Domingo à noite resolvi chamar a bofia para mandar calar os vizinhos de cima. Os putos continuavam a correr feitos parvos e aos gritos (acho que tavam a brincar aos índios e cowboys) e já eram mais que horas de dormir (acorda-se cedo em minha casa, o despertador estava para as 5:30). Vai daí, e como das outras vezes que reclamei S. Exas. informaram-me que não admitem que eu lhes toque à campainha para me queixar do barulho, não me deixaram outro remédio. Sim, não me volto a sujeitar a acorar estremunhado com rojar de móveis à 1h da manhã como aconteceu há duas semanas ou com os putos a ensaiar marchas militares às 8 da manhã de domingo! A partir de agora é assim: se é excessivo, chamo a polícia. Afinal, foi o próprio administrador do condomínio que me disse que era a minha melhor hipótese. Ainda podia tentar falar com alguém para falar com eles (arranjar assim a modos que um mediador do conflito) mas como parece que no prédio todo (30 fracções) ninguém se dá bem com eles...
Coitados, até tive pena deles. 10 minutos depois de chamar a polícia os putos finalmente adormeceram. 5 minutos depois tocam-me à campainha e depois sobem para os informar da queixa. E os putos acordaram, obviamente! Até que foi bem feito! Ontem, exactamente às 10h fez-se silêncio absoluto lá por cima! Ainda foi mais eficaz que jogar basquetebol às 3 da manhã no terraço (que era o plano original).
Até me deixaram uma carta (manuscrita e tudo, pá! Nos dias que correm é raro!) na caixa do correio (tão queridos...) a agradecer a "amabilidade" (as aspas são deles). Claro que vou responder, a dizer que não é preciso agradecer, que estou sempre às ordens! A carta está escrita numa boa tentativa de tom sarcástico, admito que até gostei do estilo. Podia estar melhor, contudo: tentaram dar lições de moral, o que não tem o efeito desejado. Mas pronto, cada um tem o seu estilo de escrita.
Ah, pelos vistos os indivíduos vão-se mudar daqui a mais ou menos 6 meses e vão morar 6 pessoas para aquela casa. Buhu, já começo a ter medo!
21 novembro 2006
20 novembro 2006
Pronto, se é assim...
José Veiga (o tal que se demitiu do Benfica porque não fica bem a um dirigente do Glorioso ter os tapetes e sofás penhorados) foi hoje ouvido pelo Tribunal de Instrução Criminal acerca de um caso de verbas mal explicadas na transferência do João Pinto (o tal que quando não caia na área dava murros no árbitro, e agora anda a comer a Marisa Cruz, sabem quem é?) para o Sporting.
Segundo A Bola, Veiga refuta as acusações dizendo "Desminto completamente aquilo de que me acusam porque é uma situação que nada tem a ver comigo, porque não recebi qualquer verba". Não sei quanto a vocês, mas esta explicação parece-me inatacável!
Segundo o que o Ó faxavor! pôde apurar, o diálogo no interior do tribunal foi assim:
Juiz: Senhor Veiga, o que tem a dizer acerca das acusações que lhe são feitas?
Veiga: Desminto completamente aquilo de que me acusam porque é uma situação que nada tem a ver comigo, porque não recebi qualquer verba.
Juiz: Bem, pronto, sendo assim, vá lá à sua vida e desculpe qualquer incómodo.
(Veiga dirige-se para a saída)
Juiz: Ah, já me ia esquecendo! Se quiser pedir indemnização pelos danos causados à sua imagem, é a segunda porta à esquerda. Peça a Minuta Pinto da Costa e é só preencher os seus dados pessoais, tá bom?
Segundo A Bola, Veiga refuta as acusações dizendo "Desminto completamente aquilo de que me acusam porque é uma situação que nada tem a ver comigo, porque não recebi qualquer verba". Não sei quanto a vocês, mas esta explicação parece-me inatacável!
Segundo o que o Ó faxavor! pôde apurar, o diálogo no interior do tribunal foi assim:
Juiz: Senhor Veiga, o que tem a dizer acerca das acusações que lhe são feitas?
Veiga: Desminto completamente aquilo de que me acusam porque é uma situação que nada tem a ver comigo, porque não recebi qualquer verba.
Juiz: Bem, pronto, sendo assim, vá lá à sua vida e desculpe qualquer incómodo.
(Veiga dirige-se para a saída)
Juiz: Ah, já me ia esquecendo! Se quiser pedir indemnização pelos danos causados à sua imagem, é a segunda porta à esquerda. Peça a Minuta Pinto da Costa e é só preencher os seus dados pessoais, tá bom?
O títalo do blog
Eh pá, com isto tudo até me esqueci de referir esse pequeno mas significativo facto. No passado dia 11 de Novembro o blog mudou de nome. Só por um dia. Passou a chamar-se "Ó faxavor! É um copo de água-pé e um prato de castanhas". Foi para comemorar o dia de S. Martinho. Presumo que muitos não tenham reparado, mas não fiquem tristes.
(vá, muda a data do teu computador para 11 de Novembro e carrega no F5. Já viste? Tá bonito? Pronto, muda lá a data outra vez e volta a carregar no F5. Ah, agora não sabes que dia é hoje? Tomasses nota. É dia 20, pá! Se ainda vires isto na segunda-feira, claro; se for na terça já é dia 21)
Enfim, um gajo não tem o que fazer. Mas vem isto a propósito do seguinte: se queres comemorar uma data qualquer, manda um mail cá para o tasco (o link para o mail tá ali em cima do lado direito) a fazer a sugestão. Pode ser para desejar a ti próprio um feliz aniversário, porque não (isto é que é serviço público, han?)! Manda a tua sugestão de título e descrição do blog e explica-me porque é que eu me hei-de dar ao trabalho de alterar o template por tua causa. Se eu lhe achar piada (e se me apetecer; e se tiver tempo; e se o Benfica não tiver perdido outra vez...), mudo o nome do blog nesse dia. Por exemplo, no dia 25 de Junho, podemos mudar o nome para "Equador", para comemorar o aniversário do Miguel Sousa Tavares, e acrescentar que o plágio ao nome do livro dele é só para chatear. Ou mudar para "We are the champions" no próximo dia 20 de Maio, data em que o Glorioso se sagrará campeão nacional, outra vez. Tão a ver a ideia?
Pronto, aguardo sugestões.
Nota 1: conhecendo os leitores do blog como conheço - e não conheço de parte nenhuma - ninguém vai ligar pevas a este post e as datas festivas vão ser todas por iniciativa minha, tá-se mesmo a ver...
Nota 2: louvores ao Porto ou Sporting serão liminarmente rejeitados, claro. Há limites, não?
Nota 3: se houver mais de uma sugestão para o mesmo dia, será escolhida a mais original (ou a que for feita pela gaja de mamas maiores).
(vá, muda a data do teu computador para 11 de Novembro e carrega no F5. Já viste? Tá bonito? Pronto, muda lá a data outra vez e volta a carregar no F5. Ah, agora não sabes que dia é hoje? Tomasses nota. É dia 20, pá! Se ainda vires isto na segunda-feira, claro; se for na terça já é dia 21)
Enfim, um gajo não tem o que fazer. Mas vem isto a propósito do seguinte: se queres comemorar uma data qualquer, manda um mail cá para o tasco (o link para o mail tá ali em cima do lado direito) a fazer a sugestão. Pode ser para desejar a ti próprio um feliz aniversário, porque não (isto é que é serviço público, han?)! Manda a tua sugestão de título e descrição do blog e explica-me porque é que eu me hei-de dar ao trabalho de alterar o template por tua causa. Se eu lhe achar piada (e se me apetecer; e se tiver tempo; e se o Benfica não tiver perdido outra vez...), mudo o nome do blog nesse dia. Por exemplo, no dia 25 de Junho, podemos mudar o nome para "Equador", para comemorar o aniversário do Miguel Sousa Tavares, e acrescentar que o plágio ao nome do livro dele é só para chatear. Ou mudar para "We are the champions" no próximo dia 20 de Maio, data em que o Glorioso se sagrará campeão nacional, outra vez. Tão a ver a ideia?
Pronto, aguardo sugestões.
Nota 1: conhecendo os leitores do blog como conheço - e não conheço de parte nenhuma - ninguém vai ligar pevas a este post e as datas festivas vão ser todas por iniciativa minha, tá-se mesmo a ver...
Nota 2: louvores ao Porto ou Sporting serão liminarmente rejeitados, claro. Há limites, não?
Nota 3: se houver mais de uma sugestão para o mesmo dia, será escolhida a mais original (ou a que for feita pela gaja de mamas maiores).
Produtos que fazem falta - parte III
Ora, onde é que nós íamos? Ah, sim, já me lembro... esta história toda da ira das Testemunhas de Jeová e os dois assaltos ao carro até me fizeram perder o fio à meada.
Uma coisa que me irrita produndamente é a dificuldade, decerto sentida por todos vós (tirando os que não tomam banho), de aproveitar o gel de banho ou shampô até ao fim do frasco. A malta acorda já um bocado atrasada, a precisar de tomar um duche rápido e o que é que acontece? Ficamos a abanar o raio do frasco e esperamos uma eternidade que o dito cujo produto comece a escorrer.
O truque do costume é deixar o frasco virado de cabeça para baixo. No outro dia é só abrir a tampa e demora muito menos tempo. Mais ou menos como os frascos de mostarda, maionaise e ketchup top-down que facilitam muito a vida a quem não quer deixar a comida arrefecer para conseguir espremer o resto do condimento.
Infelizmente o bom hábito dos fabricantes de mostarda e afins não é seguido pela indústria dos produtos para higiene pessoal: os frascos não se aguentam bem de cabeça para baixo. A malta vê-se na contingência de colocar o frasco cuidadosamente apoiado no canto da banheira, a ver se se aguenta até ao próximo duche. É um processo delicado, pois se o inclinarmos demais ou de menos ele cai e estraga-nos o esquema. Principalmente porque com a banheira molhada tá na cara que o raio do shampô ou gel de banho vai escorregar e vai ficar estendido no fundo da banheira, estragando o plano (que de resto parecia ser óptimo).
Há, felizmente, algumas marcas que produzem frascos decentes, a pensar nesta problemática. Por exemplo, os frascos de Pantene aguentam-se perfeitamente de cabeça para baixo. O problema está no gel de banho. Tirando as marcas brancas reles do Mini-preço e Lidl os frascos são todos muito bonitos e ergonómicos e estupidamente arredondados na parte superior. Excepção feita ao Dove que até se aguenta minimamente, mas o topo é tão fininho comparado com o resto do frasco que à minima aragem aterra logo no fundo da banheira, fazendo aquele barulho típico de algo que acabou de se partir e fazendo-nos correr a casa toda à procura do objecto que terá caído. Claro que por causa da cortina do duche não encontramos o frasco lá estendido, e ficamos intrigados a olhar para as varandas e janelas sem perceber o que se passou. Isto é particularmente grave se acontecer por volta das três da manhã. Faz-nos saltar da cama de um pulo e ficamos feitos parvos a ver se os vasos estão todos direitos, se a louça está toda inteira no escorredor, etc. E só percebemos o que se passou no outro dia quando vamos tomar duche. E isso é desagradável.
Vai daí, e depois de muito pensar, cheguei à conclusão que a única solução possível, enquanto não houver frascos de gel de banho que se possam virar ao contrário, é usar Pantene para tudo (sempre é melhor que usar Maionaise Calvé!). E esperar que os senhores da Lever ou outra qualquer resolvam de uma vez por todas esta questão que aflige tanta gente.
Já a pasta de dentes é a mesma coisa, embora por razões diferentes. Custa como o caraças espremer a embalagem para aproveitar todo o dentífrico (eh pá, deu-me um ataque de dislexia. Dentífrico tá bem escrito?). O que dava mesmo jeito era uma coisa tipo Theramed, mas que se aguentasse bem de cabeça para baixo, porque os frascos de Theramed são como os de Dove. Basta abrir a porta da casa de banho e espalham-se ao comprido no lavatório (felizmente fazem menos barulho que um frasco de Dove a cair no meio da banheira). É por causa disso que eu agora também só lavo os dentes com Pantene. Pode saber mal, mas ao menos não se desperdiça nada.
Uma coisa que me irrita produndamente é a dificuldade, decerto sentida por todos vós (tirando os que não tomam banho), de aproveitar o gel de banho ou shampô até ao fim do frasco. A malta acorda já um bocado atrasada, a precisar de tomar um duche rápido e o que é que acontece? Ficamos a abanar o raio do frasco e esperamos uma eternidade que o dito cujo produto comece a escorrer.
O truque do costume é deixar o frasco virado de cabeça para baixo. No outro dia é só abrir a tampa e demora muito menos tempo. Mais ou menos como os frascos de mostarda, maionaise e ketchup top-down que facilitam muito a vida a quem não quer deixar a comida arrefecer para conseguir espremer o resto do condimento.
Infelizmente o bom hábito dos fabricantes de mostarda e afins não é seguido pela indústria dos produtos para higiene pessoal: os frascos não se aguentam bem de cabeça para baixo. A malta vê-se na contingência de colocar o frasco cuidadosamente apoiado no canto da banheira, a ver se se aguenta até ao próximo duche. É um processo delicado, pois se o inclinarmos demais ou de menos ele cai e estraga-nos o esquema. Principalmente porque com a banheira molhada tá na cara que o raio do shampô ou gel de banho vai escorregar e vai ficar estendido no fundo da banheira, estragando o plano (que de resto parecia ser óptimo).
Há, felizmente, algumas marcas que produzem frascos decentes, a pensar nesta problemática. Por exemplo, os frascos de Pantene aguentam-se perfeitamente de cabeça para baixo. O problema está no gel de banho. Tirando as marcas brancas reles do Mini-preço e Lidl os frascos são todos muito bonitos e ergonómicos e estupidamente arredondados na parte superior. Excepção feita ao Dove que até se aguenta minimamente, mas o topo é tão fininho comparado com o resto do frasco que à minima aragem aterra logo no fundo da banheira, fazendo aquele barulho típico de algo que acabou de se partir e fazendo-nos correr a casa toda à procura do objecto que terá caído. Claro que por causa da cortina do duche não encontramos o frasco lá estendido, e ficamos intrigados a olhar para as varandas e janelas sem perceber o que se passou. Isto é particularmente grave se acontecer por volta das três da manhã. Faz-nos saltar da cama de um pulo e ficamos feitos parvos a ver se os vasos estão todos direitos, se a louça está toda inteira no escorredor, etc. E só percebemos o que se passou no outro dia quando vamos tomar duche. E isso é desagradável.
Vai daí, e depois de muito pensar, cheguei à conclusão que a única solução possível, enquanto não houver frascos de gel de banho que se possam virar ao contrário, é usar Pantene para tudo (sempre é melhor que usar Maionaise Calvé!). E esperar que os senhores da Lever ou outra qualquer resolvam de uma vez por todas esta questão que aflige tanta gente.
Já a pasta de dentes é a mesma coisa, embora por razões diferentes. Custa como o caraças espremer a embalagem para aproveitar todo o dentífrico (eh pá, deu-me um ataque de dislexia. Dentífrico tá bem escrito?). O que dava mesmo jeito era uma coisa tipo Theramed, mas que se aguentasse bem de cabeça para baixo, porque os frascos de Theramed são como os de Dove. Basta abrir a porta da casa de banho e espalham-se ao comprido no lavatório (felizmente fazem menos barulho que um frasco de Dove a cair no meio da banheira). É por causa disso que eu agora também só lavo os dentes com Pantene. Pode saber mal, mas ao menos não se desperdiça nada.
19 novembro 2006
Hate mail
Já tenho hate mail. Os posts sobre as Testemunhas de Jeová suscitaram uma vaga de comentários de leitores ofendidos, um chegou a repetir a sua indignação no livro de reclamações e tudo. A todos, muito obrigado.
Infelizmente os comentários surgiram quase ao mesmo tempo que o roubo do meu computador, pelo que não pude responder devidamente e em tempo próprio. Vejam lá que até houve um leitor que se congratulou pelo roubo do meu portátil (vais arder no Inferno brazuca d'um cabrão! No Templo não te ensinaram a virtude do perdão?) e outro houve que assinou um comentário com o meu nome (quanta honra) com um link para o meu profile (wow, tanto trabalho!) e a assumir a minha homossexualidade! (YES! Agora vai ser só gajas boas a cairem-me ao colo).
Por isso, e aproveitando que agora tou com acesso à net gostaria de agradecer a todos os leitores, comentadores, insultadores e masturbadores que por aqui passaram.
A moral da história é: as Testemunhas de Jeová têm tanto sentido de humor quanto os ayatolahs do Irão. Pelo menos no que toca a rirem-se de si próprios. É pena. Mas é problema deles.
Imagino que eu vá arder no inferno e eles se ficarão a rir para toda a eternidade. Bom para vocês, mas aviso já que ao fim de uns minutos de risota começam a dar umas caimbras mesmo fodidas nos abdominais, ao fim de uma eternidade deve tar todos doridos.
Ah, claro que há um ou outro reparo que merecem nota:
1. ao anónimo que se congratulou com o roubo do meu computador: obrigado; que Deus Nosso Senhor te acompanhe.
2. ao estudante de marketing que ficou ofendido por eu ter denunciado a origem brasileira do folheto: em Portugal escreve-se "afectado", no Brasil escreve-se "afetado". Já percebemos, ou é preciso fazer um desenho? (depois ainda têm a lata de contar piadas de portugueses...)
3. ao fulano que escreveu por mim o comentário sobre a minha orientação sexual: "abafo a palhinha e abocanho". O abafar a palhinha ainda vá que não vá, mas abocanhar eu imagino que doa... só posso chegar a uma conclusão: nunca te fizeram um bom broche.
Infelizmente os comentários surgiram quase ao mesmo tempo que o roubo do meu computador, pelo que não pude responder devidamente e em tempo próprio. Vejam lá que até houve um leitor que se congratulou pelo roubo do meu portátil (vais arder no Inferno brazuca d'um cabrão! No Templo não te ensinaram a virtude do perdão?) e outro houve que assinou um comentário com o meu nome (quanta honra) com um link para o meu profile (wow, tanto trabalho!) e a assumir a minha homossexualidade! (YES! Agora vai ser só gajas boas a cairem-me ao colo).
Por isso, e aproveitando que agora tou com acesso à net gostaria de agradecer a todos os leitores, comentadores, insultadores e masturbadores que por aqui passaram.
A moral da história é: as Testemunhas de Jeová têm tanto sentido de humor quanto os ayatolahs do Irão. Pelo menos no que toca a rirem-se de si próprios. É pena. Mas é problema deles.
Imagino que eu vá arder no inferno e eles se ficarão a rir para toda a eternidade. Bom para vocês, mas aviso já que ao fim de uns minutos de risota começam a dar umas caimbras mesmo fodidas nos abdominais, ao fim de uma eternidade deve tar todos doridos.
Ah, claro que há um ou outro reparo que merecem nota:
1. ao anónimo que se congratulou com o roubo do meu computador: obrigado; que Deus Nosso Senhor te acompanhe.
2. ao estudante de marketing que ficou ofendido por eu ter denunciado a origem brasileira do folheto: em Portugal escreve-se "afectado", no Brasil escreve-se "afetado". Já percebemos, ou é preciso fazer um desenho? (depois ainda têm a lata de contar piadas de portugueses...)
3. ao fulano que escreveu por mim o comentário sobre a minha orientação sexual: "abafo a palhinha e abocanho". O abafar a palhinha ainda vá que não vá, mas abocanhar eu imagino que doa... só posso chegar a uma conclusão: nunca te fizeram um bom broche.
Outra vez?!!!
O vidro do carro foi substituído na sexta-feira e sábado vou à Feira da Ladra à procura do computador. Não o encontrei. O que encontrei foi o carro com o MESMO vidro partido outra vez! Eh pá, isto agora é moda ou quê???? Sim, assaltaram-me o carro outra vez. Desta vez não levaram nada, já não guardo nada no carro que valha a pena levar. Mas à conta disto vou ficar mais 2 dias sem vidro no carro. Uns 20m acima na mesma rua tava outro carro do mesmo modelo com exactamente o mesmo vidro partido. Pelos vistos anda por aí um especialista.
Acho que vou trocar de carro, o que vos parece?
Acho que vou trocar de carro, o que vos parece?
14 novembro 2006
Puta que os pariu.
Assaltaram-me o carro. Partiram um vidro e pronto. O alarme deve ter tocado, mas isso não impediu nada. E levaram o computador que estava na bagageira (incluindo o disco rígido com tudo o que isso acarreta). Novos posts e respostas a comentários vão ficar suspensos por uns diazitos até porque agora não tenho computador.
E antes que haja as bocas do costume do tipo "se fosse eu", o computador não estava à vista e não foi posto na bagageira no local onde estava estacionado (obviamente). Eu ponho sempre as coisas na bagageira à ida, nunca à chegada. E o carro estava parado em pleno dia numa avenida bastante movimentada de Lisboa, com estacionamento contínuo de ambos os lados e com rondas policiais frequentes.
A queixa já foi apresentada e agora aguardam-se desenvolvimentos. No sábado lá estarei, às 6 da manhã, na feira da ladra.
E antes que haja as bocas do costume do tipo "se fosse eu", o computador não estava à vista e não foi posto na bagageira no local onde estava estacionado (obviamente). Eu ponho sempre as coisas na bagageira à ida, nunca à chegada. E o carro estava parado em pleno dia numa avenida bastante movimentada de Lisboa, com estacionamento contínuo de ambos os lados e com rondas policiais frequentes.
A queixa já foi apresentada e agora aguardam-se desenvolvimentos. No sábado lá estarei, às 6 da manhã, na feira da ladra.
13 novembro 2006
Já é Natal?
No outro dia vi uma árvore de Natal no Aeroporto (ainda era outubro!). Na semana passada já havia um presépio nas Amoreiras. E hoje ouvi um telemóvel a tocar o "We wish you a Merry Christmas". Afinal, que dia é hoje? É que eu acho que quando a hora mudou em vez de atrasar o meu relógio 1 hora atrasei-o um mês...
Vrrrrrrrruuuummmmmm
Já é a terceira vez que o vejo (e a segunda vez que falo dele) mas parto-me a rir sempre.
Alguém que deve morar para os meus lados (Benfica, Buraca, Damaia...) comprou um Ferrari (já com uns 7 anitos, mas continua a ser uma bela máquina) e usa-o para se deslocar na cidade em hora de ponta. Já o vi no Túnel da Av. João XXI, e duas vezes a fazer o mesmo percurso que eu entre Sete Rios e Benfica.
Ok, ter um Ferrari para se deslocar não é assim tão digno de nota; pobre coitado, pode ser o único carro e não tem dinheiro para comprar outro por causa do seguro do Cavalino Rampante. O mais certo é ter ganho um prémio chorudo no Euro-Milhões (e nem é preciso ser o primeiro prémio) e não tinha melhor sítio onde gastar o dinheiro.
O que tem verdadeiramente piada é que o homem QUER ACELERAR À BRUTA! Ele é aceleração, desaceleração, aceleração, travagem (que o sinal já está vermelho outra vez). Usa os seus 500 e tal cavalos para mudar de faixa e ziguezaguear, a fazer o barulho que os Ferraris fazem quando aceleram mas, à conta do trânsito, sem nunca conseguir passar dos 60 km/h e sem nunca conseguir pôr a segunda. Tem piada, lá isso tem!
Não dou 6 meses ao carro. Deve ter uma suspensão tão rija que por esta altura já doem as costas ao senhor e já começa a estar seriamente arrependido de não ter comprado um BMW série 5 novo em vez de um Ferrari em segunda mão.
Alguém que deve morar para os meus lados (Benfica, Buraca, Damaia...) comprou um Ferrari (já com uns 7 anitos, mas continua a ser uma bela máquina) e usa-o para se deslocar na cidade em hora de ponta. Já o vi no Túnel da Av. João XXI, e duas vezes a fazer o mesmo percurso que eu entre Sete Rios e Benfica.
Ok, ter um Ferrari para se deslocar não é assim tão digno de nota; pobre coitado, pode ser o único carro e não tem dinheiro para comprar outro por causa do seguro do Cavalino Rampante. O mais certo é ter ganho um prémio chorudo no Euro-Milhões (e nem é preciso ser o primeiro prémio) e não tinha melhor sítio onde gastar o dinheiro.
O que tem verdadeiramente piada é que o homem QUER ACELERAR À BRUTA! Ele é aceleração, desaceleração, aceleração, travagem (que o sinal já está vermelho outra vez). Usa os seus 500 e tal cavalos para mudar de faixa e ziguezaguear, a fazer o barulho que os Ferraris fazem quando aceleram mas, à conta do trânsito, sem nunca conseguir passar dos 60 km/h e sem nunca conseguir pôr a segunda. Tem piada, lá isso tem!
Não dou 6 meses ao carro. Deve ter uma suspensão tão rija que por esta altura já doem as costas ao senhor e já começa a estar seriamente arrependido de não ter comprado um BMW série 5 novo em vez de um Ferrari em segunda mão.
Já eram horas...
Por isso, mudei a sondagem.
Na sondagem anterior fiquei a saber que a esmagadora maioria dos meus fregueses ou desloca-se de popó porque é burguês ou vai a apanhar com o cheiro a sovaco.
Na sondagem anterior fiquei a saber que a esmagadora maioria dos meus fregueses ou desloca-se de popó porque é burguês ou vai a apanhar com o cheiro a sovaco.
O fim da religião falsa está próximo
O prometido é devido. Portantos, e para que não achem que aqueles meus comentários são desprovidos de senso e são apenas mais uma manifestação do meu mau feitio, aqui está ele: o FOLHETO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!




Agora já percebem porque é que aquela religião não vai a lado nenhum? Não têm a mínima noção de marketing! Quem recebe a propaganda (uuuuui, que palavra tão bem escolhida! ainda arranjo p'ráqui uma guerra santa, querem ver?) deles começa a ler e perde logo o interesse.
(obrigado pelo scan do folheto, Fausto; olha, diz-me uma coisa, da próxima vez que puser um link para ti, preferes publicidade a este blog ou a este? com esta malta que tem vários blogs nunca se sabe...)




Agora já percebem porque é que aquela religião não vai a lado nenhum? Não têm a mínima noção de marketing! Quem recebe a propaganda (uuuuui, que palavra tão bem escolhida! ainda arranjo p'ráqui uma guerra santa, querem ver?) deles começa a ler e perde logo o interesse.
(obrigado pelo scan do folheto, Fausto; olha, diz-me uma coisa, da próxima vez que puser um link para ti, preferes publicidade a este blog ou a este? com esta malta que tem vários blogs nunca se sabe...)
Aaaaaaaaaaaaaaaaaah!
A Horribela tem um musical, os Morangotangos têm uma peça de teatro (que também mete cançõe e danças). SOCORRRRRRRRRRROOOOOOOOOOOO!!! Parece que tamos em Bollywood.
As coreografias são mais básicas que as dos Onda-choc e a colocação de voz é tão merdosa que precisam de ter microfones.
As coreografias são mais básicas que as dos Onda-choc e a colocação de voz é tão merdosa que precisam de ter microfones.
Eu repilo
No post anterior tive ocasião de usar o verbo repelir. Notem que eu tive o cuidado de usar apenas a terceira pessoa do singular (repele) e não me aventurei mais além. Isto porque o verbo repelir soa um bocado... fálico. "Eu repilo" não soa nada bem.
Mas pior ainda é o presente do conjuntivo:
que eu repila
que tu repilas
que ele repila
que nós repilamos
que vós repilais
que eles repilam
Ah, não acreditam? Então butes ver o site da Priberam e procurar repelir. Depois escolham "conjugar" para ver o lindo verbo repelir em todo o seu esplendor!
Mas pior ainda é o presente do conjuntivo:
que eu repila
que tu repilas
que ele repila
que nós repilamos
que vós repilais
que eles repilam
Ah, não acreditam? Então butes ver o site da Priberam e procurar repelir. Depois escolham "conjugar" para ver o lindo verbo repelir em todo o seu esplendor!
Produtos que fazem falta - parte II
Os tachos e frigideiras têm aquela cena anti-aderente que facilita imenso a lavagem, mas os tupperware não! A gordura fica lá e é complicada de lavar. Principalmente quando a esponja da louça é nova (leram a parte I desta saga?). Um gajo esfrega, esfrega, esfrega e o raio do coiso continua com gordura. Além do espirrar de espuma por todo o lado porque a gordura acumula-se nos cantos e quando tentamos lavar o tuppwerware a esponja projecta espuma de detergente a uma distância incrível! Aquilo até pode vazar a vista a um homem. E arde, que os detergentes da louça não são como o shampoo Johnson.
Ora, se o Fairy já tem aquela cena que repele a gordura porque raio não fazem os tuppwerware cobertos com isso? Esta sugestão pode parecer estúpida por parecer aquela já velhinha de construir os aviões com o mesmo material com que se constroem as caixas negras, mas não é. A sugestão de construir aviões com o mesmo material das caixas negras é mesmo estúpida porque a caixa negra é opaca e se fizéssemos o avião todo com isso não podíamos pôr janelas. Além disso, as caixas negras são cor-de-laranja e os aviões cor-de-laranja ficavam feios. Os únicos cor-de-laranja que conheço são os da Easyjet e duvido que companhias como a British Airways ou a Lufthansa queiram ter aviões parecidos com os da Easyjet. No caso da British Airways ainda é pior, porque os aviões deles são decorados a vermelho e azul, que combina muito mal com laranja. Tinham de pintar o avião todo.
Ah, aquela coisa do Fairy que repele a gordura toda, como é que isso funciona? Onde é que se liga? É que eu já experimentei pôr umas gotinhas do Fairy no tupperware e esperar que a gordura saisse a correr mas não funcionou. Continuei a ter de esfregar o tupperware na mesma e a levar com espuma nos olhos.
Ora, se o Fairy já tem aquela cena que repele a gordura porque raio não fazem os tuppwerware cobertos com isso? Esta sugestão pode parecer estúpida por parecer aquela já velhinha de construir os aviões com o mesmo material com que se constroem as caixas negras, mas não é. A sugestão de construir aviões com o mesmo material das caixas negras é mesmo estúpida porque a caixa negra é opaca e se fizéssemos o avião todo com isso não podíamos pôr janelas. Além disso, as caixas negras são cor-de-laranja e os aviões cor-de-laranja ficavam feios. Os únicos cor-de-laranja que conheço são os da Easyjet e duvido que companhias como a British Airways ou a Lufthansa queiram ter aviões parecidos com os da Easyjet. No caso da British Airways ainda é pior, porque os aviões deles são decorados a vermelho e azul, que combina muito mal com laranja. Tinham de pintar o avião todo.
Ah, aquela coisa do Fairy que repele a gordura toda, como é que isso funciona? Onde é que se liga? É que eu já experimentei pôr umas gotinhas do Fairy no tupperware e esperar que a gordura saisse a correr mas não funcionou. Continuei a ter de esfregar o tupperware na mesma e a levar com espuma nos olhos.
Chicotada psicológica
Carlos Carvalhal demitiu-se do lugar de treinador do Sporting de Braga depois de ter perdido 3-0 em Alvalade. Alegou "problemas familiares". E o Coelhone do Revisão da Jornada diz que não percebe esses problemas familiares, já que uns dias depois o mesmo Carlos Carvalhal acha-se em condições de treinar o Beira-Mar.
Bom, parece-me óbvio quais são os problemas familiares: nesse dia quando chegou a casa foi saudado efusivamente pelos filhos a dizer coisas no género: "eia, a equipa do papá perdeu 3-0 contra o Sporting e marcou 2 autogolos! O papá não sabe treinar a equipa". Claro que um homem não aguenta. Vai para o jogo e leva logo com dois auto-golos a abrir. A equipa não joga um peido; o João Pinto recusou-se a entrar a 15 minutos do fim (coitadito, devia tar com medo de ser vaiado; ou então não se queria cansar muito). Depois chega a casa e ainda leva com a mulher e filhos a gozar com ele e com os dois auto-golos?! Imagino a cena. Devem ter feito uma festa surpresa lá em casa, a família toda a gozar com o homem, a ver os resumos do jogo, os lances dos golos e a dizer "O Carlitos: tu sabes escolher bem os defesas, pá, sim senhor!", ou "Olha o movimento de cabeça do Nem a marcar o segundo auto-golo, pá! Que categoria, sim senhor! Põe o gajo sempre a titular que tens ali o melhor marcador do campeonato! É o novo Jardel". No Natal, tá-se mesmo a ver o que é que o Carlos Carvalhal vai receber de presente: uma bússola. Aliás, 11 bússolas. Uma para cada jogador titular, para não se esquecerem nunca para que lado é que devem marcar os golos.
Bom, parece-me óbvio quais são os problemas familiares: nesse dia quando chegou a casa foi saudado efusivamente pelos filhos a dizer coisas no género: "eia, a equipa do papá perdeu 3-0 contra o Sporting e marcou 2 autogolos! O papá não sabe treinar a equipa". Claro que um homem não aguenta. Vai para o jogo e leva logo com dois auto-golos a abrir. A equipa não joga um peido; o João Pinto recusou-se a entrar a 15 minutos do fim (coitadito, devia tar com medo de ser vaiado; ou então não se queria cansar muito). Depois chega a casa e ainda leva com a mulher e filhos a gozar com ele e com os dois auto-golos?! Imagino a cena. Devem ter feito uma festa surpresa lá em casa, a família toda a gozar com o homem, a ver os resumos do jogo, os lances dos golos e a dizer "O Carlitos: tu sabes escolher bem os defesas, pá, sim senhor!", ou "Olha o movimento de cabeça do Nem a marcar o segundo auto-golo, pá! Que categoria, sim senhor! Põe o gajo sempre a titular que tens ali o melhor marcador do campeonato! É o novo Jardel". No Natal, tá-se mesmo a ver o que é que o Carlos Carvalhal vai receber de presente: uma bússola. Aliás, 11 bússolas. Uma para cada jogador titular, para não se esquecerem nunca para que lado é que devem marcar os golos.
Produtos que fazem falta - parte I
As esponjas da louça. Têm uma parte amarela e uma parte verde. A parte amarela é mais fofinha, a parte verde serve para esfregar coisas mais difíceis de tirar.
O problema das esponjas da louça é que a parte verde desfaz-se muito mais depressa que a parte amarela. Felizmente a parte amarela pode ser reciclada para outros fins depois de terminada a sua vida útil a lavar louça (por exemplo, para lavar as louças da casa de banho). O problema é que depois precisamos de outra esponja para a louça. E nas esponjas novas a parte verde é muito rija. Só ao fim de uns tempos de utilização é que fica maleável, permitindo usar ao máximo o seu poder de esfregamento. Ou seja, mandamos fora (ou reciclamos) uma esponja da louça porque a parte verde já não é eficaz para esfregar, esfregar, esfregar. Mas a esponja nova é tão rija que também não é grande coisa! É difícil esfregar bem as partes menos acessíveis das tampas dos tachos, ou dos plásticos e o resultado é que a louça ficaria melhor lavada com a esponja velha. Que já foi para o lixo. Ou que já usámos para lavar o bidé. E ir buscá-la ao lixo ou ao bidé é pouco higiénico.
Ainda por cima, uma esponja da louça nova (e portanto muito rija) tem outro problema: aumenta as probabilidades de salpicar a bancada da cozinha (ou a louça já lavada e devidamente arrumada no escorredor) com espuma, o que é desagradável e obriga a trabalho extra: voltar a passar a louça já lavada por água para tirar a espuma e lavar toda a bancada da cozinha para limpar a espuma que por lá ficou.
Vai daí, tive uma ideia: as esponjas da louça (pelo menos a parte verde) deviam vir já "com a rodagem feita", assim como os carros. Antes de chegarem ao supermercado eram usadas para esfregar umas quantas coisas para as amolecer, poupando-nos esses primeiros dias de esfreganço mais cansativo porque menos eficaz, e diminuindo o bombardeamento de espuma para cima da louça já lavada. Ou então, que houvesse uma empresa que comprasse as esponjas novas, lhe fizesse a rodagem e depois as vendesse num mercado de "esponjas em segunda mão". A diferença é que neste caso o produto em segunda mão seria mais caro que o produto novo, mas penso que é um preço que todos estamos dispostos a pagar pelo ganho em eficácia de lavagem. Acabava-se a nostalgia da esponja velha (a tal que já foi para o lixo ou para o bidé) quando pegamos numa esponja nova e percebemos que aquela gordura entranhada nos recantos da tampa do tacho não vai sair tão facilmente.
Há muitas coisas que fazem falta no mercado (quer produtos, quer serviços) e a sua utilidade é tão óbvia que eu não percebo como é que ninguém pensou nisso antes.
O problema das esponjas da louça é que a parte verde desfaz-se muito mais depressa que a parte amarela. Felizmente a parte amarela pode ser reciclada para outros fins depois de terminada a sua vida útil a lavar louça (por exemplo, para lavar as louças da casa de banho). O problema é que depois precisamos de outra esponja para a louça. E nas esponjas novas a parte verde é muito rija. Só ao fim de uns tempos de utilização é que fica maleável, permitindo usar ao máximo o seu poder de esfregamento. Ou seja, mandamos fora (ou reciclamos) uma esponja da louça porque a parte verde já não é eficaz para esfregar, esfregar, esfregar. Mas a esponja nova é tão rija que também não é grande coisa! É difícil esfregar bem as partes menos acessíveis das tampas dos tachos, ou dos plásticos e o resultado é que a louça ficaria melhor lavada com a esponja velha. Que já foi para o lixo. Ou que já usámos para lavar o bidé. E ir buscá-la ao lixo ou ao bidé é pouco higiénico.
Ainda por cima, uma esponja da louça nova (e portanto muito rija) tem outro problema: aumenta as probabilidades de salpicar a bancada da cozinha (ou a louça já lavada e devidamente arrumada no escorredor) com espuma, o que é desagradável e obriga a trabalho extra: voltar a passar a louça já lavada por água para tirar a espuma e lavar toda a bancada da cozinha para limpar a espuma que por lá ficou.
Vai daí, tive uma ideia: as esponjas da louça (pelo menos a parte verde) deviam vir já "com a rodagem feita", assim como os carros. Antes de chegarem ao supermercado eram usadas para esfregar umas quantas coisas para as amolecer, poupando-nos esses primeiros dias de esfreganço mais cansativo porque menos eficaz, e diminuindo o bombardeamento de espuma para cima da louça já lavada. Ou então, que houvesse uma empresa que comprasse as esponjas novas, lhe fizesse a rodagem e depois as vendesse num mercado de "esponjas em segunda mão". A diferença é que neste caso o produto em segunda mão seria mais caro que o produto novo, mas penso que é um preço que todos estamos dispostos a pagar pelo ganho em eficácia de lavagem. Acabava-se a nostalgia da esponja velha (a tal que já foi para o lixo ou para o bidé) quando pegamos numa esponja nova e percebemos que aquela gordura entranhada nos recantos da tampa do tacho não vai sair tão facilmente.
Há muitas coisas que fazem falta no mercado (quer produtos, quer serviços) e a sua utilidade é tão óbvia que eu não percebo como é que ninguém pensou nisso antes.
Mas porque é que não (se) vão foder?
Sábado chego a casa à meia noite. Vinha cansado, fui directo para cama. Adormeci logo e preparava-me para uma espectacular noite de 11 horas de sono, para recuperar da semana passada. Aaaaaaaaaaah, que bem que sabe!
À uma da manhã acordo. Com barulho de móveis de rojo. Dos meus vizinhos de cima, claro. Como se não chegasse a algazarra dos filhos logo às 8 da matina ao fim de semana, agora tenhos os papás a mudar a disposição do quarto deles à 1h. Ainda por cima, o arrastar de móveis foi para... ver televisão. Imagino que tenham posto uma tv no quarto este fim de semana, porque depois fiquei a ouvir a TV deles (se me esforçasse até dava para identificar o canal!) até às 3 da manhã. É que eu sou daquelas pessoas que adormece rapidamente mas se acordo passado algum tempo fico umas 2 horas ou mais a tentar adormecer outra vez e sem conseguir.
Não admira que andem sempre mal-dispostos e sejam uns mal-educados do caraças. Além de terem de aturar os putos que pelo que já percebi não param quietos, as noites de sábado passam-se a ver TV. Eh pá, e que tal foder, não era melhor? Vão(-se) foder e deixem-me dormir sossegado!
Como o diálogo com S. Exas. é de todo impossível, ontem passei por casa do administrador para lhe dar conhecimento da situação (já houve queixas anteriores) e da próxima vez chamo a polícia. E a partir de agora, vou instituir um regime de castigos: por cada noite ou manhã de fim de semana ou feriado em que o meu descanso for afectado pelas actividades de S. Exas., a pena é de 1 semana de mau descanso: em véspera de dia útil, antes de dormir (por volta da 1h da manhã) desço as escadas, toco-lhes à campaínha na porta do prédio (prendo o botão com um palito ou o raio que o valha) e volto a subir. Parece-vos justo?
À uma da manhã acordo. Com barulho de móveis de rojo. Dos meus vizinhos de cima, claro. Como se não chegasse a algazarra dos filhos logo às 8 da matina ao fim de semana, agora tenhos os papás a mudar a disposição do quarto deles à 1h. Ainda por cima, o arrastar de móveis foi para... ver televisão. Imagino que tenham posto uma tv no quarto este fim de semana, porque depois fiquei a ouvir a TV deles (se me esforçasse até dava para identificar o canal!) até às 3 da manhã. É que eu sou daquelas pessoas que adormece rapidamente mas se acordo passado algum tempo fico umas 2 horas ou mais a tentar adormecer outra vez e sem conseguir.
Não admira que andem sempre mal-dispostos e sejam uns mal-educados do caraças. Além de terem de aturar os putos que pelo que já percebi não param quietos, as noites de sábado passam-se a ver TV. Eh pá, e que tal foder, não era melhor? Vão(-se) foder e deixem-me dormir sossegado!
Como o diálogo com S. Exas. é de todo impossível, ontem passei por casa do administrador para lhe dar conhecimento da situação (já houve queixas anteriores) e da próxima vez chamo a polícia. E a partir de agora, vou instituir um regime de castigos: por cada noite ou manhã de fim de semana ou feriado em que o meu descanso for afectado pelas actividades de S. Exas., a pena é de 1 semana de mau descanso: em véspera de dia útil, antes de dormir (por volta da 1h da manhã) desço as escadas, toco-lhes à campaínha na porta do prédio (prendo o botão com um palito ou o raio que o valha) e volto a subir. Parece-vos justo?
10 novembro 2006
O jogo: compensa?
Alguém disse, há muito tempo, que o jogo é um imposto para quem não sabe matemática. E tinha uma certa razão. Nenhum jogo compensa, do ponto de vista estatístico. Se compensasse a banca perdia dinheiro. Multiplicando o valor esperado para cada prémio pela probabilidade de o ganhar, dá sempre menos que o valor de uma aposta.
Mas...
Há excepções.
Hoje há 152 milhões de euros no jackpot do Euro-Milhões. E o número de chaves diferentes é de 76.275.360. A dois euros cada aposta, dá 152.550.720 euros. Ou seja, faltam apenas 550.720 euros para compensar (do ponto de vista estatístico). Mas isto é não contando com os restantes prémios todos.
Resolvi fazer as contas certas. Baseando-me no valor dos prémios da semana passada, e multiplicando o valor de cada prémio pela probabilidade de o ganhar, deu mais de 2. Deu 2,638... Ou seja, por cada 2 euros investidos, há um retorno MÉDIO do investimento de quase 2,64 Euros.
Afinal, o jogo compensa. Às vezes. Estatisticamente falando.
Se alguém quiser saber a probabilidade exacta de cada prémio, vejam este post escrito por ocasião do meu primeiro (e até ver penúltimo) prémio no Euro-Milhões.
E agora, com licença, vou jogar no Euro-Milhões que hoje é um bom investimento.
Mas...
Há excepções.
Hoje há 152 milhões de euros no jackpot do Euro-Milhões. E o número de chaves diferentes é de 76.275.360. A dois euros cada aposta, dá 152.550.720 euros. Ou seja, faltam apenas 550.720 euros para compensar (do ponto de vista estatístico). Mas isto é não contando com os restantes prémios todos.
Resolvi fazer as contas certas. Baseando-me no valor dos prémios da semana passada, e multiplicando o valor de cada prémio pela probabilidade de o ganhar, deu mais de 2. Deu 2,638... Ou seja, por cada 2 euros investidos, há um retorno MÉDIO do investimento de quase 2,64 Euros.
Afinal, o jogo compensa. Às vezes. Estatisticamente falando.
Se alguém quiser saber a probabilidade exacta de cada prémio, vejam este post escrito por ocasião do meu primeiro (e até ver penúltimo) prémio no Euro-Milhões.
E agora, com licença, vou jogar no Euro-Milhões que hoje é um bom investimento.
O MAIOR!
O Benfica é o MAIOR clube do Mundo. Isto já não é novidade para muita gente, mas agora é mesmo oficial. De acordo com o Guiness Book of Records, o Benfica com os seus 160 mil sócios é o MAIOR clube de futebol do mundo, ultrapassando o Manchester United (152 mil) e o Bayern de Munique ou Barcelona (ambos com cerca de 145 mil). Se eram precisas provas, aqui estão elas. O número foi devidamente validado pelo Guiness Book of Records.
E antes que a lagartada e a tripeirada comecem com coisas no género "160 mil sócios, dos quais 150 mil já morreram", ou "pois, mas quantos é que pagam as quotas?", fica a informação completa: o Benfica tem, neste momento, mais de 160 mil sócios PAGANTES.
Quem o diz? Diz o Glorioso, o Record, o Público, a UEFA e o Guiness Book of Records. Quem é o MAIOR, quem é?
E antes que a lagartada e a tripeirada comecem com coisas no género "160 mil sócios, dos quais 150 mil já morreram", ou "pois, mas quantos é que pagam as quotas?", fica a informação completa: o Benfica tem, neste momento, mais de 160 mil sócios PAGANTES.
Quem o diz? Diz o Glorioso, o Record, o Público, a UEFA e o Guiness Book of Records. Quem é o MAIOR, quem é?
Compras
Eu sou um dos piores destinatários das mensagens publicitárias. E do consumismo em geral. Ou, pelo menos, tento.
Ontem saí do escritório e fui às Amoreiras (sabiam que o melhor sítio para ver Lisboa é o topo das Amoreiras? É o único sítio de onde não se conseguem ver as torres das Amoreiras) fazer umas compras. Tenho um casamento amanhã e tava a precisar de roupa.
Eu fico sempre contente quando sou convidado para um casamento. De cada vez que recebo um convite olho para ele radiante a pensar "YES! Ainda não é o meu!". Mas ir a casamentos levanta sempre três problemas. O primeiro é que dificulta a adorada sesta de sábado à tarde. Não impossibilita, mas dificulta (é como o Jovens com Asas do Millenium BCP, só que ao contrário. O Jovens com Asas facilita; o casamento dificulta; porra, que comparação mais estúpida, sinceramente...). O segundo problema é, obviamente, a questão da prenda. Quer se goste dos noivos quer não se goste (embora neste caso um gajo possa sempre fingir uma operação ao apêndice; convém tomar nota das operações ao apêndice, para evitar dar a mesma desculpa no segundo casamento de alguém que já nos convidou para o primeiro) um gajo tem de oferecer uma prenda e dar prendas é chato. Também é por isso que eu não gosto do Natal. Gosto do meu aniversário porque recebo prendas, mas a coisa de ter de comprar prendas para os outros.... eh pá, não. Por mim eu oferecia a toda a gente uma edição do Correio da Manhã, que serviria de memória do dia especial que se comemora. Mas parece que isso não seria socialmente bem aceite.
O terceiro problema é muito mais sério e é ele que me leva a escrever este post: é preciso ter roupa em condições. É outra coisa que não percebo nos casamentos: não se pode levar calções de praia e ténis. O meu casamento há-de ser na praia no pino do Verão. Quem quiser ir vestido a rigor que vá, vão é ficar cheios de areia no sapatinho e ficam a ver o resto da malta a tomar banhos de sol e de mar. Quem quiser ir de fato de banho tanto melhor. A seguir às assinaturas da praxe, tudo p'á agua.
Mas não, a malta não se casa na praia obriga toda a gente a ir bem vestida e isso obriga em muitos casos (nomeadamente no meu) a comprar roupa nova. O que tem o mesmo defeito da oferta de prendas (custa dinheiro) e uma agravante: é preciso IR ÀS COMPRAS. E eu acho que tudo o que não possa ser comprado pena net é uma perda de tempo. Tem de se escolher o centro comercial, visitar algumas lojas, ver as roupas que por lá existem, experimentar, comprar (ou não), eventualmente deixar a emendar um ou outro pormenor (apertar um casaco, subir uma bainha, ...) e por aí fora. E todo este cerimonial irrita-me solenemente. Entro numa loja, começo a ver e aparece logo um(a) assistente a oferecer ajuda. E eu digo "obrigado, não preciso; se precisar, peço". Com bons modos, claro, num tom educado, Não desanco o(a) assistente. Pelo menos não ainda.
Acontece que eu... tenho sorte. Consigo comprar o guarda-roupa para uma estação em cerca de 87 minutos, incluindo sapatos (o meu record pessoal é de menos de uma hora, mas tinha vento favorável). E então, lá fui às compras, na esperança de conseguir resolver a questão depressa. Precisava de: um casaco, uma camisa (eventualmente mais se houvesse alguma coisa de jeito) e talvez umas calças (que acabei por não adquirir porque após uma cuidados análise de 2 minutos aos modelos disponíveis concluí que não gostava de nenhum).
Escolho uma loja. Não vou dizer o nome, porque não quero fazer publicidade, mas o nome quer dizer "frequentemente" em inglês. Note-se que também a escolha de loja tem de ser criteriosa, porque eu não tenho dinheiro para mandar cantar um ceguinho (bem, esta expressão é um bocado estúpida; se o ceguinho for o Andrea Bocceli nem eu, nem quase ninguém tem dinheiro para o mandar cantar. Mas pronto, acho que dá para perceber a ideia).
Ainda antes de entrar vejo um casaco na montra que parece jeitoso. Entro e dou uma volta; os outros casacos não são nada do que eu quero. Experimento o número mais pequeno do modelo que me despertou a atenção e... é apertado. Experimento 1 número acima e assenta que nem uma luva. Não fica apertado nem largo, nem curto nem comprido, não me prende os movimentos e as mangas estão óptimas. Passo 2: uma camisa que condiza com o casaco. Várias camisas disponíveis, nenhuma era minimamente interessante para a situação em concreto excepto uma! E acabou-se o dilema da escolha. Vejo os números disponíveis, há um L, um XL e um S. E eu penso "hmmm... o S não deve dar, dava jeito um M". Experimento o S e fica impecável. Não, nada apertado.
Ao todo demorei: 6 minutos a fazer o "scan" à loja; 8 minutos a experimentar (incluindo a duplicação de ensaios em casacos), 2 minutos a pagar e consegui sair da loja em 16 minutos e roupa adquirida. Ah, dava jeito um cinto. Escolho outra loja, cujo nome também não vou dizer, mas que quer dizer "campo de primavera" em inglês, por nenhuma razão especial tirando o facto de ser a primeira loja que me apareceu à frente quando me lembrei que precisava de um cinto. Entro, vou directo aos cintos (parte de trás da loja), olho para as opções. São todos horrorosos, excepto 1 que era giro. Ok, o modelo está escolhido, falta escolher o tamanho. Do mais pequeno para o maior, acertei logo à primeira. Pago e venho-me embora. Demorei: 1 minuto a encontrar os cintos, 3 minutos a escolher, 8 minutos à espera que o senhor que estava à minha frente se despachasse e saí em 12 minutos.
Ao todo, 28 minutos para fazer compras. Aaaaaaaaah! Missão cumprida.
Enquanto deambulava pelo centro comercial a fazer horas para que chegasse a mão-de-obra feminina contratada para ratificar/vetar escolhas e fazer sugestões (sim, que eu sou menino para ir com uma camisa cor-de-laranja, sapatos verde-alface, calças brancas, casaco preto e meias daquelas com raquetes), sou abordado por um indivíduo, jovem, bem apresentado, que me pergunta se me pode oferecer não sei o quê, que não percebi. Viro a cabeça para olhar para o meu interlocutor e reparo que ele saiu de um quisque de um banco daqueles que dão cartões de crédito às pessoas. Também não vou dizer o nome, mas quer dizer "banco da cidade". Sem sequer hesitar, dei-lhe a resposta no mesmo género da que dou aos janados que cravam um cigarro (e que é "não fumo"): "Não. Já tenho cartões de crédito que cheguem, obrigado". E pronto, o homem desistiu (havia de fazer o quê?). Só abrandei ligeiramente o passo para não ser mal educado. Ao todo perdi 1 segundo com esta acção publicitária. Claro que estar pronto a rejeitar ofertas que soem a publicidade sem pestanejar tem os seus males: no hiper-mercado quando dou por mim tou a recusar café à borla! E toda a gente sabe o que se faz quando anda no hiper-mercado e alguém pergunta se pode oferecer um café: vai a correr ao corredor das bolachas a ver se há alguém a oferecer biscoitinhos e depois volta com o bolso cheio de bolachas e abanca ao lado do sítio dos cafés a lanchar.
Ontem saí do escritório e fui às Amoreiras (sabiam que o melhor sítio para ver Lisboa é o topo das Amoreiras? É o único sítio de onde não se conseguem ver as torres das Amoreiras) fazer umas compras. Tenho um casamento amanhã e tava a precisar de roupa.
Eu fico sempre contente quando sou convidado para um casamento. De cada vez que recebo um convite olho para ele radiante a pensar "YES! Ainda não é o meu!". Mas ir a casamentos levanta sempre três problemas. O primeiro é que dificulta a adorada sesta de sábado à tarde. Não impossibilita, mas dificulta (é como o Jovens com Asas do Millenium BCP, só que ao contrário. O Jovens com Asas facilita; o casamento dificulta; porra, que comparação mais estúpida, sinceramente...). O segundo problema é, obviamente, a questão da prenda. Quer se goste dos noivos quer não se goste (embora neste caso um gajo possa sempre fingir uma operação ao apêndice; convém tomar nota das operações ao apêndice, para evitar dar a mesma desculpa no segundo casamento de alguém que já nos convidou para o primeiro) um gajo tem de oferecer uma prenda e dar prendas é chato. Também é por isso que eu não gosto do Natal. Gosto do meu aniversário porque recebo prendas, mas a coisa de ter de comprar prendas para os outros.... eh pá, não. Por mim eu oferecia a toda a gente uma edição do Correio da Manhã, que serviria de memória do dia especial que se comemora. Mas parece que isso não seria socialmente bem aceite.
O terceiro problema é muito mais sério e é ele que me leva a escrever este post: é preciso ter roupa em condições. É outra coisa que não percebo nos casamentos: não se pode levar calções de praia e ténis. O meu casamento há-de ser na praia no pino do Verão. Quem quiser ir vestido a rigor que vá, vão é ficar cheios de areia no sapatinho e ficam a ver o resto da malta a tomar banhos de sol e de mar. Quem quiser ir de fato de banho tanto melhor. A seguir às assinaturas da praxe, tudo p'á agua.
Mas não, a malta não se casa na praia obriga toda a gente a ir bem vestida e isso obriga em muitos casos (nomeadamente no meu) a comprar roupa nova. O que tem o mesmo defeito da oferta de prendas (custa dinheiro) e uma agravante: é preciso IR ÀS COMPRAS. E eu acho que tudo o que não possa ser comprado pena net é uma perda de tempo. Tem de se escolher o centro comercial, visitar algumas lojas, ver as roupas que por lá existem, experimentar, comprar (ou não), eventualmente deixar a emendar um ou outro pormenor (apertar um casaco, subir uma bainha, ...) e por aí fora. E todo este cerimonial irrita-me solenemente. Entro numa loja, começo a ver e aparece logo um(a) assistente a oferecer ajuda. E eu digo "obrigado, não preciso; se precisar, peço". Com bons modos, claro, num tom educado, Não desanco o(a) assistente. Pelo menos não ainda.
Acontece que eu... tenho sorte. Consigo comprar o guarda-roupa para uma estação em cerca de 87 minutos, incluindo sapatos (o meu record pessoal é de menos de uma hora, mas tinha vento favorável). E então, lá fui às compras, na esperança de conseguir resolver a questão depressa. Precisava de: um casaco, uma camisa (eventualmente mais se houvesse alguma coisa de jeito) e talvez umas calças (que acabei por não adquirir porque após uma cuidados análise de 2 minutos aos modelos disponíveis concluí que não gostava de nenhum).
Escolho uma loja. Não vou dizer o nome, porque não quero fazer publicidade, mas o nome quer dizer "frequentemente" em inglês. Note-se que também a escolha de loja tem de ser criteriosa, porque eu não tenho dinheiro para mandar cantar um ceguinho (bem, esta expressão é um bocado estúpida; se o ceguinho for o Andrea Bocceli nem eu, nem quase ninguém tem dinheiro para o mandar cantar. Mas pronto, acho que dá para perceber a ideia).
Ainda antes de entrar vejo um casaco na montra que parece jeitoso. Entro e dou uma volta; os outros casacos não são nada do que eu quero. Experimento o número mais pequeno do modelo que me despertou a atenção e... é apertado. Experimento 1 número acima e assenta que nem uma luva. Não fica apertado nem largo, nem curto nem comprido, não me prende os movimentos e as mangas estão óptimas. Passo 2: uma camisa que condiza com o casaco. Várias camisas disponíveis, nenhuma era minimamente interessante para a situação em concreto excepto uma! E acabou-se o dilema da escolha. Vejo os números disponíveis, há um L, um XL e um S. E eu penso "hmmm... o S não deve dar, dava jeito um M". Experimento o S e fica impecável. Não, nada apertado.
Ao todo demorei: 6 minutos a fazer o "scan" à loja; 8 minutos a experimentar (incluindo a duplicação de ensaios em casacos), 2 minutos a pagar e consegui sair da loja em 16 minutos e roupa adquirida. Ah, dava jeito um cinto. Escolho outra loja, cujo nome também não vou dizer, mas que quer dizer "campo de primavera" em inglês, por nenhuma razão especial tirando o facto de ser a primeira loja que me apareceu à frente quando me lembrei que precisava de um cinto. Entro, vou directo aos cintos (parte de trás da loja), olho para as opções. São todos horrorosos, excepto 1 que era giro. Ok, o modelo está escolhido, falta escolher o tamanho. Do mais pequeno para o maior, acertei logo à primeira. Pago e venho-me embora. Demorei: 1 minuto a encontrar os cintos, 3 minutos a escolher, 8 minutos à espera que o senhor que estava à minha frente se despachasse e saí em 12 minutos.
Ao todo, 28 minutos para fazer compras. Aaaaaaaaah! Missão cumprida.
Enquanto deambulava pelo centro comercial a fazer horas para que chegasse a mão-de-obra feminina contratada para ratificar/vetar escolhas e fazer sugestões (sim, que eu sou menino para ir com uma camisa cor-de-laranja, sapatos verde-alface, calças brancas, casaco preto e meias daquelas com raquetes), sou abordado por um indivíduo, jovem, bem apresentado, que me pergunta se me pode oferecer não sei o quê, que não percebi. Viro a cabeça para olhar para o meu interlocutor e reparo que ele saiu de um quisque de um banco daqueles que dão cartões de crédito às pessoas. Também não vou dizer o nome, mas quer dizer "banco da cidade". Sem sequer hesitar, dei-lhe a resposta no mesmo género da que dou aos janados que cravam um cigarro (e que é "não fumo"): "Não. Já tenho cartões de crédito que cheguem, obrigado". E pronto, o homem desistiu (havia de fazer o quê?). Só abrandei ligeiramente o passo para não ser mal educado. Ao todo perdi 1 segundo com esta acção publicitária. Claro que estar pronto a rejeitar ofertas que soem a publicidade sem pestanejar tem os seus males: no hiper-mercado quando dou por mim tou a recusar café à borla! E toda a gente sabe o que se faz quando anda no hiper-mercado e alguém pergunta se pode oferecer um café: vai a correr ao corredor das bolachas a ver se há alguém a oferecer biscoitinhos e depois volta com o bolso cheio de bolachas e abanca ao lado do sítio dos cafés a lanchar.
Amanhã
Não percam, amanhã, o novo nome do Ó faxavor! Mas é só amanhã! Se se atrasam, azar! É amanhã. Sábado. Dia 11. De Novembro. DESTE ANO. (a partir da meia-noite, claro,)
(resolvi acrescentar mais uma funcionalidade inútil à porra do blog; sabem como é, um gajo tem muito tempo livre...)
(resolvi acrescentar mais uma funcionalidade inútil à porra do blog; sabem como é, um gajo tem muito tempo livre...)
As eleições americanas e a informação de referência
Como sempre, o Ó faxavor marca a actualidade. Enfim, já vem sendo habitual, já nem estranho. SOU O MAIOR!
Mas isto vem a propósito de quê? Ah, sim! O Público noticiou ontem, dia 9, que o Partido Democrata americano assegurou o controlo do senado. Bem, eu já tinha dito isso mesmo no dia 8, no post Vira, vira... virou!
Senhores do Público, não me levem a mal, mas já estão a perder a corrida, pá! (já tou farto de lutar com a TVI pelas audiências; os gajos não têm nível e recuso-me a ver na Manuela Moura Guedes uma adversária à altura).
Mas isto vem a propósito de quê? Ah, sim! O Público noticiou ontem, dia 9, que o Partido Democrata americano assegurou o controlo do senado. Bem, eu já tinha dito isso mesmo no dia 8, no post Vira, vira... virou!
Senhores do Público, não me levem a mal, mas já estão a perder a corrida, pá! (já tou farto de lutar com a TVI pelas audiências; os gajos não têm nível e recuso-me a ver na Manuela Moura Guedes uma adversária à altura).
A originalidade da selecção portuguesa
A selecção nacional é original. Consegue ser a primeira selecção do mundo a ter problemas de comunicação porque nem todos os jogadores... falam a mesma língua (chegou-se a pensar adoptar o inglês como língua oficial da selecção, mas o Cristiano Ronaldo não fala inglês, ia dar problemas). Scolari convocou um defesa central do PSV, de seu nome Manuel da Costa, filho de emigrantes em França (porque será que este nome não me surpreende? Manuel deve ser o 3º nome masculino mais comum na região de Paris, a seguir a Jacques e Pierre) e que mal fala português. Diz ele que consegue perceber tudo, quando os colegas falam devagar. O que vale é que os jogadores já estão habituados a falar devagar e com palavras pequenas, depois de tanto tempo a comunicar com o Cristiano Ronaldo (também tem de se falar devagar com ele; não sei se será por ser da Madeira, ou se por ser um bocado... hmmmm... intelectual alternativo; eu arrisco na segunda hipótese porque se apostasse na primeira seria a segunda vez no espaço de uma semana que os Madeirenses eram insultados explicitamente neste blog e acho que há limites!).
Continuando nas suas originalidades, Scolari resolveu deixar de fora jogadores que estavam com um rendimento mais baixo (e olheiras até ao maxilar inferior) e chamou "sangue novo". Substituir jogadores que não estão a render por outros que estão a fazer boas exibições nos seus clubes não é novidade no panorama das selecções nacionais por esse mundo fora mas é uma novidade na selecção portuguesa (ainda alguém se lembra que o Cadete era titular indiscutível mesmo quando já precisava de muletas?).
De saudar, o regresso de Jorge Andrade depois de muitos meses de ausência. Esperemos que ele ganhe ritmo competitivo muito rapidamente porque pelo que se viu no jogo com a Polónia, jogar sem defesas centrais não funciona. Ah, espera lá... tão aqui a dizer-me que afinal jogámos com centrais na Polónia. Dois, até. Olha, sinceramente, não os vi. Quer dizer, vi-os a deixarem os polacos marcar dois golos, mas depois não os voltei a ver, achei que tinham sido substituidos.
Com estas mexidas todas o capitão de equipa passa a ser Nuno Gomes. Diz Scolari que no futuro Cristiano Ronaldo será também um dos capitães de equipa, que se está a preparar para a liderança (refere-se ao homem como se fosse o príncipe herdeiro ao trono de Luís I, o Figo e, enquanto não atinge a maioridade, prepara-se para assumir o trono enquanto D. Nuno assegura a regência). Terá piada ver Cristiano e Nuno Gomes como capitães de equipa. Sim, depois de ter uma Barbie como capitão de equipa faz falta um Ken para completar o ramalhete. Até facilitava a escolha do cognome da selecção para o próximo europeu, passava a ser a "Mattel".
(nota final para a malta da Madeira: era uma piada, ok? Eu não tenho nada contra a Madeira. Isto veio só a propósito de um post de há uma semana, por causa da entrevista do AJJ na RTP1 em que na caixa de comentários a coisa descambou um bocado e houve madeirenses que se sentiram ofendidos - e com certa razão. bom adiante)
Continuando nas suas originalidades, Scolari resolveu deixar de fora jogadores que estavam com um rendimento mais baixo (e olheiras até ao maxilar inferior) e chamou "sangue novo". Substituir jogadores que não estão a render por outros que estão a fazer boas exibições nos seus clubes não é novidade no panorama das selecções nacionais por esse mundo fora mas é uma novidade na selecção portuguesa (ainda alguém se lembra que o Cadete era titular indiscutível mesmo quando já precisava de muletas?).
De saudar, o regresso de Jorge Andrade depois de muitos meses de ausência. Esperemos que ele ganhe ritmo competitivo muito rapidamente porque pelo que se viu no jogo com a Polónia, jogar sem defesas centrais não funciona. Ah, espera lá... tão aqui a dizer-me que afinal jogámos com centrais na Polónia. Dois, até. Olha, sinceramente, não os vi. Quer dizer, vi-os a deixarem os polacos marcar dois golos, mas depois não os voltei a ver, achei que tinham sido substituidos.
Com estas mexidas todas o capitão de equipa passa a ser Nuno Gomes. Diz Scolari que no futuro Cristiano Ronaldo será também um dos capitães de equipa, que se está a preparar para a liderança (refere-se ao homem como se fosse o príncipe herdeiro ao trono de Luís I, o Figo e, enquanto não atinge a maioridade, prepara-se para assumir o trono enquanto D. Nuno assegura a regência). Terá piada ver Cristiano e Nuno Gomes como capitães de equipa. Sim, depois de ter uma Barbie como capitão de equipa faz falta um Ken para completar o ramalhete. Até facilitava a escolha do cognome da selecção para o próximo europeu, passava a ser a "Mattel".
(nota final para a malta da Madeira: era uma piada, ok? Eu não tenho nada contra a Madeira. Isto veio só a propósito de um post de há uma semana, por causa da entrevista do AJJ na RTP1 em que na caixa de comentários a coisa descambou um bocado e houve madeirenses que se sentiram ofendidos - e com certa razão. bom adiante)
09 novembro 2006
A Conspiração
Esqueçam o debate do orçamento! Esqueçam os casos das eleições americanas! Esqueçam o caso dos sobreiros a abater pelo BES com autorização do Nobre Guedes! Esqueçam o alegado plágio do Miguel Sousa Tavares! Esqueçam o "vil ataque" ao Abrupto! Esqueçam os insultos do José Veiga aos adeptos do Porto! Esqueçam o perónio do Anderson! Esqueçam o caso Apito Dourado! Esqueçam Alcácer-Quibir! Esqueçam todas as polémicas, porque vem aí a polémica que vai acabar com todas as polémicas. Ao pé disto tudo o resto parecem inocentes brincadeiras de crianças! A civilização como a conhecemos está à beira do colapso. Quem sabe pode provocar uma guerra nuclear, ou, livre-nos Nossa Senhora de Fátima (desde o caso Prestige que de vez em quando dá-me para isto), da EXTINÇÃO DA HUMANIDADE!
Chegou ao meu conhecimento hoje uma notícia que me deixou alarmado. Alarmado? Não, ESTARRECIDO! Estupefacto! Em pânico. Que o digam as pessoas que estavam no restaurante a almoçar que me viram sair a correr com as mãos na cabeça a gritar "Vem aí o Apocalipse".
Mas, para vos mostrar que a conspiração existe mesmo e é inegável, vamos primeiro aos factos:
Estes são os factos, todos eles facilmente verificáveis e não adulterados. Ora bem, a notícia que vi hoje é a seguinte: Pinto da Costa, o Adjunto do Jesualdo Ferreira e o Cigano apareceram numa acção de prevenção contra o tabagismo. Tão a perceber? Numa acção de PREVENÇÃO CONTRA O TABAGISMO! A tentar incentivar as pessoas a NÃO FUMAR! Já tão a apanhar o esquema? Ora, tá-se mesmo a ver qual a verdadeira intenção encapotada por esta acção de "prevenção". Pois, as aspas estão mesmo bem, não estão? Ah, pois é!!! Depois digam se eu não tenho razão!
Ora, se aqueles três estarolas do Clube de Mafiosos vêm dizer que fumar faz mal e que deixar de fumar é fácil, basta querer (sim, o Pinto da Costa disse isso mesmo! Que fumava 3 maços por dia e deixou, porque teve força de vontade! Filho da p$#%!), o que é que vai acontecer? Obviamente que o SLB vai dizer à malta para fumar! E o que faz a malta do SLB, todos bons chefes de família, que estão do lado do seu presidente e o apoiam incondicionalmente? Começam a fumar, claro! Eles, as mulheres e os filhos.
Vai daí, em 6 milhões de benfiquistas, haverá 1,8 milhões que fumam, logo 4,2 milhões de potenciais novos fumadores! E a uma média de 1 maço por dia... dá... errr... quatro ponto dois vezes trezentos e sessenta e cinco... é cinco ou é seis?... não, é cinco que este ano não é bissexto... portantos.... bem, dá bué tabaco! A uma preço de 2,5 Euros por maço dá a módica quantia de quase 4 MIL MILHÕES DE EUROS EM TABACO! Dos quais cerca de 3 mil milhões são... IMPOSTO! Assim, limpinho. E isto sem contar com os Sportinguistas que devem ser à vontade uns 50 mil adeptos!!! (notem que eu disse Sportinguistas e não lagartos e até usei maiúscula! Em tempo de guerra há que estimar todos os potenciais aliados).
Portanto, estando a nossa economia a valer ... errrr..... eh pá, bué guito, assim à volta de uns 125 mil milhões de euros, esta receita toda é "apenas" DOIS PONTO QUATRO POR CENTO DO PIB. Ora, o deficit tá nos 6 e tal por cento, com estes 2,4% de bandeja, baixamos para os 4,5%, mais ou menos. Assim, sem mais!
Já tão a perceber como é que o PS vai combater o deficit? Ah, pois é! E depois ainda têm a lata de dizer que "é para o nosso bem" e mais não sei o quê. Cambada de CHULOS é o que é, pá! Tão a ver porque é que eu já não voto? É porque já não posso com estes CHULOS, pá! E tamém não pago impostos que não tou p'ra lhes sustentar as secretárias e os acessores e os carros de serviço e os telemóveis. É por isso que o meu tabaco vem todo de Marrocos à má fila. SEUS CHULOS, PÁ!
Chegou ao meu conhecimento hoje uma notícia que me deixou alarmado. Alarmado? Não, ESTARRECIDO! Estupefacto! Em pânico. Que o digam as pessoas que estavam no restaurante a almoçar que me viram sair a correr com as mãos na cabeça a gritar "Vem aí o Apocalipse".
Mas, para vos mostrar que a conspiração existe mesmo e é inegável, vamos primeiro aos factos:
- Só em Portugal há 6 milhões de benfiquistas.
- Jorge Nuno Pinto da Costa (doravante designado Pinto da Costa) é o Presidente do F. C. Porto e Vítor Baía (doravante designado Adjunto do Jesualdo Ferreira) e Quaresma (doravante designado Cigano - sem conotações racistas; o homem é mesmo cigano) são jogadores do plantel do mesmo clube.
- o S. L. Benfica (doravante designado SLB) e o F. C. Porto (doravante denominados Clube de Mafiosos) estão de relações cortadas e em clima de quase guerra.
- O Luís Filipe Vieira, presidente do SLB foi recentemente re-eleito com mais percentagem de votos que o Fidel Castro.
- Na população adulta portuguesa há 30% de fumadores (isto pode não parecer vir muito ao caso, mas já vão ver que é de extrema relevância).
- O tabaco está a aumentar seriamente a cada ano que passa e as receitas do Imposto Sobre o Tabaco (doravante denominado IST - não confundir com o Instituto Superior Técnico, que não tem nada a ver com o caso... ainda) estão a diminuir.
- O deficit orçamental tá difícil de controlar, pelo menos do lado da despesa.
- Todos os impostos já foram aumentados nesta legislatura (que ainda nem chegou a meio).
Estes são os factos, todos eles facilmente verificáveis e não adulterados. Ora bem, a notícia que vi hoje é a seguinte: Pinto da Costa, o Adjunto do Jesualdo Ferreira e o Cigano apareceram numa acção de prevenção contra o tabagismo. Tão a perceber? Numa acção de PREVENÇÃO CONTRA O TABAGISMO! A tentar incentivar as pessoas a NÃO FUMAR! Já tão a apanhar o esquema? Ora, tá-se mesmo a ver qual a verdadeira intenção encapotada por esta acção de "prevenção". Pois, as aspas estão mesmo bem, não estão? Ah, pois é!!! Depois digam se eu não tenho razão!
Ora, se aqueles três estarolas do Clube de Mafiosos vêm dizer que fumar faz mal e que deixar de fumar é fácil, basta querer (sim, o Pinto da Costa disse isso mesmo! Que fumava 3 maços por dia e deixou, porque teve força de vontade! Filho da p$#%!), o que é que vai acontecer? Obviamente que o SLB vai dizer à malta para fumar! E o que faz a malta do SLB, todos bons chefes de família, que estão do lado do seu presidente e o apoiam incondicionalmente? Começam a fumar, claro! Eles, as mulheres e os filhos.
Vai daí, em 6 milhões de benfiquistas, haverá 1,8 milhões que fumam, logo 4,2 milhões de potenciais novos fumadores! E a uma média de 1 maço por dia... dá... errr... quatro ponto dois vezes trezentos e sessenta e cinco... é cinco ou é seis?... não, é cinco que este ano não é bissexto... portantos.... bem, dá bué tabaco! A uma preço de 2,5 Euros por maço dá a módica quantia de quase 4 MIL MILHÕES DE EUROS EM TABACO! Dos quais cerca de 3 mil milhões são... IMPOSTO! Assim, limpinho. E isto sem contar com os Sportinguistas que devem ser à vontade uns 50 mil adeptos!!! (notem que eu disse Sportinguistas e não lagartos e até usei maiúscula! Em tempo de guerra há que estimar todos os potenciais aliados).
Portanto, estando a nossa economia a valer ... errrr..... eh pá, bué guito, assim à volta de uns 125 mil milhões de euros, esta receita toda é "apenas" DOIS PONTO QUATRO POR CENTO DO PIB. Ora, o deficit tá nos 6 e tal por cento, com estes 2,4% de bandeja, baixamos para os 4,5%, mais ou menos. Assim, sem mais!
Já tão a perceber como é que o PS vai combater o deficit? Ah, pois é! E depois ainda têm a lata de dizer que "é para o nosso bem" e mais não sei o quê. Cambada de CHULOS é o que é, pá! Tão a ver porque é que eu já não voto? É porque já não posso com estes CHULOS, pá! E tamém não pago impostos que não tou p'ra lhes sustentar as secretárias e os acessores e os carros de serviço e os telemóveis. É por isso que o meu tabaco vem todo de Marrocos à má fila. SEUS CHULOS, PÁ!
Só no euro-milhões é que não ganho nada!
Ganhei 2 convites para uma ante-estreia. Yeeeeee! O filme é "A Good Year". É capaz de ter uma certa piada. E é à borla. E eu já não vou ao cinema há que tempos.
Só tinha de responder a uma pergunta (e entre o imdb e a wikipedia confirmei a naturalidade neo-zelandesa do Russel Crowe; eu tinha a ideia que ou era neozelandês ou australiano) e dizer uma frase sobre o tema "vida no campo e vida na cidade". A minha frase era uma trampa mas deu para ganhar.
Das várias frases premiadas a minha preferida é esta: "Não há como viver na cidade ontem temos tudo à mão de semear. No campo temos de semear tudo o que queremos ter à mão".
Só tinha de responder a uma pergunta (e entre o imdb e a wikipedia confirmei a naturalidade neo-zelandesa do Russel Crowe; eu tinha a ideia que ou era neozelandês ou australiano) e dizer uma frase sobre o tema "vida no campo e vida na cidade". A minha frase era uma trampa mas deu para ganhar.
Das várias frases premiadas a minha preferida é esta: "Não há como viver na cidade ontem temos tudo à mão de semear. No campo temos de semear tudo o que queremos ter à mão".
O bom, o mau e o vilão
O bom: O MSN Messenger, quando alguém está busy diz "Fulano may not reply because his or her status is set to busy". E quando alguém está busy o Messenger não apita a avisar que há novas mensagens. Acho bem, se está busy não quer ser incomodado!
O mau: O Gtalk quando alguém está busy diz "Fulano is busy. You may be interrupting"; mais educado, sem dúvida, mas quando recebo uma mensagem continua a apitar (o que incomoda). Só mostra que os maus conseguem ser bem educados.
O vilão: é ele. Mas... há duvidas?
O mau: O Gtalk quando alguém está busy diz "Fulano is busy. You may be interrupting"; mais educado, sem dúvida, mas quando recebo uma mensagem continua a apitar (o que incomoda). Só mostra que os maus conseguem ser bem educados.
O vilão: é ele. Mas... há duvidas?
Um conselho para a vida
Querem um conselho para a vida, daqueles que vale a pena escutar com muita, muita, muita atenção? Bem, não me interessa se querem ou não, eu dou à mesma.
Leiam este post do Ratovski e ouçam a entrevista com muita atenção. Pode não ser tão eficaz como as brochuras das testemunhas de Jeová, mas as indicações que aquela entrevista vos dá podem salvar-vos da condenação eterna e garantir-vos um lugar no paraíso. Ou isso ou 5 minutos bem passados.
Leiam este post do Ratovski e ouçam a entrevista com muita atenção. Pode não ser tão eficaz como as brochuras das testemunhas de Jeová, mas as indicações que aquela entrevista vos dá podem salvar-vos da condenação eterna e garantir-vos um lugar no paraíso. Ou isso ou 5 minutos bem passados.
Ironias do destino II
Agora que toda a gente (ou quase) já tem contas de mail com gigas de espaço que dão à vontade para guardar os vídeos que a malta gosta de distribuir pelos amigos, o que não falta são serviços de alojamento grátis de videos (youtube, google video...).
É mais ou menos como o paradoxo do parque de estacionamento vazio. Depois de passar muito tempo à procura de lugares em parques de estacionamento cheios as pessoas ficam baralhadas quando têm de estacionar num parque vazio. Com tanta escolha andam às voltas, às voltas, sem conseguir decidir qual é o melhor lugar.
A vida tem destas pequenas ironias.
Nota 1: este post chama-se Ironias do Destino II porque pelos vistos já houve um post chamado Ironias do Destino. Não me perguntem qual é, mas existe!)
Nota 2: obviamente que depois de escrever a Nota 1 fui procurar o post chamado Ironias do Destino e encontrei-o. É este. E nem foi escrito assim há tanto tempo, mas ao ritmo a que produzo trampa neste blog, naturalmente desenvolvo defesas e acabo por me esquecer da maior parte das merdas que digo.
É mais ou menos como o paradoxo do parque de estacionamento vazio. Depois de passar muito tempo à procura de lugares em parques de estacionamento cheios as pessoas ficam baralhadas quando têm de estacionar num parque vazio. Com tanta escolha andam às voltas, às voltas, sem conseguir decidir qual é o melhor lugar.
A vida tem destas pequenas ironias.
Nota 1: este post chama-se Ironias do Destino II porque pelos vistos já houve um post chamado Ironias do Destino. Não me perguntem qual é, mas existe!)
Nota 2: obviamente que depois de escrever a Nota 1 fui procurar o post chamado Ironias do Destino e encontrei-o. É este. E nem foi escrito assim há tanto tempo, mas ao ritmo a que produzo trampa neste blog, naturalmente desenvolvo defesas e acabo por me esquecer da maior parte das merdas que digo.
Vá lá, não vale desistir!
Gostam de puzzles? Então, tentem este. Tem a sua piada e não é particularmente difícil. E não vale espreitar as soluções! Se quiserem desistir mandem-me um mail e eu dou-vos a solução seguinte.
08 novembro 2006
Que coisa esquisita...
Fui à varanda, abri a janela, acendi um cigarro e senti um cheiro a chamon... nem vos digo nada! A sério, cheirava mesmo a chamon! Olhei logo para o que tinha na mão, não fosse ter-me enganado (o que seria algo estranho porque nem tenho charros em casa) e confirma-se: é um cigarro, normalíssimo e nem sabe a chamon quando o fumo, portanto é mesmo só tabaco. Mas o raio do cheiro... eh pá, e o cheiro a chamon não se confunde assim sem mais nem menos (ah, o bem que cheira!). Espreitei pela varanda, a ver se seria o vizinho de cima ou de baixo ou do lado a fumar um charro na varanda, algo que explicasse o fenómeno e nada (se fosse o vizinho de cima chamava logo a bofia para me vingar da barulheira que fazem os putos dele às 8 da manhã de domingo)! E estou sozinho em casa, se tivesse aqui amigos podia ser um deles a fumar um charro e eu não tinha reparado (não que tenha amigos que consumam drogas, não senhor! são todos moços recatados e vao à igreja e são contra os casamentos homossexuais e o aborto e as putas e as drogas. E até votaram no Bush!). Não consegui identificar a fonte. Mas o cheiro continuava lá.
Das duas uma: ou tenho um fantasma janado cá em casa ou tá na hora de fumar um charro para matar as saudades, que isto podem bem ser partidas que o meu sub-consciente me prega...
Das duas uma: ou tenho um fantasma janado cá em casa ou tá na hora de fumar um charro para matar as saudades, que isto podem bem ser partidas que o meu sub-consciente me prega...
O marketing das Testemunhas de Jeová
Esta questão sempre me intrigou (e penso que intriga toda a gente). Se ser Testemunha de Jeová é assim tão bom porque é que a maior parte da malta não quer ser?
Quando somos abordados por uma Testemunha de Jeová a reacção habitual é fugir a sete pés e dizer logo que não estamos interessados. O que é algo estranho. Afinal, eles estão a vender um produto que nos interessa a todos: a salvação eterna. Há produtos que são difíceis de vender, mas não me parece que a salvação eterna seja um deles. Quando se tenta vender um telemóvel, por exemplo, deparamo-nos com algumas dificuldades: a pessoa pode não querer um telemóvel; a pessoa pode já ter um telemóvel; a pessoa pode não querer pagar tanto dinheiro por um telemóvel. Quando se vende um produto é preciso que a pessoa QUEIRA o produto (ou possa ser convencida que o quer), que a pessoa reconheça que o produto que queremos vender é MELHOR que a concorrência e que a pessoa aceite as condições necessárias para adquirir o produto (por exemplo, o preço, condições contratuais, garantia pós-venda, devolução caso não fique satisfeita, essas coisas). Ora se falássemos de crédito à habitação, eu percebia. A pessoa pode não querer comprar uma casa, ou estar satisfeita com a casa que tem (e dificilmente alguém que já tenha uma casa irá querer um crédito), mas mesmo que a pessoa queira comprar uma casa e queira um crédito, temos de convencê-la que as nossas condições (spread, período de carência de capital, condições do seguro de vida, benesses na aquisição de outros produtos, taxa indexante, etc.) são mais vantajosas que as da concorrência. Outros produtos há em que a pessoa aceita facilmente as condições mas é preciso alguma finesse na abordagem. Não se pode abordar um homem em hora de ponta numa estação de comboios e perguntar em voz alta se pretende aumentar o tamanho do seu pénis. O método de abordagem é também algo que requer uma escolha criteriosa, tendo em conta o produto que se pretende vender. Mas também não é esse o caso.
As Testemunhas de Jeová têm um produto que, na minha opinião, é imbatível: a salvação eterna. Toda a gente quer a salvação eterna. E ainda por cima, é de borla! Ora, se o produto é bom e as condições são imbatíveis, porque é que o produto não vende? Este é o grande problema sobre o qual tenho reflectido nos últimos tempos.
E já descobri a origem do problema. As Testemunhas de Jeová não têm a mínima noção de Marketing. Ja nem falo da falta de técnicas de venda patentes em qualquer dos seus agentes. A abordagem é feita de modo tosco, escolhem locais de grande movimento mas em que as pessoas passam depressa, sem tempo para ouvir a mensagem e mesmo que alguém tenha tempo para ficar a ouvi-las (eu às vezes faço isso, só para depois apontar as falhas lógicas no raciocínio; infelizmente nos últimos tempos não as tenho encontrado) o tipo de argumentação é fraco. Aborrecido, sem criar expectativa no interlocutor, não usam aquelas palavras-chave como "grátis" ou "imbatível" que chamam imediatamente a atenção. As Testemunhas de Jeová precisavam de fazer uns cursos de reciclagem para melhorar as suas capacidades de comunicação. Ou isso ou uma renovação dos quadros; em geral usam velhotas que não prestam particular atenção à sua aparência. Se usassem gajas novas com boas mamas e decotes proeminentes teriam muito mais sucesso.
Mas o maior problema nem é esse. Toda a gente sabe que não é possível, num produto com um target tão vasto, apostar todos os recursos na abordagem pessoal. É preciso um modo de chegar, de forma maciça, a grandes quantidades de pessoas com o mínimo de esforço. Seja por publicidade na TV, nos jornais, e-mails enviados em massa ou brochuras distribuidas nas caixas do correio, algo que permita que, mesmo com taxas de sucesso reduzidas, o número de adesões seja significativo. Uma pessoa consegue abordar na rua, digamos 1000 pessoas num dia. Se tiver uma taxa de sucesso de 1 em mil consegue 1 novo contrato. Se conseguirmos chegar de uma só vez a todos os portugueses, mesmo com uma taxa de sucesso de 1 num milhão conseguimos 10 adesões.
Ora alguém muito inteligente entre as Testemunhas de Jeová (ou um consultor externo que tenha feito uma análise do mercado e das técnicas de marketing) percebeu isto há algum tempo. E vai daí, resolveram deixar-me uma brochura debaixo da porta de casa, há uns dias. Foi inteligente! No meu prédio temos um caixote do lixo ao pé das caixas do correio; quando recebo publicidade não solicitada (que recebo, apesar do autocolante a dizer que não a quero) deito-a imediatamente fora, sem sequer ler. Por isso, não deixaram a brochura na caixa do correio, deixaram-na por baixo da porta. Além do efeito surpresa que deixa a pessoa intrigada, o caixote do lixo não está ali à mão. Isto garante 1 ou 2 minutos de tempo de antena que podem ser o suficiente para captar a atenção da pessoa. Mas, infelizmente para eles, não é o caso.
A brochura até começa bem, com uma imagem que chama a atenção na primeira página (relâmpagos e mais não sei o quê) e uma mensagem que capta (embora pudesse ser melhorzita): "O fim da religião falsa está próximo". Isto funciona! Quem é religioso acha que a sua religião é a verdadeira e as outras são falsas, quem é ateu acha que são todas falsas. E ao ver este anúncio a pessoa fica curiosa e quer saber como vai ser. Se será um decreto-lei, se vai ser pela espada como tantas vezes na história foi tentado ou se vamos descobrir que a Manuela Moura Guedes é o Messias na sua segunda vinda, enviada à Terra para guiar os fiéis e castigar os pecadores e os que adoram falsos deuses. Fiquei curioso e comecei a ler.
Mas, ainda na primeira página, começou a desilusão: apresentam três tópicos interessantes, mas num deles usam a palavra "afetado", o que denuncia logo a origem brasileira da brochura (este tipo de coisas nunca deve estar na página 1, deve estar no meio de texto corrido para passar despercebido mais facilmente). Logo aí fiquei algo desapontado. Viro a página e começo a ler.
Religiões falsas, pelo que percebi são aquelas que se intrometem na política, que incentivam guerras e defendem mortes em nome do seu deus, que pregam doutrinas falsas (ok, isto pareceu-me um bocado redundante, mas enfim) e que tolera o sexo imoral. ERRO GRAVE NÚMERO 1: ainda antes de nos dizerem qual é o produto que vendem já começam a dar a ideia de que o contrato vai ter letras pequeninas. Eh pá, nunca se faz isto, pá! Quando alguém anuncia um telemóvel não começa por dizer em letras gordas qual o período de fidelização! Começa pela resolução da câmara, pela memória, pelo tamaho do écran. Só no fim, depois de deixar (espera-se) o potencial cliente interessado nas características é que se diz o preço e, em letras pequeninas, se refere, en passant, os 24 pagamentos adicionais de 30 euros e o período de fidelização. Isto é elementar!
Bom, aquilo continua na página 3 descrevendo o fim da religião falsa. E eu li, interessado, porque queria saber pormenores (data e hora, se vai haver sangue, em que canal dá, se os bilhetes vão estar na ticketline, e por aí fora). Vou lendo e reparo num asterisco. Oh pá! Notas de rodapé? (toda a gente sabe que notas de rodapé são coisas más). Vou ler a nota de rodapé e lá aparece, em letras pequenas e PELA PRIMEIRA VEZ o nome do produto que me estão a vender: a nota de rodapé fala de um livro publicado pelas Testemunhas de Jeová. ERRO GRAVE NÚMERO 2: o produto anuncia-se em letras grandes. Nunca numa nota de rodapé. Numa nota de rodapé uma pessoa espera encontrar "TAEG de 723,87% para um contrato de 24000 meses; não inclui seguro e transporte", depois de ter lido em letras bem gordas "Grátis" e "Só 19,99 Euros por mês" com uma foto ao lado com o produto que queremos vender e uma fotografia de uma gaja com mamas muito grandes (e de preferência com um mamilo parcialmente descoberto). Ora, se o produto (que nesta altura o leitor ainda não sabe qual é) aparece como nota de rodapé em letras pequeninas tá tudo estragado. Acabou-se. Pode ser a cura para o cancro, ou a receita infalível para ganhar o jackpot do Euro-milhões (com garantia do tipo "satisfação total ou devolução do dinheiro"). Se tá numa nota de rodapé não pode ser coisa boa, já ninguém quer.
E na última página concluem a sua brochura, expondo os argumentos (fraquinhos, muito fraquinhos) do seu produto (aí sim, anunciado em letra de tamanho normal) e dando as garantias todas: salvação eterna, somos os maiores, somos muito bonzinhos e por aí fora. Pode passar despercebido, mas este é o ERRO GRAVE NÚMERO 3: quando se compara um produto com a concorrência deve ser o destinatário da mensagem a chegar à conclusão que o produto é melhor. A conclusão não pode ser apresentada pelo vendedor. Como nos anúncios de detergente. Se aparece um homem com fato e gravata com o novo Ariel supra-sumo da limpeza e o detergente da concorrência e ele diz "Ariel lava muito melhor que este detergente que tenho aqui ao lado", não serve. É preciso que apareça uma senhora (com o típico vestido às flores) com duas camisas iguais, ambas com a mesma nódoa, e faz-se o teste. O detergente da concorrência não tira a nódoa, o novo Ariel tira a nódoa. É o espectador que chega à conclusão que se pretende: o Ariel é melhor. As Testemunhas de Jeová fazem tudo ao contrário. Citam umas quantas frases a dizer que eles são os melhores, mas não fazem o teste como nos anúncios de detergentes. Eles deviam era pôr, por exemplo, uma fotografia das portas do Paraíso, com o S. Pedro a fazer de porteiro e montes de gente de outras religiões à porta a tentar entrar (como aos sábados à noite na Kapital). E depois chega uma Testemunha de Jeová e o S. Pedro faz aquele gesto à porteiro a dizer à Testemunha de Jeová para entrar. E só depois disto é que eles diziam que a religião deles é de facto melhor que as outras. Assim, não vão lá.
Claro que se quisermos ser preciosistas ainda podemos apontar outro erro, que provavelmente passa despercebido numa primeira leitura. Às páginas tantas eles dizem que "a religião verdadeira baseia seus ensinamentos na Palavra de Deus, a Bíblia" e justificam com uma citação da Bíblia: "Porque toda a Escritura é inspirada por Deus". Ora, chamem-me picuinhas, mas se queremos dizer que a Bíblia é a verdadeira palavra de Deus, não podemos justificar esta afirmação com frases da própria Bíblia! A Bíblia é que vale, porque a Bíblia diz que sim? Mas que raio de raciocínio é este? Isto é como citar o site do Benfica ou o jornal do Benfica para defender a tese que o Benfica é o maior clube português.
Com erros de palmatória destes não vão lá.
Quando somos abordados por uma Testemunha de Jeová a reacção habitual é fugir a sete pés e dizer logo que não estamos interessados. O que é algo estranho. Afinal, eles estão a vender um produto que nos interessa a todos: a salvação eterna. Há produtos que são difíceis de vender, mas não me parece que a salvação eterna seja um deles. Quando se tenta vender um telemóvel, por exemplo, deparamo-nos com algumas dificuldades: a pessoa pode não querer um telemóvel; a pessoa pode já ter um telemóvel; a pessoa pode não querer pagar tanto dinheiro por um telemóvel. Quando se vende um produto é preciso que a pessoa QUEIRA o produto (ou possa ser convencida que o quer), que a pessoa reconheça que o produto que queremos vender é MELHOR que a concorrência e que a pessoa aceite as condições necessárias para adquirir o produto (por exemplo, o preço, condições contratuais, garantia pós-venda, devolução caso não fique satisfeita, essas coisas). Ora se falássemos de crédito à habitação, eu percebia. A pessoa pode não querer comprar uma casa, ou estar satisfeita com a casa que tem (e dificilmente alguém que já tenha uma casa irá querer um crédito), mas mesmo que a pessoa queira comprar uma casa e queira um crédito, temos de convencê-la que as nossas condições (spread, período de carência de capital, condições do seguro de vida, benesses na aquisição de outros produtos, taxa indexante, etc.) são mais vantajosas que as da concorrência. Outros produtos há em que a pessoa aceita facilmente as condições mas é preciso alguma finesse na abordagem. Não se pode abordar um homem em hora de ponta numa estação de comboios e perguntar em voz alta se pretende aumentar o tamanho do seu pénis. O método de abordagem é também algo que requer uma escolha criteriosa, tendo em conta o produto que se pretende vender. Mas também não é esse o caso.
As Testemunhas de Jeová têm um produto que, na minha opinião, é imbatível: a salvação eterna. Toda a gente quer a salvação eterna. E ainda por cima, é de borla! Ora, se o produto é bom e as condições são imbatíveis, porque é que o produto não vende? Este é o grande problema sobre o qual tenho reflectido nos últimos tempos.
E já descobri a origem do problema. As Testemunhas de Jeová não têm a mínima noção de Marketing. Ja nem falo da falta de técnicas de venda patentes em qualquer dos seus agentes. A abordagem é feita de modo tosco, escolhem locais de grande movimento mas em que as pessoas passam depressa, sem tempo para ouvir a mensagem e mesmo que alguém tenha tempo para ficar a ouvi-las (eu às vezes faço isso, só para depois apontar as falhas lógicas no raciocínio; infelizmente nos últimos tempos não as tenho encontrado) o tipo de argumentação é fraco. Aborrecido, sem criar expectativa no interlocutor, não usam aquelas palavras-chave como "grátis" ou "imbatível" que chamam imediatamente a atenção. As Testemunhas de Jeová precisavam de fazer uns cursos de reciclagem para melhorar as suas capacidades de comunicação. Ou isso ou uma renovação dos quadros; em geral usam velhotas que não prestam particular atenção à sua aparência. Se usassem gajas novas com boas mamas e decotes proeminentes teriam muito mais sucesso.
Mas o maior problema nem é esse. Toda a gente sabe que não é possível, num produto com um target tão vasto, apostar todos os recursos na abordagem pessoal. É preciso um modo de chegar, de forma maciça, a grandes quantidades de pessoas com o mínimo de esforço. Seja por publicidade na TV, nos jornais, e-mails enviados em massa ou brochuras distribuidas nas caixas do correio, algo que permita que, mesmo com taxas de sucesso reduzidas, o número de adesões seja significativo. Uma pessoa consegue abordar na rua, digamos 1000 pessoas num dia. Se tiver uma taxa de sucesso de 1 em mil consegue 1 novo contrato. Se conseguirmos chegar de uma só vez a todos os portugueses, mesmo com uma taxa de sucesso de 1 num milhão conseguimos 10 adesões.
Ora alguém muito inteligente entre as Testemunhas de Jeová (ou um consultor externo que tenha feito uma análise do mercado e das técnicas de marketing) percebeu isto há algum tempo. E vai daí, resolveram deixar-me uma brochura debaixo da porta de casa, há uns dias. Foi inteligente! No meu prédio temos um caixote do lixo ao pé das caixas do correio; quando recebo publicidade não solicitada (que recebo, apesar do autocolante a dizer que não a quero) deito-a imediatamente fora, sem sequer ler. Por isso, não deixaram a brochura na caixa do correio, deixaram-na por baixo da porta. Além do efeito surpresa que deixa a pessoa intrigada, o caixote do lixo não está ali à mão. Isto garante 1 ou 2 minutos de tempo de antena que podem ser o suficiente para captar a atenção da pessoa. Mas, infelizmente para eles, não é o caso.
A brochura até começa bem, com uma imagem que chama a atenção na primeira página (relâmpagos e mais não sei o quê) e uma mensagem que capta (embora pudesse ser melhorzita): "O fim da religião falsa está próximo". Isto funciona! Quem é religioso acha que a sua religião é a verdadeira e as outras são falsas, quem é ateu acha que são todas falsas. E ao ver este anúncio a pessoa fica curiosa e quer saber como vai ser. Se será um decreto-lei, se vai ser pela espada como tantas vezes na história foi tentado ou se vamos descobrir que a Manuela Moura Guedes é o Messias na sua segunda vinda, enviada à Terra para guiar os fiéis e castigar os pecadores e os que adoram falsos deuses. Fiquei curioso e comecei a ler.
Mas, ainda na primeira página, começou a desilusão: apresentam três tópicos interessantes, mas num deles usam a palavra "afetado", o que denuncia logo a origem brasileira da brochura (este tipo de coisas nunca deve estar na página 1, deve estar no meio de texto corrido para passar despercebido mais facilmente). Logo aí fiquei algo desapontado. Viro a página e começo a ler.
Religiões falsas, pelo que percebi são aquelas que se intrometem na política, que incentivam guerras e defendem mortes em nome do seu deus, que pregam doutrinas falsas (ok, isto pareceu-me um bocado redundante, mas enfim) e que tolera o sexo imoral. ERRO GRAVE NÚMERO 1: ainda antes de nos dizerem qual é o produto que vendem já começam a dar a ideia de que o contrato vai ter letras pequeninas. Eh pá, nunca se faz isto, pá! Quando alguém anuncia um telemóvel não começa por dizer em letras gordas qual o período de fidelização! Começa pela resolução da câmara, pela memória, pelo tamaho do écran. Só no fim, depois de deixar (espera-se) o potencial cliente interessado nas características é que se diz o preço e, em letras pequeninas, se refere, en passant, os 24 pagamentos adicionais de 30 euros e o período de fidelização. Isto é elementar!
Bom, aquilo continua na página 3 descrevendo o fim da religião falsa. E eu li, interessado, porque queria saber pormenores (data e hora, se vai haver sangue, em que canal dá, se os bilhetes vão estar na ticketline, e por aí fora). Vou lendo e reparo num asterisco. Oh pá! Notas de rodapé? (toda a gente sabe que notas de rodapé são coisas más). Vou ler a nota de rodapé e lá aparece, em letras pequenas e PELA PRIMEIRA VEZ o nome do produto que me estão a vender: a nota de rodapé fala de um livro publicado pelas Testemunhas de Jeová. ERRO GRAVE NÚMERO 2: o produto anuncia-se em letras grandes. Nunca numa nota de rodapé. Numa nota de rodapé uma pessoa espera encontrar "TAEG de 723,87% para um contrato de 24000 meses; não inclui seguro e transporte", depois de ter lido em letras bem gordas "Grátis" e "Só 19,99 Euros por mês" com uma foto ao lado com o produto que queremos vender e uma fotografia de uma gaja com mamas muito grandes (e de preferência com um mamilo parcialmente descoberto). Ora, se o produto (que nesta altura o leitor ainda não sabe qual é) aparece como nota de rodapé em letras pequeninas tá tudo estragado. Acabou-se. Pode ser a cura para o cancro, ou a receita infalível para ganhar o jackpot do Euro-milhões (com garantia do tipo "satisfação total ou devolução do dinheiro"). Se tá numa nota de rodapé não pode ser coisa boa, já ninguém quer.
E na última página concluem a sua brochura, expondo os argumentos (fraquinhos, muito fraquinhos) do seu produto (aí sim, anunciado em letra de tamanho normal) e dando as garantias todas: salvação eterna, somos os maiores, somos muito bonzinhos e por aí fora. Pode passar despercebido, mas este é o ERRO GRAVE NÚMERO 3: quando se compara um produto com a concorrência deve ser o destinatário da mensagem a chegar à conclusão que o produto é melhor. A conclusão não pode ser apresentada pelo vendedor. Como nos anúncios de detergente. Se aparece um homem com fato e gravata com o novo Ariel supra-sumo da limpeza e o detergente da concorrência e ele diz "Ariel lava muito melhor que este detergente que tenho aqui ao lado", não serve. É preciso que apareça uma senhora (com o típico vestido às flores) com duas camisas iguais, ambas com a mesma nódoa, e faz-se o teste. O detergente da concorrência não tira a nódoa, o novo Ariel tira a nódoa. É o espectador que chega à conclusão que se pretende: o Ariel é melhor. As Testemunhas de Jeová fazem tudo ao contrário. Citam umas quantas frases a dizer que eles são os melhores, mas não fazem o teste como nos anúncios de detergentes. Eles deviam era pôr, por exemplo, uma fotografia das portas do Paraíso, com o S. Pedro a fazer de porteiro e montes de gente de outras religiões à porta a tentar entrar (como aos sábados à noite na Kapital). E depois chega uma Testemunha de Jeová e o S. Pedro faz aquele gesto à porteiro a dizer à Testemunha de Jeová para entrar. E só depois disto é que eles diziam que a religião deles é de facto melhor que as outras. Assim, não vão lá.
Claro que se quisermos ser preciosistas ainda podemos apontar outro erro, que provavelmente passa despercebido numa primeira leitura. Às páginas tantas eles dizem que "a religião verdadeira baseia seus ensinamentos na Palavra de Deus, a Bíblia" e justificam com uma citação da Bíblia: "Porque toda a Escritura é inspirada por Deus". Ora, chamem-me picuinhas, mas se queremos dizer que a Bíblia é a verdadeira palavra de Deus, não podemos justificar esta afirmação com frases da própria Bíblia! A Bíblia é que vale, porque a Bíblia diz que sim? Mas que raio de raciocínio é este? Isto é como citar o site do Benfica ou o jornal do Benfica para defender a tese que o Benfica é o maior clube português.
Com erros de palmatória destes não vão lá.
Já a seguir...
Não perca, dentro de momentos, um grande post (é mesmo grande, porra! quando vi o tamanho do bicho até me arrependi) sobre as Testemunhas de Jeová!
(não pensem que esta história de anunciar posts com antecedência é só para me armar em parvo; eu não preciso de me armar, tenho confiança q.b. na minha parvoice; é só porque o post é imenso, vou pô-lo online ao fim do dia; é para dar mais tempo para ler)
(não pensem que esta história de anunciar posts com antecedência é só para me armar em parvo; eu não preciso de me armar, tenho confiança q.b. na minha parvoice; é só porque o post é imenso, vou pô-lo online ao fim do dia; é para dar mais tempo para ler)
Vira, vira... virou!
Todo lá dentro, como dizia um arquitecto (?) da nossa praça (eu sei que ele é arquitecto; o ponto de interrogação é porque não gosto de classificar algumas das suas criações - assim de repente, sei lá, as Amoreiras! - na mesma disciplina em que classifico obras de Siza, Frank Lloyd Wright, Frank Gehry ou Gaudi).
Os gajos foram a votos. Foram a votos para eleger a House of Representatives (435 lugares), 1/3 do Senado (33 lugares) e para eleger os Governadores de 36 estados.
Bem, já se sabia que os Republicanos (os maus) iam levar na ripa, mas acho que ninguém esperava que fosse tão mau. É que no Senado os Republicanos (os maus) tinha 40 lugares contra 27 dos Democratas (os menos maus). Era preciso uma cabazada para virar o Senado. E não é que neste momento, de acordo com a CNN, os democratas ganharam a Câmara dos Representantes, já têm a maioria dos governadores e há um empate a 49 para o Senado quando falta apenas apurar 2 senadores? E que, nos dois círculos ainda em disputa o candidato democrata vai à frente (mesmo que por uma meia dúzia de votos)? "99% precincts reporting" quer dizer qualquer coisa como "já há resultados, falta só confirmá-los". A única hipótese que resta aos republicanos parece-me ser a recontagem (hmmmm.... deja vu?).
Ai, ai, ai, querem ver que afinal os americanos não estão do lado do seu presidente e do partido do seu presidente? Querem ver que afinal a guerra no Iraque não tem assim tanto apoio entre a opinião pública americana? Querem ver que o Katrina teve mesmo consequências políticas? Ou será que um milhão de mexicanos infiltrados foi votar nos democratas para tentar impedir a construção do Muro ao longo da fronteira EUA-México? Decerto que não foi a Al-Qaeda. A administração bush (passei a usar minúscula para evitar ofender o pai dele; pode não ter sido grande coisa, mas não fez tanto mal que merecesse um filho destes!) tem sido tão competente na luta contra o terrorismo que a vitória democrata só pode tirar o sono aos amigos do Bin Laden.
Os gajos foram a votos. Foram a votos para eleger a House of Representatives (435 lugares), 1/3 do Senado (33 lugares) e para eleger os Governadores de 36 estados.
Bem, já se sabia que os Republicanos (os maus) iam levar na ripa, mas acho que ninguém esperava que fosse tão mau. É que no Senado os Republicanos (os maus) tinha 40 lugares contra 27 dos Democratas (os menos maus). Era preciso uma cabazada para virar o Senado. E não é que neste momento, de acordo com a CNN, os democratas ganharam a Câmara dos Representantes, já têm a maioria dos governadores e há um empate a 49 para o Senado quando falta apenas apurar 2 senadores? E que, nos dois círculos ainda em disputa o candidato democrata vai à frente (mesmo que por uma meia dúzia de votos)? "99% precincts reporting" quer dizer qualquer coisa como "já há resultados, falta só confirmá-los". A única hipótese que resta aos republicanos parece-me ser a recontagem (hmmmm.... deja vu?).
Ai, ai, ai, querem ver que afinal os americanos não estão do lado do seu presidente e do partido do seu presidente? Querem ver que afinal a guerra no Iraque não tem assim tanto apoio entre a opinião pública americana? Querem ver que o Katrina teve mesmo consequências políticas? Ou será que um milhão de mexicanos infiltrados foi votar nos democratas para tentar impedir a construção do Muro ao longo da fronteira EUA-México? Decerto que não foi a Al-Qaeda. A administração bush (passei a usar minúscula para evitar ofender o pai dele; pode não ter sido grande coisa, mas não fez tanto mal que merecesse um filho destes!) tem sido tão competente na luta contra o terrorismo que a vitória democrata só pode tirar o sono aos amigos do Bin Laden.
Serviço público, outra vez.
Querem saber como anda o seguro do vosso carro? Então butes aqui. (obrigado pelo link, Tiago)
Ok, para informações sobre o vosso próprio seguro não é muito útil, podem sempre ir ver a carta verde que deve estar junto dos documentos (é aquele papelinho que deve estar no porta-luvas ou junto com o livrete; é fácil de identificar: é verde). Mas dá um certo jeito para ver o estado do seguro dos outros, nomeadamente o gajo que vocês viram bater no vosso carrinho lindo estacionado à porta de casa e ir-se embora como se não fosse nada com ele. Só é preciso a matrícula.
Nota: se puserem a matrícula e aquilo disser que não há informação nenhuma não quer dizer que o carro não tenha seguro. A seguradora pode simplesmente não ter os dados actualizados, sobretudo se forem matrículas recentes ou se o seguro tiver sido alterado há pouco tempo. Pus lá a minha matrícula e aquilo disse que não há informações na base de dados.
Ok, para informações sobre o vosso próprio seguro não é muito útil, podem sempre ir ver a carta verde que deve estar junto dos documentos (é aquele papelinho que deve estar no porta-luvas ou junto com o livrete; é fácil de identificar: é verde). Mas dá um certo jeito para ver o estado do seguro dos outros, nomeadamente o gajo que vocês viram bater no vosso carrinho lindo estacionado à porta de casa e ir-se embora como se não fosse nada com ele. Só é preciso a matrícula.
Nota: se puserem a matrícula e aquilo disser que não há informação nenhuma não quer dizer que o carro não tenha seguro. A seguradora pode simplesmente não ter os dados actualizados, sobretudo se forem matrículas recentes ou se o seguro tiver sido alterado há pouco tempo. Pus lá a minha matrícula e aquilo disse que não há informações na base de dados.
Em breve, no Ó faxavor!
Já a seguir: um grande post sobre as Testemunhas de Jeová.
(continuando a minha guerra de audiências com a TVI, comecei a usar as armas deles e agora anuncio os posts com antecedência)
(continuando a minha guerra de audiências com a TVI, comecei a usar as armas deles e agora anuncio os posts com antecedência)
Pub
Mais uma vez, interrompemos a programação habitual devido a compromissos publicitários. (com tanto intervalo já pareço a TVI; tou no bom caminho para a guerra de audiências).
07 novembro 2006
Favas com chouriço
O video é belo, a música é maravilhosa, a letra é um dos grandes poemas da humanidade. Palavras para quê? Clica no play, clica no play! (obrigado pela sugestão, Nuno)
(já toda a gente deve conhecer o video porque acho que já está nuns trezentos blogs, pelo menos, a começar pelo seu blog oficioso, mas uma obra desta magnitude merece mais uma homenagem).
(já toda a gente deve conhecer o video porque acho que já está nuns trezentos blogs, pelo menos, a começar pelo seu blog oficioso, mas uma obra desta magnitude merece mais uma homenagem).
API
Mas tá tudo parvo ou quê? Começa a 1 de Março de 2007 o Ano Internacional Polar (API).
Bem, os pólos não correm risco de desaparecer, óbviamente. A menos que a Terra deixe de rodar de repente ou a inclinação do eixo mude, o que é um bocadito pouco provável. Mas pelo menos podem deixar de estar cobertos de gelo e ursos, a Norte e de gelo e pinguins a Sul. E isso é chato. É chato pela parte do gelo, quanto aos ursos e pinguins não tou muito preocupado. Os ursos parecem queridos e amorosos mas têm um feitiozinho que ninguém os consegue aturar (perguntem às focas, suas vizinhas, que também não vão muito à bola com eles; mas também, não se pode acreditar em tudo o que diz uma foca); e os pinguins... enfim, aquilo é o quê? É um peixe, é uma ave, é o quê? Poem ovos, mas não voam. Passam o tempo na água. E quando andam em terra são tão trambolhos que parece que foram sodomizados por um urso polar. Aliás, como curiosidade, o pinguim é o animal de locomoção terrestre MENOS eficiente em termos energéticos. Acho que a bem da sustentabilidade do ambiente devíamos eliminar as fontes de desperdício, começando pelos pinguins.
Mas isto vem a propósito do Ano Internacional Polar. Que começa a 1 de Março de 2007. Eu acho que qualquer ano que não começa a 1 de Janeiro já começa mal. Neste caso começam logo com 3 meses de atraso. É como o ano 2000 que no Porto começou a 8 de Janeiro. As gentes do Norte começaram o Século XXI logo com 1 semana de atraso. Depois admiram-se que a Casa da Música tenha demorado tanto tempo a acabar (não me interessa! Para mim o século XXI começou no ano 2000 e pronto. Se os historiadores não percebem o conceito de Zero é problemas deles; se calhar por isso é que foram para história, porque tiveram más notas a matemática).
Ora o Ano Internacional Polar vai começar a 1 de Março de 2007. Portanto, termina a 1 de Março de ... 2009. Pois. Alguém muito inteligente achou bem que o Ano Internacional Polar comece em 2007 e termine em 2009. Sou eu que não sei fazer contas ou entre 1 de Março de 2007 e 1 de Março de 2009 passam-se 2 anos? Então aquilo não se devia chamar Dois Anos Internacionais Polares (DAIP)? Ou Biénio Internacional Polar (BIP)? Ou Ano Internacional Polar, Mas É Um Ano Para Cada Pólo (AIPMEUAPCP)? Neste último caso a coisa complica seriamente: é que como 2008 é bissexto, um dos pólos vai ter um dia a mais que o outro; nem quero imaginar a guerra que aí vem! Mas quem foi o idiota que fez aquelas contas?
E até criaram uma nova iniciativa, a Latitude 60 para chamar a atenção para a importância dos pólos e coordenar... coisas. Com escolas e assim. Bom, que eu saiba, a inclinação do eixo terrestre é de 23º27', o que quer dizer que os círculos polares passam nas latiudes 66º33'. Para lá dos 66º33' de latitude são as regiões circumpolares. E para uma iniciativa que se pretende educativa começam logo por abardinar o nome e chamar-lhe Latitude 60? 60? 60 porquê? É a margem de erro, como na história do teste de alcoolémia? Pronto, se for assim, tudo bem, estamos a educar as crianças para a importância das margens de erro, desenvolvendo a sua capacidade de interpretar números que possam ser afectados por eros. Por exemplo, números como a inflação prevista, a taxa de desemprego, as audiências dos Morangos com Açúcar, a despesa corrente do estado inscrita no orçamento, ou o valor de um ordenado; este último tem uma margem de erro brutal. No meu caso, é afectado por um erro sistemático de 11% e um erro variável (provavelmente um erro de método) de cerca de 15% ou 16%. Ao todo o meu ordenado tem um erro de uns 25% (acho que há um pequeno erro na minha estimativa do erro, mas não é muito relevante). Assim sendo, um erro de 10% no cálculo da latitude para o nome da iniciativa nem parece muito mau.
Bom, de qualquer maneira, vamos ter dois anos polares. Seja lá isso o que for. Depois de tantos anos de seca, anos de chuvas e cheias, anos de vacas magras, anos de contenção, anos de crise, anos da expo, anos do euro, anos do tigre e anos do Sporting é bom ter um pouco de novidade.
Bem, os pólos não correm risco de desaparecer, óbviamente. A menos que a Terra deixe de rodar de repente ou a inclinação do eixo mude, o que é um bocadito pouco provável. Mas pelo menos podem deixar de estar cobertos de gelo e ursos, a Norte e de gelo e pinguins a Sul. E isso é chato. É chato pela parte do gelo, quanto aos ursos e pinguins não tou muito preocupado. Os ursos parecem queridos e amorosos mas têm um feitiozinho que ninguém os consegue aturar (perguntem às focas, suas vizinhas, que também não vão muito à bola com eles; mas também, não se pode acreditar em tudo o que diz uma foca); e os pinguins... enfim, aquilo é o quê? É um peixe, é uma ave, é o quê? Poem ovos, mas não voam. Passam o tempo na água. E quando andam em terra são tão trambolhos que parece que foram sodomizados por um urso polar. Aliás, como curiosidade, o pinguim é o animal de locomoção terrestre MENOS eficiente em termos energéticos. Acho que a bem da sustentabilidade do ambiente devíamos eliminar as fontes de desperdício, começando pelos pinguins.
Mas isto vem a propósito do Ano Internacional Polar. Que começa a 1 de Março de 2007. Eu acho que qualquer ano que não começa a 1 de Janeiro já começa mal. Neste caso começam logo com 3 meses de atraso. É como o ano 2000 que no Porto começou a 8 de Janeiro. As gentes do Norte começaram o Século XXI logo com 1 semana de atraso. Depois admiram-se que a Casa da Música tenha demorado tanto tempo a acabar (não me interessa! Para mim o século XXI começou no ano 2000 e pronto. Se os historiadores não percebem o conceito de Zero é problemas deles; se calhar por isso é que foram para história, porque tiveram más notas a matemática).
Ora o Ano Internacional Polar vai começar a 1 de Março de 2007. Portanto, termina a 1 de Março de ... 2009. Pois. Alguém muito inteligente achou bem que o Ano Internacional Polar comece em 2007 e termine em 2009. Sou eu que não sei fazer contas ou entre 1 de Março de 2007 e 1 de Março de 2009 passam-se 2 anos? Então aquilo não se devia chamar Dois Anos Internacionais Polares (DAIP)? Ou Biénio Internacional Polar (BIP)? Ou Ano Internacional Polar, Mas É Um Ano Para Cada Pólo (AIPMEUAPCP)? Neste último caso a coisa complica seriamente: é que como 2008 é bissexto, um dos pólos vai ter um dia a mais que o outro; nem quero imaginar a guerra que aí vem! Mas quem foi o idiota que fez aquelas contas?
E até criaram uma nova iniciativa, a Latitude 60 para chamar a atenção para a importância dos pólos e coordenar... coisas. Com escolas e assim. Bom, que eu saiba, a inclinação do eixo terrestre é de 23º27', o que quer dizer que os círculos polares passam nas latiudes 66º33'. Para lá dos 66º33' de latitude são as regiões circumpolares. E para uma iniciativa que se pretende educativa começam logo por abardinar o nome e chamar-lhe Latitude 60? 60? 60 porquê? É a margem de erro, como na história do teste de alcoolémia? Pronto, se for assim, tudo bem, estamos a educar as crianças para a importância das margens de erro, desenvolvendo a sua capacidade de interpretar números que possam ser afectados por eros. Por exemplo, números como a inflação prevista, a taxa de desemprego, as audiências dos Morangos com Açúcar, a despesa corrente do estado inscrita no orçamento, ou o valor de um ordenado; este último tem uma margem de erro brutal. No meu caso, é afectado por um erro sistemático de 11% e um erro variável (provavelmente um erro de método) de cerca de 15% ou 16%. Ao todo o meu ordenado tem um erro de uns 25% (acho que há um pequeno erro na minha estimativa do erro, mas não é muito relevante). Assim sendo, um erro de 10% no cálculo da latitude para o nome da iniciativa nem parece muito mau.
Bom, de qualquer maneira, vamos ter dois anos polares. Seja lá isso o que for. Depois de tantos anos de seca, anos de chuvas e cheias, anos de vacas magras, anos de contenção, anos de crise, anos da expo, anos do euro, anos do tigre e anos do Sporting é bom ter um pouco de novidade.
3-0
O Benfica ganhou 3-0. O Porto ganhou 3-0. O Braga perdeu 3-0. Foi com resultados iguais (a menos de um sinal) que os três grandes passaram por mais uma jornada.
Na lista obviamente não incluo o resultado do Sporting (que na secretaria será registado como 3-0), porque no Sporting-Braga de ontem houve apenas 2 golos e foram ambos marcados pelo Braga.
Ah, não viram? Então eu explico: aos 13' Luis Filipe marca um golo na própria baliza (finalmente conseguiu marcar pelo Sporting, que enquanto lá esteve... nem por isso); Aos 33' Nem (sim, o gajo chama-se Nem. Penso que Nem é só o primeiro nome, o nome completo é Nem Jogas Futebol Nem Nada) marca um golo na própria baliza (um excelente golpe de cabeça a não dar hipóteses ao seu guarda-redes). E tá feito o 2-0. Aos 63' a bola não entra mas o árbitro e o fiscal de linha acharam que sim. E ficou a 3-0. Parabéns ao Sporting, a única equipa do mundo que consegue dar uma cabazada sem marcar um único golo!
Pelo meio ainda tivémos um lance em que o Djaló rasgou (LITERALMENTE) a coxa do guarda-redes Paulo Santos do Braga com os pitons; não vi o lance, só a repetição, não sei se o árbitro marcou alguma coisa ou não; mas sei que os comentadores tiveram a lata de dizer que "não foi intencional", que "não houve maldade", e por aí fora. Note-se que o Djaló entra com o pé alto contra a coxa do guarda-redes, sem qualquer hipótese de jogar a bola (que nem sequer estava lá) e ao ver o guarda-redes a aproximar-se vira-lhe os pitons contra a coxa (para proteger o seu perónio, talvez).
Uma semana antes, numa entrada dura de Katsuranis sobre Anderson, que me pareceu sem qualquer tipo de intenção de magoar, o Anderson parte o perónio (vendo a repetição parece que foi apenas um infeliz acidente); não faltou quem viesse praticamente chamar assassino ao Katsuranis e exigir a sua expulsão e apedrejamento público. Só espero que, a bem da coerência, os mesmos comentadores venham exigir que o Djaló seja castigado na fogueira na Praça do Marquês de Pombal, hoje, às 19h (que, como hoje houve greve de metro, garante uma assistência superior à dos jogos em casa do Benfica). Se for muito em cima da hora para organizar tudo e arranjar lenha seca, marca-se para quinta-feira (que há greve do metro outra vez); como hoje até tá sol, pensando que não, facilita (perdoem-me o plágio aos anúncios do Bruno Nogueira para o Millenium BCP, mas o plágio parece que tá na moda em 2006)
Na lista obviamente não incluo o resultado do Sporting (que na secretaria será registado como 3-0), porque no Sporting-Braga de ontem houve apenas 2 golos e foram ambos marcados pelo Braga.
Ah, não viram? Então eu explico: aos 13' Luis Filipe marca um golo na própria baliza (finalmente conseguiu marcar pelo Sporting, que enquanto lá esteve... nem por isso); Aos 33' Nem (sim, o gajo chama-se Nem. Penso que Nem é só o primeiro nome, o nome completo é Nem Jogas Futebol Nem Nada) marca um golo na própria baliza (um excelente golpe de cabeça a não dar hipóteses ao seu guarda-redes). E tá feito o 2-0. Aos 63' a bola não entra mas o árbitro e o fiscal de linha acharam que sim. E ficou a 3-0. Parabéns ao Sporting, a única equipa do mundo que consegue dar uma cabazada sem marcar um único golo!
Pelo meio ainda tivémos um lance em que o Djaló rasgou (LITERALMENTE) a coxa do guarda-redes Paulo Santos do Braga com os pitons; não vi o lance, só a repetição, não sei se o árbitro marcou alguma coisa ou não; mas sei que os comentadores tiveram a lata de dizer que "não foi intencional", que "não houve maldade", e por aí fora. Note-se que o Djaló entra com o pé alto contra a coxa do guarda-redes, sem qualquer hipótese de jogar a bola (que nem sequer estava lá) e ao ver o guarda-redes a aproximar-se vira-lhe os pitons contra a coxa (para proteger o seu perónio, talvez).
Uma semana antes, numa entrada dura de Katsuranis sobre Anderson, que me pareceu sem qualquer tipo de intenção de magoar, o Anderson parte o perónio (vendo a repetição parece que foi apenas um infeliz acidente); não faltou quem viesse praticamente chamar assassino ao Katsuranis e exigir a sua expulsão e apedrejamento público. Só espero que, a bem da coerência, os mesmos comentadores venham exigir que o Djaló seja castigado na fogueira na Praça do Marquês de Pombal, hoje, às 19h (que, como hoje houve greve de metro, garante uma assistência superior à dos jogos em casa do Benfica). Se for muito em cima da hora para organizar tudo e arranjar lenha seca, marca-se para quinta-feira (que há greve do metro outra vez); como hoje até tá sol, pensando que não, facilita (perdoem-me o plágio aos anúncios do Bruno Nogueira para o Millenium BCP, mas o plágio parece que tá na moda em 2006)
06 novembro 2006
Guerra de audiências - eu e a TVI
O meu gráfico das visitas de hoje tem piada. Tirando a hora do almoço, em que houve menos visitas, foram 16 a 20 visitantes por hora entre as 11h e as 19h. Mesmo a pequena diminuição de visitantes à hora do almoço é compensada pelo "boom da sesta", dando uma bonita média de 16 visitas por hora, ao longo do dia. (hoje houve paletes de gente a ler o tasco, pá! o que é que aconteceu? os habitués desabituaram-se quando fui passear à Suiça e tiveram de recuperar o tempo perdido?)
Mas às 20h só tive 7 visitantes (tinha começado o jogo do Sporting na TVI). às 21 tive 10 (os que não são sportinguistas fartaram-se do jogo, o Sporting já ganhava 2 ou 3 a zero), e às 22h voltei aos números normais para esta hora: 13 visitas. Os outros já foram dormir ou fazer algo mais interessante.
Nunca antes tinha visto a TVI como ameaça às estatísticas do blog, mas pronto, a vida tem destas coisas...
Mas às 20h só tive 7 visitantes (tinha começado o jogo do Sporting na TVI). às 21 tive 10 (os que não são sportinguistas fartaram-se do jogo, o Sporting já ganhava 2 ou 3 a zero), e às 22h voltei aos números normais para esta hora: 13 visitas. Os outros já foram dormir ou fazer algo mais interessante.
Nunca antes tinha visto a TVI como ameaça às estatísticas do blog, mas pronto, a vida tem destas coisas...
Melhor que AJJ!
Qual é a coisa qual é ela que ainda é melhor que a entrevista do Alberto João Jardim da passada sexta-feira? Não, não é a caricatura dos felinos mal-cheirosos de ontem (que foi de partir a rir).
Melhor que uma entrevista com o AJJ é uma entrevista com a Nelly "Come-me à força" Furtado. A moça até é simpática, mas a voz dela mete-me nervos e o sotaque... eh pá, eu sei que não devia gozar com a rapariga que até deve ser boa pessoa, mas que tem quilos de piada, lá isso tem. Acho que devíamos ter emigrantes de 2ª ou 3ª geração a dar entrevistas na TV todos os dias, em português! Tinha dois efeitos benéficos: por um lado a malta descontrai e quem tem sotaques hilariantes deixa de se sentir constrangido (bem, a julgar por alguns comentários pró e anti Madeira do post sobre a entrevista do AJJ, constrangimento é capaz de não ser a palavra certa...); além disso, mostra a importância que tem o ensino do português entre as comunidades emigrantes. É uma espécie de 2 em 1.
Melhor que uma entrevista com o AJJ é uma entrevista com a Nelly "Come-me à força" Furtado. A moça até é simpática, mas a voz dela mete-me nervos e o sotaque... eh pá, eu sei que não devia gozar com a rapariga que até deve ser boa pessoa, mas que tem quilos de piada, lá isso tem. Acho que devíamos ter emigrantes de 2ª ou 3ª geração a dar entrevistas na TV todos os dias, em português! Tinha dois efeitos benéficos: por um lado a malta descontrai e quem tem sotaques hilariantes deixa de se sentir constrangido (bem, a julgar por alguns comentários pró e anti Madeira do post sobre a entrevista do AJJ, constrangimento é capaz de não ser a palavra certa...); além disso, mostra a importância que tem o ensino do português entre as comunidades emigrantes. É uma espécie de 2 em 1.
pois é, pois é... pois é, pois é...
Saddam Hussein foi ontem condenado à morte por enforcamento, por crimes contra a humanidade.
Do outro lado do mundo, amanhã há eleições nos Estados Unidos para eleger a Câmara dos Representantes e 1/3 do Senado.
Já diz a Margarida Rebelo Pinto (diz, ou será que copiou de algum lado? nos dias que correm nunca se sabe...): Não há coincidências. Ou será que há? (entra a música da Twilight Zone)
Do outro lado do mundo, amanhã há eleições nos Estados Unidos para eleger a Câmara dos Representantes e 1/3 do Senado.
Já diz a Margarida Rebelo Pinto (diz, ou será que copiou de algum lado? nos dias que correm nunca se sabe...): Não há coincidências. Ou será que há? (entra a música da Twilight Zone)
A semana passada não houve sondagem.
Mas esta semana há. Para a história fica uma não-sondagem que mesmo assim conseguiu ter 26 votos.
Aquecimento global, desenvolvimento local
Agora deu-lhe para chover. Há quem diga que são as alterações climáticas provocadas pelo aquecimento global, teremos cada vez mais secas e mais cheias, mais furacões e mais nevões e por aí fora. Tudo o que é de mau aproxima-se a olhos vistos. É o futuro.
E Portugal mostra que também no aquecimento global e seus efeitos consegue manter-se na corrida. Só este ano já tivémos cheias na zona de Lisboa, litoral Oeste, Algarve e agora também no Ribatejo. É assim mesmo. Se o fututo é isso do aquecimento global, há que acelerar para não perder o comboio.
Força, pessoal! Toca a inundar isto tudo para mostrarmos ao mundo que não é só na pedofilia, nos acidentes na estrada e no sistema multibanco (incluindo as clonagens de cartões) que conseguimos andar na vanguarda!
Ah, e não vale a pena vir reclamar depois quando vier uma seca. Aprendam a poupar a água das cheias, faxavor. Façam-na durar, não se ponham a gastar logo tudo de uma vez!
E Portugal mostra que também no aquecimento global e seus efeitos consegue manter-se na corrida. Só este ano já tivémos cheias na zona de Lisboa, litoral Oeste, Algarve e agora também no Ribatejo. É assim mesmo. Se o fututo é isso do aquecimento global, há que acelerar para não perder o comboio.
Força, pessoal! Toca a inundar isto tudo para mostrarmos ao mundo que não é só na pedofilia, nos acidentes na estrada e no sistema multibanco (incluindo as clonagens de cartões) que conseguimos andar na vanguarda!
Ah, e não vale a pena vir reclamar depois quando vier uma seca. Aprendam a poupar a água das cheias, faxavor. Façam-na durar, não se ponham a gastar logo tudo de uma vez!
Diz que é uma espécie de Magazine
A última vez que a RTP1 teve um programa que pura e simplesmente colava as pessoas ao écran da TV foi o Herman Enciclopédia, em 96 ou 97.
Agora é o Gato Fedorento. A malta a jantar, a TV bem alto e assim que começa o genérico alguém berra "TÁ A COMEÇAR!" e vai tudo a correr para o sofá.
E porquê? Porque além das habituais "gatices fedorentas", brindam-nos com convidados que fazem... isto:
Há muito tempo que não me ria tanto...
Agora é o Gato Fedorento. A malta a jantar, a TV bem alto e assim que começa o genérico alguém berra "TÁ A COMEÇAR!" e vai tudo a correr para o sofá.
E porquê? Porque além das habituais "gatices fedorentas", brindam-nos com convidados que fazem... isto:
Há muito tempo que não me ria tanto...
After all there was another
Tou a gostar do novo formato dos gatos malcheirosos. Ontem tiveram como convidado musical o David Fonseca que foi lá cantar uma música chamada "After all there was another", uma cover com a letra traduzida para inglês do "Afinal havia outra" da Mónica Sintra! Simplesmente fabuloso. Quem sabe a música vai estar no próximo algum dele... alguém gravou? Atão tão à espera de quê para pôr no Youtube?
Flash
Jovem: se tens mais de 18 anos e carta de condução, neste Natal não te admires se vires um flash, assim sem mais nem menos! Não, não é uma trovoada nem uma fotografia. É provavelmente um radar e... parabéns, vais ficar sem carta! Han, que tal esta prendinha no sapatinho? Bem bom, não é?
Pois, a CML fartou-se. E vai daí toca de pôr radares um pouco por todo o lado. Segundo o DN são 21 em alguns dos pontos negros. Querem saber adonde? Atão, butes lá, clicai aqui.
Andei a ler a lista toda e até acho que os locais foram bem escolhidos. Bem, quase todos. Ó meu! Atão vão pôr um radar no túnel da Av. João XXI? Um, não. Dois! Um à entrada e outro à saída! Eh pá, eu passo lá todos os dias (e não vou devagar), aquele tunelzinho de 1 km e pouco dá-me imenso jeito para recuperar 1 dos muitos minutos de atraso com que saio de casa de manhã. Agora vou passar a demorar 23 minutos a chegar ao escritório em vez dos habituais 22. Tá mal, tá muito mal.
Bom, os radares serão devidamente sinalizados, só é multado quem quer. Tenho só duas ou três questões:
1. A que velocidade vai disparar o radar? Exactamente no limite de velocidade (50 ou 80 km/h dependendo do local), ou no limite da contra-ordenação grave (70 ou 100 km/h respectivamente)? Dá-me um certo jeito saber.
2. Como é? A malta é apanhada, recebe a carta e pode ir descansadinha à sua vida, ou vai ficar mesmo sem carta? É bom que seja a doer: és apanhado, recebes logo a cartinha em casa, registada com aviso de recepção a notificar que tens X dias para pagar, or else. E se a carta vier devolvida, sai logo mandato de detenção para interrogatório, que isto de ter a morada desactualizada na carta já chateia. Se for contra-ordenação grave ou muito grave é para ser logo marcada audiência para tirar a carta ao senhor (com as devidas circunstâncias tomadas em linha de conta; a maior parte das vezes a malta safa-se à primeira com uma pena suspensa, que serve de cartão amarelo). Ah, claro! E convém que a carta chegue no espaço de 15 dias, não é ao fim de um ano.
3. Isto é para depois extender a outros pontos, certo? Senão já se sabe: anda tudo na mesma e trava-se à chegada ao radar.
Eu sugiro mais uns quantos:
E pronto, vai andar tudo devagarinho e vamos a ver se não vai funcionar melhor. Com um bocado de sorte a diminuição de velocidade média até vai ajudar ao trânsito: menos acidentes, logo menos caos.
Sei que os radares que foram instalados na VCI no Porto funcionaram: o número de acidentes diminuiu para quase zero no dia da sua entrada em funcionamento; não sei como estão as coisas agora, mas penso que há muito menos acidentes.
Ah, ia-me esquecendo! Antes que apareça alguém a comentar coisas no género "andar a 50 na 2ª circular", fiquem a saber que o limite de velocidade dentro de Lisboa é de 50 km/h com 4 excepções: na 2ª circular, Eixo Norte-Sul, Av. Lusíada e Radial de Benfica o limite é de 80 km/h. Chamam-se vias de escoamento de tráfego e como não têm passadeiras nem semáforos o limite é superior. Também na A5 o limite só diminui no início da descida de Monsanto e só à entrada do Viaduto Duarte Pacheco é que o limite é de 50 km/h. Nas outras avenidas, em que até se podia andar depressa, não se esqueçam que há passadeiras e semáforos aqui e acolá, há paragens de autocarro...
Pois, a CML fartou-se. E vai daí toca de pôr radares um pouco por todo o lado. Segundo o DN são 21 em alguns dos pontos negros. Querem saber adonde? Atão, butes lá, clicai aqui.
Andei a ler a lista toda e até acho que os locais foram bem escolhidos. Bem, quase todos. Ó meu! Atão vão pôr um radar no túnel da Av. João XXI? Um, não. Dois! Um à entrada e outro à saída! Eh pá, eu passo lá todos os dias (e não vou devagar), aquele tunelzinho de 1 km e pouco dá-me imenso jeito para recuperar 1 dos muitos minutos de atraso com que saio de casa de manhã. Agora vou passar a demorar 23 minutos a chegar ao escritório em vez dos habituais 22. Tá mal, tá muito mal.
Bom, os radares serão devidamente sinalizados, só é multado quem quer. Tenho só duas ou três questões:
1. A que velocidade vai disparar o radar? Exactamente no limite de velocidade (50 ou 80 km/h dependendo do local), ou no limite da contra-ordenação grave (70 ou 100 km/h respectivamente)? Dá-me um certo jeito saber.
2. Como é? A malta é apanhada, recebe a carta e pode ir descansadinha à sua vida, ou vai ficar mesmo sem carta? É bom que seja a doer: és apanhado, recebes logo a cartinha em casa, registada com aviso de recepção a notificar que tens X dias para pagar, or else. E se a carta vier devolvida, sai logo mandato de detenção para interrogatório, que isto de ter a morada desactualizada na carta já chateia. Se for contra-ordenação grave ou muito grave é para ser logo marcada audiência para tirar a carta ao senhor (com as devidas circunstâncias tomadas em linha de conta; a maior parte das vezes a malta safa-se à primeira com uma pena suspensa, que serve de cartão amarelo). Ah, claro! E convém que a carta chegue no espaço de 15 dias, não é ao fim de um ano.
3. Isto é para depois extender a outros pontos, certo? Senão já se sabe: anda tudo na mesma e trava-se à chegada ao radar.
Eu sugiro mais uns quantos:
- na 2ª circular, à passagem pelo relógio e radar do Aeroporto (sobretudo no sentido Benfica-Sacavém, na descida), e à passagem pelo nó do Eixo N-S;
- no Eixo N-S recomendo 3 ou 4: na saída para a A5, sentido Sul-Norte, em Campolide (Norte-Sul), Hospital de Santa Maria (Ambos os sentidos), e a seguir ao Carrefour de Telheiras (Sul-Norte);
- na Calçada de Carriche, em ambos os sentidos, cabem lá uns 2 ou 3;
- na Av. Padre Cruz um radarzito a seguir ao estádio de Alvalade;
- na Av. Almirante Reis, um ao pé da Praça do Chile, outro nos Anjos, um último perto do Martim Moniz;
- na Av. da República (um ao pé da Av. Miguel Bombarda, outro à entrada do Túnel do Campo pequeno);
- na Av. das Forças Armadas, entre Santa Maria e Sete Rios;
- na Av. Conde de Almoster pelo menos 2 ou 3 pontos (nem imaginam a velocidade a que
passose passa lá!); - na Av. Infante D. Henrique um radar é bom, 3 ou 4 é melhor (sobretudo na passagem pela Gare do Oriente e nos túneis do Baptista Russo e da Av. Pádua);
- na Av. de Ceuta mais um à chegada ao acesso do Eixo-N-S;
- na Av. 24 de Julho;
- na Av. da Liberdade (um radar a meio);
- na Av. Fontes Pereira de Melo (ali mesmo a meio, nas Picoas);
- na Av. de Berna (um perto da Gulbenkian, outro perto da Av. 5 de Outubro);
- na Av. Lusíada (um por cima da Loja do Cidadão, um no Alto dos Moinhos);
- na Av. de Berlim;
- na Av. EUA, entre a Av. Roma e a Av. Gago Coutinho (quantas pessoas já lá morreram atropeladas? 50? 100?).
E pronto, vai andar tudo devagarinho e vamos a ver se não vai funcionar melhor. Com um bocado de sorte a diminuição de velocidade média até vai ajudar ao trânsito: menos acidentes, logo menos caos.
Sei que os radares que foram instalados na VCI no Porto funcionaram: o número de acidentes diminuiu para quase zero no dia da sua entrada em funcionamento; não sei como estão as coisas agora, mas penso que há muito menos acidentes.
Ah, ia-me esquecendo! Antes que apareça alguém a comentar coisas no género "andar a 50 na 2ª circular", fiquem a saber que o limite de velocidade dentro de Lisboa é de 50 km/h com 4 excepções: na 2ª circular, Eixo Norte-Sul, Av. Lusíada e Radial de Benfica o limite é de 80 km/h. Chamam-se vias de escoamento de tráfego e como não têm passadeiras nem semáforos o limite é superior. Também na A5 o limite só diminui no início da descida de Monsanto e só à entrada do Viaduto Duarte Pacheco é que o limite é de 50 km/h. Nas outras avenidas, em que até se podia andar depressa, não se esqueçam que há passadeiras e semáforos aqui e acolá, há paragens de autocarro...
Eh pá, já não se pode tar descansado, ou o quê?
embram-se daquele post de terça-feira passada sobre o hi5? Pois, atão não é que agora o Ó Faxavor aparece logo na primeira página quando pesquisam hi5 no Google (pelo menos nalgumas circunstências...)?
E de repente, eis as minhas estatísticas, via "Google Analytics" (é um contador novo que eles têm, muito jeitoso por sinal; não percebo quase nada do que ele me diz, mas finjo que sim):
Um visitante, sentindo-se defraudado, até deixou um comentário algo... errr... eu diria insultuoso, mas nem tenho bem a certeza, ao post em questão.
Rais ta partam ó Google, que um homem já não pode dizer nada sem que tu metas o bedelho e faças um chinfrim danado!
Não tarda nada dá-me para falar sobre a Floribella (a propósito, agora vem aí o musical!), ou sobre os Morangos com Açúcar (vi na capa de uma revista qualquer que não sei quem engravidou a não sei quantas e depois fez-lhe não sei o quê) e pronto, começo a ser inundado com visitas de teenagers histéricos(as). Já nem se pode pôr um link para o site oficial da Ana Malhoa (olha, tem um site novo! tão reles como o outro, mas ao menos é diferente; aquela foto com cuecas cor de vaca logo na homepage fazia-me alguma azia) sem correr o risco de apanhar gente que anda à caça de "fotos da ana malhoa nua" (sim, sim, já cá apareceram uns quantos). Querem as fotos da FHM? Eh pá, tão aqui. Pronto divirtam-se e deixem os meus leitores sossegados, que dão-me mau nome à casa.
E de repente, eis as minhas estatísticas, via "Google Analytics" (é um contador novo que eles têm, muito jeitoso por sinal; não percebo quase nada do que ele me diz, mas finjo que sim):
- na sexta-feira, tive 154 visitas, das quais só 33% eram visitantes novos; 20% dos visitantes chegaram cá via google;
- no sábado, já tinha 53% de visitantes novos e das 115 visitas 41% chegaram via Google;
- no domingo, 135 visitas, com 67% de novos visitantes e 60% de visitantes que chegaram via google.
Um visitante, sentindo-se defraudado, até deixou um comentário algo... errr... eu diria insultuoso, mas nem tenho bem a certeza, ao post em questão.
Rais ta partam ó Google, que um homem já não pode dizer nada sem que tu metas o bedelho e faças um chinfrim danado!
Não tarda nada dá-me para falar sobre a Floribella (a propósito, agora vem aí o musical!), ou sobre os Morangos com Açúcar (vi na capa de uma revista qualquer que não sei quem engravidou a não sei quantas e depois fez-lhe não sei o quê) e pronto, começo a ser inundado com visitas de teenagers histéricos(as). Já nem se pode pôr um link para o site oficial da Ana Malhoa (olha, tem um site novo! tão reles como o outro, mas ao menos é diferente; aquela foto com cuecas cor de vaca logo na homepage fazia-me alguma azia) sem correr o risco de apanhar gente que anda à caça de "fotos da ana malhoa nua" (sim, sim, já cá apareceram uns quantos). Querem as fotos da FHM? Eh pá, tão aqui. Pronto divirtam-se e deixem os meus leitores sossegados, que dão-me mau nome à casa.
05 novembro 2006
Mas isto é sina ou quê?
Fui descansadinho passar o fim de semana a Leiria (sim, sou empresário de construção civil, não pago IRS, tenho um Ferrari e casas um pouco por todo lado), e no sábado sou brindado com... barulho dos vizinhos de cima! Ao contrário do que acontece em Lisboa, os meus vizinhos em Leiria não têm putos que andam a bater os pés. Simplesmente gostam de ouvir música alto. Vá lá, foi de tarde, mas eu estava a dormir a sesta (a minha segunda actividade preferida de fim de semana*) e incomodou-me um bocado. Não tanto pelo volume, se a música fosse ao meu gosto, até nem me importava de ouvir música para adormecer. Mas... Backstreet Boys, Nel Monteiro, Clemente e Trio Odemira? Haja santa paciência, pá!
Quanto aos vizinhos de cá, surgiu uma ideia que é capaz de pegar. Eles moram no 7º (e último andar); por cima de casa deles há um terraço. Por isso, da próxima vez que o barulho dos putos me chatear, marco um jogo de basquetebol para o terraço com o meu vizinho da frente (que alinha), para as 3 da manhã. Até podemos usar várias bolas de basquetebol ao mesmo tempo, o objectivo nem é marcar pontos mesmo!
Quanto aos vizinhos de cá, surgiu uma ideia que é capaz de pegar. Eles moram no 7º (e último andar); por cima de casa deles há um terraço. Por isso, da próxima vez que o barulho dos putos me chatear, marco um jogo de basquetebol para o terraço com o meu vizinho da frente (que alinha), para as 3 da manhã. Até podemos usar várias bolas de basquetebol ao mesmo tempo, o objectivo nem é marcar pontos mesmo!
03 novembro 2006
Conselhos práticos
Conselho nº 1
Tenham sempre uma esferográfica na caixa do correio; quando vierem cartas para outra pessoa têm sempre uma esferográfica à mão para escrever no envelope "Desconhecido".
Conselho nº2
Numa rotunda com muito movimento tentem entrar sempre pela faixa da direita. Há menos movimento e despacham-se mais depressa. Além disso, se o gajo da faixa do meio (ou da esquerda) avançar, podem aproveitar para avançar também, que ele dá-vos cobertura.
Conselho nº3
Antes de tirar os cafés numa máquina expresso deixem que a água aqueça (até apagar a luz) e façam passar água pelo filtro antes de pôr o café. Sai com mais creme. E aqueçam as chávenas. Senão o café sai à temperatura ideal (cerca de 70ºC) mas arrefece demasiado depressa e perde grande parte do aroma.
Conselho nº4
Quando estão em casa deixem a chave na fechadura (pelo lado de dentro, obviamente) e tranquem a porta. Assim é impossível sair de casa sem mexer na chave e diminui a probabilidade de se esquecerem dela.
Quem é que diz que nos blogs não se aprende nada de jeito, han?
Tenham sempre uma esferográfica na caixa do correio; quando vierem cartas para outra pessoa têm sempre uma esferográfica à mão para escrever no envelope "Desconhecido".
Conselho nº2
Numa rotunda com muito movimento tentem entrar sempre pela faixa da direita. Há menos movimento e despacham-se mais depressa. Além disso, se o gajo da faixa do meio (ou da esquerda) avançar, podem aproveitar para avançar também, que ele dá-vos cobertura.
Conselho nº3
Antes de tirar os cafés numa máquina expresso deixem que a água aqueça (até apagar a luz) e façam passar água pelo filtro antes de pôr o café. Sai com mais creme. E aqueçam as chávenas. Senão o café sai à temperatura ideal (cerca de 70ºC) mas arrefece demasiado depressa e perde grande parte do aroma.
Conselho nº4
Quando estão em casa deixem a chave na fechadura (pelo lado de dentro, obviamente) e tranquem a porta. Assim é impossível sair de casa sem mexer na chave e diminui a probabilidade de se esquecerem dela.
Quem é que diz que nos blogs não se aprende nada de jeito, han?
02 novembro 2006
Eh pá, e eu que não posso ver!
O Alberto João Jardim tá a ser entrevistado pela Judite de Sousa na RTP1 por causa da lei das finanças locais e da sua perda de verbas no orçamento do ano que vem.
Eh pá, tenho de ir fazer o jantar e depois vou sair, não devo conseguir ver tudo! Mas tá a ser tão bonito... as acusações e insultos do costume, a típica vitimização, os berros enfurecidos a gritar "perseguição", "fascismo", "discriminação" e por aí fora.
Se eu fosse à Judite de Sousa pedia um aumento por ter de suportar a presença daquele senhor durante 1 hora e tal.
Eh pá, tenho de ir fazer o jantar e depois vou sair, não devo conseguir ver tudo! Mas tá a ser tão bonito... as acusações e insultos do costume, a típica vitimização, os berros enfurecidos a gritar "perseguição", "fascismo", "discriminação" e por aí fora.
Se eu fosse à Judite de Sousa pedia um aumento por ter de suportar a presença daquele senhor durante 1 hora e tal.
Olha que bonito!
Quase a chegar a casa o semáforo à minha frente fica amarelo e eu travo para parar no vermelho que estava iminente (e de facto ficou vermelho um pouco antes de lá chegar). O carro que vinha atrás de mim mudou de faixa, acelerou e passou no vermelho. Não é tão bom quando isso acontece? Eu fico sempre enternecido!
Viro para a minha rua, procuro lugar, vejo um sítio para estacionar, mas, a tapar um lugar que dava à vontade para dois carros estavam 2 carros em segunda fila. Essa é outra que eu gosto de ver.
É bom viver num país de gente civilizada.
Viro para a minha rua, procuro lugar, vejo um sítio para estacionar, mas, a tapar um lugar que dava à vontade para dois carros estavam 2 carros em segunda fila. Essa é outra que eu gosto de ver.
É bom viver num país de gente civilizada.
Sortudo!
O meu irmão tá doente. Tá de cama e tal, todo entupido. Sortudo, não tem de ir trabalhar com um tempo destes. Quem me dera, ficar no quentinho o dia todo. Todo ranhoso e com o corpo todo dorido e sem poder sair de casa, mas não interessa.
(claro que por causa da gracinha ainda me arrisco a ficar doente amanhã, e passo o fim de semana doente. Tá-se mesmo a ver; depois, na segunda-feira, fico melhor...)
(claro que por causa da gracinha ainda me arrisco a ficar doente amanhã, e passo o fim de semana doente. Tá-se mesmo a ver; depois, na segunda-feira, fico melhor...)
Pub
Pelos vistos é o anúncio preferido do tipo que o pôs no YouTube. Bem, eu não chego a tanto, há muitos outros que são ferozes candidatos ao lugar de "melhor anúncio de sempre". Mas é muito bom, lá isso é.
Desculpe?
Os funcionários da Galp estão descontentes. E como estão descontentes, fizeram greve. Duvido que seja porque a Galp anda a chamar toda a gente de sócio, acho que isso não é razão suficiente para fazer greve. Se fosse eu, fazia, mas acho que a maior parte das pessoas nem se chateou muito com isso.
Estão descontentes porque parece que os sócios da Galp andam todos a ganhar dinheiro e os funcionários não. Vai daí, acham que merecem um prémio. E então, estão em greve por 2 dias. Estão de greve porque querem 5 mil euros para cada um (desculpe?). Como prémio. 5 mil euros? Pois claro, não admira que toda a gente tenha aderido à greve.
A malta chega ao plenário de trabalhadores (um dos melhores sítios no país para ver camisas que estão fora de moda há 20 anos e grandes barbas e bigodes) e alguém diz: "eh pá, ouvi dizer que amanhã vai chover, e que tal se a gente não viesse trabalhar?". Mais alguém acha que é boa ideia e resolvem convocar uma greve, porque nestes dias não apetece nada sair da cama. "Mas atão, o que é que a gente pede com a greve? Temos de reivindicar qualquer coisa...". E é nessa altura que aparece a ideia de génio: "olha, pede-lhes mil contos para cada um!". Toda a gente desata a aplaudir e a pensar no plasma novo para a sala ou nas propinas do curso do miudo (desde que seja numa universidade pública e o inútil do cachopo não passe as noites na má vida e não chumbe de ano) e vão todos à sua vida.
Eu também gostava de fazer isso. Virava-me para o meu chefe e dizia:
- Olhe, dê-me mil contos.
- Porquê?
- Porque me dão jeito. Quero comprar um plasma.
- Não lhe dou nada mil contos, veja lá é se faz alguma coisa útil e não passa o dia todo a escrever disparates no seu blog.
- Ah é? Então faço greve.
Acham que pega?
Ou então, faço greve aqui no blog! Não escrevo mais posts até que os leitores do blog me dêem mil contos! (duvido que pegue, mas não custa tentar).
Estão descontentes porque parece que os sócios da Galp andam todos a ganhar dinheiro e os funcionários não. Vai daí, acham que merecem um prémio. E então, estão em greve por 2 dias. Estão de greve porque querem 5 mil euros para cada um (desculpe?). Como prémio. 5 mil euros? Pois claro, não admira que toda a gente tenha aderido à greve.
A malta chega ao plenário de trabalhadores (um dos melhores sítios no país para ver camisas que estão fora de moda há 20 anos e grandes barbas e bigodes) e alguém diz: "eh pá, ouvi dizer que amanhã vai chover, e que tal se a gente não viesse trabalhar?". Mais alguém acha que é boa ideia e resolvem convocar uma greve, porque nestes dias não apetece nada sair da cama. "Mas atão, o que é que a gente pede com a greve? Temos de reivindicar qualquer coisa...". E é nessa altura que aparece a ideia de génio: "olha, pede-lhes mil contos para cada um!". Toda a gente desata a aplaudir e a pensar no plasma novo para a sala ou nas propinas do curso do miudo (desde que seja numa universidade pública e o inútil do cachopo não passe as noites na má vida e não chumbe de ano) e vão todos à sua vida.
Eu também gostava de fazer isso. Virava-me para o meu chefe e dizia:
- Olhe, dê-me mil contos.
- Porquê?
- Porque me dão jeito. Quero comprar um plasma.
- Não lhe dou nada mil contos, veja lá é se faz alguma coisa útil e não passa o dia todo a escrever disparates no seu blog.
- Ah é? Então faço greve.
Acham que pega?
Ou então, faço greve aqui no blog! Não escrevo mais posts até que os leitores do blog me dêem mil contos! (duvido que pegue, mas não custa tentar).
Até tremo...
só de pensar que logo por volta das sete vou para casa e o caminho mais rápido (será?) implica passar um túnel de mais de 1 km. Acho que vou pôr ar nos pneus. Se a coisa estiver muito má, o carro flutua (convém ter os vidros fechados também, senão o ar sai).
(para quem não sabe: chove em Lisboa que parece um segundo dilúvio)
(para quem não sabe: chove em Lisboa que parece um segundo dilúvio)
Miles and more
Andar de avião é fixe. Dá para ir muito longe muito depressa, e dão-nos bebidas e café (bem, às vezes) e atravessamos oceanos inteiros e mais não sei o quê. Mas fixe, fixe, é ter um cartão de milhas de uma companhia aérea (ou mais que um)! Um passageiro que voe com frequência consegue facilmente ter viagens à borla. Ao fim de umas 20 ou 30 mil milhas já dá para qualquer coisa e 20 mil milhas são p'raí 2 viagens intercontinentais. Depois há as compras com alguns cartões de crédito que dão milhas, o rent-a-car dá milhas, os hoteis dão milhas, os upgrades de bilhetes dão milhas, ao fim de não sei quantas milhas recebem-se milhas de bónus... até a TMN e a Oni dão milhas, imaginem só! E depois, quando as milhas começam a somar, a somar, a somar... é andar por aí a passear. Ele é férias nas Caraíbas, idas à Euro-Disney, jantares em Nova Iorque...
Mas houve um gajo que levou a coisa das milhas mais além. Pelos vistos ele é um passageiro MUITO frequente. Muito mesmo. E conseguiu acumular a módia quantia de 2 milhões de milhas no seu cartão de frequent flyer da Virgin Atlantic. Cada viagem de ida e volta Londres Nova Iorque em primeira deve render umas 20 mil milhas; mais p'raí umas 2 ou 3 milhas por cada dólar/euro/libra gastos em cartões de crédito, uns quantos bónus e mais não sei o quê, o gajo deve ter feito DEZENAS de viagens transatlânticas ao longo do tempo; ah, e não se esqueçam que as milhas têm prazo de validade! Na TAP expiram ao fim de 3 anos, por isso é preciso ser rápido!
Bom, vai daí, o senhor não foi de modas. Como raio se conseguem trocar 2 milhões de milhas em viagens? Com umas 100 mil, no máximo, já dá para ir à Austrália e por mais que um gajo goste da Austrália não me parece razoável que alguém lá queira ir 20 vezes. Então, o tipo resolveu comprar uma viagem de ida e volta... ao espaço! Nem mais! Como tinha milhas de sobra foi ver quanto é que custava em milhas a viagem ao espaço (que começam em 2009) e lá gastou os seus 2 milhões de milhas acumuladas! Felizmente para ele as milhas da Virgin Atlantic podem ser trocadas por viagens na Virgin Galactic.
Mas houve um gajo que levou a coisa das milhas mais além. Pelos vistos ele é um passageiro MUITO frequente. Muito mesmo. E conseguiu acumular a módia quantia de 2 milhões de milhas no seu cartão de frequent flyer da Virgin Atlantic. Cada viagem de ida e volta Londres Nova Iorque em primeira deve render umas 20 mil milhas; mais p'raí umas 2 ou 3 milhas por cada dólar/euro/libra gastos em cartões de crédito, uns quantos bónus e mais não sei o quê, o gajo deve ter feito DEZENAS de viagens transatlânticas ao longo do tempo; ah, e não se esqueçam que as milhas têm prazo de validade! Na TAP expiram ao fim de 3 anos, por isso é preciso ser rápido!
Bom, vai daí, o senhor não foi de modas. Como raio se conseguem trocar 2 milhões de milhas em viagens? Com umas 100 mil, no máximo, já dá para ir à Austrália e por mais que um gajo goste da Austrália não me parece razoável que alguém lá queira ir 20 vezes. Então, o tipo resolveu comprar uma viagem de ida e volta... ao espaço! Nem mais! Como tinha milhas de sobra foi ver quanto é que custava em milhas a viagem ao espaço (que começam em 2009) e lá gastou os seus 2 milhões de milhas acumuladas! Felizmente para ele as milhas da Virgin Atlantic podem ser trocadas por viagens na Virgin Galactic.
01 novembro 2006
3-0
Toma, vai buscar!
Tá complicado, mas ainda há esperança... bora lá ver o que nos reserva a próxima jornada, quem sabe vamos discutir o apuramento com o Manchester United, como no ano passado! Bem, mas como a água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte, o melhor é não contar muito com isso.
Homem do jogo: aquele defesa central do Celtic (como raio é que o gajo se chama, MacQuê?). Marcou o primeiro golo, deu o segundo a marcar, man of the match, sem dúvida! Devíamos contratá-lo para o ano que vem para o lugar da Barbie da bandelete. Apesar de a Barbie hoje ter feito um bom jogo. Foi a Barbie e a Cindy, estiveram as duas bem. Afinal as duas bonecas quando querem até sabem jogar à bola!
Em conclusão de jornada europeia (ainda falta o Braga amanhã, butes lá, carago!), parabéns ao Porto pela vitória importantíssima (ainda por cima fora de casa!) que os mantém com todas as possibilidades em aberto para o apuramento. E mesmo o Sporting, por não ter perdido também tem boas possibilidades (ganhar em Milão até sabia a ginjas!). Mas está a ser uma jornada algo estranha: até agora ninguém perdeu!
Na semana passada comecei a pensar no estado do futebol português (às vezes dá-me para pensar nos grandes problemas da humanidade) e interroguei-me sobre a relação entre o número de equipas e a competitividade do campeonato. Passámos de 18 equipas para 16 para ter um campeonato mais competitivo. Mas nem era preciso. Até podiam ser 20 equipas. Desde que fossem espanholas. Mas pronto, por esta escapam. Reservo a minha rezinguice para a próxima jornada europeia...
Tá complicado, mas ainda há esperança... bora lá ver o que nos reserva a próxima jornada, quem sabe vamos discutir o apuramento com o Manchester United, como no ano passado! Bem, mas como a água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte, o melhor é não contar muito com isso.
Homem do jogo: aquele defesa central do Celtic (como raio é que o gajo se chama, MacQuê?). Marcou o primeiro golo, deu o segundo a marcar, man of the match, sem dúvida! Devíamos contratá-lo para o ano que vem para o lugar da Barbie da bandelete. Apesar de a Barbie hoje ter feito um bom jogo. Foi a Barbie e a Cindy, estiveram as duas bem. Afinal as duas bonecas quando querem até sabem jogar à bola!
Em conclusão de jornada europeia (ainda falta o Braga amanhã, butes lá, carago!), parabéns ao Porto pela vitória importantíssima (ainda por cima fora de casa!) que os mantém com todas as possibilidades em aberto para o apuramento. E mesmo o Sporting, por não ter perdido também tem boas possibilidades (ganhar em Milão até sabia a ginjas!). Mas está a ser uma jornada algo estranha: até agora ninguém perdeu!
Na semana passada comecei a pensar no estado do futebol português (às vezes dá-me para pensar nos grandes problemas da humanidade) e interroguei-me sobre a relação entre o número de equipas e a competitividade do campeonato. Passámos de 18 equipas para 16 para ter um campeonato mais competitivo. Mas nem era preciso. Até podiam ser 20 equipas. Desde que fossem espanholas. Mas pronto, por esta escapam. Reservo a minha rezinguice para a próxima jornada europeia...
Halloween
Eu não gosto muito de sair no Halloween. O mais provável é tropeçar num vampiro, fantasma, bruxa ou zombie e eu não sou muito de carnavais. Quanto muito saio para um bar qualquer e fico por lá. Mas como quer a noite de carnaval quer a noite das bruxas costumam ser em alturas de razoável frio, prefiro ficar em casa no quentinho.
E foi isso que fiz este ano: fiquei em casa. Mas este ano percebi que há uma razão muito boa para sair à noite no Halloween: à meia noite menos um quarto tocaram à minha campainha. Eram duas miudas, mascaradas não sei bem de quê, a pedir doces, como se estivéssemos nos EUA. Ainda por cima, nem sequer diziam "trick or treat" ou uma tradução do mesmo, limitavam-se a dizer "halloween". Algúem tem de explicar a esta miudagem como é que a coisa funciona e que se não estão dispostos a atirar ovos à porta das pessoas ou a ficar com o dedo na campainha até às 2 da manhã a brincadeira não funciona. Não se podem limitar a fazer bluff que assim ninguém lhes liga nenhuma.
Optei por nem abrir a porta, não me apeteceu dar-lhes um sermão sobre a estupidez de importar tradições que não são nossas e às quais não estamos acostumados. Para o ano acho que vou para o Bairro Alto. Ou então fico em casa e desligo a campainha.
E foi isso que fiz este ano: fiquei em casa. Mas este ano percebi que há uma razão muito boa para sair à noite no Halloween: à meia noite menos um quarto tocaram à minha campainha. Eram duas miudas, mascaradas não sei bem de quê, a pedir doces, como se estivéssemos nos EUA. Ainda por cima, nem sequer diziam "trick or treat" ou uma tradução do mesmo, limitavam-se a dizer "halloween". Algúem tem de explicar a esta miudagem como é que a coisa funciona e que se não estão dispostos a atirar ovos à porta das pessoas ou a ficar com o dedo na campainha até às 2 da manhã a brincadeira não funciona. Não se podem limitar a fazer bluff que assim ninguém lhes liga nenhuma.
Optei por nem abrir a porta, não me apeteceu dar-lhes um sermão sobre a estupidez de importar tradições que não são nossas e às quais não estamos acostumados. Para o ano acho que vou para o Bairro Alto. Ou então fico em casa e desligo a campainha.
Esta semana não há sondagem!
Prontos. Não há. Ponto final! Acabou-se! Chega.
A última teve resultados interessantes, nomeadamente, houve quem achasse que flores são almoço. Enfim, há de tudo entre os leitores do Ó faxavor!
A última teve resultados interessantes, nomeadamente, houve quem achasse que flores são almoço. Enfim, há de tudo entre os leitores do Ó faxavor!
Raios partam os vizinhos de cima, pá!
Os putos dos meus vizinhos de cima gostam de brincar. O problema é que para brincar acham que é preciso marchar no chão do apartamento. A bater os pés. Às 9 da manhã quando não é mais cedo. Domingos e feriados também.
Tem sido assim mais ou menos sempre. Mas há dias em que é pior. Hoje acordei com o barulho dos putos a bater os pés por cima de mim. E olhem que eu sou gajo para ter o despertador a buzinar 1 hora sem acordar, vejam bem a barulheira que foi...
Bem, subi as escadas, toquei à campainha deles, veio o papá à porta (já antes tinha falado com a mamã por causa do mesmo e a situação é mais ou menos a mesma). Assim que começo a falar (em tom admiravelmente educado para o estado de má disposição em que eu estava) o homem começa logo com merdas que os putos têm de brincar e que eu não tenho nada que reclamar, que eles também não se queixam quando eu faço festas com os meus amigos (que são apenas em jogos de futebol importantes, portanto, a meio do dia ou ao início da noite) por uma questão de educação e respeito e mais não sei o quê. No mesmo tom lá lhe respondo que eu percebo tudo isso, mas não é preciso bater os pés para brincar e é só com isso que eu estou a protestar. Ah, não esquecendo que o homem disse, logo a abrir "olhe, é a última vez que o senhor vem cá. Já não é a primeira vez e não lhe admito, blá, blá, blá".
Bom, concordo com ele. De facto, falar com S. Exas. é como falar com uma parede. Não, é pior! Paredes não são mal educadas! Além disso, já falei com os dois e pude confirmar uma coisa: a vida sexual daqueles dois deve ser uma verdadeira tristeza. Deve ser uma queca de 3 minutos, 1 vez por mês e sem preliminares. Só mesmo para limpar a canalização. Quando falei com a gaja achei que a pobre coitada devia ser frígida e por isso é que descarregava em cima dos outros; mas como o seu digníssimo esposo alinha pelo mesmo diapasão, acho que o mal não é só dela.
Por isso, vou deixar de subir as escadas para pedir (note-se que eu apenas pedi para fazer com que os miudos parassem de bater os pés no chão) que os miudos façam menos barulho. Da próxima, chamo a polícia e apresento queixa no condomínio. E da vez seguinte hei-de fazer o mesmo. E da vez seguinte o mesmo. E a partir de agora hei-de chamar a polícia tantas vezes quantas as necessárias. E se alguma vez me cruzar com S. Exas. e seus rebentos nos elevadores, salto entre dois andares. E depois peço desculpa e digo que tou com gases, não pude evitar. Ah, será bom poder disfrutar da companhia de S. Imbecilidades durante 30 minutos! Acima de tudo porque sou capaz de deixar os putos bastante assustados com os meus gritos lancinantes de socorro!
Tem sido assim mais ou menos sempre. Mas há dias em que é pior. Hoje acordei com o barulho dos putos a bater os pés por cima de mim. E olhem que eu sou gajo para ter o despertador a buzinar 1 hora sem acordar, vejam bem a barulheira que foi...
Bem, subi as escadas, toquei à campainha deles, veio o papá à porta (já antes tinha falado com a mamã por causa do mesmo e a situação é mais ou menos a mesma). Assim que começo a falar (em tom admiravelmente educado para o estado de má disposição em que eu estava) o homem começa logo com merdas que os putos têm de brincar e que eu não tenho nada que reclamar, que eles também não se queixam quando eu faço festas com os meus amigos (que são apenas em jogos de futebol importantes, portanto, a meio do dia ou ao início da noite) por uma questão de educação e respeito e mais não sei o quê. No mesmo tom lá lhe respondo que eu percebo tudo isso, mas não é preciso bater os pés para brincar e é só com isso que eu estou a protestar. Ah, não esquecendo que o homem disse, logo a abrir "olhe, é a última vez que o senhor vem cá. Já não é a primeira vez e não lhe admito, blá, blá, blá".
Bom, concordo com ele. De facto, falar com S. Exas. é como falar com uma parede. Não, é pior! Paredes não são mal educadas! Além disso, já falei com os dois e pude confirmar uma coisa: a vida sexual daqueles dois deve ser uma verdadeira tristeza. Deve ser uma queca de 3 minutos, 1 vez por mês e sem preliminares. Só mesmo para limpar a canalização. Quando falei com a gaja achei que a pobre coitada devia ser frígida e por isso é que descarregava em cima dos outros; mas como o seu digníssimo esposo alinha pelo mesmo diapasão, acho que o mal não é só dela.
Por isso, vou deixar de subir as escadas para pedir (note-se que eu apenas pedi para fazer com que os miudos parassem de bater os pés no chão) que os miudos façam menos barulho. Da próxima, chamo a polícia e apresento queixa no condomínio. E da vez seguinte hei-de fazer o mesmo. E da vez seguinte o mesmo. E a partir de agora hei-de chamar a polícia tantas vezes quantas as necessárias. E se alguma vez me cruzar com S. Exas. e seus rebentos nos elevadores, salto entre dois andares. E depois peço desculpa e digo que tou com gases, não pude evitar. Ah, será bom poder disfrutar da companhia de S. Imbecilidades durante 30 minutos! Acima de tudo porque sou capaz de deixar os putos bastante assustados com os meus gritos lancinantes de socorro!
Carta à Galp
A Galp agora pôs cartazes um pouco por todo o lado a dizer "Olá sócio". Tudo isto para comemorar mais uma oferta pública de venda de acções à qual, como é habitual, houve forte adesão.
Ó senhores da Galp: vão chamar sócio ao empregado do café da vossa rua, tá bem? Mas que confianças são estas? Sócio? Sócio é trolha! Um gajo entra numa obra, dirige-se a um trolha e diz "Ó sócio: onde é que tá o chefe?". Sócio, quanto muito admite-se a taxistas e aos agarrados (ah, como eu gosto de ouvir "ó sócio: orienta-me aí um cigarro"; nunca percebi muito bem o que quer dizer "orientar um cigarro" mas imagino que seja virar a ponta do cigarro para Norte).
Agora vêm estes gajos a chamar-me sócio? Sócio? Senhor sócio, quanto muito! Senhor engenheiro sócio, ó faxavor! Sócio é estivador!
Ó senhores da Galp: vão chamar sócio ao empregado do café da vossa rua, tá bem? Mas que confianças são estas? Sócio? Sócio é trolha! Um gajo entra numa obra, dirige-se a um trolha e diz "Ó sócio: onde é que tá o chefe?". Sócio, quanto muito admite-se a taxistas e aos agarrados (ah, como eu gosto de ouvir "ó sócio: orienta-me aí um cigarro"; nunca percebi muito bem o que quer dizer "orientar um cigarro" mas imagino que seja virar a ponta do cigarro para Norte).
Agora vêm estes gajos a chamar-me sócio? Sócio? Senhor sócio, quanto muito! Senhor engenheiro sócio, ó faxavor! Sócio é estivador!
Brrrrrrrum
Ontem passou por mim um Ferrari a abrir, no túnel da Av. João XXI. E lá foi ele, a ziguezaguear no meio dos carros, a fazer um cagaçal desgraçado, para chegar mais depressa aonde queria chegar. Claro que com tanta pressa conseguiu apenas chegar 30 segundos mais depressa que eu ao engarrafamento do Campo Pequeno / Av. Berna / Praça de Espanha e a todos os engarrafamentos subsequentes.
Deve ser frustrante ter um carro com 500 cavalos e andar em pára-arranca no meio da cidade. Um gajo sente as comichões no pé direito e não pode pôr pata a fundo para mostrar o que vale o emaranhado de tubos e peças metálicas que está por debaixo do capot.
Mas também, quem é o parvo que resolve andar de Ferrari no meio de Lisboa em plena hora de ponta e ainda por cima em dia de greve de metro? É preciso ser-se um bocado totó, não? (era para escrever estúpido, mas quem sabe, o condutor do Ferrari é capaz de ser leitor do Ó faxavor! e eu não quero insultar os leitores do blog; bem, pelo menos não directamente)
Deve ser frustrante ter um carro com 500 cavalos e andar em pára-arranca no meio da cidade. Um gajo sente as comichões no pé direito e não pode pôr pata a fundo para mostrar o que vale o emaranhado de tubos e peças metálicas que está por debaixo do capot.
Mas também, quem é o parvo que resolve andar de Ferrari no meio de Lisboa em plena hora de ponta e ainda por cima em dia de greve de metro? É preciso ser-se um bocado totó, não? (era para escrever estúpido, mas quem sabe, o condutor do Ferrari é capaz de ser leitor do Ó faxavor! e eu não quero insultar os leitores do blog; bem, pelo menos não directamente)
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