Ao telefone para marcar um hotel:
Eu: Quero fazer uma reserva de um quarto para amanhã.
Ele: Concerteza. Mas olhe, que estamos em obras.
Eu: Sim?...
Ele: É que não temos restaurante.
Eu: Tá bem.
Ele: Nem elevadores
Eu: O-K...
Ele: Nem televisão satélite.
Eu: Ao menos têm electricidade e água?
Ele: Sim, sim. Água quente e água fria.
Eu: Então tá bem.
Ele: Ah, e o pequeno-almoço é também reduzido.
Achei por bem confirmar a reserva e parar de falar com o homem antes de descobrir que também há quartos sem paredes, ou janelas vidros ou assim.
Por isso, lá vou. P'ó Algarve. E ouvi dizer que amanhã tá solinho, não é?
(agora, vem a parte frustrante: vou estar o dia todo fechado numa sala a dar formação; começa às 10h e acaba às 17h. Depois volto para Lx. A vida é dura, é o que vos digo...)
18 janeiro 2008
Campanhas polémicas
Começou há pouco tempo uma campanha da Optimus que deixou muita gente danada. Parece que houve não sei o quê no dia de lançamento e os jornais tinham todos o novo símbolo da Optimus escarrapachado na 1ª página e os sites dos jornais tinham todos uma publicidade enorme à Optimus e mais não sei o quê. Eh pá, devo dizer que não reparei, mas também não percebo o problema. É que a campanha da Optimus tem problemas muito mais sérios, nomeadamente... é inconstitucional! E ninguém reclama com isso!!!
Ontem vi dois outdoors da Optimus. Um diz "Ninguém vive sem palavras" o outro diz "Ninguém vive sem sentimentos". Ora estes slogans são claramente discriminatórios e portanto contrários à nossa Constituição.
No que diz respeito ao primeiro, o das palavras, há quem viva sem palavras: os surdos não as ouvem, os mudos não as dizem. Ou seja, um surdo-mudo vive sem palavras. Podemos justificar a questão alegando que a linguagem gestual também tem palavras, mas então e um surdo-mudo-cego? Claro que a Optimus pode dizer em sua defesa que não percebe para que quererá um surdo-mudo-cego um telemóvel e assim escapar ao epíteto de "empresa que discrimina pessoas com deficiência".
Mas em relação ao segundo slogan... "Ninguém vive sem sentimentos"? Então e os sociopatas??? Serei eu o único a reparar na alarvidade que é promover uma campanha publicitária que discrimina os sociopatas? Então os sociopatas não são ninguém? Tá bem que a maior parte dos sociopatas não são boas pessoas e há alguns que até fazem coisas más, tipo matam pessoas e assim. Percebo que a generalidade da população não goste muito de sociopatas e tendo escolha não quererá ter muitos amigos sociopatas ou ter um sociopata como genro. Mas uma empresa não pode andar p'raí a discriminar pessoas só porque são sociopatas! Só falta começarem a discriminar os esquizofrénicos, doentes de Alzheimer, paranoicos e afins dizendo coisas como "Ninguém vive sem realidade" ou então discriminar os daltónicos dizendo "Ninguém vive sem cor". Ou pior ainda, porque discriminam uma fatia maior da população (atrevo-me a dizer que são mesmo a maioria?) dizendo "Ninguém vive sem alegria" e discriminando todos os deprimidos.
Boicotem a Optimus! A Optimus está a discriminar os surdos-mudos-cegos e os sociopatas na sua política de marketing!
Ontem vi dois outdoors da Optimus. Um diz "Ninguém vive sem palavras" o outro diz "Ninguém vive sem sentimentos". Ora estes slogans são claramente discriminatórios e portanto contrários à nossa Constituição.
No que diz respeito ao primeiro, o das palavras, há quem viva sem palavras: os surdos não as ouvem, os mudos não as dizem. Ou seja, um surdo-mudo vive sem palavras. Podemos justificar a questão alegando que a linguagem gestual também tem palavras, mas então e um surdo-mudo-cego? Claro que a Optimus pode dizer em sua defesa que não percebe para que quererá um surdo-mudo-cego um telemóvel e assim escapar ao epíteto de "empresa que discrimina pessoas com deficiência".
Mas em relação ao segundo slogan... "Ninguém vive sem sentimentos"? Então e os sociopatas??? Serei eu o único a reparar na alarvidade que é promover uma campanha publicitária que discrimina os sociopatas? Então os sociopatas não são ninguém? Tá bem que a maior parte dos sociopatas não são boas pessoas e há alguns que até fazem coisas más, tipo matam pessoas e assim. Percebo que a generalidade da população não goste muito de sociopatas e tendo escolha não quererá ter muitos amigos sociopatas ou ter um sociopata como genro. Mas uma empresa não pode andar p'raí a discriminar pessoas só porque são sociopatas! Só falta começarem a discriminar os esquizofrénicos, doentes de Alzheimer, paranoicos e afins dizendo coisas como "Ninguém vive sem realidade" ou então discriminar os daltónicos dizendo "Ninguém vive sem cor". Ou pior ainda, porque discriminam uma fatia maior da população (atrevo-me a dizer que são mesmo a maioria?) dizendo "Ninguém vive sem alegria" e discriminando todos os deprimidos.
Boicotem a Optimus! A Optimus está a discriminar os surdos-mudos-cegos e os sociopatas na sua política de marketing!
Eufemismo
Entre outros, alguns inspectores do SEF estão a ser julgados por auxílio à imigração ilegal. Ao que parece os senhores inspectores recebiam... como hei-de dizer?... gratificações... errr... não pecuniárias... para facilitar a legalização de imigrantes errr... do sexo feminino que trabalham... hmmmm... errr... em... serviços, com horários de trabalho... não canónicos.
17 janeiro 2008
Link do dia
Hoje é dia de vacas magras (que é como quem diz, hoje tenho mais que fazer...) e por isso só agora, quando já muita gente terminou o seu dia de trabalho e se dirige para casa, é que abro a loja.
O link do dia é: O forum da Flat Earth Society que, como o nome indica, pretende promover o debate sobre a teoria que diz que... a Terra é, afinal, plana.
CALMA! Antes de desatarem a rir histericamente, pensem um pouco: porque é que acham tão descabido que a Terra possa ser plana? Sempre acreditaram que é esférica, mas porquê? Algum de vós já foi ao espaço para poder comprovar com os próprios olhos que a Terra é esférica? Ah, pois é! Por isso, recomendo para já uma leitura atenta do forum. Depois sim, podem rir que nem perdidos.
Algumas citações:
Q: Why do you guys believe the Earth is flat?
A: Well, it looks that way up close.
Claro que sim, como é que eu não me lembrei disso? A resposta continua com:
Also, Samuel Rowbotham et al. performed a variety of experiments over a period of several years that show it must be flat. They are all explained in his book, which is linked at the top of this article.
Ah, bom, se um gajo fez estudos que o provam, tá bem! Vou já comprar o livro (by the way, o melhor preço é de $24,91; uma pechincha vendo bem as coisas!). E vou mudar todo o meu sistema de crenças! Mas... porque é que tanta gente acredita que a Terra é esférica?
Q: "Why do the all the world Governments say the Earth is round?"
A: A Conspiracy among world Governments claiming to have space programs has disseminated the lie to the other governments of the world, as well as to the media and the general public.
Pois, quem me mandou a mim perguntar?
Mais à frente pode ler-se que Since NASA did not send rockets into space, they instead spent the money on developing advanced computers and imaging software instead. Obviamente, para criar as fotografias falsas que tentam fundamentar a teoria da esfericidade da Terra.
A parte que me fez parar de ler, porque já estava com cãimbras na barriga é esta:
Q: What is the circumference and diameter of the Earth?
A: Circumference: 78225 miles, Diameter: 24,900 miles
Q: What about the stars, sun and moon and other planets? Are they flat too? What are they made of?
A: The sun and moon, each 32 miles in diameter, circle Earth at a height of 3000 miles at its equator
E pronto, desisti de ler o resto. Fica o link e o agradecimento ao Bruno por esta pérola.
O link do dia é: O forum da Flat Earth Society que, como o nome indica, pretende promover o debate sobre a teoria que diz que... a Terra é, afinal, plana.
CALMA! Antes de desatarem a rir histericamente, pensem um pouco: porque é que acham tão descabido que a Terra possa ser plana? Sempre acreditaram que é esférica, mas porquê? Algum de vós já foi ao espaço para poder comprovar com os próprios olhos que a Terra é esférica? Ah, pois é! Por isso, recomendo para já uma leitura atenta do forum. Depois sim, podem rir que nem perdidos.
Algumas citações:
Q: Why do you guys believe the Earth is flat?
A: Well, it looks that way up close.
Claro que sim, como é que eu não me lembrei disso? A resposta continua com:
Also, Samuel Rowbotham et al. performed a variety of experiments over a period of several years that show it must be flat. They are all explained in his book, which is linked at the top of this article.
Ah, bom, se um gajo fez estudos que o provam, tá bem! Vou já comprar o livro (by the way, o melhor preço é de $24,91; uma pechincha vendo bem as coisas!). E vou mudar todo o meu sistema de crenças! Mas... porque é que tanta gente acredita que a Terra é esférica?
Q: "Why do the all the world Governments say the Earth is round?"
A: A Conspiracy among world Governments claiming to have space programs has disseminated the lie to the other governments of the world, as well as to the media and the general public.
Pois, quem me mandou a mim perguntar?
Mais à frente pode ler-se que Since NASA did not send rockets into space, they instead spent the money on developing advanced computers and imaging software instead. Obviamente, para criar as fotografias falsas que tentam fundamentar a teoria da esfericidade da Terra.
A parte que me fez parar de ler, porque já estava com cãimbras na barriga é esta:
Q: What is the circumference and diameter of the Earth?
A: Circumference: 78225 miles, Diameter: 24,900 miles
Q: What about the stars, sun and moon and other planets? Are they flat too? What are they made of?
A: The sun and moon, each 32 miles in diameter, circle Earth at a height of 3000 miles at its equator
E pronto, desisti de ler o resto. Fica o link e o agradecimento ao Bruno por esta pérola.
16 janeiro 2008
Cheira a gás
Mas não fui eu!!!
Há uns dias foi em Évora: uma fuga de gás e duas explosões. À conta disso teve de se suspender o fornecimento de gás a uma série de gente que ainda por cima foi fortemente aconselhada a não usar dispositivos eléctricos e a manter as janelas abertas, para ajudar à ventilação. Uma vez que estamos em Janeiro devem ter sido noites interessantes por aqueles lados.
Agora foi em Lisboa, na Cidade Universitária. Um forte cheiro a gás e toca de encerrar a circulação na linha amarela do metro e procurar as fugas de gás.
Mas... cheira mesmo a gás? É que quer o propano quer o butano são inodoros. Sim, o gás não cheira! O "cheiro a gás" é na verdade o cheiro a etanotiol, que é adicionado ao gás natural, gás canalizado e gás de bilha para que se possam detectar fugas. (aposto que não sabiam esta!)
Há uns dias foi em Évora: uma fuga de gás e duas explosões. À conta disso teve de se suspender o fornecimento de gás a uma série de gente que ainda por cima foi fortemente aconselhada a não usar dispositivos eléctricos e a manter as janelas abertas, para ajudar à ventilação. Uma vez que estamos em Janeiro devem ter sido noites interessantes por aqueles lados.
Agora foi em Lisboa, na Cidade Universitária. Um forte cheiro a gás e toca de encerrar a circulação na linha amarela do metro e procurar as fugas de gás.
Mas... cheira mesmo a gás? É que quer o propano quer o butano são inodoros. Sim, o gás não cheira! O "cheiro a gás" é na verdade o cheiro a etanotiol, que é adicionado ao gás natural, gás canalizado e gás de bilha para que se possam detectar fugas. (aposto que não sabiam esta!)
Aprender com os erros do passado
Se ele ganhar, qualquer episódio Ieltsinesco ou Clintoniano, além de ser um escândalo será também pecado. A política americana terá piada, isso é certo.
Perdidos e achados
O BCP perdeu 2 mil milhões de euros. Se alguém os encontrar diga qualquer coisa, ok?
A entrevista exclusiva
Foi hoje accionado o plano de emergência no aeroporto da Portela (diz o Portugal Diário) porque uma grua bateu contra um contentor que transportava iodo.
O Ó Faxavor falou com S. Exa. o Ministro das Obras Públicas e não sei o quê mais, e publicamos aqui em exclusivo a entrevista:
Ó Faxavor: Houve um problemazito com iodo na Portela, não foi?
Mário Lino: Foi. É por isso que precisamos de um novo aeroporto.
Ó Faxavor: Mas em Alcochete não poderão acontecer incidentes destes?
Mário Lino: Não. Em Alcochete, jamais!
O Ó Faxavor falou com S. Exa. o Ministro das Obras Públicas e não sei o quê mais, e publicamos aqui em exclusivo a entrevista:
Ó Faxavor: Houve um problemazito com iodo na Portela, não foi?
Mário Lino: Foi. É por isso que precisamos de um novo aeroporto.
Ó Faxavor: Mas em Alcochete não poderão acontecer incidentes destes?
Mário Lino: Não. Em Alcochete, jamais!
Atitude
A minha atitude no trânsito tem mudado nos últimos anos. Costumava enervar-me bastante quando apanhava um engarrafamento e houve uma altura em que decidi que isso tinha de mudar. Agora recuso enervar-me. Se apanho um engarrafamento, constato a sua presença e aproveito para disfrutar do meu tempo no trânsito. Isto pode parecer um bocado estranho, porque ninguém gosta de ficar parado num engarrafamento, mas a situação é mais ou menos esta: o engarrafamento existe; isso é um facto imutável. Não depende de mim fazê-lo desaparecer ou fazer com que os carros comecem a andar mais depressa. Por isso, se não depende de mim, não me preocupo. Olho para o relógio, se tenho um compromisso telefono a avisar que estou parado no trânsito e não sei quanto tempo demoro e pronto. Mudo o CD do rádio ou faço um ou outro telefonema e tento não dar o tempo parado como perdido.
Esta atitude não me faz chegar mais cedo. Mas enervar-me e barafustar também não. Sou simpático para os outros automobilistas, tão ansiosos por chegar como eu, não ligo aos antipáticos que tentam arrepiar caminho cortando à frente da fila e a verdade é que chego ao destino muito mais descansado.
E divirto-me. Divertem-me as pessoas que queimam um sinal vermelho só para ficarem parados no semáforo imediatamente a seguir. Há dois dias houve uma fulana que me passou à frente um bocado à má fila. Deixei-a passar e não liguei muito ao caso. A seguir, estamos em duas faixas, a fulana vai imediatamente à minha frente e eu lá continuo, a ouvir rádio e a cantarolar as músicas. As duas faixas fecham para uma só, e existe aquela regra de bom senso e boa educação: passam à vez um carro de cada faixa. A fulana apertou, apertou, e conseguiu ganhar mais dois ou três lugares. Eu não apertei ninguém, esperei calmamente que aparecesse alguém com o mínimo de civismo e fiquei uns 5 ou 6 carros atrás dela. Logo a seguir há um cruzamento à direita. Os carros que estão à direita não têm prioridade, por isso é preciso uma alma caridosa que os deixe passar. A rua onde estava estava toda parada, por isso deixei-os passar todos. E com isto tudo terei perdido mais uns quantos metros. Não perdi tempo, porque afinal quando voltei a avançar parei logo a seguir, uns 15 metros à frente. Passados uns bons 500 metros, quem é que eu alcancei, continuando stressada na faixa da esquerda enquanto que eu, alegremente circulava sem pressas na faixa da direita? A fulana que vinha a tentar ultrapassar o maior número de carros possível! Ou seja: fui simpático, não me enervei rigorosamente nada e cheguei a casa precisamente ao mesmo tempo que teria chegado se fosse mais agressivo. E pelo caminho ainda facilitei a vida a bastante gente.
É por causa dos nervosos que tentam passar o semáforo antes de ficar vermelho mesmo correndo o risco de ficarem parados no meio do cruzamento que o trânsito é como é. Não ganham tempo e fazem com que toda a gente perca tempo. Muito tempo. Se não posso avançar até ao outro lado do cruzamento porque está toda a gente parada, porque é que avanço? Para ficar parado 50 metros mais à frente? É que se ao menos estivéssemos a falar do último semáforo antes de o trânsito desanuviar e a partir daí pudéssemos começar a circular livremente, mas não, nem isso! A única coisa que se consegue é ficar parado 50 metros mais à frente. E impedir a passagem de todos os outros quando os semáforos mudarem.
E mesmo que um gajo, por ser porreiro, simpático ou outra coisa qualquer vá perdendo tempo sistematicamente, cruzamento após cruzamento, quanto tempo perde no final? 2 minutos? 3 minutos? Se calhar nem tanto. E isto numa viagem de 30 minutos ou 1 hora! Valerá mesmo a pena? Andar 1 hora stressado para ganhar 2 minutos? É por isso que agora não me enervo. Não vale a pena. Não resolvo nada. Chego ao mesmo tempo, ou com 2 ou 3 minutos de atraso e chateio-me muito menos. E as minhas chatices valem muito mais que 2 ou 3 minutos. E agora só me chateio por coisas que dependem de mim, ou que valham efectivamente a pena.
Esta atitude não me faz chegar mais cedo. Mas enervar-me e barafustar também não. Sou simpático para os outros automobilistas, tão ansiosos por chegar como eu, não ligo aos antipáticos que tentam arrepiar caminho cortando à frente da fila e a verdade é que chego ao destino muito mais descansado.
E divirto-me. Divertem-me as pessoas que queimam um sinal vermelho só para ficarem parados no semáforo imediatamente a seguir. Há dois dias houve uma fulana que me passou à frente um bocado à má fila. Deixei-a passar e não liguei muito ao caso. A seguir, estamos em duas faixas, a fulana vai imediatamente à minha frente e eu lá continuo, a ouvir rádio e a cantarolar as músicas. As duas faixas fecham para uma só, e existe aquela regra de bom senso e boa educação: passam à vez um carro de cada faixa. A fulana apertou, apertou, e conseguiu ganhar mais dois ou três lugares. Eu não apertei ninguém, esperei calmamente que aparecesse alguém com o mínimo de civismo e fiquei uns 5 ou 6 carros atrás dela. Logo a seguir há um cruzamento à direita. Os carros que estão à direita não têm prioridade, por isso é preciso uma alma caridosa que os deixe passar. A rua onde estava estava toda parada, por isso deixei-os passar todos. E com isto tudo terei perdido mais uns quantos metros. Não perdi tempo, porque afinal quando voltei a avançar parei logo a seguir, uns 15 metros à frente. Passados uns bons 500 metros, quem é que eu alcancei, continuando stressada na faixa da esquerda enquanto que eu, alegremente circulava sem pressas na faixa da direita? A fulana que vinha a tentar ultrapassar o maior número de carros possível! Ou seja: fui simpático, não me enervei rigorosamente nada e cheguei a casa precisamente ao mesmo tempo que teria chegado se fosse mais agressivo. E pelo caminho ainda facilitei a vida a bastante gente.
É por causa dos nervosos que tentam passar o semáforo antes de ficar vermelho mesmo correndo o risco de ficarem parados no meio do cruzamento que o trânsito é como é. Não ganham tempo e fazem com que toda a gente perca tempo. Muito tempo. Se não posso avançar até ao outro lado do cruzamento porque está toda a gente parada, porque é que avanço? Para ficar parado 50 metros mais à frente? É que se ao menos estivéssemos a falar do último semáforo antes de o trânsito desanuviar e a partir daí pudéssemos começar a circular livremente, mas não, nem isso! A única coisa que se consegue é ficar parado 50 metros mais à frente. E impedir a passagem de todos os outros quando os semáforos mudarem.
E mesmo que um gajo, por ser porreiro, simpático ou outra coisa qualquer vá perdendo tempo sistematicamente, cruzamento após cruzamento, quanto tempo perde no final? 2 minutos? 3 minutos? Se calhar nem tanto. E isto numa viagem de 30 minutos ou 1 hora! Valerá mesmo a pena? Andar 1 hora stressado para ganhar 2 minutos? É por isso que agora não me enervo. Não vale a pena. Não resolvo nada. Chego ao mesmo tempo, ou com 2 ou 3 minutos de atraso e chateio-me muito menos. E as minhas chatices valem muito mais que 2 ou 3 minutos. E agora só me chateio por coisas que dependem de mim, ou que valham efectivamente a pena.
15 janeiro 2008
Geeks, Freaks and other Dicks
Pronto, tá bem, para rimar mesmo devia ser "geeks, freeks and other deeks", mas de certeza que ia ter alguém a corrigir as gralhas do título num comentário em menos de 5 minutos.
Houve há pouco tempo uma feira. De tecnologia. Das grandes. Em Las Vegas. O que suscita sempre a preocupação em muitas mentes. Senão, vejamos: uma feira é um local onde as pessoas estão habitualmente descontraídas e como tal a sua criatividade está solta das amarras habituais do dia-a-dia. Por ser uma feira de tecnologia atrairá decerto muitos geeks, verdadeiros cromos da bola. Por ser grande, de nível mundial, estamos a falar de alguns dos gajos mais cromos que há por aí. E em Las Vegas, cidade onde tudo é permitido e há tanto estímulo à imaginação.
Por isso, é o local onde se encontram cromos criativos libertos de qualquer filtro.
E depois fazem coisas destas:
(para quem não percebeu: o gajo pegou num comando à distância universal e entreteve-se a desligar todas as televisões que lhe aparecessem à frente!)
Houve há pouco tempo uma feira. De tecnologia. Das grandes. Em Las Vegas. O que suscita sempre a preocupação em muitas mentes. Senão, vejamos: uma feira é um local onde as pessoas estão habitualmente descontraídas e como tal a sua criatividade está solta das amarras habituais do dia-a-dia. Por ser uma feira de tecnologia atrairá decerto muitos geeks, verdadeiros cromos da bola. Por ser grande, de nível mundial, estamos a falar de alguns dos gajos mais cromos que há por aí. E em Las Vegas, cidade onde tudo é permitido e há tanto estímulo à imaginação.
Por isso, é o local onde se encontram cromos criativos libertos de qualquer filtro.
E depois fazem coisas destas:
(para quem não percebeu: o gajo pegou num comando à distância universal e entreteve-se a desligar todas as televisões que lhe aparecessem à frente!)
Informação útil do dia
Este site é um espetáculo! (ao abrigo do célebre acordo ortográfico de 1990 a palavra "Espectáculo" perde o C antes do T, já que é uma consoante invariavelmente muda)
É que dá jeito para uma catrefada de coisas que um gajo às vezes precisa de saber e nunca tem à mão: definição das unidades de medida. Por exemplo, ficam a saber que o pé tradicional português vale 33,324cm, por oposição ao pé romano que vale 29,67cm enquanto que o pé do sistema imperial vale 30,48cm. (somos os mais pezudos, tá visto!)
Mas se fosse só isso não me dava ao trabalho de escrever um post! É que lá também podem encontrar: os resultados do teste APGAR (se não sabem é porque não têm putos; quando tiverem ficam a saber; eu também não tenho putos e não sabia), uma lista dos vários tamanhos de papel (formatos A, B e C além dos tamanho americanos todos), escala de furações, escala de Mercali e tamanhos de chapéus!!!
Não encontrei foram as equivalências entre as várias escalas de tamanho de roupa e calçado, talvez a escala que mais jeito me daria, mas aprendi muitas coisas inúteis e contudo interessantes.
(Nota ao primeiro parêntesis ou parêntese: Quando estiver p'raí virado irei falar do acordo ortográfico; mas não é hoje. Primeiro vou lê-lo para saber do que falo. Será uma novidade, neste país de opinadores de trazer por casa.)
É que dá jeito para uma catrefada de coisas que um gajo às vezes precisa de saber e nunca tem à mão: definição das unidades de medida. Por exemplo, ficam a saber que o pé tradicional português vale 33,324cm, por oposição ao pé romano que vale 29,67cm enquanto que o pé do sistema imperial vale 30,48cm. (somos os mais pezudos, tá visto!)
Mas se fosse só isso não me dava ao trabalho de escrever um post! É que lá também podem encontrar: os resultados do teste APGAR (se não sabem é porque não têm putos; quando tiverem ficam a saber; eu também não tenho putos e não sabia), uma lista dos vários tamanhos de papel (formatos A, B e C além dos tamanho americanos todos), escala de furações, escala de Mercali e tamanhos de chapéus!!!
Não encontrei foram as equivalências entre as várias escalas de tamanho de roupa e calçado, talvez a escala que mais jeito me daria, mas aprendi muitas coisas inúteis e contudo interessantes.
(Nota ao primeiro parêntesis ou parêntese: Quando estiver p'raí virado irei falar do acordo ortográfico; mas não é hoje. Primeiro vou lê-lo para saber do que falo. Será uma novidade, neste país de opinadores de trazer por casa.)
Tachos e panelas
Há coisas que me enervam ao ponto de começar a espumar da boca. Assim como um cão raivoso. Ou como a Uma Thurman no Pulp Fiction quando teve aquele incidente relacionado com substâncias estupefacientes ilegais, vulgo overdose.
Irritam-me as pessoas que fazem tachos e panelas. E não tem nada a ver com a velha e estúpida piada que diz que quem faz panelas é paneleiro. Para já porque nem gosto da palavra paneleiro, acho que larilas ou panasca estão mais de acordo com a filosofia de vida rabeta. Além disso, no Ó Faxavor! condenamos a homofobia, tal como condenamos outras formas de discriminação (o Ó Faxavor! condena a discriminação com base em raça, credo, orientação sexual, deficiência física, ideologia política, simpatia clubística ou capacidade para montar Legos).
Irritam-me as pessoas que fazem tachos e panelas, tal como me irritam, mas em menor medida, as pessoas que fazem tupperwares. E porquê? Por causa da arrumação dos tachos e respectivas tampas (vulgo testos) nos armários. Ao fim de não sei quantos séculos, com tanto desenvolvimento tecnológico e ainda não temos (ou pelo menos são difíceis de encontrar), tachos e panelas que se arrumem convenientemente uns dentro dos outros com as tampas bem acondicionadas. Não, em vez disso, podemos pôr tachos dentro de outros tachos mas as tampas vão ficar todas ao monte.
Os tachos e as panelas já sofreram carradas de evoluções tecnológicas: revestimentos interiores anti-aderentes, revestimentos exteriores anti-corrosão, tampas transparentes que permitem ver melhor o mistério da transformação de coisas de mercearia em comida, fundos térmicos capazes de garantir que a comida se pega ao fundo do tacho uniformemente, asas de pôr e tirar, mas as tampas, aliás, a forma das tampas, permanece a mesma! E continua a ser difícil encontrar uma boa solução para arrumar todos os tachos e panelas convenientemente no armário, de preferência numa configuração que não se desconjunte com sismos de magnitude 4 (aqueles que nem se sentem, só se dá por ela porque quando abrimos o armário caem as tampas das panelas todas no chão).
Já os tupperwares são a mesma coisa: podemos arrumá-los uns dentro dos outros mas raramente dá para pôr as tampas e ficamos sempre com um monte de tupperwares de um lado e um monte de tampas do outro. O que implica que mais tarde ou mais cedo teremos tupperwares sem tampa, o que dá pouco jeito, ou tampas sem tupperware, o que dá menos jeito ainda. Mas neste caso, felizmente, há gente inteligente, como os senhores do Lidl que comercializaram há uns tempos (não sei se ainda há) um conjunto de centenas (centenas? MILHARES! ok, eram uns 20) de tupperwares que se podiam arrumar quase todos uns dentro dos outros, com as tampas devidamente colocadas no lugar. À conta disso a secção tupperware é, à excepção da secção talheres, claro, a mais pequena do meu armário da cozinha. Em contrapartida a secção de tachos e panelas é, claro, a maior, seguida pela secção de pratos e afins mas já a grande distância.
Irritam-me as pessoas que fazem tachos e panelas. E não tem nada a ver com a velha e estúpida piada que diz que quem faz panelas é paneleiro. Para já porque nem gosto da palavra paneleiro, acho que larilas ou panasca estão mais de acordo com a filosofia de vida rabeta. Além disso, no Ó Faxavor! condenamos a homofobia, tal como condenamos outras formas de discriminação (o Ó Faxavor! condena a discriminação com base em raça, credo, orientação sexual, deficiência física, ideologia política, simpatia clubística ou capacidade para montar Legos).
Irritam-me as pessoas que fazem tachos e panelas, tal como me irritam, mas em menor medida, as pessoas que fazem tupperwares. E porquê? Por causa da arrumação dos tachos e respectivas tampas (vulgo testos) nos armários. Ao fim de não sei quantos séculos, com tanto desenvolvimento tecnológico e ainda não temos (ou pelo menos são difíceis de encontrar), tachos e panelas que se arrumem convenientemente uns dentro dos outros com as tampas bem acondicionadas. Não, em vez disso, podemos pôr tachos dentro de outros tachos mas as tampas vão ficar todas ao monte.
Os tachos e as panelas já sofreram carradas de evoluções tecnológicas: revestimentos interiores anti-aderentes, revestimentos exteriores anti-corrosão, tampas transparentes que permitem ver melhor o mistério da transformação de coisas de mercearia em comida, fundos térmicos capazes de garantir que a comida se pega ao fundo do tacho uniformemente, asas de pôr e tirar, mas as tampas, aliás, a forma das tampas, permanece a mesma! E continua a ser difícil encontrar uma boa solução para arrumar todos os tachos e panelas convenientemente no armário, de preferência numa configuração que não se desconjunte com sismos de magnitude 4 (aqueles que nem se sentem, só se dá por ela porque quando abrimos o armário caem as tampas das panelas todas no chão).
Já os tupperwares são a mesma coisa: podemos arrumá-los uns dentro dos outros mas raramente dá para pôr as tampas e ficamos sempre com um monte de tupperwares de um lado e um monte de tampas do outro. O que implica que mais tarde ou mais cedo teremos tupperwares sem tampa, o que dá pouco jeito, ou tampas sem tupperware, o que dá menos jeito ainda. Mas neste caso, felizmente, há gente inteligente, como os senhores do Lidl que comercializaram há uns tempos (não sei se ainda há) um conjunto de centenas (centenas? MILHARES! ok, eram uns 20) de tupperwares que se podiam arrumar quase todos uns dentro dos outros, com as tampas devidamente colocadas no lugar. À conta disso a secção tupperware é, à excepção da secção talheres, claro, a mais pequena do meu armário da cozinha. Em contrapartida a secção de tachos e panelas é, claro, a maior, seguida pela secção de pratos e afins mas já a grande distância.
14 janeiro 2008
Alguém que vá lá por mim, sff
O grande-timoneiro da ASAE vai ao Parlamento esclarecer dúvidas. Já pediu autorização ao chefe e o chefe disse que sim.
Eh pá, detesto faltar a aulas de dúvidas, que toda a gente sabe que é nas aulas de dúvidas que se aprende a matéria para o teste, mas nesse dia (um destes que se avizinham) não posso mesmo ir. Acho que vou tar com gripe ou assim. Alguém pode ir por mim?
Eu só tenho uma dúvida mesmo: qual era a marca das cigarrilhas?
Eh pá, detesto faltar a aulas de dúvidas, que toda a gente sabe que é nas aulas de dúvidas que se aprende a matéria para o teste, mas nesse dia (um destes que se avizinham) não posso mesmo ir. Acho que vou tar com gripe ou assim. Alguém pode ir por mim?
Eu só tenho uma dúvida mesmo: qual era a marca das cigarrilhas?
Aquecimento Global
Há dois anos nevou em Lisboa. O ano passado nevou em Lisboa. Este ano ainda não nevou em Lisboa. Depois digam que não, que não é nada disso.
Relativismo económico
O petróleo já passou os 100 dólares por barril. O outro atingiu agora os 900 dólares por onça. Há aumentos generalizados de preços em todos os mercados. Mas... serão os preços a aumentar ou será apenas o dinheiro a perder o seu valor? Se calhar é o dinheiro que começa a perder importância e estamos à beira de uma nova era de trocas directas. O que é irónico, já que cada vez mais os bens das pessoas são financeiros e as poupanças fazem-se no banco: são os fundos de investimento, os PPR, as carteiras de acções... isto parece-me uma conspiração generalizada da banca para, agora que já têm o nosso dinheiro todo, o desvalorizarem e ficarem com ele. Olha, que vos faça bom proveito! Eu vou para o campo, ocupar uma quinta e criar galinhas. Alguém precisa de ovos? Troco ovos por milho.
Mudança de atitude
Há pessoas que parece que gostam mais dos insucessos alheios que do seu próprio sucesso. Eu não sou assim, não são as desgraças dos outros que me dão alegrias.
Por exemplo, no futebol, as vitórias do Benfica são muito mais importantes que os empates ou derrotas do Sporting. Mas este ano a atitude vai ter de mudar, porque se ficar à espera de vitórias do SLB bem posso esperar sentado. E numa cadeira confortável, de preferência. Para mais, o União de Leiria (que é o outro clube do coração) continua imparável na sua onda de derrotas. Por isso vou começar a comemorar as derrapagens do Sporting. Afinal, cada jogo que o Sporting não ganha é uma jornada a mais em que o Benfica continua em 2º lugar e bem vistas as coisas, o 2º lugar é muito bom. Muito bom, mesmo.
Isto não esquecendo o ESCANDALOSO golo anulado ao Nuno Gomes logo no início do jogo, claro! Aquele fiscal de linha merecia era que lhe abrissem os olhos. Com a testa. Não fosse aquele lance (e mais uns 3 ou 4 penalties, todos muito duvidosos, mas mandam as leis das probabilidades que pelo menos um fosse assinalado) e hoje estaria mais bem disposto.
Por exemplo, no futebol, as vitórias do Benfica são muito mais importantes que os empates ou derrotas do Sporting. Mas este ano a atitude vai ter de mudar, porque se ficar à espera de vitórias do SLB bem posso esperar sentado. E numa cadeira confortável, de preferência. Para mais, o União de Leiria (que é o outro clube do coração) continua imparável na sua onda de derrotas. Por isso vou começar a comemorar as derrapagens do Sporting. Afinal, cada jogo que o Sporting não ganha é uma jornada a mais em que o Benfica continua em 2º lugar e bem vistas as coisas, o 2º lugar é muito bom. Muito bom, mesmo.
Isto não esquecendo o ESCANDALOSO golo anulado ao Nuno Gomes logo no início do jogo, claro! Aquele fiscal de linha merecia era que lhe abrissem os olhos. Com a testa. Não fosse aquele lance (e mais uns 3 ou 4 penalties, todos muito duvidosos, mas mandam as leis das probabilidades que pelo menos um fosse assinalado) e hoje estaria mais bem disposto.
11 janeiro 2008
Cara de sexta-feira
A cara de sexta-feira caracteriza-se pelos seguintes sintomas:
1. Vincos na testa
2. Olheiras profundas
3. Incapacidade de sorrir.
4. Costuma vir acompanhada de grande rabugice.
Distingue-se da cara de segunda-feira porque as olheiras profundas não se esbatem ao longo do dia e porque a rabugice não desaparece com doses cavalares de cafeína.
Por outro lado, a partir das 17h os sintomas desaparecem rapidamente.
Hoje tou com cara de sexta-feira. Se calhar é porque hoje é sexta, mas ainda não olhei para o calendário.
(nem calendário nem relógio; acabei de reparar que já passa das três e meia! Hora da bica e de mais um cigarro)
1. Vincos na testa
2. Olheiras profundas
3. Incapacidade de sorrir.
4. Costuma vir acompanhada de grande rabugice.
Distingue-se da cara de segunda-feira porque as olheiras profundas não se esbatem ao longo do dia e porque a rabugice não desaparece com doses cavalares de cafeína.
Por outro lado, a partir das 17h os sintomas desaparecem rapidamente.
Hoje tou com cara de sexta-feira. Se calhar é porque hoje é sexta, mas ainda não olhei para o calendário.
(nem calendário nem relógio; acabei de reparar que já passa das três e meia! Hora da bica e de mais um cigarro)
Para a semana que vem
Tá-me cá a parecer que é na próxima semana que chegamos ao bonito número de 100.000 visitantes!
O visitante número 100.000 (devidamente comprovado, claro!) irá receber um espectacular prémio Ó Faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços! que consiste em:
O prémio será entregue, como habitualmente, em cerimónia pública televisionada (ou seja, num café que tenha televisão).
Para reclamar o prémio é necessário que escrevam um comentário a um post do blog (que é para eu vos conseguir identificar devidamente).
(a ver se é desta que consigo entregar o prémio, que regra geral o vencedor nunca o reclama ou porque está longe, ou porque não me conhece de parte nenhuma ou porque chegou ao Ó Faxavor! clicando no botãozinho "Next Blog" e como é tailandês nem sequer percebe o que aqui está escrito)
O visitante número 100.000 (devidamente comprovado, claro!) irá receber um espectacular prémio Ó Faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços! que consiste em:
- Uma espectacular e fresca IMPERIAL
- Um delicioso e exuberante PIRES DE TREMOÇOS
O prémio será entregue, como habitualmente, em cerimónia pública televisionada (ou seja, num café que tenha televisão).
Para reclamar o prémio é necessário que escrevam um comentário a um post do blog (que é para eu vos conseguir identificar devidamente).
(a ver se é desta que consigo entregar o prémio, que regra geral o vencedor nunca o reclama ou porque está longe, ou porque não me conhece de parte nenhuma ou porque chegou ao Ó Faxavor! clicando no botãozinho "Next Blog" e como é tailandês nem sequer percebe o que aqui está escrito)
10 janeiro 2008
Boa vontade, mas com limites
O Governo fez como disse e publicou o estudo do LNEC sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa. Vou passar a usar a sigla NAL, porque além de parecer muito mais técnico (e como tal credível), dá menos trabalho.
E eu fui sacar, para ler com atenção e poder formular a minha opinião, devidamente fundamentada sobre qual a melhor localização para o NAL. Descarreguei o ficheiro (não quero que vos falte nada, por isso deixo-vos o link para fazerem o mesmo que eu!) e comecei a ler o documento. Fui passando de página em página e nunca mais chegava a algo remotamente parecido com um índice. Já ia em 5 ou 6 páginas de paleio e nem sinais de um índice. E foi nessa altura que olhei para a parte de baixo do écran. O documento tem 355 páginas. Porra, pá, não há direito. Um gajo cheio de boa fé a querer ler primeiro antes de tirar conclusões e espetam-me com um testamento de trezentas e tal páginas?
Vão p'ó raio que vos parta, que eu não vou ler aquilo tudo, tenho mais que fazer. Por isso, pelo sim, pelo não, vou protestar. E agora sou apoiante incondicional da Ota. Afinal, qualquer solução que precise de trezentas páginas para explicar que é boa é porque não é grande coisa. Aposto que os estudos que dizem que a Ota era o melhor sítio têm umas 150 páginas. 200 no máximo.
OTA, OTA, OTA, OTA, OTA!!!
E eu fui sacar, para ler com atenção e poder formular a minha opinião, devidamente fundamentada sobre qual a melhor localização para o NAL. Descarreguei o ficheiro (não quero que vos falte nada, por isso deixo-vos o link para fazerem o mesmo que eu!) e comecei a ler o documento. Fui passando de página em página e nunca mais chegava a algo remotamente parecido com um índice. Já ia em 5 ou 6 páginas de paleio e nem sinais de um índice. E foi nessa altura que olhei para a parte de baixo do écran. O documento tem 355 páginas. Porra, pá, não há direito. Um gajo cheio de boa fé a querer ler primeiro antes de tirar conclusões e espetam-me com um testamento de trezentas e tal páginas?
Vão p'ó raio que vos parta, que eu não vou ler aquilo tudo, tenho mais que fazer. Por isso, pelo sim, pelo não, vou protestar. E agora sou apoiante incondicional da Ota. Afinal, qualquer solução que precise de trezentas páginas para explicar que é boa é porque não é grande coisa. Aposto que os estudos que dizem que a Ota era o melhor sítio têm umas 150 páginas. 200 no máximo.
OTA, OTA, OTA, OTA, OTA!!!
A EMEL é verde
A EMEL é verde. São verdes as roupas, é verde o logotipo, é uma empresa verde. Mas... verde ecológica? Não, claro que não. É verde lagarto, verde ranhoca, verde esportém.
Só assim se explica isto.
Ou é porque a EMEL é verde ou é porque se esqueceram do ticket do parquímetro. Mas acredito mais na primeira opção.
Só assim se explica isto.
Ou é porque a EMEL é verde ou é porque se esqueceram do ticket do parquímetro. Mas acredito mais na primeira opção.
É em Alcochete, otário!
Parece que o aeroporto afinal vai para Alcochete. Diz a Sic Notícias que a decisão será anunciada hoje à tarde em conferência de imprensa.
Eu só vejo vantagens nesta mudança de localização:
1. Quem vem da OTA entra em Lisboa por Sacavém, bela zona cheia de armazens abandonados e prédios habitacionais horrorosos. O último local por onde se passa antes de entrar na cidade é a ponte sobre o Rio Trancão.
2. Quem vem de Alcochete entra em Lisboa pela Ponte Vasco da Gama, com vista para o Parque das Nações e Torre Vasco da Gama. A vista é bem mais bonita e promove muito melhor a cidade de Lisboa.
3. Quem viaja de Paris pela Air France e chega ao aeroporto muito em cima da hora (1 hora ou menos de antecedência) corre sérios riscos de ficar em terra porque a Air France vende por sistema mais bilhetes do que os lugares disponíveis. De acordo com a legislação da UE o valor de indemnização a pagar a um passageiro a quem é recusado embarque num voo dentro da UE é de 250 euros se a viagem for de menos de 1500km e 400 euros se for superior a 1500km (para voos fora da UE os valores são de 400 e 550 euros consoante a distância for inferior ou superior a 3500 km respectivamente). Ora a Portela fica a 1469 km de Charles de Gaulle; Alcochete aumenta um bocadinho esta distância (não sei se vai chegar aos 1500 ou não, mas sempre é melhor que OTA que fica uns bons 30 km mais perto de Paris).
Quanto ao resto (acessibilidades, infra-estruturas necessárias, custo da obra, impacto ambiental, expansão futura, etc.), deixo para os especialistas, que é para isso que o Estado lhes paga.
Eu só vejo vantagens nesta mudança de localização:
1. Quem vem da OTA entra em Lisboa por Sacavém, bela zona cheia de armazens abandonados e prédios habitacionais horrorosos. O último local por onde se passa antes de entrar na cidade é a ponte sobre o Rio Trancão.
2. Quem vem de Alcochete entra em Lisboa pela Ponte Vasco da Gama, com vista para o Parque das Nações e Torre Vasco da Gama. A vista é bem mais bonita e promove muito melhor a cidade de Lisboa.
3. Quem viaja de Paris pela Air France e chega ao aeroporto muito em cima da hora (1 hora ou menos de antecedência) corre sérios riscos de ficar em terra porque a Air France vende por sistema mais bilhetes do que os lugares disponíveis. De acordo com a legislação da UE o valor de indemnização a pagar a um passageiro a quem é recusado embarque num voo dentro da UE é de 250 euros se a viagem for de menos de 1500km e 400 euros se for superior a 1500km (para voos fora da UE os valores são de 400 e 550 euros consoante a distância for inferior ou superior a 3500 km respectivamente). Ora a Portela fica a 1469 km de Charles de Gaulle; Alcochete aumenta um bocadinho esta distância (não sei se vai chegar aos 1500 ou não, mas sempre é melhor que OTA que fica uns bons 30 km mais perto de Paris).
Quanto ao resto (acessibilidades, infra-estruturas necessárias, custo da obra, impacto ambiental, expansão futura, etc.), deixo para os especialistas, que é para isso que o Estado lhes paga.
Começaram bem
Há dias em que até tenho pena de não ver a bola. Ontem foi um desses dias. Não vi o jogo, e tenho pena. O jogo era um V. Setúbal-Esportém para a prestigiada Taça da Liga. Estão em prova (ainda) 4 equipas que vão jogar entre si em 3 jornadas e no fim apuram-se os dois melhores para uma grandiosa e exuberante final que até deve ter fogo de artifício e tudo.
A Taça da Liga conta ainda com outros dois grandes vultos do futebol nacional: o Beira-Mar e o Penafiel.
E os resultados de ontem até foram surpreendentes: o Esportém conseguiu perder apenas por um golo contra o Setúbal, e mantém intactas as suas aspirações à presença na final, caso consiga repetir a boa exibição de ontem e eventualmente sair dos outros dois jogos com resultados positivos (um empate contra o Penafiel seria muito bom para as ambições lagartas).
A moral está em alta para os lados de Alvalade e as boas exibições (e os resultados também!) são a consequência natural disso mesmo.
A Taça da Liga conta ainda com outros dois grandes vultos do futebol nacional: o Beira-Mar e o Penafiel.
E os resultados de ontem até foram surpreendentes: o Esportém conseguiu perder apenas por um golo contra o Setúbal, e mantém intactas as suas aspirações à presença na final, caso consiga repetir a boa exibição de ontem e eventualmente sair dos outros dois jogos com resultados positivos (um empate contra o Penafiel seria muito bom para as ambições lagartas).
A moral está em alta para os lados de Alvalade e as boas exibições (e os resultados também!) são a consequência natural disso mesmo.
09 janeiro 2008
Vamos a contas, pode ser?
Eh pá, a história dos aumentos das pensões já enjoa. Por isso, vamos a contas. Pode ser?
Para facilitar as contas, vamos pegar num valor de 100 euros. Não há pensões de 100 euros (que eu saiba... credo, espero que não haja!) mas facilita-me a vida.
O aumento é de 2.4%. Ou seja, a pensão passa a 102,4 euros. Em Janeiro recebem-se os retroactivos referentes a Dezembro e ao subsídio de Natal, ou seja, recebem-se em Janeiro 107,2 euros e nos restantes meses 102,4. Tudo certo até aqui? Concordamos? Chegados ao fim de 2008 são anunciados os aumentos das pensões. Que irão incidir sobre 102,4 euros.
A famigerada proposta do governo consistia em dividir os retroactivos referentes a Dezembro e ao subsídio de Natal pelos restantes meses. Ou seja, em vez de receber 107,2 euros em Janeiro e 102,4 nos restantes meses, o pensionista receberia 102,74 euros por mês durante 2008. Ao todo (e podem conferir, sff.) vai dar ao mesmo, a menos de arredondamentos (que são no máximo de 1 cêntimo por mês e tanto podem ser para cima como para baixo; é a coisa bonita dos arredondamentos, a média dá zero). E no fim de 2008 o aumento para 2009 iria incidir sobre os 102,74 euros e não sobre os 102,4, já que as "suaves prestações" seriam adicionadas ao valor nominal das pensões.
Ou seja, a proposta, apesar de o "bónus" de Janeiro ter de ser repartido por 14 meses, ia traduzir-se num ligeiro (muito ligeiro, mas sempre é mais que zero) aumento do valor da pensão a partir de 2009
E ao longo de 2008 o valor total recebido seria exactamente o mesmo. A mim, que pouco percebo de matemática, vejo dois tipos de pessoas que saem prejudicadas com esta medida:
1. As que tencionam morrer ao longo de 2008
2. As que não sabem fazer contas.
As restantes, pelo que a matemática me permite concluir, saem beneficiadas.
Mas isto sou eu, que pouco percebo de contas e menos ainda de política.
Disclaimer: não sou filiado no PS, não sou funcionário do PS, não tenho amigos no PS, não tenho familiares no PS. Só não digo se votei ou não no PS até porque o voto é secreto e não me apetece. Já votei no PS e já votei noutros partidos. Mas irritam-me aproveitamentos políticos de uma coisa que até é, bem vistas as coisas, uma ideia interessante e benéfica para os pensionistas (no longo prazo, pelo menos).
Para facilitar as contas, vamos pegar num valor de 100 euros. Não há pensões de 100 euros (que eu saiba... credo, espero que não haja!) mas facilita-me a vida.
O aumento é de 2.4%. Ou seja, a pensão passa a 102,4 euros. Em Janeiro recebem-se os retroactivos referentes a Dezembro e ao subsídio de Natal, ou seja, recebem-se em Janeiro 107,2 euros e nos restantes meses 102,4. Tudo certo até aqui? Concordamos? Chegados ao fim de 2008 são anunciados os aumentos das pensões. Que irão incidir sobre 102,4 euros.
A famigerada proposta do governo consistia em dividir os retroactivos referentes a Dezembro e ao subsídio de Natal pelos restantes meses. Ou seja, em vez de receber 107,2 euros em Janeiro e 102,4 nos restantes meses, o pensionista receberia 102,74 euros por mês durante 2008. Ao todo (e podem conferir, sff.) vai dar ao mesmo, a menos de arredondamentos (que são no máximo de 1 cêntimo por mês e tanto podem ser para cima como para baixo; é a coisa bonita dos arredondamentos, a média dá zero). E no fim de 2008 o aumento para 2009 iria incidir sobre os 102,74 euros e não sobre os 102,4, já que as "suaves prestações" seriam adicionadas ao valor nominal das pensões.
Ou seja, a proposta, apesar de o "bónus" de Janeiro ter de ser repartido por 14 meses, ia traduzir-se num ligeiro (muito ligeiro, mas sempre é mais que zero) aumento do valor da pensão a partir de 2009
E ao longo de 2008 o valor total recebido seria exactamente o mesmo. A mim, que pouco percebo de matemática, vejo dois tipos de pessoas que saem prejudicadas com esta medida:
1. As que tencionam morrer ao longo de 2008
2. As que não sabem fazer contas.
As restantes, pelo que a matemática me permite concluir, saem beneficiadas.
Mas isto sou eu, que pouco percebo de contas e menos ainda de política.
Disclaimer: não sou filiado no PS, não sou funcionário do PS, não tenho amigos no PS, não tenho familiares no PS. Só não digo se votei ou não no PS até porque o voto é secreto e não me apetece. Já votei no PS e já votei noutros partidos. Mas irritam-me aproveitamentos políticos de uma coisa que até é, bem vistas as coisas, uma ideia interessante e benéfica para os pensionistas (no longo prazo, pelo menos).
Gargalhada do dia
Descobri o blog do Pedro Santana Lopes. É verdade, toda a gente tem um blog, ele também tem. Claro que já o podia ter descoberto há muito tempo, que o blog começou em Julho, mas só aconteceu agora. Só aconteceu agora porque, em boa verdade, a política nacional raramente me merece mais de 5 minutos por dia (às vezes 15, se derem o telejornal no intervalo da bola).
Fui espreitar. E adorei! Devo dizer que adorei. Principalmente os seguintes aspectos:
1. Para um blog pessoal de alguém que foi secretário de estado da cultura, esperavam-se menos gralhas. São sobretudo espaços a mais ou a menos, erros de pontuação (a frase "Ora, ele, inteligente, é." é um must) e uma ou outra letra que falha, mas não é demais pedir que blogs de alguém que já foi primeiro-ministro, presidente da câmara de Lisboa, presidente da câmara da Figueira da Foz e secretário de estado (devo ter falhado um ou outro cargo importante pelo meio...), passasse pelo crivo de um qualquer acessor de imprensa antes de publicado.
2. Os comentários do blog! Adorei os comentários que li. Nem sequer vou comentar os comentários (passe a figura de estilo cujo nome me foge agora à memória, mas penso que é o pleonasmo) porque só visto. É que contado ninguém acredita. Eu vi e mesmo assim não acredito!
Conclusão: blog a visitar uma vez na vida, para não dizer que não se conhece.
Fui espreitar. E adorei! Devo dizer que adorei. Principalmente os seguintes aspectos:
1. Para um blog pessoal de alguém que foi secretário de estado da cultura, esperavam-se menos gralhas. São sobretudo espaços a mais ou a menos, erros de pontuação (a frase "Ora, ele, inteligente, é." é um must) e uma ou outra letra que falha, mas não é demais pedir que blogs de alguém que já foi primeiro-ministro, presidente da câmara de Lisboa, presidente da câmara da Figueira da Foz e secretário de estado (devo ter falhado um ou outro cargo importante pelo meio...), passasse pelo crivo de um qualquer acessor de imprensa antes de publicado.
2. Os comentários do blog! Adorei os comentários que li. Nem sequer vou comentar os comentários (passe a figura de estilo cujo nome me foge agora à memória, mas penso que é o pleonasmo) porque só visto. É que contado ninguém acredita. Eu vi e mesmo assim não acredito!
Conclusão: blog a visitar uma vez na vida, para não dizer que não se conhece.
Hmmmmm.....
1. Bush visita médio oriente.
Falou no interesse americano em contribuir para a pacificação da região e declarou o apoio dos EUA a Israel enquanto estado judaico.
(link)
2. Americanos falam em ameaças iranianas contra navio americano, o Irão diz que o vídeo foi forjado. Agudiza-se a tensão entre os dois estados.
(link)
3. Este ano há eleições nos EUA. Decorrem agora as primárias e dia 5 de Fevereiro (terça-feira de Carnaval, ninguém leva a mal!) temos primárias numa catrefada de estados. Serão conhecidos nesse dia os mais que prováveis candidatos de ambos os partidos e podem começar-se a fazer contas às probabilidades de vitória.
Bora começar já a fazer contas à vida, ou esperamos por 6 de Fevereiro para começar a calcular a probabilidade de uma guerra nuclear ainda este ano?
Falou no interesse americano em contribuir para a pacificação da região e declarou o apoio dos EUA a Israel enquanto estado judaico.
(link)
2. Americanos falam em ameaças iranianas contra navio americano, o Irão diz que o vídeo foi forjado. Agudiza-se a tensão entre os dois estados.
(link)
3. Este ano há eleições nos EUA. Decorrem agora as primárias e dia 5 de Fevereiro (terça-feira de Carnaval, ninguém leva a mal!) temos primárias numa catrefada de estados. Serão conhecidos nesse dia os mais que prováveis candidatos de ambos os partidos e podem começar-se a fazer contas às probabilidades de vitória.
Bora começar já a fazer contas à vida, ou esperamos por 6 de Fevereiro para começar a calcular a probabilidade de uma guerra nuclear ainda este ano?
Ligações perigosas
Aljustrel, Alcáçovas, Alportel, Albufeira, Alcântara, Alcácer, Alvito, Aljezur... a lista continua e acho que toda a gente consegue facilmente perceber qual é a relação entre as localidades mencionadas.
Então e... Al Gore? Ainda ninguém percebeu a óbvia relação entre Al Gore e Al Qaeda? E foi a este homem que deram o prémio Nobel da Paz? Da Paz? Paz, paz, paz?!
Penso que agora já dá para perceber as suas reais motivações em relação a temas como o aquecimento global, invasão do Iraque ou mesmo temas domésticos americanos, como a segurança social ou os impostos.
Ah, pois é!
Então e... Al Gore? Ainda ninguém percebeu a óbvia relação entre Al Gore e Al Qaeda? E foi a este homem que deram o prémio Nobel da Paz? Da Paz? Paz, paz, paz?!
Penso que agora já dá para perceber as suas reais motivações em relação a temas como o aquecimento global, invasão do Iraque ou mesmo temas domésticos americanos, como a segurança social ou os impostos.
Ah, pois é!
08 janeiro 2008
Poupança (?) Energética
Há uns tempos foi o Blackle, agora é o Eco-find. Ambos alegam a mesma coisa: motor de pesquisa com os resultados do Google, mas com maior poupança de energia porque a página é preta.
Parece intuitivo, não é? Uma imagem preta consome menos energia que uma imagem branca. Comparem com o Google que normalmente é apresentado sob fundo branco. Muito mais luz, logo muito mais energia.
Mas... será? Até que ponto acreditamos no que nos parece lógico sem questionar a validade dos factos apresentados?
Quantos leitores já receberam um mail sobre a alegada poupança energética do Blackle ou do Eco-find e re-encaminhou o mail, dando azo à sua veia ecológica? E achando que fez uma boa acção? Bom, pelo menos o Portugal Diário deu crédito às alegações do Eco-find e publicou-as (último parágrafo da notícia). O desmentido do Google foi referido "en passant". (notícia encontrada a partir daqui)
Pois bem, se o fizeram, fizeram merda: um LCD gasta MAIS energia com uma imagem preta do que com uma imagem branca. Por outro lado, num monitor clássico (com tubo de raios catódicos ou CRT) ou numa televisão de plasma, é o inverso: imagens pretas consomem menos energia que imagens brancas. Mas... bora lá por partes que este parágrafo deve ter feito confusão a muita gente.
1. Princípios básicos de uma televisão ou monitor CRT
Temos um canhão de electrões e um campo magnético que os irá desviar, de acordo com a imagem a apresentar. Para produzir imagens de maior intensidade é necessário maior quantidade de electrões, logo maior quantidade de energia eléctrica.
2. Ecrãs de plasma
Cada "pixel" é uma celulazinha com um gás raro no seu interior; quando submetido a um potencial eléctrico o gás é excitado e produz luz. Quanto maior a luminosidade da imagem maior a quantidade de energia que é necessário fornecer ao plasma e portanto maior consumo.
3. Ecrãs de cristal líquido ou LCD
Por trás do ecrã temos uma lâmpada fluorescente que emite luz branca. E os pixels são um cristalzinho que quando é submetido a uma diferença de potencial de torce, curva e alinha, filtrando ou não a passagem da luz. Um pixel é branco quando o cristal líquido deixa passar toda a luz, ou seja, não é aplicado nenhum potencial eléctrico; está "desligado". Um pixel é preto quando filtra toda a luz, ou seja está "ligado".
Quer isto dizer que, num ecrã LCD, UMA IMAGEM PRETA CONSOME MAIS ENERGIA QUE UMA IMAGEM BRANCA, NÃO MENOS. Ou seja, o "Eco"-find (as aspas são minhas) é tudo menos ecológico, sobretudo tendo em conta a actual distribuição do mercado de computadores: a maior parte dos computadores de utilização pessoal têm monitores LCD e não CRT.
Acham esquisito? Bom, um bom sítio para começar a pesquisar informação para me poderem desmentir é a wikipedia. Podem sempre seguir os links no final da página caso duvidem (e devem duvidar, a wikipedia não é infalível, aliás, está muito longe disso) da veracidade da informação. Ou então procurem no Google (se ainda não acreditam em mim, pronto, procurem no Blackle!) coisas como how lcd television works.
Parece intuitivo, não é? Uma imagem preta consome menos energia que uma imagem branca. Comparem com o Google que normalmente é apresentado sob fundo branco. Muito mais luz, logo muito mais energia.
Mas... será? Até que ponto acreditamos no que nos parece lógico sem questionar a validade dos factos apresentados?
Quantos leitores já receberam um mail sobre a alegada poupança energética do Blackle ou do Eco-find e re-encaminhou o mail, dando azo à sua veia ecológica? E achando que fez uma boa acção? Bom, pelo menos o Portugal Diário deu crédito às alegações do Eco-find e publicou-as (último parágrafo da notícia). O desmentido do Google foi referido "en passant". (notícia encontrada a partir daqui)
Pois bem, se o fizeram, fizeram merda: um LCD gasta MAIS energia com uma imagem preta do que com uma imagem branca. Por outro lado, num monitor clássico (com tubo de raios catódicos ou CRT) ou numa televisão de plasma, é o inverso: imagens pretas consomem menos energia que imagens brancas. Mas... bora lá por partes que este parágrafo deve ter feito confusão a muita gente.
1. Princípios básicos de uma televisão ou monitor CRT
Temos um canhão de electrões e um campo magnético que os irá desviar, de acordo com a imagem a apresentar. Para produzir imagens de maior intensidade é necessário maior quantidade de electrões, logo maior quantidade de energia eléctrica.
2. Ecrãs de plasma
Cada "pixel" é uma celulazinha com um gás raro no seu interior; quando submetido a um potencial eléctrico o gás é excitado e produz luz. Quanto maior a luminosidade da imagem maior a quantidade de energia que é necessário fornecer ao plasma e portanto maior consumo.
3. Ecrãs de cristal líquido ou LCD
Por trás do ecrã temos uma lâmpada fluorescente que emite luz branca. E os pixels são um cristalzinho que quando é submetido a uma diferença de potencial de torce, curva e alinha, filtrando ou não a passagem da luz. Um pixel é branco quando o cristal líquido deixa passar toda a luz, ou seja, não é aplicado nenhum potencial eléctrico; está "desligado". Um pixel é preto quando filtra toda a luz, ou seja está "ligado".
Quer isto dizer que, num ecrã LCD, UMA IMAGEM PRETA CONSOME MAIS ENERGIA QUE UMA IMAGEM BRANCA, NÃO MENOS. Ou seja, o "Eco"-find (as aspas são minhas) é tudo menos ecológico, sobretudo tendo em conta a actual distribuição do mercado de computadores: a maior parte dos computadores de utilização pessoal têm monitores LCD e não CRT.
Acham esquisito? Bom, um bom sítio para começar a pesquisar informação para me poderem desmentir é a wikipedia. Podem sempre seguir os links no final da página caso duvidem (e devem duvidar, a wikipedia não é infalível, aliás, está muito longe disso) da veracidade da informação. Ou então procurem no Google (se ainda não acreditam em mim, pronto, procurem no Blackle!) coisas como how lcd television works.
07 janeiro 2008
Sondagem de Ano Novo!
A sondagem da semana está cada vez mais parecida com uma sondagem mensal. Depois da sondagem de Natal que já estava aí desde Novembro, acho que chegou a hora para a sondagem de Ano Novo. Contem-me os vossos projectos para este novo ano!
Nota: por alguma razão parva, os resultados de TODAS as sondagens anteriores deram o berro. Os votos foram todos apagados. Não foi culpa minha, juro!!! E vou já mandar um mail a reclamar com os gajos das sondagens. Na sondagem de Natal tinha ganho a opção "ho ho ho", seguida pela opção "em Dezembro".
Nota: por alguma razão parva, os resultados de TODAS as sondagens anteriores deram o berro. Os votos foram todos apagados. Não foi culpa minha, juro!!! E vou já mandar um mail a reclamar com os gajos das sondagens. Na sondagem de Natal tinha ganho a opção "ho ho ho", seguida pela opção "em Dezembro".
Redução de equipas
Por mim reduzia-se o número de equipas do campeonato de futebol. Para 14. E já! Tirava o Porto e o União de Leiria. E acho que ficávamos todos mais felizes.
1. O Porto não tá a fazer nada neste campeonato, a não ser estragar as estatísticas dos outros. E sem o Porto o Benfica ia à frente o que até me dava alguma alegria. E mesmo empatando aqui e acolá não seria nada de grave porque o Esportém até vai perdendo aqui e acolá.
2. O União de Leiria é a mesma coisa. Já leva 7 pontos de atraso para o penúltimo. Se desaparecesse da I Liga sempre me dava algum descanso, escusava de ver os resultados de domingo só para constatar que perderam outra vez
3. Se a redução de 18 equipas para 16 foi para trazer maior competitividade ao futebol português, então reduzir de 16 para 14 deve fazer ainda melhor, não?
PS: não comento o lance Luisão-Katsuranis. Tal como o Camacho, não gostei do que vi, mas não sei o que se passou. Mas, se comentasse o lance, diria que estão os dois a precisar de um bom par de tabefes. De preferência dados pelo Barbas, que parece que tem umas manápulas bem grandes e, a julgar pelo fecho do seu restaurante pela ASAE, não estarão lá muito limpas.
PPS: eu sei que o restaurante dele não foi fechado por falta de higiene, mas isso estraga-me a piada.
PPPS: há um ano e tal houve um comentador que me corrigiu um PPS dizendo que devia ser PSS e ainda insultou a minha ignorância em latim. Para que desta vez não aconteça o mesmo: PS quer dizer post scriptum, ou seja, "pós-escrito"; logo, o que é escrito após o pós-escrito é um post post scriptum, ou seja "pós-pós-escrito". E consequentemente este parágrafo é um pós-pós-pós-escrito.
PPPPS: latim e bola no mesmo post; e se juntarmos o lance do Katsuranis, é latim, grego e futebol no mesmo post! Quem diz que bola não é cultura?
1. O Porto não tá a fazer nada neste campeonato, a não ser estragar as estatísticas dos outros. E sem o Porto o Benfica ia à frente o que até me dava alguma alegria. E mesmo empatando aqui e acolá não seria nada de grave porque o Esportém até vai perdendo aqui e acolá.
2. O União de Leiria é a mesma coisa. Já leva 7 pontos de atraso para o penúltimo. Se desaparecesse da I Liga sempre me dava algum descanso, escusava de ver os resultados de domingo só para constatar que perderam outra vez
3. Se a redução de 18 equipas para 16 foi para trazer maior competitividade ao futebol português, então reduzir de 16 para 14 deve fazer ainda melhor, não?
PS: não comento o lance Luisão-Katsuranis. Tal como o Camacho, não gostei do que vi, mas não sei o que se passou. Mas, se comentasse o lance, diria que estão os dois a precisar de um bom par de tabefes. De preferência dados pelo Barbas, que parece que tem umas manápulas bem grandes e, a julgar pelo fecho do seu restaurante pela ASAE, não estarão lá muito limpas.
PPS: eu sei que o restaurante dele não foi fechado por falta de higiene, mas isso estraga-me a piada.
PPPS: há um ano e tal houve um comentador que me corrigiu um PPS dizendo que devia ser PSS e ainda insultou a minha ignorância em latim. Para que desta vez não aconteça o mesmo: PS quer dizer post scriptum, ou seja, "pós-escrito"; logo, o que é escrito após o pós-escrito é um post post scriptum, ou seja "pós-pós-escrito". E consequentemente este parágrafo é um pós-pós-pós-escrito.
PPPPS: latim e bola no mesmo post; e se juntarmos o lance do Katsuranis, é latim, grego e futebol no mesmo post! Quem diz que bola não é cultura?
Com os anjos e os santos
O Ministério da Educação decidiu que as escolas com nomes de santos vão ter de mudar de nome. Portugal é um estado laico e portanto não podemos ter nomes católicos nas nossas escolas, porque podemos ferir as susceptibilidades dos praticantes de outras correntes religiosas.
Por exemplo, a Escola Básica Integrada de São Domingos vai ter de mudar de nome. Presumo que uma alternativa válida será Escola Básica Integrada de Domingos. Há casos bem piores, como o da Escola Básica do 2º e 3º Ciclos São João de Deus, que terá de passar a chamar-se, por exemplo, Escola Básica do 2º e 3º Ciclos do João (obviamente nem a palavra São nem a palavra Deus serão mais permitidas!)
E também imagino que o mesmo aconteça com as escolas particulares do ensino público. Imagino o Colégio Sagrado Coração de Maria a mudar para Colégio do Coração de Maria, ou talvez, Colégio de Maria. E o Colégio São João de Brito pode passar a chamar-se Colégio João de Brito.
Mas... pelo que pude perceber, a maior parte das escolas com nomes de santos têm o mesmo nome da localidade onde se encontram. Localidades com nomes de laicidade questionável são, por exemplo, São Mamede de Infesta, São Romão do Coronado, Santo André, Santo António dos Cavaleiros, São Martinho do Porto, Vila Real de Santo António, Santo Estêvão, Santa Margarida, Santa Eulália, São João da Madeira, São Brás de Alportel, Santa Iria da Azoia, São Roque do Pico, etc. Podia ter procurado mais, mas não me apeteceu. Estas foram aquelas que me lembrei de repente e acho que já dão para ter uma ideia.
Será que vamos ter de mudar também os nomes das aldeias, vilas e cidades deste país para que se enquadrem na laicidade expressa na nossa Constituição? Terá Vila Real de Santo António de passar a Vila Real do António? E Santo André, terá de passar a chamar-se André?
E mudem-se também os nomes de monumentos nacionais! O Mosteiro dos Jerónimos tem de mudar de nome! É um monumento nacional, pertence à República Portuguesa, estado laico, não se pode chamar Mosteiro. O mesmo vale para os Conventos de Mafra e de Cristo, Mosteiros da Batalha e Alcobaça e demais resquícios desse tempo em que uma coisa chamada religião era professada neste país.
Mas já que estamos nisso, e porque a constituição também diz que somos uma República, devemos também tirar todas as menções a reis, condes, duques e demais figuras da mitologia monárquica (figuras da mitologia uma vez que, sendo uma república, estes seres deixaram de existir, mais ou menos como os unicórnios). Por exemplo, a Escola D. Dinis passa a Escola do Dinis, a Escola D. João II passa a Escola do João nº 2, e a Escola Infante D. Henrique passa a Escola Henrique. ~E também temos de alterar, claro está, os nomes das ruas, praças e afins. Por exemplo: Praça D. Pedro IV (também conhecida como Rossio), Av. D. João II, Av. Infante D. Henrique, Av. Visconde de Santarém, Av. Duque de Loulé... Ah, e localidades com nomes monárquicos e fascizoides, como Vila Real, desaparecem! Vila Real passa a ser conhecida como Vila. Mas, como até já não é vila, é cidade, sugiro que se chame, Cidade. Se "Cidade" é capaz de criar confusão, chamem-lhe "Apenas Cidade", ou "Só Cidade".
Mas pior ainda são os casos em que ambos os mundos se misturam: A Rainha Santa Isabel, claro, que além de rainha era santa e por isso apanha por duas vezes. Passa a ser a Isabel e acabam-se as ilusões de grandeza!
Até eu, que sou ateu convicto, acho que esta é uma medida parva. E lembrando uma famosa campanha publicitária de uma determinada cerveja e a resposta criada por uma sua rival, deixo-vos aqui um novo slogan: "86,7% dos ateus acha que retirar as menções a santos dos nomes das escolas é uma medida parva. E você?"
PS: este post vai catalogado como actualidade, apesar de serem notícias da semana passada, porque.... errr... olha, não houve tempo!
Por exemplo, a Escola Básica Integrada de São Domingos vai ter de mudar de nome. Presumo que uma alternativa válida será Escola Básica Integrada de Domingos. Há casos bem piores, como o da Escola Básica do 2º e 3º Ciclos São João de Deus, que terá de passar a chamar-se, por exemplo, Escola Básica do 2º e 3º Ciclos do João (obviamente nem a palavra São nem a palavra Deus serão mais permitidas!)
E também imagino que o mesmo aconteça com as escolas particulares do ensino público. Imagino o Colégio Sagrado Coração de Maria a mudar para Colégio do Coração de Maria, ou talvez, Colégio de Maria. E o Colégio São João de Brito pode passar a chamar-se Colégio João de Brito.
Mas... pelo que pude perceber, a maior parte das escolas com nomes de santos têm o mesmo nome da localidade onde se encontram. Localidades com nomes de laicidade questionável são, por exemplo, São Mamede de Infesta, São Romão do Coronado, Santo André, Santo António dos Cavaleiros, São Martinho do Porto, Vila Real de Santo António, Santo Estêvão, Santa Margarida, Santa Eulália, São João da Madeira, São Brás de Alportel, Santa Iria da Azoia, São Roque do Pico, etc. Podia ter procurado mais, mas não me apeteceu. Estas foram aquelas que me lembrei de repente e acho que já dão para ter uma ideia.
Será que vamos ter de mudar também os nomes das aldeias, vilas e cidades deste país para que se enquadrem na laicidade expressa na nossa Constituição? Terá Vila Real de Santo António de passar a Vila Real do António? E Santo André, terá de passar a chamar-se André?
E mudem-se também os nomes de monumentos nacionais! O Mosteiro dos Jerónimos tem de mudar de nome! É um monumento nacional, pertence à República Portuguesa, estado laico, não se pode chamar Mosteiro. O mesmo vale para os Conventos de Mafra e de Cristo, Mosteiros da Batalha e Alcobaça e demais resquícios desse tempo em que uma coisa chamada religião era professada neste país.
Mas já que estamos nisso, e porque a constituição também diz que somos uma República, devemos também tirar todas as menções a reis, condes, duques e demais figuras da mitologia monárquica (figuras da mitologia uma vez que, sendo uma república, estes seres deixaram de existir, mais ou menos como os unicórnios). Por exemplo, a Escola D. Dinis passa a Escola do Dinis, a Escola D. João II passa a Escola do João nº 2, e a Escola Infante D. Henrique passa a Escola Henrique. ~E também temos de alterar, claro está, os nomes das ruas, praças e afins. Por exemplo: Praça D. Pedro IV (também conhecida como Rossio), Av. D. João II, Av. Infante D. Henrique, Av. Visconde de Santarém, Av. Duque de Loulé... Ah, e localidades com nomes monárquicos e fascizoides, como Vila Real, desaparecem! Vila Real passa a ser conhecida como Vila. Mas, como até já não é vila, é cidade, sugiro que se chame, Cidade. Se "Cidade" é capaz de criar confusão, chamem-lhe "Apenas Cidade", ou "Só Cidade".
Mas pior ainda são os casos em que ambos os mundos se misturam: A Rainha Santa Isabel, claro, que além de rainha era santa e por isso apanha por duas vezes. Passa a ser a Isabel e acabam-se as ilusões de grandeza!
Até eu, que sou ateu convicto, acho que esta é uma medida parva. E lembrando uma famosa campanha publicitária de uma determinada cerveja e a resposta criada por uma sua rival, deixo-vos aqui um novo slogan: "86,7% dos ateus acha que retirar as menções a santos dos nomes das escolas é uma medida parva. E você?"
PS: este post vai catalogado como actualidade, apesar de serem notícias da semana passada, porque.... errr... olha, não houve tempo!
04 janeiro 2008
Reacções ao cancelamento
Portugal lamenta o cancelamento do Lisboa-Dakar; Marrocos lamenta o cancelamento do Lisboa-Dakar; a Mauritânia lamenta o cancelamento do Lisboa-Dakar.
Este último caso é particularmente sério: é durante o Dakar a única ocasião em que se fala da Mauritânia. Sem o Dakar a Mauritânia é apenas um deserto, árido, sem vida, sem qualquer tipo de actividade económica. Com o Dakar a situação muda radicalmente de figura. A Mauritância torna-se um deserto árido, sem vida, mas com alguma actividade económica em torno da caravana do rali.
O MNE da Mauritânia lamenta a decisão, alegando que não há justificação para tanto alarme, e que as "condições de segurança estão ...". No momento em que terminava a frase na conferência de imprensa organizada para o efeito, deixámos de o ouvir porque o ministro teve de se baixar para se proteger de uma rajada de metralhadoras que partiu as janelas da sala onde nos encontrávamos. A conferência de imprensa ficou por ali porque a partir desse momento o ministro apenas podia responder a questões enquanto recarregava a sua Uzi, reiterando a sua total confiança nas condições de segurança para a realização da prova. Remeteu mais esclarecimentos para um seu acessor, mas ainda aguardamos que este saia da cirurgia a que foi submetido para retirar uns estilhaçozitos que tinha alojados no pescoço.
Este último caso é particularmente sério: é durante o Dakar a única ocasião em que se fala da Mauritânia. Sem o Dakar a Mauritânia é apenas um deserto, árido, sem vida, sem qualquer tipo de actividade económica. Com o Dakar a situação muda radicalmente de figura. A Mauritância torna-se um deserto árido, sem vida, mas com alguma actividade económica em torno da caravana do rali.
O MNE da Mauritânia lamenta a decisão, alegando que não há justificação para tanto alarme, e que as "condições de segurança estão ...". No momento em que terminava a frase na conferência de imprensa organizada para o efeito, deixámos de o ouvir porque o ministro teve de se baixar para se proteger de uma rajada de metralhadoras que partiu as janelas da sala onde nos encontrávamos. A conferência de imprensa ficou por ali porque a partir desse momento o ministro apenas podia responder a questões enquanto recarregava a sua Uzi, reiterando a sua total confiança nas condições de segurança para a realização da prova. Remeteu mais esclarecimentos para um seu acessor, mas ainda aguardamos que este saia da cirurgia a que foi submetido para retirar uns estilhaçozitos que tinha alojados no pescoço.
Dakar 2009
Mas nem tudo são más notícias. O Dakar de 2009 continua a sair de Lisboa.
Por isso faço um pedido aos senhores lá dos softwares dos GPS: PONHAM NA VOSSA BASE DE DADOS QUE NÃO SE PODE VIRAR À ESQUERDA EM LADO NENHUM NA AVENIDA DE BERNA!!!
É que todos os anos é a mesma coisa: prepara-se o Dakar, chegam os camiões e é vê-los a passear por Lisboa. E todos os anos vejo pelo menos um camião de assistência com o pisca para a esquerda a querer virar da Av. de Berna para a 5 de Outubro. Claro, os gajos não são de cá, não conhecem nada disto, o GPS diz para virar à esquerda e eles viram!
(para quem não é de Lisboa: a Av. de Berna é uma das mais movimentadas; tem 3 faixas para cada lado, separador central e, quando o trânsito o permite, circula-se entre os 60 e os 70 km/h; se o camião começa a manobra é quase certo que há choque em cadeia. Em hora de ponta o trânsito é ininterrupto. Quem quer seguir para a esquerda tem de contornar o quarteirão seguinte à direita)
Por isso faço um pedido aos senhores lá dos softwares dos GPS: PONHAM NA VOSSA BASE DE DADOS QUE NÃO SE PODE VIRAR À ESQUERDA EM LADO NENHUM NA AVENIDA DE BERNA!!!
É que todos os anos é a mesma coisa: prepara-se o Dakar, chegam os camiões e é vê-los a passear por Lisboa. E todos os anos vejo pelo menos um camião de assistência com o pisca para a esquerda a querer virar da Av. de Berna para a 5 de Outubro. Claro, os gajos não são de cá, não conhecem nada disto, o GPS diz para virar à esquerda e eles viram!
(para quem não é de Lisboa: a Av. de Berna é uma das mais movimentadas; tem 3 faixas para cada lado, separador central e, quando o trânsito o permite, circula-se entre os 60 e os 70 km/h; se o camião começa a manobra é quase certo que há choque em cadeia. Em hora de ponta o trânsito é ininterrupto. Quem quer seguir para a esquerda tem de contornar o quarteirão seguinte à direita)
Dakar Kaput
Foi-se o Dakar. O governo francês avisou que passar na Mauritânia é muito inseguro e como a Mauritânia representa 8 dias de prova, a prova foi cancelada. A alternativa seria ignorar os avisos e estar preparado para as consequências, caso houvesse um ataque, ou cancelar as etapas da Mauritânia, ou seja todas as etapadas de dunas, e correr apenas as etapas de Portugal, Marrocos e Senegal. A decisão aceita-se.
A notícia no site oficial do Lisboa-Dakar 2008
(recomendo também a leitura dos comentários. Hilariantes, como é habitual)
A notícia no site oficial do Lisboa-Dakar 2008
(recomendo também a leitura dos comentários. Hilariantes, como é habitual)
03 janeiro 2008
Presunção e água benta
Cada qual toma a que quer.
(eh pá, isto ultimamente tem-me dado para os provérbios, não sei o que se passa...)
Pois é, meus caros, sempre me achei particularmente esperto, mas até agora não tinha provas concretas da minha esperteza. Ah, mas isso mudou hoje! Mudou graças a um extraordinário teste. É que, pelos vistos, é preciso ser-se um génio para perceber o que eu digo, o que quer naturalmente dizer que só digo coisas geniais. Logo, sou um génio.

(nota: escusam de argumentar que provavelmente o "readibility test" presume que o blog está em língua inglesa; pessoas geniais como eu detectam imediatamente as falácias na vossa argumentação e ignoram-vos com um altivo "pffffff")
(eh pá, isto ultimamente tem-me dado para os provérbios, não sei o que se passa...)
Pois é, meus caros, sempre me achei particularmente esperto, mas até agora não tinha provas concretas da minha esperteza. Ah, mas isso mudou hoje! Mudou graças a um extraordinário teste. É que, pelos vistos, é preciso ser-se um génio para perceber o que eu digo, o que quer naturalmente dizer que só digo coisas geniais. Logo, sou um génio.

(nota: escusam de argumentar que provavelmente o "readibility test" presume que o blog está em língua inglesa; pessoas geniais como eu detectam imediatamente as falácias na vossa argumentação e ignoram-vos com um altivo "pffffff")
Opiniões
Ferro Rodrigues disse que o Governo de Sócrates é arrogante e que lhe falta humildade. O Governo rejeita esta acusação. O Ó Faxavor falou por telefone com alguém do Governo, que preferiu manter o anonimato, e publica aqui a grande entrevista.
Ó Faxavor: Ferro Rodrigues acusa o Governo de arrogância.
Membro do Governo: Sim, eu sei. Eu também leio jornais.
OF: O que tem a dizer sobre isso?
MG: É falso.
OF: Não são arrogantes?
MG: Não.
OF: Nem um bocadinho?
MG: Nada.
OF: O Governo tem tomado medidas algo impopulares...
MG: Todas elas são necessárias e inadiáveis.
OF: Mas há quem acuse o Governo de falta de diálogo, de falta de informaçao às populações.
MG: Isso é gente parva a falar.
OF: Gente parva?
MG: Sim. Só gente parva é que diz parvoíces dessas. Ou acha que não?
OF: Bom, errr... eu acho que algumas críticas até são razoáveis e bem fundamentadas e gostaria que o Governo prestasse mais esclarecimentos.
MG: Isso é porque você é parvo. Mais alguma questão?
OF: Errr... sim... errrr... não acha que o Governo pode estar a exagerar um pouco em algumas medidas de contenção de despesa, como o fecho de urgências, por exemplo?
MG: NÃO! Nós é que sabemos o que é melhor para o país, por isso é que as pessoas votaram em nós. Olhe, tou a começar a perder a paciência para as suas perguntas estúpidas. Tem alguma coisa inteligente para dizer? É que se não tem mais vale ficar de boca fechada.
OF: Errrr... não, pronto, era só isso.
MG: Pronto, então, adeus.
OF: Olhe, espere, só mais uma pergunta!
MG: Diga... (suspiro)
OF: Não acha que dizer que só pessoas parvas é que fazem críticas ao Governo é capaz de ser um nadita arrogante?
MG: NÃAAAO! Eh pá, já disse que O GOVERNO NÃO É ARROGANTE. Custa assim tanto a perceber, custa? Nós não somos arrogantes. Aliás, até somos o contrário de arrogantes. Somos...
OF: Humildes?
MG: EU SEI QUAL É O CONTRÁRIO DE ARROGANTE! *CLIC*
OF: O contrário chama-se "antónimo" mas... Tou?... Tou?... Olha, o cabrão desligou-me o telefone na cara! Porra, mais valia ter votado no Santana Lopes...
Ó Faxavor: Ferro Rodrigues acusa o Governo de arrogância.
Membro do Governo: Sim, eu sei. Eu também leio jornais.
OF: O que tem a dizer sobre isso?
MG: É falso.
OF: Não são arrogantes?
MG: Não.
OF: Nem um bocadinho?
MG: Nada.
OF: O Governo tem tomado medidas algo impopulares...
MG: Todas elas são necessárias e inadiáveis.
OF: Mas há quem acuse o Governo de falta de diálogo, de falta de informaçao às populações.
MG: Isso é gente parva a falar.
OF: Gente parva?
MG: Sim. Só gente parva é que diz parvoíces dessas. Ou acha que não?
OF: Bom, errr... eu acho que algumas críticas até são razoáveis e bem fundamentadas e gostaria que o Governo prestasse mais esclarecimentos.
MG: Isso é porque você é parvo. Mais alguma questão?
OF: Errr... sim... errrr... não acha que o Governo pode estar a exagerar um pouco em algumas medidas de contenção de despesa, como o fecho de urgências, por exemplo?
MG: NÃO! Nós é que sabemos o que é melhor para o país, por isso é que as pessoas votaram em nós. Olhe, tou a começar a perder a paciência para as suas perguntas estúpidas. Tem alguma coisa inteligente para dizer? É que se não tem mais vale ficar de boca fechada.
OF: Errrr... não, pronto, era só isso.
MG: Pronto, então, adeus.
OF: Olhe, espere, só mais uma pergunta!
MG: Diga... (suspiro)
OF: Não acha que dizer que só pessoas parvas é que fazem críticas ao Governo é capaz de ser um nadita arrogante?
MG: NÃAAAO! Eh pá, já disse que O GOVERNO NÃO É ARROGANTE. Custa assim tanto a perceber, custa? Nós não somos arrogantes. Aliás, até somos o contrário de arrogantes. Somos...
OF: Humildes?
MG: EU SEI QUAL É O CONTRÁRIO DE ARROGANTE! *CLIC*
OF: O contrário chama-se "antónimo" mas... Tou?... Tou?... Olha, o cabrão desligou-me o telefone na cara! Porra, mais valia ter votado no Santana Lopes...
Comparações
O PR fez o habitual discurso de Ano Novo. E falou da discrepância entre os rendimentos dos administradores e gestores de empresas quando comparados com os rendimentos dos seus funcionários.
Tem piada. Sobretudo tratando-se de alguém que acumula a pensão do Banco de Portugal e Caixa Geral de Aposentações (por ter sido professor na UNL), num valor de cerca de 5000 euros mensais, com o ordenado de Presidente da República, num valor de cerca de 7000 euros mensais.
Tal como o tipo da ASAE, Cavaco diz "faz o que eu digo, não faças o que eu faço".
Correcção: Cavaco acumula, pelo menos pelo que percebi da lei das subvenções vitalícias, um terço da pensão com o ordenado de PR. De qualquer maneira continua a ser um valor elevadito...
Tem piada. Sobretudo tratando-se de alguém que acumula a pensão do Banco de Portugal e Caixa Geral de Aposentações (por ter sido professor na UNL), num valor de cerca de 5000 euros mensais, com o ordenado de Presidente da República, num valor de cerca de 7000 euros mensais.
Tal como o tipo da ASAE, Cavaco diz "faz o que eu digo, não faças o que eu faço".
Correcção: Cavaco acumula, pelo menos pelo que percebi da lei das subvenções vitalícias, um terço da pensão com o ordenado de PR. De qualquer maneira continua a ser um valor elevadito...
Vira-se o feitiço!
Dois autos, DOIS! Foi o balanço do primeiro dia "a sério" da nova lei do tabaco. Em 10 milhões de habitantes, houve 2 autos formais levantados ontem! Com tanta polémica em torno da nova lei, afinal parece que o seu cumprimento é mais ou menos pacífico (ontem fumei, pela primeira vez em muitos anos, menos de 1 maço! Durante o expediente devo ter fumado uns 12 ou 13 cigarros, quando a média eram uns 25 ou 30; nada mau!).
Um dos casos foi curioso: um cliente de um café recusou-se a apagar o cigarro e o proprietário chamou a GNR. Quando lá chegaram já o fumador tinha ido embora. Mas quem foi multado foi o proprietário, que se esqueceu de pôr em local visível os dísticos a indicar a proibição de fumar.
Pois é, quem tem telhados de vidro não atira pedras...
(nota: foi distribuido um livrinho feito pela própria Tabaqueira com o texto integral da nova lei do tabaco aos pontos de venda de tabaco, além de ter sido distribuido pelas caixas do correio do país todo um desdobrável da Direcção-Geral da Saúde com informações sobre a lei, dizendo as obrigações e direitos de cada um; mas ler... dá muito trabalho).
Notícia aqui.
Um dos casos foi curioso: um cliente de um café recusou-se a apagar o cigarro e o proprietário chamou a GNR. Quando lá chegaram já o fumador tinha ido embora. Mas quem foi multado foi o proprietário, que se esqueceu de pôr em local visível os dísticos a indicar a proibição de fumar.
Pois é, quem tem telhados de vidro não atira pedras...
(nota: foi distribuido um livrinho feito pela própria Tabaqueira com o texto integral da nova lei do tabaco aos pontos de venda de tabaco, além de ter sido distribuido pelas caixas do correio do país todo um desdobrável da Direcção-Geral da Saúde com informações sobre a lei, dizendo as obrigações e direitos de cada um; mas ler... dá muito trabalho).
Notícia aqui.
02 janeiro 2008
Fusos horários
Hoje acordei precisamente à mesma hora a que me tinha deitado apenas 1 dia antes: na passagem de ano deitei-me por volta das 5 e tal da manhã. E hoje acordei às 5:30 da manhã para ir ao aeroporto buscar a cara-metade que ainda por cima chega bronzeada, mesmo a gozar com a minha cara. Humpf. E logo a seguir vim para o escritório (cheguei perto das 8 e o horário começa às 9. Não há direito!), para regressar ao trabalho depois de 1 semana de férias. 2008 começa bem, não há dúvida. Bom, sempre aumenta a probabilidade de o ano vir a melhorar com o tempo.
Velhos hábitos são difíceis de mudar...
Raios partam a nova lei do tabaco. Quer dizer, eu até concordo com a lei, mas estes primeiros dias vão ser chatos. É que sempre fumei no escritório. Ao fim do dia o meu cinzeiro está invariavelmente cheio. E agora já não posso. E ainda bem, aproveito para fumar menos que só me faz bem. Mas tou sempre com aquele hábito de ir buscar um cigarro e acendê-lo. E depois é que me lembro que se quero fumar tenho de ir lá para fora. Acho que preciso de umas semanitas para me habituar à ideia.
Faz o que eu digo, não faças o que eu faço
Não sei em que jornal é que está a notícia, vi há bocado na revista de imprensa da televisão: o director da ASAE foi apanhado com a boca na botija, ou melhor, no filtro, num local público fechado já este ano. Hmmm.... será que alguém chamou a ASAE para o multar?
Ruptura de stocks
Tive de trocar uma torneira lá em casa. Já estava velha e cheia de ferrugem por dentro, por isso teve de ser. Vai daí, vou ao Aki comprar a torneira e já agora uma chave inglesa grande o suficiente. Assim escuso de estar sempre a cravar o meu vizinho. Vou à secção das chaves inglesas e... não há! Não há chaves inglesas no Aki!!! Quer dizer, em geral há, mas estão todas momentaneamente esgotadas! Dá para acreditar? Não haver chaves inglesas no Aki é como não haver leite ou ovos no Carrefour! É a modos que um artigo de primeira necessidade... bom, já que lá estava aproveitei para fazer algumas compras no Carrefour, nomeadamente... uma chave inglesa.
01 janeiro 2008
Ano Novo, Leis Novas
Estamos em 2008. 1 de Janeiro de 2008, dia da entrada em vigor da nova lei anti-tabaco.
Agora é proibido fumar em todos os locais públicos, excepto em locais em que existe separação física entre zonas de fumadores e não fumadores e com extracção de fumos.
Ora, o Ó Faxavor! é um local público, não tem separação entre zonas de fumadores e de não fumadores e não tem qualquer tipo de dispositivo de extracção de fumo. Portanto, aviso que a partir de hoje é proibido fumar aqui no blog. Quem for apanhado a fumar é expulso! Sem direito a devolução do dinheiro pago à entrada.

(Nota: fui procurar sinais de proibido fumar ao google; como não encontrei nenhum decente, resolvi desenhar este. Que tal? Tenho jeito?)
Agora é proibido fumar em todos os locais públicos, excepto em locais em que existe separação física entre zonas de fumadores e não fumadores e com extracção de fumos.
Ora, o Ó Faxavor! é um local público, não tem separação entre zonas de fumadores e de não fumadores e não tem qualquer tipo de dispositivo de extracção de fumo. Portanto, aviso que a partir de hoje é proibido fumar aqui no blog. Quem for apanhado a fumar é expulso! Sem direito a devolução do dinheiro pago à entrada.

(Nota: fui procurar sinais de proibido fumar ao google; como não encontrei nenhum decente, resolvi desenhar este. Que tal? Tenho jeito?)
28 dezembro 2007
Um dia produtivo é:
Sair de casa às 11 da manhã para ir à Segurança Social. No último dia útil do ano (sim, que segunda-feira não conta)! Chegar à Loja do Cidadão e nem sequer estacionar o carro (pelo menos 6 ou 7 carros na fila para o parque o que implica cerca de 400 mil pessoas lá dentro). Daí ir para A S. Social da Alameda, chegar, estacionar, tirar a senha, esperar.... 1 hora!!!!! E ser atendido! Com isto tudo ainda me despachei antes do almoço!
Claro que a produtividade rapidamente desapareceu: vim para casa e em vez de trabalhar fiquei a jogar computador a tarde toda (já tinha saudades deste jogo, devo confessar). Mas soube bem.
Ah, sim, estou de férias, caso ainda não tenham reparado. Volto ao office na 4ª.
Claro que a produtividade rapidamente desapareceu: vim para casa e em vez de trabalhar fiquei a jogar computador a tarde toda (já tinha saudades deste jogo, devo confessar). Mas soube bem.
Ah, sim, estou de férias, caso ainda não tenham reparado. Volto ao office na 4ª.
27 dezembro 2007
Prenda de Natal atrasada
Agora que já passou o Natal tá na altura de comprar as prendas de Natal que por uma razão ou por outra não foram compradas (por exemplo, para aquelas pessoas a quem não se tencionava oferecer nada mas como nos surpreenderam com uma prenda de Natal sentimo-nos obrigados a retribuir).
A vantagem de comprar prendas após o dia 25 de Dezembro é que podemos comprar coisas que se adaptem às restantes prendas. Por exemplo, a alguém que recebeu um iPod pode oferecer-se uma bolsa para o iPod ou uns auscultadores melhorzinhos. E a alguém que recebeu um iPhone ou um iTouch oferece-se iPorn!!! (não tenho de explicar o que é iPorn, pois não?) Por exemplo, o RubMyClit, uma novíssima aplicação, muito útil, desenhada especialmente para a interface do iPhone e do iPod Touch!!!
(obrigado Pedro)
A vantagem de comprar prendas após o dia 25 de Dezembro é que podemos comprar coisas que se adaptem às restantes prendas. Por exemplo, a alguém que recebeu um iPod pode oferecer-se uma bolsa para o iPod ou uns auscultadores melhorzinhos. E a alguém que recebeu um iPhone ou um iTouch oferece-se iPorn!!! (não tenho de explicar o que é iPorn, pois não?) Por exemplo, o RubMyClit, uma novíssima aplicação, muito útil, desenhada especialmente para a interface do iPhone e do iPod Touch!!!
(obrigado Pedro)
24 dezembro 2007
A origem das coisas
Pela primeira vez, um vídeo que vai mudar a vossa forma de ver... bom, tudo! A origem das coisas, apresentado pela primeira vez para o mundo inteiro (tirando os 174 mil que já o viram no Youtube). Este vídeo mudou a minha vida e tenho a certeza que irá mudar a vossa. Pensem nele como o meu presente de Natal!
Ho ho ho!
(obrigado Filipa)
Ho ho ho!
(obrigado Filipa)
21 dezembro 2007
Puxão de orelhas
O MNE português puxou as orelhas ao embaixador dos EUA, lembrando-o da definição de "decisão soberana por parte de um estado soberano". Tudo isto porque os EUA criticaram a decisão portuguesa de diminuir o contingente militar no Afeganistão, referindo que os líderes portugueses estão mais preocupados com as sondagens que com a segurança global. (notícia no site do Público)
Espera-se a todo o momento que da Sala Oval seja enviado um fax para o governo português com uma nova definição da palavra "soberano".
Espera-se a todo o momento que da Sala Oval seja enviado um fax para o governo português com uma nova definição da palavra "soberano".
Impalados
Os funcionários da Impala preparam-se para ser... Impalados durante o ano de 2008. Segundo notícia no site do Público, a administração enviou uma carta de "boas festas" aos trabalhadores a dizer, entre outras coisas, que os postos de trabalho estão em risco se algumas atitudes não se alterarem e chamando a atenção para a falha no cumprimento dos objectivos para 2007.
O Ó faxavor esforçou-se e fez uma reconstituição artística livre da carta enviada aos trabalhadores da Impala.
De: Administração
Para: Todos os trabalhadores, essa corja de chulos
Assunto: Ano de 2007 versus ano de 2008
Caros trabalhadores:
Gostaria de recordar que este ano não atingimos os nossos objectivos. 2007 foi um ano mau e se esta merda não muda o ano que se vai iniciar irá agravar-se. Estou só a avisar! Depois não se queixem. Lembrem-se do que disse Jean-Claude Trichet no Diário Económico no dia 20 deste mês: "Os europeus devem estar preparados para o pior em 2008".
A falta de profissionalismo de alguns colaboradores, em prejuízo dos demais e das empresas não será tolerada no próximo ano. Vocês sabem de quem é que estou a falar. Cambada de preguiçosos é o que vocês são. Se não fosse a merda das leis deste país já vos tinha arreado no lombo!
Fiquem a saber que não vos pago para ficarem com o cú sentado nas cadeiras do café! Querem receber, é favor mostrarem a tromba nas instalações da empresa e estar cá as 72 horas por semana previstas no vosso contrato de trabalho!
E lembro também que a partir de 2008 entra em vigor uma nova lei anti-tabaco. Querem fumar, vão à rua. Se vão à rua no horário de expediente podem ficar por lá e não voltar, tá percebido? Quero ver como é que fumam com o subsídio de desemprego. Quem não tem dinheiro não tem vícios.
Apelo ao vosso profissionalismo (ao pouco que ainda resta) para que encarem o vosso trabalho com uma atitude diferente daqueles que com as suas atitudes colocam em causa o seu posto de trabalho e o de outros. Já para não falar no meu bónus! Foda-se, já viram bem a cotação das nossas acções? P'ó caralho, tenho filhos mas já são criados e ganham para se sustentar!!!
Despeço-me com votos de boas-festas e bom Ano Novo, a todos os colaboradores e famílias.
A Administração
...
--------------------------------------------
PS: Gostava de ler o texto da carta para ver se acertei mais ou menos no alvo ou se foi um tiro muito ao lado.
O Ó faxavor esforçou-se e fez uma reconstituição artística livre da carta enviada aos trabalhadores da Impala.
De: Administração
Para: Todos os trabalhadores, essa corja de chulos
Assunto: Ano de 2007 versus ano de 2008
Caros trabalhadores:
Gostaria de recordar que este ano não atingimos os nossos objectivos. 2007 foi um ano mau e se esta merda não muda o ano que se vai iniciar irá agravar-se. Estou só a avisar! Depois não se queixem. Lembrem-se do que disse Jean-Claude Trichet no Diário Económico no dia 20 deste mês: "Os europeus devem estar preparados para o pior em 2008".
A falta de profissionalismo de alguns colaboradores, em prejuízo dos demais e das empresas não será tolerada no próximo ano. Vocês sabem de quem é que estou a falar. Cambada de preguiçosos é o que vocês são. Se não fosse a merda das leis deste país já vos tinha arreado no lombo!
Fiquem a saber que não vos pago para ficarem com o cú sentado nas cadeiras do café! Querem receber, é favor mostrarem a tromba nas instalações da empresa e estar cá as 72 horas por semana previstas no vosso contrato de trabalho!
E lembro também que a partir de 2008 entra em vigor uma nova lei anti-tabaco. Querem fumar, vão à rua. Se vão à rua no horário de expediente podem ficar por lá e não voltar, tá percebido? Quero ver como é que fumam com o subsídio de desemprego. Quem não tem dinheiro não tem vícios.
Apelo ao vosso profissionalismo (ao pouco que ainda resta) para que encarem o vosso trabalho com uma atitude diferente daqueles que com as suas atitudes colocam em causa o seu posto de trabalho e o de outros. Já para não falar no meu bónus! Foda-se, já viram bem a cotação das nossas acções? P'ó caralho, tenho filhos mas já são criados e ganham para se sustentar!!!
Despeço-me com votos de boas-festas e bom Ano Novo, a todos os colaboradores e famílias.
A Administração
...
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PS: Gostava de ler o texto da carta para ver se acertei mais ou menos no alvo ou se foi um tiro muito ao lado.
Só coisas boas!
Tirando a primeira parte.
Mas depois do intervalo... eh pá, espectáculo!!!!!
Um golo logo a abrir, num lance de bola parada que habitualmente não é perigoso: um lançamento lateral. Mas com o Binya (aka, Pitbull Jr.) a fazer lançamentos à mão para o coração da pequena área é só aparecer alguém (o Rodriguez) a marcar de cabeça.
Outro golo de penalty, desta vez indiscutível! Penalty sobre David Luiz, serve para compensar o penalty que ele fez contra o Shaktar. Marca Cardozo, claro.
E o terceiro a fechar as contas, pelo Nuno Gomes, que assim como quem não quer a coisa, e apesar da contestação permanente, já leva 6 golos no campeonato e é o segundo melhor marcador do a par de Linz do Braga e de Makukula do Marítimo (a anos-luz do Lisandro Lopes que este ano não está a dar hipóteses a ninguém).
E jogámos bem na segunda parte. Mais rápidos, criámos oportunidades, dominámos o jogo (verdade seja dita, contra um adversário de aspirações modestas, mas depois da tristeza que foi o jogo com o Belenenses um gajo contenta-se com qualquer coisinha).
E pronto, vamos fechar a tasca, que é Natal. A bola volta para o ano que vem.
(nota: ainda há alguns jogos menores até domingo, mas já pouco me interessam, a não ser que o Porto perca hoje à noite na Madeira)
Mas depois do intervalo... eh pá, espectáculo!!!!!
Um golo logo a abrir, num lance de bola parada que habitualmente não é perigoso: um lançamento lateral. Mas com o Binya (aka, Pitbull Jr.) a fazer lançamentos à mão para o coração da pequena área é só aparecer alguém (o Rodriguez) a marcar de cabeça.
Outro golo de penalty, desta vez indiscutível! Penalty sobre David Luiz, serve para compensar o penalty que ele fez contra o Shaktar. Marca Cardozo, claro.
E o terceiro a fechar as contas, pelo Nuno Gomes, que assim como quem não quer a coisa, e apesar da contestação permanente, já leva 6 golos no campeonato e é o segundo melhor marcador do a par de Linz do Braga e de Makukula do Marítimo (a anos-luz do Lisandro Lopes que este ano não está a dar hipóteses a ninguém).
E jogámos bem na segunda parte. Mais rápidos, criámos oportunidades, dominámos o jogo (verdade seja dita, contra um adversário de aspirações modestas, mas depois da tristeza que foi o jogo com o Belenenses um gajo contenta-se com qualquer coisinha).
E pronto, vamos fechar a tasca, que é Natal. A bola volta para o ano que vem.
(nota: ainda há alguns jogos menores até domingo, mas já pouco me interessam, a não ser que o Porto perca hoje à noite na Madeira)
20 dezembro 2007
Tempos de crise
No outro dia fui à Worten. Comprei caixas para CDs e envelopes de papel para CDs. Já não me lembro exactamente do preço, mas as caixas custaram 2 euros e qq coisa (um pack de 10) e os envelopes custaram 1,60 ou coisa assim.
Quando estou na caixa para pagar reparo que a funcionária remove uma etiqueta de cada um dos produtos - é o anti-roubo. Ok, nada de extraordinário, sabemos bem que as lojas usam dispositivos anti-roubo nos seus artigos. Mas... em coisas de 1,60 ou 2 euros??? É preciso um anti-roubo? Uma forma de ver a questão é dizer que a Sonae anda um bocado paranoica com os roubos; outra é dizer que, uma vez que os dispositivos anti-roubo custam dinheiro (muito ou pouco, mas custam), só são colocados se a sua utilização se justificar. O que quer dizer que existe roubo generalizado de coisas tão patéticas como invólucros para CDs. Há mesmo pessoas que vão à Worten e roubam caixas para CDs. Já nem falo dos CDs propriamente ditos, mas das caixas!!! Efectivamente são tempos de crise estes que vivemos.
(perguntei à funcionária se o anti-roubo naqueles artigos se justificava, se havia mesmo quem fosse lá roubar artigos de 1,60 euros. A resposta dela foi "oh! você nem faz ideia...")
Quando estou na caixa para pagar reparo que a funcionária remove uma etiqueta de cada um dos produtos - é o anti-roubo. Ok, nada de extraordinário, sabemos bem que as lojas usam dispositivos anti-roubo nos seus artigos. Mas... em coisas de 1,60 ou 2 euros??? É preciso um anti-roubo? Uma forma de ver a questão é dizer que a Sonae anda um bocado paranoica com os roubos; outra é dizer que, uma vez que os dispositivos anti-roubo custam dinheiro (muito ou pouco, mas custam), só são colocados se a sua utilização se justificar. O que quer dizer que existe roubo generalizado de coisas tão patéticas como invólucros para CDs. Há mesmo pessoas que vão à Worten e roubam caixas para CDs. Já nem falo dos CDs propriamente ditos, mas das caixas!!! Efectivamente são tempos de crise estes que vivemos.
(perguntei à funcionária se o anti-roubo naqueles artigos se justificava, se havia mesmo quem fosse lá roubar artigos de 1,60 euros. A resposta dela foi "oh! você nem faz ideia...")
19 dezembro 2007
Ah é? Ah é?
Então, tá bem!
Ontem fui ao Vasco da Gama. Não há nada menos natalício que ir a centros comerciais fazer as compras de Natal, aturar o trânsito, procurar lugar para estacionar, esperar na fila da caixa e estar sempre aos encontrões às pessoas. Fico logo bem disposto e desejoso que haja Natal mais vezes para eu poder estar sempre a fazer compras de Natal.
Mas como ia dizendo, fui ao Vasco da Gama (aquela coisa parecida com um centro comercial ali p'rós lados da Expo). Entro no parque de estacionamento e deparo-me com aquele aviso alarmante que diz: Piso -1 completo; Dirija-se ao piso -2.
Isto é mau. Se o piso -1 está cheio quer dizer que vou andar ainda mais aos encontrões que o habitual. Mas... que é aquilo? Não é um lugar??? E era mesmo. Era um lugar de estacionamento, ali mesmo a jeito, no piso -1. Caguei de alto (adoro esta expressão, é tão poética!) para o aviso e estacionei no -1. Longe das escadas rolantes, mas não há crise. Tranco o carro e sigo e... começo a ver lugares de estacionamento ali à mão de semear, aos pontapés!
O piso -1 não está nada cheio, pá! Aquilo é só para enganar os totós: o totó vê o aviso e pensar "ai, ai, o melhor é ir estacionar ao piso -2"; o chico esperto vai dar primeiro uma volta ao piso -1 a ver se está ou não completo como dizem. E assim se consegue, de forma muito barata e eficiente, organizar o estacionamento num grande centro comercial quando toda a gente decide fazer compras ao mesmo tempo. No parque Camões não usam estes truques manhosos, têm uns sensores todos sofisticados a avisar se há ou não lugares disponíveis. O que não adianta de muito porque acaba por haver sempre alguém com o carro de tal forma atravessado que na prática ocupa dois lugares.
Já no Colombo não são precisos avisos a dizer que o piso -1 está cheio. É que está mesmo, o aviso seria redundante. Toda a gente sabe que entrar no piso -1 do Colombo equivale a meia hora às voltas sem encontrar um único lugar. Até o piso -2 costuma encher nestas alturas e há quem procure lugar no -3 (que só abre em dias de jogo importante do Benfica e na altura do Natal). Estacionei uma vez no -3. Fiquei descansado. Sabia que em caso de ataque nuclear o Colombo podia ser destruido, mas o meu carro estava bem protegido no bunker.
Ontem fui ao Vasco da Gama. Não há nada menos natalício que ir a centros comerciais fazer as compras de Natal, aturar o trânsito, procurar lugar para estacionar, esperar na fila da caixa e estar sempre aos encontrões às pessoas. Fico logo bem disposto e desejoso que haja Natal mais vezes para eu poder estar sempre a fazer compras de Natal.
Mas como ia dizendo, fui ao Vasco da Gama (aquela coisa parecida com um centro comercial ali p'rós lados da Expo). Entro no parque de estacionamento e deparo-me com aquele aviso alarmante que diz: Piso -1 completo; Dirija-se ao piso -2.
Isto é mau. Se o piso -1 está cheio quer dizer que vou andar ainda mais aos encontrões que o habitual. Mas... que é aquilo? Não é um lugar??? E era mesmo. Era um lugar de estacionamento, ali mesmo a jeito, no piso -1. Caguei de alto (adoro esta expressão, é tão poética!) para o aviso e estacionei no -1. Longe das escadas rolantes, mas não há crise. Tranco o carro e sigo e... começo a ver lugares de estacionamento ali à mão de semear, aos pontapés!
O piso -1 não está nada cheio, pá! Aquilo é só para enganar os totós: o totó vê o aviso e pensar "ai, ai, o melhor é ir estacionar ao piso -2"; o chico esperto vai dar primeiro uma volta ao piso -1 a ver se está ou não completo como dizem. E assim se consegue, de forma muito barata e eficiente, organizar o estacionamento num grande centro comercial quando toda a gente decide fazer compras ao mesmo tempo. No parque Camões não usam estes truques manhosos, têm uns sensores todos sofisticados a avisar se há ou não lugares disponíveis. O que não adianta de muito porque acaba por haver sempre alguém com o carro de tal forma atravessado que na prática ocupa dois lugares.
Já no Colombo não são precisos avisos a dizer que o piso -1 está cheio. É que está mesmo, o aviso seria redundante. Toda a gente sabe que entrar no piso -1 do Colombo equivale a meia hora às voltas sem encontrar um único lugar. Até o piso -2 costuma encher nestas alturas e há quem procure lugar no -3 (que só abre em dias de jogo importante do Benfica e na altura do Natal). Estacionei uma vez no -3. Fiquei descansado. Sabia que em caso de ataque nuclear o Colombo podia ser destruido, mas o meu carro estava bem protegido no bunker.
18 dezembro 2007
O Ataque da Torradeira Assassina
Podia ser o título de um filme de terror de série B, mas não é.
É muito pior que isso: é o negro futuro da humanidade. Um futuro tão negro quanto as crostas das torradas que a Torradeira Assassina irá produzir uma vez concluído o seu maléfico plano para dominar o mundo.
E não pensem que isto é exagero, não senhor. É a mais pura realidade: há por aí electrodomésticos que podem assaltar a nossa conta bancária!!!
Como, pergunta o incauto leitor? Pela net, claro! Possivelmente usando ligações Wireless. É que começam a aparecer os electrodomésticos inteligentes, ligados à rede e prontos a receber instruções. E houve um gajo, que não é nada paranoico, que resolveu usar uma torradeira para aceder ilicitamente a um computador. E pergunta o ingénuo leitor: Mas... p'ra quê? P'ra quê? Para provar que é possível, claro! Tá-se mesmo a ver no futuro a malta a receber torradeiras no Natal e a correr-lhes um anti-virus antes de as instalar na cozinha, não vá o raio da torradeira ligar-se ao servidor do esquentador e desligar a água quente de propósito quando um gajo está todo coberto de espuma.
(obrigado Nuno)
É muito pior que isso: é o negro futuro da humanidade. Um futuro tão negro quanto as crostas das torradas que a Torradeira Assassina irá produzir uma vez concluído o seu maléfico plano para dominar o mundo.
E não pensem que isto é exagero, não senhor. É a mais pura realidade: há por aí electrodomésticos que podem assaltar a nossa conta bancária!!!
Como, pergunta o incauto leitor? Pela net, claro! Possivelmente usando ligações Wireless. É que começam a aparecer os electrodomésticos inteligentes, ligados à rede e prontos a receber instruções. E houve um gajo, que não é nada paranoico, que resolveu usar uma torradeira para aceder ilicitamente a um computador. E pergunta o ingénuo leitor: Mas... p'ra quê? P'ra quê? Para provar que é possível, claro! Tá-se mesmo a ver no futuro a malta a receber torradeiras no Natal e a correr-lhes um anti-virus antes de as instalar na cozinha, não vá o raio da torradeira ligar-se ao servidor do esquentador e desligar a água quente de propósito quando um gajo está todo coberto de espuma.
(obrigado Nuno)
Voodoo Marmalade
Depois não digam que não vos avisei!
Este sábado há mais um grandioso concerto dos Voodoo Marmalade (único e imperdível, como todos) às 23h, na Guilherme Cossoul (colectividade na Av. D. Carlos I).
Para terem um cheirinho, visitem o MySpace da banda.
Se não forem a culpa não é minha, tou a avisar com muita antecedência!
Este sábado há mais um grandioso concerto dos Voodoo Marmalade (único e imperdível, como todos) às 23h, na Guilherme Cossoul (colectividade na Av. D. Carlos I).
Para terem um cheirinho, visitem o MySpace da banda.
Se não forem a culpa não é minha, tou a avisar com muita antecedência!
Presente de Natal para os lisboetas
Porque é Natal, abre amanhã o troço do Metro entre a Baixa e Santa Apolónia. Afinal, ficou pronto só com 10 anos de atraso.
Mas dizem os bombeiros que faltam uns testezitos de segurança. Bom, tratando-se de um túnel que meteu água uns anos a fio, percebo a necessidade de evitar esse tipo de testes até à abertura. Faz-se a inauguração e depois lá se fazem os testes todos já com o troço em funcionamento. Se a coisa correr mal ninguém se atreve a mandar fechar aquilo outra vez e lá desenrascamos uma solução qualquer.
O que a malta precisa é de soluções criativas que permitam ao país andar para a frente!!!
E assim fica Lisboa, finalmente, com ligação de metropolitano a ambas às estações de comboio de longo curso, Oriente e Santa Apolónia, bem como às principais estações fluviais. Já não era sem tempo, han?
Mas dizem os bombeiros que faltam uns testezitos de segurança. Bom, tratando-se de um túnel que meteu água uns anos a fio, percebo a necessidade de evitar esse tipo de testes até à abertura. Faz-se a inauguração e depois lá se fazem os testes todos já com o troço em funcionamento. Se a coisa correr mal ninguém se atreve a mandar fechar aquilo outra vez e lá desenrascamos uma solução qualquer.
O que a malta precisa é de soluções criativas que permitam ao país andar para a frente!!!
E assim fica Lisboa, finalmente, com ligação de metropolitano a ambas às estações de comboio de longo curso, Oriente e Santa Apolónia, bem como às principais estações fluviais. Já não era sem tempo, han?
17 dezembro 2007
Prendas
Tá na altura de fazer as últimas prendas de Natal e se ainda têm prendas para comprar é porque estão sem ideias. É nesta altura que vale tudo e todas as sugestões, por mais parvas que possam parecer, são úteis e podem resolver os vossos problemas natalícios.
Por isso, aqui fica a sugestão: um produto novo e revolucionário que decerto será muito apreciado por qualquer pessoa! E ainda por cima é barato, apenas 9,95 Euros (mais portes de envio, claro!). É o USB Wine e vale a pena uma visita.
Mas para quem não tem tempo a perder, fica o vídeo que decerto será suficiente para vos elucidar. É aconselhável algum conhecimento da paneleira língua francesa.
PS: hoje não falo de bola.
Por isso, aqui fica a sugestão: um produto novo e revolucionário que decerto será muito apreciado por qualquer pessoa! E ainda por cima é barato, apenas 9,95 Euros (mais portes de envio, claro!). É o USB Wine e vale a pena uma visita.
Mas para quem não tem tempo a perder, fica o vídeo que decerto será suficiente para vos elucidar. É aconselhável algum conhecimento da paneleira língua francesa.
PS: hoje não falo de bola.
14 dezembro 2007
Ossos do ofício
Ontem, ao princípio da tarde chega um mail com um attach.
- Olha e consegues fazer aí uma revisãozita à tradução disso?
(isso é um software de computador com milhares de funções!)
- Errrr... tá bem, mas para quando?
(isto era eu ingenuamente a pensar em prazos apertados, tipo 2 semanas... até porque hoje [ontem] tou com uma crise entre mãos, se tudo correr bem amanhã [hoje] consigo pegar nisso se for muito urgente)
- Para amanhã. Até às 22h sem falta.
- ...
Mas fez-se. Tão bem quanto a pressa o permitiu. Vou dormir. Até segunda.
(Tão a ver porque é que a produção do blog tem andado mais fraca nas últimas semanas? Pois, é porque estou com projectos suficientes em mãos para encher o horário de 4 ou 5 pessoas e a minha equipa... bem, a minha equipa sou eu.)
- Olha e consegues fazer aí uma revisãozita à tradução disso?
(isso é um software de computador com milhares de funções!)
- Errrr... tá bem, mas para quando?
(isto era eu ingenuamente a pensar em prazos apertados, tipo 2 semanas... até porque hoje [ontem] tou com uma crise entre mãos, se tudo correr bem amanhã [hoje] consigo pegar nisso se for muito urgente)
- Para amanhã. Até às 22h sem falta.
- ...
Mas fez-se. Tão bem quanto a pressa o permitiu. Vou dormir. Até segunda.
(Tão a ver porque é que a produção do blog tem andado mais fraca nas últimas semanas? Pois, é porque estou com projectos suficientes em mãos para encher o horário de 4 ou 5 pessoas e a minha equipa... bem, a minha equipa sou eu.)
Tempo e Espaço
Fui à secretaria de graduação do IST. Fui lá para levantar o diploma de um amigo, já que onde ele está é um bocado complicado tirar uma manhã para ir lá pessoalmente (sempre são 3000 km e só há um voo diário).
A secretaria de graduação do IST é um dos locais mais inóspitos do planeta, a par com a Antártida, o deserto do Sahara ou as chaminés sulfurosas do fundo do Atlântico. É um local onde a vida se esvai lentamente e nada podemos fazer para a agarrar. É por isso que tem um dos piores registos de produtividade do planeta.
E finalmente compreendi a razão de tal agonia enquanto se espera e espera e espera e espera pela vez de ser atendido.
É que a secretaria de graduação do IST é um buraco negro. E nas imediações de buracos negros podemos assistir a fenómonos apenas explicados pela relatividade geral e pela mecânica quântica.
Para já, sendo um buraco negro, à medida que nos aproximamos do horizonte de acontecimentos (para os devidos efeitos práticos, é a superfície do buraco negro, o limiar a partir do qual não é possível voltar para trás), as noções de tempo e espaço deformam-se e o tempo começa a correr mais devagar, mais devagar, mais devagar... até que pára. Dentro da secretaria, dentro do buraco negro, o tempo pára completamente e por isso mesmo qualquer operação, por mais trivial que seja, demora um tempo infinito.
O tempo abranda de tal forma quando esperamos pela nossa vez na secretaria que por vezes os utentes ficam lá tempo suficiente para serem dados como desaparecidas à polícia pelos familiares.
E é nessa região, perto, muito perto do horizonte de acontecimentos que podemos constatar em primeira mão o princípio de incerteza de Heisenberg. Nomeadamente, ΔEΔt≥h/2π. ΔE é a incerteza na medição da energia e Δt é a incerteza na medição do tempo; h é a constante de Planck. Ou seja, quanto maior a precisão na determinação da energia maior a incerteza na determinação do tempo.
Dentro da secretaria a energia das pessoas é exactamente zero. As pessoas perdem completamente as suas energias enquanto esperam pela sua vez. E por isso a incerteza na determinação do tempo é infinita. Nunca se sabe bem quanto tempo se demora lá dentro. Quando saímos e olhamos para o relógio podem ter passado apenas 5 minutos ou 5 horas. Ou 5 dias como reza a lenda de alguém que precisou de 5 dias para se inscrever numa cadeira (ou então não é lenda nenhuma e eu inventei isto agora, mas vai dar ao mesmo). O tempo e o espaço perdem o seu significado e por lá ficamos, eternamente à espera, à espera que chegue a nossa vez.
E quando nos dizem que fizemos tudo mal, que os impressos estão mal preenchidos, que temos de ir preenchê-los novamente e depois voltar para o fim da fila e aguardar novamente, apáticos e sem energia, aceitamos a informação que nos é dada, pegamos nos impressos e, despidos de qualquer capacidade de reagir, preenchemos novamente, voltamos ao fim da fila e damos início a novo processo.
E a "vida" continua...
A secretaria de graduação do IST é um dos locais mais inóspitos do planeta, a par com a Antártida, o deserto do Sahara ou as chaminés sulfurosas do fundo do Atlântico. É um local onde a vida se esvai lentamente e nada podemos fazer para a agarrar. É por isso que tem um dos piores registos de produtividade do planeta.
E finalmente compreendi a razão de tal agonia enquanto se espera e espera e espera e espera pela vez de ser atendido.
É que a secretaria de graduação do IST é um buraco negro. E nas imediações de buracos negros podemos assistir a fenómonos apenas explicados pela relatividade geral e pela mecânica quântica.
Para já, sendo um buraco negro, à medida que nos aproximamos do horizonte de acontecimentos (para os devidos efeitos práticos, é a superfície do buraco negro, o limiar a partir do qual não é possível voltar para trás), as noções de tempo e espaço deformam-se e o tempo começa a correr mais devagar, mais devagar, mais devagar... até que pára. Dentro da secretaria, dentro do buraco negro, o tempo pára completamente e por isso mesmo qualquer operação, por mais trivial que seja, demora um tempo infinito.
O tempo abranda de tal forma quando esperamos pela nossa vez na secretaria que por vezes os utentes ficam lá tempo suficiente para serem dados como desaparecidas à polícia pelos familiares.
E é nessa região, perto, muito perto do horizonte de acontecimentos que podemos constatar em primeira mão o princípio de incerteza de Heisenberg. Nomeadamente, ΔEΔt≥h/2π. ΔE é a incerteza na medição da energia e Δt é a incerteza na medição do tempo; h é a constante de Planck. Ou seja, quanto maior a precisão na determinação da energia maior a incerteza na determinação do tempo.
Dentro da secretaria a energia das pessoas é exactamente zero. As pessoas perdem completamente as suas energias enquanto esperam pela sua vez. E por isso a incerteza na determinação do tempo é infinita. Nunca se sabe bem quanto tempo se demora lá dentro. Quando saímos e olhamos para o relógio podem ter passado apenas 5 minutos ou 5 horas. Ou 5 dias como reza a lenda de alguém que precisou de 5 dias para se inscrever numa cadeira (ou então não é lenda nenhuma e eu inventei isto agora, mas vai dar ao mesmo). O tempo e o espaço perdem o seu significado e por lá ficamos, eternamente à espera, à espera que chegue a nossa vez.
E quando nos dizem que fizemos tudo mal, que os impressos estão mal preenchidos, que temos de ir preenchê-los novamente e depois voltar para o fim da fila e aguardar novamente, apáticos e sem energia, aceitamos a informação que nos é dada, pegamos nos impressos e, despidos de qualquer capacidade de reagir, preenchemos novamente, voltamos ao fim da fila e damos início a novo processo.
E a "vida" continua...
13 dezembro 2007
Grunhices
Esta semana houve actualizações. Daquelas actualizações automáticas do Windows. Uma das actualizações foi o tão esperado e desejado Internet Explorer 7. Não tava com grande vontade de o instalar, mas tudo bem, instalou-se. Não há-de ser por aí, certo? ERRADO!
Agora quando imprimo mails do Outlook Express a impressão é com letra pequenina, mal se consegue ver. Mas não é sempre!!! Às vezes a impressão é em tamanho normal. E às vezes é só ligeiramente mais pequena. E às vezes é minúscula, não dá para ler nada.
Ah, como são boas as actualizações do software Microsoft!!!
Agora quando imprimo mails do Outlook Express a impressão é com letra pequenina, mal se consegue ver. Mas não é sempre!!! Às vezes a impressão é em tamanho normal. E às vezes é só ligeiramente mais pequena. E às vezes é minúscula, não dá para ler nada.
Ah, como são boas as actualizações do software Microsoft!!!
Incoerência fiscal
Ouvi ontem nas notícias que a Liga deve não sei o quê no valor de 1 milhão de euros ao fisco. Acho mal, o futebol não devia pagar impostos. Porque é que algumas religiões têm isenções fiscais e outras não?
12 dezembro 2007
Miguel Veloso é gay
No outro dia falava-se de bola e alguém comenta que o Miguel Veloso é gay. Claro que as reacções não se fizeram esperar. Havia quem concordasse, havia quem discordasse. Eu não gosto muito destas cuscuvilhices e evito formar juizos a priori. Por isso, resolvi tirar as coisas a limpo e encontrar uma resposta definitiva à questão "Qual a orientação sexual de Miguel Veloso".
E para conseguir respostas definitivas não há nada melhor que o Google!
Por isso pesquisei as seguintes expressões:
"Miguel Veloso é heterossexual": 14.500 resultados
"Miguel Veloso é gay": 174.000 resultados
Como eu imaginava, tudo indica que o Miguel Veloso é mesmo gay. Mas para comprovar fiz outro teste. Pesquisei:
"Miguel Veloso come gajas": 992 resultados
"Miguel Veloso come gajos": 21.800 resultados
A resposta do Google é contundente: o Miguel Veloso é mesmo gay.
E para conseguir respostas definitivas não há nada melhor que o Google!
Por isso pesquisei as seguintes expressões:
"Miguel Veloso é heterossexual": 14.500 resultados
"Miguel Veloso é gay": 174.000 resultados
Como eu imaginava, tudo indica que o Miguel Veloso é mesmo gay. Mas para comprovar fiz outro teste. Pesquisei:
"Miguel Veloso come gajas": 992 resultados
"Miguel Veloso come gajos": 21.800 resultados
A resposta do Google é contundente: o Miguel Veloso é mesmo gay.
11 dezembro 2007
Eficiência
Há um ano assaltaram-me o carro. A 14 de Novembro de 2006. Apresentei queixa na polícia, naturalmente.
Ontem recebi uma carta do Ministério Público a dizer que o processo foi arquivado a 29 de Novembro. De 2006!!!
Demoraram uns espectaculares 15 dias a arquivar o processo, mas mais de 1 ano a enviar a notificação do arquivamento! Bravo!
Ontem recebi uma carta do Ministério Público a dizer que o processo foi arquivado a 29 de Novembro. De 2006!!!
Demoraram uns espectaculares 15 dias a arquivar o processo, mas mais de 1 ano a enviar a notificação do arquivamento! Bravo!
Quem com ferro mata...
(tem-me dado para isto ultimamente: provérbios. Não sei bem porquê, deve haver alguma explicação plausível, mas agora não me ocorre qual)
James Watson, da dupla Watson & Crick, creditados como descobridores da estrutura da molécula de DNA, pôs-se a jeito de alguma polémica quando afirmou que os brancos são mais inteligentes que os pretos.
Claro que ninguém gostou do comentário, choveram críticas e o Sr. Watson acabou por se demitir do laboratório que chefiava.
Agora veio uma empresa, a DeCODE Genetics, afirmar que Watson tem 16 vezes mais genes de origem africana que a média dos europeus (notícia no site do Público), após análise do seu genoma, que havia sido sequenciado a pedido do próprio.
Seriam os comentários sobre a inteligência e a sua correlação com a raça uma espécie de auto-crítica que passou despercebida?
James Watson, da dupla Watson & Crick, creditados como descobridores da estrutura da molécula de DNA, pôs-se a jeito de alguma polémica quando afirmou que os brancos são mais inteligentes que os pretos.
Claro que ninguém gostou do comentário, choveram críticas e o Sr. Watson acabou por se demitir do laboratório que chefiava.
Agora veio uma empresa, a DeCODE Genetics, afirmar que Watson tem 16 vezes mais genes de origem africana que a média dos europeus (notícia no site do Público), após análise do seu genoma, que havia sido sequenciado a pedido do próprio.
Seriam os comentários sobre a inteligência e a sua correlação com a raça uma espécie de auto-crítica que passou despercebida?
10 dezembro 2007
Pão-pão, queijo-queijo.
Éramos 9 ou 10 a jantar no restaurante.
No fim veio a conta. E um de nós reparou que tinham sido debitados 25 pães. A 50 cêntimos cada um, dá 12,50 euros em pão.
Chamamos o rapazito e perguntamos como pode ser possível facturarem 25 pães se apenas vieram 2 cestas de pão, cada uma com 4 pães. Ainda por cima pequeninos.
O empregado levou a conta para trás e passado um pouco (demasiado que naquele dia o serviço tava lento) trás novamente a conta. Com 20 pães. Chamamos o gajo e eu pergunto se ele tá a brincar com a gente "Atão, são 2 cestas, cada cesta traz 10 pães...". Tive vontade de lhe partir os óculos (já não me lembro se ele tinha óculos ou não, que isto foi no dia do Benfica-Porto, o jogo já tinha acabado e eu estava com um bocado de azia, mas, para ajudar à reconstituição, imaginemos que tinha óculos). É que só um equilibrista conseguiria trazer 10 pães naquelas cestas sem deixar cair nenhum!
À terceira foi de vez e a conta já veio certa.
Agora, a pergunta que é natural fazer-se: terá sido de propósito? Haverá gente burra ao ponto de tentar enganar o cliente à segunda, depois de o cliente ter dado pelo engano à primeira? E valerá a pena enganar os clientes em 10 euros de pão (aliás, 8 euros e 50 cêntimos) num jantar de 170 ou 180 euros? Espero que sim, que valha a pena. É que, por por causa das merdas, em vez da habitual conta "dá 17,60 a cada um, arredonda-se para 18 e fica de gorgeta" passou a "é 17,60 a cada um" e como trocos são sempre complicados, quase toda a gente foi pagar com multibanco (acrescentando uns 20 ou 30 cêntimos em despesas de comunicação, mais a comissão de 0.5% da SIBS ou lá quanto é que eles cobram.
Acabámos por não pedir o livro de reclamações. Mas foi só porque pela cara do gerente, quando veio falar conosco, percebemos que se o empregado estivesse à mão de semear tinha sido o próprio gerente a partir-lhe os óculos (já disse que não me lembro se tinha óculos ou não, mas ajuda à reconstituição).
No fim veio a conta. E um de nós reparou que tinham sido debitados 25 pães. A 50 cêntimos cada um, dá 12,50 euros em pão.
Chamamos o rapazito e perguntamos como pode ser possível facturarem 25 pães se apenas vieram 2 cestas de pão, cada uma com 4 pães. Ainda por cima pequeninos.
O empregado levou a conta para trás e passado um pouco (demasiado que naquele dia o serviço tava lento) trás novamente a conta. Com 20 pães. Chamamos o gajo e eu pergunto se ele tá a brincar com a gente "Atão, são 2 cestas, cada cesta traz 10 pães...". Tive vontade de lhe partir os óculos (já não me lembro se ele tinha óculos ou não, que isto foi no dia do Benfica-Porto, o jogo já tinha acabado e eu estava com um bocado de azia, mas, para ajudar à reconstituição, imaginemos que tinha óculos). É que só um equilibrista conseguiria trazer 10 pães naquelas cestas sem deixar cair nenhum!
À terceira foi de vez e a conta já veio certa.
Agora, a pergunta que é natural fazer-se: terá sido de propósito? Haverá gente burra ao ponto de tentar enganar o cliente à segunda, depois de o cliente ter dado pelo engano à primeira? E valerá a pena enganar os clientes em 10 euros de pão (aliás, 8 euros e 50 cêntimos) num jantar de 170 ou 180 euros? Espero que sim, que valha a pena. É que, por por causa das merdas, em vez da habitual conta "dá 17,60 a cada um, arredonda-se para 18 e fica de gorgeta" passou a "é 17,60 a cada um" e como trocos são sempre complicados, quase toda a gente foi pagar com multibanco (acrescentando uns 20 ou 30 cêntimos em despesas de comunicação, mais a comissão de 0.5% da SIBS ou lá quanto é que eles cobram.
Acabámos por não pedir o livro de reclamações. Mas foi só porque pela cara do gerente, quando veio falar conosco, percebemos que se o empregado estivesse à mão de semear tinha sido o próprio gerente a partir-lhe os óculos (já disse que não me lembro se tinha óculos ou não, mas ajuda à reconstituição).
Maiooooooooooooor!
E fazer um backup integral do disco do portátil? Han??? 3 horas e pico para fazer o backup de 50 e tal gigas. Brrrrr....
Graaaaaaaaaande!
Já me tinha esquecido como era formatar um disco. Hoje estive 1 hora à espera que um disco externo de 300 Gb acabasse de formatar. Convenhamos que é algo aborrecido...
07 dezembro 2007
Serviço público
Alguém apareceu aqui por ter pesquisado diminutivo carro no Google (por alguma estranha razão o Ó Faxavor! aparece em 2º lugar nesta pesquisa...)
Como não gosto de deixar ninguém sem resposta, aqui fica a informação: é Popó. Ou carrinho, mas popó fica mais querido.
Como não gosto de deixar ninguém sem resposta, aqui fica a informação: é Popó. Ou carrinho, mas popó fica mais querido.
Fins de semana chatos
Detesto quando me aparecem problemas que não consigo resolver. Regra geral é raro. Os problemas que me aparecem à frente são de solução mais ou menos fácil, mais ou menos conhecida, mais ou menos possíveis de resolver.
E chega-se a um ponto em que é complicado fazerem-me perguntas às quais ainda não sei a resposta.
Mas de vez em quando, muito raramente, lá aparece uma pergunta à qual não tenho resposta imediata. E fico a remoer, a remoer, até conseguir encontrar uma solução. O que, até agora, aconteceu quase sempre. Ou sempre. Sinceramente não me lembro de uma pergunta que não tenha conseguido responder. É o que dá ser-se bom naquilo que se faz ;)
Mais chato ainda é quando estas questões aparecem na sexta-feira. Já sei que vou passar o fim de semana todo a pensar nisso.
Raios partam isto, pá, já não se pode passar um sábado sossegado...
E chega-se a um ponto em que é complicado fazerem-me perguntas às quais ainda não sei a resposta.
Mas de vez em quando, muito raramente, lá aparece uma pergunta à qual não tenho resposta imediata. E fico a remoer, a remoer, até conseguir encontrar uma solução. O que, até agora, aconteceu quase sempre. Ou sempre. Sinceramente não me lembro de uma pergunta que não tenha conseguido responder. É o que dá ser-se bom naquilo que se faz ;)
Mais chato ainda é quando estas questões aparecem na sexta-feira. Já sei que vou passar o fim de semana todo a pensar nisso.
Raios partam isto, pá, já não se pode passar um sábado sossegado...
93249
Este tasco já conta com 93249 visitantes. Será que passo dos 100 mil ainda este ano?
Vou ter de criar um prémio Ó Faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços para o visitante número 100 mil. Mas, o quê? O que pode ser um prémio aliciante??? Ah, já sei! O prémio é: UMA IMPERIAL E UM PIRES DE TREMOÇOS!!!
Nota: Visitar o blog várias vezes de seguida só conta como 1 visita. Escusam de premir 7000 vezes o refresh que além de não ganharem a bela da imperial vão-me irritar profundamente porque fico com um gráfico de "page views" marado durante 30 dias.
Vou ter de criar um prémio Ó Faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços para o visitante número 100 mil. Mas, o quê? O que pode ser um prémio aliciante??? Ah, já sei! O prémio é: UMA IMPERIAL E UM PIRES DE TREMOÇOS!!!
Nota: Visitar o blog várias vezes de seguida só conta como 1 visita. Escusam de premir 7000 vezes o refresh que além de não ganharem a bela da imperial vão-me irritar profundamente porque fico com um gráfico de "page views" marado durante 30 dias.
Ó Faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços
Constato que o nome do meu blog é demasiado comprido para as barras laterais dos templates do blogger, wordpress e outros. E que, por causa disso, há quem abrevie "Ó Faxavor! É uma imperial e um pires de tremoços" para um sensaborão "Ó Faxavor..." quando decidem criar um link.
Eh pá, é bué marada essa cena, pá! Ouve lá, tu nem tás bem a ver...
Para já noto, com alguma estranheza, que a tradição imperialesca e tremoceira portuguesa de nada vale: os linkadores abreviam invariavelmente para "Ó Faxavor" e não para "Imperial e pires de tremoços" ou "Uma imperial e um pires de tremoços". O que é pena. Acho mais piada à segunda parte do nome que à primeira. Além disso, um gajo na esplanada só diz "Ó faxavor!" se for preciso, porque se o empregado nos prestar a mínima atenção, limitamo-nos a dizer que é "uma imperial e um pires de tremoços", sem necessidade de chamar a atenção do moço. Ou moça.
Mas fico aborrecido por ver o meu tão querido ponto de exclamação substituido por umas reles reticências. Ao menos que fosse "Ó Faxavor! ..." ou "Ó Faxavor! (...)", mas please, please, não me tirem o ponto de exclamação ao blog, pá!
E a menos que haja razões práticas prementes para abreviar, não abreviem este nome, que me é tão querido e tem tanta tradição na blogosfera portuguesa, chegando a registar 3 (sim, três!) visitantes simultâneos! Um blog que já foi linkado PELO MENOS, umas 4 vezes.
Eh pá, é bué marada essa cena, pá! Ouve lá, tu nem tás bem a ver...
Para já noto, com alguma estranheza, que a tradição imperialesca e tremoceira portuguesa de nada vale: os linkadores abreviam invariavelmente para "Ó Faxavor" e não para "Imperial e pires de tremoços" ou "Uma imperial e um pires de tremoços". O que é pena. Acho mais piada à segunda parte do nome que à primeira. Além disso, um gajo na esplanada só diz "Ó faxavor!" se for preciso, porque se o empregado nos prestar a mínima atenção, limitamo-nos a dizer que é "uma imperial e um pires de tremoços", sem necessidade de chamar a atenção do moço. Ou moça.
Mas fico aborrecido por ver o meu tão querido ponto de exclamação substituido por umas reles reticências. Ao menos que fosse "Ó Faxavor! ..." ou "Ó Faxavor! (...)", mas please, please, não me tirem o ponto de exclamação ao blog, pá!
E a menos que haja razões práticas prementes para abreviar, não abreviem este nome, que me é tão querido e tem tanta tradição na blogosfera portuguesa, chegando a registar 3 (sim, três!) visitantes simultâneos! Um blog que já foi linkado PELO MENOS, umas 4 vezes.
Cordas e roldanas
Passei agora por um pedreiro que estava a içar telhas para o cimo de um prédio com uma corda e uma roldana: ata as telhas à corda, puxa a outra ponta e as telhas sobem. Lá em cima um colega seu recebe as telhas.
Foi um momento enternecedor. Lembrei-me da famigerada história do assentador de tijolos de Cascais, que é uma das histórias mais famosas dos primeiros anos do Homem que Mordeu o Cão.
Andei um bocado à procura e encontrei a versão do texto que está no livro (encontrei-o no perfil de Hi5 de alguém de nome jael).
Mas vamos ao que interessa. A história é vendida como verídica, o que eu duvido, mas pode eventualmente ser inspirada em factos reais.
É a famigerada história do assentador de tijolos de Cascais:
«Sou assentador de tijolos, e no dia do acidente, estava a trabalhar sozinho no telhado de um prédio de 6 andares. Ao terminar o meu trabalho, verifiquei que tinham sobrado 250 kg de tijolos. Em vez de os levar à mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi, num acesso de inteligência, colocá-los dentro de um barril, e com a ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada num dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), desce-lo até ao rés-do-chão.
Desci ao rés-do-chão e atei o barril com uma corda, e subi para o sexto andar, de onde puxei o dito cujo para cima, colocando os tijolos no seu interior. Regressei de seguida para o rés-do-chão, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250 kg) descessem lentamente (notar que na alínea 11 informei que meu peso oscila em torno de 80 kg).
Surpreendentemente, porém, senti-me violentamente alçado do chão, e perdendo a minha presença de espírito, esqueci-me de largar a corda. Acho desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade. Nas proximidades do terceiro andar, dei de cara com o barril que vinha a descer. Ficam pois explicadas as fracturas no crânio e das clavículas. Continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana.
Felizmente, nesse momento já recuperara a minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda. Simultaneamente, no entanto, o barril com os tijolos caiu no chão, o que partiu o seu fundo. Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25 kg (novamente me refiro ao meu peso indicado na alínea 11). Como podem imaginar, comecei a cair vertiginosamente agarrado à corda, sendo que, próximo ao terceiro andar quem encontrei? O barril, que vinha a subir. Ficam pois explicadas as fracturas dos tornozelos e os ferimentos das pernas. Felizmente, a redução de velocidade da minha descida veio minimizar o meu sofrimento quando caí em cima dos tijolos, em baixo, pois felizmente, só fracturei três vértebras e cortei-me todo com os pedaços afiados dos tijolos.
Lamento, no entanto, informar que houve agravamento do sinistro, pois quando me encontrava caído sobre os tijolos, incapacitado de me levantar, e vendo o barril em cima de mim, perdi novamente a minha presença de espírito e larguei a corda. O barril que pesava mais que a corda, desceu e caiu em cima de mim, partindo-me as pernas. Pensei que o meu sofrimento já tinha acabado, quando o outro lado da corda, com aproximadamente 18 metros, continuou a subir, passou pela roldana e caiu na minha cara, cegando-me do olho direito.
Esclareço ainda que este relatório foi escrito pela minha enfermeira pois os meus dedos ainda guardam a forma da roldana e estou cego de um olho e com o outro bastante inchado o que faz com que não consiga ver nada.»
Foi um momento enternecedor. Lembrei-me da famigerada história do assentador de tijolos de Cascais, que é uma das histórias mais famosas dos primeiros anos do Homem que Mordeu o Cão.
Andei um bocado à procura e encontrei a versão do texto que está no livro (encontrei-o no perfil de Hi5 de alguém de nome jael).
Mas vamos ao que interessa. A história é vendida como verídica, o que eu duvido, mas pode eventualmente ser inspirada em factos reais.
É a famigerada história do assentador de tijolos de Cascais:
«Sou assentador de tijolos, e no dia do acidente, estava a trabalhar sozinho no telhado de um prédio de 6 andares. Ao terminar o meu trabalho, verifiquei que tinham sobrado 250 kg de tijolos. Em vez de os levar à mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi, num acesso de inteligência, colocá-los dentro de um barril, e com a ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada num dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), desce-lo até ao rés-do-chão.
Desci ao rés-do-chão e atei o barril com uma corda, e subi para o sexto andar, de onde puxei o dito cujo para cima, colocando os tijolos no seu interior. Regressei de seguida para o rés-do-chão, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250 kg) descessem lentamente (notar que na alínea 11 informei que meu peso oscila em torno de 80 kg).
Surpreendentemente, porém, senti-me violentamente alçado do chão, e perdendo a minha presença de espírito, esqueci-me de largar a corda. Acho desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade. Nas proximidades do terceiro andar, dei de cara com o barril que vinha a descer. Ficam pois explicadas as fracturas no crânio e das clavículas. Continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana.
Felizmente, nesse momento já recuperara a minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda. Simultaneamente, no entanto, o barril com os tijolos caiu no chão, o que partiu o seu fundo. Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25 kg (novamente me refiro ao meu peso indicado na alínea 11). Como podem imaginar, comecei a cair vertiginosamente agarrado à corda, sendo que, próximo ao terceiro andar quem encontrei? O barril, que vinha a subir. Ficam pois explicadas as fracturas dos tornozelos e os ferimentos das pernas. Felizmente, a redução de velocidade da minha descida veio minimizar o meu sofrimento quando caí em cima dos tijolos, em baixo, pois felizmente, só fracturei três vértebras e cortei-me todo com os pedaços afiados dos tijolos.
Lamento, no entanto, informar que houve agravamento do sinistro, pois quando me encontrava caído sobre os tijolos, incapacitado de me levantar, e vendo o barril em cima de mim, perdi novamente a minha presença de espírito e larguei a corda. O barril que pesava mais que a corda, desceu e caiu em cima de mim, partindo-me as pernas. Pensei que o meu sofrimento já tinha acabado, quando o outro lado da corda, com aproximadamente 18 metros, continuou a subir, passou pela roldana e caiu na minha cara, cegando-me do olho direito.
Esclareço ainda que este relatório foi escrito pela minha enfermeira pois os meus dedos ainda guardam a forma da roldana e estou cego de um olho e com o outro bastante inchado o que faz com que não consiga ver nada.»
06 dezembro 2007
Actualização de expressões
Volta e meia a língua portuguesa adquire expressões novas. E não me refiro a palavras, como bué, mas a expressões idiomáticas, como "mais velho que a Sé de Braga", expressão essa que só terá aparecido muito tempo após a conclusão da construção da Sé de Braga. Ou "isso vai dar uma ganda volta", expressão que ganhou nova expressão, passe a expressão (he he he; adoro figuras de estilo parvas), com os sketchs da série Lopes da Silva do Gato Fedorento.
Pois bem, por vezes é também necessário actualizar expressões já existentes. Por exemplo, a expressão "Obras de Santa Engrácia" que se refere a obras que nunca mais acabam vai mudar! E os dicionários brevemente já incluirão a nova expressão, que vai ser "Obras de Santa Apolónia". Já se passaram 10 anos desde a primeira data prevista de conclusão, e aquilo ainda está para durar! Acho que a última previsão é para 2008, mas já ninguém arrisca um palpite.
Este fim de semana vamos voltar a ter alterações à circulação na linha azul em virtude das obras da "futura estação de metro de Santa Apolónia". Eu acho até que o nome definitivo da estação devia ser "Futura Estação de Santa Apolónia", em vez de "Estação de Santa Apolónia". Tal como no caso de Palhavã, posteriormente rebaptizada Praça de Espanha, ou Socorro, rebaptizada Martim Moniz, o nome corriqueiro dado a uma estação deve também ser adoptado neste caso.
Pois bem, por vezes é também necessário actualizar expressões já existentes. Por exemplo, a expressão "Obras de Santa Engrácia" que se refere a obras que nunca mais acabam vai mudar! E os dicionários brevemente já incluirão a nova expressão, que vai ser "Obras de Santa Apolónia". Já se passaram 10 anos desde a primeira data prevista de conclusão, e aquilo ainda está para durar! Acho que a última previsão é para 2008, mas já ninguém arrisca um palpite.
Este fim de semana vamos voltar a ter alterações à circulação na linha azul em virtude das obras da "futura estação de metro de Santa Apolónia". Eu acho até que o nome definitivo da estação devia ser "Futura Estação de Santa Apolónia", em vez de "Estação de Santa Apolónia". Tal como no caso de Palhavã, posteriormente rebaptizada Praça de Espanha, ou Socorro, rebaptizada Martim Moniz, o nome corriqueiro dado a uma estação deve também ser adoptado neste caso.
Critérios de desempate
A Taça da Liga, essa nobre competição repleta de tradição futebolística (sim, sim, este desdém todo é porque o SLB foi eliminado. E depois?), teve o seu sorteio.
Estão presentes 4 grandes vultos do nosso futebol, o Beira-Mar, o Penafiel, o Vitória de Setúbal e o Sporting, todos eles contando com diversas participações no escalão máximo do campeonato e alguns até com meia dúzia de títulos, devidamente guardados em salas que ainda fazem um pouco de eco.
A notícia em si nem me interessou muito, mas dei uma olhada aos critérios de desempate e achei-os curiosos... A coisa faz-se em mini-campeonato a 1 volta (ou seja, todos contra todos, 3 jogos para cada equipa no total). A vitória vale 3 pontos, o empate vale 1 e a derrota vale 0. No final, os dois clubes com mais pontos passam à grandiosa final, que, aposto, até deve contar com transmissão televisiva e fogo de artifício.
No fim das 3 jornadas, em caso de igualdade pontual entre duas equipas, valem os seguintes critérios de desempate:
1. Maior número de golos marcados.
2. Número de pontos alcançado no jogo que entre si realizaram.
3. Maior diferença entre o número de golos marcados e o número de golos sofridos.
4. Maior número de vitórias.
5. Menor número de golos sofridos.
6. Menor número de cartões vermelhos e cartões amarelos exibidos durante toda a competição
Vamos analisar os primeiros 5 critérios. Deixamos de lado o 6º que é puramente disciplinar.
E para que a análise seja mais eficiente, vamos analisá-los em dois grupos distintos: os de ordem par e os de ordem ímpar.
Assim, temos:
1. Maior número de golos marcados.
3. Maior diferença entre o número de golos marcados e o número de golos sofridos.
5. Menor número de golos sofridos.
Alguém é capaz de me explicar a relevância do critério 5? É que se temos de chegar ao 5º critério quer dizer que os clubes estão empatados em golos marcados e em diferença entre golos marcados e sofridos. Sejam portanto M1 e M2 o número de golos marcados pelas equipas 1 e 2 respectivamente e da mesma forma, S1 e S2 o número de golos sofridos.
Se M1 = M2 e M1-S1 = M2-S2, o que se poderá concluir em relação à comparação entre S1 e S2? Hmmmm.... será?... Vamos resolver a coisas passo a passo, e alguém que mande o link deste post ao Laurentino Dias (presidente da Liga, logo grande chefe desta pseudo-taça):
M1 = M2
M1-S1 = M2-S2
Substituindo a 1ª equação na segunda, obtemos
M1-S1 = M1-S2
Subtraindo M1 a ambos os membros da equação,
-S1 = -S2
Trocando o sinal de ambos os lados,
S1 = S2
E chegamos à extraordinária, complexa e profunda conclusão que se dois clubes marcaram o mesmo número de golos e a diferença entre golos marcados e sofridos também é igual, então SOFRERAM O MESMO NÚMERO DE GOLOS! Fantástico, não?
Olhemos agora para os critérios de ordem par:
2. Número de pontos alcançado no jogo que entre si realizaram.
4. Maior número de vitórias.
Supondo que é necessário recorrer ao desempate e que os critérios 1, 2 e 3 não conseguem desempatar, temos os seguintes factos:
- Os clubes têm o mesmo número de pontos
- Os clubes empataram entre si.
Portanto, nos outros dois jogos conseguiram o mesmo número de pontos.
Em dois jogos um clube pode conseguir:
0 pontos: 2 derrotas
1 ponto: 1 empate, 1 derrota
2 pontos: 2 empates
3 pontos: 1 vitória
4 pontos: 1 vitória, 1 empate
5 pontos: não é possível obter 5 pontos em 2 jogos
6 pontos: 2 vitórias
Dito de outra forma:
0 vitórias: o clube pode conseguir 0, 1 ou 2 pontos
1 vitória: o clube pode conseguir 3 ou 4 pontos
2 vitórias: o clube pode conseguir 6 pontos.
Não havendo pontuações possíveis a aparecer em mais que um cenário, qual é a relevância deste critério de desempate?
E depois ainda há quem me tente convencer que os jogadores da bola é que são burros. Eh pá, ao menos os jogadores da bola têm desculpa: foram pouco às aulas porque jogavam nos júniores e jogam muito de cabeça o que é capaz de danificar os neurónios.
Qual será a desculpa dos digigentes?
Estão presentes 4 grandes vultos do nosso futebol, o Beira-Mar, o Penafiel, o Vitória de Setúbal e o Sporting, todos eles contando com diversas participações no escalão máximo do campeonato e alguns até com meia dúzia de títulos, devidamente guardados em salas que ainda fazem um pouco de eco.
A notícia em si nem me interessou muito, mas dei uma olhada aos critérios de desempate e achei-os curiosos... A coisa faz-se em mini-campeonato a 1 volta (ou seja, todos contra todos, 3 jogos para cada equipa no total). A vitória vale 3 pontos, o empate vale 1 e a derrota vale 0. No final, os dois clubes com mais pontos passam à grandiosa final, que, aposto, até deve contar com transmissão televisiva e fogo de artifício.
No fim das 3 jornadas, em caso de igualdade pontual entre duas equipas, valem os seguintes critérios de desempate:
1. Maior número de golos marcados.
2. Número de pontos alcançado no jogo que entre si realizaram.
3. Maior diferença entre o número de golos marcados e o número de golos sofridos.
4. Maior número de vitórias.
5. Menor número de golos sofridos.
6. Menor número de cartões vermelhos e cartões amarelos exibidos durante toda a competição
Vamos analisar os primeiros 5 critérios. Deixamos de lado o 6º que é puramente disciplinar.
E para que a análise seja mais eficiente, vamos analisá-los em dois grupos distintos: os de ordem par e os de ordem ímpar.
Assim, temos:
1. Maior número de golos marcados.
3. Maior diferença entre o número de golos marcados e o número de golos sofridos.
5. Menor número de golos sofridos.
Alguém é capaz de me explicar a relevância do critério 5? É que se temos de chegar ao 5º critério quer dizer que os clubes estão empatados em golos marcados e em diferença entre golos marcados e sofridos. Sejam portanto M1 e M2 o número de golos marcados pelas equipas 1 e 2 respectivamente e da mesma forma, S1 e S2 o número de golos sofridos.
Se M1 = M2 e M1-S1 = M2-S2, o que se poderá concluir em relação à comparação entre S1 e S2? Hmmmm.... será?... Vamos resolver a coisas passo a passo, e alguém que mande o link deste post ao Laurentino Dias (presidente da Liga, logo grande chefe desta pseudo-taça):
M1 = M2
M1-S1 = M2-S2
Substituindo a 1ª equação na segunda, obtemos
M1-S1 = M1-S2
Subtraindo M1 a ambos os membros da equação,
-S1 = -S2
Trocando o sinal de ambos os lados,
S1 = S2
E chegamos à extraordinária, complexa e profunda conclusão que se dois clubes marcaram o mesmo número de golos e a diferença entre golos marcados e sofridos também é igual, então SOFRERAM O MESMO NÚMERO DE GOLOS! Fantástico, não?
Olhemos agora para os critérios de ordem par:
2. Número de pontos alcançado no jogo que entre si realizaram.
4. Maior número de vitórias.
Supondo que é necessário recorrer ao desempate e que os critérios 1, 2 e 3 não conseguem desempatar, temos os seguintes factos:
- Os clubes têm o mesmo número de pontos
- Os clubes empataram entre si.
Portanto, nos outros dois jogos conseguiram o mesmo número de pontos.
Em dois jogos um clube pode conseguir:
0 pontos: 2 derrotas
1 ponto: 1 empate, 1 derrota
2 pontos: 2 empates
3 pontos: 1 vitória
4 pontos: 1 vitória, 1 empate
5 pontos: não é possível obter 5 pontos em 2 jogos
6 pontos: 2 vitórias
Dito de outra forma:
0 vitórias: o clube pode conseguir 0, 1 ou 2 pontos
1 vitória: o clube pode conseguir 3 ou 4 pontos
2 vitórias: o clube pode conseguir 6 pontos.
Não havendo pontuações possíveis a aparecer em mais que um cenário, qual é a relevância deste critério de desempate?
E depois ainda há quem me tente convencer que os jogadores da bola é que são burros. Eh pá, ao menos os jogadores da bola têm desculpa: foram pouco às aulas porque jogavam nos júniores e jogam muito de cabeça o que é capaz de danificar os neurónios.
Qual será a desculpa dos digigentes?
05 dezembro 2007
Filho de peixe...
Um estudo interessante: comparação do nível de conhecimentos dos alunos com 15 anos dos diversos países da OCDE. Ao todo, 57 países. Portugal ficou em 37º lugar, um pouco abaixo da média da OCDE e também da UE-27 (notícia completa aqui - merece uma leitura atenta).
Os resultados não são inesperados e também não são desesperantes.
Estamos abaixo da média europeia, certo, mas também é certo que os alunos cujos pais têm formação superior conseguiram resultados acima da média, enquanto que os outros ficaram abaixo da média. Também se lê na notícia que entre os repetentes o nível de conhecimentos é muito mais baixo que nos que nunca chumbaram.
Conclusões?
1. Filho de peixe sabe nadar: ou seja, filho de ignorante, ignorante será. A nossa situação terá tendência a melhorar (?) com a universalização do ensino secundário e superior mas notícias de elevado valor político têm resultados a cada 4 anos e não a cada 40.
2. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és: se chumbas é porque és burro e burro continuas a ser. Se passas é porque percebes o mínimo da coisa e até te safas bem; Se há muito quem chumbe (e parece que aqui vamos encostados à liderança com 5 vezes mais taxa de retenção que a média), os resultados gerais caem.
3. Os cães ladram e a caravana passa: com base neste estudo muitas reformas e contra-reformas serão propostas e aplicadas; todas à pressa, de todas serão esperados resultados no ano lectivo seguinte ou, preferencialmente, durante o próprio ano lectivo da aplicação. Serão criadas muitas comissões de acompanhamento e muitos paineis de especialistas, todos com opiniões principescamente pagas. No final a melhoria, a existir, será pequena, como é sempre.
4. A ocasião faz o ladrão: Não vai demorar até à hora do almoço de amanhã para que a oposição apresente as soluções miraculosas capazes de resolver o problema de vez. Todas elas já terão sido testadas antes e com maus resultados, mas já ninguém se lembra.
5. Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar: Por seu lado o Governo vai olhar para os 20 que ficaram piores que nós e realçar os méritos do nosso sistema de ensino quando comparado com os restantes e apontar a melhoria nos resultados desde os estudos anteriores, mesmo que as melhorias sejam apenas sectoriais.
6. Galinha de campo não gosta de capoeira: este não faz sentido nenhum aqui, mas como estou numa de provérbios, aproveitei a embalagem. Até porque este provérbio está a perder aplicabilidade. Já quase não há campo onde as galinhas possam andar à vontade. Maiores ou menores, todos vivemos em capoeiras.
Os resultados não são inesperados e também não são desesperantes.
Estamos abaixo da média europeia, certo, mas também é certo que os alunos cujos pais têm formação superior conseguiram resultados acima da média, enquanto que os outros ficaram abaixo da média. Também se lê na notícia que entre os repetentes o nível de conhecimentos é muito mais baixo que nos que nunca chumbaram.
Conclusões?
1. Filho de peixe sabe nadar: ou seja, filho de ignorante, ignorante será. A nossa situação terá tendência a melhorar (?) com a universalização do ensino secundário e superior mas notícias de elevado valor político têm resultados a cada 4 anos e não a cada 40.
2. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és: se chumbas é porque és burro e burro continuas a ser. Se passas é porque percebes o mínimo da coisa e até te safas bem; Se há muito quem chumbe (e parece que aqui vamos encostados à liderança com 5 vezes mais taxa de retenção que a média), os resultados gerais caem.
3. Os cães ladram e a caravana passa: com base neste estudo muitas reformas e contra-reformas serão propostas e aplicadas; todas à pressa, de todas serão esperados resultados no ano lectivo seguinte ou, preferencialmente, durante o próprio ano lectivo da aplicação. Serão criadas muitas comissões de acompanhamento e muitos paineis de especialistas, todos com opiniões principescamente pagas. No final a melhoria, a existir, será pequena, como é sempre.
4. A ocasião faz o ladrão: Não vai demorar até à hora do almoço de amanhã para que a oposição apresente as soluções miraculosas capazes de resolver o problema de vez. Todas elas já terão sido testadas antes e com maus resultados, mas já ninguém se lembra.
5. Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar: Por seu lado o Governo vai olhar para os 20 que ficaram piores que nós e realçar os méritos do nosso sistema de ensino quando comparado com os restantes e apontar a melhoria nos resultados desde os estudos anteriores, mesmo que as melhorias sejam apenas sectoriais.
6. Galinha de campo não gosta de capoeira: este não faz sentido nenhum aqui, mas como estou numa de provérbios, aproveitei a embalagem. Até porque este provérbio está a perder aplicabilidade. Já quase não há campo onde as galinhas possam andar à vontade. Maiores ou menores, todos vivemos em capoeiras.
Consumo desenfreado de crédito ao consumo desenfreado
Diálogo numa loja de electrodomésticos a propósito da aquisição de um aparelho de cerca de 1000 euros:
- Queria pagar em prestações. Vocês fazem 10 vezes sem juros, não é?
- Sim, sim. Preciso só do seu BI, Contibuinte e NIB.
- Só?!
- Sim, só.
- Não precisa da declaração de IRS, de um recibo de vencimento, nada no género?
- Ah não, não é preciso.
- Nem um comprovativo de morada???
- Não, não, isso não é preciso.
- Errrr.... ok.
Depois queixem-se, ó senhores da Cofidis e Credial e outras que tais. Queixem-se! Venham bradar aos céus que há muito crédito mal parado, venham...
(obrigado pela história mano)
- Queria pagar em prestações. Vocês fazem 10 vezes sem juros, não é?
- Sim, sim. Preciso só do seu BI, Contibuinte e NIB.
- Só?!
- Sim, só.
- Não precisa da declaração de IRS, de um recibo de vencimento, nada no género?
- Ah não, não é preciso.
- Nem um comprovativo de morada???
- Não, não, isso não é preciso.
- Errrr.... ok.
Depois queixem-se, ó senhores da Cofidis e Credial e outras que tais. Queixem-se! Venham bradar aos céus que há muito crédito mal parado, venham...
(obrigado pela história mano)
UEFA
Jogar mal nunca soube tão bem!
Para quem não viu: ganhámos ao Shakhtar Donetsk por 2-1 ontem na Ucrânia na última jornada da Champions (tão a ver a importância do "quem, o quê, onde, como, quando e porquê" logo na primeira frase? assim escusam de perguntar de onde é essa equipa com nome esquisito). Os jogadores ainda mal tinham aquecido os pés (estavam 10 negativos!) e já o Quim aquecia as mãos com boas defesas a lances de perigo dos ucranianos. Mas aos 6 minutos, uma paragem cerebral colectiva dos jogadores do Shakhtar deu a Cardozo a hipótese de marcar o 1-0; passaram-se mais uns minutos e continuando a nada fazer para o merecer, novamente Cardozo e ganhamos por 2-0. Eles reduzem para 2-1 de penalty (continuo com sérias dúvidas sobre a existência de falta, pareceu-me mais teatro) e o 2-1 resistiu até final, apesar do domínio do Shakhtar, das oportunidades criadas e das falhas de passes sucessivos pela parte do Benfica.
Por mim, tudo bem, ganhar sem merecer não me chateia nada. Afinal, toda a gente sabe que o futebol é um jogo de estratégia colectiva; é preciso rigor táctico, acertar nas marcações, bons movimentos atacantes, rápidas arrancadas pelos flancos, boa técnica, domínio do meio-campo, posse de bola, mas no fim, no fim, ganha quem marcar mais golos.
E agora, a piece de resistance: o resumo do jogo! Vejam bem a forma como foi construido o primeiro golo: primeiro a espectacular abertura, aliás atraso, do médio ucraniano; depois os centrais a olhar um para o outro e nenhum vai buscar a bola; finalmente o guarda-redes que ficou ali parado a meio caminho, sem saber se havia de ir ao lance ou ficar na baliza. Este golo é um hino à táctica!
Para quem não viu: ganhámos ao Shakhtar Donetsk por 2-1 ontem na Ucrânia na última jornada da Champions (tão a ver a importância do "quem, o quê, onde, como, quando e porquê" logo na primeira frase? assim escusam de perguntar de onde é essa equipa com nome esquisito). Os jogadores ainda mal tinham aquecido os pés (estavam 10 negativos!) e já o Quim aquecia as mãos com boas defesas a lances de perigo dos ucranianos. Mas aos 6 minutos, uma paragem cerebral colectiva dos jogadores do Shakhtar deu a Cardozo a hipótese de marcar o 1-0; passaram-se mais uns minutos e continuando a nada fazer para o merecer, novamente Cardozo e ganhamos por 2-0. Eles reduzem para 2-1 de penalty (continuo com sérias dúvidas sobre a existência de falta, pareceu-me mais teatro) e o 2-1 resistiu até final, apesar do domínio do Shakhtar, das oportunidades criadas e das falhas de passes sucessivos pela parte do Benfica.
Por mim, tudo bem, ganhar sem merecer não me chateia nada. Afinal, toda a gente sabe que o futebol é um jogo de estratégia colectiva; é preciso rigor táctico, acertar nas marcações, bons movimentos atacantes, rápidas arrancadas pelos flancos, boa técnica, domínio do meio-campo, posse de bola, mas no fim, no fim, ganha quem marcar mais golos.
E agora, a piece de resistance: o resumo do jogo! Vejam bem a forma como foi construido o primeiro golo: primeiro a espectacular abertura, aliás atraso, do médio ucraniano; depois os centrais a olhar um para o outro e nenhum vai buscar a bola; finalmente o guarda-redes que ficou ali parado a meio caminho, sem saber se havia de ir ao lance ou ficar na baliza. Este golo é um hino à táctica!
04 dezembro 2007
Budapeste, França
Não acham adoráveis as pessoas que respeitam integralmente os estereótipos?
(obrigado Vítor)
(obrigado Vítor)
A frase do dia
"A melhor democracia – a democracia efectiva – é aquela em que todas as opções continuam em cima da mesa"
George W. Bush, sobre a situação nuclear iraniana, quando questionado se a opção militar continua em aberto.
Faz todo o sentido! Uma democracia só é efectiva (e portanto melhor) se usar a força para resolver os seus problemas! Um estado que, em vez de usar as suas forças armadas, recorre à ONU para aprovar resoluções que visem a resolução do problema é uma ditadura ou, quanto muito, uma democracia insuficiente. A democracia ideal é aquela que não recorre a instâncias internacionais obsoletas e autoritárias como a ONU para resolver os seus problemas e trata do assunto por outros meios, mais eficazes e sem dúvida mais democráticos.
Se calhar a UE devia ter seguido esta filosofia para o Tratado de Lisboa. Em vez de andar a negociar mais um deputado para aqui, outro comissário para acolá, desatava a bombardear quem levantasse a garimpa e pronto! O tratado era assinado num instante! Democraticamente.
George W. Bush, sobre a situação nuclear iraniana, quando questionado se a opção militar continua em aberto.
Faz todo o sentido! Uma democracia só é efectiva (e portanto melhor) se usar a força para resolver os seus problemas! Um estado que, em vez de usar as suas forças armadas, recorre à ONU para aprovar resoluções que visem a resolução do problema é uma ditadura ou, quanto muito, uma democracia insuficiente. A democracia ideal é aquela que não recorre a instâncias internacionais obsoletas e autoritárias como a ONU para resolver os seus problemas e trata do assunto por outros meios, mais eficazes e sem dúvida mais democráticos.
Se calhar a UE devia ter seguido esta filosofia para o Tratado de Lisboa. Em vez de andar a negociar mais um deputado para aqui, outro comissário para acolá, desatava a bombardear quem levantasse a garimpa e pronto! O tratado era assinado num instante! Democraticamente.
Ameaças
Dizem as agências de "intelligence" americanas que o Irão suspendeu as actividades do seu programa nuclear em 2003.
Mas George W. Bush não parece muito convencido disso.
Hmmmm... onde é que eu vi isto antes?
Muito a propósito, há eleições nos EUA daqui a 1 ano. Será que... naaaaa, ia dizer uma coisa, mas é tão absurda que não digo. Eh pá, seria tão ridículo! Claro que não, não é assim que funciona o mundo e a paz mundial não depende de questões políticas internas.
Mas George W. Bush não parece muito convencido disso.
Hmmmm... onde é que eu vi isto antes?
Muito a propósito, há eleições nos EUA daqui a 1 ano. Será que... naaaaa, ia dizer uma coisa, mas é tão absurda que não digo. Eh pá, seria tão ridículo! Claro que não, não é assim que funciona o mundo e a paz mundial não depende de questões políticas internas.
Treçolho
Deve ser uma das maleitas mais parvas que se pode ter. E foi com um desses que acordei hoje. Ó vida mais estúpida...
Preciso de férias
Tou a dar as últimas... preciso de férias. O que vale é que vem aí o Natal, época propícia à descontracção. Há pouco trânsito, a escolha de presentes de Natal é pacífica, o tempo também ajuda, com as temperaturas amenas e o sol... é só coisas boas!
Quem é que teve a triste ideia de marcar o Natal para pleno Inverno, han? Quem?
Quem é que teve a triste ideia de marcar o Natal para pleno Inverno, han? Quem?
03 dezembro 2007
Objectos de colecção
No referendo na Venezuela ganhou o "não" à reforma constitucional proposta por Átila Chavéz.
A manchete do Público de hoje diz que ganhou o "sim".
Os selos impressos com erros têm mais valor para coleccionadores. Será que o mesmo se aplica aos jornais?
A manchete do Público de hoje diz que ganhou o "sim".
Os selos impressos com erros têm mais valor para coleccionadores. Será que o mesmo se aplica aos jornais?
Crueldade do destino
Esportém-Leiria. Só vi a segunda parte. O Esportém até começou bem e marcou cedo. 50 e poucos minutos e estavam a ganhar 1-0. E o Leiria cada vez mais último.
Mas depois vieram as duas partidas do destino que me fizeram rir como se o Benfica não tivesse perdido na véspera:
1. penalty para o Esportém, sim senhor, bem assinalado, mas como já estavam a ganhar e tudo, toca de deixar o Polga marcar. Afinal, ainda não tinha marcado para o Esportém no campeonato e o rapaz anda a merecer. E... falha! Pois, deve haver boas razões para ele ainda não ter marcado no campeonato.
2. livre para o Leiria; 2 jogadores de fora a receber assistência. Logo, toca de defender uma bola parada só com 9 jogadores, o que não é muito bem pensado. Mas até se safavam, que o livre foi mal marcado, a bola ia para fora. Mas o jovem guarda-redes Esporténguista resolve, em vez de dar uma sapatada para canto, amparar a bola que foi encontrar a cabeça de Toñito, ex-Esportém e Esporténguista de coração. Um dos jogadores que em 2000 ganhou o Campeonato para o Esportém, acabando com o jejum de 18 anos.
Ao menos o jogo serviu para ajudar à digestão do jantar de sábado que me tinha caido um bocadito mal.
Mas depois vieram as duas partidas do destino que me fizeram rir como se o Benfica não tivesse perdido na véspera:
1. penalty para o Esportém, sim senhor, bem assinalado, mas como já estavam a ganhar e tudo, toca de deixar o Polga marcar. Afinal, ainda não tinha marcado para o Esportém no campeonato e o rapaz anda a merecer. E... falha! Pois, deve haver boas razões para ele ainda não ter marcado no campeonato.
2. livre para o Leiria; 2 jogadores de fora a receber assistência. Logo, toca de defender uma bola parada só com 9 jogadores, o que não é muito bem pensado. Mas até se safavam, que o livre foi mal marcado, a bola ia para fora. Mas o jovem guarda-redes Esporténguista resolve, em vez de dar uma sapatada para canto, amparar a bola que foi encontrar a cabeça de Toñito, ex-Esportém e Esporténguista de coração. Um dos jogadores que em 2000 ganhou o Campeonato para o Esportém, acabando com o jejum de 18 anos.
Ao menos o jogo serviu para ajudar à digestão do jantar de sábado que me tinha caido um bocadito mal.
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