
24 abril 2008
Só não acontece
a quem não tenta.
É o assunto do dia, Ronaldo falhou um penalty.
O outro assunto do dia, as próximas eleições no PSD, já não interessa assim tanto.
É o assunto do dia, Ronaldo falhou um penalty.
O outro assunto do dia, as próximas eleições no PSD, já não interessa assim tanto.
22 abril 2008
Dia da Terra
21 abril 2008
E a merda do campeonato que nunca mais acaba...
Tudo na vida tem um lado positivo e um lado negativo.
O lado negativo da derrota por 5-3 em Alvalade é a eliminação da Taça de Portugal, não podendo disputar a final com o Porto. O lado positivo é não ter de jogar com o Porto outra vez esta época.
Por outro lado, para a lagartagem, o lado negativo de terem perdido 4-1 em Leiria, além da humilhação de ser goleado pelo último classificado que, não é demais repetir, só contava com duas vitórias em 26 jogos, foi ficar mais longe do Guimarães e portanto mais longe do apuramento directo para a Champions. O lado positivo de terem perdido 4-1 em Leiria é que para a semana, em princípio, só podem melhorar.
Para o Leiria, último classificado a 9 pontos da linha de água (tantos quanto faltam disputar), o lado positivo de ter ganho 4-1 ao Sporting é poder continuar a sonhar com a permanência. A 3 jornadas do fim basta ganhar os jogos todos e esperar que o Paços de Ferreira e o Leixões percam os jogos todos também (nem um empate é permitido). O lado negativo de ter ganho 4-1 ao Sporting é poder continuar a sonhar com a permanência, ao fim de tanto tempo a fazer as contas à II Liga na próxima época. (e se conseguem aguentar-se? a confusão que isso vai dar...)
PS: Sou adepto do Leiria. E do Benfica também. Tenho um cachecol de cada um e já fui ao Estádio da Luz ver um Benfica-Leiria com ambos os cachecois e aplaudi os lances de ataque de ambas as equipas e comemorei todos os golos. Acho que é escusado dizer o prazer que tive em ver o Leiria-Sporting ontem.
O lado negativo da derrota por 5-3 em Alvalade é a eliminação da Taça de Portugal, não podendo disputar a final com o Porto. O lado positivo é não ter de jogar com o Porto outra vez esta época.
Por outro lado, para a lagartagem, o lado negativo de terem perdido 4-1 em Leiria, além da humilhação de ser goleado pelo último classificado que, não é demais repetir, só contava com duas vitórias em 26 jogos, foi ficar mais longe do Guimarães e portanto mais longe do apuramento directo para a Champions. O lado positivo de terem perdido 4-1 em Leiria é que para a semana, em princípio, só podem melhorar.
Para o Leiria, último classificado a 9 pontos da linha de água (tantos quanto faltam disputar), o lado positivo de ter ganho 4-1 ao Sporting é poder continuar a sonhar com a permanência. A 3 jornadas do fim basta ganhar os jogos todos e esperar que o Paços de Ferreira e o Leixões percam os jogos todos também (nem um empate é permitido). O lado negativo de ter ganho 4-1 ao Sporting é poder continuar a sonhar com a permanência, ao fim de tanto tempo a fazer as contas à II Liga na próxima época. (e se conseguem aguentar-se? a confusão que isso vai dar...)
PS: Sou adepto do Leiria. E do Benfica também. Tenho um cachecol de cada um e já fui ao Estádio da Luz ver um Benfica-Leiria com ambos os cachecois e aplaudi os lances de ataque de ambas as equipas e comemorei todos os golos. Acho que é escusado dizer o prazer que tive em ver o Leiria-Sporting ontem.
18 abril 2008
PSD
Aviso: Embora possa não parecer, este post é sobre bola.
Menezes bateu com a porta. Acha que não tem condições para continuar à frente. Quer eleições e já disse que não se recandidata.
Também acho que Menezes não tem condições para continuar à frente do partido. As críticas à sua liderança são abundantes, as sondagens não auguram grande saúde ao seu partido e nas conferências de imprensa dá sempre a sensação que o partido lhe foge das mãos, que não o controla. Fala-se desde o início em liderança bicéfala, partilhada por Menezes e Pedro Santana Lopes e é por vezes difícil perceber afinal quem manda no partido. Isto apesar de Pedro Santana Lopes continuar a afirmar o seu apoio incondicional a Menezes.
Faz lembrar um bocado o Benfica. Chalana é criticado por todo o lado, os resultados da equipa são catastróficos, nas conferências de imprensa passa o tempo a lamentar-se de tudo e de todos e com um ar de criança ferida que é de ir às lágrimas e tem de disputar a real liderança da equipa com Rui Costa, nunca se percebendo bem se é o treinador que dá instruções ao nº 10 ou se é Rui Costa que manda na equipa e Chalana se limita a transmitir recados. Isto apesar de Rui Costa manifestar o seu apoio incondicional ao treinador.
A única diferença entre as duas situações é que Chalana é treinador a prazo (felizmente curto, embora os dias pareçam semanas e as semanas pareçam anos) e Menezes era líder efectivo do partido, não se tendo candidatado com a intenção de sair ao fim de meia dúzia de meses. Fora isso, só mesmo o bigode os distingue.
Menezes bateu com a porta. Acha que não tem condições para continuar à frente. Quer eleições e já disse que não se recandidata.
Também acho que Menezes não tem condições para continuar à frente do partido. As críticas à sua liderança são abundantes, as sondagens não auguram grande saúde ao seu partido e nas conferências de imprensa dá sempre a sensação que o partido lhe foge das mãos, que não o controla. Fala-se desde o início em liderança bicéfala, partilhada por Menezes e Pedro Santana Lopes e é por vezes difícil perceber afinal quem manda no partido. Isto apesar de Pedro Santana Lopes continuar a afirmar o seu apoio incondicional a Menezes.
Faz lembrar um bocado o Benfica. Chalana é criticado por todo o lado, os resultados da equipa são catastróficos, nas conferências de imprensa passa o tempo a lamentar-se de tudo e de todos e com um ar de criança ferida que é de ir às lágrimas e tem de disputar a real liderança da equipa com Rui Costa, nunca se percebendo bem se é o treinador que dá instruções ao nº 10 ou se é Rui Costa que manda na equipa e Chalana se limita a transmitir recados. Isto apesar de Rui Costa manifestar o seu apoio incondicional ao treinador.
A única diferença entre as duas situações é que Chalana é treinador a prazo (felizmente curto, embora os dias pareçam semanas e as semanas pareçam anos) e Menezes era líder efectivo do partido, não se tendo candidatado com a intenção de sair ao fim de meia dúzia de meses. Fora isso, só mesmo o bigode os distingue.
Análise Complexa
Amanhã há um teste de Análise Complexa lá para os lados do IST. Por isso esta semana tenho a sala cheia de livros de análise complexa e de malta que precisa de meter pelo menos 10 valores na cabeça para ter a sensação de dever cumprido. Tá a ter a sua piada.
O mais difícil é convencê-los que a análise real é complexa mas a análise complexa é simples. É que é mesmo. A análise complexa é estupidamente simples. Os integrais são quase todos zero ou perto disso, e as funções se são deriváveis são deriváveis uma catrefada de vezes (um número infinito delas).
O mais difícil é convencê-los que a análise real é complexa mas a análise complexa é simples. É que é mesmo. A análise complexa é estupidamente simples. Os integrais são quase todos zero ou perto disso, e as funções se são deriváveis são deriváveis uma catrefada de vezes (um número infinito delas).
17 abril 2008
Pequenos paradoxos
Como é que duas equipas que têm jogado tão mal conseguiram fazer um jogo tão bom?
(mau grado o resultado que me caiu um bocado mal)
(mau grado o resultado que me caiu um bocado mal)
16 abril 2008
(inserir título aqui)
Aviso: este post é sobre bola.
Em tempos imemoriais as tribos andavam à porrada. Os guerreiros preparavam as armas, faziam as suas pinturas de guerra para intimidar o adversário, vestiam-se para o combate e após todos estes preparativos procuravam os seus adversários e começava a batalha. A excitação da tribo ia aumentando à medida que os preparativos avançavam e atingiam o seu auge nos instantes antes do embate.
Hoje em dia a guerra tem muito pouco que ver com estas guerras ancestrais. Os uniformes são standardizados, as armas são hi-tech, as pinturas têm como objectivo a camuflagem e a tribo moderna, o país, pouco se importa que esteja prestes a começar uma batalha. Vêem-se as notícias na televisão lê-se sobre isso nos jornais e pouco mais.
O herdeiro das batalhas tribais do antigamente é o futebol. Bom, é o desporto em geral, mas neste cantinho à beira-mar plantado, além de futebol pouca coisa importa (sabiam que já começou o Estoril Open? Um dos grandes eventos desportivos que têm lugar em Portugal, contando com a presença do nº1 mundial, tem honras de página 47 nos jornais desportivos, ao passo que o campeonato da III divisão de futebol ocupa páginas mais ou menos centrais). Quando há um jogo grande a excitação vai crescendo entre a tribo que se vai preparando para essa grande batalha. Vestem-se a rigor, alguns pintam-se, e, porque há transmissões televisivas de todos os jogos, quem não pode assistir in loco procura uma daquelas caixinhas que mudaram o mundo (ou então tenta uma ligação pirata à Sport TV através do computador) para assistir ao confronto.
Eu também sou um bocado assim. Em vésperas de jogo grande vou contando as horas que faltam para o jogo começar, planeio o sítio onde vou ver o jogo com alguma antecedência, faço prognósticos, leio nos jornais o que dizem os entendidos sobre as duas equipas e, à medida que a hora do jogo se aproxima, a excitação cresce, cresce, até que, no momento do apito inicial, só tenho olhos e ouvidos para o que se passa em campo, cada jogada é uma questão de vida ou morte, cada falta do adversário um crime que merece castigo exemplar, cada falta contra a minha equipa (é o Benfica, caso não se lembrem) uma tremenda injustiça do senhor do apito que prontamente merece insultos que não me atreveria a pronunciar contra o meu pior inimigo.
Hoje há jogo grande. É um Sporting-Benfica para as meias-finais da Taça de Portugal. O vencedor irá defrontar o Porto, já campeão, no estádio nacional, tentando impedi-lo de chegar à dobradinha e salvar a época conquistando um trofeu.
E no fim de semana que vem há jogo grande outra vez: é um Porto-Benfica, o Porto joga pelo brio profissional, o Benfica joga para salvar a honra e tentando ainda atingir o 2º lugar do campeonato.
Em apenas 4 dias há dois jogos grandes, os maiores, daqueles jogos que me fariam, em situações normais, tremer em antecipação com as emoções que experimentaria à medida que a bola rola.
Mas, por alguma razão que me ultrapassa de momento, nem por isso. Não sinto nenhuma excitação pelo jogo de hoje à noite nem pelo jogo de domingo. Se pudesse ia dormir e só acordava segunda-feira, com a esperança que os resultados não fossem muito maus ou, caso o tivessem sido, que ninguém se lembrasse.
Há razões que a razão desconhece...
Em tempos imemoriais as tribos andavam à porrada. Os guerreiros preparavam as armas, faziam as suas pinturas de guerra para intimidar o adversário, vestiam-se para o combate e após todos estes preparativos procuravam os seus adversários e começava a batalha. A excitação da tribo ia aumentando à medida que os preparativos avançavam e atingiam o seu auge nos instantes antes do embate.
Hoje em dia a guerra tem muito pouco que ver com estas guerras ancestrais. Os uniformes são standardizados, as armas são hi-tech, as pinturas têm como objectivo a camuflagem e a tribo moderna, o país, pouco se importa que esteja prestes a começar uma batalha. Vêem-se as notícias na televisão lê-se sobre isso nos jornais e pouco mais.
O herdeiro das batalhas tribais do antigamente é o futebol. Bom, é o desporto em geral, mas neste cantinho à beira-mar plantado, além de futebol pouca coisa importa (sabiam que já começou o Estoril Open? Um dos grandes eventos desportivos que têm lugar em Portugal, contando com a presença do nº1 mundial, tem honras de página 47 nos jornais desportivos, ao passo que o campeonato da III divisão de futebol ocupa páginas mais ou menos centrais). Quando há um jogo grande a excitação vai crescendo entre a tribo que se vai preparando para essa grande batalha. Vestem-se a rigor, alguns pintam-se, e, porque há transmissões televisivas de todos os jogos, quem não pode assistir in loco procura uma daquelas caixinhas que mudaram o mundo (ou então tenta uma ligação pirata à Sport TV através do computador) para assistir ao confronto.
Eu também sou um bocado assim. Em vésperas de jogo grande vou contando as horas que faltam para o jogo começar, planeio o sítio onde vou ver o jogo com alguma antecedência, faço prognósticos, leio nos jornais o que dizem os entendidos sobre as duas equipas e, à medida que a hora do jogo se aproxima, a excitação cresce, cresce, até que, no momento do apito inicial, só tenho olhos e ouvidos para o que se passa em campo, cada jogada é uma questão de vida ou morte, cada falta do adversário um crime que merece castigo exemplar, cada falta contra a minha equipa (é o Benfica, caso não se lembrem) uma tremenda injustiça do senhor do apito que prontamente merece insultos que não me atreveria a pronunciar contra o meu pior inimigo.
Hoje há jogo grande. É um Sporting-Benfica para as meias-finais da Taça de Portugal. O vencedor irá defrontar o Porto, já campeão, no estádio nacional, tentando impedi-lo de chegar à dobradinha e salvar a época conquistando um trofeu.
E no fim de semana que vem há jogo grande outra vez: é um Porto-Benfica, o Porto joga pelo brio profissional, o Benfica joga para salvar a honra e tentando ainda atingir o 2º lugar do campeonato.
Em apenas 4 dias há dois jogos grandes, os maiores, daqueles jogos que me fariam, em situações normais, tremer em antecipação com as emoções que experimentaria à medida que a bola rola.
Mas, por alguma razão que me ultrapassa de momento, nem por isso. Não sinto nenhuma excitação pelo jogo de hoje à noite nem pelo jogo de domingo. Se pudesse ia dormir e só acordava segunda-feira, com a esperança que os resultados não fossem muito maus ou, caso o tivessem sido, que ninguém se lembrasse.
Há razões que a razão desconhece...
15 abril 2008
Tortura
O União de Leiria está em último. Ontem tinha uns módicos 9 pontos, já a 14 do 16º lugar que permitirá a permanência. Ora, com 5 jogos por disputar isso implica que o União de Leiria está condenado. Tem de ganhar todos os jogos que faltam e o Paços de Ferreira e o Leixões têm de perder todos.
Já estava mentalizado, ontem íamos jogar a Braga, perdíamos 2-0 (é o resultado mais habitual) e ficávamos matematicamente na II Liga.
Atão, e não é que ganhámos??? Agora temos 12 pontos, estamos a 11 da linha de água e, por incrível que pareça, a esperança (pelo menos matemática) continua acesa. Pelo menos até ao próximo fim de semana, em que recebemos o Sporting e caso não ganhemos o jogo ficamos logo arrumados.
Já estava mentalizado, ontem íamos jogar a Braga, perdíamos 2-0 (é o resultado mais habitual) e ficávamos matematicamente na II Liga.
Atão, e não é que ganhámos??? Agora temos 12 pontos, estamos a 11 da linha de água e, por incrível que pareça, a esperança (pelo menos matemática) continua acesa. Pelo menos até ao próximo fim de semana, em que recebemos o Sporting e caso não ganhemos o jogo ficamos logo arrumados.
Microwave oven
As refeições de micro-ondas dão jeito. Muito jeito, mesmo. Quando se chega tarde a casa, quando não apetece cozinhar (o que ultimamente tem sido muito comum), é só pegar na embalagem, pôr no micro-ondas e esperar uns minutos, em geral não mais de 10. Et voilá.
Mas acho que não é preciso dizer como se prepara uma refeição no micro-ondas, já toda a gente deve ter alguma experiência no caso.
Este post é escrito na esperança que alguém que trabalhe na indústria das refeições de micro-ondas (e demais comida pré-confeccionada) o leia: é que quando abro a embalagem e olho para as instruções acho sempre que o empacotamento é planeado por alguém com apenas meio cérebro a funcionar. Sempre que as indicações dizem que a comida deve ser posta, ainda congelada, numa posição específica, é preciso virar aquilo ao contrário. Por exemplo, ontem fiz um bacalhau à braz ultra-congelado. Não é para micro-ondas, mas o argumento é o mesmo. As instruções diziam para deitar a comida numa frigideira com as batatas para cima. Abro a embalagem e o que vejo? As batatas estão para cima. Ou seja, tenho de virar a embalagem e depois virar a comida ao contrário. E isto está sempre a acontecer! Se tenho de preparar as coisas numa posição específica, ponham-nas na embalagem de pernas para o ar, faxavor. Se pusessem o bacalhau na caixa virado com as batatas para baixo bastava abrir a embalagem e virá-la ao contrário para cima da frigideira, ficava logo com as batatas para cima! É preciso ser um génio para se lembrar disto? Não, não é. Basta ter alguns neurónios a funcionar devidamente...
Mas acho que não é preciso dizer como se prepara uma refeição no micro-ondas, já toda a gente deve ter alguma experiência no caso.
Este post é escrito na esperança que alguém que trabalhe na indústria das refeições de micro-ondas (e demais comida pré-confeccionada) o leia: é que quando abro a embalagem e olho para as instruções acho sempre que o empacotamento é planeado por alguém com apenas meio cérebro a funcionar. Sempre que as indicações dizem que a comida deve ser posta, ainda congelada, numa posição específica, é preciso virar aquilo ao contrário. Por exemplo, ontem fiz um bacalhau à braz ultra-congelado. Não é para micro-ondas, mas o argumento é o mesmo. As instruções diziam para deitar a comida numa frigideira com as batatas para cima. Abro a embalagem e o que vejo? As batatas estão para cima. Ou seja, tenho de virar a embalagem e depois virar a comida ao contrário. E isto está sempre a acontecer! Se tenho de preparar as coisas numa posição específica, ponham-nas na embalagem de pernas para o ar, faxavor. Se pusessem o bacalhau na caixa virado com as batatas para baixo bastava abrir a embalagem e virá-la ao contrário para cima da frigideira, ficava logo com as batatas para cima! É preciso ser um génio para se lembrar disto? Não, não é. Basta ter alguns neurónios a funcionar devidamente...
11 abril 2008
Férias forçadas
É só para avisar que sou capaz de ir de férias até ao fim do campeonato. Hoje devo ter comido qualquer coisa que me fez mal, não sei bem o que foi...
Sobre o jogo:
1. Quim acabou por ser o melhor jogador do Benfica. O que é algo muito mau para se dizer de uma equipa que perde 3-0.
2. Como já vem sendo hábito, o Benfica dá-se mal com as deslocações ao estádio da Luz. O que só me deixa contente por este ano ainda não ter ido à bola.
3. Nuno Gomes pode ter muitos defeitos mas ao menos é coerente: na área adversária chega sempre atrasado aos lances e deixa-se antecipar pelos defesas; na área do Benfica chegou atrasado ao lance e deixou-se antecipar para o 2-0.
4. Luisão mostrou-se um verdadeiro líder do balneário e quis mostrar a Luís Filipe que não está sozinho. Por isso resolveu fazer um passe a desmarcar o adversário, como o Luís Filipe fez em Nuremberga.
5. Cardozo é um grande jogador. Após 90 minutos em que fez 6 remates e não acertou na baliza em nenhum ao menos teve a decência de dizer "Para fazer esta merda mais valia ir embora" e foi. Saiu de campo no início dos descontos (alegadamente com uma dor, deve ser no orgulho).
6. Chalana, sobre a sua decisão de usar Bynia e Luisão na equipa titular, algo que é invulgar esta época, disse que é como os melões. Só depois de abertos é que se sabe se estão bons. Penso que a ideia para a metáfora ter-lhe-á surgido no pensamento após olhar para as bancadas e ver o melão com que estavam os adeptos.
7. No post de ontem sobre a eliminação do Sporting da UEFA um leitor disse que as contas fazem-se no fim. Este jogo veio dar-me razão: fosse esperar pelo fim para fazer as contas e nunca tinha oportunidade de me rir à custa dos outros. Ao menos assim sempre consigo ter umas alegrias, mesmo que durem pouco tempo.
Sobre o jogo:
1. Quim acabou por ser o melhor jogador do Benfica. O que é algo muito mau para se dizer de uma equipa que perde 3-0.
2. Como já vem sendo hábito, o Benfica dá-se mal com as deslocações ao estádio da Luz. O que só me deixa contente por este ano ainda não ter ido à bola.
3. Nuno Gomes pode ter muitos defeitos mas ao menos é coerente: na área adversária chega sempre atrasado aos lances e deixa-se antecipar pelos defesas; na área do Benfica chegou atrasado ao lance e deixou-se antecipar para o 2-0.
4. Luisão mostrou-se um verdadeiro líder do balneário e quis mostrar a Luís Filipe que não está sozinho. Por isso resolveu fazer um passe a desmarcar o adversário, como o Luís Filipe fez em Nuremberga.
5. Cardozo é um grande jogador. Após 90 minutos em que fez 6 remates e não acertou na baliza em nenhum ao menos teve a decência de dizer "Para fazer esta merda mais valia ir embora" e foi. Saiu de campo no início dos descontos (alegadamente com uma dor, deve ser no orgulho).
6. Chalana, sobre a sua decisão de usar Bynia e Luisão na equipa titular, algo que é invulgar esta época, disse que é como os melões. Só depois de abertos é que se sabe se estão bons. Penso que a ideia para a metáfora ter-lhe-á surgido no pensamento após olhar para as bancadas e ver o melão com que estavam os adeptos.
7. No post de ontem sobre a eliminação do Sporting da UEFA um leitor disse que as contas fazem-se no fim. Este jogo veio dar-me razão: fosse esperar pelo fim para fazer as contas e nunca tinha oportunidade de me rir à custa dos outros. Ao menos assim sempre consigo ter umas alegrias, mesmo que durem pouco tempo.
Trintinho
Dó, Dó, Ré, Dó, Fá, Mi
Dó, Dó, Ré, Dó, Sol, Fá
Dó, Dó, O outro Dó a seguir, Lá, Fá, Mi, Ré
Si, Si, Lá, Fá, Sol, Fá.
Parabéns mano!
(por mais que tente evitá-lo segue sempre as minhas pisadas. Demorou um ano e pouco mas também já entrou nos trinta)
Dó, Dó, Ré, Dó, Sol, Fá
Dó, Dó, O outro Dó a seguir, Lá, Fá, Mi, Ré
Si, Si, Lá, Fá, Sol, Fá.
Parabéns mano!
(por mais que tente evitá-lo segue sempre as minhas pisadas. Demorou um ano e pouco mas também já entrou nos trinta)
10 abril 2008
Em cima do acontecimento
O Sporting foi eliminado da Taça UEFA. Não que fique muito feliz por isso, até fico com pena que sejam eliminados, mas quis aproveitar para vir dar a notícia em primeira mão. Tão em primeira mão que o jogo nem acabou e já estou a escrever o post! ;)
The Simpsons
Vi agora no site do Público (até punha o link, mas é um dos vídeos e os endereços vão mudando à medida que os vídeos são postos online) uma notícia que me deixou de boca aberta: na Venezuela uma estação de televisão transmitia os Simpsons. Às 11h. A "polícia" da comunicação social lá do sítio ordenou que deixassem de transmitir os Simpsons porque dão um mau exemplo às crianças. E em vez disso passaram a transmitir... as Marés Vivas.
Até percebo que se considere que os Simpsons não são uma série de desenhos animados própria para crianças. É uma série de animação para adultos. Mas... alguém que me explique qual é o bom exemplo dado pelas Marés Vivas que os Simpsons não conseguem dar, faxavor, que eu sinceramente não percebo. Uma série de caricatura inteligente e sátira é um mau exemplo. Uma série com gajas de mamas siliconizadas e diálogos que promovem a inactividade cerebral é um bom exemplo.
Se ao menos a Venezuela estivesse no hemisfério Sul eu ainda percebia, porque, citando esse grande filósofo dos tempos modernos que é Homer Simpson, o hemisfério Sul é a terra dos opostos: o Verão é Inverno, a neve quente cai para cima, os ladrões prendem os polícias, os gatos mordem nos cães.
Até percebo que se considere que os Simpsons não são uma série de desenhos animados própria para crianças. É uma série de animação para adultos. Mas... alguém que me explique qual é o bom exemplo dado pelas Marés Vivas que os Simpsons não conseguem dar, faxavor, que eu sinceramente não percebo. Uma série de caricatura inteligente e sátira é um mau exemplo. Uma série com gajas de mamas siliconizadas e diálogos que promovem a inactividade cerebral é um bom exemplo.
Se ao menos a Venezuela estivesse no hemisfério Sul eu ainda percebia, porque, citando esse grande filósofo dos tempos modernos que é Homer Simpson, o hemisfério Sul é a terra dos opostos: o Verão é Inverno, a neve quente cai para cima, os ladrões prendem os polícias, os gatos mordem nos cães.
09 abril 2008
Suplementos
Tenho a televisão ligada na RTPN. Não sei porquê, mas tá. E começou agora um documentário a falar no caso da Depuralina. Para quem não sabe a Depuralina é um suplemento alimentar que alega (segundo diz a publicidade) que consegue eliminar os resíduos acumulados no nosso corpo e que podem chegar a 20 kg de... bom, de lixo que vai por cá ficando. Garante efeitos milagrosos, perda de peso de forma saudável, 100% natural e por aí fora.
Acontece que na semana passada a Depuralina foi retirada do mercado com o Infarmed a indicar que havia sérios indícios de relação causa-efeito entre a Depuralina e casos de toxicidade. Até ao momento são 8 os casos contabilizados. Em Espanha, não havendo casos no género, seguiram o nosso exemplo e também interditaram a Depuralina.
E tou a achar piada a alguns argumentos invocados pela pessoa que está no debate a defender a depuralina (não sei o nome dele).
Por exemplo: A Depuralina é um produto natural, não é um medicamento. É feito à base de plantas, ao contrário dos medicamentos. Serve este argumento para justificar o bem que faz e o facto de ser inócuo.
Mas eu de repente lembro-me de algumas coisas naturais e à base de plantas: por exemplo, a nicotina, 100% natural e produzida pela planta do tabaco. Ou a cicuta, uma deliciosa beberagem (perguntem ao Sócrates ou ao Platão ou lá quem foi o grego que apanhou um pifo com isto) segregada também por uma planta.
Outro argumento é o facto de os produtos naturais terem uma reputação que fala por si e que as pessoas os tomam e efectivamente se sentem bem. E vai daí, ocorreu-me: o haxixe é:
a) natural
b) à base de uma planta
c) faz as pessoas sentirem-se bem.
Porque não podemos comercializar o haxixe como suplemento alimentar? Porque é que quem quer vender Depuralina pode estar ao balcão de uma farmácia e quem quer vender haxixe tem de andar por becos e ruelas sempre a tentar fintar a bófia?
Disclaimer: a Depuralina merece-me o mesmo crédito que qualquer outro suplemento alimentar que promete perda de peso sem esforço, exercício, ou restrições alimentares e com resultados garantidos e milagrosos: NENHUM. Não estou a discriminar a Depuralina e aos fans da Depuralina que lêem este blog gostaria de garantir pessoalmente que iria atacar qualquer outro produto que tivesse sido interditado e em cuja defesa fossem usados argumentos igualmente imbecis.
Acontece que na semana passada a Depuralina foi retirada do mercado com o Infarmed a indicar que havia sérios indícios de relação causa-efeito entre a Depuralina e casos de toxicidade. Até ao momento são 8 os casos contabilizados. Em Espanha, não havendo casos no género, seguiram o nosso exemplo e também interditaram a Depuralina.
E tou a achar piada a alguns argumentos invocados pela pessoa que está no debate a defender a depuralina (não sei o nome dele).
Por exemplo: A Depuralina é um produto natural, não é um medicamento. É feito à base de plantas, ao contrário dos medicamentos. Serve este argumento para justificar o bem que faz e o facto de ser inócuo.
Mas eu de repente lembro-me de algumas coisas naturais e à base de plantas: por exemplo, a nicotina, 100% natural e produzida pela planta do tabaco. Ou a cicuta, uma deliciosa beberagem (perguntem ao Sócrates ou ao Platão ou lá quem foi o grego que apanhou um pifo com isto) segregada também por uma planta.
Outro argumento é o facto de os produtos naturais terem uma reputação que fala por si e que as pessoas os tomam e efectivamente se sentem bem. E vai daí, ocorreu-me: o haxixe é:
a) natural
b) à base de uma planta
c) faz as pessoas sentirem-se bem.
Porque não podemos comercializar o haxixe como suplemento alimentar? Porque é que quem quer vender Depuralina pode estar ao balcão de uma farmácia e quem quer vender haxixe tem de andar por becos e ruelas sempre a tentar fintar a bófia?
Disclaimer: a Depuralina merece-me o mesmo crédito que qualquer outro suplemento alimentar que promete perda de peso sem esforço, exercício, ou restrições alimentares e com resultados garantidos e milagrosos: NENHUM. Não estou a discriminar a Depuralina e aos fans da Depuralina que lêem este blog gostaria de garantir pessoalmente que iria atacar qualquer outro produto que tivesse sido interditado e em cuja defesa fossem usados argumentos igualmente imbecis.
Desconto
Acabei de ver esta história nas notícias: um condutor é mandado parar por um agente da BT. O carro não tinha a inspecção periódica obrigatória em dia e o militar da GNR disse que lhe ia passar uma multa. Mas depois propôs que o condutor lhe pagasse 200 euros para fechar os olhos.
O condutor não vai de modas, combina um local para entregar o dinheiro ao homem, faz queixa e apanham o GNR com a boca na botija a receber um suborno.
Isto é:
a) corrupção
b) estupidez
À primeira vista a opção correcta pode parecer a opção a, mas na verdade a resposta certa é a b. É que se a multa por não ter a inspecção em dia é de 250 e para um gajo se safar da multa tem de pagar 200... quer dizer, 20% de desconto não é grande incentivo à corrupção passiva, pois não?
Ai, por mais que a GNR tente vencer o estereótipo aparece sempre um agente a confirmar o fundamento das anedotas...
O condutor não vai de modas, combina um local para entregar o dinheiro ao homem, faz queixa e apanham o GNR com a boca na botija a receber um suborno.
Isto é:
a) corrupção
b) estupidez
À primeira vista a opção correcta pode parecer a opção a, mas na verdade a resposta certa é a b. É que se a multa por não ter a inspecção em dia é de 250 e para um gajo se safar da multa tem de pagar 200... quer dizer, 20% de desconto não é grande incentivo à corrupção passiva, pois não?
Ai, por mais que a GNR tente vencer o estereótipo aparece sempre um agente a confirmar o fundamento das anedotas...
Considerações
Mário Machado, diz que não se considera racista. Diz ele que orgulho numa raça não é o mesmo que ódio por outra raça. Sente-se orgulhoso por ser branco, mas não odeia os negros. E nem sequer defende a supremacia de uma raça em relação a outra, seja em termos físicos ou em inteligência.
Acho que já encontrámos um forte candidato ao prémio Semântica 2008.
É que, mais à frente na notícia, pode ler-se que o excelentíssimo Mário Machado também acha que "há a propensão da raça negra para o crime". E ainda, a cereja no topo do bolo tendo em conta que está acusado de uns quantos crimes de agressão, diz que "Não há problemas que se resolvam com a violência". Bravo! Estou maravilhado.
Acho que já encontrámos um forte candidato ao prémio Semântica 2008.
É que, mais à frente na notícia, pode ler-se que o excelentíssimo Mário Machado também acha que "há a propensão da raça negra para o crime". E ainda, a cereja no topo do bolo tendo em conta que está acusado de uns quantos crimes de agressão, diz que "Não há problemas que se resolvam com a violência". Bravo! Estou maravilhado.
Ideia cinematográfica
À semelhança de grandes clássicos, como Freddy vs. Jason ou Alien vs. Predator, em que personagens de filmes famosos se confrontam a ver quem ganha, acho que era importante que alguém fizesse um filme em que dois personagens míticos, o Big Mac e o Whopper, entram numa luta até à morte. Quem ganharia? De um lado o Whopper tem maior massa e portanto maior força. Por outro lado, o Big Mac tem o molho especial capaz de lançar um ataque químico no seu inimigo. No final tudo se resumia a um tiroteio de sementes de sésamo e quem tivesse mais sementes ganhava! Acham que um filme destes era capaz de chegar ao Fantasporto?
07 abril 2008
Lembram-se da Valentina?
A Valentina, a fulana que cantava o Ken Lee no Ídolos da Bulgária? Eh pá, o vídeo está lá para baixo, procurem-no que tenho mais que fazer.
Bom, este tipo deve ser o primo dela:
Se não conseguiram reconhecer a música (eu também não), o original é este:
Bom, este tipo deve ser o primo dela:
Se não conseguiram reconhecer a música (eu também não), o original é este:
Medos
A quantas perguntas consegues responder negativamente?
1. Tens medo de apanhar um taxi?
2. Mesmo que seja um Mercedes com 20 anos?
3. E se for às três da manhã?
4. No bairro alto?
5. Conduzido por um motorista russo?
6. Que não sabe o caminho (era para perto do Saldanha) e pede que lhe dês indicações?
7. E que depois diz que só está a trabalhar há 1 semana?
8. E mal fala português?
9. Que não faz piscas para mudar de faixa?
10. E passa dois sinais vermelhos em avenidas principais?
11. E nem sequer reparou?
Eu consigo responder pela negativa até à pergunta 6. Às perguntas 7 e 8 já não sei bem o que responder, às perguntas 9, 10 e 11 respondo que sim e felizmente a viagem acabou ali, porque à próxima manobra esquisita que ele fizesse acho que me mijava pelas pernas abaixo...
1. Tens medo de apanhar um taxi?
2. Mesmo que seja um Mercedes com 20 anos?
3. E se for às três da manhã?
4. No bairro alto?
5. Conduzido por um motorista russo?
6. Que não sabe o caminho (era para perto do Saldanha) e pede que lhe dês indicações?
7. E que depois diz que só está a trabalhar há 1 semana?
8. E mal fala português?
9. Que não faz piscas para mudar de faixa?
10. E passa dois sinais vermelhos em avenidas principais?
11. E nem sequer reparou?
Eu consigo responder pela negativa até à pergunta 6. Às perguntas 7 e 8 já não sei bem o que responder, às perguntas 9, 10 e 11 respondo que sim e felizmente a viagem acabou ali, porque à próxima manobra esquisita que ele fizesse acho que me mijava pelas pernas abaixo...
04 abril 2008
Can't touch this
Há coisas estranhas. Uma delas é o instrumento "tocado" neste vídeo. São 19 minutos que valem a pena.
Para perceber como raio funciona aquela coisa leiam o artigo na Wikipedia.
(obrigado Mariana)
Para perceber como raio funciona aquela coisa leiam o artigo na Wikipedia.
(obrigado Mariana)
03 abril 2008
Ken Lee
Depois de ver este vídeo tive um pesadelo: estava no meio de pessoas que falavam comigo numa língua que eu devia conhecer, mas não conseguia perceber o que diziam.
(gostava de agradecer à pessoa que me falou neste vídeo mas já foi há uns tempos e já não me lembro...)
(gostava de agradecer à pessoa que me falou neste vídeo mas já foi há uns tempos e já não me lembro...)
01 abril 2008
Sugestão musical du jour
M-pex, alter ego de Marco Miranda, lançou agora o seu primeiro CD. De Música electrónica com... guitarra portuguesa. Muito bom, vale a pena ouvir. Além disso foi meu colega de curso e é, grosso modo, um gajo porreiro ;)
Podem ouvir algumas músicas no seu MySpace.
Se não podem ou não querem ouvir, leiam o que dizem dele no Expresso e na Time Out.
Podem ouvir algumas músicas no seu MySpace.
Se não podem ou não querem ouvir, leiam o que dizem dele no Expresso e na Time Out.
Chatos
Foram os piolhos púbicos assim baptizados por serem incomodativos como as pessoas chatas ou foram as pessoas aborrecidas chamadas chatas por chatearem como os chatos?
Será esta uma dúvida do mesmo estilo da pergunta da galinha e do ovo?
E será que alguém se importa?
Será esta uma dúvida do mesmo estilo da pergunta da galinha e do ovo?
E será que alguém se importa?
Conspirações
Pacheco Pereira, auto do famosíssimo Abrupto, diz que Menezes tem de sair da liderança do PSD e que vai mesmo ter de ser à «bomba». A sorte dele é que o Presidente do PSD é Menezes, que não estrebucha muito. Pacheco Pereira pode dizer que esta frase... «bombástica» está em sentido figurado e fica o assunto arrumado. Agora, fosse Pacheco Pereira o presidente do PSD e bem podia Pacheco Pereira dizer que era só em sentido figurado que seria logo apelidado de conspirador contra a liberdade e pluralismo democrático. O que vale a Pacheco Pereira, é que só há um Pacheco Pereira.
(para os mais distraídos: há um ano, mais ou menos, o Abrupto teve uns problemas; por alguma razão estranha um outro utilizador do blogger conseguiu registar um blog no mesmo endereço do Abrupto; por causa disso, sempre que o segundo autor publicava um post o Abrupto desaparecia e era substituido por este novo blog. Quando Pacheco Pereira publicava um post a situação era reposta. Mas acham que as explicações serviram a Pacheco Pereira? Claro que não! Durante um mês e tal só se ouviu falar no "rapto" do Abrupto, que Pacheco Pereira tinha sido vítima de um ataque concertado com a intenção de o fazer calar, que era o fim da liberdade de expressão, da democracia e de mais umas duas ou três coisas que agora não me lembra)
(para os mais distraídos: há um ano, mais ou menos, o Abrupto teve uns problemas; por alguma razão estranha um outro utilizador do blogger conseguiu registar um blog no mesmo endereço do Abrupto; por causa disso, sempre que o segundo autor publicava um post o Abrupto desaparecia e era substituido por este novo blog. Quando Pacheco Pereira publicava um post a situação era reposta. Mas acham que as explicações serviram a Pacheco Pereira? Claro que não! Durante um mês e tal só se ouviu falar no "rapto" do Abrupto, que Pacheco Pereira tinha sido vítima de um ataque concertado com a intenção de o fazer calar, que era o fim da liberdade de expressão, da democracia e de mais umas duas ou três coisas que agora não me lembra)
Madrugar
Hoje levantei-me às 6:30 da manhã. E fiz um belo pequeno almoço que até incluiu sumo de laranja acabado de fazer (belo espremedor de citrinos que o meu mano me deu há uns anos pelo Natal). Devo dizer que acordar assim tão cedo é doloroso e desagradável. Não tenciono repetir a brincadeira.
PS: isto é verdade. Hoje é dia 1 de Abril, por isso não minto. O dia 1 de Abril é um dia reservado aos amadores e acho que é incorrecto da minha parte usurpar-lhes esse dia. Eu tenho os outros 364 dias (este ano são 365) para pregar petas.
PS: isto é verdade. Hoje é dia 1 de Abril, por isso não minto. O dia 1 de Abril é um dia reservado aos amadores e acho que é incorrecto da minha parte usurpar-lhes esse dia. Eu tenho os outros 364 dias (este ano são 365) para pregar petas.
31 março 2008
Hora de Inverno, hora de Verão
A hora mudou. Eu não gosto de mudanças de hora, deixam-me sempre um bocado chateado porque nunca sei a quantas ando. Numa de brincadeira quis pôr um post no blog com data de 30 de Março à 1:00 da manhã. O blogger não deixa. É que, por causa da mudança da hora, não existiu 1 da manhã de 30 de Março. Das 0:59:59 passámos para a 2:00:00. Raios, o blogger estragou-me a piada.
Ironias do destino
O grande paladino contra a pirataria, que dá pelo nome de Microsoft, usa (ou usou, ou contratou alguém que usa) uma versão pirateada de um programa de edição de som na criação de alguns ficheiros Wav que vêm incluídos com o Windows Media Player.
A história é muito, muito antiga, mas só hoje soube dela (obrigado Pedro). Pelo que percebi, não houve nenhum desenvolvimento posterior. Mas ao fim de mais de ano e meio deste este artigo (e outros similares), os ficheiros continuam a ser os mesmos.
Verificação: abrir a pasta C:\WINDOWS\Help\Tours\WindowsMediaPlayer\Audio\Wav. Abrir um dos 9 ficheiros Wav que se encontra nessa pasta com o Notepad (sim, é estranho abrir um ficheiro de audio com um editor de texto). Aparecem muitos caracteres esquisitos mas no fim, mesmo no fim do ficheiro, encontramos
"LISTB INFOICRD 2000-04-06 IENG Deepz0ne ISFT Sound Forge 4.5 "
Sound Forge 4.5 é o nome do programa usado para criar o ficheiro; até aqui, nada de estranho. Estranho é o facto de DeepzOne ser o nome do gajo que fez a versão crackada do programa.
Irónico, não?
A história é muito, muito antiga, mas só hoje soube dela (obrigado Pedro). Pelo que percebi, não houve nenhum desenvolvimento posterior. Mas ao fim de mais de ano e meio deste este artigo (e outros similares), os ficheiros continuam a ser os mesmos.
Verificação: abrir a pasta C:\WINDOWS\Help\Tours\WindowsMediaPlayer\Audio\Wav. Abrir um dos 9 ficheiros Wav que se encontra nessa pasta com o Notepad (sim, é estranho abrir um ficheiro de audio com um editor de texto). Aparecem muitos caracteres esquisitos mas no fim, mesmo no fim do ficheiro, encontramos
"LISTB INFOICRD 2000-04-06 IENG Deepz0ne ISFT Sound Forge 4.5 "
Sound Forge 4.5 é o nome do programa usado para criar o ficheiro; até aqui, nada de estranho. Estranho é o facto de DeepzOne ser o nome do gajo que fez a versão crackada do programa.
Irónico, não?
28 março 2008
Grande escândalo!
O Primeiro-Ministro queria dizer 0,1% do PIB e disse 1%do PIB. Tou horrorizado. Depois de termos o Guterres a não saber quanto vale 6% do PIB agora temos o Sócrates a baralhar-se com as contas ao produto interno bruto.
É sina dos Governos PS, ou é do calor da discussão?
É sina dos Governos PS, ou é do calor da discussão?
Dias úteis e dias inúteis
Lembram-se de 2004? Esse ano malvado em que perdemos duas vezes com os gregos? Além disso 2004 é recordado por outra má razão: foi o ano com mais dias úteis de que há memória: o 25 de Abril calhou a um domingo, o 1 de Maio foi no sábado, o 10 de Junho calhou em cima da quinta-feira do Corpo de Deus, o 13 de Junho foi domingo, o 15 de Agosto foi domingo e, para completar o ramalhete, o dia de Natal calhou no sábado e o de ano novo também (para mim o dia 1 de Janeiro é o último feriado do ano velho e não o primeiro do ano novo; o ano começa na prática a dia 2).
Safaram-se os fins de semana prolongados do 5 de Outubro (terça feira) e 1 de Novembro (segunda), porque ainda por cima aqueles dois feriados maravilhosos de Dezembro (1 e 8) foram logo calhar à quarta-feira, que não dá jeito nenhum a ninguém. Ao todo, sem contar com os feriados que calham obrigatoriamente em dias úteis só tivémos 4 feriados em dias úteis.
Por outro lado, 2008 é um ano em cheio: há pontes e fins de semana prolongados para todos os gostos (e além disso, até agora só perdemos 1 vez com os gregos).
Sem contar com o Carnaval e a Páscoa, temos:
25 de Abril numa sexta;
1 de Maio numa quinta;
22 de Maio: Quinta-feira de Corpo de Deus;
10 de Junho à terça, seguido do 13 de Junho na sexta (bela semana!);
15 de Agosto à sexta;
1 e 8 de Dezembro à segunda;
Natal à quinta (tira-se o 26, junta-se com a véspera de Natal e dá 5 dias)
Ano Novo à quinta também.
Só ficam a destoar o 5 de Outubro e o 1 de Novembro, que calham a um domingo e a um sábado respectivamente. Ao todo 10 fins de semana prolongados e pontes!!!
Isto é que são dias úteis: feriados à segunda, terça, quinta e sexta!
Gozem todas as pontes que puderem em 2008, porque em 2009 e 2010 a coisa vai piorar outra vez (2010 vai ser como 2004).
PS: para mim o 13 de Junho é feriado e conta como um feriado como os outros. Se no vosso concelho o 13 de Junho não é feriado é azar vosso. Dou-vos um conselho: mudem o feriado do vosso concelho ou mudem de concelho (este parágrafo foi só para usar as palavras conselho e concelho de seguida, para mostrar a minha mestria nesta coisa da ortografia).
Safaram-se os fins de semana prolongados do 5 de Outubro (terça feira) e 1 de Novembro (segunda), porque ainda por cima aqueles dois feriados maravilhosos de Dezembro (1 e 8) foram logo calhar à quarta-feira, que não dá jeito nenhum a ninguém. Ao todo, sem contar com os feriados que calham obrigatoriamente em dias úteis só tivémos 4 feriados em dias úteis.
Por outro lado, 2008 é um ano em cheio: há pontes e fins de semana prolongados para todos os gostos (e além disso, até agora só perdemos 1 vez com os gregos).
Sem contar com o Carnaval e a Páscoa, temos:
25 de Abril numa sexta;
1 de Maio numa quinta;
22 de Maio: Quinta-feira de Corpo de Deus;
10 de Junho à terça, seguido do 13 de Junho na sexta (bela semana!);
15 de Agosto à sexta;
1 e 8 de Dezembro à segunda;
Natal à quinta (tira-se o 26, junta-se com a véspera de Natal e dá 5 dias)
Ano Novo à quinta também.
Só ficam a destoar o 5 de Outubro e o 1 de Novembro, que calham a um domingo e a um sábado respectivamente. Ao todo 10 fins de semana prolongados e pontes!!!
Isto é que são dias úteis: feriados à segunda, terça, quinta e sexta!
Gozem todas as pontes que puderem em 2008, porque em 2009 e 2010 a coisa vai piorar outra vez (2010 vai ser como 2004).
PS: para mim o 13 de Junho é feriado e conta como um feriado como os outros. Se no vosso concelho o 13 de Junho não é feriado é azar vosso. Dou-vos um conselho: mudem o feriado do vosso concelho ou mudem de concelho (este parágrafo foi só para usar as palavras conselho e concelho de seguida, para mostrar a minha mestria nesta coisa da ortografia).
26 março 2008
Urgência
O que está a fazer um carro celular, em marcha de urgência, em plena hora de ponta a circular em contra-mão na Avenida da Liberdade???
Tá bem que se assinalam marcha de urgência se calhar estão com pressa, mas é preciso fazer uma das avenidas principais de Lisboa em sentido contrário em plena hora de ponta? Valerá a pena o risco? Afinal, o mais certo é transportarem um gajo que vai ser condenado a uns 6 ou 7 anos de cadeia, não é por mais um quarto de hora que alguém se importa...
(obrigado pela história Nuno)
Tá bem que se assinalam marcha de urgência se calhar estão com pressa, mas é preciso fazer uma das avenidas principais de Lisboa em sentido contrário em plena hora de ponta? Valerá a pena o risco? Afinal, o mais certo é transportarem um gajo que vai ser condenado a uns 6 ou 7 anos de cadeia, não é por mais um quarto de hora que alguém se importa...
(obrigado pela história Nuno)
Maus filmes
Hoje há bola. Portugal-Grécia. Sinceramente não tenho muita vontade de ver. Já vi duas vezes e não gostei de nenhuma delas. Ver o jogo seria como ver um mau filme pela terceira vez. À primeira um gajo vê porque não sabe, à segunda vê porque tá a dar na televisão e alguém não viu e insiste em ver, mas à terceira já não há paciência.
Lotaria
Há uma frase, não sei de quem, que diz que o jogo é um imposto para as pessoas que não sabem matemática.
E não é preciso ser-se muito esperto para perceber que o jogo não pode compensar, senão ninguém o promovia. Uma parte das receitas do jogo serve para pagar prémios e outra parte é lucro para a entidade promotora. Estatisticamente a casa fica sempre a ganhar, estatisticamente o jogador fica sempre a perder. Sempre? Bom, nem sempre. É que, por vezes, o jogo compensa, estatisticamente.
Nota para quem não percebe matemática: compensar estatisticamente quer dizer que multiplicando o valor do prémio pela probabilidade de o conseguir obtemos um valor que é superior ao custo de uma aposta.
Nota para quem percebe matemática: é preciso somar os vários produtos Prémio x probabilidade, mas para o meu objectivo posso ignorar os prémios secundários. Também vou ignorar a possibilidade de ter de repartir o prémio, o que já é uma aproximação um bocado duvidosa. Não nos chateemos por aí.
Ou seja:
- Esta semana o Euro-milhões dá um prémio de 15 milhões de euros. Cada aposta vale 2 euros e a probabilidade de ganhar é de aproximadamente 1 em 73 milhões. 2*73 milhões = 146 milhões o que quer dizer que o Euro-milhões só compensa quando há aqueles jackpots monstruosos. Com um prémio de 15 milhões o concurso desta semana é claramente desvantajoso (a situação fica um pouco melhor quando consideramos os restantes prémios, mas mesmo assim o valor esperado por aposta é de menos de 1 euro, metade do que se apostou!)
- O totoloto por outro lado tem um jackpot de 3 milhões de euros! Como cada aposta custa 40 cêntimos e a probabilidade de ganhar é de 1 em aproximadamente 13 milhões, obtemos 0,40*13 milhões = 5,2 milhões de euros. O prémio desta semana ainda é inferior a isto, mas já está muito mais próximo (se somarmos os restantes prémios todos é capaz de chegar perto dos 80 cêntimos de retorno por euro apostado). Já é um jogo muito mais justo. Mais uma ou duas semanas sem sair a ninguém e é bem capaz de chegar ao ponto em que é vantajoso, estatisticamente, jogar.
Nota para quem acha que o meu raciocínio está viciado: o jogo continua a compensar para a casa. Acontece que estão acumuladas receitas por distribuir, à custa dos apostadores das semanas anteriores. É por essa razão que é possível numa semana que o s prémios compensem o risco. Semana após semana acumula-se dinheiro que altera o valor esperado das apostas no final.
Nota para quem ainda não ficou convencido: vejam o paradoxo das 3 portas (que não é paradoxo nenhum, mas é contra-intuitivo).
Nota para quem nem sequer ficou convencido com o paradoxo das 3 portas: façam a experiência: uma simulação por computador ou usem um dado para sortear a porta premiada e peçam a um colega para fazer de concorrente. Se os resultados da experiência não baterem certo com a vossa intuição, o problema é da vossa intuição, não é da experiência.
E não é preciso ser-se muito esperto para perceber que o jogo não pode compensar, senão ninguém o promovia. Uma parte das receitas do jogo serve para pagar prémios e outra parte é lucro para a entidade promotora. Estatisticamente a casa fica sempre a ganhar, estatisticamente o jogador fica sempre a perder. Sempre? Bom, nem sempre. É que, por vezes, o jogo compensa, estatisticamente.
Nota para quem não percebe matemática: compensar estatisticamente quer dizer que multiplicando o valor do prémio pela probabilidade de o conseguir obtemos um valor que é superior ao custo de uma aposta.
Nota para quem percebe matemática: é preciso somar os vários produtos Prémio x probabilidade, mas para o meu objectivo posso ignorar os prémios secundários. Também vou ignorar a possibilidade de ter de repartir o prémio, o que já é uma aproximação um bocado duvidosa. Não nos chateemos por aí.
Ou seja:
- Esta semana o Euro-milhões dá um prémio de 15 milhões de euros. Cada aposta vale 2 euros e a probabilidade de ganhar é de aproximadamente 1 em 73 milhões. 2*73 milhões = 146 milhões o que quer dizer que o Euro-milhões só compensa quando há aqueles jackpots monstruosos. Com um prémio de 15 milhões o concurso desta semana é claramente desvantajoso (a situação fica um pouco melhor quando consideramos os restantes prémios, mas mesmo assim o valor esperado por aposta é de menos de 1 euro, metade do que se apostou!)
- O totoloto por outro lado tem um jackpot de 3 milhões de euros! Como cada aposta custa 40 cêntimos e a probabilidade de ganhar é de 1 em aproximadamente 13 milhões, obtemos 0,40*13 milhões = 5,2 milhões de euros. O prémio desta semana ainda é inferior a isto, mas já está muito mais próximo (se somarmos os restantes prémios todos é capaz de chegar perto dos 80 cêntimos de retorno por euro apostado). Já é um jogo muito mais justo. Mais uma ou duas semanas sem sair a ninguém e é bem capaz de chegar ao ponto em que é vantajoso, estatisticamente, jogar.
Nota para quem acha que o meu raciocínio está viciado: o jogo continua a compensar para a casa. Acontece que estão acumuladas receitas por distribuir, à custa dos apostadores das semanas anteriores. É por essa razão que é possível numa semana que o s prémios compensem o risco. Semana após semana acumula-se dinheiro que altera o valor esperado das apostas no final.
Nota para quem ainda não ficou convencido: vejam o paradoxo das 3 portas (que não é paradoxo nenhum, mas é contra-intuitivo).
Nota para quem nem sequer ficou convencido com o paradoxo das 3 portas: façam a experiência: uma simulação por computador ou usem um dado para sortear a porta premiada e peçam a um colega para fazer de concorrente. Se os resultados da experiência não baterem certo com a vossa intuição, o problema é da vossa intuição, não é da experiência.
Gasosa
A gasolina tá cara. E o gasóleo também. Até há bem pouco tempo isso não me incomodava, como quem pagava o combustível era a empresa eu nem dava por ela. Mas agora... bom, agora a coisa é ligeiramente diferente.
Por isso, informações como as que se encontram neste site são preciosas. E permitem respostas à questão "onde devo atestar?" que não incluam incursões por Espanha.
(obrigado Jorge)
Por isso, informações como as que se encontram neste site são preciosas. E permitem respostas à questão "onde devo atestar?" que não incluam incursões por Espanha.
(obrigado Jorge)
25 março 2008
7 diferenças
Bom, não são 7, é só uma mesmo.
Com a TMN, por causa de um problema de facturação, demorei 6 meses a reaver o dinheiro cobrado em excesso o que só consegui após recurso ao centro de arbitragem de conflitos de consumo.
Com a Vodafone, recebi um sms há uns dias a dizer que me vão creditar uma determinada quantia por causa de um débito indevido. Débito indevido esse de que eu nem sequer tinha dado conta.
Eficácia é: resolver problemas ainda antes de o cliente se aperceber deles! ;)
Com a TMN, por causa de um problema de facturação, demorei 6 meses a reaver o dinheiro cobrado em excesso o que só consegui após recurso ao centro de arbitragem de conflitos de consumo.
Com a Vodafone, recebi um sms há uns dias a dizer que me vão creditar uma determinada quantia por causa de um débito indevido. Débito indevido esse de que eu nem sequer tinha dado conta.
Eficácia é: resolver problemas ainda antes de o cliente se aperceber deles! ;)
24 março 2008
Guerra de audiências
O Público resolveu incluir trackbacks nas notícias do publico.pt. Ou seja, se eu linko o Público, o Público linka-me a mim.
Agora é que vai ser, começa a guerra às audiências: linka-se o Público (coisa que até se faz de vez em quando mas começa a fazer-se mais), ganham-se links de borla, os links trazem visitantes e sobe-se a média do sitemeter! A vida é bela...
O link obrigatório
Agora é que vai ser, começa a guerra às audiências: linka-se o Público (coisa que até se faz de vez em quando mas começa a fazer-se mais), ganham-se links de borla, os links trazem visitantes e sobe-se a média do sitemeter! A vida é bela...
O link obrigatório
É penaaaaaaaalty!!!
Há duas formas de gritar "penalty" num estádio. Um penalty a nosso favor é saudado com um "PENAAAAAALTYYYYYY" com uma sonoridade parecida à de "GOOOOOOOOOOOOLOOOOO". Por outro lado, quando o penalty é contra nós grita-se "PENAALTY?!" (notem que as vogais duram muito menos tempo) com um ar de indignação como se acabássemos de ser invadidos por uma potência estrangeira, frequentemente seguido de um sonoro "filhodapuuuuuuuutaaaaaaa" vociferado para o árbitro ou fiscal de linha que assinalou a infracção ou então um "fodassssssssssse", olhando para o marcador e fazendo contas ao tempo que ainda falta caso o adversário o converta.
Mas esta regra não é absoluta: se o espectador seja adepto do Sporting em ambos os casos a reacção ao penalty é a segunda. Já se sabe que, independentemente de quem for chamado a tentar marcar a grande penalidade, o remate vai sair frouxo e à figura, bate no poste ou passa por cima da barra, por isso um penalty a favor do Sporting é mais ou menos como um remate que passa longe da baliza: mais um lance de perigo que se perde e a bola fica na posse do adversário.
Esta época já só falta um jogador do Sporting escorregar mesmo antes de chutar a bola e estatelar-se de costas no chão perante a gargalhada do estádio inteiro. Mas ainda faltam 7 jornadas para o fim do campeonato, mais as meias finais da Taça (e, longe vá o agoiro, a final da Taça) por isso ainda há esperança.
No sábado o Sporting nem falhou penalties durante o jogo mas é mesmo para isso que servem os empates: para dar 5 hipóteses de ver os jogadores do Sporting a falhar de seguida. Afinal, um penalty é quase golo: 9 em cada dez vezes marca-se. E falhar 3 penalties numa série de 5 é coisa que acontece uma vez num milhão. Mas como diz uma frase mais ou menos célebre que li há uns tempos, "uma vez num milhão é algo que acontece nove em cada dez vezes".
Nota para os mais distraidos: no sábado o Sporting perdeu a final da Taça da Liga contra o Vitória de Setúbal; empataram nos 90 minutos e nos penalties o Setúbal ganhou 3-2. O Setúbal falhou 2 e o Sporting falhou 3. Somam-se aos já nem sei quantos penalties falhados esta época (qualquer coisa como 8 ou 9!!!).
Mas esta regra não é absoluta: se o espectador seja adepto do Sporting em ambos os casos a reacção ao penalty é a segunda. Já se sabe que, independentemente de quem for chamado a tentar marcar a grande penalidade, o remate vai sair frouxo e à figura, bate no poste ou passa por cima da barra, por isso um penalty a favor do Sporting é mais ou menos como um remate que passa longe da baliza: mais um lance de perigo que se perde e a bola fica na posse do adversário.
Esta época já só falta um jogador do Sporting escorregar mesmo antes de chutar a bola e estatelar-se de costas no chão perante a gargalhada do estádio inteiro. Mas ainda faltam 7 jornadas para o fim do campeonato, mais as meias finais da Taça (e, longe vá o agoiro, a final da Taça) por isso ainda há esperança.
No sábado o Sporting nem falhou penalties durante o jogo mas é mesmo para isso que servem os empates: para dar 5 hipóteses de ver os jogadores do Sporting a falhar de seguida. Afinal, um penalty é quase golo: 9 em cada dez vezes marca-se. E falhar 3 penalties numa série de 5 é coisa que acontece uma vez num milhão. Mas como diz uma frase mais ou menos célebre que li há uns tempos, "uma vez num milhão é algo que acontece nove em cada dez vezes".
Nota para os mais distraidos: no sábado o Sporting perdeu a final da Taça da Liga contra o Vitória de Setúbal; empataram nos 90 minutos e nos penalties o Setúbal ganhou 3-2. O Setúbal falhou 2 e o Sporting falhou 3. Somam-se aos já nem sei quantos penalties falhados esta época (qualquer coisa como 8 ou 9!!!).
Manuais de instruções
Tou a ler o manual de instruções do meu carro (devo ser a única pessoa no mundo que lê manuais de instruções, mas já que tiveram o trabalho de o escrever acho que é o mínimo lê-lo). Como é habitual a qualidade dos textos é asquerosa. Desconfio que as marcas de automóveis traduzem os manuais com ferramentas de tradução automática.
A páginas tantas dou com a seguinte frase: "Ao transportar objectos volumosos, não conduza com a bagageira aberta ou entreaberta, por causa do risco da entrada de gases de escape tóxicos no habitáculo". Ah, é por isso? Um gajo leva um sofá na bagageira e não deve conduzir com a porta aberta por causa dos gases de escape! E eu a pensar que era pelo risco de queda de objectos para cima dos outros carros... afinal é só uma precaução contra o monóxido de carbono!!!
A páginas tantas dou com a seguinte frase: "Ao transportar objectos volumosos, não conduza com a bagageira aberta ou entreaberta, por causa do risco da entrada de gases de escape tóxicos no habitáculo". Ah, é por isso? Um gajo leva um sofá na bagageira e não deve conduzir com a porta aberta por causa dos gases de escape! E eu a pensar que era pelo risco de queda de objectos para cima dos outros carros... afinal é só uma precaução contra o monóxido de carbono!!!
Boas intenções
No outro dia deram-me um folheto sobre a fadiga ao volante. Foi nas portagens. O papelito dava conselhos úteis, como os sinais de cansaço a que devemos prestar atenção, alertava para a necessidade de descansar, etc.
Mas se o objectivo é alertar os condutores para a importância de repousar durante uma viagem porque é que entregam o folheto à saída da auto-estrada em vez de ser na entrada? Eu bem sei que na entrada das auto-estradas só temos a máquina para tirar o ticket, que só há operadores humanos nas saídas, mas quando chego a Alverca depois de uma viagem os conselhos sobre a necessidade de descansar já não vão muito a tempo, não é? Afinal faltam-me só 15 km para chegar a Lisboa e já não há mais áreas de serviço.
Digo eu, que disto não percebo muito, que mais valia entregar os tais folhetos em cada área de serviço, fosse na caixa da bomba de gasolina, nas lojas ou no bar. A meio da viagem e portanto bem a tempo de aconselhar alguém de forma útil.
Em vez disso fiquei com mais uma folha de papel para reciclar.
Mas se o objectivo é alertar os condutores para a importância de repousar durante uma viagem porque é que entregam o folheto à saída da auto-estrada em vez de ser na entrada? Eu bem sei que na entrada das auto-estradas só temos a máquina para tirar o ticket, que só há operadores humanos nas saídas, mas quando chego a Alverca depois de uma viagem os conselhos sobre a necessidade de descansar já não vão muito a tempo, não é? Afinal faltam-me só 15 km para chegar a Lisboa e já não há mais áreas de serviço.
Digo eu, que disto não percebo muito, que mais valia entregar os tais folhetos em cada área de serviço, fosse na caixa da bomba de gasolina, nas lojas ou no bar. A meio da viagem e portanto bem a tempo de aconselhar alguém de forma útil.
Em vez disso fiquei com mais uma folha de papel para reciclar.
21 março 2008
Educação
Em virtude dos acontecimentos que recentemente vieram a lume, com a divulgação de um vídeo amador que mostra um caso de agressão a um professor, o Ministério da Educação já reagiu.
Assim, e a partir do próximo ano lectivo, além da formação contínua sobre a utilização das tecnologias de informação ou quadros interactivos os professores vão passar a poder assistir a acções de formação sobre defesa pessoal, pugilismo e karate.
Assim, e a partir do próximo ano lectivo, além da formação contínua sobre a utilização das tecnologias de informação ou quadros interactivos os professores vão passar a poder assistir a acções de formação sobre defesa pessoal, pugilismo e karate.
Aviso
Começa hoje a Primavera. Por isso não estranhem se virem pessoas, das mais novas às mais velhas, a comportarem-se como se tivessem as hormonas aos saltos. Provavelmente têm.
20 março 2008
350 km, 3/8 de depósito
Até ver tou contente com os consumos do carrito. Hoje fui dar uma "voltinha" de 300 km e o ponteiro desceu até meio caminho entre o meio depósito e os três quartos. Claro que ainda estou a fazer a rodagem e por isso ando devagarinho; esta média vergonhosa (uns míseros... ora, 3 vezes 9 vinte sete, noves-fora-nada... 4 litros aos 100 ou 4,5) não se deve manter muito tempo. Mas mesmo assim é animador!
De caminho, já passei uma série de marcos que são históricos na vida de qualquer automóvel:
1. Primeira chuva: foi logo que o fui buscar, chovia; tão novo e já está todo cheio de pó, parece que tem p'ra cima de 15 dias!!!
2. Primeira vez que o deixei ir abaixo: uns 15 minutos depois de ter pegado nele pela primeira vez, ao terceiro semáforo (o primeiro que era a subir). Depois disso já aconteceu mais uma meia dúzia de vezes (oh pá, o motor é mesmo pequenino, é preciso dar-lhe uma aceleradelazita, mas... tenho pena dele, tadinho!!!)
3. Primeira lomba: foi ontem à noite. Até me vieram as lágrimas aos olhos.
4. Primeira cagadela de pássado: esta noite; quando peguei no carro de manhã tinha lá uma poia de passaroco no vidro do condutor. A sorte do pássaro é que não estava por perto que tinha-o cortado às postas e alimentava a ninhada dele com os restos mortais do progenitor (sim, eu sei, às vezes dou uns toques nisso do sadismo; aprendi com o Hannibal Lecter)
5. Primeiro buraco: ontem à noite. Ainda doeu mais que a primeira lomba.
6. Primeiro carro que vejo com matrícula mais recente que a minha: hoje de manhã. Mesma marca, mesmo modelo, cor mais ranhosa (era prateado) e matrícula uns 1800 números mais à frente. Mesmo assim foi melhor que o anterior: fui buscá-lo num dia à tarde, chego ao escritório e já lá estava estacionado outro com matrícula mais recente! E agora a chegar a casa passei por outro que também é mais novo que o meu. Mas, que eu saiba, ainda tenho o carro mais recente aqui da rua.
7. Primeiro troço de estrada que me arrependi de fazer: hoje de manhã, fui pela nacional 1 e aquilo entre Aveiras e Rio Maior está uma vergonha. O piso é de cimento que com o tempo fracturou; há uns anos fizeram obras, mas em vez de substituir o piso limitaram-se a injectar alcatrão líquido para as fendas. Já está tudo partido outra vez e em vez de reparar o piso puseram uns sinais a dizer "Piso em mau estado" a cada 1 ou 2 km.
8. Primeira buzinadela: hoje de tarde; alguém que não podia mesmo estacionar 100 metros à frente (onde havia lugares disponíveis) tava a bloquear-me. Apeteceu-me fazer-lhe o que merecia o pássaro que me cagou o vidro
9. Primeiro esquecimento da antena: foi agora. Acabei de me lembrar que deixei a antena no sítio. A ver se amanhã ainda tenho antena. Ao contrário do carro anterior, se não tiver a antena não consigo ouvir a Radio Capital na maior parte dos sítios; com o outro carro não precisava de antena, ouviam-se bem quase todas as rádios, pelo menos em Lisboa.
10. Primeiro pontapé no pneu: também foi há bocado, estava a fumar um cigarro (por enquanto institui a regra de não fumar dentro do carro; pelo menos até apanhar o primeiro engarrafamento) ao lado do carro e aproveitei para dar um biqueiro ao pneu da frente. (isto do pontapé no pneu é uma coisa que só os homens entendem; para dar a ideia que sabem do que estão a falar quando falam de carros uns com os outros, dão um pontapé ligeiro no pneu, como que a verificar a pressão; claro que não interessa para nada porque não se consegue distinguir 1,5 de 1,8 ou de 2,0 atm à biqueirada, mas dá um ar de expert; é como espreitar para dentro do capot quando algo corre mal com o carro; não sabem do que estão à procura, mas procuram para parecer que sabem o que se passa e só ao fim de 2 minutos a olhar para as entranhas da viatura é que ligam para a assistência em viagem, geralmente após manifestações de irritação da companheira de viagem)
E pronto, é o top 10 das efemérides do popó novo.
De caminho, já passei uma série de marcos que são históricos na vida de qualquer automóvel:
1. Primeira chuva: foi logo que o fui buscar, chovia; tão novo e já está todo cheio de pó, parece que tem p'ra cima de 15 dias!!!
2. Primeira vez que o deixei ir abaixo: uns 15 minutos depois de ter pegado nele pela primeira vez, ao terceiro semáforo (o primeiro que era a subir). Depois disso já aconteceu mais uma meia dúzia de vezes (oh pá, o motor é mesmo pequenino, é preciso dar-lhe uma aceleradelazita, mas... tenho pena dele, tadinho!!!)
3. Primeira lomba: foi ontem à noite. Até me vieram as lágrimas aos olhos.
4. Primeira cagadela de pássado: esta noite; quando peguei no carro de manhã tinha lá uma poia de passaroco no vidro do condutor. A sorte do pássaro é que não estava por perto que tinha-o cortado às postas e alimentava a ninhada dele com os restos mortais do progenitor (sim, eu sei, às vezes dou uns toques nisso do sadismo; aprendi com o Hannibal Lecter)
5. Primeiro buraco: ontem à noite. Ainda doeu mais que a primeira lomba.
6. Primeiro carro que vejo com matrícula mais recente que a minha: hoje de manhã. Mesma marca, mesmo modelo, cor mais ranhosa (era prateado) e matrícula uns 1800 números mais à frente. Mesmo assim foi melhor que o anterior: fui buscá-lo num dia à tarde, chego ao escritório e já lá estava estacionado outro com matrícula mais recente! E agora a chegar a casa passei por outro que também é mais novo que o meu. Mas, que eu saiba, ainda tenho o carro mais recente aqui da rua.
7. Primeiro troço de estrada que me arrependi de fazer: hoje de manhã, fui pela nacional 1 e aquilo entre Aveiras e Rio Maior está uma vergonha. O piso é de cimento que com o tempo fracturou; há uns anos fizeram obras, mas em vez de substituir o piso limitaram-se a injectar alcatrão líquido para as fendas. Já está tudo partido outra vez e em vez de reparar o piso puseram uns sinais a dizer "Piso em mau estado" a cada 1 ou 2 km.
8. Primeira buzinadela: hoje de tarde; alguém que não podia mesmo estacionar 100 metros à frente (onde havia lugares disponíveis) tava a bloquear-me. Apeteceu-me fazer-lhe o que merecia o pássaro que me cagou o vidro
9. Primeiro esquecimento da antena: foi agora. Acabei de me lembrar que deixei a antena no sítio. A ver se amanhã ainda tenho antena. Ao contrário do carro anterior, se não tiver a antena não consigo ouvir a Radio Capital na maior parte dos sítios; com o outro carro não precisava de antena, ouviam-se bem quase todas as rádios, pelo menos em Lisboa.
10. Primeiro pontapé no pneu: também foi há bocado, estava a fumar um cigarro (por enquanto institui a regra de não fumar dentro do carro; pelo menos até apanhar o primeiro engarrafamento) ao lado do carro e aproveitei para dar um biqueiro ao pneu da frente. (isto do pontapé no pneu é uma coisa que só os homens entendem; para dar a ideia que sabem do que estão a falar quando falam de carros uns com os outros, dão um pontapé ligeiro no pneu, como que a verificar a pressão; claro que não interessa para nada porque não se consegue distinguir 1,5 de 1,8 ou de 2,0 atm à biqueirada, mas dá um ar de expert; é como espreitar para dentro do capot quando algo corre mal com o carro; não sabem do que estão à procura, mas procuram para parecer que sabem o que se passa e só ao fim de 2 minutos a olhar para as entranhas da viatura é que ligam para a assistência em viagem, geralmente após manifestações de irritação da companheira de viagem)
E pronto, é o top 10 das efemérides do popó novo.
19 março 2008
Cabeçalhos
Acabadinho de regressar a casa após a aquisição desse omnipresente símbolo do capitalismo que é a viatura própria, passo os olhos pelas gordas no site do Público.
Um título chamou-me a atenção: «"Êxito que está a ser vivido no Iraque é inegável", diz Bush». Um pouco mais abaixo, as notícias relacionadas têm os seguintes títulos: « Quase um quinto dos iraquianos é refugiado ou está deslocado», «150 ou 600 mil? Quantos iraquianos morreram?» e «A segunda guerra mais cara de sempre para os americanos».
Imagino que os 20% de refugiados, os familiares das 150 a 600 mil vítimas e os "tax-payers" americanos consigam negar esse sucesso sem grandes dificuldades, por isso interrogo-me qual terá sido a amostra usada no estudo de opinião que permite concluir a inegabilidade desse êxito.
Um título chamou-me a atenção: «"Êxito que está a ser vivido no Iraque é inegável", diz Bush». Um pouco mais abaixo, as notícias relacionadas têm os seguintes títulos: « Quase um quinto dos iraquianos é refugiado ou está deslocado», «150 ou 600 mil? Quantos iraquianos morreram?» e «A segunda guerra mais cara de sempre para os americanos».
Imagino que os 20% de refugiados, os familiares das 150 a 600 mil vítimas e os "tax-payers" americanos consigam negar esse sucesso sem grandes dificuldades, por isso interrogo-me qual terá sido a amostra usada no estudo de opinião que permite concluir a inegabilidade desse êxito.
Atestar custa
'da-se!!! 1,35 por litro de gasóleo??? Dói, han? Antes tinha carro da empresa, tava-me a borrifar para o preço que não era eu que pagava, mas agora largar 48 euros por 30 e poucos litros provoca dores na alma. Ó leitores deste blog que possuem viatura própria: entre Repsol, BP e Galp, qual tem o gasóleo mais barato?
A propósito: já comprei o carro. Estive até agora à espera do certificado provisório de seguro e essas trapalhadas todas. É cinzento, funciona a gasóil e tem entrada para leitor de mp3. O resto das informações acho que é secundária.
A propósito: já comprei o carro. Estive até agora à espera do certificado provisório de seguro e essas trapalhadas todas. É cinzento, funciona a gasóil e tem entrada para leitor de mp3. O resto das informações acho que é secundária.
18 março 2008
A Anna
A Anna é uma fulana engraçada. Cruzei-me com ela no outro dia, fomos apresentados por outra Ana.
A Anna, a tal que eu conheci no outro dia, trabalha no IKEA. Não vale a pena irem à loja, podem encontrá-la no site do IKEA (canto superior direito)
Um exemplo de diálogo que mantive com a Anna:
Eu: Olá!
Ela: Olá, tudo bem? Tem alguma questão sobre a IKEA? Como posso ajudar?
Eu: Não, sinto-me abatido.
Ela: Sinto muito! Talvez umas compras na IKEA fossem um bom remédio! Porque não dá uma vista de olhos na página das novidades?
Eu: És muito prestável
Ela: Obrigada, é sempre bom ouvir elogios! Vamos falar sobre a IKEA!
Eu: E gira! És gira.
Ela: Muito obrigada pelo elogio! Falemos agora da IKEA!
Eu: Tens namorado?
Ela: Dedico-me exclusivamente a responder a perguntas sobre a IKEA e por isso não tenho tempo para procurar namorado. Pergunte-me algo sobre a IKEA.
Eu: Ah é? Onde vives?
Ela: Estou na Internet! Vivo na página da IKEA.
Eu: Vamos pinar?
Ela: Suponho que já se terá apercebido que eu sou um robô e não posso fazer nada disso. Mas posso falar consigo sobre a IKEA, por exemplo.
Eu: Vamos pinar!
Ela: De certeza que será muito divertido, mas eu apenas estou preparada para responder a questões sobre a IKEA.
Eu: Feia!
Ela: Sou uma assistente virtual, não tenho sentimentos nem reajo a insultos. No entanto, estou disponível para responder a questões sobre a IKEA.
Eu: Mostra-me as mamas!
Ela: Os meus criadores não me permitem mostrar o meu corpo.
Eu: Estúpida!
Ela: Não entendo porque está a usar essa linguagem comigo. Podemos continuar a falar da IKEA, por favor?
Eu: Vou-me embora.
Ela: Muito bem! Quer saber mais alguma coisa sobre a IKEA?
Eu: Não. Vai à merda!
Ela: Por favor, faça questões relacionadas sobre a loja e não se zangue comigo.
(é isto o que acontece quando se dá tempo livre aos informáticos...)
A Anna, a tal que eu conheci no outro dia, trabalha no IKEA. Não vale a pena irem à loja, podem encontrá-la no site do IKEA (canto superior direito)
Um exemplo de diálogo que mantive com a Anna:
Eu: Olá!
Ela: Olá, tudo bem? Tem alguma questão sobre a IKEA? Como posso ajudar?
Eu: Não, sinto-me abatido.
Ela: Sinto muito! Talvez umas compras na IKEA fossem um bom remédio! Porque não dá uma vista de olhos na página das novidades?
Eu: És muito prestável
Ela: Obrigada, é sempre bom ouvir elogios! Vamos falar sobre a IKEA!
Eu: E gira! És gira.
Ela: Muito obrigada pelo elogio! Falemos agora da IKEA!
Eu: Tens namorado?
Ela: Dedico-me exclusivamente a responder a perguntas sobre a IKEA e por isso não tenho tempo para procurar namorado. Pergunte-me algo sobre a IKEA.
Eu: Ah é? Onde vives?
Ela: Estou na Internet! Vivo na página da IKEA.
Eu: Vamos pinar?
Ela: Suponho que já se terá apercebido que eu sou um robô e não posso fazer nada disso. Mas posso falar consigo sobre a IKEA, por exemplo.
Eu: Vamos pinar!
Ela: De certeza que será muito divertido, mas eu apenas estou preparada para responder a questões sobre a IKEA.
Eu: Feia!
Ela: Sou uma assistente virtual, não tenho sentimentos nem reajo a insultos. No entanto, estou disponível para responder a questões sobre a IKEA.
Eu: Mostra-me as mamas!
Ela: Os meus criadores não me permitem mostrar o meu corpo.
Eu: Estúpida!
Ela: Não entendo porque está a usar essa linguagem comigo. Podemos continuar a falar da IKEA, por favor?
Eu: Vou-me embora.
Ela: Muito bem! Quer saber mais alguma coisa sobre a IKEA?
Eu: Não. Vai à merda!
Ela: Por favor, faça questões relacionadas sobre a loja e não se zangue comigo.
(é isto o que acontece quando se dá tempo livre aos informáticos...)
17 março 2008
Zon
Quem é Zon está On.
É este o fabuloso slogan da Zon Multimédia, anteriormente conhecida como PT Multimédia. Tá bem que quando se muda o nome e a identidade é preciso fazer campanhas maciças para que a nova imagem seja assimilada pelo público, mas... Quem é Zon está On? Quem é que inventou esta merda de slogan? Ao menos venham a público dizer que não pagaram pelo slogan, que foi de borla e que a cavalo dado não se olha o dente.
Já agora, deixo-vos umas sugestões de novos slogans para a Zon multimédia, que podem usar no futuro e nem sequer têm de pagar nenhuma fee criativa (mandem-me só um mail a avisar, faxavor). Só é preciso mudarem outra vez o nome da empresa (mas também Zon não é grande nome...):
- Zin: Quem tem Zin está In
- Zout: Se não tens Zout estás Out
- Zoff: Mete Zoff para não ficares Off
E esta, ao melhor estilo da agência publicitária de Chelas:
- Zalho: Instala esta m"#$% ou então vai p'ó ca#$%*&
Mas se fizerem questão em manter o nome de Zon, que tal:
- Zon: A net do Camón
- Zon: Uma velocidade do colhón
- Zon: A net a bombar que é uma curtiçón
- Zon: TV, net e telefón
É este o fabuloso slogan da Zon Multimédia, anteriormente conhecida como PT Multimédia. Tá bem que quando se muda o nome e a identidade é preciso fazer campanhas maciças para que a nova imagem seja assimilada pelo público, mas... Quem é Zon está On? Quem é que inventou esta merda de slogan? Ao menos venham a público dizer que não pagaram pelo slogan, que foi de borla e que a cavalo dado não se olha o dente.
Já agora, deixo-vos umas sugestões de novos slogans para a Zon multimédia, que podem usar no futuro e nem sequer têm de pagar nenhuma fee criativa (mandem-me só um mail a avisar, faxavor). Só é preciso mudarem outra vez o nome da empresa (mas também Zon não é grande nome...):
- Zin: Quem tem Zin está In
- Zout: Se não tens Zout estás Out
- Zoff: Mete Zoff para não ficares Off
E esta, ao melhor estilo da agência publicitária de Chelas:
- Zalho: Instala esta m"#$% ou então vai p'ó ca#$%*&
Mas se fizerem questão em manter o nome de Zon, que tal:
- Zon: A net do Camón
- Zon: Uma velocidade do colhón
- Zon: A net a bombar que é uma curtiçón
- Zon: TV, net e telefón
13 março 2008
Smart choice
Se hoje virem um daqueles Smarts todos pintados com publicidade dêem-lhe uma buzinadela. Se calhar sou eu. Aluguei um Smart por um dia, que já estou farto de transportes públicos. Pelo menos até ter carro próprio, sempre que precisar de me deslocar para fora do centro da cidade alugo um Smart e tá a andar.
Coisas a lembrar quando se conduz um Smart:
1. O carro não tem embraiagem, por isso o pé esquerdo fica muito sossegado em posição de descanso. É de evitar carregar na embraiagem que não existe porque o mais certo é embraiar o travão que existe e bate-se com a testa no pára-brisas. Já me aconteceu, da primeira vez que conduzi um carro de caixa automática.
2. A caixa é sequencial mas lenta como o raio. Nada de picanços nos semáforos, a não ser com outros Smarts.
3. Em qualquer sítio onde caiba um carro atravessado cabe o Smart ao comprido. Estacionei-o à porta de casa em meio lugar de estacionamento, que é logo para começar a meter nojo.
Coisas a lembrar quando se conduz um Smart:
1. O carro não tem embraiagem, por isso o pé esquerdo fica muito sossegado em posição de descanso. É de evitar carregar na embraiagem que não existe porque o mais certo é embraiar o travão que existe e bate-se com a testa no pára-brisas. Já me aconteceu, da primeira vez que conduzi um carro de caixa automática.
2. A caixa é sequencial mas lenta como o raio. Nada de picanços nos semáforos, a não ser com outros Smarts.
3. Em qualquer sítio onde caiba um carro atravessado cabe o Smart ao comprido. Estacionei-o à porta de casa em meio lugar de estacionamento, que é logo para começar a meter nojo.
Das duas, uma
Uma acessora da campanha de Hillary Clinton demitiu-se depois de dizer que Obama só chegou tão longe na campanha por ser negro. E ainda acusou a comunicação social de o ajudar por serem machistas.
Bom, podíamos dizer também que Hillary Clinton só chegou tão longe por ser mulher e que a comunicação social estáa levá-la ao colo por ser racista.
Bom, podíamos dizer também que Hillary Clinton só chegou tão longe por ser mulher e que a comunicação social estáa levá-la ao colo por ser racista.
12 março 2008
Nacionalismos
Os nacionalistas existem. É um daqueles factos da vida. Existem os nacionalistas, tal como existem as micoses e os aumentos de impostos. Não estou aqui a querer comparar os nacionalistas a micoses ou a aumentos de impostos, foi só para dar um exemplo de coisas que existem. Também existem arco-íris, só que não me lembrei de escrever que os nacionalistas existem tal como existem os arco-íris.
Existem e andam aí. Há grupos organizados de nacionalistas e tudo. Alguns até raparam o cabelo todo, não sei se será por questões de higiene ou coisa assim. Pelo que li não sei onde na segunda guerra mundial rapava-se o cabelo todo aos prisioneiros dos campos de concentração para evitar os piolhos. Também não estou a tentar com isto dizer que os nacionalistas têm piolhos ou que deixam de os ter, ou a compará-los com os prisioneiros dos campos de concentração até porque acho que eles não gostam.
E alguns grupos de nacionalistas gostam de usar a sua liberdade de expressão escrevendo grafitis em paredes. Não tenho nada contra a liberdade de expressão, mas preferia que usassem, por exemplo, folhetos que se podem mandar fora, em vez de pintar paredes que aquilo até é chato de limpar. Também neste caso, e para que fique bem claro, não estou a dizer que deitaria os panfletos dos nacionalistas todos fora ou de qualquer outra forma a comparar a sua literatura com lixo. É só para fazer o paralelo com as paredes, que não dá jeito deitar fora.
Outra característica que é comum encontrar entre os nacionalistas é um orgulho exacerbado na pátria. Têm orgulho de Portugal, da história de Portugal, do povo português, da língua de Portugal, da bandeira de Portugal, do hino de Portugal. Também com este parágrafo não estou a querer insultar de algum modo o meu país ou os seus símbolos nem de algum modo a criticar o orgulho que se pode sentir em ser português. Sou português, gosto de Portugal, gosto da língua que falo, não queria ser de outra nacionalidade, identifico-me com a bandeira e até sei a letra do hino toda.
Mas hoje vi um grafiti que dizia "brazileiros fora de Portugal", que eu presumo tenha sido feito por algum nacionalista. Mas se não foi, desde já peço desculpa pela minha assumpção que denota algum preconceito contra nacionalistas. Eh pá, não me levem a mal os nacionalistas que eventualmente leiam o Ó Faxavor, que não tou aqui para ofender ninguém, mas não podiam ao menos escrever "brasileiros fora de Portugal"? É que em português, seja em português de Portugal ou em português do Brasil, escreve-se Brasil e não Brazil e como consequência, escreve-se brasileiro e não brazileiro.
É que acho que fica um bocado mal, num grafiti nacionalista, mandar uma barda deste gabarito. Suscitam a risota alheia (os brasileiros que lerem aquilo são capazes de achar piada) e ninguém os leva a sério.
Um destes dias arranjo um spray de tinta preta e vou lá corrigir o grafiti.
Nota: Não vale a pena corrigir as bardas deste post. Eu sei que mando bardas em português, algumas intencionais, outras não. Só acho incoerente mandar bardas em português quando se sente tão superlativo orgulho na pátria ao ponto de a querer preservar só para aqueles que são parecidos consigo, segundo uns quaisquer critérios de nacionalidade de difícil justificação (sobretudo se considerarmos que, por exemplo, os brasileiros são todos descendentes de portugueses e portanto também são portugueses num certo sentido).
Nota para nacionalistas irados que tenham aqui caído de pára-quedas sabe-se lá porquê: não estou interessado em discutir idiologias nacionalistas nem em entrar em argumentações sobre questões relacionadas com fronteiras, vistos de residência e trabalho, emprego ou a falta dele, herança genética, diferenças biológicas ou de outro tipo entre as várias etnias, etc. Se se sentirem ofendidos pelo teor deste post basta um comentário a dizer "Olá, eu sou o (escrever nome), sou nacionalista e fiquei ofendido". Se quiserem até podem assinar como anónimos que eu não me chateio.
Existem e andam aí. Há grupos organizados de nacionalistas e tudo. Alguns até raparam o cabelo todo, não sei se será por questões de higiene ou coisa assim. Pelo que li não sei onde na segunda guerra mundial rapava-se o cabelo todo aos prisioneiros dos campos de concentração para evitar os piolhos. Também não estou a tentar com isto dizer que os nacionalistas têm piolhos ou que deixam de os ter, ou a compará-los com os prisioneiros dos campos de concentração até porque acho que eles não gostam.
E alguns grupos de nacionalistas gostam de usar a sua liberdade de expressão escrevendo grafitis em paredes. Não tenho nada contra a liberdade de expressão, mas preferia que usassem, por exemplo, folhetos que se podem mandar fora, em vez de pintar paredes que aquilo até é chato de limpar. Também neste caso, e para que fique bem claro, não estou a dizer que deitaria os panfletos dos nacionalistas todos fora ou de qualquer outra forma a comparar a sua literatura com lixo. É só para fazer o paralelo com as paredes, que não dá jeito deitar fora.
Outra característica que é comum encontrar entre os nacionalistas é um orgulho exacerbado na pátria. Têm orgulho de Portugal, da história de Portugal, do povo português, da língua de Portugal, da bandeira de Portugal, do hino de Portugal. Também com este parágrafo não estou a querer insultar de algum modo o meu país ou os seus símbolos nem de algum modo a criticar o orgulho que se pode sentir em ser português. Sou português, gosto de Portugal, gosto da língua que falo, não queria ser de outra nacionalidade, identifico-me com a bandeira e até sei a letra do hino toda.
Mas hoje vi um grafiti que dizia "brazileiros fora de Portugal", que eu presumo tenha sido feito por algum nacionalista. Mas se não foi, desde já peço desculpa pela minha assumpção que denota algum preconceito contra nacionalistas. Eh pá, não me levem a mal os nacionalistas que eventualmente leiam o Ó Faxavor, que não tou aqui para ofender ninguém, mas não podiam ao menos escrever "brasileiros fora de Portugal"? É que em português, seja em português de Portugal ou em português do Brasil, escreve-se Brasil e não Brazil e como consequência, escreve-se brasileiro e não brazileiro.
É que acho que fica um bocado mal, num grafiti nacionalista, mandar uma barda deste gabarito. Suscitam a risota alheia (os brasileiros que lerem aquilo são capazes de achar piada) e ninguém os leva a sério.
Um destes dias arranjo um spray de tinta preta e vou lá corrigir o grafiti.
Nota: Não vale a pena corrigir as bardas deste post. Eu sei que mando bardas em português, algumas intencionais, outras não. Só acho incoerente mandar bardas em português quando se sente tão superlativo orgulho na pátria ao ponto de a querer preservar só para aqueles que são parecidos consigo, segundo uns quaisquer critérios de nacionalidade de difícil justificação (sobretudo se considerarmos que, por exemplo, os brasileiros são todos descendentes de portugueses e portanto também são portugueses num certo sentido).
Nota para nacionalistas irados que tenham aqui caído de pára-quedas sabe-se lá porquê: não estou interessado em discutir idiologias nacionalistas nem em entrar em argumentações sobre questões relacionadas com fronteiras, vistos de residência e trabalho, emprego ou a falta dele, herança genética, diferenças biológicas ou de outro tipo entre as várias etnias, etc. Se se sentirem ofendidos pelo teor deste post basta um comentário a dizer "Olá, eu sou o (escrever nome), sou nacionalista e fiquei ofendido". Se quiserem até podem assinar como anónimos que eu não me chateio.
11 março 2008
Desta não caio!!!
Quando o Fernando Santos veio para o Benfica eu fiquei um nadita preocupado. Estava todo contente porque uns dias antes a imprensa andava a falar em Carlos Queirós, notícia prontamente negada pelo Benfica e pelo próprio. E eu pensei "Bom, se eles se despacharam tanto a desmentir, então deve ser verdade". Acreditei que Fernando Santos era só um nome atirado ao acaso para despistar enquanto o Benfica negociava com aquele que viria a ser o seu novo treinador, Carlos Queirós. E eu tremia de expectativa, antecipando tempos gloriosos. Mas isto não se confirmou e foi mesmo o Fernando Santos que foi contratado.
Agora que Camacho saiu a imprensa já fala, novamente, em Carlos Queirós. Mas desta vez não caio na esparrela, que bem sei que me andam a enganar. Entre os nomes apontados hoje no Público houve um que me vez tremer, mas não pelas melhores razões. Foi um tremer apavorado só de pensar nisso. E esse nome é... Peseiro.
Pois é, caros benfiquistas que me lêem, temo que seja mesmo este senhor o nosso próximo treinador. Adeptos dos outros clubes, podem começar já a fazer pouco. Contra factos não há argumentos e com Peseiro a treinar a equipa vou começar a sair de casa com a cara coberta, por vergonha.
Agora que Camacho saiu a imprensa já fala, novamente, em Carlos Queirós. Mas desta vez não caio na esparrela, que bem sei que me andam a enganar. Entre os nomes apontados hoje no Público houve um que me vez tremer, mas não pelas melhores razões. Foi um tremer apavorado só de pensar nisso. E esse nome é... Peseiro.
Pois é, caros benfiquistas que me lêem, temo que seja mesmo este senhor o nosso próximo treinador. Adeptos dos outros clubes, podem começar já a fazer pouco. Contra factos não há argumentos e com Peseiro a treinar a equipa vou começar a sair de casa com a cara coberta, por vergonha.
Bonificações
Uma pessoa faz um seguro automóvel. E à medida que o tempo passa, desde que não tenha acidentes, vai acumulando bonificações. Já no seguro de vida a situação é ao contrário: quanto mais tempo passa sem morrer, maior o risco de isso vir a acontecer. Por isso, em vez de bonificações há agravamentos.
Invenções que fazem falta
Há inúmeras coisas que já deviam ter sido inventadas há que tempos e ainda não foram. Já aqui falei de algumas delas, mas sinceramente nem me lembro quando, e ontem lembrei-me de outra, de vital importância para a nossa sociedade, à espera da primeira mente capaz de o fazer. Falo, como já devem ter percebido, da mesa de jantar sem pernas, que resolva de uma vez por todas o problema de haver zonas da mesa de jantar onde não dá jeito que as pessoas se sentem. Não me interessa como o fazem. Seja uma mesa suspensa por cabos de aço, seja uma mesa que levite magneticamente, seja uma mesa que se sustém a flutuar por conseguir ser mais leve que o ar, não interessa bem como o fazem, mas façam-no. A humanidade necessita urgentemente que as pessoas não tenham de ficar sentadas desconfortavelmente por causa das pernas da mesa de jantar.
10 março 2008
Sexualidade saudável
A melhor forma de ter uma vida sexual saudável e satisfatória é através da abstinência. Claro que não é bem isto que é defendido por algumas religiões, mas percebe-se a confusão...
Lógica infalível
Ela: tens um pelo branco na barba.
Eu: pois, é o que tu me fazes.
Ela: sim, tá bem.
Eu: a sério! Fazes-me envelhecer.
Ela: ...
Eu: Que idade é que eu tinha quando me conheceste?
Ela: 28.
Eu: E que idade tenho agora?
Ela: 31.
Eu: Lá está!
(é com truques destes que ainda vou ganhando algumas discussões cá por casa)
Eu: pois, é o que tu me fazes.
Ela: sim, tá bem.
Eu: a sério! Fazes-me envelhecer.
Ela: ...
Eu: Que idade é que eu tinha quando me conheceste?
Ela: 28.
Eu: E que idade tenho agora?
Ela: 31.
Eu: Lá está!
(é com truques destes que ainda vou ganhando algumas discussões cá por casa)
Cam(bal)acho
Bazou. Deu de frosques. Pirou-se.
Por um lado, agora que a merda já estava feita, mais valia ficar e fazer melhor para o ano que vem. Por outro lado, dá dó ver a equipa jogar assim.
A única coisa que continua a alegrar os meus fins de semana são os resultados do Sporting (estão tão mal que em sinal de respeito escrevo o nome do clube correctamente). Hoje até vou ver o jogo do Belenenses, na esperança que os lagartos caiam para sexto (o Belenenses está só dois pontos atrás). Se isso acontecesse era algo único: perder 3 posições no campeonato em três jornadas: eram terceiros à jornada 19, quartos à jornada 20, quintos à jornada 21 e arriscam-se a passar para sextos à jornada 22. E ainda não despediram nenhum treinador esta época! A coisa tá bonita, lá isso está.
Por um lado, agora que a merda já estava feita, mais valia ficar e fazer melhor para o ano que vem. Por outro lado, dá dó ver a equipa jogar assim.
A única coisa que continua a alegrar os meus fins de semana são os resultados do Sporting (estão tão mal que em sinal de respeito escrevo o nome do clube correctamente). Hoje até vou ver o jogo do Belenenses, na esperança que os lagartos caiam para sexto (o Belenenses está só dois pontos atrás). Se isso acontecesse era algo único: perder 3 posições no campeonato em três jornadas: eram terceiros à jornada 19, quartos à jornada 20, quintos à jornada 21 e arriscam-se a passar para sextos à jornada 22. E ainda não despediram nenhum treinador esta época! A coisa tá bonita, lá isso está.
07 março 2008
Injustiças
Ainda bem que ontem não pude ver o jogo. Ainda bem, que só me tinha enervado. Parece que não jogámos um peido e ver o Cardozo ser expulso aos 8 minutos não é uma boa maneira de começar a eliminatória. Só perder 2-1 até foi o mal menor.
Na verdade só não pude ver a primeira parte. Se quisesse podia ter visto a segunda, pelo menos a partir dos 20 minutos, mais ou menos. Até tentei, mas só consegui resistir durante 5 minutos. Depois achei que empregava melhor o meu tempo a ver Dexter. E não me enganei.
PS: a brincar, a brincar, e apesar de estarem apenas em quinto lugar, os lagartos são o único clube português que ainda está em todas as frentes. Bom, no campeonato só lutam por um lugar de acesso à Champions e não pelo título, mas mesmo assim continuam na luta. Vamos a ver se não lhes acontece o mesmo que em 2004, em que conseguiram em apenas 1 semana perder o campeonato, a taça de Portugal e a Taça UEFA.
Na verdade só não pude ver a primeira parte. Se quisesse podia ter visto a segunda, pelo menos a partir dos 20 minutos, mais ou menos. Até tentei, mas só consegui resistir durante 5 minutos. Depois achei que empregava melhor o meu tempo a ver Dexter. E não me enganei.
PS: a brincar, a brincar, e apesar de estarem apenas em quinto lugar, os lagartos são o único clube português que ainda está em todas as frentes. Bom, no campeonato só lutam por um lugar de acesso à Champions e não pelo título, mas mesmo assim continuam na luta. Vamos a ver se não lhes acontece o mesmo que em 2004, em que conseguiram em apenas 1 semana perder o campeonato, a taça de Portugal e a Taça UEFA.
Roda viva
Isto de estar desempregado dá muito trabalho! Tenho passado os dias a correr de um lado para o outro, sem tempo para quase nada... raios, preciso mesmo de um carro. Só em transportes desperdiço umas boas duas horas diárias...
05 março 2008
Rapidinha
Só uma coisinha, muito rápida, antes de ir dormir.
Instalei o Google Desktop, aquela coisa jeitosa que dá para pôr tralha na barra lateral do ecrã assim com coisas úteis e outras que nem tanto. Mas como tenho 22" de desktop para esbanjar, tenho espaço de sobra.
Uma das tralhas que acrescentei foi o estado do tempo. É um bonequinho pequenino, que me diz que agora está sol (confirmo) que a temperatura actual é de 15ºC, a mínima é de 12ºC e a máxima é de... 13ºC. Vá-se lá confiar nestas merdas para decidir se se leva casaco ou não...
Instalei o Google Desktop, aquela coisa jeitosa que dá para pôr tralha na barra lateral do ecrã assim com coisas úteis e outras que nem tanto. Mas como tenho 22" de desktop para esbanjar, tenho espaço de sobra.
Uma das tralhas que acrescentei foi o estado do tempo. É um bonequinho pequenino, que me diz que agora está sol (confirmo) que a temperatura actual é de 15ºC, a mínima é de 12ºC e a máxima é de... 13ºC. Vá-se lá confiar nestas merdas para decidir se se leva casaco ou não...
Vantagens/Desvantagens
Tou com sono, não me apetece fazer nada. Se ainda estivesse a trabalhar, provavelmente ia passear na net, de página em página, eventualmente iria encontrar algo digno de nota e escrevia um post sobre o assunto. Como já não estou a trabalhar, vou dormir a sesta! Benesses do desemprego!
04 março 2008
Aviso
Tá vento. Muito vento. Deve estar a chegar uma tempestade. Avisam-se todos os proprietários de sítios que têm o mau hábito de parecer a Atlântida quando chove o favor de começarem já os trabalhos de remoção de coisas que se estraguem com a água. Pelo sim, pelo não...
Target
Ao pé de minha casa há carros estacionados. Bom, dizer que há carros estacionados é um eufemismo. Há muitos carros estacionados. Há carros para todos os gostos: carros pequenos e carros grandes, carros caros e carros baratos, carros velhos e carros novos. Há carros de todas as marcas, de todas as cores. Acho que já deu para perceber a ideia.
E hoje quando estava a chegar a casa reparei que muitos carros, quase todos por sinal, tinham um papelito preso ao limpa-vidros. Ao limpa-vidros traseiro por sinal. O papelito dizia "compro carros a partir de 10 anos". E depois tinha o número de telemóvel para onde ligar caso o proprietário do carro estivesse interessado em vender. E aqui reside a questão. Para já, os papéis estavam presos ao limpa-vidros traseiro, onde não são tão notados como no limpa-vidros da frente. Mas além disso, o pormenor que me fascinou, foi o facto de os papéis estarem colocados, todos sem excepção, em carros novos. Carros com 6 meses, carros com 1 ano, carros com dois anos, 3 anos no máximo. E olhem que havia muitos carros velhos por onde escolher! Mas nenhum desses tinha o dito papel preso ao limpa-vidros traseiro. Nem ao dianteiro, que eu fui dar a volta ao carro a espreitar.
Porque haverá um negociante de carros velhos anunciar-se apenas em carros novos? Será um investimento para o futuro? Contará ele que os proprietários irão guardar o papel durante anos a fio até terem vontade ou necessidade de vender o seu carro, na altura já um chaço, e o contactem? Não seria mais eficaz limitar a sua publicidade a carros com uma idade próxima dos tais 10 anos que o senhor anuncia como idade mínima? Pelos vistos o senhor em questão acha que a melhor forma de promover um negócio de compra de carros velhos é fazer-se anunciar junto de proprietários de carros novos.
Vá-se lá perceber...
E hoje quando estava a chegar a casa reparei que muitos carros, quase todos por sinal, tinham um papelito preso ao limpa-vidros. Ao limpa-vidros traseiro por sinal. O papelito dizia "compro carros a partir de 10 anos". E depois tinha o número de telemóvel para onde ligar caso o proprietário do carro estivesse interessado em vender. E aqui reside a questão. Para já, os papéis estavam presos ao limpa-vidros traseiro, onde não são tão notados como no limpa-vidros da frente. Mas além disso, o pormenor que me fascinou, foi o facto de os papéis estarem colocados, todos sem excepção, em carros novos. Carros com 6 meses, carros com 1 ano, carros com dois anos, 3 anos no máximo. E olhem que havia muitos carros velhos por onde escolher! Mas nenhum desses tinha o dito papel preso ao limpa-vidros traseiro. Nem ao dianteiro, que eu fui dar a volta ao carro a espreitar.
Porque haverá um negociante de carros velhos anunciar-se apenas em carros novos? Será um investimento para o futuro? Contará ele que os proprietários irão guardar o papel durante anos a fio até terem vontade ou necessidade de vender o seu carro, na altura já um chaço, e o contactem? Não seria mais eficaz limitar a sua publicidade a carros com uma idade próxima dos tais 10 anos que o senhor anuncia como idade mínima? Pelos vistos o senhor em questão acha que a melhor forma de promover um negócio de compra de carros velhos é fazer-se anunciar junto de proprietários de carros novos.
Vá-se lá perceber...
Diferenças
Entre andar de carro e andar de transportes há muita coisa que é diferente. A começar pelo meio de transporte, mas isso parece-me óbvio. As alterações de percurso também não justificam o trabalho de escrever sobre o assunto.
Mas há diferenças, e notórias, nas pessoas. Nos seus hábitos, na forma como se relacionam.
Por exemplo, no automóvel as pessoas ouvem rádio ou CD, ao passo que nos transportes ouvem o leitor de mp3. Há excepções, claro, e há quem ouça mp3 no autorádio do carro e há quem ande de transportes a ouvir rádio ou a ouvir música em CD (ainda há discman?!).
Nos transportes as pessoas lêm um jornal de distribuição gratuita. Pegam num exemplar e levam-no consigo. E vão lendo ao longo da viagem. Os automobilistas, não. Não têm de ir buscar o exemplar, ele é entregue em mão pela janela do carro e não se limitam a pegar num exemplar. Levam um de cada. E acabam por não os ler, limitam-se a passar os olhos pelas gordas, porque o ritmo dos semáforos não o permite.
Contudo, apesar de todas as diferenças, há semelhanças. Uma delas é o aparente gosto pelo risco.
Os automobilistas arriscam um bocado e queimam semáforos vermelhos para tentar parar um pouquinho mais à frente. Com isto não estão a ganhar tempo (o minuto que "ganham" vão perdê-lo no semáforo vermelho seguinte), mas há a sensação de ganho. Nos transportes as pessoas arriscam de forma diferente: correm para o autocarro, chegando a atravessar a rua sem olhar para os dois lados, tentam entrar no metro ou comboio quando as portas já se estão a fechar, arriscando uma valente cabeçada no vidro, para tentar apanhar este autocarro, metro ou comboio em vez do seguinte. O automobilista arrisca um acidente pela ilusão de ganhar 1 minuto. O utente de transportes públicos arrisca-se por um ganho real de 5, 10 ou mesmo 15 minutos. Que depois desperdiça na fila das finanças ou do super-mercado.
Ontem vi um indivíduo (a palavra indivíduo quando usada assim, para nos referirmos a uma pessoa genérica, não identificada, é um bocado parva, mas para o efeito serve) a arriscar uma cabeçada ou um entalão, não para entrar no Metro, mas para sair. O metro pára no Marquês e o indivíduo (lá está outra vez a palavra) só quando as portas já fechavam é que se lembrou que queria sair ali. Largou a correr que nem uma bala e passou pelas portas da carruagem numa cena que fazia lembrar a tentativa do Indiana Jones de recuperar o chapéu quando não sei o quê se estava a fechar.
O que leva as pessoas a arriscarem-se por tão pouco? Concordo que tempo é dinheiro, mas não vale tanto dinheiro assim. E por poupar 5 minutos não me aparece um euro na carteira por artes mágicas. É só uma força de expressão e cai por terra quando as pessoas se atropelam por 3 minutos que depoisdesperdiçam utilizam a ver uma telenovela ou a fazer o sudoku no jornal do café.
Sempre me intrigou o facto de as pessoas correrem riscos parvos por tão pouco. Ficar entalado entre as portas do metro não é agradável. Só a ideia de ficar preso dá vontade de seguir para a estação seguinte e apanhar outro metro no sentido inverso.
E eu acho que a conclusão está directamente relacionada com esta notícia. A malta tá deprimida, vai ao médico e começa a tomar comprimidos. Os comprimidos não funcionam e continuam deprimidos e sem vontade de viver. E por isso, para tentar apanhar um autocarro, atravessam uma via rápida sem olhar para os dois lados, tentam saltar para dentro de uma carruagem por uma fresta de 30 cm e que se está a fechar, ou passam a 70 km/h por um semáforo que já está vermelho há 5 segundos sem reparar que os carros da outra rua já começaram a andar.
Mas há diferenças, e notórias, nas pessoas. Nos seus hábitos, na forma como se relacionam.
Por exemplo, no automóvel as pessoas ouvem rádio ou CD, ao passo que nos transportes ouvem o leitor de mp3. Há excepções, claro, e há quem ouça mp3 no autorádio do carro e há quem ande de transportes a ouvir rádio ou a ouvir música em CD (ainda há discman?!).
Nos transportes as pessoas lêm um jornal de distribuição gratuita. Pegam num exemplar e levam-no consigo. E vão lendo ao longo da viagem. Os automobilistas, não. Não têm de ir buscar o exemplar, ele é entregue em mão pela janela do carro e não se limitam a pegar num exemplar. Levam um de cada. E acabam por não os ler, limitam-se a passar os olhos pelas gordas, porque o ritmo dos semáforos não o permite.
Contudo, apesar de todas as diferenças, há semelhanças. Uma delas é o aparente gosto pelo risco.
Os automobilistas arriscam um bocado e queimam semáforos vermelhos para tentar parar um pouquinho mais à frente. Com isto não estão a ganhar tempo (o minuto que "ganham" vão perdê-lo no semáforo vermelho seguinte), mas há a sensação de ganho. Nos transportes as pessoas arriscam de forma diferente: correm para o autocarro, chegando a atravessar a rua sem olhar para os dois lados, tentam entrar no metro ou comboio quando as portas já se estão a fechar, arriscando uma valente cabeçada no vidro, para tentar apanhar este autocarro, metro ou comboio em vez do seguinte. O automobilista arrisca um acidente pela ilusão de ganhar 1 minuto. O utente de transportes públicos arrisca-se por um ganho real de 5, 10 ou mesmo 15 minutos. Que depois desperdiça na fila das finanças ou do super-mercado.
Ontem vi um indivíduo (a palavra indivíduo quando usada assim, para nos referirmos a uma pessoa genérica, não identificada, é um bocado parva, mas para o efeito serve) a arriscar uma cabeçada ou um entalão, não para entrar no Metro, mas para sair. O metro pára no Marquês e o indivíduo (lá está outra vez a palavra) só quando as portas já fechavam é que se lembrou que queria sair ali. Largou a correr que nem uma bala e passou pelas portas da carruagem numa cena que fazia lembrar a tentativa do Indiana Jones de recuperar o chapéu quando não sei o quê se estava a fechar.
O que leva as pessoas a arriscarem-se por tão pouco? Concordo que tempo é dinheiro, mas não vale tanto dinheiro assim. E por poupar 5 minutos não me aparece um euro na carteira por artes mágicas. É só uma força de expressão e cai por terra quando as pessoas se atropelam por 3 minutos que depois
Sempre me intrigou o facto de as pessoas correrem riscos parvos por tão pouco. Ficar entalado entre as portas do metro não é agradável. Só a ideia de ficar preso dá vontade de seguir para a estação seguinte e apanhar outro metro no sentido inverso.
E eu acho que a conclusão está directamente relacionada com esta notícia. A malta tá deprimida, vai ao médico e começa a tomar comprimidos. Os comprimidos não funcionam e continuam deprimidos e sem vontade de viver. E por isso, para tentar apanhar um autocarro, atravessam uma via rápida sem olhar para os dois lados, tentam saltar para dentro de uma carruagem por uma fresta de 30 cm e que se está a fechar, ou passam a 70 km/h por um semáforo que já está vermelho há 5 segundos sem reparar que os carros da outra rua já começaram a andar.
Boas ideias
O site do dia chama-se Transporlis. Digam-lhe de onde para onde querem ir (dentro da Grande Lisboa), se querem o percurso mais rápido ou com menos transbordos, a que horas querem começar e o site dá-vos o trajecto a seguir. Quais os transportes, qual o tempo de espera, qual o preço do bilhete... é uma grande ideia, sim senhor! Vai já para os bookmarks.
03 março 2008
Dia 1
Primeiro dia de "desemprego". Dia calminho, com pouco que fazer.
É dia de pôr o e-mail em ordem, arrumar coisas pendentes cá em casa (pendentes no sentido figurado, não estou a falar de objectos dependurados) e sair para almoçar com amigos.
Da parte da tarde: fazer compras e começar a instalar coisas em falta no computador. Ah, e importar o bookmarks, que isto de ter de escrever os endereços dos sites à mão não dá jeito nenhum.
Volto já.
É dia de pôr o e-mail em ordem, arrumar coisas pendentes cá em casa (pendentes no sentido figurado, não estou a falar de objectos dependurados) e sair para almoçar com amigos.
Da parte da tarde: fazer compras e começar a instalar coisas em falta no computador. Ah, e importar o bookmarks, que isto de ter de escrever os endereços dos sites à mão não dá jeito nenhum.
Volto já.
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