30 setembro 2007

Marketing internáutico

Por alguma razão que me ultrapassa (ou nem tanto), 6% dos visitantes deste blog nos últimos 3 ou 4 dias chegaram aqui pesquisando em motores de busca expressões como "ana malhoa nua", "fotos da ana malhoa", "floribela nua", "episódios da floribela" ou expressões relacionadas. Houve um que me preocupa, contudo. Veio à procura de "júlia pinheiro nua". Só de pensar nisso dá-me arrepios!

PENAAAAAAAAAAAAAALTY!!!

Porra, pá, já chateia!

Há poucas coisas garantidas na vida. Segundo Benjamin Franklin, as únicas coisas que são garantidas são a morte e os impostos. E com o aumento da esperança média de vida até a morte começa a parecer um pouco incerta.

Mas felizmente há outras coisas que são certas.

Por exemplo, é certo que os Benfica-Sporting e Sporting-Benfica acabam empatados em metade das ocasiões ou mais.

É certo que alguns lances vão dar que falar durante semanas.

E é certo que no final alguém do Sporting, dirigentes, treinadores, jogadores, ou todos em coro, irão reclamar das arbitragens.

Como contraponto, é também certo que no final, José António Camacho não irá comentar as decisões dos árbitros.

Mas para que não pensem que este discurso é só para disfarçar o facto de o Benfica ter sido benificiado (e foi, segundo a óptica lagarta), aqui fica a minha opinião sobre os 3 lances de que tanto se fala:

1. Penalty sobre Romagnoli. Foi derrubado dentro da área, embora já não tivesse o controlo da bola. Adiantou-a em demasia permitindo o corte ao defesa benfiquista. Penalty por assinalar a favor do Sporting.

2. Penalty a favor do Sporting por mão de Katsuranis. A bola bate no braço de Katsuranis. O grego tem os braços encostados ao corpo, na posição em que menos interferem com a jogada. É a bola que vai contra o braço, não havendo intencionalidade. Além disso, o lance não é cortado pelo braço, já que mesmo que o braço não estivesse lá bateria no corpo do jogador. Os jogadores têm dois braços e não os podem amputar. Não é, nem de perto, nem de longe, comparável ao famoso lance do Abel Xavier no Euro 2000 em que os braços estão afastados do corpo e o braço esquerdo se move em direcção à bola, cortando um remate que ia para a baliza.

2a. A confusão subsequente a este lance. O fiscal de linha achou (e mal na minha opinião) que o lance era para penalty. O árbitro não entendeu assim. Tendo mandado interromper o jogo para discutir o lance com o fiscal de linha a única coisa que podia assinalar era bola ao solo. Se a decisão do árbitro foi por não ter visto o lance, como dizem os jogadores do Sporting, fez mal. Se não viu, mas o fiscal de linha viu, devia assinalar; se o fez por discordar do julgamento do fiscal de linha, fez bem; se o fez porque o fiscal de linha, tendo assinalado a infracção mostrou algumas dúvidas, quem fez mal foi o fiscal de linha que se precipitou.

2b. A comparação entre este caso e o caso do Amadora-Benfica de quarta-feira: sim, sim, isto é uma cambada de gatunos, uma cambada de ladrões e uma cambada de chupistas. Vira o disco que esta música já farta.

3. Penalty sobre Adu. É claramente derrubado por Moutinho. Na altura fiquei com dúvidas se seria dentro ou fora da área. Foi dentro. Penalty por assinalar a favor do Benfica. Neste lance o critério do árbitro em não assinalar já não se aceita. Adu tinha o controlo da bola, não havia ninguém do Sporting em condições de fazer o corte e, passando por Moutinho, ficava em boa posição para marcar ou dar a marcar o golo.

Balanço final: 1 penalty para cada lado que ficou por marcar.

No fim de contas quem se pode queixar? O árbitro, aliás, os árbitros. De quem? Do Sporting, seus dirigentes e treinadores que parecem mais interessados em contestar arbitragens do que em ganhar jogos. Citando uma claque do Sporting na célebre final da UEFA que perderam em casa, "Joguem à bola palhaços, joguem à bola" (para cantar com a música de Guantanamera)

29 setembro 2007

Comutatividade

Há coisas que são comutativas. Por exemplo, a adição. 3+2 é o mesmo que 2+3. Ou a multiplicação. Ou tomar duche e lavar os dentes. Às vezes lavo os dentes antes de tomar duche e às vezes lavo-os depois. E às vezes até lavo os dentes dentro do duche. Mas isso não vem ao caso.

Há outras coisas, contudo, que não são comutativas. Por exemplo, suster a respiração e mergulhar numa piscina. Convém fazê-as pela ordem certa, que se as fizermos ao contrário é um bocado desagradável. Ou abrir a braguilha e fazer chichi. Se trocarmos a ordem dos eventos o efeito pode ser catastrófico.

Ontem apercebi-me da importância de outro exemplo de não comutatividade: olhar pelo espelho e mudar de faixa são eventos cuja ordem não deve ser alterada. O desfecho pode ser drasticamente diferente. Por exemplo, se o imbecil que ontem resolveu mudar para a faixa do meio (onde eu ia) antes de olhar pelo espelho tivesse feito as coisas pela ordem certa teria evitado que eu travasse a fundo, bloqueando as rodas e que lhe acendesse os máximos em sinal de protesto (eu sei, eu sei... mas o que querem? fiquei pior que estragado!). Ía provocando um acidente quando nem havia trânsito nem nada que o justificasse e tínhamos um belo início de fim de semana.

28 setembro 2007

Dói-me o cotovelo

A sério, dói-me o cotovelo. Devo ter uma inflamação qualquer na articulação. E dói quando faço força com o braço esticado.

E porque é que vos estou a contar isto? Porque acho que ter uma dor no cotovelo é um problema sério para qualquer pessoa, por uma simples razão: não podemos dizer a ninguém "dói-me o cotovelo" sem ouvir piadinhas. É que ninguém leva a sério um homem que se queixa de dores no cotovelo. Um gajo vai ao médico e diz "doutor, dói-me o cotovelo". Acham que o médico vai mesmo receitar alguma coisa? Vai mandar fazer algum exame? Claro que não, "dor de cotovelo" não se cura com medicamentos. E fica um gajo aflito, com uma maleita de ordem física que é ignorada por toda a gente. É um assunto sério e por isso, resolvi fundar uma associação: A Associação Portuguesa de Apoio às Pessoas com Dores No Cotovelo (Mas Sem Dor De Cotovelo). A sigla é capaz de ser esquisita, é APAPDNC(MSDDC). Sobretudo porque siglas com parêntesis é algo inovador e as pessoas podem achar mal. Mas penso que é uma distinção importante, porque não queremos ter pedidos para sócio de pessoas com dor de cotovelo, mas sem dores no cotovelo.

Nota: escusam de escrever comentários a dizer que tenho dor de cotovelo; para a semana tou de férias. Aaaaaaaah, pois é! Quem é que tá com dor de cotovelo agora? Han? Quem, quem? Eu não sou de certeza!

Fazer merda é mau, mas pedir desculpa é bom

O big boss dos árbitros, Vitor Pereira, diz que o pedido de desculpas do árbitro pelo erro no Estrela da Amadora-Benfica dignifica a arbitragem.

Bom, é uma forma de ver a questão. Outra forma de ver a questão seria "pedir desculpas por um erro grosseiro não resolve problema nenhum".

É como um gajo conduzir bêbado e atropelar 3 criancinhas. Se vier depois pedir desculpas públicas, "dignifica os condutores".

Sondagens aldrabadas

Lembram-se da sondagem sobre a equipa que mais impressionou no mundial de Rugby? Portugal ia em segundo com 12% dos votos, a grande distância da Namíbia. Depois começou a circular um mail a apelar ao voto nos Lobos e... estamos em primeiro com 88% dos votos! Pronto, lá se vai a credibilidade.

27 setembro 2007

Milagre!!!

Hermínio Loureiro, actual presidente a Liga de Futebol devia ser canonizado! Dizem as regras desta coisa dos santos que são precisos 3 milagres ao longo da vida. Pois bem, a nova competição, a Taça da Liga, inventada por Hermínio Loureiro, conseguiu os três milagres todos num só dia!

Milagre número 1: O Fátima eliminou o Porto na Taça da Liga em penalties. Tinham a vantagem de jogar em casa, solo sagrado, e ter a protecção da virgem.

Milagre número 2: Já para lá do tempo o Benfica perdia 1-0 contra o Estrela da Amadora e só um milagre nos salvaria da eliminação. E eis que o fiscal de linha viu um penalty que não existiu a nosso favor! Empatámos e depois conseguimos passar em frente também no desempate por penalties.

Milagre número 3: Apesar de o guarda-redes do Guimarães ter defendido 3 penalties no jogo contra o Sporting os lagartos apuraram-se, porque o guarda-redes do Sporting defendeu 2 penalties e os avançados falharam também 2 penalties. Só no 10º pontapé é que a coisa se decidiu.

Se acham que este milagre não é grande coisa, que pode ser explicado apenas por sorte, que tal estes dois:

Milagre número 4: numa prova destinada a aumentar a competitividade do futebol nacional tivémos 8 jogos; desses 8 apenas 3 foram decididos sem recurso a penalties.

Milagre número 5: apesar de os jogos serem maus (a excepção foi o Guimarães-Sporting), muito maus nalguns casos (parece que o do Benfica foi de uma pobreza franciscana), muito pela utilização de equipas B, e de quase não haver golos, os noticiários estão a tratar a Taça da Liga como se fosse uma competição a sério, a valer para alguma coisa importante. E o público está interessado nas notícias sobre esta competição bizarra e os jornais desportivos enchem as edições de hoje com as análises aos jogos e nos cafés não se fala de outro assunto.

S. Hermínio Loureiro, santo milagreiro, capaz de fazer o milagre da multiplicação dos maus jogos de bola!

Bu-hu!

O Pedro Santana Lopes ficou zangado com a SIC. Tava a ser entrevistado na SIC Notícias e interromperam para filmar a chegada do Mourinho ao aeroporto. Eh pá, eu não posso com o homem, mas acho que é inacreditável que se interrompa uma entrevista para fazer um directo por causa da chegada de um treinador de futebol. Aí até concordo com ele. Mas já ouvi dizer (embora ainda não tenha conseguido encontrar isso escrito em lado nenhum), o próprio Santana Lopes teria pedido para a entrevista ser mais tarde para poder ver o jogo do Sporting na televisão e já sabia antes de começar a entrevista que iriam interromper a qualquer momento para fazer o directo da Portela.

Bom, esta informação é assim um bocadito relevante. Se ele foi apanhado de surpresa como todos os tele-espectadores, a SIC não tem qualquer desculpa. Não há liberdade editorial que justifique tamanha falta de respeito, mesmo tratando-se de Santana Lopes, pessoa por quem tenho muito pouco.

Por outro lado, se a entrevista teve de ser adiada por causa de futebol até é justo que também tivesse sido interrompida por causa de futebol e as acusações de PSL à SIC fazem ricochete (disse que é inacreditável que neste país só se pense em futebol). Além disso, se ele sabia de antemão que ia ser interrompido, a cena dramática foi premeditada o que diz muito do carácter do homem...

Por último, se a entrevista foi mais tarde para que ele pudesse ver o jogo calmamente (o jogo deveria acabar pelas 22:30 e a entrevista começou pouco depois), é bem feito que ele não tenha conseguido ver os penalties!

Feliz ano novo!

No início de um novo ano gostaria de expressar os meus votos de feliz ano novo, e que o ano 10 D.G. seja pelo menos tão bom quanto o anterior.

Nota 1: D.G. quer dizer Depois de Google. O Google celebra 9 anos e até têm um logotipo especial e tudo.

Nota 2: Como já não me lembro como era possível viver dantes, sem Google, acho que podemos começar a contar os anos a partir do nascimento do Google em vez de usar o nascimento de Cristo. Esta posição é reforçada por isto: 9 demonstrações que indiciam que o Google é... Deus. Por raciocínios análogos o Gmail é o Messias (enviado por Deus para nos salvar do Hotmail e do Yahoo!)

Nota 3: na verdade o Google birthday ocorre a 14 de Setembro, mas só hoje é que me disseram que havia logotipo novo.

Eu sou mais coitadinho que tu!

Isto tá bonito, tá...

Já se sabe como são os portugueses quando uma equipa ou um atleta qualquer consegue um resultado de relevo. São os maiores e toda a gente gosta deles.

O problema é quando há duas equipas a conseguir feitos históricos quase em simultâneo. Tá o caldo entornado.

Eu explico. Portugal conseguiu apurar-se pela primeira vez para um campeonato da Europa em basquetebol. E também conseguiu apurar-se pela primeira vez para um campeonato do mundo em rugby. E pronto, agora ninguém os cala.

Durante o campeonato da Europa de basquetebol não faltaram adeptos furiosos porque o rugby só dá na Sport TV e o basquete dá em canal aberto. Que é uma vergonha, que não se admite, que os do rugby até são amadores, o que torna o seu feito ainda mais extraordinário.

Agora, com a cobertura mediática acerca da selecção de rugby vêm os outros, os adeptos do basquetebol, a dizer que não se compreende, que é um escândalo, todo este aparato em torno de uma selecção que até perdeu os jogos todos e por muitos. Ao menos no basquetebol ainda ganhámos 2 jogos. Os do basquetebol é que conseguiram um feito extraordinário e ninguém fala nisso.

Bom, a amnésia de uns é equilibrada pela falta de senso dos outros e estamos empatados. Quando ao valor dos feitos históricos...

Não percebo como se pode comparar um campeonato europeu com 16 equipas e duas fases de grupos (na primeira fase só ficaram de fora os últimos de cada grupo) com um campeonato mundial com 20 equipas e em que apenas os 2 melhores de cada grupo são apurados. Também não percebo como se compara um desporto em que um resultado de 90-60 é uma grande cabazada com outro em que ganhar 32-17 como a Irlanda fez com a Namíbia é uma vitória tangencial. E não percebo como é que uns adeptos louvam o amadorismo como se fosse uma das maiores virtudes do mundo (logo a seguir à humildade e à modéstia, claro) e os outros gabam a diferença de estaturas alegando que por serem baixinhos têm mais mérito. Ah, e que os jogadores do rugby são todos uma cambada de betos, cheios de dinheiro e que a modalidade em Portugal é um jogo de gente rica.

Não percebo esta mania de gritar "eu sou mais coitadinho que tu" para conseguir ficar mais bem visto. Tá bem, tá bem, são todos uns coitadinhos, assim tá melhor?

Mas para aplacar alguns ânimos mais exaltados, diga-se que:

1. As transmissões de serviço público são decididas por decreto lei com um ano de antecedência; estava-se longe de imaginar que Portugal alguma vez conseguiria apurar-se para o mundial; conseguido o apuramento é preciso contar com a boa vontade da Sport TV para transmitir os jogos de Portugal em canal aberto e eles não a tiveram (E fizeram bem, os direitos de transmissão custaram-lhes uma fortuna). O basquetebol tem muito mais expressão em Portugal e por isso considerou-se que o campeonato da europa era serviço público (além de que custa muito menos comprar os direitos; o Campeonato Mundial de Rugby é um dos eventos desportivos mais televisionados do mundo!). De qualquer maneira dificilmente se pode alegar má fé do governante por não ter adivinhado um apuramento histórico e contra todas as probabilidades com mais de 6 meses de antecedência. É preciso fazer escolhas porque se optamos por transmitir TODOS os eventos desportivos vem a seguir os intelectuais reclamar que a RTP2 é uma Sport TV dos pobres.

2. Se Portugal no europeu ficou em 9º lugar, no mundial de Rugby só estão 9 equipas europeias o que empata a situação em termos de prestígio.

3. Se em basquetebol conseguimos uma vitória história (contra a Letónia; contra Israel só fica surpreendido que não acompanha a modalidade, foi a nossa 3ª ou 4ª vitória consecutiva contra eles), o nosso ensaio contra a Nova Zelândia deve ter sido visto por mais pessoas que as que viram todos os jogos o europeu de basquetebol juntos!

4. Se ser amador é uma virtude e ser baixinho também, então não percebo a euforia com o Nelson Évora nem o Obikwelu (ambos grandes calmeirões e profissionais); se calhar o Obikwelu com a prata nos JO e o Évora com o ouro nos mundiais "não fizeram mais que a sua obrigação".

Eu não sou nem grande fan de basquetebol nem de rugby. Não sei sequer a totalidade das regras de nenhum dos desportos e não percebo quase nenhuma falta. Vi todos os jogos que pude de uma e outra prova: no basquetebol vi o jogo com a Espanha, parte do jogo com a Letónia e o jogo com Israel; no rugby vi os jogos contra Escócia e Nova Zelândia e parte do jogo com a Itália; os que não pude ver, acompanhei na net. Não tenho Sport TV, por isso tive de arranjar maneira de ir para um sítio com Sport TV ver os jogos. Fui e não me queixo. Também não tenho possibilidade de ver jogos em horário de expediente, mas contra a Grécia saí às 18:30 do escritório (a hora a que acaba o meu horário) e fiquei pregado à TV do café até ao fim do jogo e só depois fui para casa.

Acho que os do basquetebol são uns herois, merecedores de grandes honras, destaques na comunicação social e de melhores apoios para continuar a desenvolver a modalidade.

Acho que os do râguebi são uns herois, merecedores de grandes honras, destaques na comunicação social e de melhores apoios para continuar a desenvolver a modalidade.

Telemóveis de borla!

A história é tão velha quanto os telemóveis. E o e-mail.

Recebemos um mail que alega que se mandarmos a mensagem para não sei quantas pessoas a Ericsson nos DÁ um telemóvel de borla! Acho que nem preciso explicar porque é que a história é treta, pois não?

Bom, recebi hoje um mail desses. Alegando que receberia DE BORLA um Ericsson T18 ou um R320. Uau.

A primeira vez que recebi este mail foi há mais de 10 anos. A parte curiosa é que em geral estes mitos vão sendo actualizados. Seria de esperar que agora em vez de Ericsson a mensagem dissesse "Sony Ericsson", e que os modelos fossem, sei lá, o W800i ou lá como se chama. Pelo menos um telemóvel actual. Mas não! O mail usa exactamente os mesmos modelos da mensagem de há 10 anos.

O que me leva a uma pergunta: mesmo que a Ericsson andasse a distribuir telemóveis de borla, mesmo que fosse possível determinar se um e-mail tinha ou não sido re-enviado, mesmo que fosse possível enviar telemóveis para alguém sem sequer saber a sua morada mas apenas o endereço de e-mail, mesmo que eu quisesse um telemóvel de borla... para que raio é que eu queria um T18 ou um R320?

Para ajudar a responder a estas e outras questões, eis os telemóveis em questão:


Ericsson T18



Ericsson R320

26 setembro 2007

Maddie versus Esmeralda

É uma competição renhida pelas audiências televisivas. Já tínhamos a versão de ficção com as sagas Morangos com Açúcar versus Floribella, agora temos a versão não ficcionada com a alternância entre o caso Maddie e o caso Esmeralda.

Se no último mês quem dominou largamente as audiências foi a Maddie, conseguindo notícias de abertura em dezenas de noticiários e primeiras páginas em vários jornais, agora é a Esmeralda que contra-ataca, com manchetes e notícias na televisão. Aproveitando a pausa de novidades no caso Maddie sai uma nova decisão sobre o poder paternal da Esmeralda e volta tudo ao assunto.

E assim se distrai um país. A quem é que isto serve? Ao PSD, obviamente! Enquanto tá tudo a pensar ora na Maddie, ora na Esmeralda, ninguém tem tempo nem vagar para pensar nas directas do PSD, na salganhada das contas do PSD, nos cadernos eleitorais do PSD, nas quotas dos militantes do PSD, no líder do PSD, nas vozes dissidentes do PSD...

E por esta altura pensa o Sócrates: "Eh pá, o Marques Mendes nasceu com o cú virado para a Lua. Se ao menos houvesse uma Maddie ou uma Esmeralda quando estoirou a bronca da UnI! Mas não, é sempre a mesma coisa, elas só apareceram uns meses mais tarde. Ora, p'ra isso mais valia tarem quietas que agora não me dão jeito nenhum!"

Toca a votar!!!

Esta sondagem não é minha, é do Planet Rugby, mas é quase tão importante como as do Ó Faxavor!

Está a decorrer a votação (ao fundo da página no link acima) para a equipa das "pequenas" que mais impressionou neste mundial. Actualmente estamos em 2º lugar, liderando o pelotão constituído por Portugal, Georgia, EUA e Canadá, mas temos muito que recuperar se queremos ultrapassar a votação da Namíbia (que tem "só" quase o dobro dos votos). Ok, até se percebe, os namibianos são a equipa mais fraca do ranking (os únicos que ainda são mais fracotes que nós!) e começaram logo com uma derrota por apenas 32-17 contra a Irlanda (5ª do ranking à entrada do mundial). Mas... nós marcámos um ensaio à Nova Zelândia e eles não!

Ooooooooh!

Perdemos o último jogo do mundial de Rugby, contra a Roménia. Eh pá, foi mesmo por pouco. Fomos para o intervalo a ganhar 7-0, depois eles empataram, nós passámos para 10-7 com uma penalidade e a 8 minutos do fim eles marcaram mais um ensaio e ficou a 14-10.

Infelizmente não consegui ver o jogo; fui acompanhando pela net e ao que parece até dominámos a maior parte; só no fim - é sempre no fim - é que fraquejámos um pouco.

Foi por pouco, mas não foi desta. Saímos com 4 derrotas em outros tantos jogos mas com uma prestação acima das expectativas iniciais. Marcámos ensaios em todos os jogos (1 por jogo, para ser mais preciso), e totalizámos 38 pontos. Ficámos melhor na fotografia que quase todos os outros estreantes. Sobretudo, ficámos muito melhor que a Espanha que se estreou há 8 anos no campeonato do mundo, jogou apenas 3 jogos mas não marcou nenhum ensaio (e fez muito menos pontos que nós!).

Ficam as notas para o futuro: é preciso mais apoio financeiro para poder contratar técnicos experientes que permitam evoluir o nível do nosso rugby, é necessário que a modalidade aos poucos se vá profissionalizando e sobretudo é preciso que a selecção tenha mais oportunidades de jogar test matches contra equipas mais fortes! A Itália e a Roménia (respectivamente 9ª e 16ª do ranking mundial) estão ao nosso alcance!

Hoje há bola. Outra vez?!

Pois, como havia pouco futebol em Portugal inventou-se uma competição nova. É a Taça da Liga e começa hoje. Tcha-ram!

Nota: qualquer aparente incongruência entre a redução do número de clubes na I e II ligas para 16 alegando que a redução do número de jogos iria aumentar a competitividade do campeonato português e a criação de uma nova competição, que implica mais jogos, é apenas uma ilusão. Portugal sempre teve só 16 clubes na I Liga e outros tantos na II, e a necessidade de novas competições sempre foi defendida quer pelos actuais e pelos antigos dirigentes.

Comparação

Não percebo as pessoas que dizem que não gostam de computadores. É que um computador é uma coisa que faz sempre APENAS aquilo que lhe mandam fazer. Uma pessoa também só faz APENAS aquilo que lhe mandam fazer. Mas só quando lhe apetece.

25 setembro 2007

Jogos Olímpicos de Inverno em Lisboa

Para breve teremos uma edição dos jogos olímpicos de Inverno aqui, em Lisboa! Sim, pode parecer complicado, porque não temos neve, mas isso é o menos. Conseguimos perfeitamente substituir a neve por asfalto e os skis por automóveis e os lisboetas estão perfeitamente habilitados a participar com bom nível nos vários desportos!

Slalom: recomendo uma visita durante o dia a qualquer uma das avenidas novas! Hoje tive de ziguezaguear por 5 ou 6 carros convenientemente parados ora à esquerda, ora à direita.

Slalon gigante: é tentar passar em frente ao estádio da Luz em dia de jogo e tentar não atropelar ninguém. O mesmo se passa em dezenas de outros pontos de Lisboa (só hoje tive de fintar 4 ou 5 peões fora das passadeiras.

Duatlo (ski e tiro): já alguma vez passaram à noite ao pé da cova da Moura? Adrenalina pura!

Hóquei no gelo: balizas não há, nem sticks, nem equipamentos, mas é esperar por uma daquelas sextas-feiras com chuva e vento e tentar chegar à ponte 25 de Abril que porrada há de certeza.

Para descontrair

Uma orquestra tem vários instrumentos. Alguns violinos, algumas violas, alguns violoncelos, algumas tubas, alguns oboés, etc. Basicamente tem vários de cada.

E porquê? Porque são necessários tantos violoncelos, por exemplo? Não daria para fazer o mesmo efeito só com um?

Os senhores do vídeo abaixo acham que sim. Mas fazem umas figuras muito tristes, lá se vai a dignidade dos músicos...



(obrigado Pedro)

Eu não disse que não disse que não disse que não disse que não disse!

Mahmoud Ahmadinejad, o bully-wannabe do médio oriente, nega ter negado o Holocausto. Claro que isto se passou fora do Irão, quando falava na Universidade de Columbia, EUA.

Quando voltar ao Irão podemos esperar uma notícia que tenha o título "Admadinejad nega ter negado que tenha negado o Holocausto".

E, quando uns meses mais tarde for às Nações Unidas, irá dizer que "não negou que tenha negado a negação do Holocausto."

Vamos ter de começar a contar as negações nas frases do Ahmadinejad e ver se são em número para ou ímpar para perceber que posição é que está a defender.

24 setembro 2007

Politicamente correcto

Em vez de paneleiro, maricas, panasca, bicha, etc, deve dizer-se homossexual ou pessoa de orientação sexual alternativa. O mesmo vale para lésbica, fufa, camionista, etc. Isso já nós sabíamos.

Mas agora fiquei a saber que em vez de mercenário deve dizer-se Comandos civis que fazem guerra em outsourcing.

Estamos sempre a aprender...