09 abril 2008

Suplementos

Tenho a televisão ligada na RTPN. Não sei porquê, mas tá. E começou agora um documentário a falar no caso da Depuralina. Para quem não sabe a Depuralina é um suplemento alimentar que alega (segundo diz a publicidade) que consegue eliminar os resíduos acumulados no nosso corpo e que podem chegar a 20 kg de... bom, de lixo que vai por cá ficando. Garante efeitos milagrosos, perda de peso de forma saudável, 100% natural e por aí fora.

Acontece que na semana passada a Depuralina foi retirada do mercado com o Infarmed a indicar que havia sérios indícios de relação causa-efeito entre a Depuralina e casos de toxicidade. Até ao momento são 8 os casos contabilizados. Em Espanha, não havendo casos no género, seguiram o nosso exemplo e também interditaram a Depuralina.

E tou a achar piada a alguns argumentos invocados pela pessoa que está no debate a defender a depuralina (não sei o nome dele).

Por exemplo: A Depuralina é um produto natural, não é um medicamento. É feito à base de plantas, ao contrário dos medicamentos. Serve este argumento para justificar o bem que faz e o facto de ser inócuo.

Mas eu de repente lembro-me de algumas coisas naturais e à base de plantas: por exemplo, a nicotina, 100% natural e produzida pela planta do tabaco. Ou a cicuta, uma deliciosa beberagem (perguntem ao Sócrates ou ao Platão ou lá quem foi o grego que apanhou um pifo com isto) segregada também por uma planta.

Outro argumento é o facto de os produtos naturais terem uma reputação que fala por si e que as pessoas os tomam e efectivamente se sentem bem. E vai daí, ocorreu-me: o haxixe é:
a) natural
b) à base de uma planta
c) faz as pessoas sentirem-se bem.

Porque não podemos comercializar o haxixe como suplemento alimentar? Porque é que quem quer vender Depuralina pode estar ao balcão de uma farmácia e quem quer vender haxixe tem de andar por becos e ruelas sempre a tentar fintar a bófia?


Disclaimer: a Depuralina merece-me o mesmo crédito que qualquer outro suplemento alimentar que promete perda de peso sem esforço, exercício, ou restrições alimentares e com resultados garantidos e milagrosos: NENHUM. Não estou a discriminar a Depuralina e aos fans da Depuralina que lêem este blog gostaria de garantir pessoalmente que iria atacar qualquer outro produto que tivesse sido interditado e em cuja defesa fossem usados argumentos igualmente imbecis.

Desconto

Acabei de ver esta história nas notícias: um condutor é mandado parar por um agente da BT. O carro não tinha a inspecção periódica obrigatória em dia e o militar da GNR disse que lhe ia passar uma multa. Mas depois propôs que o condutor lhe pagasse 200 euros para fechar os olhos.

O condutor não vai de modas, combina um local para entregar o dinheiro ao homem, faz queixa e apanham o GNR com a boca na botija a receber um suborno.

Isto é:
a) corrupção
b) estupidez

À primeira vista a opção correcta pode parecer a opção a, mas na verdade a resposta certa é a b. É que se a multa por não ter a inspecção em dia é de 250 e para um gajo se safar da multa tem de pagar 200... quer dizer, 20% de desconto não é grande incentivo à corrupção passiva, pois não?

Ai, por mais que a GNR tente vencer o estereótipo aparece sempre um agente a confirmar o fundamento das anedotas...

Considerações

Mário Machado, diz que não se considera racista. Diz ele que orgulho numa raça não é o mesmo que ódio por outra raça. Sente-se orgulhoso por ser branco, mas não odeia os negros. E nem sequer defende a supremacia de uma raça em relação a outra, seja em termos físicos ou em inteligência.

Acho que já encontrámos um forte candidato ao prémio Semântica 2008.

É que, mais à frente na notícia, pode ler-se que o excelentíssimo Mário Machado também acha que "há a propensão da raça negra para o crime". E ainda, a cereja no topo do bolo tendo em conta que está acusado de uns quantos crimes de agressão, diz que "Não há problemas que se resolvam com a violência". Bravo! Estou maravilhado.

Abril, águas mil

E... era preciso levar o ditado tão à letra?

Ideia cinematográfica

À semelhança de grandes clássicos, como Freddy vs. Jason ou Alien vs. Predator, em que personagens de filmes famosos se confrontam a ver quem ganha, acho que era importante que alguém fizesse um filme em que dois personagens míticos, o Big Mac e o Whopper, entram numa luta até à morte. Quem ganharia? De um lado o Whopper tem maior massa e portanto maior força. Por outro lado, o Big Mac tem o molho especial capaz de lançar um ataque químico no seu inimigo. No final tudo se resumia a um tiroteio de sementes de sésamo e quem tivesse mais sementes ganhava! Acham que um filme destes era capaz de chegar ao Fantasporto?

07 abril 2008

Lembram-se da Valentina?

A Valentina, a fulana que cantava o Ken Lee no Ídolos da Bulgária? Eh pá, o vídeo está lá para baixo, procurem-no que tenho mais que fazer.

Bom, este tipo deve ser o primo dela:



Se não conseguiram reconhecer a música (eu também não), o original é este:

Medos

A quantas perguntas consegues responder negativamente?

1. Tens medo de apanhar um taxi?
2. Mesmo que seja um Mercedes com 20 anos?
3. E se for às três da manhã?
4. No bairro alto?
5. Conduzido por um motorista russo?
6. Que não sabe o caminho (era para perto do Saldanha) e pede que lhe dês indicações?
7. E que depois diz que só está a trabalhar há 1 semana?
8. E mal fala português?
9. Que não faz piscas para mudar de faixa?
10. E passa dois sinais vermelhos em avenidas principais?
11. E nem sequer reparou?

Eu consigo responder pela negativa até à pergunta 6. Às perguntas 7 e 8 já não sei bem o que responder, às perguntas 9, 10 e 11 respondo que sim e felizmente a viagem acabou ali, porque à próxima manobra esquisita que ele fizesse acho que me mijava pelas pernas abaixo...

É que nem dá vontade!

Com fins de semana destes nem dá vontade de falar de futebol.

04 abril 2008

Can't touch this

Há coisas estranhas. Uma delas é o instrumento "tocado" neste vídeo. São 19 minutos que valem a pena.

Para perceber como raio funciona aquela coisa leiam o artigo na Wikipedia.

(obrigado Mariana)

03 abril 2008

Ken Lee

Depois de ver este vídeo tive um pesadelo: estava no meio de pessoas que falavam comigo numa língua que eu devia conhecer, mas não conseguia perceber o que diziam.



(gostava de agradecer à pessoa que me falou neste vídeo mas já foi há uns tempos e já não me lembro...)

01 abril 2008

Sugestão musical du jour

M-pex, alter ego de Marco Miranda, lançou agora o seu primeiro CD. De Música electrónica com... guitarra portuguesa. Muito bom, vale a pena ouvir. Além disso foi meu colega de curso e é, grosso modo, um gajo porreiro ;)

Podem ouvir algumas músicas no seu MySpace.

Se não podem ou não querem ouvir, leiam o que dizem dele no Expresso e na Time Out.

Chatos

Foram os piolhos púbicos assim baptizados por serem incomodativos como as pessoas chatas ou foram as pessoas aborrecidas chamadas chatas por chatearem como os chatos?

Será esta uma dúvida do mesmo estilo da pergunta da galinha e do ovo?

E será que alguém se importa?

Conspirações

Pacheco Pereira, auto do famosíssimo Abrupto, diz que Menezes tem de sair da liderança do PSD e que vai mesmo ter de ser à «bomba». A sorte dele é que o Presidente do PSD é Menezes, que não estrebucha muito. Pacheco Pereira pode dizer que esta frase... «bombástica» está em sentido figurado e fica o assunto arrumado. Agora, fosse Pacheco Pereira o presidente do PSD e bem podia Pacheco Pereira dizer que era só em sentido figurado que seria logo apelidado de conspirador contra a liberdade e pluralismo democrático. O que vale a Pacheco Pereira, é que só há um Pacheco Pereira.

(para os mais distraídos: há um ano, mais ou menos, o Abrupto teve uns problemas; por alguma razão estranha um outro utilizador do blogger conseguiu registar um blog no mesmo endereço do Abrupto; por causa disso, sempre que o segundo autor publicava um post o Abrupto desaparecia e era substituido por este novo blog. Quando Pacheco Pereira publicava um post a situação era reposta. Mas acham que as explicações serviram a Pacheco Pereira? Claro que não! Durante um mês e tal só se ouviu falar no "rapto" do Abrupto, que Pacheco Pereira tinha sido vítima de um ataque concertado com a intenção de o fazer calar, que era o fim da liberdade de expressão, da democracia e de mais umas duas ou três coisas que agora não me lembra)

Madrugar

Hoje levantei-me às 6:30 da manhã. E fiz um belo pequeno almoço que até incluiu sumo de laranja acabado de fazer (belo espremedor de citrinos que o meu mano me deu há uns anos pelo Natal). Devo dizer que acordar assim tão cedo é doloroso e desagradável. Não tenciono repetir a brincadeira.


PS: isto é verdade. Hoje é dia 1 de Abril, por isso não minto. O dia 1 de Abril é um dia reservado aos amadores e acho que é incorrecto da minha parte usurpar-lhes esse dia. Eu tenho os outros 364 dias (este ano são 365) para pregar petas.

31 março 2008

Hora de Inverno, hora de Verão

A hora mudou. Eu não gosto de mudanças de hora, deixam-me sempre um bocado chateado porque nunca sei a quantas ando. Numa de brincadeira quis pôr um post no blog com data de 30 de Março à 1:00 da manhã. O blogger não deixa. É que, por causa da mudança da hora, não existiu 1 da manhã de 30 de Março. Das 0:59:59 passámos para a 2:00:00. Raios, o blogger estragou-me a piada.

Ironias do destino

O grande paladino contra a pirataria, que dá pelo nome de Microsoft, usa (ou usou, ou contratou alguém que usa) uma versão pirateada de um programa de edição de som na criação de alguns ficheiros Wav que vêm incluídos com o Windows Media Player.

A história é muito, muito antiga, mas só hoje soube dela (obrigado Pedro). Pelo que percebi, não houve nenhum desenvolvimento posterior. Mas ao fim de mais de ano e meio deste este artigo (e outros similares), os ficheiros continuam a ser os mesmos.

Verificação: abrir a pasta C:\WINDOWS\Help\Tours\WindowsMediaPlayer\Audio\Wav. Abrir um dos 9 ficheiros Wav que se encontra nessa pasta com o Notepad (sim, é estranho abrir um ficheiro de audio com um editor de texto). Aparecem muitos caracteres esquisitos mas no fim, mesmo no fim do ficheiro, encontramos
"LISTB INFOICRD 2000-04-06 IENG Deepz0ne ISFT Sound Forge 4.5 "
Sound Forge 4.5 é o nome do programa usado para criar o ficheiro; até aqui, nada de estranho. Estranho é o facto de DeepzOne ser o nome do gajo que fez a versão crackada do programa.

Irónico, não?

And now, for something completely different



(obrigado Bruno)

28 março 2008

Grande escândalo!

O Primeiro-Ministro queria dizer 0,1% do PIB e disse 1%do PIB. Tou horrorizado. Depois de termos o Guterres a não saber quanto vale 6% do PIB agora temos o Sócrates a baralhar-se com as contas ao produto interno bruto.

É sina dos Governos PS, ou é do calor da discussão?

Dias úteis e dias inúteis

Lembram-se de 2004? Esse ano malvado em que perdemos duas vezes com os gregos? Além disso 2004 é recordado por outra má razão: foi o ano com mais dias úteis de que há memória: o 25 de Abril calhou a um domingo, o 1 de Maio foi no sábado, o 10 de Junho calhou em cima da quinta-feira do Corpo de Deus, o 13 de Junho foi domingo, o 15 de Agosto foi domingo e, para completar o ramalhete, o dia de Natal calhou no sábado e o de ano novo também (para mim o dia 1 de Janeiro é o último feriado do ano velho e não o primeiro do ano novo; o ano começa na prática a dia 2).

Safaram-se os fins de semana prolongados do 5 de Outubro (terça feira) e 1 de Novembro (segunda), porque ainda por cima aqueles dois feriados maravilhosos de Dezembro (1 e 8) foram logo calhar à quarta-feira, que não dá jeito nenhum a ninguém. Ao todo, sem contar com os feriados que calham obrigatoriamente em dias úteis só tivémos 4 feriados em dias úteis.

Por outro lado, 2008 é um ano em cheio: há pontes e fins de semana prolongados para todos os gostos (e além disso, até agora só perdemos 1 vez com os gregos).
Sem contar com o Carnaval e a Páscoa, temos:
25 de Abril numa sexta;
1 de Maio numa quinta;
22 de Maio: Quinta-feira de Corpo de Deus;
10 de Junho à terça, seguido do 13 de Junho na sexta (bela semana!);
15 de Agosto à sexta;
1 e 8 de Dezembro à segunda;
Natal à quinta (tira-se o 26, junta-se com a véspera de Natal e dá 5 dias)
Ano Novo à quinta também.

Só ficam a destoar o 5 de Outubro e o 1 de Novembro, que calham a um domingo e a um sábado respectivamente. Ao todo 10 fins de semana prolongados e pontes!!!

Isto é que são dias úteis: feriados à segunda, terça, quinta e sexta!

Gozem todas as pontes que puderem em 2008, porque em 2009 e 2010 a coisa vai piorar outra vez (2010 vai ser como 2004).


PS: para mim o 13 de Junho é feriado e conta como um feriado como os outros. Se no vosso concelho o 13 de Junho não é feriado é azar vosso. Dou-vos um conselho: mudem o feriado do vosso concelho ou mudem de concelho (este parágrafo foi só para usar as palavras conselho e concelho de seguida, para mostrar a minha mestria nesta coisa da ortografia).

26 março 2008

Urgência

O que está a fazer um carro celular, em marcha de urgência, em plena hora de ponta a circular em contra-mão na Avenida da Liberdade???

Tá bem que se assinalam marcha de urgência se calhar estão com pressa, mas é preciso fazer uma das avenidas principais de Lisboa em sentido contrário em plena hora de ponta? Valerá a pena o risco? Afinal, o mais certo é transportarem um gajo que vai ser condenado a uns 6 ou 7 anos de cadeia, não é por mais um quarto de hora que alguém se importa...

(obrigado pela história Nuno)

Maus filmes

Hoje há bola. Portugal-Grécia. Sinceramente não tenho muita vontade de ver. Já vi duas vezes e não gostei de nenhuma delas. Ver o jogo seria como ver um mau filme pela terceira vez. À primeira um gajo vê porque não sabe, à segunda vê porque tá a dar na televisão e alguém não viu e insiste em ver, mas à terceira já não há paciência.

Lotaria

Há uma frase, não sei de quem, que diz que o jogo é um imposto para as pessoas que não sabem matemática.

E não é preciso ser-se muito esperto para perceber que o jogo não pode compensar, senão ninguém o promovia. Uma parte das receitas do jogo serve para pagar prémios e outra parte é lucro para a entidade promotora. Estatisticamente a casa fica sempre a ganhar, estatisticamente o jogador fica sempre a perder. Sempre? Bom, nem sempre. É que, por vezes, o jogo compensa, estatisticamente.

Nota para quem não percebe matemática: compensar estatisticamente quer dizer que multiplicando o valor do prémio pela probabilidade de o conseguir obtemos um valor que é superior ao custo de uma aposta.

Nota para quem percebe matemática: é preciso somar os vários produtos Prémio x probabilidade, mas para o meu objectivo posso ignorar os prémios secundários. Também vou ignorar a possibilidade de ter de repartir o prémio, o que já é uma aproximação um bocado duvidosa. Não nos chateemos por aí.

Ou seja:
- Esta semana o Euro-milhões dá um prémio de 15 milhões de euros. Cada aposta vale 2 euros e a probabilidade de ganhar é de aproximadamente 1 em 73 milhões. 2*73 milhões = 146 milhões o que quer dizer que o Euro-milhões só compensa quando há aqueles jackpots monstruosos. Com um prémio de 15 milhões o concurso desta semana é claramente desvantajoso (a situação fica um pouco melhor quando consideramos os restantes prémios, mas mesmo assim o valor esperado por aposta é de menos de 1 euro, metade do que se apostou!)
- O totoloto por outro lado tem um jackpot de 3 milhões de euros! Como cada aposta custa 40 cêntimos e a probabilidade de ganhar é de 1 em aproximadamente 13 milhões, obtemos 0,40*13 milhões = 5,2 milhões de euros. O prémio desta semana ainda é inferior a isto, mas já está muito mais próximo (se somarmos os restantes prémios todos é capaz de chegar perto dos 80 cêntimos de retorno por euro apostado). Já é um jogo muito mais justo. Mais uma ou duas semanas sem sair a ninguém e é bem capaz de chegar ao ponto em que é vantajoso, estatisticamente, jogar.

Nota para quem acha que o meu raciocínio está viciado: o jogo continua a compensar para a casa. Acontece que estão acumuladas receitas por distribuir, à custa dos apostadores das semanas anteriores. É por essa razão que é possível numa semana que o s prémios compensem o risco. Semana após semana acumula-se dinheiro que altera o valor esperado das apostas no final.

Nota para quem ainda não ficou convencido: vejam o paradoxo das 3 portas (que não é paradoxo nenhum, mas é contra-intuitivo).

Nota para quem nem sequer ficou convencido com o paradoxo das 3 portas: façam a experiência: uma simulação por computador ou usem um dado para sortear a porta premiada e peçam a um colega para fazer de concorrente. Se os resultados da experiência não baterem certo com a vossa intuição, o problema é da vossa intuição, não é da experiência.

Gasosa

A gasolina tá cara. E o gasóleo também. Até há bem pouco tempo isso não me incomodava, como quem pagava o combustível era a empresa eu nem dava por ela. Mas agora... bom, agora a coisa é ligeiramente diferente.

Por isso, informações como as que se encontram neste site são preciosas. E permitem respostas à questão "onde devo atestar?" que não incluam incursões por Espanha.

(obrigado Jorge)

25 março 2008

7 diferenças

Bom, não são 7, é só uma mesmo.

Com a TMN, por causa de um problema de facturação, demorei 6 meses a reaver o dinheiro cobrado em excesso o que só consegui após recurso ao centro de arbitragem de conflitos de consumo.

Com a Vodafone, recebi um sms há uns dias a dizer que me vão creditar uma determinada quantia por causa de um débito indevido. Débito indevido esse de que eu nem sequer tinha dado conta.

Eficácia é: resolver problemas ainda antes de o cliente se aperceber deles! ;)

24 março 2008

Guerra de audiências

O Público resolveu incluir trackbacks nas notícias do publico.pt. Ou seja, se eu linko o Público, o Público linka-me a mim.

Agora é que vai ser, começa a guerra às audiências: linka-se o Público (coisa que até se faz de vez em quando mas começa a fazer-se mais), ganham-se links de borla, os links trazem visitantes e sobe-se a média do sitemeter! A vida é bela...

O link obrigatório

É penaaaaaaaalty!!!

Há duas formas de gritar "penalty" num estádio. Um penalty a nosso favor é saudado com um "PENAAAAAALTYYYYYY" com uma sonoridade parecida à de "GOOOOOOOOOOOOLOOOOO". Por outro lado, quando o penalty é contra nós grita-se "PENAALTY?!" (notem que as vogais duram muito menos tempo) com um ar de indignação como se acabássemos de ser invadidos por uma potência estrangeira, frequentemente seguido de um sonoro "filhodapuuuuuuuutaaaaaaa" vociferado para o árbitro ou fiscal de linha que assinalou a infracção ou então um "fodassssssssssse", olhando para o marcador e fazendo contas ao tempo que ainda falta caso o adversário o converta.

Mas esta regra não é absoluta: se o espectador seja adepto do Sporting em ambos os casos a reacção ao penalty é a segunda. Já se sabe que, independentemente de quem for chamado a tentar marcar a grande penalidade, o remate vai sair frouxo e à figura, bate no poste ou passa por cima da barra, por isso um penalty a favor do Sporting é mais ou menos como um remate que passa longe da baliza: mais um lance de perigo que se perde e a bola fica na posse do adversário.

Esta época já só falta um jogador do Sporting escorregar mesmo antes de chutar a bola e estatelar-se de costas no chão perante a gargalhada do estádio inteiro. Mas ainda faltam 7 jornadas para o fim do campeonato, mais as meias finais da Taça (e, longe vá o agoiro, a final da Taça) por isso ainda há esperança.

No sábado o Sporting nem falhou penalties durante o jogo mas é mesmo para isso que servem os empates: para dar 5 hipóteses de ver os jogadores do Sporting a falhar de seguida. Afinal, um penalty é quase golo: 9 em cada dez vezes marca-se. E falhar 3 penalties numa série de 5 é coisa que acontece uma vez num milhão. Mas como diz uma frase mais ou menos célebre que li há uns tempos, "uma vez num milhão é algo que acontece nove em cada dez vezes".



Nota para os mais distraidos: no sábado o Sporting perdeu a final da Taça da Liga contra o Vitória de Setúbal; empataram nos 90 minutos e nos penalties o Setúbal ganhou 3-2. O Setúbal falhou 2 e o Sporting falhou 3. Somam-se aos já nem sei quantos penalties falhados esta época (qualquer coisa como 8 ou 9!!!).

Manuais de instruções

Tou a ler o manual de instruções do meu carro (devo ser a única pessoa no mundo que lê manuais de instruções, mas já que tiveram o trabalho de o escrever acho que é o mínimo lê-lo). Como é habitual a qualidade dos textos é asquerosa. Desconfio que as marcas de automóveis traduzem os manuais com ferramentas de tradução automática.

A páginas tantas dou com a seguinte frase: "Ao transportar objectos volumosos, não conduza com a bagageira aberta ou entreaberta, por causa do risco da entrada de gases de escape tóxicos no habitáculo". Ah, é por isso? Um gajo leva um sofá na bagageira e não deve conduzir com a porta aberta por causa dos gases de escape! E eu a pensar que era pelo risco de queda de objectos para cima dos outros carros... afinal é só uma precaução contra o monóxido de carbono!!!

Boas intenções

No outro dia deram-me um folheto sobre a fadiga ao volante. Foi nas portagens. O papelito dava conselhos úteis, como os sinais de cansaço a que devemos prestar atenção, alertava para a necessidade de descansar, etc.

Mas se o objectivo é alertar os condutores para a importância de repousar durante uma viagem porque é que entregam o folheto à saída da auto-estrada em vez de ser na entrada? Eu bem sei que na entrada das auto-estradas só temos a máquina para tirar o ticket, que só há operadores humanos nas saídas, mas quando chego a Alverca depois de uma viagem os conselhos sobre a necessidade de descansar já não vão muito a tempo, não é? Afinal faltam-me só 15 km para chegar a Lisboa e já não há mais áreas de serviço.

Digo eu, que disto não percebo muito, que mais valia entregar os tais folhetos em cada área de serviço, fosse na caixa da bomba de gasolina, nas lojas ou no bar. A meio da viagem e portanto bem a tempo de aconselhar alguém de forma útil.

Em vez disso fiquei com mais uma folha de papel para reciclar.

21 março 2008

Educação

Em virtude dos acontecimentos que recentemente vieram a lume, com a divulgação de um vídeo amador que mostra um caso de agressão a um professor, o Ministério da Educação já reagiu.

Assim, e a partir do próximo ano lectivo, além da formação contínua sobre a utilização das tecnologias de informação ou quadros interactivos os professores vão passar a poder assistir a acções de formação sobre defesa pessoal, pugilismo e karate.

Aviso

Começa hoje a Primavera. Por isso não estranhem se virem pessoas, das mais novas às mais velhas, a comportarem-se como se tivessem as hormonas aos saltos. Provavelmente têm.

20 março 2008

350 km, 3/8 de depósito

Até ver tou contente com os consumos do carrito. Hoje fui dar uma "voltinha" de 300 km e o ponteiro desceu até meio caminho entre o meio depósito e os três quartos. Claro que ainda estou a fazer a rodagem e por isso ando devagarinho; esta média vergonhosa (uns míseros... ora, 3 vezes 9 vinte sete, noves-fora-nada... 4 litros aos 100 ou 4,5) não se deve manter muito tempo. Mas mesmo assim é animador!

De caminho, já passei uma série de marcos que são históricos na vida de qualquer automóvel:

1. Primeira chuva: foi logo que o fui buscar, chovia; tão novo e já está todo cheio de pó, parece que tem p'ra cima de 15 dias!!!

2. Primeira vez que o deixei ir abaixo: uns 15 minutos depois de ter pegado nele pela primeira vez, ao terceiro semáforo (o primeiro que era a subir). Depois disso já aconteceu mais uma meia dúzia de vezes (oh pá, o motor é mesmo pequenino, é preciso dar-lhe uma aceleradelazita, mas... tenho pena dele, tadinho!!!)

3. Primeira lomba: foi ontem à noite. Até me vieram as lágrimas aos olhos.

4. Primeira cagadela de pássado: esta noite; quando peguei no carro de manhã tinha lá uma poia de passaroco no vidro do condutor. A sorte do pássaro é que não estava por perto que tinha-o cortado às postas e alimentava a ninhada dele com os restos mortais do progenitor (sim, eu sei, às vezes dou uns toques nisso do sadismo; aprendi com o Hannibal Lecter)

5. Primeiro buraco: ontem à noite. Ainda doeu mais que a primeira lomba.

6. Primeiro carro que vejo com matrícula mais recente que a minha: hoje de manhã. Mesma marca, mesmo modelo, cor mais ranhosa (era prateado) e matrícula uns 1800 números mais à frente. Mesmo assim foi melhor que o anterior: fui buscá-lo num dia à tarde, chego ao escritório e já lá estava estacionado outro com matrícula mais recente! E agora a chegar a casa passei por outro que também é mais novo que o meu. Mas, que eu saiba, ainda tenho o carro mais recente aqui da rua.

7. Primeiro troço de estrada que me arrependi de fazer: hoje de manhã, fui pela nacional 1 e aquilo entre Aveiras e Rio Maior está uma vergonha. O piso é de cimento que com o tempo fracturou; há uns anos fizeram obras, mas em vez de substituir o piso limitaram-se a injectar alcatrão líquido para as fendas. Já está tudo partido outra vez e em vez de reparar o piso puseram uns sinais a dizer "Piso em mau estado" a cada 1 ou 2 km.

8. Primeira buzinadela: hoje de tarde; alguém que não podia mesmo estacionar 100 metros à frente (onde havia lugares disponíveis) tava a bloquear-me. Apeteceu-me fazer-lhe o que merecia o pássaro que me cagou o vidro

9. Primeiro esquecimento da antena: foi agora. Acabei de me lembrar que deixei a antena no sítio. A ver se amanhã ainda tenho antena. Ao contrário do carro anterior, se não tiver a antena não consigo ouvir a Radio Capital na maior parte dos sítios; com o outro carro não precisava de antena, ouviam-se bem quase todas as rádios, pelo menos em Lisboa.

10. Primeiro pontapé no pneu: também foi há bocado, estava a fumar um cigarro (por enquanto institui a regra de não fumar dentro do carro; pelo menos até apanhar o primeiro engarrafamento) ao lado do carro e aproveitei para dar um biqueiro ao pneu da frente. (isto do pontapé no pneu é uma coisa que só os homens entendem; para dar a ideia que sabem do que estão a falar quando falam de carros uns com os outros, dão um pontapé ligeiro no pneu, como que a verificar a pressão; claro que não interessa para nada porque não se consegue distinguir 1,5 de 1,8 ou de 2,0 atm à biqueirada, mas dá um ar de expert; é como espreitar para dentro do capot quando algo corre mal com o carro; não sabem do que estão à procura, mas procuram para parecer que sabem o que se passa e só ao fim de 2 minutos a olhar para as entranhas da viatura é que ligam para a assistência em viagem, geralmente após manifestações de irritação da companheira de viagem)

E pronto, é o top 10 das efemérides do popó novo.

19 março 2008

Cabeçalhos

Acabadinho de regressar a casa após a aquisição desse omnipresente símbolo do capitalismo que é a viatura própria, passo os olhos pelas gordas no site do Público.

Um título chamou-me a atenção: «"Êxito que está a ser vivido no Iraque é inegável", diz Bush». Um pouco mais abaixo, as notícias relacionadas têm os seguintes títulos: « Quase um quinto dos iraquianos é refugiado ou está deslocado», «150 ou 600 mil? Quantos iraquianos morreram?» e «A segunda guerra mais cara de sempre para os americanos».

Imagino que os 20% de refugiados, os familiares das 150 a 600 mil vítimas e os "tax-payers" americanos consigam negar esse sucesso sem grandes dificuldades, por isso interrogo-me qual terá sido a amostra usada no estudo de opinião que permite concluir a inegabilidade desse êxito.

Atestar custa

'da-se!!! 1,35 por litro de gasóleo??? Dói, han? Antes tinha carro da empresa, tava-me a borrifar para o preço que não era eu que pagava, mas agora largar 48 euros por 30 e poucos litros provoca dores na alma. Ó leitores deste blog que possuem viatura própria: entre Repsol, BP e Galp, qual tem o gasóleo mais barato?

A propósito: já comprei o carro. Estive até agora à espera do certificado provisório de seguro e essas trapalhadas todas. É cinzento, funciona a gasóil e tem entrada para leitor de mp3. O resto das informações acho que é secundária.

18 março 2008

A Anna

A Anna é uma fulana engraçada. Cruzei-me com ela no outro dia, fomos apresentados por outra Ana.

A Anna, a tal que eu conheci no outro dia, trabalha no IKEA. Não vale a pena irem à loja, podem encontrá-la no site do IKEA (canto superior direito)

Um exemplo de diálogo que mantive com a Anna:

Eu: Olá!
Ela: Olá, tudo bem? Tem alguma questão sobre a IKEA? Como posso ajudar?
Eu: Não, sinto-me abatido.
Ela: Sinto muito! Talvez umas compras na IKEA fossem um bom remédio! Porque não dá uma vista de olhos na página das novidades?
Eu: És muito prestável
Ela: Obrigada, é sempre bom ouvir elogios! Vamos falar sobre a IKEA!
Eu: E gira! És gira.
Ela: Muito obrigada pelo elogio! Falemos agora da IKEA!
Eu: Tens namorado?
Ela: Dedico-me exclusivamente a responder a perguntas sobre a IKEA e por isso não tenho tempo para procurar namorado. Pergunte-me algo sobre a IKEA.
Eu: Ah é? Onde vives?
Ela: Estou na Internet! Vivo na página da IKEA.
Eu: Vamos pinar?
Ela: Suponho que já se terá apercebido que eu sou um robô e não posso fazer nada disso. Mas posso falar consigo sobre a IKEA, por exemplo.
Eu: Vamos pinar!
Ela: De certeza que será muito divertido, mas eu apenas estou preparada para responder a questões sobre a IKEA.
Eu: Feia!
Ela: Sou uma assistente virtual, não tenho sentimentos nem reajo a insultos. No entanto, estou disponível para responder a questões sobre a IKEA.
Eu: Mostra-me as mamas!
Ela: Os meus criadores não me permitem mostrar o meu corpo.
Eu: Estúpida!
Ela: Não entendo porque está a usar essa linguagem comigo. Podemos continuar a falar da IKEA, por favor?
Eu: Vou-me embora.
Ela: Muito bem! Quer saber mais alguma coisa sobre a IKEA?
Eu: Não. Vai à merda!
Ela: Por favor, faça questões relacionadas sobre a loja e não se zangue comigo.

(é isto o que acontece quando se dá tempo livre aos informáticos...)

17 março 2008

Zon

Quem é Zon está On.

É este o fabuloso slogan da Zon Multimédia, anteriormente conhecida como PT Multimédia. Tá bem que quando se muda o nome e a identidade é preciso fazer campanhas maciças para que a nova imagem seja assimilada pelo público, mas... Quem é Zon está On? Quem é que inventou esta merda de slogan? Ao menos venham a público dizer que não pagaram pelo slogan, que foi de borla e que a cavalo dado não se olha o dente.

Já agora, deixo-vos umas sugestões de novos slogans para a Zon multimédia, que podem usar no futuro e nem sequer têm de pagar nenhuma fee criativa (mandem-me só um mail a avisar, faxavor). Só é preciso mudarem outra vez o nome da empresa (mas também Zon não é grande nome...):
- Zin: Quem tem Zin está In
- Zout: Se não tens Zout estás Out
- Zoff: Mete Zoff para não ficares Off
E esta, ao melhor estilo da agência publicitária de Chelas:
- Zalho: Instala esta m"#$% ou então vai p'ó ca#$%*&

Mas se fizerem questão em manter o nome de Zon, que tal:
- Zon: A net do Camón
- Zon: Uma velocidade do colhón
- Zon: A net a bombar que é uma curtiçón
- Zon: TV, net e telefón

13 março 2008

Smart choice

Se hoje virem um daqueles Smarts todos pintados com publicidade dêem-lhe uma buzinadela. Se calhar sou eu. Aluguei um Smart por um dia, que já estou farto de transportes públicos. Pelo menos até ter carro próprio, sempre que precisar de me deslocar para fora do centro da cidade alugo um Smart e tá a andar.

Coisas a lembrar quando se conduz um Smart:

1. O carro não tem embraiagem, por isso o pé esquerdo fica muito sossegado em posição de descanso. É de evitar carregar na embraiagem que não existe porque o mais certo é embraiar o travão que existe e bate-se com a testa no pára-brisas. Já me aconteceu, da primeira vez que conduzi um carro de caixa automática.

2. A caixa é sequencial mas lenta como o raio. Nada de picanços nos semáforos, a não ser com outros Smarts.

3. Em qualquer sítio onde caiba um carro atravessado cabe o Smart ao comprido. Estacionei-o à porta de casa em meio lugar de estacionamento, que é logo para começar a meter nojo.

Das duas, uma

Uma acessora da campanha de Hillary Clinton demitiu-se depois de dizer que Obama só chegou tão longe na campanha por ser negro. E ainda acusou a comunicação social de o ajudar por serem machistas.

Bom, podíamos dizer também que Hillary Clinton só chegou tão longe por ser mulher e que a comunicação social estáa levá-la ao colo por ser racista.

12 março 2008

Nacionalismos

Os nacionalistas existem. É um daqueles factos da vida. Existem os nacionalistas, tal como existem as micoses e os aumentos de impostos. Não estou aqui a querer comparar os nacionalistas a micoses ou a aumentos de impostos, foi só para dar um exemplo de coisas que existem. Também existem arco-íris, só que não me lembrei de escrever que os nacionalistas existem tal como existem os arco-íris.

Existem e andam aí. Há grupos organizados de nacionalistas e tudo. Alguns até raparam o cabelo todo, não sei se será por questões de higiene ou coisa assim. Pelo que li não sei onde na segunda guerra mundial rapava-se o cabelo todo aos prisioneiros dos campos de concentração para evitar os piolhos. Também não estou a tentar com isto dizer que os nacionalistas têm piolhos ou que deixam de os ter, ou a compará-los com os prisioneiros dos campos de concentração até porque acho que eles não gostam.

E alguns grupos de nacionalistas gostam de usar a sua liberdade de expressão escrevendo grafitis em paredes. Não tenho nada contra a liberdade de expressão, mas preferia que usassem, por exemplo, folhetos que se podem mandar fora, em vez de pintar paredes que aquilo até é chato de limpar. Também neste caso, e para que fique bem claro, não estou a dizer que deitaria os panfletos dos nacionalistas todos fora ou de qualquer outra forma a comparar a sua literatura com lixo. É só para fazer o paralelo com as paredes, que não dá jeito deitar fora.

Outra característica que é comum encontrar entre os nacionalistas é um orgulho exacerbado na pátria. Têm orgulho de Portugal, da história de Portugal, do povo português, da língua de Portugal, da bandeira de Portugal, do hino de Portugal. Também com este parágrafo não estou a querer insultar de algum modo o meu país ou os seus símbolos nem de algum modo a criticar o orgulho que se pode sentir em ser português. Sou português, gosto de Portugal, gosto da língua que falo, não queria ser de outra nacionalidade, identifico-me com a bandeira e até sei a letra do hino toda.

Mas hoje vi um grafiti que dizia "brazileiros fora de Portugal", que eu presumo tenha sido feito por algum nacionalista. Mas se não foi, desde já peço desculpa pela minha assumpção que denota algum preconceito contra nacionalistas. Eh pá, não me levem a mal os nacionalistas que eventualmente leiam o Ó Faxavor, que não tou aqui para ofender ninguém, mas não podiam ao menos escrever "brasileiros fora de Portugal"? É que em português, seja em português de Portugal ou em português do Brasil, escreve-se Brasil e não Brazil e como consequência, escreve-se brasileiro e não brazileiro.

É que acho que fica um bocado mal, num grafiti nacionalista, mandar uma barda deste gabarito. Suscitam a risota alheia (os brasileiros que lerem aquilo são capazes de achar piada) e ninguém os leva a sério.

Um destes dias arranjo um spray de tinta preta e vou lá corrigir o grafiti.

Nota: Não vale a pena corrigir as bardas deste post. Eu sei que mando bardas em português, algumas intencionais, outras não. Só acho incoerente mandar bardas em português quando se sente tão superlativo orgulho na pátria ao ponto de a querer preservar só para aqueles que são parecidos consigo, segundo uns quaisquer critérios de nacionalidade de difícil justificação (sobretudo se considerarmos que, por exemplo, os brasileiros são todos descendentes de portugueses e portanto também são portugueses num certo sentido).

Nota para nacionalistas irados que tenham aqui caído de pára-quedas sabe-se lá porquê: não estou interessado em discutir idiologias nacionalistas nem em entrar em argumentações sobre questões relacionadas com fronteiras, vistos de residência e trabalho, emprego ou a falta dele, herança genética, diferenças biológicas ou de outro tipo entre as várias etnias, etc. Se se sentirem ofendidos pelo teor deste post basta um comentário a dizer "Olá, eu sou o (escrever nome), sou nacionalista e fiquei ofendido". Se quiserem até podem assinar como anónimos que eu não me chateio.

11 março 2008

Desta não caio!!!

Quando o Fernando Santos veio para o Benfica eu fiquei um nadita preocupado. Estava todo contente porque uns dias antes a imprensa andava a falar em Carlos Queirós, notícia prontamente negada pelo Benfica e pelo próprio. E eu pensei "Bom, se eles se despacharam tanto a desmentir, então deve ser verdade". Acreditei que Fernando Santos era só um nome atirado ao acaso para despistar enquanto o Benfica negociava com aquele que viria a ser o seu novo treinador, Carlos Queirós. E eu tremia de expectativa, antecipando tempos gloriosos. Mas isto não se confirmou e foi mesmo o Fernando Santos que foi contratado.

Agora que Camacho saiu a imprensa já fala, novamente, em Carlos Queirós. Mas desta vez não caio na esparrela, que bem sei que me andam a enganar. Entre os nomes apontados hoje no Público houve um que me vez tremer, mas não pelas melhores razões. Foi um tremer apavorado só de pensar nisso. E esse nome é... Peseiro.

Pois é, caros benfiquistas que me lêem, temo que seja mesmo este senhor o nosso próximo treinador. Adeptos dos outros clubes, podem começar já a fazer pouco. Contra factos não há argumentos e com Peseiro a treinar a equipa vou começar a sair de casa com a cara coberta, por vergonha.

Bonificações

Uma pessoa faz um seguro automóvel. E à medida que o tempo passa, desde que não tenha acidentes, vai acumulando bonificações. Já no seguro de vida a situação é ao contrário: quanto mais tempo passa sem morrer, maior o risco de isso vir a acontecer. Por isso, em vez de bonificações há agravamentos.

Invenções que fazem falta

Há inúmeras coisas que já deviam ter sido inventadas há que tempos e ainda não foram. Já aqui falei de algumas delas, mas sinceramente nem me lembro quando, e ontem lembrei-me de outra, de vital importância para a nossa sociedade, à espera da primeira mente capaz de o fazer. Falo, como já devem ter percebido, da mesa de jantar sem pernas, que resolva de uma vez por todas o problema de haver zonas da mesa de jantar onde não dá jeito que as pessoas se sentem. Não me interessa como o fazem. Seja uma mesa suspensa por cabos de aço, seja uma mesa que levite magneticamente, seja uma mesa que se sustém a flutuar por conseguir ser mais leve que o ar, não interessa bem como o fazem, mas façam-no. A humanidade necessita urgentemente que as pessoas não tenham de ficar sentadas desconfortavelmente por causa das pernas da mesa de jantar.

10 março 2008

Sexualidade saudável

A melhor forma de ter uma vida sexual saudável e satisfatória é através da abstinência. Claro que não é bem isto que é defendido por algumas religiões, mas percebe-se a confusão...

Han?

Há coisa que não dá para explicar.

Nomeadamente, o que passou pela cabeça de quem legendou esta canção, com uma tradução fonética para inglês.



(obrigado Ana Rita)

Lógica infalível

Ela: tens um pelo branco na barba.
Eu: pois, é o que tu me fazes.
Ela: sim, tá bem.
Eu: a sério! Fazes-me envelhecer.
Ela: ...
Eu: Que idade é que eu tinha quando me conheceste?
Ela: 28.
Eu: E que idade tenho agora?
Ela: 31.
Eu: Lá está!

(é com truques destes que ainda vou ganhando algumas discussões cá por casa)

Cam(bal)acho

Bazou. Deu de frosques. Pirou-se.

Por um lado, agora que a merda já estava feita, mais valia ficar e fazer melhor para o ano que vem. Por outro lado, dá dó ver a equipa jogar assim.

A única coisa que continua a alegrar os meus fins de semana são os resultados do Sporting (estão tão mal que em sinal de respeito escrevo o nome do clube correctamente). Hoje até vou ver o jogo do Belenenses, na esperança que os lagartos caiam para sexto (o Belenenses está só dois pontos atrás). Se isso acontecesse era algo único: perder 3 posições no campeonato em três jornadas: eram terceiros à jornada 19, quartos à jornada 20, quintos à jornada 21 e arriscam-se a passar para sextos à jornada 22. E ainda não despediram nenhum treinador esta época! A coisa tá bonita, lá isso está.

07 março 2008

Injustiças

Ainda bem que ontem não pude ver o jogo. Ainda bem, que só me tinha enervado. Parece que não jogámos um peido e ver o Cardozo ser expulso aos 8 minutos não é uma boa maneira de começar a eliminatória. Só perder 2-1 até foi o mal menor.

Na verdade só não pude ver a primeira parte. Se quisesse podia ter visto a segunda, pelo menos a partir dos 20 minutos, mais ou menos. Até tentei, mas só consegui resistir durante 5 minutos. Depois achei que empregava melhor o meu tempo a ver Dexter. E não me enganei.

PS: a brincar, a brincar, e apesar de estarem apenas em quinto lugar, os lagartos são o único clube português que ainda está em todas as frentes. Bom, no campeonato só lutam por um lugar de acesso à Champions e não pelo título, mas mesmo assim continuam na luta. Vamos a ver se não lhes acontece o mesmo que em 2004, em que conseguiram em apenas 1 semana perder o campeonato, a taça de Portugal e a Taça UEFA.

Roda viva

Isto de estar desempregado dá muito trabalho! Tenho passado os dias a correr de um lado para o outro, sem tempo para quase nada... raios, preciso mesmo de um carro. Só em transportes desperdiço umas boas duas horas diárias...

05 março 2008

Rapidinha

Só uma coisinha, muito rápida, antes de ir dormir.

Instalei o Google Desktop, aquela coisa jeitosa que dá para pôr tralha na barra lateral do ecrã assim com coisas úteis e outras que nem tanto. Mas como tenho 22" de desktop para esbanjar, tenho espaço de sobra.

Uma das tralhas que acrescentei foi o estado do tempo. É um bonequinho pequenino, que me diz que agora está sol (confirmo) que a temperatura actual é de 15ºC, a mínima é de 12ºC e a máxima é de... 13ºC. Vá-se lá confiar nestas merdas para decidir se se leva casaco ou não...

Vantagens/Desvantagens

Tou com sono, não me apetece fazer nada. Se ainda estivesse a trabalhar, provavelmente ia passear na net, de página em página, eventualmente iria encontrar algo digno de nota e escrevia um post sobre o assunto. Como já não estou a trabalhar, vou dormir a sesta! Benesses do desemprego!

04 março 2008

Aviso

Tá vento. Muito vento. Deve estar a chegar uma tempestade. Avisam-se todos os proprietários de sítios que têm o mau hábito de parecer a Atlântida quando chove o favor de começarem já os trabalhos de remoção de coisas que se estraguem com a água. Pelo sim, pelo não...

Target

Ao pé de minha casa há carros estacionados. Bom, dizer que há carros estacionados é um eufemismo. Há muitos carros estacionados. Há carros para todos os gostos: carros pequenos e carros grandes, carros caros e carros baratos, carros velhos e carros novos. Há carros de todas as marcas, de todas as cores. Acho que já deu para perceber a ideia.

E hoje quando estava a chegar a casa reparei que muitos carros, quase todos por sinal, tinham um papelito preso ao limpa-vidros. Ao limpa-vidros traseiro por sinal. O papelito dizia "compro carros a partir de 10 anos". E depois tinha o número de telemóvel para onde ligar caso o proprietário do carro estivesse interessado em vender. E aqui reside a questão. Para já, os papéis estavam presos ao limpa-vidros traseiro, onde não são tão notados como no limpa-vidros da frente. Mas além disso, o pormenor que me fascinou, foi o facto de os papéis estarem colocados, todos sem excepção, em carros novos. Carros com 6 meses, carros com 1 ano, carros com dois anos, 3 anos no máximo. E olhem que havia muitos carros velhos por onde escolher! Mas nenhum desses tinha o dito papel preso ao limpa-vidros traseiro. Nem ao dianteiro, que eu fui dar a volta ao carro a espreitar.

Porque haverá um negociante de carros velhos anunciar-se apenas em carros novos? Será um investimento para o futuro? Contará ele que os proprietários irão guardar o papel durante anos a fio até terem vontade ou necessidade de vender o seu carro, na altura já um chaço, e o contactem? Não seria mais eficaz limitar a sua publicidade a carros com uma idade próxima dos tais 10 anos que o senhor anuncia como idade mínima? Pelos vistos o senhor em questão acha que a melhor forma de promover um negócio de compra de carros velhos é fazer-se anunciar junto de proprietários de carros novos.

Vá-se lá perceber...

Diferenças

Entre andar de carro e andar de transportes há muita coisa que é diferente. A começar pelo meio de transporte, mas isso parece-me óbvio. As alterações de percurso também não justificam o trabalho de escrever sobre o assunto.

Mas há diferenças, e notórias, nas pessoas. Nos seus hábitos, na forma como se relacionam.

Por exemplo, no automóvel as pessoas ouvem rádio ou CD, ao passo que nos transportes ouvem o leitor de mp3. Há excepções, claro, e há quem ouça mp3 no autorádio do carro e há quem ande de transportes a ouvir rádio ou a ouvir música em CD (ainda há discman?!).

Nos transportes as pessoas lêm um jornal de distribuição gratuita. Pegam num exemplar e levam-no consigo. E vão lendo ao longo da viagem. Os automobilistas, não. Não têm de ir buscar o exemplar, ele é entregue em mão pela janela do carro e não se limitam a pegar num exemplar. Levam um de cada. E acabam por não os ler, limitam-se a passar os olhos pelas gordas, porque o ritmo dos semáforos não o permite.

Contudo, apesar de todas as diferenças, há semelhanças. Uma delas é o aparente gosto pelo risco.

Os automobilistas arriscam um bocado e queimam semáforos vermelhos para tentar parar um pouquinho mais à frente. Com isto não estão a ganhar tempo (o minuto que "ganham" vão perdê-lo no semáforo vermelho seguinte), mas há a sensação de ganho. Nos transportes as pessoas arriscam de forma diferente: correm para o autocarro, chegando a atravessar a rua sem olhar para os dois lados, tentam entrar no metro ou comboio quando as portas já se estão a fechar, arriscando uma valente cabeçada no vidro, para tentar apanhar este autocarro, metro ou comboio em vez do seguinte. O automobilista arrisca um acidente pela ilusão de ganhar 1 minuto. O utente de transportes públicos arrisca-se por um ganho real de 5, 10 ou mesmo 15 minutos. Que depois desperdiça na fila das finanças ou do super-mercado.

Ontem vi um indivíduo (a palavra indivíduo quando usada assim, para nos referirmos a uma pessoa genérica, não identificada, é um bocado parva, mas para o efeito serve) a arriscar uma cabeçada ou um entalão, não para entrar no Metro, mas para sair. O metro pára no Marquês e o indivíduo (lá está outra vez a palavra) só quando as portas já fechavam é que se lembrou que queria sair ali. Largou a correr que nem uma bala e passou pelas portas da carruagem numa cena que fazia lembrar a tentativa do Indiana Jones de recuperar o chapéu quando não sei o quê se estava a fechar.

O que leva as pessoas a arriscarem-se por tão pouco? Concordo que tempo é dinheiro, mas não vale tanto dinheiro assim. E por poupar 5 minutos não me aparece um euro na carteira por artes mágicas. É só uma força de expressão e cai por terra quando as pessoas se atropelam por 3 minutos que depois desperdiçam utilizam a ver uma telenovela ou a fazer o sudoku no jornal do café.

Sempre me intrigou o facto de as pessoas correrem riscos parvos por tão pouco. Ficar entalado entre as portas do metro não é agradável. Só a ideia de ficar preso dá vontade de seguir para a estação seguinte e apanhar outro metro no sentido inverso.

E eu acho que a conclusão está directamente relacionada com esta notícia. A malta tá deprimida, vai ao médico e começa a tomar comprimidos. Os comprimidos não funcionam e continuam deprimidos e sem vontade de viver. E por isso, para tentar apanhar um autocarro, atravessam uma via rápida sem olhar para os dois lados, tentam saltar para dentro de uma carruagem por uma fresta de 30 cm e que se está a fechar, ou passam a 70 km/h por um semáforo que já está vermelho há 5 segundos sem reparar que os carros da outra rua já começaram a andar.

Boas ideias

O site do dia chama-se Transporlis. Digam-lhe de onde para onde querem ir (dentro da Grande Lisboa), se querem o percurso mais rápido ou com menos transbordos, a que horas querem começar e o site dá-vos o trajecto a seguir. Quais os transportes, qual o tempo de espera, qual o preço do bilhete... é uma grande ideia, sim senhor! Vai já para os bookmarks.

03 março 2008

Dia 1

Primeiro dia de "desemprego". Dia calminho, com pouco que fazer.
É dia de pôr o e-mail em ordem, arrumar coisas pendentes cá em casa (pendentes no sentido figurado, não estou a falar de objectos dependurados) e sair para almoçar com amigos.

Da parte da tarde: fazer compras e começar a instalar coisas em falta no computador. Ah, e importar o bookmarks, que isto de ter de escrever os endereços dos sites à mão não dá jeito nenhum.

Volto já.

29 fevereiro 2008

Overdue

Eu sei, eu sei, tenho-me andado a borrifar para os meus leitores e isto assim não anda.

Mas eu explico (até porque tenho uma grande lata e arranjo desculpas para tudo!).

Em Janeiro entreguei a carta. Aquela que diz que dentro de 60 dias quero mudar de ares. Hoje é o dia em que mudo de ares. Vou deixar de fazer aquilo que faço e vou passar a fazer outra coisa. A bem ver, algumas das coisas que vou fazer são iguais a algumas das coisas que faço. Mas há coisas que vou passar a fazer que não fazia e há outras que fazia que deixo de fazer. Tão a perceber? Era isto que eu fazia para ganhar a vida. Fazia coisas, algumas das quais continuarei a fazer e outras não. O que muda, radicalmente, o sítio.

Enfim, resolvi dar um abanão à minha vida profissional.

A partir de hoje ando de transportes (AAAAAAAAAAAAAAAAH!) com o iPod e um livro a fazer companhia. Deixo de ter portátil (e é tão lindo o portátil, pá! Um 12 polegadas com 1,7 kg) mas compenso com um computador de secretária que já comprei (com um brutal LCD de 22" que é um espectáculo para ver a primeira temporada do Dexter que já saquei, errr.... comprei, que comprei). Mas vou passar a trabalhar mais tempo em casa e menos tempo fora, e vou deixar de ter horário fixo. Passo a mandar e desmandar na minha agenda. E posso dar-me ao luxo de dizer que não faço alguma coisa porque não me apetece. Até hoje, se não me apetecia fazer, não fazia, mas tinha de arranjar uma desculpa qualquer semi-válida ;)

E por isso as últimas semanas têm sido mais ocupadas. Tem sido tempo de arrumar a tasca. Finalizar assuntos, documentar procedimentos, passar a pasta aos poucos. O que é possível passar, que há coisas que só se transferem por osmose e a osmose requer muito tempo de convivência entre quem sabe e quem quer saber ou precisa de saber.

A partir de segunda-feira já começarei a reportar ao vivo e a cores a partir do meu novo escritório hi-tech: a minha sala de estar.

Até lá, tenho aqui ao lado um papel com 5 coisas assinaladas às quais devo dar um pouco de atenção, que só me sobram cerca de 2 horas e meia. O Ó faxavor! segue dentro de momentos.

27 fevereiro 2008

O fio do telefone

Há telefones com fios e sem fios. E há vantagens na escolha de um e de outro. Por exemplo, os telefones sem fios permitem-nos maior liberdade de acção e até, dependendo do alcance da transmissão, ir ao café com o telefone fixo no bolso e não perder as chamadas do telefone lá de casa. Geralmente todos têm uma lista telefónica que nos facilita o trabalho de fazer chamadas. Não precisamos decorar ou ter papelinhos com os números de telefone mais importantes. Por outro lado os telefones com fios têm duas grandes vantagens, a meu ver: nunca ficam sem bateria nem sem sinal e são muito mais baratos. Tão baratos que em geral o operador de telefones oferece-nos (aliás, empresta!) um.

Mas há uma diferença que faz toda a diferença, passe a expressão. E que me faz optar por telefones sem fios em detrimento dos telefones com fios: é o fio do telefone. Esta frase pode parecer bastante estúpida (e provavelmente é), mas tem razão de ser. O fio do telefone, aquele que liga o telefone ao auscultador, acaba sempre por ficar amarfanhado. Cheio de voltas e mais voltinhas. O meu telefone no escritório está sempre assim. E não vale a pena desenrolar o fio do auscultador, porque uns dias depois volta à mesma. Acho que já é a posição natural do fio deste telefone: amarfanhado.

O amarfanhamento de fios de telefone é como os nós que aparecem num rolo de fio de nylon. Aparecem por geração espontânea e o máximo que podemos fazer é, após constatar o seu aparecimento, encolher os ombros em resignação e desatá-los. Seria de esperar que, em 2008, com tanta tecnologia disponível, já tivessem sido inventados fios de telefone anti-amarfanhamento e rolos de fio de nylon anti-nós. Mas não, a malta que inventa coisas prefere inventar esquemas para poder ver um jogo de futebol multi-câmaras, mesmo que só se tenha uma televisão, o que só faz com que a malta esteja permanentemente a perder lances por andar a brincar aos realizadores. Inventar um fio de telefone que não se amarfanhe? Não, isso não tem jeito nenhum, não vai servir para nada. E então inventar um esquema para pôr a malta a fingir que sabe realizar um jogo de futebol? Eh pá, isso é que é uma grande ideia!

Foi por razões profundas como esta que decidi deixar de ser cientista. E não me arrependo. Sou contra o amarfanhamento de fios de telefone e a favor dos jogos de futebol com realização feita por profissionais e em canais de sinal aberto.

26 fevereiro 2008

Dia longo...

Dia muito longo.
Ainda não jantei.
Mais novidades após dormir.
Desculpem lá o mau jeito.

A verdade é que estou em processo de mudança de computador, ainda não tenho os bookmarks à mão, não tenho as aplicações necessárias (nem as desnecessárias!) instaladas, e os últimos dias no escritório têm sido uma correria.

Mais novidades para breve.

25 fevereiro 2008

Querer!

Diz Soares Franco, presidente do Sporting que queremos ganhar mais campeonatos que o Benfica, queremos ganhar ao Benfica, queremos ser melhores que o Benfica.

Pois, só que ganhar mais campeonatos que o Benfica, ganhar ao Benfica e ser melhor que o Benfica não é para quem quer. É para quem pode. E o Sporting, está visto, não pode.

24 fevereiro 2008

Não há duas sem três

O Esportém jogou com o Setúbal.
É a terceira vez esta época.

Para a Taça da Liga, perderam.
Na primeira volta do campeonato, empataram.
E hoje, na segunda volta do campeonato, voltaram a perder.

São estas pequenas coisas que alegram os meus fins de semana quando o Benfica não ganha (empatámos com o Braga).

Ah, sim, e a cereja no topo do bolo: o Benfica continua com 4 pontos de avanço para o terceiro classificado. Só que agora o terceiro classificado é o Guimarães!

22 fevereiro 2008

Elevador

Elevadores em sítios assim cheios de gente costumam ter dois botões. Um para quem quer subir, outro para quem quer descer. Curiosamente não têm nenhum para quem não quer subir nem descer, mas não deve haver muita procura.

Quero-vos falar de um desses elevadores, que está num determinado sítio que não vou mencionar, e é muito à frente. Tão à frente que os botões até têm a sua função escrita em braile, para que os utentes invisuais possam saber em que botão carregar. É um elevador muito consciente da sua obrigação social, tá-se mesmo a ver.

E num dos pisos reparei que o botão para cima está... virado ao contrário. Para quem vê é fácil perceber que o botão está ao contrário, porque seria estúpido ter dois botões para descer e nenhum para subir. Afinal, uma seta para cima virada ao contrário é uma seta para baixo. Mas... o sinal de subir em braile virado ao contrário é o quê? Às tantas é um insulto qualquer e os cegos até podem ficar ofendidos.

(o elevador em questão encontra-se no Departamento de Física do IST; o botão virado ao contrário está no piso +2)

Auch!

Sem palavras. Sigam o link.

(obrigado Tânia)

Oxímoro

Oxímoro é uma figura de estilo que consiste numa expressão que emprega termos contraditórios (segundo o dicionário online da Priberam).

Exemplo: Autoridades competentes

Snooze

Hoje não precisei de Snooze. Acordei às 7:20, sem despertador (o alarme estava para as 8 horas) e completamente desperto. É um fenómeno que já não acontecia há um ano e tal!

Em regra, o alarme toca ininterruptamente das sete e meia às oito e um quarto, oito e meia, até eu acordar. Depois tenho de me despachar à pressa porque já estou atrasado.

Isto quererá dizer que:
a) finalmente comporto-me como o adulto que supostamente sou
b) antecipava um dia em cheio e por isso acordei cheio de pica
c) os vizinhos de cima resolveram tocar bateria
d) esqueci-me de fechar os estores e levei com o sol na tromba a partir das sete
e) nenhuma das anteriores; a história é pura ficção

21 fevereiro 2008

Jogar à bola

Não jogámos bem. Bom, isto é um grande eufemismo. Fizémos um jogo de merda. Daqueles que às vezes só dá vontade de mudar de canal. Só não mudei porque no outro canal dava o Esportém e não tava p'ra ver a lagartada. Ainda por cima estavam a ganhar e a fazer um grande jogo. Eh pá, ver o Benfica jogar mal dói. Mas ver o Benfica jogar mal sabendo que o Sportém tá a jogar bem, a ganhar com toda a justiça e a dominar o jogo é uma dor que não se consegue explicar. Preferia dar à luz um bezerro com seis meses. Mas vamos ao que interessa: o jogo. Ou melhor, o resultado do jogo. Fizémos uma primeira parte muito fraca mas deu para aguentar o 0-0 (como tínhamos ganho 1-0 na primeira mão dava para safar). Na segunda parte ainda fizémos pior. A 20 minutos do fim estávamos a perder 2-0 e mesmo no fim, no finzinho, marcámos 1 golo que nos dava o apuramento. Era o minuto 90. E depois ainda empatámos já nos descontos.

Podemos analisar o jogo de duas formas distintas.

A primeira é dizer que o Benfica não jogou um cú, que o Nuremberga fez tudo bem feito, que seria um vencedor mais que justo do jogo e da eliminatória. Que os centrais do Benfica meteram férias, que o Luis Filipe é uma nódoa (o lance do segundo golo... bem, nem vos digo nada. Se não viram o jogo vejam o resumo na televisão ou vão ver o lance ao youtube, que contado ninguém acredita), podemos dizer que o Leo, o Petit, o Katsuranis não fizeram grande coisa, que o Maxi Pereira nem se viu, que o Makukula não deu uma para a caixa, que o Nuno Assis só muito raramente acertou uma. Podemos dizer que só o Quim, os postes, muita sorte e uma boa dose de azelhice dos avançados do Nuremberga nos safaram de uma cabazada histórica, que até faria com que o famoso jogo dos 7-0 contra o Celta de Vigo fosse recordado com saudade. Podemos dizer que só no fim, num lance fortuito e com grande intervenção divina é que conseguimos marcar uma cagada de golo. Que só por milagre é que a bola entrou. E até podemos dizer que só a desconcentração do Nuremberga nos descontos, quando precisava de um golo que procurou e que seria justo que obtivesse, permitiu que num lance de contra-ataque fizéssemos o empate.

Esta é uma análise do jogo, decerto terá os seus méritos. Não tenciono discutir qual é a análise certa ou errada, nisto não há certo ou errado. Há análises que servem os nossos propósitos e análises que não servem os nossos propósitos. E essa análise, a que diz que o Benfica levou um banho de bola de um modesto adversário que ocupa somente a terceira posição a contar do fim no campeonato alemão, não me interessa.

Interessa-me antes outra. Interessa-me antes analisar o jogo sob este prisma: o Benfica entrou no jogo com vantagem de 1-0 na eliminatória. Empatar chega, até perder por 1 serve, desde que se marquem golos. O adversário era modesto e, a julgar pela imensidão de oportunidades falhadas, merece bem a posição que ocupa no campeonato. Falta de técnica, falta de frieza no momento da finalização, enfim, falta de qualidade de jogo. E por isso andámos nas calmas, a recuperar dos últimos jogos que têm causado algum desgaste na equipa, poupando os principais artistas do plantel, com ordens para não se esforçarem demasiado e, a bem da competitividade da taça UEFA que é, como todos sabem, o parente pobre da Liga dos Campeões, dar alguma esperança aos alemães. Olhem, terá dito Camacho aos jogadores no balneário ainda antes do jogo começar, isto é tão cagativo que se vos apetecer, se estiverem p'raí virados, até lhes podem dar a primeira parte de avanço que estes gajos não percebem nada de bola. E os jogadores, obreiros e obedientes, assim o fizeram e deixaram que os jogadores do Nuremberga se cansassem, correndo insistentemente atrás da bola, em repetidos lances de ataque, ora pela esquerda, ora pela direita, ora pelo centro, sem nunca conseguirem marcar um golo. Foi um jogo de gestão de expectativas brilhantemente orquestrado por Camacho, que aos poucos foi enervando os jogadores do Nuremberga. Ao intervalo, estando o plano a correr de feição, Camacho apostou uma cartada forte e escolheu a táctica da desmoralização: eh pá, deixem-nos jogar p'raí meia hora, sofram um ou dois golitos se for preciso e virem o resultado no fim! E assim foi! Sob a precisa batuta do Maestro Rui Costa, a equipa foi deixando jogar e até marcar! Aos 75 minutos, foi o golpe de mestre! O Benfica sai para o ataque, domina completamente o jogo, deixando o Nuremberga cada vez mais aflito, a ver que a sua magra vantagem de 2 golos provavelmente não daria para ganhar sequer o jogo, quanto mais a eliminatória e aos 90 minutos, no auge da expectativa alemã, Cardozo, com um lance de génio, vendo a boa posição do guarda-redes resolve rematar frouxo com uma bola saltitante e enrolada com um efeito caprichoso que só o seu maravilhoso pé esquerdo consegue imprimir faz a bola ressaltar duas vezes na relva antes de se aninhar, de forma justa, no fundo da baliza dos alemães. E neste ponto o Benfica domina as operações, foi só esperar 2 minutos e novo golo, desta vez deu para tudo, até para parecer que o Di Maria já tinha perdido ângulo e teria sido melhor passar a bola ao Cardozo. Mas não, tudo fazia parte do plano. O plano de não só eliminar os alemães mas destruir por completo a sua moral, a sua capacidade de resistência, até mesmo a sua vontade de viver.

É, gosto mais desta análise. Podem dizer o que quiserem, mas ver o jogo assim é muito menos frustrante.

Eclipses

A foto é do eclipse do ano passado, não foi desta noite. Não está grande coisa, mas é o que se arranja sem tripé e com uma máquina com algumas limitações (é uma Konica-Minolta Z5; as fotos com baixa iluminação ficam com muito ruido e por isso tive de usar ISO 50 e úma exposição de 4 segundos).



O eclipse de ontem não o pude ver. Ao menos podiam ter marcado o eclipse para horas decentes! Por exemplo ao fim da tarde, teria dado muito mais jeito ao pessoal todo. Não percebo esta mania de fazer os eclipses da Lua sempre a altas horas da madrugada. Ao menos os eclipses do Sol costumam ser de dia!

(acho que fiz a mesma piada no ano passado; desculpem lá, mas estou com falta de imaginação/tempo/vontade - riscar o que não interessa)

20 fevereiro 2008

Apetites

Coisas que me apetece fazer agora:
1. Dormir
2. Comer
3. Ver TV
4. Ler blogs
5. Beber café
6. Fumar um cigarro

Coisas que não me apetece fazer:
1. Trabalhar


Prontos, basicamente é isto

A coisa mais chata

O Porto ontem perdeu. É chato. Eu torço, por regra, a favor das equipas portuguesas nas competições da UEFA. Mas quando perdem aproveito para gozar com eles e dá-me uma certa satisfação ver os golos que sofrem.

Só que ontem o Porto perdeu 1-0 e o golo foi logo aos 4 minutos. Não vi o jogo, só soube o resultado no fim. Hoje ao almoço tava em pulgas à espera do resumo para ver o golo do Shalke 04, que parece que foi um frango. E assim podia gozar com os portistas.

Mas não. O golo foi logo no primeiro lance e por isso, como estava de costas para a televisão, não dei por ela. Quando me virei para ver o resumo já tinha sido o lance do golo.

Mas pronto, nao se perde tudo. Deu para ver as oportunidades de BALIZA ESCANCARADA que os tripeiros falharam.

19 fevereiro 2008

Bancos

O BCP apresentou resultados mauzitos (eh pá! o espanto!!!) e anunciou um aumento de capital de mil milhões de euros.

Errrrrr... tá bem, mas olhem que desta vez não é para financiar a compra das acções com crédito do próprio banco, ok? Esse truque já se usou uma vez e deu buraco.

Atraso

Atrasei-me e a oportunidade passou. Queria visitar Cuba ainda durante o reinado de Fidel (para depois poder visitar Cuba após Fidel e comparar em primeira mão) mas já não vou a tempo.

Fidel é o último dos grandes revolucionários. Daqueles que fizeram as revoluções por convicção. Com a sua saída, as revoluções do mundo ficam a cargo dos Chavez que por aí andam. E entre Chavez e Fidel, venha Fidel.

18 fevereiro 2008

A culpa da chuva

O Ministério do Ambiente diz que a culpa dos estragos provocados pelas chuvas é das autarquias (no fim da notícia pode ler-se que em Lisboa registaram-se 30 mililitros de precipitação em Lisboa entre as 4 e as 5 da manhã. Bom, 30 mililitros não é muito. Agora... se fossem 30 MILIMETROS... alguém que explique ao jornalista do Público que mililitros é uma unidade de volume e que 30 mililitros é o equivalente a um cálice de bagaço enquanto que a precipitação se mede em milímetros, ou seja litros por metro quadrado. UPDATE: também escrevi um comentário à notícia; o comentário não foi publicado, em vez disso mudaram o texto da notícia; e assim o Público, órgão de comunicação social de referência, vai fingindo que não mete a pata na argola; já não é a primeira vez que acontece, acho que vou começar a guardar PDFs das várias versões das notícias).

Mas... de quem é a culpa da chuva? Lê-se no último parágrafo desta notícia que a culpa é de uma depressão instável a oeste da Península Ibérica. Mas... quem? Quem é que tá com uma depressão instável capaz de fazer chover como se não houvesse amanhã? Descubram-no e resolvam o problema de uma vez por todas! (Se fosse uma depressão estável resolvia-se com Prozac 2x ao dia durante uns meses ou anos. Uma depressão instável resolve-se com 2 ou 3 frascos de uma só vez!)

Tens aí um milhão de euros?

Se tiveres aí um milhão de euros a mais, que não te faça falta, dispensa-mo, tá bem?

É que eu quero um destes, mas agora não me dá jeito pagar este guito todo.

Há outros carros anfíbios, claro, mas... ESTE ANDA DEBAIXO DE ÁGUA, MAN!!! DEBAIXO DE ÁGUA!

Kosovo

O Kosovo declarou a independência. A Sérvia não gostou. A maioria dos estados da UE parece que gosta. Mas... se reconhecemos o direito do Kosovo à independência, porque não reconhecemos o mesmo direito ao Chipre do Norte?

Afinal, se o Kosovo é uma região da Sérvia habitada maioritariamente por albaneses, o chipre do Norte é uma região de Chipre habitada maioritariamente por turcos.

Não tenho opinião sobre a independência do Kosovo. Não sei se concordo ou se discordo. Mas não gosto da forma como a UE começa a desenhar as suas intervenções em matéria de política externa.

And now, for something completely different... AJJ diz que a situação do Kosovo não tem nada a ver com a situação da Madeira. Mas... alguém disse que tinha? Ou foi ele que sonhou?

Dilúvio

Ora bem, por onde é que começo?

Tá a chover. Muito. Tanto que inundou várias estradas. Já ouvi falar em carros com água pelas portas na segunda circular, algo que é muito, mas mesmo muito raro. Os sítios do costume (Algés, Alcântara) estão debaixo de água e só se passa de barco a remos. A linha de norte está cortada na Bobadela, não há comboios. O IC 19 alagou no Cacém. A marginal foi cortada em Caxias. O Eixo N-S tem lençois de água. Na Av. de Ceuta houve uma derrocada. Os túneis do Campo Grande e Campo Pequeno fecharam. Nos acessos da A1 e IC2 o trânsito esteve condicionado com faixas cortadas por causa da água. A fila para a Ponte 25 de Abril começava no Fogueteiro. A radial de Benfica ficou completamente parada. O nó de Frielas da A8 foi cortado. Os semáforos em Sete Rios estão desligados, para ajudar à festa. Diz a PSP que eles até queriam sugerir vias alternativas, mas não há. Alternativa mesmo, só tirando o dia de férias.

Eu até que não dei por nada! Achei que havia menos trânsito que é habitual. Muito menos. É a vantagem de morar dentro de Lisboa. Quando a coisa tá complicada fica tudo parado fora de Lisboa a tentar entrar e quem já está dentro da cidade até se safa bem.

Na semana passada li uma notícia que dizia que a chuva estava nos valores mínimos dos últimos 90 anos ou coisa no género. Acho que só com este fim de semana já conseguimos recuperar a média de precipitação.

14 fevereiro 2008

Conflito Institucional

É muito complicado quando as instituições se confrontam. Sobretudo quando são instituições sérias e com forte influência na vida das pessoas. Podem gerar-se situações muito difíceis de gerir (só quando reli o post à procura de gralhas, coisa que sempre faço embora com taxas de sucesso lastimáveis, é que reparei na bela sonoridade desta frase em que são usados quase consecutivamente os verbos gerar e gerir. É lindo, pá! É lindo, é o que é!)

Hoje é Dia de S. Valentim. Dia para passar com o(a) namorado(a) ou esposo(a). É o dia em que se celebra a união entre pessoas, representada no seu escalão máximo pela instituição do matrimónio. Podemos dizer que é uma espécie de dia oficioso do casamento (sejam ou não casamentos com papeis e tudo).

E hoje joga o Benfica para a Taça UEFA e o jogo dá na televisão em canal aberto (20:45, RTP1).

É a segunda vez consecutiva em que os portugueses são confrontados com este dilema: harmonia conjugal versus Benfica. Eu tenho sorte. A minha namorada é benfiquista e também gosta de ver bola (desde que haja golos; se chegarem ao intervalo a 0-0 não dá para a convencer a ver a segunda parte). Mas nem todos são igualmente afortunados...

(obrigado ao mano pela chamada de atenção)

Dar é melhor que receber

Há dois tipos de pessoas que nos abordam na rua (tirando as pessoas que conhecemos, claro!). São os que estão a pedir alguma coisa (geralmente dinheiro, e por regra com a justificação que têm fome) e as que estão a dar alguma coisa (jornais de distribuição gratuita, panfletos...).

A reacção típica quando uma pessoa é abordada por alguém que está a pedir qualquer coisa é ignorá-la. Ou então dizer-lhe que não. A reacção típica quando alguém está a dar alguma coisa é aceitar. Mesmo que não nos interesse. Podem ser folhetos de uma loja de móveis ou de mais um astrólogo/vidente diplomado, pode ser uma promoção a uma qualquer exposição ou peça de teatro, podem ser amostras de perfume ou os tais jornais de distribuição gratuita. Aceita-se tudo.

Aborrecem-me uns e outros. Não aceito os jornais gratuitos porque não tenho tempo para os ler, não aceito panfletos de coisas que não me interessam (já aconteceu receber o panfleto, olhar para ele, ver que não me interessava e voltar para trás para o devolver. "Ou lho devolvo ou mando-o para o lixo" disse-lhe eu). Também não tenho o hábito de dar dinheiro a pedintes. Se me querem enganar vão ter de ser mais imaginativos. Dizer que têm fome, ou apresentar uma criança pequena e dizer que não a conseguem alimentar já não pega (e no que diz respeito à exploração de crianças para a mendicidade, não só não me impressiona, como a pouca boa vontade que poderia ter desaparece).

Mas devo dizer que me aborrecem ainda mais os que dão do que os que pedem. É que eu gosto mais de dar do que de receber (sou assim, pá! o que querem, sou praticamente um santo...). Além disso, é muito mais fácil explicar a alguém que não quero dar do que não quero receber. Para dizer que não quero dar, basta fazer cara de mau e mostrar-me insensível. Mas para dizer que não quero receber alguma coisa é mais complicado. Às vezes quando encontro alguém a distribuir amostras de sei lá do quê e digo que não quero dizem-me "Mas é de borla" (grande poder de argumentação! É de borla, logo toda a gente deve querer; um pontapé nos tomates também é de borla!) ao que eu respondo "Sim, e depois? Não quero, nem dado. Se insiste, eu levo um e ponho-o no lixo logo a seguir". Invariavelmente a pessoa aproveita e diz que quer que eu leve um exemplar à mesma e eu deito-o no primeiro caixote do lixo disponível, preferencialmente à frente da pessoa. Deixei de usar esta técnica porque não dava o resultado pretendido.

13 fevereiro 2008

Coltura

Ela chama-se Lara Torres é designer de moda e faz umas roupas bastante originais (e até bastante vestíveis).

E no mês que vem vai ter uma exposição na Av. da Liberdade, nº 211, 3º Dto. (Espaço Avenida). De 6 de Março a 15 de Abril. O projecto chama-se Mimesis|Fac Simile e merece uma visita.

E mais não digo, quero suscitar curiosidade ;)

12 fevereiro 2008

Borbulhas

Eu acho que o karma existe. Se acontecem coisas más a pessoas boas é porque as pessoas boas não são assim tão boas e alguma fizeram para o merecer. Ou elas ou os seus antepassados (Ora aqui está uma informação que só pode ser verdadeira! Tão a ver? É assim que, afirmando coisas controversas e, no mínimo, duvidosas, se consegue ser factualmente correcto! Se tal for afirmado perante uma audiência com pouca segurança nas suas convicções em menos de um quarto de hora temos toda a gente a concordar conosco. Daí a instaurar uma ditadura e decretar o extermínio de uma etnia inteira é um saltinho!)

Mas há uma coisa que acho exagerada nisto do karma. As borbulhas. Não tanto a existência de borbulhas, mas o sítio onde elas aparecem. Pronto, um gajo ter uma borbulha na cara, não tem problema, espreme-se. Mas... e nos ombros? O que poderá ter feito alguém para merecer uma borbulha nos ombros? É que não dá jeito nenhum para espremer porque só conseguimos chegar lá com uma das mãos. E acreditem que espremer borbulhas com apenas uma mão é complicado e pode ser doloroso. Com duas mãos usa-se um dedo de cada mão para apertar a borbulha com controlo sobre o local preciso em que aplicamos pressão. Mas se usamos dois dedos da mesma mão, tipicamente o indicador e o polegar, é bastante complicado e corremos o risco de esmagar a borbulha sem conseguir excretar o seu conteúdo para o exterior, limitando-nos a provocar dor sem obter os resultados pretendidos.

Mas pior, pior mesmo... são borbulhas a meio das costas! Eh pá, é que não dá para sequer pensar no assunto. Uma borbulha no meio das costas vai incomodar sempre que um gajo se encosta na cadeira, o que obriga a uma posição cansativa ao longo do dia. Pega-se no carro para ir para casa ao fim de um dia de trabalho, tentando descontrair um pouco e... lá está a borbulha a chatear. E não dá para fazer nada! Não se consegue, por mais que um gajo se torça todo, espremer a puta da borbulha. Claro que se tenta. Aperta-se um pouco, dói que se farta, tenta-se esfregar as costas na cadeira a ver se alivia e, obviamente, só faz pior. E assim ficamos durante 2 ou 3 dias, até que a borbulha desaparece por si só.

Porquê? O que pode justificar este tipo de vingança cósmica? Só mesmo alguém muito mau, mas mesmo mau, assim mau como as cobras, pode justificar que tamanha desgraça se abata sobre si.

Ontem apareceu-me uma borbulha nas costas. E passei a noite em claro, a tentar lembrar-me de todas as coisas más que fiz. Devo dizer que ainda são umas quantas, mas não há nada de muito sério. Deve ser por causa de alguma coisa de que não me lembro. Seja o que for, gostaria de dizer que estou muito arrependido e que não volto a fazer. E a partir de hoje vou ser melhor, vou ajudar os pobres e os fracos e os famintos e os feios. E vou deixar de contar piadas sobre minorias étnicas. E vou deixar de gozar com os lagartos. E esperar que não me volte a aparecer uma borbulha no meio das costas, que a pior coisa que já me aconteceu, se excluirmos aquela vez em que dei um pontapé na mesa da cozinha quando estava de chinelos e parti o dedo mindinho do pé.

11 fevereiro 2008

Correcção factual!

Se há coisa que aprecio é rigor jornalístico. Por isso apreciei bastante a notícia do Mais Futebol, que afinal serve para mais que apenas futebol, dando conta da lista de atletas portugueses já apurados para os Jogos Olímpicos de Pequim. Isto por ocasião do apuramento de Marcos Fortes, no lançamento do peso.

Gostei de ler a notícia, sobretudo a parte que diz que também se apurou para os mundiais de pista coberta que decorrerão em Março, também na capital chinesa. Que, segundo a IAAF (International Association of Athletics Federations) vai decorrer em Março, sim, mas em Valência.

Tanta coisa e a China é aqui tão perto...

Onde fica?

Na primeira edição da nossa rubrica, Onde fica? deixo-vos a seguinte pergunta: Onde fica Dakar?

Opção a: Algures em África
Opção b: Mais concretamente, é a capital do Senegal
Opção c: Eu pensava que era ali p'ró lado do Mosteiro dos Jerónimos
Opção d: Onde fica não sei, mas ouvi dizer que p'ró ano que vem vai ficar na Argentina.

(esta pergunta poderia ser uma sondagem nova, mas o coiso das sondagens tá armado em parvo. A modos que deixou de funcionar há uma semana e ainda estou para saber porquê... preciso de um serviço de sondagens novo. Aguardo as vossas sugestões!)

Imperiais e amendoins

Não havia tremoços (e é cada vez mais difícil arranjar tremoços, pá...)


Foi entregue na sexta-feira o justíssimo prémio Ó Faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços à assídua leitora e comentadora Teté. A cerimónia contou com a presença da televisão e foi algures na cidade de Lisboa ao fim da tarde.

A premiada disse que foi "o prémio mais original e inusitado que já me atribuiram". A redacção do Ó Faxavor! agradece.

(na verdade estavam lá duas televisões; uma estava na Sport TV e a outra no Eurosport)

Ramos Horta

Presidente de Timor Leste e prémio Nobel da Paz. Foi baleado e está em estado crítico (link). Um atentado concertado que visava quer o presidente de Timor Leste, quer o primeiro-ministro, Xanana Gusmão. Fiquei tão aparvalhado com a notícia que nem consigo esboçar uma opinião...

08 fevereiro 2008

Um já está, fica a faltar o outro...

O Túnel do Rossio, fechado há 3 anos, vai finalmente reabrir à circulação ferroviária!

Resta saber se as obras na estação propriamente dita, que já decorrem desde o início da década de 90, estarão também (finalmente!) concluídas.

É já dia 16 que o tunel volta ao serviço. E muito agradecem as populações da linha de Sintra.

Já há dados

O referendo faz um ano, mais ou menos. E o "holocausto do século XXI" já tem números: 6000 abortos legais realizados em 2007. Extrapolando dá cerca de 12 mil ao ano. Não é, nem de perto nem de longe, o cenário catastrófico que se augurava quando em plena campanha havia quem alertasse para os perigos de uma corrida desenfreada ao aborto (chegou a parecer que se alegava que haveria mulheres a engravidar de propósito só para poder fazer um aborto).

Como comparação, porque um número destes assim solto diz pouco, há cerca de 110 mil nascimentos por ano em Portugal (fonte: Wikipedia). Visto assim o número é um bocado grande. Quer dizer que mais ou menos 1 em cada 10 concepções é indesejada.

E para evitar comentários a dizer que 6000 é pouco ou que 6000 é muito, convém lembrar que abortos sempre se fizeram. Legal ou ilegalmente. Ao menos estes 6000, que teriam sido feitos de qualquer maneira, não foram feitos em vãos de escada. Foram feitos sob supervisão médica e sem riscos desnecessários.

06 fevereiro 2008

Séries de culto

Sou fan de séries. De algumas. Não me falem de 24, Lost ou Prison Break, nenhuma delas me diz nada. Dos grandes sucessos do momento só gosto de House. Mas sou fan incondicional de algumas séries de culto como Six Feet Under (dava na RTP2) ou Oz (dava na SIC Radical).

A nova série de culto, que já mereceu um agendamento semanal denominado "ver televisão" chama-se Dexter, dá na TV2 às quartas-feiras das 22:30 às 23:30. E mais não digo, se querem saber mais vão ter de procurar. Estreou hoje. Só consegui ver os últimos 10 minutos do episódio, mas na verdade bastaram 10 segundos para ficar agarrado ao ecrã. Por isso, quarta-feira que vem às 22:30, na RTP2. Depois não digam que não avisei.

A tradição ainda é o que era

Afinal, e contrariamente ao que alega o anúncio da tal marca de uísque (a palavra uísque é um ponto a favor do acordo ortográfico; passa a poder-se escrever whisky) e cujo nome não me apetece dizer agora (até porque não me lembro, mas acho que era o Johnny Walker Red Label), a tradição ainda é o que era.

E a tradição diz que:
- Não perdemos contra a Inglaterra, Espanha e Holanda
- Não ganhamos contra a França nem a Itália

Hoje foi com a Itália. 3-1. E, diga-se em abono da verdade, metemos um bocado de nojo. Sobretudo aquele lance de 3 contra um em que o Quaresma faz o passe com demasiada força e perde-se um golo praticamente feito.

Biqueirada na gramática

Volta e meia ouvem-se verdadeiros atentados à língua portuguesa. Não é nada demais, irrita, às vezes arrepia, mas pronto.

Só que às vezes é ao contrário: apetece dar biqueiros na gramática para não ter de dar biqueiros nos ouvidos.

Há uns tempos tive necessidade de conjugar o verbo submergir. Não é coisa que aconteça com muita frequência, mas presumo que num submarino seja mais ou menos comum. O presente do conjuntivo deste verbo é horroroso, não tanto de dizer mas sobretudo de escrever. Por exemplo, submirja. Credo, que coisa tão feia, aquele J é horrível!

Hoje tive necessidade de conjugar o verbo polir. E este, apesar de ter um conjuntivo também muito feio, começa logo a dar chatices no presente do indicativo. Senão, reparem:

Eu pulo
Tu pules
Ele pule
Nós polimos
Vós polis
Eles pulem

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARGH! Credo, até arrepia.

O presente do conjuntivo, tempo verbal onde normalmente aparecem algumas das formas mais estranhas, dá nisto:

Que eu pula
Que tu pulas
Que ele pula
Que nós pulamos
Que vós pulais
Que eles pulam

E para terminar em beleza, olhem para o imperativo, que começa na segunda pessoa do singular:

Pule tu
Pula você
Pulamos nós
Puli vós
Pulam vocês

Quer dizer que, quando eu quiser que a minha empregada pule o fogão (blagh!) devo dizer-lhe, em bom português, "Pula o fogão". A mulher lê aquilo e chama-me parvo, que tou a mandá-la saltar!

Ah, querem confirmar? Então vão ao dicionário da Priberam, escrevam "polir" na caixinha de procura e depois cliquem em "conjugar". E preparem-se para algumas das frases mais feias da língua portuguesa quando tentarem aplicar as formas verbais lá apresentadas.

Sentença transitada em julgado

Há uns tempos falei nisso. Na isenção de taxas moderadoras a vítimas de violência doméstica (e com um exemplo ilustrativo e tudo!).

Mas agora fiquei a saber que em alguns hospitais não basta dizer que se trata de um caso de violência doméstica, é preciso apresentar um documento que o comprove! Não admira, num hospital que, segundo diz a notícia do Público, "nem sequer isenta de taxa moderadora uma grávida de sete meses, a menos que ela tenha um documento médico a atestar a gestação". Parece que a proeminente barriga, a ecografia e a ficha médica não servem de prova suficiente para o serviço de contabilidade deste hospital. Ó malta: e descomplicar, não? Ainda não ouviram falar do Simplex? (devem ser os únicos, que já anda toda a gente farta de ouvir falar de coisas "na hora").

É pena o Correia de Campos já se ter demitido, porque o serviço de contabilidade do Hospital de S. Marcos já justificava um encerramentozito.

Pensamento do dia: e se a funcionária zelosa que só passa isenções mediante apresentação de comprovativos apanhar um enxerto de porrada do marido? Não que deseje mal algum à senhora, é só um supônhamos... (escusam de comentar a grafia da palavra "supônhamos". eu sei.)

Tudo ao mesmo tempo...

Ontem foi dia de primárias nos EUA. São mais de 20 estados a escolher os seus candidatos preferidos, quer do lado democrata quer do lado republicano.

Entre os republicanos, Mccain já tem a nomeação quase assegurada, lidera com uma vantagem confortável. Já entre os democratas... bom os eleitores devem ter ficado indecisos entre eleger a primeira mulher ou o primeiro negro para a presidência. A isto chama-se má gestão! Muito má gestão. O que o partido democrata devia ter feito era assegurar que Clinton ganhava, adiando a candidatura de Obama, e nas próximas eleições, caso ela tivesse algum assunto delicado a tratar com o primo da Monica Lewinski, por exemplo, tinham o Obama para continuar este caminho de inovação num dos cargos mais importantes do planeta (a seguir ao cargo de presidente da OPEP, claro).

Depois de elegerem a primeira mulher e o primeiro negro para presidente, o partido democrata tinha o caminho livre para eleger o primeiro presidente gay, o primeiro presidente menor de idade, o primeiro presidente imigrante clandestino, o primeiro presidente chimpanzé (aqui já há margem para alguma discussão, há quem alegue que seria o segundo) ou mesmo o primeiro presidente transexual!!! (a Felicity Huffman é democrata? Era uma boa aposta)

E ninguém poderia acusar a democracia americana de ser um sistema político estagnado e sem evolução.

04 fevereiro 2008

Provérbio novo

Em homenagem ao nosso actual PR:

Em ano pré-eleitoral
Feriado na terça-feira de Carnaval.


Afinal, há erros que cada regime só comete uma vez.

Eh pá, decidam-se!

Atão o problema com o Irão não é o receio que desenvolvam armas nucleares e mísseis capazes de transportar ogivas nucleares?

Então, alguém que me explique onde está o acto lamentável citado pela administração americana em reacção ao teste de um foguetão concebido para colocar satélites em órbita?

Eu acho que seria de louvar esta manifestação do governo iraniano de investimento em tecnologia não bélica! Ou será que o problema não é esse e andaram a inventar desculpas atrás de desculpas só para justificar uma invasão a outro país com mais petróleo que água e logo em ano de eleições, eleições onde poderemos ter como candidato democrata um negro anti-belicista, que só tem a perder com um cenário de guerra a distrair o povo dos assuntos internos?

Gostava que alguém me explicasse, porque tenho uns trocos de lado que queria investir na bolsa e gostava de saber, quando leio uma notícia destas, se é de esperar que o índice suba ou desça. Assim não me entendo! Vejo uma notícia que me parece bastante neutra, que pode ajudar as acções de empresas que vendam tecnologia espacial ao Irão, mas logo a seguir vem a administração americana e as acções da tal empresa vão por água a baixo e é a Lockheed-Martin que sobe 3 ou 4 pontos.

Infiltrado

Nos vídeos do Público está uma notícia sobre o A380 e a utilização de combustíveis menos poluentes.

No vídeo vemos várias imagens do A380, que é de facto muito bonito. É uma unidade da própria Airbus, uma das que terão sido usadas nos primeiros testes, talvez. E perto dos 30 segundos do vídeo, ilustrando o que está a ser dito na notícia, vemos um... Boeing 747 da British Airways a aterrar. Um ponto para o Público, por conseguir pôr um Boeing numa notícia sobre a Airbus.

Continuando a ouvir a notícia, fico a saber que Richard Branson, o dono da Virgin, anunciou testes idênticos com um Boeing 747 da companhia. E para ilustrar esta parte da notícia, o que vemos? o mesmo Boeing 747, da British Airways. Outro ponto para o Público por conseguir usar um avião da BA quando fala na Virgin.

(nota: recentemente a British e a Virgin foram consideradas culpadas de cartel devido à subida astronómica das sobre-taxas de combustível; mas acho que ainda não compram aviões em time-share...)

Produtividade

Diz o Público que Telmo Correia, ministro do Turismo do governo caricatural de Pedro Santana Lopes, assinou 300 despachos numa noite. Mais concretamente, na última noite antes da tomada de posse de José Sócrates.

Nem quero começar a pensar no que constaria nos despachos... vou-me limitar a analisar este número: 300. Mesmo supondo que já tinha conhecimento do seu conteúdo, o que revela uma extraordinária capacidade de memória, e supondo que os textos finais foram lidos por assistentes e assessores, mostrando uma extraordinária eficiência dos mesmos, 300 assinaturas numa noite, supondo 10 horas de serão, dá 30 despachos por hora, ou seja, 1 despacho a cada 2 minutos. Quer dizer que, quase sem parar, era receber um despacho de um assessor, ouvir uma frase sobre o texto, assinar, entregar, receber o seguinte.

Só espero que não tenha desenvolvido uma artrite no pulso à conta de tanta assinatura. E que as despesas das massagens ou sessões fisioterapia necessárias para recuperar de tão titânico esforço tenham sido pagas pelo seguro de saúde do Ministério.

Por isso, o Ó Faxavor tem o privilégio de atribuir o prémio Ozonol 2005 a Telmo Correia pelos extraordinários serviços prestados à nação naquela que foi a sua noite mais longa do ano.

Atchim!

Tinha de ser. Já andava há uns dias meio esquisito. Ontem fiquei gripado. É uma sensação bastante parva. Porque não tenho febre nem estou impedido de sair de casa e trabalhar, mas fico o dia todo sem vontade de fazer nada. E quando dá vontade de não fazer nada não vale a pena lutar. É esperar que passe...

Pequenas alegrias

O que vale é que sempre que o Benfica empata, o Sporting perde. São as pequenas alegrias da vida! E em tempo de vacas magras, qualquer coisita serve para enganar a fome.

01 fevereiro 2008

Mais uma palavra odiosa

Querem saber outra palavra que detesto? E não é um advérbio (ao contrário de comummente ou veementemente, provavelmente as mais horrorosas da língua portuguesa se não contarmos os palavrões mais cabeludos). É álcoois, plural de álcool. Yuck! Coisa tão horrível de dizer e de escrever.

Os cães ladram e a caravana passa

Pois é, no Público só se fala nos projectos assinados pelo Sócrates há tanto tempo que ainda se usava numeração romana.

É no DN que se encontram as notícias mesmo importantes! E diz o Público que é um órgão de comunicação social de referência. Pffff... Note-se que a favor do Público pesa o facto de nem a Bola, nem o Record, nem sequer o Mais Futebol falarem no assunto.

Já não há decência em Portugal.

PS: sobre a notícia propriamente dita: espero que o Nuno Gomes não saia. Digam o que disserem, mas é dos jogadores mais influentes do plantel, é o capitão de equipa e com todo o mérito e é o segundo melhor marcador do Benfica. Não fosse o golo anulado contra o Leixões e teria 7 no campeonato, tantos quanto o Cardozo (que só o ultrapassou na última jornada com os 2 que marcou em Guimarães). Acho que tem espaço no Benfica e também na Selecção, embora não como titular indiscutível. Tudo depende do adversário. Se jogamos contra uma equipa mais ofensiva e mais aberta o Nuno Gomes é uma boa opção para o ataque. Sabe buscar jogo, sabe cruzar para a área se for preciso e sabe desmarcar-se bem quando há espaço. Não é um ponta-de-lança típico, sempre na pequena área, por isso contra equipas que defendem mais que atacam não é a melhor escolha e o Makukula ou o Cardozo são melhores. Mas marca, dá a marcar e sobretudo atrai as atenções de dois defesas adversários ajudando a abrir espaços nas suas costas (na selecção o Cristiano ou o Nani decerto os saberão aproveitar; no Benfica aproveitam os espaços o Rodriguez ou o Maxi Pereira).

O rei morreu. Viva o rei!

Faz hoje 100 anos.

Versão monárquica: faz hoje 100 anos que o nosso amado Rei D. Carlos e o Príncipe Real D. Luis Filipe foram brutalmente assassinados pela canalha republicana.

Versão republicana: faz hoje 100 anos que uma revolução popular libertou o povo português dos parasitas que o governavam.

Versão do príncipe Luís Filipe: Oh, mataram o meu pai. Eh pá, então o rei agora sou eu! Oh, mataram-me. Merda! Bom, fui rei durante uns bons 5 segundos. Agora o rei é o totó do meu irmão. Dou-lhe 2 ou 3 anos, no máximo.

Hot Shots

Hmmmm... as primárias republicanas dão sempre muito que falar. A coisa fica muito mais fácil depois de escolhidos os candidatos de cada partido (a propósito: a mascote dos Democratas é um burro, a mascote dos Republicanos é um paquiderme; acho que isso diz muito sobre os méritos de cada um) porque toda a gente sabe bem para que lado cai. Mas isto de ter de escolher um favorito entre os democratas e um favorito entre os republicanos chateia imenso. É como escolher um candidato nas eleições do Benfica. Eu costumo escolher para que lado me inclino mais consoante o benfiquismo das pessoas, mas quando se trata de eleições para a presidência do Benfica não dá para desempatar...

Mas, adiante. O grande tema do momento é a desistência de Giuliani em favor de Mccain e o apoio do Excelentíssimo Exterminador, aliás, Governador da Califórnia ao mesmo candidato. Mccain neste momento reune o favoritismo do lado republicano. Sempre é melhor que um candidato mormon, dirão uns, mas eu acho que a coisa é pior que se imagina.

Façamos a comparação com um outro caso sobejamente conhecido da literatura: o presidente dos EUA nos filmes Hot Shots (Ases pelos Ares). O Mccain é um veterano de guerra. O Pres. Benson também. O Mccain é velhote. O Benson também. Acho que um candidato que consegue uma tão próxima relação com um personagem de um filme de humor nonsense dificilmente perde. Há que saber tirar partido disso, e falar nas inúmeras próteses que o próprio terá conseguido à custa de ferimentos de guerra. O tal Benson do Hot Shots estava sempre a falar na sua anca de titânio, placa de aço na testa, olhos de pôr e tirar e por aí fora. Se o Mccain fizer o mesmo a eleição está ganha!

Por outro lado, nos Democratas, a escolha é complicada: uma gaja ou um preto. A Hillary tem tudo a ganhar se se colar à imagem da Geena Davis na série sobre a presidenta, que nunca me lembro do nome. O Obama deverá tentar a colagem ao Jack Bauer e ao presidente das primeiras temporadas (não me perguntem quantas que eu nem sequer vejo a série) do 24.

Afinal, toda a gente sabe que as eleições são apenas sobre televisão. Olhem o caso Nixon vs. Kennedy.

Choque

Tou chocado!

Atão não é que andam por aí a dizer que o Sócrates assinou projectos de outros? É uma vergonha...

Sim, porque toda a gente sabe que nos 300 e tal municípios do país são os verdadeiros autores dos projectos que os assinam e submetem para aprovação nas Câmaras Municipais, não há casos de engenheiros a assinar projectos realizados por pessoas que, por falta de habilitações ou outros impedimentos legais, não o podem fazer! Ninguém assina projectos alheios, não senhor! Não se pagam assinaturas a engenheiros e arquitectos. Não, não, em Portugal não há corrupção na submissão de projectos, não há funcionários camarários a receber por projectos que não podem submeter, não há desenhadores técnicos a fazer projectos que depois levam a casa do senhor arquitecto ou do senhor engenheiro só para recolher a assinatura. O caso do Sócrates é único e excepcional. Pede-se uma punição exemplar!