29 fevereiro 2008

Overdue

Eu sei, eu sei, tenho-me andado a borrifar para os meus leitores e isto assim não anda.

Mas eu explico (até porque tenho uma grande lata e arranjo desculpas para tudo!).

Em Janeiro entreguei a carta. Aquela que diz que dentro de 60 dias quero mudar de ares. Hoje é o dia em que mudo de ares. Vou deixar de fazer aquilo que faço e vou passar a fazer outra coisa. A bem ver, algumas das coisas que vou fazer são iguais a algumas das coisas que faço. Mas há coisas que vou passar a fazer que não fazia e há outras que fazia que deixo de fazer. Tão a perceber? Era isto que eu fazia para ganhar a vida. Fazia coisas, algumas das quais continuarei a fazer e outras não. O que muda, radicalmente, o sítio.

Enfim, resolvi dar um abanão à minha vida profissional.

A partir de hoje ando de transportes (AAAAAAAAAAAAAAAAH!) com o iPod e um livro a fazer companhia. Deixo de ter portátil (e é tão lindo o portátil, pá! Um 12 polegadas com 1,7 kg) mas compenso com um computador de secretária que já comprei (com um brutal LCD de 22" que é um espectáculo para ver a primeira temporada do Dexter que já saquei, errr.... comprei, que comprei). Mas vou passar a trabalhar mais tempo em casa e menos tempo fora, e vou deixar de ter horário fixo. Passo a mandar e desmandar na minha agenda. E posso dar-me ao luxo de dizer que não faço alguma coisa porque não me apetece. Até hoje, se não me apetecia fazer, não fazia, mas tinha de arranjar uma desculpa qualquer semi-válida ;)

E por isso as últimas semanas têm sido mais ocupadas. Tem sido tempo de arrumar a tasca. Finalizar assuntos, documentar procedimentos, passar a pasta aos poucos. O que é possível passar, que há coisas que só se transferem por osmose e a osmose requer muito tempo de convivência entre quem sabe e quem quer saber ou precisa de saber.

A partir de segunda-feira já começarei a reportar ao vivo e a cores a partir do meu novo escritório hi-tech: a minha sala de estar.

Até lá, tenho aqui ao lado um papel com 5 coisas assinaladas às quais devo dar um pouco de atenção, que só me sobram cerca de 2 horas e meia. O Ó faxavor! segue dentro de momentos.

27 fevereiro 2008

O fio do telefone

Há telefones com fios e sem fios. E há vantagens na escolha de um e de outro. Por exemplo, os telefones sem fios permitem-nos maior liberdade de acção e até, dependendo do alcance da transmissão, ir ao café com o telefone fixo no bolso e não perder as chamadas do telefone lá de casa. Geralmente todos têm uma lista telefónica que nos facilita o trabalho de fazer chamadas. Não precisamos decorar ou ter papelinhos com os números de telefone mais importantes. Por outro lado os telefones com fios têm duas grandes vantagens, a meu ver: nunca ficam sem bateria nem sem sinal e são muito mais baratos. Tão baratos que em geral o operador de telefones oferece-nos (aliás, empresta!) um.

Mas há uma diferença que faz toda a diferença, passe a expressão. E que me faz optar por telefones sem fios em detrimento dos telefones com fios: é o fio do telefone. Esta frase pode parecer bastante estúpida (e provavelmente é), mas tem razão de ser. O fio do telefone, aquele que liga o telefone ao auscultador, acaba sempre por ficar amarfanhado. Cheio de voltas e mais voltinhas. O meu telefone no escritório está sempre assim. E não vale a pena desenrolar o fio do auscultador, porque uns dias depois volta à mesma. Acho que já é a posição natural do fio deste telefone: amarfanhado.

O amarfanhamento de fios de telefone é como os nós que aparecem num rolo de fio de nylon. Aparecem por geração espontânea e o máximo que podemos fazer é, após constatar o seu aparecimento, encolher os ombros em resignação e desatá-los. Seria de esperar que, em 2008, com tanta tecnologia disponível, já tivessem sido inventados fios de telefone anti-amarfanhamento e rolos de fio de nylon anti-nós. Mas não, a malta que inventa coisas prefere inventar esquemas para poder ver um jogo de futebol multi-câmaras, mesmo que só se tenha uma televisão, o que só faz com que a malta esteja permanentemente a perder lances por andar a brincar aos realizadores. Inventar um fio de telefone que não se amarfanhe? Não, isso não tem jeito nenhum, não vai servir para nada. E então inventar um esquema para pôr a malta a fingir que sabe realizar um jogo de futebol? Eh pá, isso é que é uma grande ideia!

Foi por razões profundas como esta que decidi deixar de ser cientista. E não me arrependo. Sou contra o amarfanhamento de fios de telefone e a favor dos jogos de futebol com realização feita por profissionais e em canais de sinal aberto.

26 fevereiro 2008

Dia longo...

Dia muito longo.
Ainda não jantei.
Mais novidades após dormir.
Desculpem lá o mau jeito.

A verdade é que estou em processo de mudança de computador, ainda não tenho os bookmarks à mão, não tenho as aplicações necessárias (nem as desnecessárias!) instaladas, e os últimos dias no escritório têm sido uma correria.

Mais novidades para breve.

25 fevereiro 2008

Querer!

Diz Soares Franco, presidente do Sporting que queremos ganhar mais campeonatos que o Benfica, queremos ganhar ao Benfica, queremos ser melhores que o Benfica.

Pois, só que ganhar mais campeonatos que o Benfica, ganhar ao Benfica e ser melhor que o Benfica não é para quem quer. É para quem pode. E o Sporting, está visto, não pode.

24 fevereiro 2008

Não há duas sem três

O Esportém jogou com o Setúbal.
É a terceira vez esta época.

Para a Taça da Liga, perderam.
Na primeira volta do campeonato, empataram.
E hoje, na segunda volta do campeonato, voltaram a perder.

São estas pequenas coisas que alegram os meus fins de semana quando o Benfica não ganha (empatámos com o Braga).

Ah, sim, e a cereja no topo do bolo: o Benfica continua com 4 pontos de avanço para o terceiro classificado. Só que agora o terceiro classificado é o Guimarães!

22 fevereiro 2008

Elevador

Elevadores em sítios assim cheios de gente costumam ter dois botões. Um para quem quer subir, outro para quem quer descer. Curiosamente não têm nenhum para quem não quer subir nem descer, mas não deve haver muita procura.

Quero-vos falar de um desses elevadores, que está num determinado sítio que não vou mencionar, e é muito à frente. Tão à frente que os botões até têm a sua função escrita em braile, para que os utentes invisuais possam saber em que botão carregar. É um elevador muito consciente da sua obrigação social, tá-se mesmo a ver.

E num dos pisos reparei que o botão para cima está... virado ao contrário. Para quem vê é fácil perceber que o botão está ao contrário, porque seria estúpido ter dois botões para descer e nenhum para subir. Afinal, uma seta para cima virada ao contrário é uma seta para baixo. Mas... o sinal de subir em braile virado ao contrário é o quê? Às tantas é um insulto qualquer e os cegos até podem ficar ofendidos.

(o elevador em questão encontra-se no Departamento de Física do IST; o botão virado ao contrário está no piso +2)

Auch!

Sem palavras. Sigam o link.

(obrigado Tânia)

Oxímoro

Oxímoro é uma figura de estilo que consiste numa expressão que emprega termos contraditórios (segundo o dicionário online da Priberam).

Exemplo: Autoridades competentes

Snooze

Hoje não precisei de Snooze. Acordei às 7:20, sem despertador (o alarme estava para as 8 horas) e completamente desperto. É um fenómeno que já não acontecia há um ano e tal!

Em regra, o alarme toca ininterruptamente das sete e meia às oito e um quarto, oito e meia, até eu acordar. Depois tenho de me despachar à pressa porque já estou atrasado.

Isto quererá dizer que:
a) finalmente comporto-me como o adulto que supostamente sou
b) antecipava um dia em cheio e por isso acordei cheio de pica
c) os vizinhos de cima resolveram tocar bateria
d) esqueci-me de fechar os estores e levei com o sol na tromba a partir das sete
e) nenhuma das anteriores; a história é pura ficção

21 fevereiro 2008

Jogar à bola

Não jogámos bem. Bom, isto é um grande eufemismo. Fizémos um jogo de merda. Daqueles que às vezes só dá vontade de mudar de canal. Só não mudei porque no outro canal dava o Esportém e não tava p'ra ver a lagartada. Ainda por cima estavam a ganhar e a fazer um grande jogo. Eh pá, ver o Benfica jogar mal dói. Mas ver o Benfica jogar mal sabendo que o Sportém tá a jogar bem, a ganhar com toda a justiça e a dominar o jogo é uma dor que não se consegue explicar. Preferia dar à luz um bezerro com seis meses. Mas vamos ao que interessa: o jogo. Ou melhor, o resultado do jogo. Fizémos uma primeira parte muito fraca mas deu para aguentar o 0-0 (como tínhamos ganho 1-0 na primeira mão dava para safar). Na segunda parte ainda fizémos pior. A 20 minutos do fim estávamos a perder 2-0 e mesmo no fim, no finzinho, marcámos 1 golo que nos dava o apuramento. Era o minuto 90. E depois ainda empatámos já nos descontos.

Podemos analisar o jogo de duas formas distintas.

A primeira é dizer que o Benfica não jogou um cú, que o Nuremberga fez tudo bem feito, que seria um vencedor mais que justo do jogo e da eliminatória. Que os centrais do Benfica meteram férias, que o Luis Filipe é uma nódoa (o lance do segundo golo... bem, nem vos digo nada. Se não viram o jogo vejam o resumo na televisão ou vão ver o lance ao youtube, que contado ninguém acredita), podemos dizer que o Leo, o Petit, o Katsuranis não fizeram grande coisa, que o Maxi Pereira nem se viu, que o Makukula não deu uma para a caixa, que o Nuno Assis só muito raramente acertou uma. Podemos dizer que só o Quim, os postes, muita sorte e uma boa dose de azelhice dos avançados do Nuremberga nos safaram de uma cabazada histórica, que até faria com que o famoso jogo dos 7-0 contra o Celta de Vigo fosse recordado com saudade. Podemos dizer que só no fim, num lance fortuito e com grande intervenção divina é que conseguimos marcar uma cagada de golo. Que só por milagre é que a bola entrou. E até podemos dizer que só a desconcentração do Nuremberga nos descontos, quando precisava de um golo que procurou e que seria justo que obtivesse, permitiu que num lance de contra-ataque fizéssemos o empate.

Esta é uma análise do jogo, decerto terá os seus méritos. Não tenciono discutir qual é a análise certa ou errada, nisto não há certo ou errado. Há análises que servem os nossos propósitos e análises que não servem os nossos propósitos. E essa análise, a que diz que o Benfica levou um banho de bola de um modesto adversário que ocupa somente a terceira posição a contar do fim no campeonato alemão, não me interessa.

Interessa-me antes outra. Interessa-me antes analisar o jogo sob este prisma: o Benfica entrou no jogo com vantagem de 1-0 na eliminatória. Empatar chega, até perder por 1 serve, desde que se marquem golos. O adversário era modesto e, a julgar pela imensidão de oportunidades falhadas, merece bem a posição que ocupa no campeonato. Falta de técnica, falta de frieza no momento da finalização, enfim, falta de qualidade de jogo. E por isso andámos nas calmas, a recuperar dos últimos jogos que têm causado algum desgaste na equipa, poupando os principais artistas do plantel, com ordens para não se esforçarem demasiado e, a bem da competitividade da taça UEFA que é, como todos sabem, o parente pobre da Liga dos Campeões, dar alguma esperança aos alemães. Olhem, terá dito Camacho aos jogadores no balneário ainda antes do jogo começar, isto é tão cagativo que se vos apetecer, se estiverem p'raí virados, até lhes podem dar a primeira parte de avanço que estes gajos não percebem nada de bola. E os jogadores, obreiros e obedientes, assim o fizeram e deixaram que os jogadores do Nuremberga se cansassem, correndo insistentemente atrás da bola, em repetidos lances de ataque, ora pela esquerda, ora pela direita, ora pelo centro, sem nunca conseguirem marcar um golo. Foi um jogo de gestão de expectativas brilhantemente orquestrado por Camacho, que aos poucos foi enervando os jogadores do Nuremberga. Ao intervalo, estando o plano a correr de feição, Camacho apostou uma cartada forte e escolheu a táctica da desmoralização: eh pá, deixem-nos jogar p'raí meia hora, sofram um ou dois golitos se for preciso e virem o resultado no fim! E assim foi! Sob a precisa batuta do Maestro Rui Costa, a equipa foi deixando jogar e até marcar! Aos 75 minutos, foi o golpe de mestre! O Benfica sai para o ataque, domina completamente o jogo, deixando o Nuremberga cada vez mais aflito, a ver que a sua magra vantagem de 2 golos provavelmente não daria para ganhar sequer o jogo, quanto mais a eliminatória e aos 90 minutos, no auge da expectativa alemã, Cardozo, com um lance de génio, vendo a boa posição do guarda-redes resolve rematar frouxo com uma bola saltitante e enrolada com um efeito caprichoso que só o seu maravilhoso pé esquerdo consegue imprimir faz a bola ressaltar duas vezes na relva antes de se aninhar, de forma justa, no fundo da baliza dos alemães. E neste ponto o Benfica domina as operações, foi só esperar 2 minutos e novo golo, desta vez deu para tudo, até para parecer que o Di Maria já tinha perdido ângulo e teria sido melhor passar a bola ao Cardozo. Mas não, tudo fazia parte do plano. O plano de não só eliminar os alemães mas destruir por completo a sua moral, a sua capacidade de resistência, até mesmo a sua vontade de viver.

É, gosto mais desta análise. Podem dizer o que quiserem, mas ver o jogo assim é muito menos frustrante.

Eclipses

A foto é do eclipse do ano passado, não foi desta noite. Não está grande coisa, mas é o que se arranja sem tripé e com uma máquina com algumas limitações (é uma Konica-Minolta Z5; as fotos com baixa iluminação ficam com muito ruido e por isso tive de usar ISO 50 e úma exposição de 4 segundos).



O eclipse de ontem não o pude ver. Ao menos podiam ter marcado o eclipse para horas decentes! Por exemplo ao fim da tarde, teria dado muito mais jeito ao pessoal todo. Não percebo esta mania de fazer os eclipses da Lua sempre a altas horas da madrugada. Ao menos os eclipses do Sol costumam ser de dia!

(acho que fiz a mesma piada no ano passado; desculpem lá, mas estou com falta de imaginação/tempo/vontade - riscar o que não interessa)

20 fevereiro 2008

Apetites

Coisas que me apetece fazer agora:
1. Dormir
2. Comer
3. Ver TV
4. Ler blogs
5. Beber café
6. Fumar um cigarro

Coisas que não me apetece fazer:
1. Trabalhar


Prontos, basicamente é isto

A coisa mais chata

O Porto ontem perdeu. É chato. Eu torço, por regra, a favor das equipas portuguesas nas competições da UEFA. Mas quando perdem aproveito para gozar com eles e dá-me uma certa satisfação ver os golos que sofrem.

Só que ontem o Porto perdeu 1-0 e o golo foi logo aos 4 minutos. Não vi o jogo, só soube o resultado no fim. Hoje ao almoço tava em pulgas à espera do resumo para ver o golo do Shalke 04, que parece que foi um frango. E assim podia gozar com os portistas.

Mas não. O golo foi logo no primeiro lance e por isso, como estava de costas para a televisão, não dei por ela. Quando me virei para ver o resumo já tinha sido o lance do golo.

Mas pronto, nao se perde tudo. Deu para ver as oportunidades de BALIZA ESCANCARADA que os tripeiros falharam.

19 fevereiro 2008

Bancos

O BCP apresentou resultados mauzitos (eh pá! o espanto!!!) e anunciou um aumento de capital de mil milhões de euros.

Errrrrr... tá bem, mas olhem que desta vez não é para financiar a compra das acções com crédito do próprio banco, ok? Esse truque já se usou uma vez e deu buraco.

Atraso

Atrasei-me e a oportunidade passou. Queria visitar Cuba ainda durante o reinado de Fidel (para depois poder visitar Cuba após Fidel e comparar em primeira mão) mas já não vou a tempo.

Fidel é o último dos grandes revolucionários. Daqueles que fizeram as revoluções por convicção. Com a sua saída, as revoluções do mundo ficam a cargo dos Chavez que por aí andam. E entre Chavez e Fidel, venha Fidel.

18 fevereiro 2008

A culpa da chuva

O Ministério do Ambiente diz que a culpa dos estragos provocados pelas chuvas é das autarquias (no fim da notícia pode ler-se que em Lisboa registaram-se 30 mililitros de precipitação em Lisboa entre as 4 e as 5 da manhã. Bom, 30 mililitros não é muito. Agora... se fossem 30 MILIMETROS... alguém que explique ao jornalista do Público que mililitros é uma unidade de volume e que 30 mililitros é o equivalente a um cálice de bagaço enquanto que a precipitação se mede em milímetros, ou seja litros por metro quadrado. UPDATE: também escrevi um comentário à notícia; o comentário não foi publicado, em vez disso mudaram o texto da notícia; e assim o Público, órgão de comunicação social de referência, vai fingindo que não mete a pata na argola; já não é a primeira vez que acontece, acho que vou começar a guardar PDFs das várias versões das notícias).

Mas... de quem é a culpa da chuva? Lê-se no último parágrafo desta notícia que a culpa é de uma depressão instável a oeste da Península Ibérica. Mas... quem? Quem é que tá com uma depressão instável capaz de fazer chover como se não houvesse amanhã? Descubram-no e resolvam o problema de uma vez por todas! (Se fosse uma depressão estável resolvia-se com Prozac 2x ao dia durante uns meses ou anos. Uma depressão instável resolve-se com 2 ou 3 frascos de uma só vez!)

Tens aí um milhão de euros?

Se tiveres aí um milhão de euros a mais, que não te faça falta, dispensa-mo, tá bem?

É que eu quero um destes, mas agora não me dá jeito pagar este guito todo.

Há outros carros anfíbios, claro, mas... ESTE ANDA DEBAIXO DE ÁGUA, MAN!!! DEBAIXO DE ÁGUA!

Kosovo

O Kosovo declarou a independência. A Sérvia não gostou. A maioria dos estados da UE parece que gosta. Mas... se reconhecemos o direito do Kosovo à independência, porque não reconhecemos o mesmo direito ao Chipre do Norte?

Afinal, se o Kosovo é uma região da Sérvia habitada maioritariamente por albaneses, o chipre do Norte é uma região de Chipre habitada maioritariamente por turcos.

Não tenho opinião sobre a independência do Kosovo. Não sei se concordo ou se discordo. Mas não gosto da forma como a UE começa a desenhar as suas intervenções em matéria de política externa.

And now, for something completely different... AJJ diz que a situação do Kosovo não tem nada a ver com a situação da Madeira. Mas... alguém disse que tinha? Ou foi ele que sonhou?

Dilúvio

Ora bem, por onde é que começo?

Tá a chover. Muito. Tanto que inundou várias estradas. Já ouvi falar em carros com água pelas portas na segunda circular, algo que é muito, mas mesmo muito raro. Os sítios do costume (Algés, Alcântara) estão debaixo de água e só se passa de barco a remos. A linha de norte está cortada na Bobadela, não há comboios. O IC 19 alagou no Cacém. A marginal foi cortada em Caxias. O Eixo N-S tem lençois de água. Na Av. de Ceuta houve uma derrocada. Os túneis do Campo Grande e Campo Pequeno fecharam. Nos acessos da A1 e IC2 o trânsito esteve condicionado com faixas cortadas por causa da água. A fila para a Ponte 25 de Abril começava no Fogueteiro. A radial de Benfica ficou completamente parada. O nó de Frielas da A8 foi cortado. Os semáforos em Sete Rios estão desligados, para ajudar à festa. Diz a PSP que eles até queriam sugerir vias alternativas, mas não há. Alternativa mesmo, só tirando o dia de férias.

Eu até que não dei por nada! Achei que havia menos trânsito que é habitual. Muito menos. É a vantagem de morar dentro de Lisboa. Quando a coisa tá complicada fica tudo parado fora de Lisboa a tentar entrar e quem já está dentro da cidade até se safa bem.

Na semana passada li uma notícia que dizia que a chuva estava nos valores mínimos dos últimos 90 anos ou coisa no género. Acho que só com este fim de semana já conseguimos recuperar a média de precipitação.

14 fevereiro 2008

Conflito Institucional

É muito complicado quando as instituições se confrontam. Sobretudo quando são instituições sérias e com forte influência na vida das pessoas. Podem gerar-se situações muito difíceis de gerir (só quando reli o post à procura de gralhas, coisa que sempre faço embora com taxas de sucesso lastimáveis, é que reparei na bela sonoridade desta frase em que são usados quase consecutivamente os verbos gerar e gerir. É lindo, pá! É lindo, é o que é!)

Hoje é Dia de S. Valentim. Dia para passar com o(a) namorado(a) ou esposo(a). É o dia em que se celebra a união entre pessoas, representada no seu escalão máximo pela instituição do matrimónio. Podemos dizer que é uma espécie de dia oficioso do casamento (sejam ou não casamentos com papeis e tudo).

E hoje joga o Benfica para a Taça UEFA e o jogo dá na televisão em canal aberto (20:45, RTP1).

É a segunda vez consecutiva em que os portugueses são confrontados com este dilema: harmonia conjugal versus Benfica. Eu tenho sorte. A minha namorada é benfiquista e também gosta de ver bola (desde que haja golos; se chegarem ao intervalo a 0-0 não dá para a convencer a ver a segunda parte). Mas nem todos são igualmente afortunados...

(obrigado ao mano pela chamada de atenção)