31 março 2008

Hora de Inverno, hora de Verão

A hora mudou. Eu não gosto de mudanças de hora, deixam-me sempre um bocado chateado porque nunca sei a quantas ando. Numa de brincadeira quis pôr um post no blog com data de 30 de Março à 1:00 da manhã. O blogger não deixa. É que, por causa da mudança da hora, não existiu 1 da manhã de 30 de Março. Das 0:59:59 passámos para a 2:00:00. Raios, o blogger estragou-me a piada.

Ironias do destino

O grande paladino contra a pirataria, que dá pelo nome de Microsoft, usa (ou usou, ou contratou alguém que usa) uma versão pirateada de um programa de edição de som na criação de alguns ficheiros Wav que vêm incluídos com o Windows Media Player.

A história é muito, muito antiga, mas só hoje soube dela (obrigado Pedro). Pelo que percebi, não houve nenhum desenvolvimento posterior. Mas ao fim de mais de ano e meio deste este artigo (e outros similares), os ficheiros continuam a ser os mesmos.

Verificação: abrir a pasta C:\WINDOWS\Help\Tours\WindowsMediaPlayer\Audio\Wav. Abrir um dos 9 ficheiros Wav que se encontra nessa pasta com o Notepad (sim, é estranho abrir um ficheiro de audio com um editor de texto). Aparecem muitos caracteres esquisitos mas no fim, mesmo no fim do ficheiro, encontramos
"LISTB INFOICRD 2000-04-06 IENG Deepz0ne ISFT Sound Forge 4.5 "
Sound Forge 4.5 é o nome do programa usado para criar o ficheiro; até aqui, nada de estranho. Estranho é o facto de DeepzOne ser o nome do gajo que fez a versão crackada do programa.

Irónico, não?

And now, for something completely different



(obrigado Bruno)

28 março 2008

Grande escândalo!

O Primeiro-Ministro queria dizer 0,1% do PIB e disse 1%do PIB. Tou horrorizado. Depois de termos o Guterres a não saber quanto vale 6% do PIB agora temos o Sócrates a baralhar-se com as contas ao produto interno bruto.

É sina dos Governos PS, ou é do calor da discussão?

Dias úteis e dias inúteis

Lembram-se de 2004? Esse ano malvado em que perdemos duas vezes com os gregos? Além disso 2004 é recordado por outra má razão: foi o ano com mais dias úteis de que há memória: o 25 de Abril calhou a um domingo, o 1 de Maio foi no sábado, o 10 de Junho calhou em cima da quinta-feira do Corpo de Deus, o 13 de Junho foi domingo, o 15 de Agosto foi domingo e, para completar o ramalhete, o dia de Natal calhou no sábado e o de ano novo também (para mim o dia 1 de Janeiro é o último feriado do ano velho e não o primeiro do ano novo; o ano começa na prática a dia 2).

Safaram-se os fins de semana prolongados do 5 de Outubro (terça feira) e 1 de Novembro (segunda), porque ainda por cima aqueles dois feriados maravilhosos de Dezembro (1 e 8) foram logo calhar à quarta-feira, que não dá jeito nenhum a ninguém. Ao todo, sem contar com os feriados que calham obrigatoriamente em dias úteis só tivémos 4 feriados em dias úteis.

Por outro lado, 2008 é um ano em cheio: há pontes e fins de semana prolongados para todos os gostos (e além disso, até agora só perdemos 1 vez com os gregos).
Sem contar com o Carnaval e a Páscoa, temos:
25 de Abril numa sexta;
1 de Maio numa quinta;
22 de Maio: Quinta-feira de Corpo de Deus;
10 de Junho à terça, seguido do 13 de Junho na sexta (bela semana!);
15 de Agosto à sexta;
1 e 8 de Dezembro à segunda;
Natal à quinta (tira-se o 26, junta-se com a véspera de Natal e dá 5 dias)
Ano Novo à quinta também.

Só ficam a destoar o 5 de Outubro e o 1 de Novembro, que calham a um domingo e a um sábado respectivamente. Ao todo 10 fins de semana prolongados e pontes!!!

Isto é que são dias úteis: feriados à segunda, terça, quinta e sexta!

Gozem todas as pontes que puderem em 2008, porque em 2009 e 2010 a coisa vai piorar outra vez (2010 vai ser como 2004).


PS: para mim o 13 de Junho é feriado e conta como um feriado como os outros. Se no vosso concelho o 13 de Junho não é feriado é azar vosso. Dou-vos um conselho: mudem o feriado do vosso concelho ou mudem de concelho (este parágrafo foi só para usar as palavras conselho e concelho de seguida, para mostrar a minha mestria nesta coisa da ortografia).

26 março 2008

Urgência

O que está a fazer um carro celular, em marcha de urgência, em plena hora de ponta a circular em contra-mão na Avenida da Liberdade???

Tá bem que se assinalam marcha de urgência se calhar estão com pressa, mas é preciso fazer uma das avenidas principais de Lisboa em sentido contrário em plena hora de ponta? Valerá a pena o risco? Afinal, o mais certo é transportarem um gajo que vai ser condenado a uns 6 ou 7 anos de cadeia, não é por mais um quarto de hora que alguém se importa...

(obrigado pela história Nuno)

Maus filmes

Hoje há bola. Portugal-Grécia. Sinceramente não tenho muita vontade de ver. Já vi duas vezes e não gostei de nenhuma delas. Ver o jogo seria como ver um mau filme pela terceira vez. À primeira um gajo vê porque não sabe, à segunda vê porque tá a dar na televisão e alguém não viu e insiste em ver, mas à terceira já não há paciência.

Lotaria

Há uma frase, não sei de quem, que diz que o jogo é um imposto para as pessoas que não sabem matemática.

E não é preciso ser-se muito esperto para perceber que o jogo não pode compensar, senão ninguém o promovia. Uma parte das receitas do jogo serve para pagar prémios e outra parte é lucro para a entidade promotora. Estatisticamente a casa fica sempre a ganhar, estatisticamente o jogador fica sempre a perder. Sempre? Bom, nem sempre. É que, por vezes, o jogo compensa, estatisticamente.

Nota para quem não percebe matemática: compensar estatisticamente quer dizer que multiplicando o valor do prémio pela probabilidade de o conseguir obtemos um valor que é superior ao custo de uma aposta.

Nota para quem percebe matemática: é preciso somar os vários produtos Prémio x probabilidade, mas para o meu objectivo posso ignorar os prémios secundários. Também vou ignorar a possibilidade de ter de repartir o prémio, o que já é uma aproximação um bocado duvidosa. Não nos chateemos por aí.

Ou seja:
- Esta semana o Euro-milhões dá um prémio de 15 milhões de euros. Cada aposta vale 2 euros e a probabilidade de ganhar é de aproximadamente 1 em 73 milhões. 2*73 milhões = 146 milhões o que quer dizer que o Euro-milhões só compensa quando há aqueles jackpots monstruosos. Com um prémio de 15 milhões o concurso desta semana é claramente desvantajoso (a situação fica um pouco melhor quando consideramos os restantes prémios, mas mesmo assim o valor esperado por aposta é de menos de 1 euro, metade do que se apostou!)
- O totoloto por outro lado tem um jackpot de 3 milhões de euros! Como cada aposta custa 40 cêntimos e a probabilidade de ganhar é de 1 em aproximadamente 13 milhões, obtemos 0,40*13 milhões = 5,2 milhões de euros. O prémio desta semana ainda é inferior a isto, mas já está muito mais próximo (se somarmos os restantes prémios todos é capaz de chegar perto dos 80 cêntimos de retorno por euro apostado). Já é um jogo muito mais justo. Mais uma ou duas semanas sem sair a ninguém e é bem capaz de chegar ao ponto em que é vantajoso, estatisticamente, jogar.

Nota para quem acha que o meu raciocínio está viciado: o jogo continua a compensar para a casa. Acontece que estão acumuladas receitas por distribuir, à custa dos apostadores das semanas anteriores. É por essa razão que é possível numa semana que o s prémios compensem o risco. Semana após semana acumula-se dinheiro que altera o valor esperado das apostas no final.

Nota para quem ainda não ficou convencido: vejam o paradoxo das 3 portas (que não é paradoxo nenhum, mas é contra-intuitivo).

Nota para quem nem sequer ficou convencido com o paradoxo das 3 portas: façam a experiência: uma simulação por computador ou usem um dado para sortear a porta premiada e peçam a um colega para fazer de concorrente. Se os resultados da experiência não baterem certo com a vossa intuição, o problema é da vossa intuição, não é da experiência.

Gasosa

A gasolina tá cara. E o gasóleo também. Até há bem pouco tempo isso não me incomodava, como quem pagava o combustível era a empresa eu nem dava por ela. Mas agora... bom, agora a coisa é ligeiramente diferente.

Por isso, informações como as que se encontram neste site são preciosas. E permitem respostas à questão "onde devo atestar?" que não incluam incursões por Espanha.

(obrigado Jorge)

25 março 2008

7 diferenças

Bom, não são 7, é só uma mesmo.

Com a TMN, por causa de um problema de facturação, demorei 6 meses a reaver o dinheiro cobrado em excesso o que só consegui após recurso ao centro de arbitragem de conflitos de consumo.

Com a Vodafone, recebi um sms há uns dias a dizer que me vão creditar uma determinada quantia por causa de um débito indevido. Débito indevido esse de que eu nem sequer tinha dado conta.

Eficácia é: resolver problemas ainda antes de o cliente se aperceber deles! ;)

24 março 2008

Guerra de audiências

O Público resolveu incluir trackbacks nas notícias do publico.pt. Ou seja, se eu linko o Público, o Público linka-me a mim.

Agora é que vai ser, começa a guerra às audiências: linka-se o Público (coisa que até se faz de vez em quando mas começa a fazer-se mais), ganham-se links de borla, os links trazem visitantes e sobe-se a média do sitemeter! A vida é bela...

O link obrigatório

É penaaaaaaaalty!!!

Há duas formas de gritar "penalty" num estádio. Um penalty a nosso favor é saudado com um "PENAAAAAALTYYYYYY" com uma sonoridade parecida à de "GOOOOOOOOOOOOLOOOOO". Por outro lado, quando o penalty é contra nós grita-se "PENAALTY?!" (notem que as vogais duram muito menos tempo) com um ar de indignação como se acabássemos de ser invadidos por uma potência estrangeira, frequentemente seguido de um sonoro "filhodapuuuuuuuutaaaaaaa" vociferado para o árbitro ou fiscal de linha que assinalou a infracção ou então um "fodassssssssssse", olhando para o marcador e fazendo contas ao tempo que ainda falta caso o adversário o converta.

Mas esta regra não é absoluta: se o espectador seja adepto do Sporting em ambos os casos a reacção ao penalty é a segunda. Já se sabe que, independentemente de quem for chamado a tentar marcar a grande penalidade, o remate vai sair frouxo e à figura, bate no poste ou passa por cima da barra, por isso um penalty a favor do Sporting é mais ou menos como um remate que passa longe da baliza: mais um lance de perigo que se perde e a bola fica na posse do adversário.

Esta época já só falta um jogador do Sporting escorregar mesmo antes de chutar a bola e estatelar-se de costas no chão perante a gargalhada do estádio inteiro. Mas ainda faltam 7 jornadas para o fim do campeonato, mais as meias finais da Taça (e, longe vá o agoiro, a final da Taça) por isso ainda há esperança.

No sábado o Sporting nem falhou penalties durante o jogo mas é mesmo para isso que servem os empates: para dar 5 hipóteses de ver os jogadores do Sporting a falhar de seguida. Afinal, um penalty é quase golo: 9 em cada dez vezes marca-se. E falhar 3 penalties numa série de 5 é coisa que acontece uma vez num milhão. Mas como diz uma frase mais ou menos célebre que li há uns tempos, "uma vez num milhão é algo que acontece nove em cada dez vezes".



Nota para os mais distraidos: no sábado o Sporting perdeu a final da Taça da Liga contra o Vitória de Setúbal; empataram nos 90 minutos e nos penalties o Setúbal ganhou 3-2. O Setúbal falhou 2 e o Sporting falhou 3. Somam-se aos já nem sei quantos penalties falhados esta época (qualquer coisa como 8 ou 9!!!).

Manuais de instruções

Tou a ler o manual de instruções do meu carro (devo ser a única pessoa no mundo que lê manuais de instruções, mas já que tiveram o trabalho de o escrever acho que é o mínimo lê-lo). Como é habitual a qualidade dos textos é asquerosa. Desconfio que as marcas de automóveis traduzem os manuais com ferramentas de tradução automática.

A páginas tantas dou com a seguinte frase: "Ao transportar objectos volumosos, não conduza com a bagageira aberta ou entreaberta, por causa do risco da entrada de gases de escape tóxicos no habitáculo". Ah, é por isso? Um gajo leva um sofá na bagageira e não deve conduzir com a porta aberta por causa dos gases de escape! E eu a pensar que era pelo risco de queda de objectos para cima dos outros carros... afinal é só uma precaução contra o monóxido de carbono!!!

Boas intenções

No outro dia deram-me um folheto sobre a fadiga ao volante. Foi nas portagens. O papelito dava conselhos úteis, como os sinais de cansaço a que devemos prestar atenção, alertava para a necessidade de descansar, etc.

Mas se o objectivo é alertar os condutores para a importância de repousar durante uma viagem porque é que entregam o folheto à saída da auto-estrada em vez de ser na entrada? Eu bem sei que na entrada das auto-estradas só temos a máquina para tirar o ticket, que só há operadores humanos nas saídas, mas quando chego a Alverca depois de uma viagem os conselhos sobre a necessidade de descansar já não vão muito a tempo, não é? Afinal faltam-me só 15 km para chegar a Lisboa e já não há mais áreas de serviço.

Digo eu, que disto não percebo muito, que mais valia entregar os tais folhetos em cada área de serviço, fosse na caixa da bomba de gasolina, nas lojas ou no bar. A meio da viagem e portanto bem a tempo de aconselhar alguém de forma útil.

Em vez disso fiquei com mais uma folha de papel para reciclar.

21 março 2008

Educação

Em virtude dos acontecimentos que recentemente vieram a lume, com a divulgação de um vídeo amador que mostra um caso de agressão a um professor, o Ministério da Educação já reagiu.

Assim, e a partir do próximo ano lectivo, além da formação contínua sobre a utilização das tecnologias de informação ou quadros interactivos os professores vão passar a poder assistir a acções de formação sobre defesa pessoal, pugilismo e karate.

Aviso

Começa hoje a Primavera. Por isso não estranhem se virem pessoas, das mais novas às mais velhas, a comportarem-se como se tivessem as hormonas aos saltos. Provavelmente têm.

20 março 2008

350 km, 3/8 de depósito

Até ver tou contente com os consumos do carrito. Hoje fui dar uma "voltinha" de 300 km e o ponteiro desceu até meio caminho entre o meio depósito e os três quartos. Claro que ainda estou a fazer a rodagem e por isso ando devagarinho; esta média vergonhosa (uns míseros... ora, 3 vezes 9 vinte sete, noves-fora-nada... 4 litros aos 100 ou 4,5) não se deve manter muito tempo. Mas mesmo assim é animador!

De caminho, já passei uma série de marcos que são históricos na vida de qualquer automóvel:

1. Primeira chuva: foi logo que o fui buscar, chovia; tão novo e já está todo cheio de pó, parece que tem p'ra cima de 15 dias!!!

2. Primeira vez que o deixei ir abaixo: uns 15 minutos depois de ter pegado nele pela primeira vez, ao terceiro semáforo (o primeiro que era a subir). Depois disso já aconteceu mais uma meia dúzia de vezes (oh pá, o motor é mesmo pequenino, é preciso dar-lhe uma aceleradelazita, mas... tenho pena dele, tadinho!!!)

3. Primeira lomba: foi ontem à noite. Até me vieram as lágrimas aos olhos.

4. Primeira cagadela de pássado: esta noite; quando peguei no carro de manhã tinha lá uma poia de passaroco no vidro do condutor. A sorte do pássaro é que não estava por perto que tinha-o cortado às postas e alimentava a ninhada dele com os restos mortais do progenitor (sim, eu sei, às vezes dou uns toques nisso do sadismo; aprendi com o Hannibal Lecter)

5. Primeiro buraco: ontem à noite. Ainda doeu mais que a primeira lomba.

6. Primeiro carro que vejo com matrícula mais recente que a minha: hoje de manhã. Mesma marca, mesmo modelo, cor mais ranhosa (era prateado) e matrícula uns 1800 números mais à frente. Mesmo assim foi melhor que o anterior: fui buscá-lo num dia à tarde, chego ao escritório e já lá estava estacionado outro com matrícula mais recente! E agora a chegar a casa passei por outro que também é mais novo que o meu. Mas, que eu saiba, ainda tenho o carro mais recente aqui da rua.

7. Primeiro troço de estrada que me arrependi de fazer: hoje de manhã, fui pela nacional 1 e aquilo entre Aveiras e Rio Maior está uma vergonha. O piso é de cimento que com o tempo fracturou; há uns anos fizeram obras, mas em vez de substituir o piso limitaram-se a injectar alcatrão líquido para as fendas. Já está tudo partido outra vez e em vez de reparar o piso puseram uns sinais a dizer "Piso em mau estado" a cada 1 ou 2 km.

8. Primeira buzinadela: hoje de tarde; alguém que não podia mesmo estacionar 100 metros à frente (onde havia lugares disponíveis) tava a bloquear-me. Apeteceu-me fazer-lhe o que merecia o pássaro que me cagou o vidro

9. Primeiro esquecimento da antena: foi agora. Acabei de me lembrar que deixei a antena no sítio. A ver se amanhã ainda tenho antena. Ao contrário do carro anterior, se não tiver a antena não consigo ouvir a Radio Capital na maior parte dos sítios; com o outro carro não precisava de antena, ouviam-se bem quase todas as rádios, pelo menos em Lisboa.

10. Primeiro pontapé no pneu: também foi há bocado, estava a fumar um cigarro (por enquanto institui a regra de não fumar dentro do carro; pelo menos até apanhar o primeiro engarrafamento) ao lado do carro e aproveitei para dar um biqueiro ao pneu da frente. (isto do pontapé no pneu é uma coisa que só os homens entendem; para dar a ideia que sabem do que estão a falar quando falam de carros uns com os outros, dão um pontapé ligeiro no pneu, como que a verificar a pressão; claro que não interessa para nada porque não se consegue distinguir 1,5 de 1,8 ou de 2,0 atm à biqueirada, mas dá um ar de expert; é como espreitar para dentro do capot quando algo corre mal com o carro; não sabem do que estão à procura, mas procuram para parecer que sabem o que se passa e só ao fim de 2 minutos a olhar para as entranhas da viatura é que ligam para a assistência em viagem, geralmente após manifestações de irritação da companheira de viagem)

E pronto, é o top 10 das efemérides do popó novo.

19 março 2008

Cabeçalhos

Acabadinho de regressar a casa após a aquisição desse omnipresente símbolo do capitalismo que é a viatura própria, passo os olhos pelas gordas no site do Público.

Um título chamou-me a atenção: «"Êxito que está a ser vivido no Iraque é inegável", diz Bush». Um pouco mais abaixo, as notícias relacionadas têm os seguintes títulos: « Quase um quinto dos iraquianos é refugiado ou está deslocado», «150 ou 600 mil? Quantos iraquianos morreram?» e «A segunda guerra mais cara de sempre para os americanos».

Imagino que os 20% de refugiados, os familiares das 150 a 600 mil vítimas e os "tax-payers" americanos consigam negar esse sucesso sem grandes dificuldades, por isso interrogo-me qual terá sido a amostra usada no estudo de opinião que permite concluir a inegabilidade desse êxito.

Atestar custa

'da-se!!! 1,35 por litro de gasóleo??? Dói, han? Antes tinha carro da empresa, tava-me a borrifar para o preço que não era eu que pagava, mas agora largar 48 euros por 30 e poucos litros provoca dores na alma. Ó leitores deste blog que possuem viatura própria: entre Repsol, BP e Galp, qual tem o gasóleo mais barato?

A propósito: já comprei o carro. Estive até agora à espera do certificado provisório de seguro e essas trapalhadas todas. É cinzento, funciona a gasóil e tem entrada para leitor de mp3. O resto das informações acho que é secundária.

18 março 2008

A Anna

A Anna é uma fulana engraçada. Cruzei-me com ela no outro dia, fomos apresentados por outra Ana.

A Anna, a tal que eu conheci no outro dia, trabalha no IKEA. Não vale a pena irem à loja, podem encontrá-la no site do IKEA (canto superior direito)

Um exemplo de diálogo que mantive com a Anna:

Eu: Olá!
Ela: Olá, tudo bem? Tem alguma questão sobre a IKEA? Como posso ajudar?
Eu: Não, sinto-me abatido.
Ela: Sinto muito! Talvez umas compras na IKEA fossem um bom remédio! Porque não dá uma vista de olhos na página das novidades?
Eu: És muito prestável
Ela: Obrigada, é sempre bom ouvir elogios! Vamos falar sobre a IKEA!
Eu: E gira! És gira.
Ela: Muito obrigada pelo elogio! Falemos agora da IKEA!
Eu: Tens namorado?
Ela: Dedico-me exclusivamente a responder a perguntas sobre a IKEA e por isso não tenho tempo para procurar namorado. Pergunte-me algo sobre a IKEA.
Eu: Ah é? Onde vives?
Ela: Estou na Internet! Vivo na página da IKEA.
Eu: Vamos pinar?
Ela: Suponho que já se terá apercebido que eu sou um robô e não posso fazer nada disso. Mas posso falar consigo sobre a IKEA, por exemplo.
Eu: Vamos pinar!
Ela: De certeza que será muito divertido, mas eu apenas estou preparada para responder a questões sobre a IKEA.
Eu: Feia!
Ela: Sou uma assistente virtual, não tenho sentimentos nem reajo a insultos. No entanto, estou disponível para responder a questões sobre a IKEA.
Eu: Mostra-me as mamas!
Ela: Os meus criadores não me permitem mostrar o meu corpo.
Eu: Estúpida!
Ela: Não entendo porque está a usar essa linguagem comigo. Podemos continuar a falar da IKEA, por favor?
Eu: Vou-me embora.
Ela: Muito bem! Quer saber mais alguma coisa sobre a IKEA?
Eu: Não. Vai à merda!
Ela: Por favor, faça questões relacionadas sobre a loja e não se zangue comigo.

(é isto o que acontece quando se dá tempo livre aos informáticos...)